Acusado de estupros e agressão, Thiago Brennand é preso nos Emirados Árabes

O empresário Thiago Brennand, 42, foi preso hoje nos Emirados Árabes. Ele é acusado de estupro, agressão e ameaças a mulheres

O empresário Thiago Brennand, acusado de estupro, agressão, cárcere privado e ameaça, foi preso nos Emirados Árabes Unidos. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (17) pela TV Globo com fontes da Polícia Federal.

A PF deve enviar nesta terça (18) quatro policiais àquele país para trazê-lo ao Brasil.

No sábado (15), autoridades dos Emirados Árabes Unidos aprovaram o pedido de extradição de Brennand.

Arsenal de armas de Thiago Brennand — Foto: Reprodução

Há cinco mandados de prisão preventiva em território brasileiro contra o empresário, por acusações de agredir uma modelo, sequestrar, tatuar, estuprar uma segunda mulher e estuprar uma jovem e uma miss.

Entenda quais são os próximos passos para a extradição, segundo fontes da Polícia Federal e um delegado-chefe da Interpol que acompanha o processo:

Brennand já está preso nos Emirados Árabes? Sim. Mas, até domingo (16), ele cumpria medidas cautelares em liberdade.

Qual a autoridade que fará o processo de extradição? A Polícia Federal, por meio da Diretoria Internacional, deve buscar Brennand no exterior. Uma equipe de agentes será enviada aos Emirados Árabes Unidos. Normalmente, dois policiais fazem o trâmite, mas uma análise de risco foi feita e, no caso do empresário, devido ao histórico de violência, serão quatro.

O que precisa acontecer para ele ser extraditado? Para a extradição acontecer, Brennand precisava ser detido pela autoridade local e ficar preso nos Emirados Árabes. Depois, a Polícia Federal efetiva a extradição. A Interpol atua apenas na publicação da Difusão Vermelha, o que já ocorreu.

Quando Brennand será extraditado? Com a prisão efetivada, o processo não costuma demorar. Segundo a Polícia Federal, acontece em poucos dias.

Quem está negociando o processo de extradição? A extradição do Thiago Brennand está sendo tratada diretamente pela Polícia Federal com o Ministério do Interior dos Emirados Árabes Unidos. Trata-se de uma atividade bilateral entre o Brasil e o país asiático.

Lula confirmou a extradição

Na última quarta-feira (12), o g1 publicou que a extradição de Brennand seria um dos assuntos abordados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante sua passagem pelos Emirados Árabes. Fontes do Itamaraty confirmaram à TV Globo que Lula iria perguntar ao presidente Mohammed bin Zayed Al Nahyan sobre a situação do empresário.

Após passar pela China, Lula chegou ao país árabe no sábado (15). Depois de se encontrar com o presidente local, foi questionado sobre as tratativas da extradição de Thiago Brennand e negou ter discutido o assunto, mas neste domingo (16), o presidente confirmou que as autoridades aprovaram o pedido.

“Quando [a extradição] vai acontecer é uma questão da Justiça, da polícia. A única coisa que eu sei é que, se no mundo existir um milhão de cidadãos como esse, todos merecem ser punidos, porque não é humanamente aceitável que um brutamontes desse seja um agressor de mulheres”, disse o presidente brasileiro. “Eu acho que ele tem que pagar”, disse Lula.

MS e União assinam acordos de enfrentamento à violência contra as mulheres

O Governo de Mato Grosso do Sul e o Ministério das Mulheres assinaram na manhã desta sexta-feira (31), em Campo Grande, termos de parcerias com o objetivo de combater a violência contra as mulheres e desenvolver políticas públicas de qualificação profissional e pesquisas científicas com o protagonismo feminino. A solenidade aconteceu durante o Encontro Estadual de Gestoras “Somos e Somamos”, que reuniu gestoras municipais de Políticas Públicas para Mulheres dos 54 municípios do Estado, do poder Judiciário, e da sociedade em geral.

O governador Eduardo Riedel, durante a cerimônia no auditório do Bioparque Pantanal, considerou essencial a adoção de políticas públicas inclusivas para as mulheres com cursos de capacitação profissional, de incentivo ao estudo, pesquisa e inovação e o uso de tecnologias para combater a violência contra as mulheres.

Governador Eduardo Riedel e ministra da Mulher, Cida Gonçalves, assinaram acordos de enfrentamento à violência (Foto Álvaro Rezende)

Se dirigindo à ministra das Mulheres, Aparecida Gonçalves, presente ao evento, o governador declarou que no Estado não há espaço para intolerância. “Esse é nosso compromisso, de fazer o combate”, comentou.

Riedel destacou um pedido da ministra para ter uma atenção especial com as mulheres que moram nas regiões fronteiriças do Estado.

“Ela tem toda a razão em relação às nossas mulheres de fronteiras. O que assinamos aqui, pela Secretaria de Estado de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania, que já tinha um trabalho de qualificação, capacitação e formação profissional das mulheres nas regiões de fronteiras, vai agora ser pontencializado, com um centro”.

Com o objetivo de fomentar e valorizar o protagonismo das mulheres na pesquisa científica, no Estado do Mato Grosso do Sul, também foi assinado um convênio para a contratação de 32 projetos, no valor de R$ 3 milhões.

