Bioparque Pantanal é espelho de MS refletido pelo mundo

Após 11 anos de atraso, mudança de governo garantiu conclusão das obras e impediu prejuízos ao Estado

Com sua primeira ordem de serviço para o início da obra assinada pelo governador André Puccinelli (MDB) no dia 14 de abril de 2011, o Aquário do Pantanal levou 11 anos para ter seu projeto redimensionado e concluído por outro gestor, Reinaldo Azambuja (PSDB), que o entregou em 28 de março de 2022. Era para ser inaugurado em outubro de 2013, no 36º aniversário de criação de Mato Grosso do Sul.

O Aquário – hoje Bioparque Pantanal – teve seguidas interrupções nos serviços, causadas por problemas no projeto e denúncias de mau uso dos recursos. O empreendimento só passou a ser restaurado depois que Azambuja assumiu o governo, em 2015, e lançou o Programa “Obras Inacabadas Zero”, criado para concluir e entregar mais de 200 projetos inconclusos ou apenas limitados aos alicerces e planilhas no papel.

Estudantes, educadores e pesquisadores têm no Bioparque estrutura para aprimorar conhecimentos

O custo inicial era de R$ 84 milhões. Entretanto, os prejuízos que o Estado amargou em mais de uma década de sucessivas paralisações exigiram a recomposição orçamentária e a reavaliação do projeto para garantir qualidade, segurança e agilidade na recuperação. Agora, com perfil estético e conteúdo redefinidos, o Bioparque Pantanal já é um dos mais importantes e referenciados espaços locais e mundiais do turismo ecoambiental.

Visitantes do Brasil e do exterior já têm o Bioparque entre seus principais endereços turísticos

ENCANTAMENTO

Alguns dados oficiais ajudam a dimensionar o tamanho da obra que dia a dia vem encantando gente de todos os lugares. Em 2023, o Bioparque – maior aquário de água doce do mundo e o maior aquário público do Brasil – recebeu mais de 375 mil visitantes, oriundos de mais de 120 países. E visitantes de todas as escalas sociais, profissionais e culturais, de anônimos cidadãos e cidadãs a embaixadores, ministros, secretários de Estado, pesquisadores, estudantes e várias celebridades do esporte, da políticas e das artes.

São 380 espécies de água doce e 239 tanques com adequados sistemas de preservação

A leva de visitantes veio de aproximadamente 3,8 mil municípios dos 27 estados brasileiros e Distrito Federal., juntamente com pessoas que moram nas 79 cidades de Mato Grosso do Sul. O reconhecimento do Bioparque Pantanal já entre as referências de instituições e publicações, como a selecionada na categoria “World’s Greateast Places”, por uma das revistas mais renomadas mundialmente.

CONSCIENTIZAÇÃO

Além das 380 espécies de água doce, o Bioparque oferece cursos e oficinas, faz campanhas de conscientização ambiental e de prevenção, abriga eventos diversos e promove estudos e pesquisas com as devidas estruturas. A conservação das espécies, sobretudo as ameaçadas de extinção, é o foco central das atividades nele desenvolvidas. A diretora-geral do Bioparque, Maria Fernanda Balestieri, assegura que todas as ações neste ambiente são avaliadas e servem como indutoras para aprimorar seu funcionamento.

Com 21 mil metros quadrados de área construída, mais de cinco milhões de litros de água e 239 tanques, o local é um cenário convidativo para a pesquisa e a abordagem científica, pilares que dão sustentação ao empreendimento. Mais de 40 projetos de pesquisa estão em andamento. Os pesquisadores do Bioparque realizam experiências internacionais e trabalham com especialistas de inúmeras universidades e instituições nacionais e de outros países.

O Bioparque Pantanal é hoje um espaço dos mais admirados no cenário mundial da preservação

Há projetos e serviços variados, entre eles o Circuito Sustentável de Aquaponia, um espaço para produção de alimentos e reprodução de peixes, e o “Bioparque Vai à Escola”, que dá a estudantes, educadores e gestores nas visitas ao Bioparque Pantanal várias atividades de reforço ao conhecimento e à conscientização ecológica.

Com helicóptero, grupo é resgatado de trabalho escravo em fazenda no Pantanal

Cinco trabalhadores foram retirados da condição de trabalho análogo ao de escravo durante a operação conjunta “Pantanal Paiaguás”, realizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT-MS), Ministério do Trabalho e Emprego, Polícia Federal (Grupo Especial de Polícia Marítima de Corumbá) e Polícia Militar Ambiental, com apoio da Casa Militar do Governo do Estado.

A ação ocorreu entre os dias 12 e 17 de março, na sub-região do Pantanal de Paiaguás.

