Prefeita deve remover “gorduras” empreguistas no Executivo 

Se passar o pente-fino, Adriane Lopes deixa Funesp, Semadur e SAS mais leves

O excesso de servidores contratados por conveniência política torna a máquina pública mais pesada e lenta do que já é. Além disso, espreme ao máximo o orçamento, desviando-o para fins nada republicanos. De olho nessa realidade, logo que assumiu a chefia do Executivo a prefeita Adriane Lopes (Patriota) iniciou um corajoso processo de corte nos gastos que vieram da gestão anterior – do prefeito Marquinhos Trad (PSD) -, entre os quais as despesas com pessoal.

A prefeita Adriane Lopes: o desafio é continuar enxugando as finanças  Foto Karine Matos

Várias pessoas nomeadas para cargos em comissão foram exoneradas e isso gerou fortes protestos de “padrinhos” políticos responsáveis pelas indicações. Apesar disso, Adriane Lopes garantiu que não recuaria, tendo em vista o elevado grau de precariedade das finanças municipais e o risco de sua gestão ser acometida de uma crise de governabilidade. Por isso, é preciso manter e fortalecer a disposição e a coragem para salvar as finanças da prefeitura e investir em prioridades reais da população.

Para verificar e encontrar os nichos de despesas supérfluas ou de contratações suspeitas a prefeita já tem algumas pastas e áreas para fazer seu trabalho. Três exemplos são gritantes, com gente contratada que não sabe nem para quê, mas todo fim de mês ganha o seu, às vezes um supersalário de dar inveja aos próprios chefes: Semadur (Secretaria de Meio Ambiente), SAS (Secretaria de Assistência Social) e Funesp (Fundação do Esporte). O que se comenta é que, quando prefeito, Marquinhos Trad nomeou tanto que pôs gente até pelo ladrão.

 

Juíza nega pedido da defesa e celular de Marcos Trad será periciado pela Polícia

O ex-prefeito de Campo Grande Marquinhos Trad (PSD) terá de entregar o celular para ser periciado pelo Instituto de Criminalísticas da Polícia Civil, referente a uma das sete ações a que ele responde por assédio sexual e crimes contra dignidade sexual.

A juíza Eucélia Moreira Cassal, da 3ª Vara Criminal de Campo Grande, negou pedido da defesa do ex-prefeito para que a Justiça faça perícia no telefone celular. Em despacho publicado nesta sexta-feira (10), a magistrada determina que as conversas do ex-prefeito com as sete mulheres serão periciadas pelo perito da Polícia Civil.

Juíza diz que polícia deverá fazer perícia no celular do ex-prefeito. Marquinhos queria a nomeação de perito judicial (Foto: Gerson Oliveira Correio do Estado

A apreensão do aparelho para análise foi determinada pela juíza em dezembro do ano passado na ação penal por assédio sexual e importunação sexual. As advogadas pediram que a perícia fosse realizada por um perito indicado pelo juízo.

“O pedido defensivo de que a perícia seja realizada por perito nomeado pelo Juízo não comporta deferimento, haja vista que compete à Autoridade Policial promover as medidas necessárias para colheita de provas e na hipótese o Instituto de Criminalística do Estado poderá realizar a tarefa, observando-se, por óbvio o sigilo de dados. Pelos mesmos motivos, o aparelho celular deverá ser entregue à Autoridade Policial e não em cartório judicial”, determinou a juíza.

Com isso, as conversas de aplicativo serão analisadas pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, comandada pela delegada Maíra Pacheco Machado, que deflagrou a investigação em junho do ano passado e causou desgaste na imagem política do então candidato a governador.

“A perícia deverá ser realizada pelo Instituto de Criminalísticas, por no mínimo dois peritos do Estado, mediante acompanhamento do assistente indicado pela Defesa. Observe-se que não haverá obrigação legal de intimação do assistente técnico, que deverá acompanhar os trabalhados e estar presente, querendo, por ocasião da perícia”, determinou.

“A extração do conteúdo deverá ser limitada aos fatos e pessoas indicadas no inquérito policial n 3007/2022 ação penal n. 0030589-93.2022.8.12.0001, razão pela qual não há necessidade de exclusão de qualquer aplicativo”, ressaltou a magistrada. Nesta ação, Marquinhos virou réu pelo assédio contra sete mulheres.

“Qualquer impertinência quanto ao conteúdo dos dados coletados, passará pelo crivo judicial, que determinará o descarte apropriado do material”, alertou a magistrada.