“Um edital inédito para repassar recursos para linhas de pesquisas, na qual as líderes dos grupos científicos, nas universidades ou em instituições, fossem mulheres. Nós temos um motivo muito claro para fazer isso. As mulheres na Inovação, Ciência e Tecnologia, com olhar que tem, merecem este destaque”, completou o governador.

Riedel adiantou estudos no sentido de coibir violência contra as mulheres e medidas protetivas com o uso de tornozeleiras eletrônicas para o monitoramento de criminosos.

Para a ministra Cida, a parceria é fundamental e estratégica. “Qualificar as mulheres da fronteira, novos mercados de trabalho com a Rota Oceânica e também empodera as mulheres para que elas não sofram violência sexual e tráfico de pessoas. Eu espero voltar e trazer mais recursos. Nós precisamos que o Mato Grosso do Sul seja exemplo e faça a diferença para o País – sempre foi – mas que seja referência nacional [no combate a violência contra a mulher]”, afirmou.

Entrega do Prêmio Tenente-Coronel Ana Neize Baltha

Na solenidade, a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul homenageou com o “Prêmio Tenente-Coronel Ana Neize Baltha” mulheres policiais, servidoras públicas e da sociedade civil que tenham demonstrado ao longo do tempo dedicação e trabalho em prol de uma segurança pública mais humana, democrática e comunitária, de um diálogo mais próximo efetivo com a sociedade sul-mato-grossense.

A condecoração leva o nome “in memorian” da tenente Ana Neize, primeira oficial feminina da Polícia Militar do MS, ingressa em 1984, por ter conseguido simbolizar em sua carreira e na sua história os primeiros passos dados na jornada da participação feminina na corporação militar.

Em exercício do Comando da Polícia Militar do Mato Grosso do Sul, a coronel Neidy Centurião disse que era uma honra para a corporação militar entregar a condecoração para as mulheres. “Nós, da Polícia Militar, buscamos todos os dias atender às mulheres com mais de 2 mil chamadas por dia no atendimento 190, ressaltando que a violência doméstica é o segundo maior índice criminal, consideramos endêmica e estamos desenvolvendo projetos técnicos e uma delas é a boa prática no atendimento 190 e sua expertise”, declarou a militar.

Homenageadas:

– Ana Carolina Ali Garcia – Procuradora-Geral do Estado
– Andreia Lutz Cabral Garnes – Presidente do FAF (Fundo de Assistência Feminina da PMMS)
– Mara Eliza Navache Caseiro – Deputada Estadual
– Mônica Morais Dias Riedel – 1ª Dama do Estado
– Odila Maria Silveira Gonçalves – Empresária e Advogada
– TC QOPM Luna Chaparro Da Costa Neves Malhada (TJMS – Coord Militar)
– CAP QOPM Bruna Carla Sanchez Rodrigues (1ª CIPM)
– 1º SGT QPPM Margareth Dutra Ribeiro (BPMTRAN)
– 2º SGT QPPM Marilene Da Silva Teixeira (GAB SUBCMDG)
– 3º SGT QPPM Luciene Dos Santos Ferreira (1º BPM).

Selo social “Empresa Amiga da Mulher”

Também foi entregue o selo social “Empresa Amiga da Mulher”, criado em 2020, com o objetivo de reconhecer e premiar empresas públicas e privadas que desenvolvam práticas inovadoras e educativas na promoção, valorização e defesa dos direitos da mulher no ambiente de trabalho. Nesta edição, foram selecionadas as empresas Agroenergia Santa Luzia, Nova Alvorada do Sul e Usina Eldorado, localizada em Rio Brilhante, ambas por boas práticas inclusivas de mulheres.

Vídeo: Ladrão armado invade casa e tranca mulheres para roubar carro na Capital

Três mulheres foram rendidas e trancadas em uma casa, durante um assalto a mão armada, na manhã desta quinta-feira (30), no bairro Parati, em Campo Grande. De acordo com boletim de ocorrência, as vítimas relataram que foram surpreendidas pelo suspeito no momento em que chegavam na casa de uma costureira.

Conforme informações a proprietária do veículo havia deixado um copo para o filho na Escola Estadual Maestro Heitor Villa Lobos, na rua Antônio Estevão Figueiredo, quando decidiu passar com a mãe na casa de uma costureira.

“Ela mora ao lado da escola, minha mãe falou que a roupa estava pronta, fomos lá. Percebemos que o homem estava olhando”, afirmou a mulher.

Logo depois de entrarem em casa, as mulheres foram abordadas pelo suspeito, que pulou o muro para acessar a residência.

O ladrão obrigou que a mulher entregasse a chave do carro e, com ela em mãos, ele saiu e trancou as vítimas na casa.

Por uma fresta, a dona do veículo chegou a observar que o ladrão teve dificuldades de ligar o carro, mesmo assim, ele conseguiu levar o automóvel.

Rondas foram realizadas logo após o roubo e equipe do GOI (Grupo de Operações e Investigações) localizou o veículo na região do Jardim das Hortências. Dois homens foram presos em flagrante, porém, nenhum foi identificado pelas vítimas,

A vítima foi encaminhada para a Defurv (Delegacia Especializada em Repressão a Roubos e Furtos de Veículos.

