Duas passageiras, gestante e idosa, ficaram gravemente feridas e foram socorridas à Santa Casa
Duas mulheres, uma idosa e uma gestante, ficaram feridas, após o carro em que elas estavam colidir contra um poste de energia elétrica, na Avenida Duque de Caxias, em Campo Grande, na manhã desta sexta-feira (27). O veículo era conduzido por um homem, de 59 anos, que estava embriagado. As vítimas foram levadas à Santa Casa.
A colisão aconteceu na manhã desta sexta-feira (27). — Foto: Osvaldo Nóbrega
De acordo com informações preliminares repassadas pela polícia, o homem perdeu o controle da direção na rotatória entre os bairros Nova Campo Grande e Vila Eliane.
O veículo subiu na guia e bateu no poste de energia da rede que alimenta os bairros da região.
Ainda segundo a Polícia Militar, as pessoas estavam vindo de uma festa de aniversário e há indícios de que ninguém usava o cinto de segurança.
O condutor fez o teste do bafômetro, no qual o resultado deu 0,69 mg/l. O homem teve um corte na testa e foi preso em flagrante por dirigir alcoolizado.
Duas crianças estão entre as vítimas; elas foram socorridas em estado grave
Uma colisão frontal entre dois carros matou duas pessoas e deixou outras seis feridas na manhã desta segunda-feira (16), na MS-306, entre as cidades de Cassilândia e Chapadão do Sul.
Acidente aconteceu entre Cassilândia e Chapadão do Sul — Foto: Reprodução
De acordo com informações da Polícia Militar Rodoviária (PMR), o acidente deixou oito vítimas, sendo duas delas fatais. Quatro envolvidos foram encaminhados para o Hospital de Cassilândia e outras duas pessoas foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros da região.
O acidente envolveu Hyundai Creta e Fiat Palio Adventure. Por causa da batida, o Creta capotou e foi parar na área de vegetação, às margens da rodovia, com as quatro rodas para cima. Uma família, pai, mãe e filho, que seguiam no automóvel, sofreram ferimentos leves.
As duas mulheres que morreram seguiam no Palio (Foto: Corino Alvarenga/O Correio News)
O Palio era ocupado por quatro pessoas, as duas mulheres que morreram no local e as duas crianças. Elas retornavam do distrito Indaiá do Sul. Em razão do acidente, houve congestionamento, deixando o tráfego lento.
Uma das prioridades do governador Eduardo Riedel, a qualificação profissional vai chegar aos jovens, adultos e mulheres, sendo inclusive uma ação conjunta entre diversas secretarias, para atingir o público alvo. Também vão se estabelecer parcerias com o terceiro setor, entre eles o Sistema S.
Para desenvolver estas ações, o secretário adiantou que haverá um trabalho em conjunto a SED e SEAD Foto: Divulgação/FM Educativa
O secretário da Semadesc (Secretária de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Jaime Verruck, afirmou durante entrevista a FM Educativa 104,7, que um dos programas previstos é o “voucher qualificação”, onde o Estado vai arcar com custos de cursos o para pessoas que precisam desta capacitação.
“Nós temos uma preocupação com os jovens (qualificação), muitos têm baixo nível de escolaridade, pessoas que tem sete anos de estudo e não conseguem receber esta qualificação profissional. Normalmente para qualificar para indústria e agronegócio, ele precisa ter o ensino médio, este é o primeiro desafio que estamos tratando com a educação”, descreveu o secretário.
Jaime ainda citou o foco em pessoas que estão desempregadas, mas trabalham no mercado informal, mulheres acima de 35 anos com baixa escolaridade e por isso não conseguem se inserir no mercado de trabalho.
“Todos estão nos nossos planos. Ainda tem a requalificação profissional, porque tem mudado as tecnologias. Muitas pessoas que estavam habilitadas para aquela função, não estão mais. Existem as ofertas de qualificação que queremos ligar com o perfil que o empregador precisa, com a demanda do setor industrial e do agro”.
Para desenvolver estas ações, o secretário adiantou que haverá um trabalho em conjunto por exemplo com a SED (Secretaria Estadual de Educação) e a SEAD (Secretária de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos), neste caso com os beneficiários dos programas sociais.