Juíza decreta sigilo externo no processo em que Marcos Trad é réu por assédio sexual

Após os sucessivos vazamentos, a juíza Eucélia Moreira Cassal, da 3ª Vara Criminal, ampliou o caráter sigiloso da ação penal por assédio sexual contra o ex-prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD). A decisão acata pedido da defesa do réu, que se queixou da publicação de detalhes do processo sigiloso nos meios de comunicação.

“Diante da manifestação defensiva, comprovando acesso a informações do processo, por terceiros e segredo de justiça já estabelecido para assegurar o direito a intimidade dos envolvidos – réus e vítimas – determino que o presente feito tramite também sob sigilo externo, no qual somente os representantes cadastros conseguem consultar os autos na íntegra. Acrescente-se a tarja correspondente”, determinou a magistrada, conforme despacho publicado nesta segunda-feira (6).

Marquinhos Trad, após depoimento na Delegacia da Mulher (Foto: Nathália Alcântara / Midiamax)

Ainda segundo o TJMS, os réus e procuradores deverão solicitar senha de acesso junto ao cartório para ter acesso aos autos.

O ex-prefeito é réu por assédio sexual.

O caso
Em outubro do ano passado, a Polícia Civil indiciou o ex-prefeito de Campo Grande Marquinhos Trad (PSD) pelos crimes de estupro, importunação sexual e assédio sexual.

A Justiça recebeu a denúncia do Ministério Público e ele se tornou réu por crimes contra a dignidade sexual contra sete mulheres.

As denúncias foram feitas em julho de 2023, e os atos sexuais ou tentativa de atos sexuais, em algumas ocasiões, ocorreram no gabinete da Prefeitura de Campo Grande, conforme o relato das vítimas.

Em depoimento prestado na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), no ano passado,
Marquinhos alegou que o caso foi “armação política” e se disse inocente.

Investigação
Marquinhos Trad começou a ser investigado em julho do ano passado, quando três mulheres procuraram a Polícia Civil para se queixarem dos abusos que teriam sido praticados por ele enquanto ocupava o cargo de prefeito de Campo Grande.

No depoimento, elas afirmaram que o ex-prefeito prometia emprego em troca de relações sexuais.

Em dois casos houve relação sexual consentida com as mulheres. Mas em um deles uma das mulheres ficou assustada ao ver o ex-prefeito seminu no banheiro. Este caso foi tratado como tentativa de estupro na ocasião.

Durante a investigação, mais de 13 mulheres procuraram a Polícia Civil para se queixar de episódios abusivos envolvendo o ex-prefeito.

Ao todo, Marquinhos Trad foi denunciado por 16 mulheres por assédio sexual, tentativa de estupro e favorecimento à prostituição, entretanto, no mês passado, a defesa do ex-prefeito já havia conseguido desqualificar como vítimas 10 mulheres, restando ainda seis em investigação.

Em outubro, Trad conseguiu uma vitória parcial na Justiça de Mato Grosso do Sul. A 3ª Câmara Criminal do TJMS concedeu habeas corpus e trancamento do inquérito policial em relação a três vítimas.

Segundo o relator do último habeas corpus, desembargador Luiz Claudio Bonassini da Silva, da 3ª Câmara Criminal do TJMS, o relato de três mulheres que se disseram vítimas do ex-prefeito não configurou crime.

No entanto, o político ainda era investigado por outros três casos, que resultaram no indiciamento.

No dia 9 de setembro, Victor Hugo Ribeiro Nogueira, que era servidor comissionado do gabinete de Marquinhos Trad no período em que ele era prefeito, foi indiciado pelos crimes de corrupção ativa de testemunhas, coação no curso do processo e favorecimento à prostituição, tornando-se réu no dia 22 de agosto.

A conexão do caso de Victor Hugo com o caso de Marquinhos é que o ex-servidor teria supostamente coagido uma das vítimas a mudar sua versão em cartório.

Vídeo: Vereador afirma que Marquinhos Trad ludibriou os professores

Para André Luís a prefeitura faltou com a verdade e a ACP errou em acordar esse Lei claramente inexequível, até porque ambos têm assessoria jurídica para verificar essa impossibilidade técnica de pagamento

O vereador André Luís (Rede) gravou um vídeo afirmando categoricamente que o ex-prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, ludibriou os professores da Rede Municipal de Ensino (REME), com a Lei que dispõe sobre a integralização do piso nacional do magistério da carga de 20 horas de Campo Grande, e o que ela tem a ver com o indicativo de greve dos professores.

