Show em transparência e avanços com Lei Paulo Gustavo em MS

Marcelo Miranda, secretário de Cultura, destaca papel do governo na utilização de quase 100% dos recursos

Não foram apenas na quantidade os méritos do governo estadual na marca impressionante de uso de 99% do orçamento da Lei Paulo Gustavo. Destaca-se também a qualidade no gerenciamento transparente da política pública de cultura e na execução dos projetos, alcançando seus principais objetivos, entre os quais os de contemplar o mais variado arco de manifestações e incorporar as diferentes comunidades nos ambientes de exposição.

Assim o secretário estadual de Turismo, Cultura e Esporte, Marcelo Miranda, define o papel assumido pelo governador Eduardo Riedel ao dar inteira liberdade para a realização dos projetos, financiados pela Lei Paulo Gustavo. Segundo o Painel de Dados do Ministério da Cultura, para o setor do audiovisual o valor recebido foi de R$ 20.010.557,63, computando uma utilização num percentual de 98,68% da verba. Nas demais áreas, o valor recebido foi de R$ 7.188.786,50, totalizando um percentual de utilização de 99,8% dos recursos.

Marcelo Miranda, da Setesc: “Resultado demonstra o nosso compromisso” – Instagram

COMPROMISSO – Foram aprovados 420 projetos, 145 no audiovisual e 275 nas demais áreas. “Os resultados demonstram o compromisso da nossa gestão com a valorização e o fortalecimento da cultura”, diz Miranda. “Conseguimos utilizar mais de 99% dos recursos disponíveis, garantindo que iniciativas incríveis saíssem do papel, desde grandes produções audiovisuais até projetos que alcançam as comunidades mais distantes. Esta conquista é reflexo de uma atuação eficiente e a colaboração com os profissionais da cultura, mostrando que, juntos, podemos transformar ideias em realizações que impactam a vida de milhares de pessoas”.

A Lei Paulo Gustavo (Lei Complementar nº 195/2022) representou o maior investimento direto já realizado no setor cultural do Brasil e destinou recursos para a execução de ações e projetos culturais em todo o território nacional. Destinou-se a profissionais da cultura, permitindo o acesso a recursos por meio de editais, chamamentos públicos, premiações, aquisição de bens e serviços ou outras formas de seleção pública simplificada.
Para o diretor presidente da Fundação de Cultura (FCMS), Eduardo Mendes, a execução da Lei Paulo Gustavo em Mato Grosso do Sul é motivo de grande orgulho. “Além de promover a inclusão e a democratização de recursos, revelou o talento e a grande diversidade cultural que temos em nosso Estado”, exultou.

INCENTIVO – Diversos produtores, artistas e investidores da cultura manifestam a sua satisfação com o que consideram um momento histórico de restauração e renovado incentivo às artes. São vozes de gente que acreditou na lei, no seu gerenciamento local e na adesão popular, como o produtor cultural, roteirista e diretor Cleiton Mota; o músico, publicitário e produtor Patrick Douglas Sandim Corrêa; o produtor audiovisual e técnico de iluminação Richard Thiago Carvalho dos Santos; e o escritor Jander Gomez.

Cleiton Mota acredita que a Lei Paulo Gustavo abriu portas a muitos pequenos cineastas ou roteiristas que até então não tinham oportunidade. “A Lei veio com cotas para indígenas, para pessoas negras. Então, isto fez o fomento chegar nas pontas. A lei tem esse marco com relação ao audiovisual em âmbito nacional. Em Mato Grosso do Sul, colocou pessoas que tinham seus projetos dentro da gaveta há muito tempo por conta da morosidade e não conhecer o caminho do processo até chegar no fomento”.