Ontem (22), as vítimas receberam do empregador as verbas rescisórias pelos serviços prestados, pouco mais de R$ 37,4 mil para cada um deles, além de uma indenização por danos morais individuais, que totalizou R$ 240 mil – o equivalente a 20 vezes o valor do salário acordado no momento da contratação – e que será dividida entre os cinco trabalhadores. O pagamento destes valores foi pactuado com o MPT-MS por meio de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), assinado pelo procurador do Trabalho Paulo Douglas de Moraes e por representantes legais da propriedade rural, durante audiência administrativa, realizada no dia 15 de março, nas dependências da Polícia Federal no município de Corumbá.

Trbalhadores foram resgatados de helicóptero por estarem em área alagada do Pantanal – Foto: Divulgação

O proprietário da fazenda também deverá pagar outros R$ 240 mil, a título de dano moral coletivo, como forma de reparação à sociedade. O valor será revertido a entidades e/ ou instituições que promovam direitos sociais de interesse coletivo.

Outro Termo de Ajuste de Conduta foi subscrito na mesma ocasião, este objetivando a adequação do meio ambiente de trabalho à legislação laboral vigente, bem como resguardar trabalhadores que, futuramente, venham a exercer quaisquer serviços na propriedade onde ocorreu o flagrante, ou em outras empresas que integram ou venham a integrar seu grupo econômico. O não cumprimento de qualquer uma das obrigações do TAC implica no pagamento de multa, cujo valor é vinculado à natureza da cláusula descumprida – legislação trabalhista, segurança do trabalho ou medicina do trabalho – e ao número de trabalhadores impactados.

Com a operação “Pantanal Paiaguás”, 22 trabalhadores foram resgatados de condições análogas à de escravidão em propriedades rurais de Mato Grosso do Sul, entre janeiro e 21 de março de 2023, conforme levantamento da Superintendência da Inspeção do Trabalho no estado. Em todo o país, foram 918 trabalhadores no mesmo período, o que representa alta de 124% em relação ao volume dos primeiros três meses de 2022.

Condições degradantes de trabalho

Durante a operação, duas propriedades rurais, localizadas na sub-região do Pantanal de Paiaguás, foram diligenciadas. Na primeira, uma fazenda localizada a cerca de 60 quilômetros do perímetro urbano de Corumbá, não houve flagrante do crime.

Já na segunda propriedade rural, distante 180 quilômetros da cidade, os cinco trabalhadores foram localizados isolados em meio à mata, dentro de uma fazenda que atua no ramo da pecuária bovina e tem 15 mil hectares. Foi necessária a utilização de um helicóptero e de um barco, cedidos pela Casa Militar do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e pelo Grupo Especial de Polícia Marítima de Corumbá, da Polícia Federal, respectivamente, já que nesta época do ano a região fica alagada. Policiais da Polícia do Ministério Público da União (MPU) realizaram a escolta e acompanhamento do procurador do MPT durante as diligências, as inspeções e as audiências.

Barraca que servia de alojamento para trabalhadores resgatados – Crédito: Divulgação

Nesta fazenda, os trabalhadores estavam alojados em um acampamento, afastado a quilômetros da sede, composto por quatro barracos, construídos com varões de arbustos e cobertos com lona plástica, e dormiam em redes e estruturas precárias, que eles chamavam de “camas”, e eram montadas de forma improvisada com troncos de vegetação. Sem paredes ou pisos, as condições expunham os trabalhadores a intempéries, animais peçonhentos e silvestres.

Não havia banheiros e as necessidades eram feitas no mato. A água disponível ficava armazenada em um tanque pipa e servia para uso geral – beber, cozinhar e tomar banho. Em depoimento, os trabalhadores disseram que ela tinha gosto de ferrugem, e que até capivaras foram vistas bebendo desta mesma água.

Residentes em Corumbá, os trabalhadores foram contratados de forma irregular para construir cercas na fazenda, por um intermediador de mão de obra. “O cercamento da propriedade rural é uma atividade lícita, porém, não pode ser executada nestas condições, que configuram o crime de redução à condição análoga à de escravo”, pontua o procurador do Trabalho Paulo Douglas de Mores.

Nenhum dos trabalhadores teve o registro formalizado em carteira ou receberam equipamentos e dispositivos de proteção individual, com vistas a prevenção da ocorrência de acidentes. Conforme o acordo feito no momento da contratação, eles deveriam permanecer no local de trabalho pelo período de 90 dias, para só então serem conduzidos à cidade, onde finalmente receberiam o saldo dos valores das diárias trabalhadas nesse período. Também não foi concedido o direito ao repouso semanal remunerado de 24 horas consecutivas.

