Grupo espanhol anuncia investimento de R$ 8,5 bilhões em usina solar no Estado

Mato Grosso do Sul vai receber investimento de R$ 8,5 bilhões para a construção da maior fazenda de energia solar do Estado, com 3,5 mil hectares de painéis solares e capacidade de geração de 2,5 gigawatts de energia elétrica.

O anúncio foi feito nesta terça-feira (18) pelo grupo espanhol Solatio Energia, em reunião com o governador Eduardo Riedel e o secretário Jaime Verruck, da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), no estande do Governo de Mato Grosso do Sul na 83ª edição da Expogrande.

“É uma mudança de paradigma. É uma usina gigante, aqui em Mato Grosso do Sul”, frisa Riedel

“Esse é o Mato Grosso do Sul caminhando com investimento privado, com pessoas que confiam no Estado para que a gente tenha geração de energia limpa, rumo a 2030, com o Estado Carbono Neutro”, afirma o governador Eduardo Riedel. “É uma mudança de paradigma completa. É uma usina gigante, uma das maiores do Brasil, aqui em Mato Grosso do Sul”, frisa.

Já o secretário Jaime Verruck lembrou o histórico das negociações do Governo do Estado com a Solatio Energia para a viabilização do empreendimento e ressaltou o alinhamento da proposta com o MS Renovável, um dos instrumentos da administração estadual para atingir a meta de tornar o território sul-mato-grossense Carbono Neutro em 2030.

“Essas negociações do Governo do Estado com a Solatio começaram em 2016 e hoje se concretizaram com o anúncio da viabilização do empreendimento. Esse é um investimento fundamental para a nossa política de incentivo à geração de energia limpa e renovável em Mato Grosso do Sul”, destaca Jaime Verruck.

Presidente da Solatio Energia, Pedro Vaquer informou que o investimento tem como parceiro a empresa Tradener, que fará a comercialização da energia gerada junto ao mercado livre de energia elétrica. As obras para instalação das placas solares iniciam em setembro deste ano.

“Temos um contrato para início da geração em janeiro de 2025. O conjunto de placas em Cassilândia será conectado à estação de Chapadão do Sul, e o de Paranaíba se conecta com a estação de Inocência. Essa é uma parceria com o Governo do Estado. Mato Grosso do Sul merece um investimento dessa envergadura”, finaliza Pedro Vaquer.

Grupo fortemente armado em frente a Gameleira é preso

Grupo estaria em quatro homens e dois deles conseguiram fugir com parte do armamento

Um grupo fortemente armado foi preso aos arredores do presídio da Gameleira, próximo ao aterro sanitário, na região sul de Campo Grande, na manhã desta segunda-feira (17). Uma das suspeitas é que o grupo de criminosos tentaria invadir o presídio para resgatar um interno da unidade.

Várias armas e munições foram apreendidas (Foto Divulgação)

Quatro homens estavam em atitude suspeita em frente a unidade. Com a chegada da polícia, dois conseguiram fugir e outros dois foram presos. Todos estavam armados com pistolas e carregavam várias munições.

Algumas armas foram apreendidas pela polícia, mas a dupla que conseguiu fugir também tinha armamento. Ainda não há informações sobre qual veículo eles ocupavam.

A Gameleira é um estabelecimento penal de segurança mínima, destinado a presos condenados do sexo masculino que cumprem pena em regime semiaberto.

Segundo a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), o que aconteceu foi uma tentativa de abordagem a um grupo armado, mas nega possível invasão ao presídio. Ainda segundo a Agepen, a suspeita é de que o grupo tentaria matar um detento na saída.

 

Justiça Federal converte em preventiva prisão de grupo indígena

A Justiça decretou prisão preventiva para as nove pessoas – entre elas o ex-candidato ao Governo, Magno Souza (PCO) – acusadas de terem invadido uma área próxima ao Anel Viário, onde está sendo construído um condomínio fechado, portando arma de fogo calibre 22, facas e facões, além de diversos rojões em posse de grupo.

PM de Dourados e o Batalhão de Choque de Campo Grande foram acionados – Crédito: Osvaldo Duarte/Dourados News

Conforme a decisão, existem “motivos concretos e suficientes para decretação da medida extrema consistente na prisão preventiva”.

Como mostrado pelo Dourados News, o caso ocorreu na sexta-feira (07) e no sábado (08), o grupo foi retirado pela polícia no local sem confronto.