Cleiton Mota: “A Lei Paulo Gustavo fez o fomento chegar nas pontas” – Reprodução

Richard Thiago foi o proponente do projeto na área de audiovisual e produziu o documentário “Graxa e Cultura: o Show por Trás do show”. Para ele, ser contemplado foi uma experiência incrível.”Com o projeto aprovado, consegui realizar um objetivo muito importante: mostrar um pouco mais sobre a vida dos técnicos, conhecidos como graxas, em um documentário. A Lei Paulo Gustavo é muito importante porque dá chance para quem está começando ou não tem tanto recurso para conseguir realizar seus projetos”.

Soja: plantio e cadastro de áreas têm prazos dilatados em MS

Governos federal e estadual atendem produtores, preocupados com as mudanças climáticas

Os sojicultores de Mato Grosso do Sul receberam com satisfação as decisões dos governos federal e estadual que dilataram prazos importantes em suas atividades. Com a Portaria 980/2023, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) estendeu até o próximo sábado, 13, o prazo para que os produtores finalizem o plantio. A data-limite era 13 de dezembro, porém foi alterada após solicitação da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja) e da Federação da Agricultura e Pecuária (Famasul).

Lavoura de soja em Mato Grosso do Sul: previsão aponta um crescimento em 6,5% | Reprodução ACS

Por sua vez, a Iagro (Agência de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) decidiu, em caráter excepcional, prorrogar até o próximo dia 31 o prazo para o cadastro ou registro de todas as áreas de plantio de soja, referente à safra 2023/2024. Daniel Ingold, diretor-presidente da Agência, argumenta que esta decisão atende uma necessidade da classe produtora e serve para assegurar o cumprimento efetivo das medidas de defesa fitossanitária, em especial, para o controle da ferrugem asiática.

CLIMA

Segundo o boletim do Siga MS, a estimativa é que neste ano a área cultivada cresça 6,5%, em Mato Grosso do Sul, atingindo 4,265 milhões de hectares e registrando uma produção de 13,818 milhões de toneladas, após uma produtividade estimada de 54 sacas por hectare. A medida visa atender às condições climáticas adversas que tornaram este ano totalmente atípico, apresentando desafios significativos para os agricultores do Estado.

O diretor-presidente da Iagro, Daniel Ingold: necessidade dos produtores | Divulgação

O presidente da Aprosoja/MS, Andre Dobashi, reforça a corrente de preocupação nacional do sistema produtivo diante dos desafios climáticos. Ele integrou a comitiva sul-mato-grossense que em dezembro de 2023 foi à COP28, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos (UAE), debater medidas de conscientização e práticas voltadas aos ajustes da economia às questões do clima.

André Dobashi, da Aprosoja-MS: governanças precisam dar um passo à frente | Reprodução Google

Na ocasião, Dobashi disse que o papel fundamental dos produtores no processo de busca da sustentabilidade está muito claro. “Neste momento, as governanças precisam dar um passo à frente, entendendo de qual forma estas ações poderão ser financiadas e quem serão os principais players do processo, para que a partir disso seja possível alcançar os resultados”.

Em 2022 Dobashi foi nomeado pela multinacional Bayer embaixador do carbono, para representar os produtores rurais nas ações e eventos específicos em defesa de projetos sustentáveis e inovadores, que tenha, por objetivo a diminuição da emissão de carbono na agricultura.

Com Rose à frente, Sudeco reforça investimentos em MS

Estado terá aumento nos repasses do FCO e novo impulso nas pequenos economias rurais e urbanas

Mato Grosso do Sul está ganhando um novo impulso em suas atividades econômicas com as políticas publicas de investimentos da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco). Sob a chefia da superintendente Rose Modesto, a autarquia revitaliza a sua base orçamentária para atender sua jurisdição (estados de MS, MT e GO).

Com o empenho e apoio do ministro Waldez Góes, da Integração e do Desenvolvimento Regional, ao qual a Sudeco é vinculada, as recentes decisões do órgão sinalizam promissores horizontes, principalmente para as pequenas economias urbanas e rurais, afirma a superintendente. “Uma das boas notícias é o reforço de caixa para fomento no Fundo Constitucional de Desenvolvimento do Centro-Oeste, o FCO”, destacou Rose.