Denuncie 

Todo cidadão que presenciar pessoas atuando de formas que caracterizem o trabalho análogo ao de escravo pode denunciar ao MPT. As denúncias devem ser feitas das seguintes formas:

Pelo site do MPT-MS: www.prt24.mpt.mp.br/servicos/denuncias

Pelo aplicativo MPT Pardal, cujo download é gratuito para smartphones

Pelo portal da Inspeção do Trabalho https://ipe.sit.trabalho.gov.br/#!/ 

Ou pessoalmente em uma das três unidades do MPT-MS, localizadas em Campo Grande, Três e Lagoas e Dourados, de segunda a sexta-feira, das 9 às 17 horas.

PF inicia investigação sobre onça-pintada encontrada sem cabeça em rio do Pantanal

A Polícia Federal está fazendo levantamentos preliminares sobre uma onça-pintada, encontrada sem a cabeça, boiando nas águas do rio Paraguai-Mirim, região da fazenda Morro Alegre, distante cerca de 60 km de Corumbá, na quinta-feira (16). 

Animal, sem a cabeça, boiando no rio Paraguai-Mirim

Equipes da PF e da Polícia Militar Ambiental (PMA) se deslocaram na tarde desta sexta-feira para tentar localizar o animal para necropsia.

Diego Viana, coordenador do programa Felinos Pantaneiros, do IHP, contextualizou a situação em termos ambientais e econômicos para a região.

“Com esse apoio tanto da PF e da PMA, cresce a importância da fiscalização e consciência dos pantaneiros em relação a esses fatos, além de ser um crime ambiental afeta negativamente para a imagem do Pantanal. No caso desse, de faltar a cabeça animal, só pode ter sido causado por ação humana, nenhum outro caso, como briga entre esses felinos causaria tal fato. Além de uma perda ecológica, temos prejuízo financeiro tendo em vista que temos exemplos, como na região do Porto Jofre, onde há o turismo de observações de onças-pintadas, que faturam anualmente milhões de dólares e Corumbá tem potencial para poder crescer nesse tipo de ação dentro do Pantanal”, disse Diego.

Dados de felinos mortos

De acordo com o Instituto Homem Pantaneiro (IHP), entre os anos de 2016 a 2023, foi dado apoio à PMA e PF em cinco casos de onças-pintadas mortas, em três deles, foram encontrados projéteis de arma de fogo.

Em outros dois, das onças-pintadas Jout Jout e Tiago, na Serra do Amolar, que foram regatadas em 2020, foi identificado pela equipe técnica do IHP, que no corpo delas havia projeteis de chumbo. Porém, os animais sobreviveram.

Matar onça-pintada é crime. Está previsto na Lei de Crimes Ambientais, lei federal número 9.605/1998, com pena de seis meses a um ano de prisão, além de multa.

Iagro vai Pantanal adentro com ações preventivas contra Influenza Aviária

O sol pantaneiro escaldante aliado à poeira típica das estradas que levam as comunidades mais longínquas são barreiras hoje superadas para as equipes do Governo de Mato Grosso do Sul que estão levando Pantanal adentro informações e abrindo um importante diálogo com os moradores desses locais, os fortalecendo como aliados do Estado na manutenção da sanidade dos animais criados em solo sul-mato-grossense, em especial contra a Influenza Aviária.

Iniciativa também trata do fim da vacinação da aftosa e prosseguiu com visita a fazendas pantaneiras, entrega de materiais na fronteira e palestra para produtores Fotos: Saul Schramm

“Vocês tinham conhecimento disso?”, questionou integrante da comitiva da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) ao abrir conversa com moradores do Assentamento Taquaral, se referindo à ameaça da Influenza Aviária após registro recente de um caso em Cochabamba, na região andina da Bolívia.

O assentamento fica em Corumbá, há poucos quilômetros da faixa de fronteira seca com a Bolívia, sendo visto como estratégico para frear a entrada de doenças que afetam a sanidade animal no Brasil. Assim, foi ali que as ações realizadas na região pantaneira e de fronteira foram iniciadas na semana passada pelos servidores da Iagro.

Durante a conversa, várias dicas foram dadas para identificar casos de Influenza Aviária, foi explicado como proceder caso perceba-se que algum animal está com caso suspeito da doença e todas as implicações que a chegada dessa zoonose pode trazer à saúde e economia.

Outros temas, como a implementação do Selo Arte – destinado aos que produzem produtos de origem animal de forma artesanal sejam atestados com uma certificação de qualidade – e o fim da vacinação contra a aftosa também foram abordados e discutidos com os moradores, que tiveram palavra aberta para fazer sugestões aos técnicos da agência sanitária.

“Ninguém esperava que a Iagro ia vir, pois nunca houve uma palestra assim para o povo daqui. Achei muito interessante. Muitas pessoas achavam que era uma coisa, agora com a Iagro vindo, a gente vê que não é o que a gente pensava. Foi bem esclarecedor e gostamos”, frisa a produtora de queijo Josefa de Fátima Lima.