Para a Justiça “os indícios suficientes de autoria decorrem do próprio auto de prisão em flagrante, da confissão dos flagrados, além de detalhado e uniforme depoimento policial”.

O documento detalha ainda que o grupo contava com aproximadamente 20 pessoas, que portavam os materiais ilícitos já citados como armas e rojões, sendo que destas nove foram encaminhadas para delegacia.

Destaca ainda que essas pessoas teriam ameaçado e lesionado um indígena que é caseiro na propriedade vizinha e ainda que durante uma das ações da Polícia Militar, um suposto líder do grupo teria “ficado exaltado e teria acirrado os ânimos”.

O texto reforça que o MPF (Ministério Público Federal) reconheceu que há risco à ordem pública “tanto que requereu a aplicação da mais gravosa das medidas cautelares diversas da prisão, a monitoração eletrônica”.

Outro ponto frisado é “a agressividade na conduta dos presos, a necessidade de reforço policial para que se efetuasse as prisões em flagrante, o uso de armas (facas e facões, além do porte da arma de fogo apreendida, que era compartilhado, sendo clara a presença de unidade desígnios para a prática delitiva”.

A defesa do grupo divulgou uma nota na qual afirma que os indígenas envolvidos na ação não seriam de Dourados.

Outro ponto destacado pela defesa por meio do advogado Tiago Aquino é sobre a existência de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), feito pelo MPF (Ministério Público Federal) com intermédio da Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) de que a área é reivindicada como tradicional indígena e, diante disso, com o andamento da construção por meio de uma construtora, o grupo se sentiu “lesado” e fez uma “retomada”.

Com helicóptero, grupo é resgatado de trabalho escravo em fazenda no Pantanal

Cinco trabalhadores foram retirados da condição de trabalho análogo ao de escravo durante a operação conjunta “Pantanal Paiaguás”, realizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT-MS), Ministério do Trabalho e Emprego, Polícia Federal (Grupo Especial de Polícia Marítima de Corumbá) e Polícia Militar Ambiental, com apoio da Casa Militar do Governo do Estado.

A ação ocorreu entre os dias 12 e 17 de março, na sub-região do Pantanal de Paiaguás.

Ontem (22), as vítimas receberam do empregador as verbas rescisórias pelos serviços prestados, pouco mais de R$ 37,4 mil para cada um deles, além de uma indenização por danos morais individuais, que totalizou R$ 240 mil – o equivalente a 20 vezes o valor do salário acordado no momento da contratação – e que será dividida entre os cinco trabalhadores. O pagamento destes valores foi pactuado com o MPT-MS por meio de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), assinado pelo procurador do Trabalho Paulo Douglas de Moraes e por representantes legais da propriedade rural, durante audiência administrativa, realizada no dia 15 de março, nas dependências da Polícia Federal no município de Corumbá.

Trbalhadores foram resgatados de helicóptero por estarem em área alagada do Pantanal – Foto: Divulgação

O proprietário da fazenda também deverá pagar outros R$ 240 mil, a título de dano moral coletivo, como forma de reparação à sociedade. O valor será revertido a entidades e/ ou instituições que promovam direitos sociais de interesse coletivo.

Outro Termo de Ajuste de Conduta foi subscrito na mesma ocasião, este objetivando a adequação do meio ambiente de trabalho à legislação laboral vigente, bem como resguardar trabalhadores que, futuramente, venham a exercer quaisquer serviços na propriedade onde ocorreu o flagrante, ou em outras empresas que integram ou venham a integrar seu grupo econômico. O não cumprimento de qualquer uma das obrigações do TAC implica no pagamento de multa, cujo valor é vinculado à natureza da cláusula descumprida – legislação trabalhista, segurança do trabalho ou medicina do trabalho – e ao número de trabalhadores impactados.

Com a operação “Pantanal Paiaguás”, 22 trabalhadores foram resgatados de condições análogas à de escravidão em propriedades rurais de Mato Grosso do Sul, entre janeiro e 21 de março de 2023, conforme levantamento da Superintendência da Inspeção do Trabalho no estado. Em todo o país, foram 918 trabalhadores no mesmo período, o que representa alta de 124% em relação ao volume dos primeiros três meses de 2022.

Condições degradantes de trabalho

Durante a operação, duas propriedades rurais, localizadas na sub-região do Pantanal de Paiaguás, foram diligenciadas. Na primeira, uma fazenda localizada a cerca de 60 quilômetros do perímetro urbano de Corumbá, não houve flagrante do crime.