“Trabalhar (qualificação) junto com as pessoas que são cadastradas no CadiUnico e recebem auxílio como no Mais Social. Elas precisam desta qualificação, até para quem no futuro não necessitem mais desta ajuda do Estado. Esta é a lógica do nosso governador, de trabalhar alinhado com as outras secretarias”, completou.
Moradora de Campo Grande, Aparecida Gonçalves já foi secretária nacional do enfrentamento à violência contra mulher nos governos de Lula e Dilma
Cida Gonçalves foi nomeada por Lula para comandar a pasta das Mulheres. Ela integra a equipe de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e já atuou na área durante os governos anteriores do PT.
Ela foi coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres na gestão de Zeca do PT e coordenadora nacional de Atendimento às Mulheres em situação de Violência da Secretaria de Assistência Social do Estado.
Aparecida Gonçalves é especialista em políticas públicas para mulheres. — Foto: Redes sociais/Reprodução
Cida é ex-secretária Nacional da Violência contra a Mulher, cargo que ocupou nos governos de Lula e Dilma Rousseff (PT). Especialista em gênero e violência contra as mulheres, foi anunciada como um dos nomes da equipe de transição pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) no início de novembro.
Mais conhecida como Cida Gonçalves, a especialista em gênero e violência contra mulher ocupou o cargo de secretária nacional de enfrentamento à violência contra as mulheres nos governos de Lula e Dilma Roussef (PT).
Cida trabalha como consultora em políticas públicas para o enfrentamento da violência doméstica e dá workshops a prefeituras e governos estaduais para atuação na área.
Com atuação na militância dos diretos das mulheres, Cida coordenou o processo de articulação e fundação da Central dos Movimentos Populares no Brasil. Nos grupos de base, a militante sempre fez parte dos cargos de direção estadual em Mato Grosso do Sul.
Aparecida Gonçalves chegou a se candidatar pelo Partido dos Trabalhadores (PT) à deputada constituinte, em 1986, sendo a única mulher a disputar esse espaço. Nos anos de 1988 e 2000, também foi candidata pelo PT à vereadora no Mato Grosso do Sul.
Acidente envolvendo um Fiat Uno e uma Toyota Hilyux no final da manhã desta segunda-feira (31/10) deixou duas mulheres feridas e partiu o veículo de passeio ao meio.
O caso ocorreu em frente ao Cerca (Centro de Eventos Rurais de Cassilândia), em Cassilândis. As causas do acidente ainda são desconhecidas.
Conforme apurou o site Cassilândia Notícias, as vítimas precisaram ser encaminhadas para a Santa Casa de Misericórdia no município.
Uma delas passaria por exames corriqueiro e a outra por cirurgia ortopédica ainda nesta segunda-feira.
Nesta quarta-feira (21), as 14 horas estava marcado depoimento do candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul Marquinhos Trad (PSD) sobre as acusações de assédio sexual pelas quais é investigado. No entanto, a defesa teria feito pedido para adiar o depoimento e o candidato não compareceu.
A defesa teria feito pedido para adiar o depoimento e o candidato não compareceu
O ex-prefeito é investigado por estupro e favorecimento à prostituição que teriam sido cometidos no período em que ele era Chefe do Executivo.
A intimação do ex-prefeito de Campo Grande ocorreu nesta segunda-feira (19) e foi recebida pelas advogadas dele, Andreia Flores e Rejane Alves de Arruda.
A delegada da Deam, Maira Pacheco disse que não poderá dar mais detalhes porque o inquérito segue em segredo de justiça, mas as investigações estão em andamento e a polícia está apurando todos os possíveis casos imputados ao ex-prefeito.
“Estamos averiguando as situações para passar as informações corretas para a sociedade posteriormente”, afirmou.
Por volta das 13h30, um grupo de mulheres “Gritando por Justiça” estava reunido em frente à Delegacia de Defesa da Mulher (Deam) manifestando contra Marquinhos Trad.
As mulheres estavam com cartazes e hashtags contra a violência sexual e gritando por justiça. A líder, Cleonice Costa Silva, de 55 anos, pede para que todas as mulheres se unam na defesa da mulher que está sendo vítima de violência.
“Nós queremos justiça, porque um político deve ter lealdade e respeito ao povo que o elegeu. Nosso grito surgiu pelo nosso Estado ocupar o primeiro lugar em feminicídio. Isso é um absurdo”, diz indignada.