Morando ali desde os cinco anos, hoje com 31 anos a assentada tem seu próprio lote onde cria gado leiteiro, que oferece a ela em média 40 litros de leite por dia, oriundos de oito cabeças. “Passei minha vida toda aqui e meu lugar é aqui, então tenho que prezar por ele. Todos temos medo que doenças venham para cá, mas acho que podemos evitar fazendo tudo certo”.

Material é didático e de simples entendimento

Nada mais fácil de entender do que um gibi. E justamente é esse um dos formato

Os materiais impressos entregues aos assentados e as explicações dos servidores ajudaram a todos na compreensão de que o fluxo migratório das aves dissemina o vírus entre elas, sendo assim importante que aves domésticas não interajam com as silvestres.

“Está na nossa porta e depende desse empenho comunitário”, frisa o agente do Iagro, Cristiano de Oliveira, completando que mesmo sendo raro, é possível que haja contágio de ave para humanos em casos de contatos íntimos entre os dois. O vírus não é transmitido ao se alimentar de aves e também não há transmissão registrada de humano para humano.

Assentada lendo gibi da Iagro criado para conscientizar a população sobre a gripe aviária

As visitas aos assentamentos e a fiscalização no posto de fronteira acontece há praticamente um mês, contudo vem sendo reforçada, ganhando maior destaque agora. “Hoje vou dar parabéns a vocês por virem aqui, estarem explicando as coisas para a gente”, comenta outro assentado da Taquaral, Janilton Saraiva, acrescentando que a partir de agora vai comunicar à Iagro sobre qualquer alteração verificada nos animais.

O grupo que visitou o Assentamento Taquaral nesta quarta e segue para a fazenda Novo Horizonte nesta quinta é formado pelo diretor-adjunto da Iagro, Cristiano Moreira de Oliveira; pelo gerente de Controle e Operações, Marco Aurélio Guimarães; pelo coordenador do Núcleo de Produtos Artesanais de Origem Animal, Wilson de Moraes Rodrigues Junior; pelo fiscal Claudio Di Martino; e pela gestora de comunicação Iza Lima.

Quais as orientações?

Os principais sinais da doença nos animais são dificuldade respiratória, corrimento nasal e ocular, inchaço de cabeça, andar cambaleante, torcicolo e alta mortalidade. A transmissão ocorre por contato direto com aves contaminadas, mais especificamente com secreções. Evitar o contato com as aves, manuseio de animais doentes e a manutenção da limpeza do ambiente de criação são medidas de prevenção.

O Brasil nunca registrou nenhum caso da doença. Para comunicar a Iagro em qualquer suspeita da doença, o contato é o WhatsApp (67) 99961-9205, além da plataforma e-Sisbravet (Sistema Brasileiro de Vigilância e Emergência Veterinária), via internet: https://sistemasweb4.agricultura.gov.br/sisbravet/manterNotificacao!abrirFormInternet.action

Riedel é escolhido coordenador do Pantanal no Consórcio Brasil Verde

Governador de MS destacou que o Consórcio Brasil Verde vai levar ao Brasil grandes pautas voltadas ao meio ambiente, que vão gerar desenvolvimento sustentável a todos os estados

O governador Eduardo Riedel foi escolhido nesta segunda-feira (13) pelos governadores como coordenador das ações e projetos do Pantanal no Consórcio Brasil Verde. Mato Grosso do Sul faz parte desta iniciativa que busca promover uma cooperação entre os estados para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas no Brasil.

O Consórcio Brasil Verde foi lançado por diversos governadores na COP-26 (Foto Bruno Rezende)

Foi realizada uma assembleia virtual com os estados que participam do consórcio. “Apresentei meu nome e fomos escolhidos para ser o coordenador do bioma Pantanal, o que é importante para Mato Grosso do Sul porque dois terços do bioma estão aqui. Poderemos levar o Pantanal e toda sua potencialidade para o restante do Brasil e do mundo”, afirmou o governador.

Riedel destacou que o Consórcio Brasil Verde vai levar ao Brasil grandes pautas voltadas ao meio ambiente, que vão gerar desenvolvimento sustentável a todos os estados. “Se trata de uma grande iniciativa, sou um entusiasta do consórcio, pois traz uma agenda fundamental para todos nós”, completou.

A reunião também definiu os coordenadores nacionais dos demais biomas, além do presidente do Consórcio, que será o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande. O estatuto e o contrato de rateio da organização já foram apresentados e no prazo de 30 dias serão aprovados os textos finais.  O secretário Jaime Verruck, titular da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), fará parte do Conselho Administrativo. Ele acompanhou a reunião virtual ao lado do governador e da procuradora-geral do Estado, Ana Ali Garcia.