Mulheres vão ter apoio do Governo para ampliar inserção no mercado de trabalho

O objetivo é preparar mulheres para acessar o mercado de trabalho por meio de capacitações, oficinas, e auxílio na elaboração de currículos

As mulheres respondem por 44,7% dos 161 mil microempreendedores individuais ativos em Mato Grosso do Sul ou o equivalente a 72 mil MEIs. O salário é menor que dos homens, a carga de trabalho é triplicada e há necessidade de qualificação. Buscando ajudar a mudar este cenário e inserir esta população feminina de forma mais efetiva no mercado trabalho, foi lançado nesta quarta-feira (15) no bairro Coophavila, em Campo Grande, o Emprega Mulheres. O evento do Sebrae-MS conta com a parceria do Governo do Estado por meio da Funtrab (Fundação do Trabalho de MS) vinculada a Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Inovação e Tecnologia), Sistema Fecomércio e BPW Associação de Mulheres de Negócios.

Primeira-dama do MS, Mônica Riedel, fez questão de participar da abertura (Fotos: Messias Ferreira)

A primeira-dama de Mato Grosso do Sul, Mônica Riedel, fez questão de participar da abertura e destacou a importância da capacitação e da promoção da autoestima de todas as mulheres. “Queremos crescer juntas, promover o conhecimento e aumentar a participação feminina na sociedade. Essa ação do Sebrae e do Governo do Estado, pela Funtrab tem uma característica grande de inserção da mulher, de dar aquele “empurrãozinho” para quem não sabe por onde começar. Somos capazes, vamos tornar cada vez mais a sociedade melhor”, declarou.

O objetivo é preparar mulheres para acessar o mercado de trabalho por meio de capacitações, oficinas, e auxílio na elaboração de currículos. Nesta quarta e quinta-feira, o evento será realizado na Associação Comunitária da Coophavila, com palestras que vão debater liderança, relacionamento no trabalho, dicas para entrevistas de emprego e automaquiagem.

O secretário-adjunto da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Ademar Silva Júnior, juntamente com o secretário executivo de Qualificação e Trabalho da Semadesc, Bruno Bastos, e o diretor-presidente da Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul, Marco Aurélio Santullo, estiveram na manhã desta quarta-feira (15) na abertura do evento.

A Semadesc é parceira do evento por meio da Funtrab, que está com uma ampla equipe no local, dando consultoria a quem precisa fazer sua carteira e fazendo encaminhamento de vagas. A Funtrab estará ofertando nestes dois dias 1.200 vagas sendo 100 oportunidades apenas na região da Coophavila.

Foi lançado nesta quarta-feira (15) no bairro Coophavila, em Campo Grande, o Emprega Mulheres

De acordo com o secretário-executivo de Qualificação Bruno Bastos, o Estado tem a meta de ampliar a qualificação diante das inúmeras oportunidades de oferta de vagas com o desenvolvimento econômico. “Existem muitas vagas abertas, muitas oportunidades de trabalho. Por isso, queremos promover a capacitação da população em especial os jovens e mulheres”, salientou Bastos.

Ele destacou que um dos eixos da Semadesc é priorizar as mulheres, para que elas possam se qualificar. “Queremos dar várias possibilidades para a capacitação das mulheres. Umas das metas é junto da Secretaria de Educação elevar a escolaridade, porque muitas dessas mulheres são mães solteiras que não finalizaram os estudos”, acrescentou.

Autoestima

Na ocasião, a diretora-técnica do Sebrae/MS, Sandra Amarilha, reforçou que a programação conectará mulheres que precisam de oportunidades profissionais aos possíveis empregadores. “O sucesso acontece quando a oportunidade encontra a determinação, e é isso que estamos produzindo aqui hoje, uma rede de apoio. As mulheres podem participar das oficinas e palestras durante esses dois dias, para se preparar para uma entrevista de trabalho, entender como se comportar no ambiente corporativo, que nem sempre é fácil, e para quem quer empreender, também tem o apoio do Sebrae”, complementa.

“Temos 200 empregadores presentes no evento e 1.217 ocupantes de vagas. Nossa proposta é facilitar o acesso às vagas primárias. Aqui, temos informações sobre acesso às vagas, assim como sobre riscos, segurança e emprego para os ocupantes de vagas específicos. Esta é uma oportunidade importante e o fato de as mulheres terem vindo aqui demonstra o interesse”, complementa o diretor-executivo da Funtrab, Paulo Machado.

Vídeo: Fátima Azambuja é homenageada e Reinaldo estende a todas mulheres de MS

Ela foi indicada pelo vereador Rener Barbosa, pelos relevantes serviços prestados em Maracaju e nos 78 municípios do Estado. Câmara homenageia Fátima Azambuja, com a medalha

A Câmara Municipal de Maracaju realizou na noite de terça-feira (07), a sessão solene com a entrega da medalha “Mérito Mulher Maracajuense Ana Tereza de Lima Alves”. para as mulheres que são destaques no município. O evento contou com mulheres homenageadas e convidadas pela Mesa diretora e os demais vereadores, dentre elas a ex-primeira dama do Estado Fátima Azambuja.

