Segurança Pública realizará ação educativa e social nas aldeias de Dourados

Com o objetivo de levar atendimento social e educativo aos indígenas das aldeias Jaguapiru e região, a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) vai promover em Dourados, entre os dias 20 e 24 de março, uma ação que visa oferecer aos moradores atendimento médico, palestras educativas e outros serviços, como a emissão do RG, garantindo a cidadania da população indígena.

Uma carreta da PRF (Polícia Rodoviária Federal), equipada com um auditório e estrutura de som e imagem, será o ponto focal da ação, servindo como apoio para palestras e outros serviços. Demais forças policiais, como a Polícia Militar, estarão presentes.

Veículo foi cedido pela PRF para a ação

Conforme a programação inicial, os atendimentos serão realizados na Missão Caiuá e Escola Municipal Francisco Meireles, na Aldeia Jaguapiru. Um ônibus da prefeitura de Dourados fará o deslocamento de indígenas que estiverem nas proximidades.

Para o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira, a ação promove Mato Grosso do Sul no cenário nacional e mostra a importância da população indígena neste trabalho conjunto entre a Sejusp, PRF e as demais forças de segurança.

“Essa ação da PRF e da Sejusp nas aldeias de Dourados busca promover, por meio de uma campanha educativa, a redução dos índices criminais, em especial a redução da violência contra mulher, contra crianças e adolescentes. Policiais civis, rodoviários e militares estarão presentes realizando palestras, oitivas e ações educativas, além de levar cidadania, com a emissão de cédulas de identidade e outros serviços”, afirmou o secretário.

Nesta ação serão oferecidos:  Curso de Formação de Brigada de Incêndio e Curso de Prevenção e Combate a Incêndio Florestal, ambos do Corpo de Bombeiros Militar; atendimento da Delegacia da Mulher Itinerante, com registros de Boletins de Ocorrência e execução de oitivas; emissão da primeira via do RG, serviço oferecido pelo Instituto de Identificação da Coordenadoria Geral de Perícias (CGP); vacinação contra Covid e vacina Bivalente para crianças, oferecidas pela Secretaria de Estado de Saúde (SES); e exposição de animais taxidermizados da Polícia Militar Ambiental (PMA).

Também estão na programação diversas palestras, entre elas do Promuse (Programa Mulher Segura) e do Proerd (Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência), ambos programas da Polícia Militar. Para as crianças também haverá a exibição de curtas metragens no mini auditório da carreta.

“Liderada pela Sejusp, essa ação é um esforço integrado de diversos órgãos, do município de Dourados, do Governo Federal para aproximar a comunidade dos serviços estatais, mas de uma maneira geral, levando também mais segurança à região e impactando no bem estar da população indígena”, afirmou o secretário Executivo de Segurança Pública, coronel Wagner Ferreira da Silva.

Governo inicia ações para eliminar falta de água nas aldeias

A primeira ação prática após os dois encontros técnicos realizados pelo GT (Grupo de Trabalho) que é coordenado pelo vice-governador Barbosinha, por determinação do governador Eduardo Riedel no sentido de buscar alternativas para resolver a questão da falta d’água nas aldeias Jaguapiru e Bororó, em Dourados, começou esta semana com as intervenções visando reparar vazamentos na base e promover a extensão de rede de abastecimento de água para algumas casas hoje servidas, aleatoriamente, por meio de caminhão pipa.

“Adotamos uma solução emergencial, atingindo pontos focais e esperamos, nessa primeira ação, poder contemplar as famílias desassistidas por conta da obstrução nos PTs (os poços tubulares) provocada pela redução da capacidade de produção em muitos desses poços”, explica a engenheira Karoline Bonzi, do DSEI (Distrito Sanitário Especial Indígena) que se deslocou para Dourados junto com a equipe formada pelo engenheiro Rafael Ceccim e a técnica Gilmara Calache.

O Trabalho é coordenado pelo vice-governador Barbosinha (Foto Victor Alexandre)

“Esse é um problema que se arrasta há anos, e agora, com o envolvimento desses atores, iniciamos com ações corretivas, ampliação e melhorias na rede, no sistema de reservação, para que a água possa começar a chegar nas residências e ao mesmo tempo, por meio dos geólogos, fazendo todo o projeto com a área de engenharia, para verificar a necessidade de investimentos, na parte de produção, reservação e distribuição”, destacou o vice-governador, que acompanha de perto os trabalhos da equipe técnica.

Barbosinha lembra que essa não é uma responsabilidade do Governo estadual, “mas, nesse momento, não adianta apontar o dedo, a falta de água nas aldeias atinge a todos e o que o Governo do Estado quer é que esse projeto, piloto em Dourados, se estenda para outras aldeias”. Ele define a ação como resultado do compromisso do governador Eduardo Riedel com um Estado inclusivo: “E a comunidade indígena precisa estar inserida nesse processo e não há inserção quando você não tem o básico, quando você não tem água dentro das aldeias, e esse é o primeiro grande passo parta outras grandes conquistas que nós queremos para as comunidades indígenas e a todo o Estado. Um Estado rico, inclusivo, pressupõe que a riqueza seja compartilhada com todos”.

O engenheiro Evandro Costa Soares, que responde pela gerência do Escritório Regional da Sanesul em Dourados, já encaminhou a máquina retroescavadeira que permanece em ação nas aldeias Jaguapiru e Bororó. Nesta terça-feira (28) as equipes estavam concentradas na abertura de um trecho de aproximados 600 metros de extensão de rede, que vai possibilitar a interligação e atender, de imediato, aos moradores de 40 a 80 casas nos fundos da aldeia Bororó.