A Câmara recebeu em março Projeto de Lei, votado em regime de urgência, que se tornou a Lei 6796/2022. O problema é que no artigo 2º desta Lei tem uma brecha intransponível, e que frustra o direito do reajuste salarial dos docentes. Ele condiciona os limites de gastos com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

“A LRF não limita o direito do professor, mas limita o reajuste. O que a Lei fez foi criar uma falsa expectativa nos professores em um período eleitoral. Quando eu falo que ludibriaram a categoria é pela maneira como ela foi aprovada, na véspera do desligamento de Marquinhos Trad para concorrer ao cargo de governador. Ele fez uma Lei que claramente não poderia ser cumprida, com a anuência do Sindicato dos Professores, que inclusive teve candidato nesta eleição”, afirmou.

André Luis continua, dizendo que, passadas as eleições, as promessas não têm como serem cumpridas, pois há um insuperável empecilho legal. “O município de Campo Grande está extrapolando a sua responsabilidade fiscal. O limite legal de gastos com pessoas deveria estar no máximo em 54% da receita líquida, na época da elaboração da Lei esses valores estavam em 59% e hoje está em 57%. De novo, foi prometido às vésperas da campanha o que sabidamente não poderia ser cumprido”, reforça.

Para ele, nestes últimos seis anos da administração municipal, falta uma “gestão séria das contas municipais, principalmente por causa do excesso de servidores comissionados e processos seletivos, além da falta de concursos públicos, que impactam negativamente nas contas públicas, na dívida crescente do INPCG, na impossibilidade de qualquer benefício para os servidores, seja insalubridade, periculosidade ou recomposições salariais”, calcula.

O vereador da Rede é enfático ao dizer que esta gestão precisa diminuir o número de servidores comissionados. “Hoje nós temos cerca de 8.200 professores e o número de comissionados está próximo de dez mil agentes públicos. Sendo bem sincero, o poder público faltou com a verdade e com a sinceridade com os professores e a ACP errou em acordar essa Lei, claramente inexequível, até porque ambos têm assessoria jurídica para verificar essa impossibilidade técnica de pagamento e, no meio disso tudo, estão os professores, que foram enganados com a possiblidade de um reajuste, que indiscutivelmente é justo e necessário, mas que vai impactar negativamente na contas públicas, que eu acho que é inviável”, argumenta.

André Luis, que é professor há 31 anos, compartilha a angústia dos docentes de Campo Grande. “Vamos fazer uma reflexão para encontrar uma saída menos danosa para os professores e os alunos”, finalizou.

 

 

 

Marquinhos Trad é ouvido pela polícia em inquérito apura assédio sexual

O ex-prefeito de Campo Grande Marquinhos Trad prestou depoimento na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) no último dia para o fim do prazo, no caso, nesta terça-feira (18). O político é investigado por crimes contra dignidade sexual desde o início de julho.

Ex-prefeito Marquinhos Trad. — Foto: TV Morena/Reprodução

Marquinhos Trad, de 57 anos, chegou à delegacia acompanhando com uma advogada e prestou depoimento para a delegada Maira Pacheco.

As acusações contra o político envolvem, inclusive, a oferta de emprego a mulheres usando cargos públicos em troca de sexo. Um dos locais onde os crimes teriam ocorrido é o gabinete do chefe do Executivo, alvo de busca da polícia em meio à campanha eleitoral.

Próximos passos
Após o fim da investigação, o caso será encaminhado para o Ministério Público, a quem caberá decidir se Marquinhos será denunciado ou não.

O inquérito apontou 16 supostas vítimas, mas a Justiça determinou o arquivamento dos casos em relação a parte das vítimas. Os motivos para isso foram a prescrição dos fatos denunciados ou a não identificação de crimes a serem punidos.

Andamento do processo
A Justiça de Mato Grosso do Sul desconsiderou uma parte das acusações feita por sete mulheres, mas o inquérito da Polícia Civil segue tramitando para apurar supostos abusos relatados por outras três denunciantes.

Além desses casos analisados pela Justiça, outras seis mulheres também fizeram denúncias a polícia contra o ex-prefeito de Campo Grande.

A investigação relacionada a três vítimas listadas pela Polícia Civil foi mantida, com a anotação pela magistrada de que há indícios de ter havido exploração do fato de serem pessoas vulneráveis. A descrição feita é de que as mulheres procuraram o político pedindo ajuda e acabaram sendo assediadas para contatos de cunho sexual.