Ela se refere a decisões significativas, como a que foi tomada durante a 19ª reunião ordinária do Conselho Deliberativo do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Condel). Os conselheiros aprovaram para o FCO repasses que superam, no total, os R$ 11,1 bilhões. Além de Rose Modesto, fizeram parte da reunião o ministro Waldez Góes; o governador goiano, Ronaldo Caiado; o vice-governador de Mato Grosso do Sul, José Carlos Barbosa; e representantes de Mato Grosso, Ministério do Turismo e Banco do Brasil.

AUMENTO

Com incremento de 16%, o valor do FCO em 2024 para os três estados e o Distrito Federal será de R$ 12,159 bilhões. Em 2023 o montante destinado oi de R$ 10,511 bilhões. O aumento atendeu também gestões do governador sul-mato-grossense, Eduardo Riedel. Para seu Estado os repasses serão de R$ 2,4 bilhões, correspondentes a 24% do total do “bolo”.

Rose Modesto explica que os recursos serão divididos em partes iguais para os segmentos rural e empresarial. Caberá ao Banco do Brasil operar a maior fatia, R$ 2,08 bilhões. O secretário de Meio Ambiente, Jaime Verruck, deduz que será possível o financiamento de 100% dos projetos destinados à planície pantaneira. Ele ressalva que os investimentos no bioma devem estar enquadrados na Lei do Pantanal.

A superintendente da Sudeco, Rose Modesto: recursos para diversificar e fortalecer a economia | Instagram

A previsão para o FCO Empresarial é a utilização de pelo menos 84% dos recursos para fomento de micro, pequenas e médias empresas. O teto do financiamento segue em R$ 20 milhões. Para o microempreendedor o valor é de R$ 27 mil e em projetos de alta relevância e estruturantes, o teto sobe para R$ 100 milhões. No FCO Rural, o Estado quer fomentar projetos de suinocultura, avicultura, irrigação e reforma de pastagens.

Decreto amplia chances de acesso ao sistema de ensino em MS

Medida começa a vigorar já este ano e contempla negros, pardos, indígenas e pessoas com deficiência

Assinada em 29 de agosto de 2012 pela presidenta Dilma Roussef (PT), a Lei 12.711, dispondo sobre o ingresso nas universidades e nas instituições federais de ensino técnico de nível médio, é o anteparo de medidas estaduais que ampliam e democratizam as chances de acesso aos degraus educacionais. Os beneficiários são segmentos da sociedade que mais sofrem dificuldades para ingressar nessas instituições.

Em Mato Grosso do Sul o governo já vem aplicando medidas em sintonia com a legislação federal. Na quinta-feira passada (04), o cenário de acessibilidade ganhou um expressivo reforço: o Diário Oficial do Estado (DOE) publicou decreto assinado pelo governador em exercício, José Carlos Barbosinha (PP), ampliando a reserva de vagas e definindo regras de avaliação dos candidatos autodeclarados negros, indígenas e das pessoas com deficiência nos processos seletivos simplificados.

Afrodescendentes, índios, negros e pessoas com deficiência atendidos pela Lei de Cotas

Segundo o decreto, 28% das vagas serão destinados a cotistas, sendo 20% para negros, 3% para indígenas e 5% para as pessoas com deficiência. Se não houver inscrição ou aprovação de candidatos cotistas no certame, as vagas reservadas para as cotas serão remanejadas para aproveitamento pelos candidatos habilitados na ampla concorrência. Os candidatos às vagas precisam comprovar, com documentos específicos e juridicamente reconhecidos, sua condição.