A Mesa de autoridades foi composta por Fátima Azambuja, primeira dama Meire Calderan, vereadores (as), ex-governador Reinaldo Azambuja e o prefeito Marcos Calderan.

Fátima Azambuja, usou da palavra, agradeceu a homenagem destinada a Ela, e às mulheres maracajuense. A indicação do seu nome teve aprovação por unanimidade.

O ex-governador Reinaldo Azambuja disse “que para ele é muito especial este dia, e de ter essa mulher a vida toda ao meu lado e principalmente em nome dela parabenizar todas as mulheres de Mato Grosso do Sul, pela luta, garra, dedicação, carinho e principalmente pelo que vocês representam no nosso Estado”, afirmou.

“A medalha é uma honraria concedida à mulheres que têm papel importante em todos os setores e classes sociais da nossa sociedade. Como mulher, Ana Tereza foi pioneira em diversos atividades inclusive sendo vereadora. Ela é um exemplo para todas nós mulheres que buscamos uma sociedade mais justa e mais igualitária. Por isso, quero agradecer ao vereador Rener proponente, presidente Gustavo por realizar essa sessão solene todos os anos e, em especial, no Dia Internacional da Mulher, justamente para homenagear e reconhecer a atuação de mulheres em prol de melhorias no nosso município”, frisou Fátima Azambuja.

A medalha entregue durante a solenidade leva o nome de Ana Tereza de Lima Alves, homenagem à maracajuense que por vários anos, deixou inúmeros serviços prestado em Maracaju.

Empoderamento e ajuda ao empreendedorismo marcam Dia da Mulher na Governadoria

No dia Internacional da Mulher, o governador Eduardo Riedel participou de um café da manhã e homenagem as servidoras da Governadoria. No encontro foi apresentada a campanha e as atividades previstas para este mês, que tem como foco o empoderamento, empreendedorismo e protagonismo das mulheres sul-mato-grossenses.

Mônica Riedel, disse que é um dia de comemoração, mas também de reflexão sobre as conquistas das mulheres (Foto Bruno Rezende)

Durante o evento a primeira-dama, Mônica Riedel, disse que é um dia de comemoração, mas também de reflexão sobre as conquistas das mulheres. “Meu recado é que todas aqui continuem sendo relevantes e que sempre deem a mão para uma mulher que está precisando. Tenham sororidade. Não podemos mudar o mundo, mas podemos mudar o nosso entorno”.

A subsecretária de Políticas Públicas para Mulheres, Cristiane Sant’anna Oliveira, aproveitou a oportunidade para apresentar a campanha “Somos Inspiração, somos protagonismo”, que prevê uma série de ações para fomentar a autonomia financeira, qualificação profissional, inclusão, diversidade e protagonismo das mulheres do Estado.

“Somos muitas e somos diversas, queremos ser reconhecidas e valorizadas. Vamos desenvolver uma política de Estado para as mulheres. Este é um momento oportuno, o protagonismo das mulheres sul-mato-grossense está sendo renovado. Nosso governo vai defender a mulher negra, deficiente e indígena e avançar na nossa luta na sociedade”, disse Oliveira.

A secretária-adjunta da Setescc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania), Viviane Luiza, destacou que as atividades voltadas às mulheres vão seguir ao longo do mês. “Entre elas temos novos cursos de qualificação e hoje a Funtrab faz o dia D de vagas de empregos para as mulheres”.

Ao final do encontro, o governador destacou que é preciso valorizar este momento e agradeceu a todas as mulheres que trabalham na Governadoria. “Não poderíamos começar o dia sem um café da manhã, sem reconhecer o trabalho de vocês aqui neste prédio. Temos que repreender fortemente qualquer ação de preconceito, de questionamento à igualdade às mulheres, esta é a nossa grande busca”.

Presença feminina na gestão de Campo Grande se destaca entre capitais do Brasil

Neste 8 de março, data em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, um dado chama a atenção e deve ser motivo de orgulho para as campo-grandenses: as mulheres estão mais presentes do que nunca no comando da administração municipal. Além de ser uma das duas capitais brasileiras com mulheres na chefia do Executivo, a Prefeitura de Campo Grande é também a quinta no número de mulheres como titulares nas secretarias e subsecretarias, e a segunda na região Centro-Oeste.

A Prefeitura de Campo Grande é também a 5ª no número de mulheres como titulares nas secretarias

A presença feminina no comando de 24 das 37 pastas, contando a Prefeita Adriane Lopes e as adjuntas, se traduz numa administração mais humana, mais sensível às necessidades da população da cidade como um todo, mas, de modo especial, à causa da mulher. Cuidado esse que se converte em ações que visam a garantia da proteção, da saúde, do bem-estar e da dignidade das campo-grandenses.

A representatividade das mulheres na gestão municipal é um grande avanço na luta por igualdade de direitos na nossa sociedade. Assim, Campo Grande se destaca e assume uma posição de vanguarda entre as capitais brasileiras, um exemplo a ser seguido em todo o país.

Conquistas

A participação política das mulheres no Brasil é recente. O direito ao voto, por exemplo, conquistado através do Decreto Nº 21.076, de 1.932 e consolidado na Constituição de 1934, completou 91 anos, em fevereiro, porém, pouco tempo antes, o Brasil conhecia suas primeiras candidatas eleitas.