Foi essa a argumentação usada pela delegada do caso, Maira Pacheco Machado, quando ouvida pela Justiça, para defender a continuação do inquérito, sob argumento de existir jurisprudência a esse respeito, ou seja, que a tentativa de penalizar o investigado pode continuar quando as vítimas perderam o prazo de denúncia por estarem em situação de vulnerabilidade. Esse argumento não foi acatado pela juíza.

Para outra mulher, a interpretação aplicada é que não há crime relacionado ao ex-prefeito, pois a denunciante afirmou sequer conhecê-lo. Ela é uma das três mulheres que participaram de uma festa em Coxim, com três homens, dois empresários e um delegado de Polícia Civil, que também estão sob investigação por favorecimento à prostituição, entre outros ilícitos.

Marquinhos vota e espera “surpresa em apuração”

Ex-prefeito não revelou voto para presidente e disse acreditar “na pesquisa de Deus e do povo”

O candidato ao governo de Mato Grosso do Sul, Marquinhos Trad (PSD) votou, na manhã deste domingo (2), na escola municipal Virgílio Alves de Campos, na Mata do Jacinto, em Campo Grande (MS).

Candidato ao governo de MS, Marquinhos Trad, vota em Campo Grande Foto: LuanaRibeiro/TVMorena

Marquinhos Trad disputa ao Governo do estado pela primeira vez. Trad foi deputado estadual, prefeito de Campo Grande por duas gestões, conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil seccional de Mato Grosso do Sul (OAB/MS) e presidente do Tribunal de Justiça Desportiva do estado, além de professor universitário.

Para a imprensa, Trad afirmou que está feliz pela campanha. “Deus sabe de todas as coisas, estou feliz, estou alegre, fiz uma campanha buscando mostrar às pessoas que a construção é melhor do que a destruição”.

Ação pede bloqueio de R$ 100 milhões de Marcos Trad por suposta fraude

‘Até hoje Campo Grande está mantendo e executando um contrato ilícito, superfaturado e que serviu para o evidente locupletamento dos familiares do ex-prefeito’, diz a ação

A ação foi impetrada pelo advogado Enio Martins Murad, ex-secretário do MPC-MS (Ministério Público de Contas de Mato Grosso do Sul), Indica suposta fraude na concessão da coleta de resíduos sólidos realizada pela Solurb, ação popular pede o bloqueio de R$ 100 milhões de Marquinhos Trad. O processo contra o candidato a governador corre na Justiça desde 23 de setembro.

A ação demonstra que o ex-prefeito executou um contrato ilícito e superfaturado Foto Divulgação

“Em face do direcionamento e superfaturamento do contrato, além do pagamento de propina para diversos agentes públicos”. Assim, lembra que o contrato de 2012 firmado com a Solurb, foi anulado pelo Decreto 13.027/16, assinado pelo então prefeito Alcides Bernal.

Além do candidato ao Governo do Estado pelo PSD, respondem à ação os Conselheiros do Tribunal de Contas de MS, Ronald Chadid e Osmar Jeronymo, e a CG Solurb Soluções Ambientais SPE Ltda.

 Superfaturamento

A ação destaca que no primeiro ano do mandato como prefeito, Marquinhos Trad editou o decreto nº 13.040/17 após medida liminar do TCE-MS (Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul). No texto, foi suspenso o decreto de Bernal, firmando novamente o contrato com a Solurb.

“Até hoje o Município de Campo Grande-MS está mantendo e executando um contrato ilícito, superfaturado e que serviu para o evidente locupletamento dos familiares do ex-prefeito bem como de afins daquele alcaide”, sustenta o advogado.

Além disso, a ação afirma que houve favorecimento de Nelsinho Trad, irmão do então prefeito da Capital. Enio destaca que Marquinhos “favoreceu seu irmão (beneficiário de cem milhões em propina do contrato com a Solurb) no momento que suspendeu os efeitos do Decreto n. 13.027/2016, retomando os pagamentos ilícitos e superfaturados”.

No processo, a ação ainda afirma que houve “recebimento de propina por parte dos Conselheiros para o favorecimento do consórcio CG Solurb”. ‘Esquema Bilionário do Lixo da Capital’ é como o advogado denomina as ações.

Bloqueio e suspensão

Então, pede que sejam suspensos os efeitos do decreto de 2017, assinado por Marquinhos. “Bem como todos os atos posteriores, em face do que fora apurado com o pagamento de propina aos Conselheiros do TCE-MS”, diz o documento.