Consórcio

O Consórcio Brasil Verde foi lançado por diversos governadores durante a 26° Conferência das Nações Unidas para a Mudança Climática (COP-26), realizada em Glasgow, na Escócia, em 2021.

O objetivo é compatibilizar o desenvolvimento econômico-social com a proteção do sistema climático, de forma justa e ecologicamente equilibrada, reduzindo a emissão de gases de efeito estufa, conservando os biomas, buscando o desenvolvimento de soluções energéticas limpas, dentre outros.

A ratificação do Consórcio Brasil Verde faz parte do compromisso dos estados em cumprir as metas assumidas pelo País no âmbito do Acordo de Paris, assinado em 2015 durante a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças no Clima (COP21).

Governador participa da Assembleia Virtual do Consórcio Brasil Verde (Foto Bruno Rezende)

“O Consórcio foi um trabalho conjunto. A disponibilidade de recursos sempre passava pela União e a montagem do consórcio nos possibilitará a apresentação de uma série de projetos para botar recursos nos biomas. É o primeiro (consórcio) que trata da sustentabilidade, das mudanças climáticas. Este é um ponto importante “, salientou o secretário Jaime Verruck.

A iniciativa vai permitir, por exemplo, ganhos de escala na contratação de bens e serviços e nas ações voltadas ao enfrentamento das mudanças climáticas, reduzindo os custos nos trabalhos realizados pelos participantes. O compartilhamento das informações entre os estados também vai propiciar uma troca de experiência e de boas práticas mais efetivas.

4º Encontro TICCAs Brasil quer garantir comunidades tradicionais fortalecidas e atuantes

O Pantanal será o palco do 4º Encontro TICCAs Brasil: Oportunidades e possibilidades atuais para o fortalecimento da atuação em rede em territórios tradicionais”.

O evento objetiva apresentar o conceito de Territórios Indígenas de Conservação e Áreas Conservadas por Comunidades Locais (TICCAs), bem como fomentar articulações para a consolidação dos TICCAs no Brasil, conceito internacional, apoiado pela ONU Ambiente, que visa reconhecer a ligação entre a terra e os direitos dos povos tradicionais do mundo todo.

O encontro será on-line entre os dias 15 e 16 de Fevereiro, sob a coordenação da Mupan – Mulheres em Ação no Pantanal, com o apoio da Wetlands International Brasil, Consórcio TICCA e Synchronicity Earth.

TICCAs

O TICCA é uma iniciativa de organizações não governamentais de alcance global que auxilia comunidades indígenas e tradicionais a se fortalecerem diante das pressões e ameaças sofridas devido às mudanças sócio-ecológicas e, assim, participem das mesas de decisões, uma vez que essas comunidades são, comprovadamente, os principais guardiões do meio ambiente em que vivem, em especia lpara as áreas úmidas.

Os TICCAs são fortalecidos através de estratégias e ferramentas (capacitações, ações de mobilização e articulação) que permitam que cada localidade conheça seus direitos e valorize suas tradições culturais além de aprimorar seus meios de produções e economias, fortalecendo o vínculo do indivíduo com sua comunidade e localidade.

O evento é gratuito e ara acessá-lo basta se inscrever neste link

Carnaval na Rota Pantanal-Bonito tem desfiles, shows e lugares de descanso para famílias

Os municípios que integram a Rota Pantanal-Bonito, nas regiões oeste e sudoeste de Mato Grosso do Sul, estão se preparando para o período de carnaval, em fevereiro. Em Corumbá e Ladário haverá o tradicional desfile de escolas de samba e blocos carnavalescos. Aquidauana terá o Pirafolia, no distrito de Piraputanga. Em Porto Murtinho e Miranda, shows e desfile de blocos. Bonito não terá eventos e Jardim, Bela Vista, Nioaque e Bodoquena ainda não definiram a programação.

Foto Anderson Gallo/Arquivo Diário Corumbaense

Em Bonito, a Prefeitura decidiu não promover o carnaval ou outra atividade cultural no período para investir os recursos (R$ 600 mil) em outros setores, como na melhoria da infraestrutura do Balneário Municipal. A cidade, distante 283 km de Campo Grande, é um dos lugares ideais para quem quer fugir da agitação, em busca de tranquilidade em suas águas cristalinas. Mas, uma dica: garanta seu voucher, porque Bonito vai ferver (de gente).

Brincar o carnaval tradicional ou curtir aos shows ao vivo valem a pena, porém viajar em família no período é uma oportunidade de unir o útil ao agradável. Ou seja: passar o feriado prolongado no interior, sem o agito da grande cidade, programando passeios em contato direto com a natureza. Os atrativos da Rota Pantanal-Bonito, em 11 municípios, oferecem todas as opções. O importante é se programar logo, a corrida por reservas já começou.

