Mato Grosso do Sul tem a 3ª menor taxa de extrema pobreza do Brasil

Com uma economia pujante e programas de inclusão e geração de emprego e renda, Mato Grosso do Sul está entre os estados brasileiros com menores índices de pobreza. No caso da extrema pobreza, é a 3ª menor taxa (2,8%) – menos da metade da média nacional (6,4%). Apenas Distrito Federal (2%) e Santa Catarina (1,9%) obtiveram resultado melhor.

É o que revela o levantamento realizado pelo IJSN (Instituto Jones dos Santos Neves), obtido a partir da PNAD/IBGE (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), sobre rendimento de todas as fontes do ano de 2022.

Considerando a taxa de pobreza, Mato Grosso do Sul (23%) também fica bem abaixo da média nacional (33%)

Considerando a taxa de pobreza, Mato Grosso do Sul (23%) também fica bem abaixo da média nacional (33%), com o 6° menor índice do Brasil. Para o cálculo das taxas, foram consideradas as linhas de pobreza e extrema pobreza estabelecidas pelo Banco Mundial, ou seja, US$ 6,85 per capita/dia e US$ 2,15 per capita/dia, respectivamente.

Ao assumir o comando da gestão estadual, o governador Eduardo Riedel colocou como um dos grandes desafios o combate à pobreza por meio da inclusão. “É nosso dever assistir os mais vulneráveis, sem, no entanto, compactuar com a eternização da pobreza extrema. Nosso grande desafio sempre será incluir à vida produtiva, a cidadania plena, os que estão à margem da nossa sociedade organizada”, afirmou.

Ainda na cerimônia de posse, no dia 1º de janeiro, Riedel destacou que o combate à pobreza não se dará somente por meio da transferência de renda. “Os programas sociais se somarão a outras iniciativas na busca permanente pela plena cidadania a cada sul-mato-grossenses, esforço para ir além dos limites da tradicional transferência de renda, buscando a redução efetiva e consistente da extrema pobreza”, declarou.

Desde então, ele tem lançado programas como o pacote de redução de impostos e taxas, inclusive incluindo alimentos na cesta básica com redução da carga tributária de ICMS, e programas de geração de empregos e qualificação como “Voucher Transportador”, que vai qualificar mil motoristas para trabalhar com transporte de cargas e de passageiros.

Menos pobreza

Brasil e Mato Grosso do Sul melhoram em relação a 2021. A média nacional de pobreza foi de 38,2% foi para 33% no período de um ano. Já a extrema pobreza passou de 9,4% para 6,4%. Com isso, cerca de dez milhões de pessoas saíram da linha da pobreza no Brasil no último ano.

Em igual período, os índices de sul-mato-grossense na linha de pobreza e de extrema pobreza encolheram de 31% para 23% (saindo do 7º menor para o 6º) e de 4,4% para 2,8% (de 6º para 3º).

IJSN 

O IJSN (Instituto Jones dos Santos Neves) é uma autarquia governamental vinculada à Secretaria de Economia e Planejamento (SEP), Governo do Estado do Espírito Santo. Com 47 anos de história, o IJSN é uma instituição de pesquisa que desenvolve estudos sociais, econômicos e territoriais, conjugando métodos científicos tradicionais, sofisticados e inovadores.

Confira aqui o levantamento “Pobreza e miséria nos estados brasileiros 2022”.

Acusado de estupros e agressão, Thiago Brennand é preso nos Emirados Árabes

O empresário Thiago Brennand, 42, foi preso hoje nos Emirados Árabes. Ele é acusado de estupro, agressão e ameaças a mulheres

O empresário Thiago Brennand, acusado de estupro, agressão, cárcere privado e ameaça, foi preso nos Emirados Árabes Unidos. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (17) pela TV Globo com fontes da Polícia Federal.

A PF deve enviar nesta terça (18) quatro policiais àquele país para trazê-lo ao Brasil.

No sábado (15), autoridades dos Emirados Árabes Unidos aprovaram o pedido de extradição de Brennand.

Arsenal de armas de Thiago Brennand — Foto: Reprodução

Há cinco mandados de prisão preventiva em território brasileiro contra o empresário, por acusações de agredir uma modelo, sequestrar, tatuar, estuprar uma segunda mulher e estuprar uma jovem e uma miss.