“Estou chocada com a atitude da população sul-mato-grossense e campo-grandense por não reagirem, não cobrarem resposta ao feminicídio, à violência contra a mulher, aos estupros”, completa
O ex-prefeito Marquinhos Trad está sendo investigado há mais de um mês por suposto casos de abusos sexuais na Capital.
No dia 09 de Agosto, a Prefeitura Municipal de Campo Grande foi alvo da investigação. As equipes da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) e Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) estiveram no local.
No dia 31, quando o ex-servidor da Prefeitura de Campo Grande, Victor Hugo Ribeiro Nogueira da Silva, de 36 anos, foi preso por coagir testemunha a desmentir dpoimento dado à polícia.
A investigação foi aberta após as primeiras denúncias, feitas por quatro mulheres: duas de 32 anos, outra de 31, e uma mais jovem, de 21 anos. Marquinhos Trad admitiu relações extraconjugais, mas negou crime, classificando como mentirosas as denúncias de assédio sexual atribuídas a ele e estratégias de adversários durante campanha eleitoral.
“Uma das maiores violências que uma mulher pode passar é o assédio sexual”, frisa Eduardo Riedel
“O assédio sexual é uma das maiores violências que uma mulher pode sofrer. Apesar de, como homem, não ter o ‘lugar de fala’ apropriado para tratar o tema, como marido, pai, filho, me coloco no lugar de todas as mulheres que já passarem por isso. No Governo, tratarei de fortalecer mecanismos de denúncia e proteção a estas vítimas”, disse Eduardo Riedel (PSDB), candidato ao Governo do Estado pela coligação ‘Trabalhando Por Um Novo Futuro’.
Riedel diz que como marido, pai, filho, me coloco no lugar de todas as mulheres que já passarem por isso Foto: Gabriel Gabino
O assédio sexual no próprio ambiente de trabalho é caracterizado por elogios constrangedores, comentários de cunho sexual ou até mesmo atos que abusam sexualmente do corpo das mulheres. Esse tipo de prática vem, na maioria das vezes, de homens em posições hierárquicas superiores.
O MPF (Ministério Público Federal) elaborou uma cartilha que auxilia na identificação do assédio e mostra como proceder nesses casos. O documento define assédio sexual no ambiente de trabalho como “constranger colegas por meio de cantadas e insinuações constantes, com o objetivo de obter vantagens ou favorecimento sexual. Essa atitude pode ser clara ou sutil, falada ou apenas insinuada, escrita ou explicitada em gestos, vir em forma de coação ou, ainda, em forma de chantagem.”
Segundo estudo lançado pela plataforma Think Eva em 2020, 47% das entrevistadas afirmaram ter sido vítimas dessas situações. A pesquisa, que levou em conta o trabalho remoto e o presencial, ainda mostra que os casos não são denunciados por cerca de 78% das mulheres, justamente por conta da impunidade. Além disso, 15% das vítimas pedem demissão do trabalho.
Os dados apontam também que as mulheres negras representam 52% das vítimas. As trabalhadoras que recebem entre dois e seis salários mínimos representam 49% dos casos. Os números auxiliam na compreensão de que esse comportamento sistemático é também baseado na desigualdade social e no racismo estrutural.
“A denúncia é o primeiro passo para que o agressor seja punido. Para que a vítima se sinta segura em denunciar, é necessário que exista uma rede que acolha e informe essa mulher. E vamos trabalhar para estruturar melhor e fortaleceres as redes”, afirmou Riedel.
A denúncia pode ser feita na própria ouvidoria da empresa, no sindicato ou ainda na delegacia da mulher ou em uma delegacia comum. Também pode ser feita nas Agências da Superintendência do Trabalho e na Defensoria Pública. Se você for testemunha de algum caso de assédio sexual, também pode realizar a denúncia nos mesmos canais.
É importante que a vítima reúna todas as provas possíveis para apresentar no momento da denúncia, como declaração de testemunhas, mensagens de whatsapp e outros aplicativos, e-mails, bilhetes, presentes, entre outros.
Se o caso chegar na Justiça do Trabalho, a partir de uma denúncia da vítima contra a empresa, o agressor pode ser processado e arcar com as despesas, caso a empresa tenha perdas financeiras. Se punido criminalmente.