Nas bicentenárias Corumbá e Ladário (distantes 420 km de Campo Grande) o carnaval está na ordem do dia. Dez escolas de samba vão desfilar na Avenida General Rondon, em Corumbá, nos dias 19 e 20, e os blocos oficiais, no dia 18. A folia na cidade é considerada a mais animada do Centro-Oeste, influenciada pela Marinha, que chegou à região em 1873 e atraiu militares e civis do Rio de Janeiro, dentre os quais os carnavalescos.

A programação do carnaval corumbaense começa no dia 16 de fevereiro, com saída de blocos de sujos e escolha da Corte de Momo. As escolas de samba estão se preparando desde novembro e receberam R$ 660 mil em apoio financeiro da Prefeitura, que está organizando a estrutura de arquibancadas e camarotes para o desfile na avenida e os shows nacionais e regionais, na Praça Generoso Ponce. A festa acaba no dia 22, com o carnaval cultural.

“Vai ser um dos melhores carnavais”, promete Victor Raphael de Almeida, presidente da Liesco (Liga Independente das Escolas de Samba de Corumbá). A entidade lançou de forma inédita este ano os sambas de enredo das escolas, gravados em São Paulo, em todas as plataformas digitais, inteiramente gratuito. “Isso vai ser um canhão, haverá mais engajamento dos moradores da cidade, do Estado e dos turistas, dando um brilho maior ao carnaval”, aponta.

Blocos e shows

Em Ladário, cidade vizinha a Corumbá, o carnaval retorna depois de dois anos, por conta da pandemia do coronavírus. A Prefeitura anunciou uma programação na Avenida 14 de Março, de 17 a 21, com desfile dos blocos carnavalescos tradicionais e shows com grupos regionais e locais. Haverá bailes infantis no coreto da Praça 2 de Setembro e concursos da Corte do Momo e de marchinhas. A avenida terá praça de alimentação e espaços de entretenimento.

Em Porto Murtinho (425 km de Campo Grande), na fronteira com o Paraguai, a festa momesca denominada Porto Folia da Rota Bioceânica vai se concentrar na Praça de Eventos, centro da cidade, de 18 a 21. Além dos shows com bandas locais e regionais, ainda não definidas, a prefeitura prepara um evento com desfile de blocos carnavalescos e matinês à fantasia para as crianças. “Vamos realizar uma grande festa”, promete o prefeito Nelson Cintra.

Aquidauana confirmou a realização da 9ª edição do Pirafolia, no distrito de Piraputanga (distante 30 km da cidade e 100 km de Campo Grande), entre os dias 18 e 20. A presença da Banda Lilás ainda não foi confirmada. Com apelo ecológico e revivendo os antigos carnavais, o evento será realizado na praça principal. Uma ótima opção para entrar na folia e conhecer as belezas de uma região incrível: morraria, praias do Rio Aquidauana e rica fauna.

Em Miranda (200 km de Campo Grande), a prefeitura anunciou o “Pantanal Folia”, de 18 a 20, com shows de Koisabamba, Paolla e Matheus Kruz, todos de Mato Grosso do Sul, mesclando ritmos variados (samba, pagode e axé). Para animar a festa, será organizado um concurso de blocos carnavalescos e está previsto matinê no domingo (19). O tradicional evento será realizado no Parque de Exposições (Espaço Fecir) e terá praça de alimentação.

Ouça os sambas de enredo das escolas de samba de Corumbá:

https://onerpm.link/782785744798

Destinos da Rota Pantanal-Bonito celebram novo ano com shows, festa religiosa e queima de fogos

Os eventos que vão marcar a passagem do ano nos destinos da Rota Pantanal-Bonito são oportunidades de celebrar o Réveillon de uma maneira diferente, unindo visita aos atrativos turísticos e a curtição dos shows ao vivo e presenciar uma festa única em Mato Grosso do Sul: a louvação a Iemanjá, que reúne em Corumbá (420 km de Campo Grande), nos dias 30 e 31, as manifestações da religião africana à beira do Rio Paraguai.

Louvação a Iemanjá em Corumbá

Em Bonito (283 km da Capital), destino referência de ecoturismo no Brasil, a prefeitura anunciou como parte da programação especial de Natal e fim de ano duas grandes atrações nacionais: as duplas sertanejas Thaeme & Tiago e Munhoz & Mariano, nos dias 30 e 31 de dezembro, às 21h, na Praça da Liberdade, com entrada gratuita. Também se apresentarão o cantor de pagode Dieguinho (Campo Grande) e a dupla Pedro & Evandro.
Iluminação especial

A praça da cidade é o palco principal das festividades e, ao longo dos dois últimos meses do ano, tem recebido diversas atrações culturais e artísticas, com espetáculos de dança, teatro e muita música, inclusive de renome nacional, como o cantor Guito, que se apresentou no Festival da Guavira, entre 24 e 26 de novembro, junto com a dupla Alex e Yvan. A prefeitura criou o Natal Mais Bonito, com iluminação especial de led na praça e na avenida Pilad Rebuá.