A representatividade das mulheres na gestão municipal é um grande avanço na luta por igualdade de direitos na nossa sociedade

Em Lajes, no Rio Grande do Norte, no ano de 1.928, aos 32 anos, Luíza Alzira Soriano Teixeira tornou-se a primeira prefeita do Brasil e da América Latina. No mesmo ano, também no estado potiguar, Joana Cacilda Bessa entrou para a história como a primeira vereadora do país. De lá pra cá, muitas lutas foram travadas, tanto para a manutenção dos direitos adquiridos, quanto para que novos fossem alcançados.

Nas eleições de 2022, o número de mulheres eleitas para a Câmara dos Deputados cresceu 18%, passando de 77 para 91 parlamentares. Apesar do aumento, a fatia ainda é pequena quando comparada com o todo, representando 17,7% da Bancada Federal composta por 513 deputados.

Olhar feminino

A Casa da Mulher Brasileira, em Campo Grande, a primeira do país, é referência no combate à violência. Segundo o Dossiê da Mulher Campo-Grandense/2023, entre 2016 e 2022, a CMB realizou 854.363 encaminhamentos nos setores integrados e encaminhamento à rede externa, acolhendo e oferecendo acompanhamento psicológico e jurídico às vítimas, proporcionando todo suporte necessário no processo de superação e resgate da autoestima, autonomia e cidadania, por vezes perdidas nos atos de violência.

Para a empresária Rosângela Pereira Machado, apoiar os colaboradores é fundamental para o crescimento da empresa

Através da Casa da Mulher Brasileira, *Maria Cristina, de 36 anos, conseguiu romper o ciclo de violência sofrido durante 20 anos e começou a escrever uma nova história. O companheiro nunca permitiu que ela estudasse, trabalhasse, ou tivesse amigos. A vida era casa, marido e filhos. E apesar de todo o autoritarismo, ela nunca o viu como agressor, até que um dia os abusos deixaram de ser somente emocionais e passaram a ser físicos.

Foram anos e anos de violência. “Ele sempre chegava em casa bêbado e me batia. Eu sempre dava uma chance. Até que no meu aniversário percebi que não ia mudar. Eu convidei minha irmã e meu irmão para virem em casa e ele me maltratou na frente de todo mundo. Me senti muito humilhada, era para ser um dia feliz pra mim. No outro dia eu fui à Delegacia da Mulher, na Casa da Mulher Brasileira, e o denunciei. Entrei com a medida protetiva. Ele se recusou a sair de casa, aí eu peguei meus filhos e saí. Eu não tinha nem serviço”, diz Maria Cristina.

Na Casa da Mulher Brasileira ela foi encaminhada para a Fundação Social do Trabalho de Campo Grande (Funsat) e através do Proinc conseguiu uma oportunidade de trabalho. Foi o primeiro passo para se reinserir no mercado de trabalho, conhecer novas pessoas e se reconstruir. Atualmente, está trabalhando com carteira assinada.

Superação

Oportunidades de mudança, crescimento e realização de sonhos têm alcançado mulheres em todas as sete regiões urbanas da Capital, como a Aline Paula Marques Ferreira que é mãe de dois meninos e trabalha com vendas em uma loja de embalagens. Hoje, com 30 anos, ela tem casa própria, um carro e comemora porque os meninos estudam em uma boa escola. Mas, a vida exigiu muito até ela chegar onde está. Ela conta que começou a trabalhar quando o filho mais velho estava com seis meses.

A oportunidade chegou depois de muitos nãos por ter criança pequena e não ter com quem deixar. “Foi meu primeiro e único emprego até agora. Vim para cá com meu filho pequeno. Ele tinha seis meses quando comecei a trabalhar aqui. Tive muito amparo desde o início. Sempre pude levar ao médico, ir em reunião de escola, a carteira de vacinação está em dia. Fui abraçada aqui”, diz.

Aline Paula conta que começou nos serviços gerais e foi crescendo aos poucos. Segundo ela, sempre que tinha um tempinho buscava aprender sobre os produtos, as novidades, tudo que pudesse. Aos poucos foi ganhando espaço e hoje é a colaboradora que mais vende na loja.

Para a empresária Rosângela Pereira Machado, apoiar os colaboradores é fundamental para o crescimento da empresa. Ela veio de Goiás, junto da irmã Shirley Pereira Machado, e montou o negócio do zero. “Eu sei bem a dificuldade de começar. Nós iniciamos só com a vontade de trabalhar, poucos acreditavam em nós, não éramos daqui, achavam que não íamos ficar. Duas mulheres, sozinhas, mas tudo foi dando certo, com muito trabalho e conforme a gente foi crescendo precisamos aumentar a equipe. Acabamos tendo esse perfil de contratar mulheres, mulheres sozinhas, mães solo, que buscavam o primeiro emprego. A gente vê que a mulher quando tem a oportunidade ela vai atrás, ela faz acontecer”, diz.