Além disso, é solicitada ‘perícia técnica para verificação dos valores superfaturados de acordo com Sentença Judicial e planilhas apresentadas pelo Ministério Público Estadual’. Por fim, o advogado pede bloqueio e indisponibilidade de R$ 100 milhões de Marquinhos Trad e outros requeridos.

 

Reinaldo diz que ‘prefeito mentirinha’ e ‘Pinóquio’ ganham força porque é a verdade

O Governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB) foi o entrevistado na Rádio Hora 92,3 FM nesta sexta-feira, 30, e teceu críticas à forma como o candidato ao Governo de MS, Marcos Trad (PSD) tem feito sua campanha eleitoral, com inverdades sobre seus oponentes. Azambuja falou que o apelido de “prefeito mentirinha” e “prefeito Pinóquio” tem ganhado força em Marcos Trad, pois a cada mentira que o ex-prefeito diz, seus concorrentes são obrigados a mostrar as verdades.

Reinaldo Azambuja em entrevista à Rádio Hora 92,3 FM nesta sexta-feira Foto Divulgação

“Pode fazer política, não tem problema, mas não precisa falar inverdades. Qual apelido tá pegando no ex-prefeito? ‘prefeito mentirinha’, ‘prefeito Pinóquio’, ‘candidato mentiroso’. Por quê? Porque fica mentindo. Pode falar que o governo foi parceiro de Campo Grande, mas que ele não concorda com o jeito de governar. Aí beleza, agora ficar mentindo reiteradas vezes? Nós somos obrigados a colocar nas redes sociais as falas dele mesmo, agradecendo o governo, dizendo que se não fosse o governo ele não teria feito um bom mandato, se não fosse a parceria com o governo não teriam essas obras da capital”.

Reinaldo Azambuja também desmentiu algumas falas de Marcos Trad sobre a entrega de casas populares. “Nós apoiamos sim Campo Grande. Esses dias ele fez uma fala em seu programa eleitoral, falando de casas. Nós entregamos 5400 casas em Campo Grande, 34 mil no estado e temos inúmeras casas em construção”.

O Governador finalizou dizendo que “a cada mentira temos que mostrar uma verdade, e aí acaba desmoralizando o ex-prefeito da capital”.

Sobre o mandato

Neste ano, Reinaldo Azambuja finaliza o segundo mandato como governador de Mato Grosso do Sul. Os indicadores revelam que o estado se tornou nota A em Capacidade de Pagamento (Capag), é o primeiro Estado em investimentos públicos per capita, o primeiro em crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) entre os estado com agronegócio forte, com previsão de crescimento do PIB de 4,9% no acumulado 2020-2022 e atração de R$ 55 bilhões de investimentos privados em oito anos, além de ter a terceira menor taxa de desocupação do Brasil.

Com Marquinhos Trad, nomeações políticas cresceram 95% em Campo Grande

Trad transformou prefeitura em cabide de emprego, cuja gestão fechou 2021 com 11.524 servidores sem concurso, contra 5.902 de Bernal

O ex-prefeito de Campo Grande Marquinhos Trad (PSD) aumentou em 95,2% o número de servidores comissionados e temporários, nomeados por critério meramente político, nos cinco anos em que administrou a Capital. Isso explica o fato de o município ter estourado o limite constitucional com funcionalismo nos últimos anos.

Em dezembro de 2016, com o então prefeito Alcides Bernal, Campo Grande tinha 5.902 servidores sem concurso, quantidade que chegou a 11.524 com Marquinhos Trad em dezembro de 2021. Os dados foram obtidos pelo MS em Brasília com base na Lei de Acesso à Informação.


Alcides Bernal entregou folha de pessoal equilibrada, cujo estouro do limite ocorreu com Marquinhos Trad (Foto: Campo Grande News)

Em relação aos cargos comissionados, houve aumento de 125% de Bernal para Marquinhos, saindo de 759 para 1.710. Sobre os temporários, as nomeações também alcançaram números impressionantes, passando de 5.143 para 9.814, crescimento de 90%.

A prova de que Trad priorizou nomeações políticas é o número de servidores efetivos, cujo quadro passou de 15.330 para 16.446, aumento de apenas 7,2%.

Apesar da dificuldade em administrar Campo Grande, a gestão Alcides Bernal fechou 2016 com as despesas de pessoal equilibradas. O comprometimento com a folha do funcionalismo em relação à Receita Corrente Líquida (RCL) foi de 52,83%, abaixo do limite constitucional de 54%.