Bonito é um dos principais destinos turísticos do País

“Em 2021 lançamos o Natal Mais Bonito e neste ano ampliamos, não apenas com as luzes, mas também com uma programação diversificada, que incluiu os festivais da Guavira e Religioso e para o réveillon, shows especiais, com artistas são que destaque no Mato Grosso do Sul e no país. Estamos muito felizes em conseguir realizar um evento como este, que na verdade, é um presente para os bonitenses e nossos visitantes”, disse o prefeito Josmail Rodrigues.

Festa a Iemanjá
Cidade histórica, de 244 anos, Corumbá recebe muitos turistas para assistir o ritual em louvação a Iemanjá, rainha do mar, que acontece todos os anos, entre os dias 30 e 31 de dezembro nas águas do Rio Paraguai. É uma festa tradicional, realizada há mais de 100 anos pela população (mais de 60% dos corumbaenses são afrodescendentes), que reúne todas as tendências religiosas africanas entre cantos, rezas, afirmações e muita fé.
Esse ano, a prefeitura concentrou as comemorações da chegada do novo ano no porto-geral e colocou uma imagem de Iemanjá de sete metros na prainha, mantendo assim a tradição religiosa que atrai milhares de devotos. Na beira do rio, caboclos, pretos velhos e orixás de tendas de umbanda e candomblé vão se unir, e ao som dos atabaques entoarão cânticos afros para prestar homenagens e fazer oferendas à rainha das águas.

Shows e queima de fogos
Em Bodoquena (245 km de Campo Grande), um dos principais destinos da Serra da Bodoquena, as festividades foram abertas no dia 23 e o réveillon também promete: a prefeitura, por meio da secretaria Municipal de Turismo, Cultura, Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, anunciou grandes atrações: no dia 30, às 22h, show com o grupo MDO, e às 23h, com a dupla João Bosco e Gabriel; no dia 31, às 22h, shows com Koisabamba e o DJ Celso. Local: Feira do Produtor.

Em Jardim (224 km da Capital), uma extensa programação está sendo realizada desde o dia 9 de dezembro, com a abertura do Natal para Todos, com apresentações do Coral Vozes da Periferia, Projeto Flautas e Banda Cabral, entre outras ações culturais envolvendo música e danças. Para a passagem do ano, além da queima de fogos, a prefeitura anunciou uma sequencia de shows, a partir das 20h, na Praça do Encontro: DJ Leandro Fontes, a dupla Felipe e Rodrigo e a Banda Kebradeira.

Em Porto Murtinho o Réveillon terá queima de fogos e shows ao vivo na Praça de Eventos

Porto Murtinho (425 km de Campo Grande), cidade pantaneira situada no extremo sudoeste e fronteira com o Paraguai, programou o Réveillon da Rota (Bioceânica), com queima de fogos e shows ao vivo na Praça de Eventos, localizada próxima à área portuária. A prefeitura decidiu valorizar os artistas pratas da casa e as atrações serão: Thaiza Nara, Alex Cantor, Majestick Super Star e Axé Mixxx Negrolo. As apresentações começam às 22h do dia 31, com entrada franca.

Bombeiros conseguem controlar fogo que ameaçava reserva indígena no Pantanal

O incêndio de grandes proporções que destruiu área considerável na Bolívia e atravessou a fronteira, ameaçado a reserva indígena guató localizada na Serra do Amolar, no extremo-Noroeste de Mato Grosso do Sul, foi controlado pelos soldados do Corpo de Bombeiros e brigadistas que atuam na região no início dessa semana. Dois aviões foram utilizados no combate às chamas, incluindo o Air Tractor adquirido ano passado pelo governo do Estado.

Os bombeiros tiveram apoio de brigadistas do Instituto Homem Pantaneiro, que junto com outras entidades integra o Grupo de Resgate Técnico Animal de Mato Grosso do Sul (GRETAP/MS)

A equipe de solo, composta por 10 bombeiros realizou reconhecimento da área iniciando o combate às chamas que se estendeu até a madrugada desta terça-feira (8), com o uso de sopradores, mochilas costais com água e abafadores, explicou o assessor militar da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), tenente-coronel bombeiro Leonardo Rodrigues Congro. No lado boliviano, segundo mapeamento do Sistema de Alerta Temprana de Incendio Florestales (SATIF), o fogo destruiu 275 hectares entre os dias 1° e 6 de novembro.