Entenda quais são os próximos passos para a extradição, segundo fontes da Polícia Federal e um delegado-chefe da Interpol que acompanha o processo:

Brennand já está preso nos Emirados Árabes? Sim. Mas, até domingo (16), ele cumpria medidas cautelares em liberdade.

Qual a autoridade que fará o processo de extradição? A Polícia Federal, por meio da Diretoria Internacional, deve buscar Brennand no exterior. Uma equipe de agentes será enviada aos Emirados Árabes Unidos. Normalmente, dois policiais fazem o trâmite, mas uma análise de risco foi feita e, no caso do empresário, devido ao histórico de violência, serão quatro.

O que precisa acontecer para ele ser extraditado? Para a extradição acontecer, Brennand precisava ser detido pela autoridade local e ficar preso nos Emirados Árabes. Depois, a Polícia Federal efetiva a extradição. A Interpol atua apenas na publicação da Difusão Vermelha, o que já ocorreu.

Quando Brennand será extraditado? Com a prisão efetivada, o processo não costuma demorar. Segundo a Polícia Federal, acontece em poucos dias.

Quem está negociando o processo de extradição? A extradição do Thiago Brennand está sendo tratada diretamente pela Polícia Federal com o Ministério do Interior dos Emirados Árabes Unidos. Trata-se de uma atividade bilateral entre o Brasil e o país asiático.

Lula confirmou a extradição

Na última quarta-feira (12), o g1 publicou que a extradição de Brennand seria um dos assuntos abordados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante sua passagem pelos Emirados Árabes. Fontes do Itamaraty confirmaram à TV Globo que Lula iria perguntar ao presidente Mohammed bin Zayed Al Nahyan sobre a situação do empresário.

Após passar pela China, Lula chegou ao país árabe no sábado (15). Depois de se encontrar com o presidente local, foi questionado sobre as tratativas da extradição de Thiago Brennand e negou ter discutido o assunto, mas neste domingo (16), o presidente confirmou que as autoridades aprovaram o pedido.

“Quando [a extradição] vai acontecer é uma questão da Justiça, da polícia. A única coisa que eu sei é que, se no mundo existir um milhão de cidadãos como esse, todos merecem ser punidos, porque não é humanamente aceitável que um brutamontes desse seja um agressor de mulheres”, disse o presidente brasileiro. “Eu acho que ele tem que pagar”, disse Lula.

União confirma João Paulo Bueno no comando da PRF em Mato Grosso do Sul

O governo federal publicou no “Diário Oficial da União” desta segunda-feira (13) a nomeação dos novos superintendentes regionais da Polícia Rodoviária Federal nos 26 estados e no Distrito Federal.

Os ocupantes anteriores dos cargos tinham sido exonerados em 19 de janeiro, e parte dos novos diretores já vinha atuando na função de forma interina.

O novo superintendente da PRF em Mato Grosso do Sul: João Paulo Pinheiro Bueno

O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trocou todos os comandos regionais da PRF e deve trocar, também, todos os superintendentes locais da Polícia Federal.

Durante o governo anterior, o então presidente Jair Bolsonaro manteve uma relação de proximidade com a cúpula da PF e da PRF e, com frequência, foi acusado pela oposição de aparelhar as corporações e fazer alterações nos comandos das equipes para driblar investigações.

Para MS, o Governo Federal confirmou a nomeação de João Paulo Pinheiro Bueno para a função de Superintendente da Polícia Rodoviária Federal no Mato Grosso do Sul.

O Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais de Mato Grosso do Sul (SINPRF/MS) havia indicado uma lista de cinco nomes para o cargo de superintendente regional no Estado. A lista apresentada pela PRF tinha como indicados: André Figueiredo de Araújo; Marcos Khadur Rosa Pires; Robinson Luis de Araújo; Waldir Brasil do Nascimento Júnior e Rafael Gomes Charão.

João Paulo Pinheiro chegou a se inscrever uma hora antes, mas acabou não participando da votação. No final, acabou sendo o escolhido.

Brasil confirma caso de “vaca louca” no Pará e suspende exportação de carne à China

O embargo é temporário, mas seu tempo de duração é indeterminado e definido pela China, maior compradora de carnes brasileiras

O Ministério da Agricultura informou que as exportações de carne bovina do Brasil para a China estarão suspensas temporariamente a partir de hoje (23), seguindo um protocolo sanitário oficial devido à confirmação de um caso atípico da doença “mal da vaca louca” no Pará, conforme comunicado ontem (22).