A LEI

A Lei de Cotas foi criada para contemplar os estudantes de escolas públicas, de baixa renda, negros, pardos, quilombolas, indígenas e pessoas com deficiência (PcD) para auxiliar o ingresso desses indivíduos no Ensino Superior. Por meio desta lei, todas as instituições federais de ensino superior devem reservar, no mínimo, 50% das vagas de cada curso técnico e de graduação aos estudantes de escolas públicas.

No caso dos cursos técnicos, precisa ter estudado todo o ensino fundamental na rede pública. Para os cursos superiores, o ensino médio. Dentro desta porcentagem, metade das vagas deve ser destinada aos estudantes de famílias com renda mensal igual ou menor que um salário mínimo per capita (por/para cada indivíduo).

NO MERCADO

A maioria dos cotistas sai da faculdade com emprego, conforme pesquisa realizada em 2022 pelas consultorias de comportamento e diversidade Box1824 e Empodera, que buscou avaliar os impactos da Lei de Cotas no Brasil. Os dados obtidos mostraram que 73% dos estudantes que ingressaram em curso superior por meio das cotas conseguem emprego ao se formarem, a maioria em regime CLT.

Os números evidenciaram, ainda, que o ensino superior permitiu que os profissionais formados que se beneficiaram das cotas possuam, hoje, trabalhos menos precarizados, e consigam salários mais altos, o que promove não só a melhora da sua qualidade de vida, mas também da saúde financeira de suas famílias.

Bioparque Pantanal é espelho de MS refletido pelo mundo

Após 11 anos de atraso, mudança de governo garantiu conclusão das obras e impediu prejuízos ao Estado

Com sua primeira ordem de serviço para o início da obra assinada pelo governador André Puccinelli (MDB) no dia 14 de abril de 2011, o Aquário do Pantanal levou 11 anos para ter seu projeto redimensionado e concluído por outro gestor, Reinaldo Azambuja (PSDB), que o entregou em 28 de março de 2022. Era para ser inaugurado em outubro de 2013, no 36º aniversário de criação de Mato Grosso do Sul.

O Aquário – hoje Bioparque Pantanal – teve seguidas interrupções nos serviços, causadas por problemas no projeto e denúncias de mau uso dos recursos. O empreendimento só passou a ser restaurado depois que Azambuja assumiu o governo, em 2015, e lançou o Programa “Obras Inacabadas Zero”, criado para concluir e entregar mais de 200 projetos inconclusos ou apenas limitados aos alicerces e planilhas no papel.

Estudantes, educadores e pesquisadores têm no Bioparque estrutura para aprimorar conhecimentos

O custo inicial era de R$ 84 milhões. Entretanto, os prejuízos que o Estado amargou em mais de uma década de sucessivas paralisações exigiram a recomposição orçamentária e a reavaliação do projeto para garantir qualidade, segurança e agilidade na recuperação. Agora, com perfil estético e conteúdo redefinidos, o Bioparque Pantanal já é um dos mais importantes e referenciados espaços locais e mundiais do turismo ecoambiental.

Visitantes do Brasil e do exterior já têm o Bioparque entre seus principais endereços turísticos

ENCANTAMENTO

Alguns dados oficiais ajudam a dimensionar o tamanho da obra que dia a dia vem encantando gente de todos os lugares. Em 2023, o Bioparque – maior aquário de água doce do mundo e o maior aquário público do Brasil – recebeu mais de 375 mil visitantes, oriundos de mais de 120 países. E visitantes de todas as escalas sociais, profissionais e culturais, de anônimos cidadãos e cidadãs a embaixadores, ministros, secretários de Estado, pesquisadores, estudantes e várias celebridades do esporte, da políticas e das artes.

São 380 espécies de água doce e 239 tanques com adequados sistemas de preservação

A leva de visitantes veio de aproximadamente 3,8 mil municípios dos 27 estados brasileiros e Distrito Federal., juntamente com pessoas que moram nas 79 cidades de Mato Grosso do Sul. O reconhecimento do Bioparque Pantanal já entre as referências de instituições e publicações, como a selecionada na categoria “World’s Greateast Places”, por uma das revistas mais renomadas mundialmente.