Já na segunda propriedade rural, distante 180 quilômetros da cidade, os cinco trabalhadores foram localizados isolados em meio à mata, dentro de uma fazenda que atua no ramo da pecuária bovina e tem 15 mil hectares. Foi necessária a utilização de um helicóptero e de um barco, cedidos pela Casa Militar do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e pelo Grupo Especial de Polícia Marítima de Corumbá, da Polícia Federal, respectivamente, já que nesta época do ano a região fica alagada. Policiais da Polícia do Ministério Público da União (MPU) realizaram a escolta e acompanhamento do procurador do MPT durante as diligências, as inspeções e as audiências.

Barraca que servia de alojamento para trabalhadores resgatados – Crédito: Divulgação

Nesta fazenda, os trabalhadores estavam alojados em um acampamento, afastado a quilômetros da sede, composto por quatro barracos, construídos com varões de arbustos e cobertos com lona plástica, e dormiam em redes e estruturas precárias, que eles chamavam de “camas”, e eram montadas de forma improvisada com troncos de vegetação. Sem paredes ou pisos, as condições expunham os trabalhadores a intempéries, animais peçonhentos e silvestres.

Não havia banheiros e as necessidades eram feitas no mato. A água disponível ficava armazenada em um tanque pipa e servia para uso geral – beber, cozinhar e tomar banho. Em depoimento, os trabalhadores disseram que ela tinha gosto de ferrugem, e que até capivaras foram vistas bebendo desta mesma água.

Residentes em Corumbá, os trabalhadores foram contratados de forma irregular para construir cercas na fazenda, por um intermediador de mão de obra. “O cercamento da propriedade rural é uma atividade lícita, porém, não pode ser executada nestas condições, que configuram o crime de redução à condição análoga à de escravo”, pontua o procurador do Trabalho Paulo Douglas de Mores.

Nenhum dos trabalhadores teve o registro formalizado em carteira ou receberam equipamentos e dispositivos de proteção individual, com vistas a prevenção da ocorrência de acidentes. Conforme o acordo feito no momento da contratação, eles deveriam permanecer no local de trabalho pelo período de 90 dias, para só então serem conduzidos à cidade, onde finalmente receberiam o saldo dos valores das diárias trabalhadas nesse período. Também não foi concedido o direito ao repouso semanal remunerado de 24 horas consecutivas.

Denuncie 

Todo cidadão que presenciar pessoas atuando de formas que caracterizem o trabalho análogo ao de escravo pode denunciar ao MPT. As denúncias devem ser feitas das seguintes formas:

Pelo site do MPT-MS: www.prt24.mpt.mp.br/servicos/denuncias

Pelo aplicativo MPT Pardal, cujo download é gratuito para smartphones

Pelo portal da Inspeção do Trabalho https://ipe.sit.trabalho.gov.br/#!/ 

Ou pessoalmente em uma das três unidades do MPT-MS, localizadas em Campo Grande, Três e Lagoas e Dourados, de segunda a sexta-feira, das 9 às 17 horas.

Homem leva 3 facadas ao ter casa invadida por grupo

Arnaldo Domingos, de 61 anos, levou pelo menos três facadas após ater a casa invadida na noite deste domingo (19) em Dourados. O caso ocorreu na rua Antônio Luiz Marra, no bairro Terra Roxa.

Idoso foi esfaqueado 3 vezes, duas na cabeça e uma no tórax Foto Leandro Holsbach

Conforme a polícia, o homem mora sozinho e estava em casa quando três homens chegaram e perguntaram por uma suposta arma.

O grupo revirou a casa em busca da arma e como nada encontrou pegou facas que estavam na cozinha e exigiu a chave de um veículo que estava na garagem.

Os bandidos estavam exaltados e como não tinha a chave, passaram a ameaçar o idoso, que entrou em luta corporal. O homem gritou por socorro e vizinhos saíram para fora.

Arnaldo foi ferido a facadas na cabeça e no abdômen. Ele foi socorrido ao Hospital da Vida e o grupo fugiu do local.

Grupo de trabalho de MS vai analisar com ANTT concessões da Malha Oeste e BR-163

Encontro com dirigentes da ANTT foi o último do dia, e aconteceu com a presença da senadora Tereza Cristina, além dos secretários Jaime Verruck e Eduardo Rocha

Os dois dias de visita do governador Eduardo Riedel à Brasília (DF) renderam, além de R$ 1 bilhão em recursos para rodovias federais em Mato Grosso do Sul, avanços em questões importantes para a logística sul-mato-grossense, que evolui para oferecer melhor infraestrutura para escoar a produção local até os portos do litoral.