Brasil suspende exportações de carne bovina à China com confirmação de caso de “vaca louca”
REUTERS/AMANDA PEROBELLI

Segundo a pasta, o caso foi detectado em um animal macho de 9 anos em uma pequena propriedade no município de Marabá (PA).

Mais cedo, a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) havia informado que foi positivo o resultado de um caso suspeito de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecida como “mal da vaca louca”, na região.

Segundo a agência, trata-se da forma atípica da doença, que surge espontaneamente na natureza em animais mais velhos, não causando risco de disseminação ao rebanho e ao ser humano.

O Ministério da Agricultura destacou que foi feito um comunicado à Organização Mundial de Saúde Animal (OMAS) e as amostras foram enviadas para o laboratório referência da instituição em Alberta, no Canadá, que poderá confirmar se, de fato, o caso é atípico.

A China e o Brasil assinaram em junho de 2015 um protocolo sanitário que estabelece um autoembargo para as exportações ao país asiático diante de casos de vaca louca. Ou seja, quando uma ocorrência da doença é confirmada, o governo brasileiro suspende automaticamente as exportações.

O embargo é temporário, mas seu tempo de duração é indeterminado e definido pela China, maior compradora de carnes brasileiras.

No último caso confirmado no Brasil, em 2021, as exportações ficaram suspensas por quase quatro meses, e o preço médio de exportação caiu quase 20% naquele período. Já em 2019, um outro caso atípico foi confirmado e o embargo durou 13 dias, lembrou a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) em nota.

Desta vez, o ministério disse que o animal, criado em pasto, sem ração, foi abatido e sua carcaça incinerada no local. O serviço veterinário oficial brasileiro está realizando a investigação epidemiológica que poderá ser continuada ou encerrada de acordo com o resultado.

A pasta ainda ressaltou que está prestando esclarecimentos aos chineses.

“O diálogo com as autoridades está sendo intensificado para demonstrar todas as informações e o pronto restabelecimento do comércio da carne brasileira”, disse.

A Adepará afirmou que o governo estadual está em contato permanente com o Ministério da Agricultura, para tratar o tema com transparência, e disse que a propriedade em que o caso foi encontrado, que tem 160 cabeças de gado, já está isolada pela agência.

4º Encontro TICCAs Brasil quer garantir comunidades tradicionais fortalecidas e atuantes

O Pantanal será o palco do 4º Encontro TICCAs Brasil: Oportunidades e possibilidades atuais para o fortalecimento da atuação em rede em territórios tradicionais”.

O evento objetiva apresentar o conceito de Territórios Indígenas de Conservação e Áreas Conservadas por Comunidades Locais (TICCAs), bem como fomentar articulações para a consolidação dos TICCAs no Brasil, conceito internacional, apoiado pela ONU Ambiente, que visa reconhecer a ligação entre a terra e os direitos dos povos tradicionais do mundo todo.

O encontro será on-line entre os dias 15 e 16 de Fevereiro, sob a coordenação da Mupan – Mulheres em Ação no Pantanal, com o apoio da Wetlands International Brasil, Consórcio TICCA e Synchronicity Earth.

TICCAs

O TICCA é uma iniciativa de organizações não governamentais de alcance global que auxilia comunidades indígenas e tradicionais a se fortalecerem diante das pressões e ameaças sofridas devido às mudanças sócio-ecológicas e, assim, participem das mesas de decisões, uma vez que essas comunidades são, comprovadamente, os principais guardiões do meio ambiente em que vivem, em especia lpara as áreas úmidas.

Os TICCAs são fortalecidos através de estratégias e ferramentas (capacitações, ações de mobilização e articulação) que permitam que cada localidade conheça seus direitos e valorize suas tradições culturais além de aprimorar seus meios de produções e economias, fortalecendo o vínculo do indivíduo com sua comunidade e localidade.

O evento é gratuito e ara acessá-lo basta se inscrever neste link

Campo Grande deve registrar PIB três vezes maior que o do Brasil em 2023

Mato Grosso do Sul deve registrar um crescimento de 2,3% em 2023

Administrada pela prefeita Adriane Lopes (Patri), Campo Grande cada dia mais se consolida como a Capital das Oportunidades. Quem quer investir aqui pode ter a certeza de bons negócios, é o que indica a projeção do Produto Interno Bruto de Município, que deve crescer, em termos reais, entre 2,0% e 2,5%.