CONSCIENTIZAÇÃO

Além das 380 espécies de água doce, o Bioparque oferece cursos e oficinas, faz campanhas de conscientização ambiental e de prevenção, abriga eventos diversos e promove estudos e pesquisas com as devidas estruturas. A conservação das espécies, sobretudo as ameaçadas de extinção, é o foco central das atividades nele desenvolvidas. A diretora-geral do Bioparque, Maria Fernanda Balestieri, assegura que todas as ações neste ambiente são avaliadas e servem como indutoras para aprimorar seu funcionamento.

Com 21 mil metros quadrados de área construída, mais de cinco milhões de litros de água e 239 tanques, o local é um cenário convidativo para a pesquisa e a abordagem científica, pilares que dão sustentação ao empreendimento. Mais de 40 projetos de pesquisa estão em andamento. Os pesquisadores do Bioparque realizam experiências internacionais e trabalham com especialistas de inúmeras universidades e instituições nacionais e de outros países.

O Bioparque Pantanal é hoje um espaço dos mais admirados no cenário mundial da preservação

Há projetos e serviços variados, entre eles o Circuito Sustentável de Aquaponia, um espaço para produção de alimentos e reprodução de peixes, e o “Bioparque Vai à Escola”, que dá a estudantes, educadores e gestores nas visitas ao Bioparque Pantanal várias atividades de reforço ao conhecimento e à conscientização ecológica.

MS mantém ICMS e não comete a sangria de outros governos

Em 11 estados o imposto será aumentado e os economistas fazem alerta sobre disparos nos custos

Por decisão de seu governador Eduardo Riedel (PSDB), Mato Grosso do Sul não entrou na onda crítica de 11 estados que se viram obrigados a aumentar a alíquota geral do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). No final de dezembro, antes de sair para duas semanas de descanso, Riedel reiterou o que havia anunciado logo após a aprovação da reforma tributária: a alíquota de 17% seria mantida.

Até agora, das 28 unidades federativas brasileiras, a elevação da alíquota está na agenda dos governos da Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rondônia, Tocantins e o Distrito Federal. Em 2023, vários estados alteraram as regras do ICMS para recuperar a arrecadação perdida nos anos anteriores, especialmente em 2022.

O Congresso Nacional havia aprovado duas leis que limitaram a tributação de combustíveis e serviços de energia e telecomunicações com o imposto estadual. Segundo dados do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária), a arrecadação de ICMS caiu 7,9% de janeiro a novembro de 2023, em relação ao mesmo período do ano anterior (13% de queda, se considerada a inflação do período).

Os estados do Sul e Sudeste, com exceção de Santa Catarina, assinaram um documento em novembro sobre a necessidade de aumento do imposto, mas nem todos conseguiram viabilizar junto às assembleias legislativas a aprovação do aumento. Além de Riedel, em Mato Grosso do Sul, outros governadores descartaram reajustar a alíquota, entre os quais Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo.

Exploração de riquezas minerais dá posição de liderança a MS

Jaime Verruck: “A exploração mineral sustentável é crucial para o futuro do Estado e do Brasil”

A queda do nível de navegabiliade em alguns trechos da Hidrovia Paraná-Paraguai nos últimos anos fez com que a maior parte do volume de cargas, sobretudo minérios, fosse deslocada para as BRs 262 e 276. Estes são os corredores rodoviários para o escoamento de produtos que saem dos terminais portuários de Corumbá e Porto Murtinho com destino aos mercados interno e externo, que engloba vizinhos da América Latina, principalmente o Paraguai, o Uruguai e a Argentina.