Encontro com dirigentes da ANTT foi o último do dia, e aconteceu com a presença da senadora Tereza Cristina, além dos secretários Jaime Verruck e Eduardo Rocha

Em encontro na semana passada com o ministro dos Transportes, Renan Filho, e toda diretoria da ANTT (Agência Nacional dos Transportes Terrestres), foi encaminhado a criação de um grupo de trabalho para agilizar as relicitações da ferrovia Malha Oeste (antiga Noroeste do Brasil) e da rodovia federal BR-163.

“Esse avanço é fundamental para atrair capital privado para Mato Grosso do Sul. Essa ação terá a ANTT se fazendo presente, e quer muito claramente ter uma resposta, buscar a conclusão desse processo”, comenta o governador Eduardo Riedel.

O governador visitou diversos ministérios na semana passada, entre eles o Ministério dos Transportes, onde também falou com os diretores da ANTT. “Concluindo esses estudos, fecharemos o processo e iremos ao mercado oferecer esses produtos”, conclui.

Encabeçado pelo titular da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Jaime Verruck, o grupo contará ainda com o secretário de Infraestrutura e Logística, Helio Peluffo, e com a secretária espeial de Parcerias Estratégias do Governo de Mato Grosso do Sul, Eliane Detoni.

“A ANTT terminou os estudos, e isso é importante. Porém, não foi feita a modelagem das licitações, e esses são dois projetos que precisam ser relicitados. Eu vou coordenar esse grupo, que terá ainda a participação da diretoria da ANTT. Nossa próxima reunião vai acontecer na primeira quinzena de março”, explica Verruck.

O secretária ainda conta que nesse próximo encontro, que ocorrerá em Brasília, a ANTT vai apresentar detalhes dos referidos estudos e propostas de modelagem. “Queremos agilizar esse processo para que dentro desse ano ainda saiam as licitações”.

Malha Oeste

No caso da Malha Oeste, que vai de Corumbá até a paulista Mairinque, passando por Aquidauana, Campo Grande, Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas, existe uma dúvida sobre o melhor formato: fazer uma rebitolagem da estrada férrea ou manteria a bitola atual – a bitola é a medida utilizada para determinar o tamanho dos trilhos.

“O governador sabe da importância do projeto, até para que se economize nas rodovias. Para não gastar tanto dinheiro na BR-262 é preciso ter uma ferrovia ali”, frisa Jaime, reforçando ainda que a definição de um modelo de concessão é que vai gerar atratividade do negócio para a iniciativa privada buscar assumi-lo.

BR-163

Já no caso da BR-163, será analisada a viabilidade da divisão em trechos na nova licitação. A proposta inicial da ANTT é que a rodovia seja licitada no trecho entre Sonora e São Gabriel do Oeste, e no trecho entre São Gabriel e Mundo Novo, incluindo aí também a concessão da BR-267 entre Nova Alvorada do Sul e Bataguassu.

Criado grupo de trabalho para solucionar para falta d’água nas aldeias de Dourados

Para analisar a situação e buscar soluções para a falta d’água pela qual os indígenas de Dourados têm convivido há anos, o Governo do Estado, com a estatal Sanesul, criou um grupo de trabalho.

O vice-governador Barbosinha e a secretária-adjunta da Setescc (Secretaria de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania), Viviane Luiza, se reuniram na sede da Sanesul com o presidente da empresa, Renato Marcílio da Silva, representantes DSEI (Distrito Sanitário Especial Indígena) e da subsecretaria de Políticas Públicas para População Indígena para apresentar as demandas e buscar alternativas que possam levar água para as aldeias Jaguapiru e Bororó.

Governo do Estado quer colaborar com União para resolver problema nas aldeias Foto João Garrigó

Barbosinha lembrou que mesmo com a responsabilidade de fornecer água nas aldeias sendo da União, o Governo de Mato Grosso do Sul quer colaborar e contribuir para que unidos, em uma somatória de esforços, possam dar uma resposta aos indígenas e oferecer uma solução para o problema que persiste há décadas. “Esse é o momento de levantar a necessidade e realidade das quase 5 mil residências existentes nas duas aldeias. É a partir desse diagnóstico que poderemos elaborar um projeto, estabelecer e buscar parcerias para levar água a todas as famílias das aldeias”, defendeu Barbosinha.