A agropecuária, apesar da pequena participação na economia municipal, deve ser uma das áreas a apresentar crescimento acima da média, segundo o Boletim Econômico da Secretaria Municipal de Inovação, Desenvolvimento Econômico e Agronegócio, divulgado nessa segunda-feira (6).

Prefeita Adriane Lopes (Foto: Divulgação )

Estimativas da empresa de consultoria Tendências demonstram ainda que Mato Grosso do Sul deve registrar um crescimento de 2,3% em 2023, o maior índice do País. Já a atividade econômica prevista para o Brasil para o ano está estimada em 0,80%, conforme relatório Focus do Banco Central.

“Nos últimos 12 meses foi possível verificar um crescimento consistente para as atividades comerciais e de serviços do Mato Grosso do Sul, acima dos 4,0%. Considerando o peso de Campo Grande na economia estadual, é possível afirmar que parte significativa destes bons números são oriundos da capital, já que somente o setor de serviços, principal segmento da economia de Campo Grande, com um peso de 70,9% na economia municipal, representa 49,4% na economia estadual”, diz Adelaido Vila, secretário municipal de Inovação, Desenvolvimento Econômico e Agronegócio.

Outra boa notícia é o número de empresas ativas em Campo Grande, que mesmo no período crítico da pandemia conseguiu se consolidar. Se em março de 2020 haviam 103.129 empresas constituídas saltando para 117.722 em janeiro de 2023, um crescimento de 14,15%, demonstrando a resiliência da economia municipal e o espírito empreendedor do campo-grandense.

Campo Grande representa cerca de 41,20% do quantitativo estadual de empresas constituídas ativas. Em dezembro, Mato Grosso do Sul alcançou a marca de 285.743 empresas ativas. Campo Grande também se situou entre as 10 capitais com maior nível de geração de empregos em 2022, o que corrobora com as boas perspectivas de crescimento econômico para este ano e para geração de mais de 12,8 mil novas vagas de trabalho.

Através da PNAD/Contínua (3º trimestre/2022) divulgada pelo IBGE, observa-se que Campo Grande situou-se em terceiro lugar entre as 27 capitais, com menor índice de desemprego, com taxa de 5,1%, muito abaixo da média nacional de 8,7% no mesmo período. Do segundo para o terceiro trimestre, 6 mil pessoas deixaram de fazer parte do contingente de desocupação em Campo Grande, passando de 31 mil para 25 mil pessoas.

MS foi o 3º estado do Brasil que mais gerou vagas no agronegócio

Agronegócio gerou 6.472 postos de trabalho formal em Mato Grosso do Sul no ano passado, atrás apenas de Mato Grosso (7.609) e Minas Gerais (6.746)

Mato Grosso do Sul foi o terceiro estado do Brasil que gerou mais vagas no agronegócio em 2022, com saldo positivo de 6.472 postos no acumulado do ano. Divulgado na última terça-feira (31), o balanço final do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostrou 45.842 admissões e 39.370 desligamentos no setor no ano passado.

Os segmentos que mais criaram empregos foram as atividades de produção de lavouras temporárias (1.544), pecuária (801) e apoio à agricultura e à pecuária (713). No ranking de criação de vagas com carteira assinada em atividades agropecuárias, Mato Grosso do Sul ficou atrás apenas dos estados de Mato Grosso (7.609) e Minas Gerais (6.746).

No ano passado, Mato Grosso do Sul registrou saldo positivo recorde na geração de empregos Saul Schramm

Em relação ao estoque de vagas do setor (total de trabalhadores empregados), MS fechou com 83.906 ocupações. O número representa um aumento superior a 8,36% em relação a 2021.O percentual de crescimento do estoque de vagas no agronegócio sul-mato-grossense supera a média nacional no período, que ficou em 3,9%.

Jaime Verruck: “vamos buscar cada vez mais uma Agricultura 4.0, uma pecuária sustentável e eficiente” Foto Bruno Rezende

Um dos destaques entre os setores foi o de produção florestal, que teve saldo positivo e 3.444 vagas no ano, alta de 50,87% em relação a 2021. A maior disponibilidade de empregos está em florestas plantadas principalmente nos municípios da Costa Leste.

“O avanço mostra que o agronegócio de MS está empregando mais gente, principalmente na produção florestal onde a oferta de trabalho disparou diante de 2021. Os índices acompanham o crescimento do segmento com a chegada de mais dois grandes clusters de produção a Suzano e Arauco que demandam grande volume de mão de obra no sistema florestal”, comentou o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck.