Valorização

As iniciativas de fortalecer as mulheres chamaram a atenção e a empresa foi indicada para receber o Selo “Compromisso com a Igualdade de Gênero” – CIG instituído por meio do Decreto municipal n° 13.248 – concedido às instituições públicas e privadas, que se comprometem em adotar ações efetivas em favor da igualdade de gênero no ambiente profissional.

“Me ligaram e me disseram que nós tínhamos sido indicadas por termos práticas de valorização da mulher, ficamos muito felizes porque é um reconhecimento das oportunidades que a gente coloca no mercado. É muito gratificante vermos as mulheres se tornarem ótimas profissionais”, salienta.

Mulheres que são mães solo acabam dependendo de auxílio

Aline Paula foi beneficiada diretamente pelas ações e concorda. Ela diz que se não tivesse tido essa oportunidade, não teria entrado no mercado de trabalho. “Muitas mulheres que são mães solo acabam dependendo de auxílio, de ajuda, por não ter essa abertura das empresas. Hoje eu tenho minha casa, meu carro, meus filhos estudam em escola boa e tudo graças a essa chance que eu tive aqui”, frisa.

Empoderamento

E para as mulheres que já saíram do mercado de trabalho, mas querem continuar ganhando um extra, a Prefeitura de Campo Grande também tem um lugar especial. O “Espaço do Fazer” foi criado no intuito de ser referência para grupo de mulheres artesãs e empreendedoras que buscam formação para gerar renda e conhecimento para o exercício da plena cidadania.

Instalado na sede da subsecretaria de Políticas para as Mulheres, o local incentiva o empoderamento e a emancipação de mulheres, buscando uma ação que ofereça oportunidades.

Para a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, as atividades no Espaço do Fazer promovem o empoderamento da mulher através da informação, e a emancipação por meio da geração de renda. “Estamos atentas e cuidando em nossa administração da valorização das mulheres e das políticas públicas voltadas para elas. Estamos trabalhando dia a dia para que essas políticas sejam aplicadas de forma correta”, afirmou.

Maíza Odette Pereira Caldas, que participa do projeto, diz se sentir muito bem no local. “Eu conheci o projeto através de uma amiga. Venho porque eu gosto, eu me sinto bem aqui. Eu me sinto evoluindo tanto com as pessoas, as amizades, como nos trabalhos manuais que fazemos”, diz.

Ela conta ainda que quando tem feira aproveita e expõe os produtos e vende alguns dos trabalhos. “É bom, né? Mas, graças a Deus eu sou aposentada e não dependo dessa renda. A maioria dos trabalhos que faço eu dou de presente”, revela.

Já Lira Kuntzel que está no projeto desde 2017 diz participar de tudo. “Eu sempre participo das aulas, das feiras, vendo minhas coisas em casa, nas feiras. A gente faz vários tipos de trabalho: pano de prato, trabalho de fuxicos. Tem muita coisa. Nas datas comemorativas fazemos os trabalhos temáticos. Gosto muito de crochê, faço tapetes, faço de tudo. E já tenho alguns clientes que são meus, que sempre compram”, conta.

Gestão feminina

Celebramos este 8 de março de forma muito especial, tendo a nossa capital governada por uma mulher, a Prefeita Adriane Lopes. No país, somente duas capitais são governadas por mulheres e Campo Grande é uma delas.

A gestão Adriane Lopes oportunizou mais mulheres exercendo cargos de primeiro e segundo escalão

A subsecretária Carla Stephanini, titular da Subsecretaria de Políticas para a Mulher (SEMU), exalta a presença das mulheres em postos que lhes permitem participar de decisões tão importantes, que influenciam diretamente a vida de todas as campo-grandenses.

Ela ressalta que “a gestão da Prefeita Adriane Lopes oportunizou mais mulheres exercendo cargos de primeiro e segundo escalão, reconhecendo a importância e necessária participação das mulheres nos espaços de poder e decisão, compartilhando ideias, experiências e conhecimento na formulação e execução das políticas públicas e propondo soluções para a nossa cidade. A força das mulheres que cotidianamente lutam por melhores condições de vida nos move para que as políticas públicas e as ações governamentais possam efetivamente reduzir as desigualdades sociais, promover a equidade de gênero, a redução da violência doméstica e familiar e a igualdade no mundo do trabalho. Que a mulher tão sobrecarregada no cuidado também seja amparada pela política do cuidado e o respeito seja presente na sua jornada”, conclui.

Lula anuncia projeto para igualar salários de homens e mulheres

No Dia Internacional da Mulher, celebrado nesta quarta-feira (8), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai oficializar o envio de um projeto de lei para promover igualdade salarial entre homens e mulheres que exercem a mesma função. O texto prevê medidas para que empresas tenham mais transparência remuneratória e para ampliar a fiscalização e o combate à discriminação salarial.

A comemoração do Dia Internacional da Mulher será marcada pelo anúncio de uma série de ações do governo federal que incidem diretamente na garantia de direitos das mulheres. O evento em que serão oficializadas essas iniciativas será às 11h de hoje, no Palácio do Planalto, em Brasília, e terá a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, além de representantes de mais 19 ministérios, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Texto será apresentado durante evento do Dia Internacional da Mulher – Crédito: Arquivo/Agência Brasil

Informações sobre o projeto para igualar salários não foram detalhadas, mas ele deve mexer na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A reforma trabalhista, aprovada em 2018, chegou a inserir um dispositivo que estabelece multa para empresas que pagarem salários diferentes para homens e mulheres que exerçam a mesma função, mas a punição é considerada pequena, o que acaba estimulando a desigualdade.