O grupo de trabalho pretende fazer, em breve, uma visita, in loco, na reserva indígena de Dourados para ouvir a população e fazer um diagnóstico da atual situação em que se encontram os quase 20 mil indígenas que residem nas duas aldeias. “Para trazer uma solução a gente precisa ter um diagnóstico e isso a gente faz junto com o grupo de trabalho, junto com os povos indígenas, na Reserva Indígena de Dourados. O Governo do Estado está disposto a colaborar até para sanar esse problema que há anos vem atormentando as nossas comunidades indígenas”, alegou a adjunta da Setescc, Viviane Luiza.

Sesai e a Funasa (Fundação Nacional de Saúde) também irão compor o corpo técnico do grupo para contribuir com informações que subsidiem os diagnósticos e forneçam dados, já existentes, da situação atual nas aldeias. O coordenador-substituto do DSEI, Elísio Vieira da Silva, reforçou a importância da parceria. “Quando trabalhamos em conjunto, com todas as instituições buscando um mesmo objetivo, temos mais êxito. Estamos tendo um respaldo para o problema. Já saímos com algum encaminhamento nesse grupo de trabalho e esperamos que dê resultados positivos”, enalteceu Elísio.

A Sanesul ficou encarregada de fazer o levantamento da situação real nas aldeias Jaguapiru e Bororó, em Dourados. “Faremos este levantamento para definir uma peça técnica de melhorias. A partir daí, definiremos as responsabilidades de cada ente que cuida dos indígenas para buscar uma solução que resolva definitivamente esse problema. É uma preocupação do governador Eduardo Riedel e a Sanesul será um agente neste processo. É uma atitude pioneira e de grande sensibilidade”, defendeu o presidente da empresa de saneamento, Renato Marcílio.

O diretor Comercial e de Operações, Madson Roberto Pereira Valente, disse que já nesta sexta-feira (10) reunirá uma equipe da Sanesul, da Regional de Dourados, para dar início ao cronograma de visitas às aldeias Jaguapiru e Bororó.

Presidente da Assembleia convoca grupo de trabalho para revisão do Regimento Interno

Na sessão ordinária desta terça-feira (7), o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), deputado Gerson Claro (PP), anunciou a criação de um grupo de trabalho para aprimorar o Regimento Interno da Casa de Leis. Junior Mochi (MDB), Pedro Kemp (PT) e Pedrossian Neto (PSD) deverão compor a comissão.

Gerson Claro: “Iniciaremos o quanto antes um novo modelo de trabalho” Foto: Wagner Guimarães

Conforme o presidente, entre as mudanças a serem estudadas estão o uso na tribuna, o tempo de palavra no Grande Expediente e Explicação Pessoal e a permissão das sessões ordinárias e extraordinárias do Plenário Deputado Júlio Maia e reuniões das comissões técnicas de forma híbrida.

“Formada a comissão, a ideia é que esse grupo apresente na próxima semana o projeto de alteração do Regimento Interno, para que iniciemos o quanto antes um novo modelo de trabalho”, destacou Gerson Claro. O Regimento Interno é o conjunto sistematizado de normas disciplinadoras e de funcionamento da Casa de Leis.

“Vamos deliberar na primeira sessão da semana que vem sobre a forma que vamos fazer nossas sessões, podendo haver alteração no regimento. Vamos decidir se elas continuarão sendo híbridas, com a possibilidade de votação de maneira virtual, e se elas continuarão tendo manifestação dos parlamentares online”, afirmou o parlamentar.

As sessões virtuais começaram a acontecer na Assembleia em 2020, como forma de manter os trabalhos legislativos durante a pandemia da Covid-19. A partir da vacinação da população e do maior controle da doença, as sessões começaram a ser realizadas de forma híbrida.

Agora, a ideia é definir de que maneira os trabalhos prosseguirão nessa nova Legislatura, iniciada no dia 1º deste mês.

“Queremos definir como ficarão as manifestações, o pequeno, o grande expediente, e o número de deputados a falar, entre outras mudanças que podem acontecer. Gostaria que essa semana houvesse um trabalho intenso para que possamos decidir isso e, no começo da próxima semana, iniciar com o novo modelo, modificando o regimento se houver necessidade”, explicou o presidente.

Riedel cria grupo de trabalho interinstitucional comandado por Caravina

Secretário de Governo vai comandar Grupo de Trabalho que irá orientar e padronizar os decretos de estrutura básica dos órgãos e entidades do Estado

Decreto do governador Eduardo Riedel (PSDB) foi publicado nesta sexta-feira (06) e institui o Grupo de Trabalho Interinstitucional responsável por orientar e por definir a padronização dos decretos de estrutura básica dos órgãos e das entidades do Poder Executivo Estadual. O documento completo está no DOE (Diário Oficial do Estado).