Com a maior oferta de vagas no agronegócio, o secretário frisa que cresce também a necessidade de incentivar o desenvolvimento sustentável do setor. “Dentro da proposta do Governo Riedel vamos buscar cada vez mais uma Agricultura 4.0, uma pecuária sustentável e eficiente trazendo benefícios para a sociedade”, enfatiza Verruck.

Recorde

No ano passado, Mato Grosso do Sul registrou saldo positivo recorde na geração de empregos, com 40.307 vagas. O desempenho foi resultado de 360.630 admissões e 320.323 desligamentos no ano. Este foi o melhor número obtido pelo MS nos últimos dois anos e um crescimento de quase 8% diante de 2021 quando foram 37.372 oportunidades.

Sem Bolsonaro, Michelle chega disfarçada a Brasília após viagem aos EUA

Ex-presidente está em Orlando com o filho Carlos Bolsonaro; não tem previsão de retorno ao Brasil

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro desembarcou no Aeroporto de Brasília na noite de 5ª feira (26.jan.2023), depois de viagem com a família para os Estados Unidos. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não estava com a mulher.

Imagens de Michelle usando um boné azul, blusa de moletom de cor clara e máscara facial foram captadas.

Ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro passou cerca de 1 mês com a família nos EUA Foto Reprodução

Em 30 de dezembro, a então primeira-dama viajou com o marido e a filha Laura, de 12 anos, para os EUA. Desde então, a família estava hospedada em uma casa de férias do ex-lutador de MMA José Aldo, na cidade de Kissimmee, a cerca de 35 quilômetros de Orlando.

O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) está no país norte-americano com o pai.

Depois de um episódio de obstrução intestinal, o ex-presidente disse que anteciparia retorno ao Brasil para se consultar com os médicos que o acompanham. Ele chegou a ficar 1 dia internado em hospital dos EUA.

Ainda não foi informado onde a família do ex-presidente vai morar.

Nelsinho Trad vai assumir a presidência do Grupo Parlamentar Brasil-China

Parceiro de ações internacionais com os chineses, como na pandemia para vinda de insumos e vacinas à população brasileira, parlamentar recebe também medalha de honra de 20 anos de Amizade entre Brasil e China

O senador Nelsinho Trad foi indicado, nesta tarde, à presidência de honra e executiva do Grupo Parlamentar Brasil-China do Senado Federal e vai trabalhar pelos interesses econômicos de Mato Grosso do Sul. “Serei interlocutor para possível adoção de um acordo de livre comércio entre a China e o Mercosul”, destacou o senador Nelsinho Trad.

“Carrego a medalha como símbolo de 20 anos de Amizade entre o Brasil e a China” diz Nelsinho

O bloco econômico da América do Sul inclui Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Desde 2020, o senador é presidente da representação brasileira do Parlamento do Mercosul. “Essas relações internacionais e diplomáticas contribuem para os interesses de Mato Grosso do Sul, como o projeto da Rota Bioceânica e os atuais negócios com exportações de MS para China. Nosso Estado é o principal parceiro daquele país no Brasil”, afirmou o senador.

Condecoração

Durante a solenidade de Mérito Sino-Brasileiro, no auditório da Câmara Federal, o senador Nelsinho Trad recebeu homenagem pela parceria em ações na pandemia pela vinda de insumos e vacinas à nossa população brasileira. “Carrego a medalha como símbolo de 20 anos de Amizade entre o Brasil e a China. Viva o início do Ano Chinês 2023: do Coelho, do Progresso para o Brasil e ao nosso Mato Grosso do Sul”, disse o senador Nelsinho Trad.​

O Novo Vale da Celulose do Brasil fica em Ribas do Rio Pardo

Pensar o desenvolvimento econômico sempre foi um desafio para os países sul-americanos, situação que foi agravada com a pandemia de COVID-19 nos últimos três anos, no caso específico do Brasil, o PIB se arrastou e o crescimento médio ficou 1,2% no triênio (gráfico 1).

Com esses indicadores econômicos ruins, por todo país, dentro da plataforma continental sul-americana, esse cenário se complicou ainda mais, já que estando distante dos parques industriais das regiões mais desenvolvidas, os municípios do interior ficam à mercê, invariavelmente, de políticas locais equivocadas aprofundando assim as desigualdades regionais pelo país afora.