Em 2021, na gestão de Jair Bolsonaro, o Palácio do Planalto chegou a devolver ao Congresso Nacional um projeto de lei, que estava pronto para sanção, e aumentava a multa no valor correspondente a cinco vezes a diferença salarial paga pelo empregador. O projeto, desde então, ficou parado na Câmara dos Deputados.

Outro texto em análise na Câmara é o Projeto de Lei (PL) 111/23, apresentado neste ano, que torna obrigatória a equiparação salarial entre homens e mulheres que desempenham funções ou ocupam cargos idênticos. A proposta é de autoria da deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP).

Em 2019, uma pesquisa Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que as mulheres ganham menos do que os homens em todas as ocupações analisadas. Mesmo com uma queda na desigualdade salarial entre 2012 e 2018, as trabalhadoras ganham, em média, 20,5% menos que os homens no país.

Mulheres na Segurança inspiram e motivam com competência e serviço à população

Trajetórias distintas, mas sobretudo inspiradoras, revelam a vida de grandes mulheres que hoje, além de comporem o quadro das Forças de Segurança Pública do Estado, se destacam como exemplo de competência e determinação, cumprindo com excelência o serviço à população.

Cargos antes exclusivamente masculinos, hoje contam com a presença feminina. Em Mato Grosso do Sul, entre os exemplos desta realidade, está a subcomandante da Polícia Militar, Neidy Nunes Barbosa Centurião, a primeira mulher a assumir esta função e também a primeira policial a conquistar a mais alta patente da corporação, a de Coronel.

Coronel Neidy Centurião, a primeira mulher subcomandamente da PMMS e a conquistar a mais alta patente da corporação Foto Saul Schramm

Em outro exemplo inspirador do “sexo nada frágil” é o cargo para delegado-geral-adjunto da Polícia Civil, desde 2021 função desempenhada pela delegada Rozeman Geise Rodrigues de Paula. Em 39 anos de história da Instituição, apenas duas mulheres assumiram este posto, o mais importante da Polícia Civil, e Rozeman é uma delas.

Indo da terra para o ar, em outro cenário majoritariamente masculino, está a capitã da Polícia Militar, Letícia Raquel Lopes Ramos, há dois anos atua como piloto de avião, integrando o Grupo de Patrulhamento Aéreo (CPA), serviço ostensivo de policiamento do Estado, subordinado à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

No Dia das Mulheres, conhecer histórias reais de luta e determinação, inspiram e motivam outras mulheres a darem seu melhor todos os dias.

Subcomandante da Polícia Militar

“Estamos ocupando os mesmos espaços e as mesmas condições. Sempre procurei fazer a minha parte, fazer o máximo que pude e hoje eu colho os resultados disto. Conquistei o meu sonho que era ser coronel da Polícia Militar. Somos os limites dos nossos sonhos, mas é preciso colocar a mão na massa”, ressaltou com orgulho da sua história a subcomandante da Polícia Militar, coronel Neidy Nunes Barbosa Centurião.

Com a simplicidade do campo, hoje a coronel Neidy faz questão de frisar que a educação no seio familiar, pautada em muitas tarefas na lida da fazenda, já aos 10 anos de idade, deram a ela tranquilidade para superar obstáculos que poderiam ter sido mais difíceis de se vencer.

Nascida na beira do Rio Taquari, em Coxim, em uma casa de madeira de pau a pique, a subcomandante da PM diz que a educação paterna era rígida, mas apesar disso também trazia o elogio como uma grande recompensa e tornava o esforço aprazível.

“Meu pai era duro, mas sempre conversava muito com a gente. Ele sempre nos dava serviços para fazer na fazenda. E eu comecei cedo, com 10 anos. Mas sempre que terminávamos alguma das tarefas, ele elogiava e dizia: ‘Está muito bom. Se você não tivesse feito, ainda estaria do mesmo jeito’”, lembra ela.

Depois da família se mudar para Costa Rica, o pai da subcomandante almejava para os filhos um futuro melhor e decidiu investir nos estudos, desta vez na Capital. “A consequência disso foi entrar na Polícia Militar aos 17 anos. A academia para mulheres era em São Paulo e eu fiquei lá por quatro anos”.

Ser mulher nunca foi um problema dentro da corporação, lembra a coronel. “Não havia preconceito. Pelo contrário, sempre fui acolhida. No entanto, nas ruas a história era diferente. Nem todos me respeitavam por eu ser mulher. Até mesmo durante as abordagens policiais, eu tinha que delegar o que era minha função para os meus colegas, tudo para evitar resistência contra mim”, lembra.

Vivendo de forma leve os percalços da profissão, a coronel conta que “levar na esportiva” era o melhor a ser feito. “Quando eu me deparava com algum tipo de resistência, pelo fato de ser mulher, eu sempre levava na esportiva. Então, apesar de saber que existem muitas mulheres que sofrem na profissão, é importante não desistir, não abaixar a cabeça e seguir em frente, dando sempre o melhor de si”.