‘Árvore dos sonhos’ foi ponto para mulheres deixarem pedidos ao futuro governador
“Lugar de mulher é onde ela quiser”, e mais de mil delas levaram seu apoio na noite de ontem, terça-feira (16), ao candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB), no evento “A Voz das Mulheres”, que contou com a participação da candidata ao Senado, Tereza Cristina, da futura primeira dama, Mônica Riedel, e de dezenas de candidatas a deputada estadual e federal pela coligação “Trabalhando por um novo futuro: PP / PL / REPUBLICANOS / PDT / PSB / FEDERAÇÃO PSDB – CIDADANIA”.
“Uma multidão de mulheres que sonham com um Mato Grosso do Sul mais próspero, desenvolvido e cheio de oportunidades, com um poder de transformação enorme. É ouvindo e conversando que vamos avançar na construção de um novo futuro pra MS”, afirmou Riedel durante o evento.
Eduardo Riedel e Tereza Cristina em encontro com mulheres Foto: Saul Schramm
A esposa de Eduardo Riedel, Mônica, destacou a importância de ouvir a voz feminina durante a campanha. “Dar voz às mulheres é ampliar os horizontes políticos através de uma visão diferente de várias áreas da sociedade. É dar voz a parte da sociedade que historicamente não se sente incluída no universo político muitas vezes por falta de informação. É equilibrar a representatividade da sociedade que hoje tem a mulher atuante em todos os seus setores. É reconhecer a luta das mulheres que nos antecederam e consolidar suas conquistas, como foi a legalização do voto feminino, hoje em dia tão comum mas que no passado foi fruto de uma grande luta”, afirmou a futura primeira-dama do Estado.
Tereza Cristina destacou a força das mulheres no projeto comum de fazer avançar o Estado: “Vamos ganhar essa eleição, Riedel. Mato Grosso do Sul está fadado ao sucesso, e esse sucesso você vai dar continuidade a ele, com sua competência e com a ajuda das mulheres sul-mato-grossenses”, destacou.
“Vamos ganhar essa eleição Riedel”, afirma Tereza Cristina. “Mato Grosso do Sul está fadado ao sucesso Eduardo, e esse sucesso você vai dar continuidade a ele, com sua competência”
Mulheres presentes ao grande evento destacaram a capacidade de gestão e a credibilidade do candidato tucano. Como a advogada Ana Patrícia, que o classificou como ‘gestor de resultados’, e a farmacêutica Lilian Fonseca, que o apontou como ‘a confiança maior para o futuro”.
Para dar ainda mais protagonismo, uma grande ‘Árvore dos sonhos’ foi colocada na entrada do evento para que as mulheres escrevessem seus projetos para o futuro de MS. “Não é só uma questão de falar o que vai fazer, é como querem fazer, de qual maneira pretendem melhorar o estado. Por isso é tão importante ouvir todas vocês. Vamos governar com as mulheres”, finalizou Eduardo Riedel.
Há mais de um mês a Delegacia Especializada de Atendimento a Mulher (DEAM), em Campo Grande, investiga as acusações contra Marquinhos Trad.
As primeiras mulheres que denunciaram a Polícia Civil o ex-prefeito de Campo Grande e candidato ao governo do estado Marquinhos Trad (PSD), por assédio sexual, relataram nos depoimentos que sentiam medo de represálias após a formalização das queixas.
“…tem muito medo de que Marcos Trad possa lhe fazer algum mal, ou lhe prejudicar de alguma forma, em razão das situações que denunciou…”, registra o depoimento de uma denunciante, de 30 anos.
Trecho de depoimento de uma das mulheres de denunciou o ex-prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, por assédio sexual — Foto: Reprodução
Outra mulher, com 21 anos, e que também representou contra o ex-prefeito, relata em mais de um trecho do depoimento o temor que sente dele. Em um ponto diz “…quem é que mexe com ele [Marquinhos Trad]”. Em outro comenta que “teme sofrer alguma represália ou algum mal”.
Trecho de outra mulher que denunciou o ex-prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, por assedio sexual — Foto: Reprodução
Essa mesma denunciante, comenta que em razão da violência que teria sofrido precisou procurar “ajuda terapêutica e médica”.
A investigação Há mais de um mês a Delegacia Especializada de Atendimento a Mulher (DEAM), em Campo Grande, investiga as acusações contra Marquinhos Trad. O inquérito foi aberto a partir dos depoimentos de quatro mulheres feitos entre os dias 4 e 5 de julho, na Corregedoria da Polícia Civil.