Uma nova adutora, com 1.500 metros de extensão, será construída no interior das aldeias, servidas hoje por 14 poços tubulares. O ponto focal do DSEI nesse momento, conforme os engenheiros Rafael e Karol, é recuperar a capacidade de produção dos PTs. “O PT 4 da Bororó e o PT 7 na Jaguapiru, por exemplo, estavam há muito tempo sem manutenção, precisamos recuperar a vazão deles que chegou a ser de 20 a 25 mil litros e caiu para em torno de 4.000, em média”, relatou Rafael. Problemas técnicos estão sendo identificados no sentido de amenizar a situação.

Alívio para muita gente

Para o vice-cacique da aldeia Bororó, Alex Rodrigues, a preocupação do Governo do Estado em socorrer os indígenas com relação à falta de água, um problema recorrente nos últimos anos, é significativa. “Só temos a agradecer ao Governo, Sanesul, a Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena), porque muitas famílias aqui já nem sabiam mais o que fazer com a falta d’água. Esse serviço aqui vai trazer o alívio para muita gente”, reconheceu.

Paralelamente aos trabalhos que são realizados para recuperar a vazão nos poços distribuídos estrategicamente pelo interior das aldeias, as engenheiras da Sanesul, Thayla Fialho, e Maria de Lourdes Taparo, se concentram na elaboração do projeto executivo para a solução do abastecimento de água, com o apoio dos engenheiros Rafael e Karoline, representantes do DSEI. No encontro do Grupo de Trabalho, agendado para às 8 horas do dia 9 de março, na sede da Sanesul em Campo Grande, será possível fazer uma avaliação preliminar dos resultados obtidos até agora e traçar novas metas de atuação.

O coordenador do GT avalia que, após o projeto executivo pronto e quantificado, que envolve hoje as equipes do DSEI, da Sanesul e da Sesai, com a Setescc [a Secretaria que cuida dos assuntos ligados aos povos originários], o Governo do Estado vai buscar no Governo Federal o atendimento das necessidades de investimento para resolver o problema que atinge a todos.

Criado grupo de trabalho para solucionar para falta d’água nas aldeias de Dourados

Para analisar a situação e buscar soluções para a falta d’água pela qual os indígenas de Dourados têm convivido há anos, o Governo do Estado, com a estatal Sanesul, criou um grupo de trabalho.

O vice-governador Barbosinha e a secretária-adjunta da Setescc (Secretaria de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania), Viviane Luiza, se reuniram na sede da Sanesul com o presidente da empresa, Renato Marcílio da Silva, representantes DSEI (Distrito Sanitário Especial Indígena) e da subsecretaria de Políticas Públicas para População Indígena para apresentar as demandas e buscar alternativas que possam levar água para as aldeias Jaguapiru e Bororó.

Governo do Estado quer colaborar com União para resolver problema nas aldeias Foto João Garrigó

Barbosinha lembrou que mesmo com a responsabilidade de fornecer água nas aldeias sendo da União, o Governo de Mato Grosso do Sul quer colaborar e contribuir para que unidos, em uma somatória de esforços, possam dar uma resposta aos indígenas e oferecer uma solução para o problema que persiste há décadas. “Esse é o momento de levantar a necessidade e realidade das quase 5 mil residências existentes nas duas aldeias. É a partir desse diagnóstico que poderemos elaborar um projeto, estabelecer e buscar parcerias para levar água a todas as famílias das aldeias”, defendeu Barbosinha.

O grupo de trabalho pretende fazer, em breve, uma visita, in loco, na reserva indígena de Dourados para ouvir a população e fazer um diagnóstico da atual situação em que se encontram os quase 20 mil indígenas que residem nas duas aldeias. “Para trazer uma solução a gente precisa ter um diagnóstico e isso a gente faz junto com o grupo de trabalho, junto com os povos indígenas, na Reserva Indígena de Dourados. O Governo do Estado está disposto a colaborar até para sanar esse problema que há anos vem atormentando as nossas comunidades indígenas”, alegou a adjunta da Setescc, Viviane Luiza.

Sesai e a Funasa (Fundação Nacional de Saúde) também irão compor o corpo técnico do grupo para contribuir com informações que subsidiem os diagnósticos e forneçam dados, já existentes, da situação atual nas aldeias. O coordenador-substituto do DSEI, Elísio Vieira da Silva, reforçou a importância da parceria. “Quando trabalhamos em conjunto, com todas as instituições buscando um mesmo objetivo, temos mais êxito. Estamos tendo um respaldo para o problema. Já saímos com algum encaminhamento nesse grupo de trabalho e esperamos que dê resultados positivos”, enalteceu Elísio.

A Sanesul ficou encarregada de fazer o levantamento da situação real nas aldeias Jaguapiru e Bororó, em Dourados. “Faremos este levantamento para definir uma peça técnica de melhorias. A partir daí, definiremos as responsabilidades de cada ente que cuida dos indígenas para buscar uma solução que resolva definitivamente esse problema. É uma preocupação do governador Eduardo Riedel e a Sanesul será um agente neste processo. É uma atitude pioneira e de grande sensibilidade”, defendeu o presidente da empresa de saneamento, Renato Marcílio.

O diretor Comercial e de Operações, Madson Roberto Pereira Valente, disse que já nesta sexta-feira (10) reunirá uma equipe da Sanesul, da Regional de Dourados, para dar início ao cronograma de visitas às aldeias Jaguapiru e Bororó.