Delegada- geral adjunta da Polícia Civil

Mais uma carreira de sucesso, Rozeman assumiu como delegada-geral adjunta em março de 2021.  Se inspirou na família, na irmã – que também é delegada -, e hoje como adjunta da Polícia Civil se orgulha por ter preservado “valores inegociáveis” durante os anos de carreira.

“Dentro da minha profissão sempre preservei meus valores, valores inegociáveis. Valores familiares, valores que aprendi com a minha irmã, como a honestidade. Sempre trilhando meu caminho no tempo necessário, sem prejudicar os outros, respeitando o meu tempo, o meu momento e o momento dos que estavam próximos a mim. Aprendi a nunca me corromper por dinheiro ou por qualquer outra coisa. Nunca pisei em ninguém para chegar onde eu queria”, ressalta.

Delegada-geral adjunta Rozeman Geise Rodrigues de Paula Foto Saul Schramm

Pós-graduada em Gestão de Segurança Pública, Rozeman já atuou no interior do Estado e esteve à frente de unidades importantes da Polícia Civil como a Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (DEAIJ), Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista (DECAT), Academia de Polícia Civil (Acadepol), Corregedoria Geral de Polícia e Delegacia de Pronto Atendimento e Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Defraudações, Falsificações, Falimentares e Fazendários (DEDFAZ).

Assim como a coronel Neidy, a delegada Rozeman lembra que o fato de ser mulher, em momento algum, foi um problema dentro da Instituição. “Nunca passei por episódios de preconceito, pelo contrário, sempre vivi o respeito e sempre fui respeitada”, frisa. “Sabemos que muitas mulheres ainda passam por isso, mas a história tem sido mudada e levantar a cabeça é necessário”.

Rozeman fez questão de ressaltar que “não foi fácil conciliar a vida de mãe, esposa e profissional. Mas sempre soube que seria difícil. Se fosse fácil, qualquer um faria”.

Piloto do GPA

Aos 37 anos, a capitã Letícia é hoje uma das poucas mulheres piloto das Forças de Segurança do Estado. Integrante do Grupo de Patrulhamento Aéreo (CPA), a capitão relata que a influência começou cedo, ao lado do pai, também profissional da aviação, piloto privado. Apesar do contato com o universo aéreo ainda na infância, o primeiro sonho de Letícia foi se tornar militar, a aviação surgiu depois.

“Desde pequena eu sempre quis ser militar e o sonho da aviação nasceu anos depois, por influência direta do meu pai. Eu entrei na PM aos 23 anos. Um dia meu pai viu uma mulher piloto do Corpo de Bombeiros e me disse ‘você devia tentar’”, lembra ela.

Capitã Letícia Raquel Lopes Ramos, há dois anos atua como piloto de avião do GPA Foto arquivo pessoal

A capitão decidiu ouvir a voz paterna, mas antes precisaria subir alguns degraus. “Meu pai levava eu e meus irmãos para voar com ele e eu já estava bem acostumada. Quando ele me disse que deveria tentar ser piloto, naquele momento, eu acreditei que poderia ser feliz na aviação. Um dia, durante uma operação do Grupamento, estive próximo aos pilotos e aquilo tudo me encantou. Mas ainda soldado da PM, eu tive que fazer o Curso de Formação de Oficiais (CFO), já que somente oficiais poderiam ser do grupo de aviação”.

Depois do CFO, a capitã Letícia fez o curso teórico da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), no contra turno do serviço na PM. Enfim, chegou a a formação prática e já são dois anos no GPA. Hoje, mãe de uma menina de 1 ano e 10 meses, a capitã se sente realizada. “Meu sonho era ser militar e depois aviadora. Sou feliz pelas minhas conquistas”.

Confusão motivada por fofoca termina com duas mulheres esfaqueadas no Leblon

Uma briga entre vizinhas terminou com duas mulheres esfaqueadas, na madrugada desta segunda-feira (30), em conjunto de quitinetes na rua Sargento Faustino Lira Brandão, no bairro Jardim Leblon, em Campo Grande.

A autora, de 25 anos, é vizinha das vítimas e as golpeou após discussão. A briga começou por boatos de fofoca. Uma vizinha de 26 anos e outra de 33 anos foram socorridas e não correm risco de vida.

Conforme informações do boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada ao conjunto de quitinetes e encontrou a autora imobilizada por outros vizinhos. A jovem desferiu diversos golpes de faca no braço de uma das mulheres e na perna da outra vítima.

Relatos dos populares locais apontam que as moradoras são todas vizinhas e possuíam desavenças anteriores provocadas por “fofoca” uma contra outra. Na madrugada de ontem, acabaram discutindo por motivos desconhecidos. A autora, então, foi até a quitinete onde reside e, armada com a faca, foi ao encontro das vítimas.

A jovem atacou as vizinhas e foi detida pelos outros residentes do local. As vítimas foram encaminhadas para até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Leblon, onde receberam curativos e suturas nos cortes.

As envolvidas foram encaminhadas para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro para as medidas cabíveis. A faca utilizada na agressão foi recolhida e entregue à Polícia Civil. O caso foi registrado como lesão corporal dolosa.