Detran suspende atendimento na sede em função de problema no abastecimento de água

O expediente na sede do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul), na saída para Rochedo, está suspenso nesta quarta-feira (3) por causa de água, que apresenta coloração turva.

Tão logo tomou conhecimento da situação, o diretor-presidente do Detran, Rudel Trindade, entrou em contato com a direção da concessionária Águas Guariroba para que o problema seja solucionado o mais rápido possível. A direção da autarquia decidiu pela liberação dos servidores para evitar que tenham algum tipo de problema de saúde por conta da qualidade da água.

Os exames práticos para a obtenção da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) marcados para esta quarta-feira serão reagendados. Quanto ao uso do espaço para as aulas práticas pelos Centros de Formação, ficará a critério de cada empresa decidir se irão utilizar o espaço que o Detran disponibiliza a elas, mas o uso de água da rede interna estará proibido.

Imasul atesta que 87% dos rios de MS têm água de qualidade ótima ou boa

Análises dos laboratórios do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), feitas durante o ano passado, atestam que 74,5% das amostras de águas dos rios de Mato Grosso do Sul foram consideradas boas e 13,2% ótimas. O Imasul, órgão ambiental do Estado vinculado à Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), mantém desde 1994 o Programa de Monitoramento da Qualidade das Águas Superficiais e a Rede Básica de Monitoramento da Qualidade das Águas, mecanismos que permitem acompanhar a situação dos rios e subsidiar políticas públicas e a gestão eficiente dos recursos hídricos no Estado.

O Programa de Monitoramento foi implantado pelo órgão ambiental em 1994 (Foto Saul Schramm)

O gerente de Recursos Hídricos do Imasul, Leonardo Sampaio, explica que o monitoramento da qualidade da água com ênfase em seus múltiplos usos é uma atividade indispensável, tendo em vista a importância biológica, econômica e social da água, que por isso mesmo requer sua preservação e conservação. “Essa importância se traduz na capacidade técnica do órgão em fornecer informações que permitam o controle da degradação da qualidade das águas, como também para subsidiar a investigação tanto dos processos naturais e consequências das ações humanas no meio ambiente.”

O Programa de Monitoramento foi implantado pelo órgão ambiental em 1994 e, desde então, a Rede Básica de Monitoramento vem sendo ampliada de forma gradual, no início eram 24 estações de monitoramento e hoje somam 194, todas georreferenciadas e distribuídas de forma estratégica em 76 principais rios do Estado. Na Bacia do Rio Paraguai estão 85 estações e na Bacia do Rio Paraná, outras 109.

Nessas estações de monitoramento são analisados, em média, 40 parâmetros físicos, químicos e biológicos (qualitativos), de vazão e medição (quantitativos) que permitem traçar o perfil da qualidade das águas superficiais. Os dados constam no Relatório de Gestão dos Recursos Hídricos 2022 e resultam na qualificação das águas superficiais em cinco níveis: ótima, boa, aceitável, ruim ou péssima. As análises buscam detectar a presença de metais pesados (chumbo, cobre, cromo, mercúrio, manganês), quantidade de oxigênio dissolvido, nitrogênio, temperatura, turbidez, Ph, entre outros dados.

Durante o ano de 2022 foram analisadas 675 amostras, sendo que 89 alcançaram nível ótimo de qualidade (13,2%), 503 foram consideradas boas (74,5%), 40 se enquadraram no nível aceitável (5,9%), 31 no nível ruim (4,6%) e 12 péssimas (1,8%). “Esses números indicam que, de maneira geral, as águas superficiais no Mato Grosso do Sul permaneceram durante a maior parte do tempo nas qualidades ótima e boa”, disse o secretário da Semadesc, Jaime Verruck.

O diretor-presidente do Imasul, André Borges, lembra que, desde 2013, Mato Grosso do Sul mantém termos de cooperação com a Agência Nacional de Águas para custear o Programa Nacional da Qualidade da Água (Qualiágua), o Programa de Consolidação do Pacto Nacional pela Gestão das Águas (Progestão), o Programa Nacional de Fortalecimento dos Comitês de Bacias Hidrográficas (Procomitê), que visam fortalecer a gestão das águas em todo território nacional.

“Todos os anos apresentamos relatórios das ações desenvolvidas em cada programa e recebemos aprovação da ANA, que renova os convênios e dessa forma, o Imasul mantém e aperfeiçoa os mecanismos de monitoramento e gestão dos recursos hídricos”, pontuou.

Entre as atividades ajustadas nos acordos com a ANA, em 2022 foram realizadas 88 cursos de capacitação totalizando 476 participações nos eventos promovidos pelo órgão ambiental e por parceiros, nas modalidades EaD, presencial e semipresencial, para servidores do próprio instituto ou voltados ao público externo.