Em 2022, a Hidrovia do Rio Paraguai em Mato Grosso do Sul transportou 3,9 milhões de toneladas de minério, segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Depois vêm a soja (300 mil toneladas), o açúcar (20 mil), o ferro e o aço (10 mil). De julho a setembro de 2023, o transporte de carga por vias interiores no país foi de 33.79 milhões de toneladas, um recorde histórico do terceiro trimestre no Brasil.

A hidrovia do Rio Paraguai, um corredor de riquezas crucial para o País, segundo Verruck

Mais uma vez o maior destaque no transporte por vias interiores é a região Hidrográfica Amazônica, que transportou 20,27 milhões de toneladas no terceiro trimestre do ano passado, uma variação positiva de 5,6% em relação ao mesmo período de 2022. A região hidrográfica foi responsável ainda por mais da metade de todo o transporte feito por vias interiores durante este período.

No entanto, o principal destaque percentual ao longo deste período foi a região hidrográfica do Paraguai, com crescimento de 71,4% (mais de 2,1 milhões de toneladas transportadas). Na região hidrográfica do Tocantins-Araguaia, responsável por pouco mais de um terço de todo o transporte do período, foram transportadas 12,8 milhões de toneladas, um aumento de 0,5%.

ARRECADAÇÃO – Com este cenário, Mato Grosso do Sul já é o sétimo maior contribuinte do Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) no Brasil. Vale ressaltar o aumento da extração de ferro e manganês em Corumbá e Ladário nos últimos cinco anos pelas empresas MCR, Vetria, MPP e A3 Mineração. No período, o Estado arrecadou com R$ 309 milhões em CFEM.

Segundo o engenheiro Eduardo Pereira, coordenador de Mineração e Gás da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), as riquezas naturais colocam o Estado em condições diferenciadas. “Temos reservas gigantescas e de classe mundial, de minerais essenciais, entre eles o ferro, o manganês, fosfatos, calcários e dolomitos. Além disso, Mato Grosso do Sul é rico em argilas, areias, cascalhos, filitos, folhelho, rochas ornamentais, mármores e basaltos, amplamente utilizados na construção civil e na indústria de cimento”, explicou.

Por sua vez, o secretário Jaime Verruck, da Semadesc, destaca os critérios de eficiência para a sustentabilidade na exploração mineral, com “práticas inteligentes que minimizam impactos ambientais, promovem a justiça social e impulsionam o desenvolvimento econômico”. Verruck diz que isto inclui a restauração de áreas mineradas e o uso mais adequado de recursos, garantindo que as comunidades locais se beneficiem da mineração. “A exploração mineral sustentável é crucial para o futuro do Estado e do Brasil”, arremata.

Mato Grosso do Sul tem a 3ª menor taxa de extrema pobreza do Brasil

Com uma economia pujante e programas de inclusão e geração de emprego e renda, Mato Grosso do Sul está entre os estados brasileiros com menores índices de pobreza. No caso da extrema pobreza, é a 3ª menor taxa (2,8%) – menos da metade da média nacional (6,4%). Apenas Distrito Federal (2%) e Santa Catarina (1,9%) obtiveram resultado melhor.

É o que revela o levantamento realizado pelo IJSN (Instituto Jones dos Santos Neves), obtido a partir da PNAD/IBGE (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), sobre rendimento de todas as fontes do ano de 2022.

Considerando a taxa de pobreza, Mato Grosso do Sul (23%) também fica bem abaixo da média nacional (33%)

Considerando a taxa de pobreza, Mato Grosso do Sul (23%) também fica bem abaixo da média nacional (33%), com o 6° menor índice do Brasil. Para o cálculo das taxas, foram consideradas as linhas de pobreza e extrema pobreza estabelecidas pelo Banco Mundial, ou seja, US$ 6,85 per capita/dia e US$ 2,15 per capita/dia, respectivamente.