No dia 7 o incêndio atingiu o território brasileiro e ameaçava destruir a reserva indígena. Rapidamente as equipes de combate a incêndios – que já vinham monitorando a região – entraram em ação e conseguiram isolar e controlar o foto. O secretário da Semagro, Jaime Verruck, destacou que a integração das equipes de solo e de ar foi muito importante para fazer o combate e controle dos focos no lado brasileiro. “A ação dos homens em solo, apoiados pelos aviões que despejaram milhares de litros de água sobre os focos, conseguiram êxito e o fogo foi debelado. Agora estamos monitorando via satélite e os bombeiros continuam no local para alguma eventualidade. Entretanto, os meteorologistas do CEMTEC/MS avisam que há previsão de chuva para o fim de semana, o que deve extinguir completamente as chamas”, afirmou.

Os bombeiros tiveram apoio de brigadistas do Instituto Homem Pantaneiro (IHP), que junto com outras entidades integra o Grupo de Resgate Técnico Animal de Mato Grosso do Sul (GRETAP/MS), para monitorar a fazer o salvamento de animais que por ventura viessem a ser afetados pelo fogo. No dia 8 os bombeiros enviaram mais 12 militares para ajudar nas ações de solo e na quinta-feira (10) todos os focos estavam controlados, conforme relatório divulgado pela corporação. No lado brasileiro a área atingida soma 177 hectares, o que equivale a 247 campos de futebol, segundo o relatório dos bombeiros.
O Comandante da Operação, major bombeiro Fábio Pereira de Lima, afirma que “a equipe de solo continua realizando o combate nas áreas onde ainda existem chamas e o rescaldo daquelas em que o incêndio já foi controlado, bem como construindo aceiros preventivos a fim de se evitar a reignição do fogo e seu alastramento, caso isso venha acontecer em algum ponto da região”. Durante os sobrevoos, constatou-se que os focos ainda remanescentes estão isolados, o que dificulta sua propagação às áreas ainda não atingidas.
Segundo dados catalogados pelos meteorologistas do CEMTEC/MS (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), nos últimos dias a região de Corumbá tem enfrentado altas temperaturas, acima de 38°C, aliadas à baixa umidade relativa do ar com índices de 11% e 12%, por exemplo, nos dias 8 e 9 de novembro, respectivamente. Essa combinação de altas temperaturas e baixa umidade do ar tornam o ambiente propício para ocorrência ou intensificação dos incêndios florestais.

Entretanto, as chuvas que já ocorrem desde a madrugada dessa sexta-feira (11) e atingem todo Estado  devem permanecer até a terça-feira da próxima semana, dia 15, favorecendo o enfraquecimento ou mesmo dissipando as chamas que ainda restarem na região. Os modelos de previsão de tempo indicam acumulados de até 30 milímetros de chuva para os próximos 10 dias.

Vídeo: Incêndio põe em risco mais de 40 famílias indígenas no Pantanal

Brigada contra incêndio do Instituto Homem Pantaneiro (IHP) foi acionada e contém as chamas na aldeia indígena Guató.

Incêndio na região de Porto Índio, próximo à reserva indígena Guató, que fica perto da Serra do Amolar, no Pantanal, está mobilizando equipes do Corpo de Bombeiros Militar e também do Instituto Homem Pantaneiro, para conter as chamas que foram registradas desde domingo, 06 de novembro. O combate ao fogo segue nesta segunda-feira (07).

O foco de incêndio foi detectado por meio das câmeras de monitoramento do fogo, e desde então, além dos bombeiros, equipes de brigadistas do IHP, da Brigada Alto Pantanal e militares do Exército, estão em campo no combate às chamas. Por se tratar de uma área de reserva indígena, a Funai também foi comunicada.

O local fica em uma região isolada, entre a Baía Gaíva e Uberaba, distante 300 km de Corumbá por água. “Infelizmente a situação está fora de controle e nossa preocupação maior é com a comunidade indígena e as 47 famílias que moram na região”, afirma o presidente do Instituto, Ângelo Rabelo.De acordo com os bombeiros, o Grupamento de Operações Aéreas (GOA) o avião Air Tractor, com capacidade de transporte de três mil litros de água, vai auxiliar no combate ao fogo.

O gestor das áreas do IHP/ Brigada, Geovani Tonolli, frisou o combate ao incêndio o quanto antes, pois há uma preocupação com as comunidades que ali residem.

“Ontem já fizemos a tentativa de combate ao fogo, mas devido ao local que é de difícil acesso, não conseguimos sucesso. Estamos fazendo o monitoramento desde cedo, aguardamos mais equipes, mais brigadista, para traçar estratégia, para extinguir o fogo o quanto antes. A nossa preocupação é com as comunidades indígenas e as casas que ficam às margens dos rios”, explicou Tonolli.