Pois então, com a industrialização brasileira em marcha lenta, restou para o agronegócio segurar a crise econômica aguda. Especificamente, o mercado de celulose e papel, que é extremamente competitivo no sistema internacional, os seus diferenciais estão nos projetos das plantas industriais, os arranjos logísticos, proximidades dos portos no litoral, seja no Oceano Pacífico ou Atlântico, e, até as florestas plantadas de clones de eucaliptos protagonizam como vantagens comparativas.

Isso nos faz voltar ao ponto estratégico no desenvolvimento econômico, a localização, e, Mato Grosso do Sul consegue agregar em um bloco regional, intitulado de Costa Leste, um conjunto de municípios que oferecem performance capaz de fugir dos abalos econômicos e políticos críticos que vivenciamos desde 2016.

Mapa 1: projeção de crescimento do maciço florestal em Mato Grosso do Sul

Fonte: Ribeiro Silva (2016) REFLORE (2015)

Esse arrojamento está diretamente ligado com a capacidade logística e regional garantidora de ganhos de performance geoeconômica, como temos chamado em outros estudos (Ribeiro-Silva, 2022). E exemplo disso, temos os hexatrens, que são caminhões com seis composições que levam matéria prima – eucaliptos – em estradas vicinais que estão nos campos florestais até a planta produtora de celulose. E essa é atualmente a maior inovação que este ponto do interior do Brasil traz para a logística industrial mundial.

Agora, claro, o fato é que o mercado de celulose colocou no cenário internacional, Ribas do Rio Pardo (Foto 1), uma cidade de ruas sem asfalto, como a plataforma territorial da maior fábrica de celulose em linha contínua do mundo. Seguindo estrategicamente a esteira de eventos do que experienciou Três Lagoas, na década passada, também em Mato Grosso do Sul. Por lá, um alinhamento geoeconômico aprimorado: contexto da economia global como o superciclo de commodities, agentes públicos, corporações e o terceiro setor edificaram as pilastras do que hoje é o polo industrial do Mato Grosso do Sul, epicentro da economia florestal brasileira.

Ribas do Rio Pardo/MS

Em Ribas de Rio Pardo/MS, como num filme repetido as mesmas ruas sem asfalto, guardam em seu quintal, novamente, uma pérola industrial de 20 bilhões de reais hoje intitulada de Projeto Cerrado. Um verdadeiro polo de atração de novos investimentos públicos e privados – que traz trabalhadores de todos os pontos do país – reforçando o papel estratégico de cidades deste Brasil do interior que carrega a crise desde 2015.

Município de Ribas do Rio Pardo Foto: Andrei Luiz – All Drones, (2022)

Projeto Cerrado – Suzano em Ribas do Rio Pardo/MS

Esse cotidiano alterou a realidade da pacata cidade, revelando um novo Brasil, de economia aquecida, a cidade conta com 1,5% de taxa de desemprego, segundo dados do (RAIS/CAGED, 2021) – e que, em 2024, produzirá 2,5 milhões de toneladas de celulose. Esse é o bastidor que sustenta a superlotação de supermercados com filas abarrotadas, a exemplo de um domingo de 15 janeiro de 2023, distanciando da triste realidade dos centros industriais com pessoas desempregadas em um país detentor de desindustrialização galopante que reduz o peso da indústria a apenas 11% do PIB nacional (IBGE, 2022).

Suzano em Ribas do Rio Pardo Foto: Andrei Luiz All Drones, (2022)

Projetos desta envergadura, exigem capacidade técnica das políticas públicas territoriais (alinhamento institucional – governos Municipal Estadual e Federal); coerência de atuação de agentes públicos e, por último, e mais importante, aprimorar a performance geoeconômica destes lugares que estão no interior do Brasil, reforçando a conexão dos dois Oceanos – Atlântico e Pacífico – como podemos ver no mapa 2 (BID, 2021).

América do Sul rede interoceânica central

Fonte: BID (2021).

No fim, o importante mesmo é saber que a estratégia de desenvolvimento econômico deve potencializar, municípios e províncias no interior da América do Sul. Para tanto, lugares como Ribas do Rio Pardo, no Mato Grosso do Sul devem, prioritariamente, tomar a centralidade na discussão do desenho de políticas públicas de saúde, educação e infraestrutura. A esta altura, todos sabemos que esta decisão resulta de um exercício conjunto responsável, técnico e coerente no novo vale da celulose do interior. E qualquer coisa além disso, é puramente confete.