Ao assumir o comando da gestão estadual, o governador Eduardo Riedel colocou como um dos grandes desafios o combate à pobreza por meio da inclusão. “É nosso dever assistir os mais vulneráveis, sem, no entanto, compactuar com a eternização da pobreza extrema. Nosso grande desafio sempre será incluir à vida produtiva, a cidadania plena, os que estão à margem da nossa sociedade organizada”, afirmou.

Ainda na cerimônia de posse, no dia 1º de janeiro, Riedel destacou que o combate à pobreza não se dará somente por meio da transferência de renda. “Os programas sociais se somarão a outras iniciativas na busca permanente pela plena cidadania a cada sul-mato-grossenses, esforço para ir além dos limites da tradicional transferência de renda, buscando a redução efetiva e consistente da extrema pobreza”, declarou.

Desde então, ele tem lançado programas como o pacote de redução de impostos e taxas, inclusive incluindo alimentos na cesta básica com redução da carga tributária de ICMS, e programas de geração de empregos e qualificação como “Voucher Transportador”, que vai qualificar mil motoristas para trabalhar com transporte de cargas e de passageiros.

Menos pobreza

Brasil e Mato Grosso do Sul melhoram em relação a 2021. A média nacional de pobreza foi de 38,2% foi para 33% no período de um ano. Já a extrema pobreza passou de 9,4% para 6,4%. Com isso, cerca de dez milhões de pessoas saíram da linha da pobreza no Brasil no último ano.

Em igual período, os índices de sul-mato-grossense na linha de pobreza e de extrema pobreza encolheram de 31% para 23% (saindo do 7º menor para o 6º) e de 4,4% para 2,8% (de 6º para 3º).

IJSN 

O IJSN (Instituto Jones dos Santos Neves) é uma autarquia governamental vinculada à Secretaria de Economia e Planejamento (SEP), Governo do Estado do Espírito Santo. Com 47 anos de história, o IJSN é uma instituição de pesquisa que desenvolve estudos sociais, econômicos e territoriais, conjugando métodos científicos tradicionais, sofisticados e inovadores.

Confira aqui o levantamento “Pobreza e miséria nos estados brasileiros 2022”.

Três prefeitos entram para o ninho e PSDB chega a 40 no Estado

Os prefeitos Fábio Florença, de Miranda, Rogério Torquetti, de Tacuru e Lidio Ledesma, de Iguatemi, se filiaram ao PSDB durante atos realizados pelo partido, nos dias 18, 19 e 20, em seus respectivos municípios. Assim, os tucanos atingem a marca de 40 prefeituras em MS, mais da metade do total de municípios do Estado.

Prefeito Fábio Florença assina a ficha de filiação no PSDB com a presença do ex-governador Reinaldo Azambuja, presidente do PSDB estadual e prefeitos da região sudoeste – Foto: Divulgação

“É com muito orgulho que recebemos a filiação dos prefeitos Fábio, Dr. Lidio e do Rogério, para o nosso ninho. Com a vinda deles, nosso partido chega a 40 prefeitos. É importante falar que estamos crescendo, mas sempre caminhando com nossos aliados, porque ninguém faz nada sozinho”, afirma o presidente do diretório estadual, Reinaldo Azambuja.

Os atos de filiação se iniciaram em Miranda, na quinta-feira (18), na Câmara Municipal. No dia seguinte, sexta- -feira (19), o evento aconteceu em Tacuru, às 19h, na rua Otacílio Flores Belmonte, 507 e finalizou no sábado (20), em Iguatemi, às 10h, na Rede Feminina de Combate ao Câncer.

Os eventos contaram com a presença do presidente estadual da sigla, o ex-governdor Reinaldo Azambuja, dos deputados federais e estaduais, de prefeitos dos municípios vizinhos, além de vereadores e lideranças locais.

Proporcionalmente, o PSDB de Mato Grosso do Sul é o maior no país, com Eduardo Riedel como governador, três deputados federais, seis deputados estaduais, 15 vice- -prefeitos e 243 vereadores.