A DEAM aponta que 16 mulheres já denunciaram Trad no inquérito por suspeita de crimes como assédio sexual, importunação sexual, favorecimento a prostituição, estupro e tentativa de estupro.
Busca e apreensão no gabinete Nesta terça-feira (9), como parte das investigações, policiais da DEAM e peritos cumpriram mandado de busca e apreensão no gabinete da prefeitura de Campo Grande. Dois computadores foram apreendidos e serão periciados.
A ação foi acompanhada por uma das advogadas que defende o ex-prefeito, Andrea Flores. Ela disse que as buscas vão comprovar que Trad “nunca cometeu qualquer irregularidade” e que as denúncias contra ele se tratam de armação política.
O ex-prefeito admitiu publicamente que manteve relações sexuais consensuais com duas das mulheres que fizeram a denúncia.
Conforme os dados do último Censo, as mulheres correspondiam a 50,1% da população total e grande parte delas estão na áreas urbanas (1.067.726) — enquanto 161.370 vivem em situação rural. Em relação à faixa etária, são as de 30 a 39 anos que dominam (193.512).
“O Mato Grosso do Sul é um Estado predominantemente feminino, e o fortalecimento de políticas públicas para as mulheres será nossa prioridade nos próximos anos. Vamos trabalhar para estruturar ainda mais os mecanismos inclusão, qualificação e empoderamento”, afirmou o pré-candidato do PSDB ao Governo do Estado, Eduardo Riedel.
Riedel durante a convenção do PSDB que o confirmou como candidato Foto: Saul Schramm
Ele tem razão em relação ao caráter feminino do Estado. Estima-se que 50,4% (1.446.389) da população sul-mato-grossense seja de mulheres — a estimativa populacional deste ano do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para o Estado é de 2.868.279.
Desde o último Censo Demográfico, realizado em 2010, a estimativa de mulheres sul-mato-grossenses cresceu 12% — saindo de 1.251.372 para 1.1446.389. Apesar do crescimento masculino ter sido de 14% (de 1.243.373 para 1.421.890), as mulheres continuam a ser maioria. O dados do Censo eram para ter sido atualizados em 2020, mas foram adiados por conta da pandemia e só será realizado neste ano.
Conforme os dados do último Censo, as mulheres correspondiam a 50,1% da população total e grande parte delas estão na áreas urbanas (1.067.726) — enquanto 161.370 vivem em situação rural. Em relação à faixa etária, são as de 30 a 39 anos que dominam (193.512).
A expectativa de vida delas atualmente está em prevista em 80,58, enquanto a taxa de mortalidade infantil (quantidade de mortes entre 0 e 1 ano por mil) é estimada em 10,65%.
“Além de serem maioria, as mulheres de Mato Grosso do Sul têm papel decisivo na economia dos lares, e precisam ser valorizadas, especialmente devido ao fato de que grande parte delas tem jornada dupla, no trabalho e em casa”, afirma Riedel.
Novamente, ele se baseia em dados para a afirmação. Mais de 252 mil mulheres do Estado – com 25 anos ou mais – são responsáveis por seus lares. Quando colocado na perspectiva educacional, 31.914 mulheres que têm o Ensino Superior completo eram as “chefes” em suas residências e 46.116 conviviam com esposo(a). Esse número é bem maior entre as mulheres sem instrução ou com Ensino Fundamental incompleto: 130.843 eram as únicas provedoras da residência e 163.255 moraram em conjunto.
Em se tratando de economia, 656.391 das mulheres sul-mato-grossenses com mais de 10 anos têm algum tipo de rendimento, mas somente 532.959 são economicamente ativas, ou seja, que têm capacidade produtiva. Cada vez mais preparadas para ganhar espaço na economia, entre 2008 e 2018 elas aumentaram sua presença na indústria em 28,34%. Nesse cenário, os municípios que mais contrataram mulheres nos últimos anos, em termos percentuais, foram Itaquiraí, São Gabriel do Oeste, Dourados e Campo Grande.
“Quanto mais qualificadas as mulheres forem, mais chances terão no mercado de trabalho. Por isso estaremos muito atentos ao fomento de ações neste sentido”, assegurou Eduardo Riedel.