Governo inicia ações para eliminar falta de água nas aldeias

A primeira ação prática após os dois encontros técnicos realizados pelo GT (Grupo de Trabalho) que é coordenado pelo vice-governador Barbosinha, por determinação do governador Eduardo Riedel no sentido de buscar alternativas para resolver a questão da falta d’água nas aldeias Jaguapiru e Bororó, em Dourados, começou esta semana com as intervenções visando reparar vazamentos na base e promover a extensão de rede de abastecimento de água para algumas casas hoje servidas, aleatoriamente, por meio de caminhão pipa.

“Adotamos uma solução emergencial, atingindo pontos focais e esperamos, nessa primeira ação, poder contemplar as famílias desassistidas por conta da obstrução nos PTs (os poços tubulares) provocada pela redução da capacidade de produção em muitos desses poços”, explica a engenheira Karoline Bonzi, do DSEI (Distrito Sanitário Especial Indígena) que se deslocou para Dourados junto com a equipe formada pelo engenheiro Rafael Ceccim e a técnica Gilmara Calache.

O Trabalho é coordenado pelo vice-governador Barbosinha (Foto Victor Alexandre)

“Esse é um problema que se arrasta há anos, e agora, com o envolvimento desses atores, iniciamos com ações corretivas, ampliação e melhorias na rede, no sistema de reservação, para que a água possa começar a chegar nas residências e ao mesmo tempo, por meio dos geólogos, fazendo todo o projeto com a área de engenharia, para verificar a necessidade de investimentos, na parte de produção, reservação e distribuição”, destacou o vice-governador, que acompanha de perto os trabalhos da equipe técnica.

Barbosinha lembra que essa não é uma responsabilidade do Governo estadual, “mas, nesse momento, não adianta apontar o dedo, a falta de água nas aldeias atinge a todos e o que o Governo do Estado quer é que esse projeto, piloto em Dourados, se estenda para outras aldeias”. Ele define a ação como resultado do compromisso do governador Eduardo Riedel com um Estado inclusivo: “E a comunidade indígena precisa estar inserida nesse processo e não há inserção quando você não tem o básico, quando você não tem água dentro das aldeias, e esse é o primeiro grande passo parta outras grandes conquistas que nós queremos para as comunidades indígenas e a todo o Estado. Um Estado rico, inclusivo, pressupõe que a riqueza seja compartilhada com todos”.

O engenheiro Evandro Costa Soares, que responde pela gerência do Escritório Regional da Sanesul em Dourados, já encaminhou a máquina retroescavadeira que permanece em ação nas aldeias Jaguapiru e Bororó. Nesta terça-feira (28) as equipes estavam concentradas na abertura de um trecho de aproximados 600 metros de extensão de rede, que vai possibilitar a interligação e atender, de imediato, aos moradores de 40 a 80 casas nos fundos da aldeia Bororó.

Uma nova adutora, com 1.500 metros de extensão, será construída no interior das aldeias, servidas hoje por 14 poços tubulares. O ponto focal do DSEI nesse momento, conforme os engenheiros Rafael e Karol, é recuperar a capacidade de produção dos PTs. “O PT 4 da Bororó e o PT 7 na Jaguapiru, por exemplo, estavam há muito tempo sem manutenção, precisamos recuperar a vazão deles que chegou a ser de 20 a 25 mil litros e caiu para em torno de 4.000, em média”, relatou Rafael. Problemas técnicos estão sendo identificados no sentido de amenizar a situação.

Alívio para muita gente

Para o vice-cacique da aldeia Bororó, Alex Rodrigues, a preocupação do Governo do Estado em socorrer os indígenas com relação à falta de água, um problema recorrente nos últimos anos, é significativa. “Só temos a agradecer ao Governo, Sanesul, a Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena), porque muitas famílias aqui já nem sabiam mais o que fazer com a falta d’água. Esse serviço aqui vai trazer o alívio para muita gente”, reconheceu.

Paralelamente aos trabalhos que são realizados para recuperar a vazão nos poços distribuídos estrategicamente pelo interior das aldeias, as engenheiras da Sanesul, Thayla Fialho, e Maria de Lourdes Taparo, se concentram na elaboração do projeto executivo para a solução do abastecimento de água, com o apoio dos engenheiros Rafael e Karoline, representantes do DSEI. No encontro do Grupo de Trabalho, agendado para às 8 horas do dia 9 de março, na sede da Sanesul em Campo Grande, será possível fazer uma avaliação preliminar dos resultados obtidos até agora e traçar novas metas de atuação.

O coordenador do GT avalia que, após o projeto executivo pronto e quantificado, que envolve hoje as equipes do DSEI, da Sanesul e da Sesai, com a Setescc [a Secretaria que cuida dos assuntos ligados aos povos originários], o Governo do Estado vai buscar no Governo Federal o atendimento das necessidades de investimento para resolver o problema que atinge a todos.

Criado grupo de trabalho para solucionar para falta d’água nas aldeias de Dourados

Para analisar a situação e buscar soluções para a falta d’água pela qual os indígenas de Dourados têm convivido há anos, o Governo do Estado, com a estatal Sanesul, criou um grupo de trabalho.