PSDB de MS: 34 anos 

O PSDB de Mato Grosso do Sul completou, no decorrer da semana, 34 anos de existência. A Executiva estadual definiu, em nota, a comemoração.

“O sonho de fazer uma política para as pessoas, que iniciou na criação da Comissão Provisória, em 18 de maio de 1989, cresceu. Hoje, somos o Estado com maior representatividade tucana eleita no país, tendo a gestão muito bem avaliada pela população sul-mato- -grossense, tornando-se referência para os Estados brasileiros. O nosso ninho agradece a cada um que acredita no trabalho por meio da Social Democracia, em que pensamos no desenvolvimento econômico sem nos esquecer das pessoas”. (Com assessoria)

Empresas de mineração vão investir US$ 100 milhões em MS

Os investimentos em mineração em Corumbá e Ladário devem superar US$ 100 milhões em perfuração para confirmação de reserva medida de ferro e manganês, pesquisas e sondagens em áreas de mármores, compra de britadores móveis e reforma dos britadores existentes. Os projetos estão sendo realizados nas áreas de mineração em Corumbá e Ladário (Distrito minerário de Ferro e Manganês de Urucum) e nas áreas de calcários e mármores. A meta é aprimorar as operações de extração e beneficiamento de ferro, manganês e mármores na região.

Os investimentos revelam ainda o comprometimento das empresas em desenvolver a economia da região

Uma parte substancial desse investimento será destinada à perfuração para confirmação de reservas medidas de ferro e manganês. A atividade é essencial para garantir a precisão dos dados sobre as reservas minerais presentes, permitindo uma exploração mais eficiente e sustentável desses recursos. Com os resultados, o Estado terá uma base sólida para planejar o futuro da mineração na região, principalmente buscar uma siderurgia de porte Nacional ou Internacional, para beneficiar estes minerais de ferro e manganês, agregando valor na produção.

Além disso, parte deste montante será destinado à compra de uma planta móvel moderna, que proporcionará uma maior flexibilidade e eficiência nas operações diárias na extração e beneficiamento de minérios (ferro e manganês). Essa aquisição estratégica permitirá adaptar os processos de extração de acordo com as demandas do mercado, mantendo a qualidade e a produtividade em níveis elevados.

Também está prevista a reforma das plantas existentes em Corumbá e Ladário. Essa modernização garantirá que estas instalações estejam alinhadas com os mais altos padrões de segurança, tecnologia e sustentabilidade ambiental.

As obras ainda permitirão o aumento da capacidade de produção, impulsionando o desenvolvimento econômico da região e contribuindo para a geração de empregos locais.

Segundo o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, os investimentos planejados reforçam o compromisso contínuo com a mineração responsável e sustentável. “Além de demonstrar a confiança no potencial mineral da região de Corumbá e Ladário, o Governo do Estado está empenhado em ajudar a promover o crescimento econômico, a inovação tecnológica e a preservação do meio ambiente em todas as operações destas mineradoras nestas cidades”, enfatizou o secretário.

Os investimentos revelam ainda o comprometimento das empresas em desenvolver a economia da região. “Estamos entusiasmados com os avanços que serão alcançados com esses investimentos e que permanecem comprometidos em contribuir para o desenvolvimento socioeconômico das cidades de Corumbá e Ladário. Com destaque para as empresas mineradoras MCR Mineração, MMP Mineração, 3A Mining e Vetria Mineração, todas operando no distrito mineral de Urucum, que encontraram no Estado um ambiente propicio para alavancar estas operações minerarias”, salientou Eduardo Pereira, coordenador de Mineração da Semadesc.

As demais empresas que estão pesquisando mármores e calcários são oriundas do maior Estado Produtor de Rochas Ornamentais do Brasil, o Espírito Santo –ES. Eduardo Pereira lembra ainda que as ações devem garantir aumento de ofertas de emprego e arrecadação da CFEM- Contribuição Financeira de Exploração Mineral.