Grupo deverá padronizar decretos de estrutura básica.

“As minutas dos decretos de estrutura básica elaboradas pelos órgãos e pelas entidades do Poder Executivo Estadual serão revisadas pelo Grupo de Trabalho Interinstitucional”, acrescentou o governador.
No decreto ainda está previsto que as estruturas organizacionais devem ser reavaliadas e adequadas nos 100 primeiros dias de governo.

O Grupo de Trabalho Interinstitucional será integrado por 8 membros titulares, sendo eles: 2 membros natos, o secretário de Estado de Governo e Gestão Estratégica, Pedro Caravina e a a secretária de Estado de Administração, Ana Carolina Nardes e os demais seis membros representantes divididos em dois da Secretaria de Estado Governo e Gestão Estratégica, dois da Secretaria de Estado de Administração e dois da Procuradoria-Geral do Estado.

Membros natos
Secretário de Estado de Governo e Gestão Estratégica, Pedro Caravina;
Secretária de Estado de Administração, Ana Carolina Nardes;

Membros representantes
Dois da Segov (Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica)
Dois da SAD (Secretaria de Estado de Administração);
Dois da PGE (Procuradoria-Geral do Estado).
Conforme o decreto, Riedel irá designar os membros natos e representantes. Entretanto, os dirigentes máximos dos órgãos irão indicar os membros representantes do grupo.

Pedro Caravina ficou definido como coordenador do Grupo de Trabalho Interinstitucional. Ele irá estabelecer o calendário de encontros para a execução dos trabalhos. Ficará liberado o convite de representantes de outros órgãos e entidades públicas para participar das suas reuniões.

As conclusões do Grupo de Trabalho Interinstitucional serão apresentadas no prazo de 90 dias, contados da data de sua instalação, permitida a prorrogação por mais 30 dias, por ato do Secretário de Estado de Governo e Gestão Estratégica. O documento será encaminhado com um relatório de conclusões para Eduardo Riedel.
Por fim, Eduardo Riedel, assina o decreto.

 

Grupo tentava se esconder após executar jovens ‘sem aval’ de membros de facção

Apuração do SIG (Setor de Investigações Gerais) com base em depoimentos colhidos na quarta-feira (28), indicam que José da Silva Câmara, 23, e Caio Henrique de Oliveira, 21, podem ter sido executados sem a aprovação de uma facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios.

As sete pessoas presas ontem estavam escondidas em uma casa com objetivo de fugir da polícia e também de membros da facção criminosa, segundo informações concedidas pelo delegado do SIG de Dourados, Erasmo Cubas.


Os corpos foram encontrados amarrados e jogados em cova rasa na região da Pedreira – Crédito: Divulgação

“O grupo estava escondido para evitar ser encontrado tanto pela polícia como por outra cúpula do grupo criminoso que não teria concordado com a execução”, disse.

Ele explicou ainda que os acontecimentos tiveram início após uma briga em uma residência no bairro Estrela Porã, na região Sudoeste de Dourados.

“O motivo do homicídio é que esses rapazes tinham que ser executados porque eles teriam entrado na casa de um casal que estaria brigando, ou não, e ali teria acontecido uma algazarra. O rapaz da casa se diz protegido por facção criminosa e pediu uma ajuda”, detalhou Cubas.

Porém, a facção não teria concedido aval ao grupo para que o grupo cometesse a execução.

A princípio, José e Caio haviam sido sequestrados na noite do dia 23 de dezembro para receberem um “corretivo”, expressão usada pelos envolvidos no duplo homicídio durante as oitivas realizadas nessa quarta-feira (29) na sala do SIG.

Um dos jovens estava em Campo Grande e determinou as ações por telefone. Ele chegou a Dourados e preso na residência, com os demais suspeitos.

O delegado disse ainda que quatro pessoas estão diretamente envolvidas na execução e ocultação de cadáver, além de tráfico de drogas e posse de arma de fogo.

Os demais devem responder por favorecimento pessoal, tráfico de drogas e posse de arma de fogo e munições encontrados na casa.

Informações preliminares da perícia indicam que Caio e José foram sequestrados no dia 23 de dezembro, torturados e assassinados nas primeiras horas do dia 24, próximo ao local onde foram enterrados, às margens da BR463, na saída de Dourados para Ponta Porã.