O vice-governador Barbosinha e a secretária-adjunta da Setescc (Secretaria de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania), Viviane Luiza, se reuniram na sede da Sanesul com o presidente da empresa, Renato Marcílio da Silva, representantes DSEI (Distrito Sanitário Especial Indígena) e da subsecretaria de Políticas Públicas para População Indígena para apresentar as demandas e buscar alternativas que possam levar água para as aldeias Jaguapiru e Bororó.

Governo do Estado quer colaborar com União para resolver problema nas aldeias Foto João Garrigó

Barbosinha lembrou que mesmo com a responsabilidade de fornecer água nas aldeias sendo da União, o Governo de Mato Grosso do Sul quer colaborar e contribuir para que unidos, em uma somatória de esforços, possam dar uma resposta aos indígenas e oferecer uma solução para o problema que persiste há décadas. “Esse é o momento de levantar a necessidade e realidade das quase 5 mil residências existentes nas duas aldeias. É a partir desse diagnóstico que poderemos elaborar um projeto, estabelecer e buscar parcerias para levar água a todas as famílias das aldeias”, defendeu Barbosinha.

O grupo de trabalho pretende fazer, em breve, uma visita, in loco, na reserva indígena de Dourados para ouvir a população e fazer um diagnóstico da atual situação em que se encontram os quase 20 mil indígenas que residem nas duas aldeias. “Para trazer uma solução a gente precisa ter um diagnóstico e isso a gente faz junto com o grupo de trabalho, junto com os povos indígenas, na Reserva Indígena de Dourados. O Governo do Estado está disposto a colaborar até para sanar esse problema que há anos vem atormentando as nossas comunidades indígenas”, alegou a adjunta da Setescc, Viviane Luiza.

Sesai e a Funasa (Fundação Nacional de Saúde) também irão compor o corpo técnico do grupo para contribuir com informações que subsidiem os diagnósticos e forneçam dados, já existentes, da situação atual nas aldeias. O coordenador-substituto do DSEI, Elísio Vieira da Silva, reforçou a importância da parceria. “Quando trabalhamos em conjunto, com todas as instituições buscando um mesmo objetivo, temos mais êxito. Estamos tendo um respaldo para o problema. Já saímos com algum encaminhamento nesse grupo de trabalho e esperamos que dê resultados positivos”, enalteceu Elísio.

A Sanesul ficou encarregada de fazer o levantamento da situação real nas aldeias Jaguapiru e Bororó, em Dourados. “Faremos este levantamento para definir uma peça técnica de melhorias. A partir daí, definiremos as responsabilidades de cada ente que cuida dos indígenas para buscar uma solução que resolva definitivamente esse problema. É uma preocupação do governador Eduardo Riedel e a Sanesul será um agente neste processo. É uma atitude pioneira e de grande sensibilidade”, defendeu o presidente da empresa de saneamento, Renato Marcílio.

O diretor Comercial e de Operações, Madson Roberto Pereira Valente, disse que já nesta sexta-feira (10) reunirá uma equipe da Sanesul, da Regional de Dourados, para dar início ao cronograma de visitas às aldeias Jaguapiru e Bororó.

Leiturista de água mata cadela a pauladas em Bonito

Homem, de 61 anos, relatou que golpeou o animal ao ser atacado na MS-341, zona rural de Bonito.

Um leiturista de água, de 61 anos, matou uma cadela com pauladas na cabeça, dentro de uma casa na zona rural de Bonito (MS), a 297 quilômetros de Campo Grande. Em depoimento, o homem alegou que apenas se defendeu do animal. O caso é investigado pela Polícia Civil.

Cachorra não resistiu aos ferimentos — Foto: Reprodução

De acordo com o registro policial, a tutora do cão, de 43 anos, não estava em casa quando a cachorra foi agredida, mas vizinhos relataram que o autor do crime foi o leiturista de água. Para tentar salvar o animal, uma veterinária prestou os primeiros atendimentos, mas ela não resistiu aos ferimentos.

Após receber a denúncia, policiais fizeram buscas pelo suspeito na região, mas não conseguiram localizá-lo. Horas depois, o leiturista procurou o quartel da Polícia Militar para contar sua versão sobre os fatos.

O homem de 61 anos contou que há cerca de um mês foi mordido pela cadela e avisou a proprietária, mas ela não tomou nenhuma atitude e sequer prendeu o animal. Segundo ele, na tarde de sábado, enquanto fazia a leitura da água, foi novamente atacado pelo animal.

Diferente da primeira vez, o homem pegou um pedaço de madeira que estava no chão para se defender e acertou a cabeça do animal antes de ser mordido. Com o golpe, ela apagou imediatamente.

Em depoimento, o homem afirmou que não tinha intenção de matar e ao notar que o animal estava desacordado, tentou reanimá-lo jogando água, mas sem sucesso. Garantiu também que apenas se defendeu e que decidiu procurar a polícia para contar a história porque não tinha ninguém na casa em que tudo aconteceu.