Em vez de reduzir esses gastos, devido à falta de dinheiro para pagamento de despesas obrigatórias, como o salário do funcionalismo, Marquinhos Trad os elevou em cinco anos no cargo. A prefeitura se transformou em cabide de emprego para afilhados políticos e cabos eleitorais.

Em 31 de dezembro do ano passado, três meses antes de Marquinhos deixar a prefeitura, por exemplo, as despesas com pessoal atingiram 59,16% da RCL, 5,16 pontos percentuais acima do limite constitucional, e 6,33 pontos acima do percentual registrado com Bernal.

Com isso, a partir de janeiro de 2023, a prefeita Adriane Lopes (Patriota) deverá eliminar o excesso de despesas à razão de 10% a cada exercício, até 2032, conforme previsão da Lei Complementar 178, de 2021. As demissões serão inevitáveis.

Em 2021, Marquinhos Trad gastou R$ 2,364 bilhões com pessoal, a capital que mais comprometeu sua receita com a folha do funcionalismo (ver aqui). Se tivesse cumprido o teto constitucional, de 54% da receita corrente líquida, Campo Grande teria economizado R$ 207 milhões, dinheiro suficiente para restabelecer o atendimento completo das unidades de saúde e concluir as mais de 30 de obras paralisadas.

Pior gestão

Em cinco anos sob o comando de Marquinhos Trad, Campo Grande colecionou os piores indicadores econômicos da sua história. Levantamento realizado recentemente pelo MS em Brasília, com base na prévia fiscal do Tesouro Nacional, referente ao primeiro quadrimestre, apontou a Capital como a pior gestão entre os 79 municípios sul-mato-grossenses (ver aqui).

Foram analisados três critérios: índice sobre a capacidade pagamento (Capag), poupança corrente líquida (relação entre despesas e receitas) e despesas com pessoal. Campo Grande foi reprovada nos três itens. Destaque foi Sonora, na região norte, com os três melhores índices entre as 79 cidades.

Marquinhos Trad não vai depor e escapa de protesto de mulheres

Nesta quarta-feira (21), as 14 horas estava marcado depoimento do candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul Marquinhos Trad (PSD) sobre as acusações de assédio sexual pelas quais é investigado. No entanto, a defesa teria feito pedido para adiar o depoimento e o candidato não compareceu.

A defesa teria feito pedido para adiar o depoimento e o candidato não compareceu

O ex-prefeito é investigado por estupro e favorecimento à prostituição que teriam sido cometidos no período em que ele era Chefe do Executivo.

A intimação do ex-prefeito de Campo Grande ocorreu nesta segunda-feira (19) e foi recebida pelas advogadas dele, Andreia Flores e Rejane Alves de Arruda.

A delegada da Deam, Maira Pacheco disse que não poderá dar mais detalhes porque o inquérito segue em segredo de justiça, mas as investigações estão em andamento e a polícia está apurando todos os possíveis casos imputados ao ex-prefeito.

“Estamos averiguando as situações para passar as informações corretas para a sociedade posteriormente”, afirmou.

Por volta das 13h30, um grupo de mulheres “Gritando por Justiça” estava reunido em frente à Delegacia de Defesa da Mulher (Deam) manifestando contra Marquinhos Trad.

As mulheres estavam com cartazes e hashtags contra a violência sexual e gritando por justiça. A líder, Cleonice Costa Silva, de 55 anos, pede para que todas as mulheres se unam na defesa da mulher que está sendo vítima de violência.

“Nós queremos justiça, porque um político deve ter lealdade e respeito ao povo que o elegeu. Nosso grito surgiu pelo nosso Estado ocupar o primeiro lugar em feminicídio. Isso é um absurdo”, diz indignada.

“Estou chocada com a atitude da população sul-mato-grossense e campo-grandense por não reagirem, não cobrarem resposta ao feminicídio, à violência contra a mulher, aos estupros”, completa

O ex-prefeito Marquinhos Trad está sendo investigado há mais de um mês por suposto casos de abusos sexuais na Capital.

No dia 09 de Agosto, a Prefeitura Municipal de Campo Grande foi alvo da investigação. As equipes da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) e Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) estiveram no local.

No dia 31, quando o ex-servidor da Prefeitura de Campo Grande, Victor Hugo Ribeiro Nogueira da Silva, de 36 anos, foi preso por coagir testemunha a desmentir dpoimento dado à polícia.

A investigação foi aberta após as primeiras denúncias, feitas por quatro mulheres: duas de 32 anos, outra de 31, e uma mais jovem, de 21 anos. Marquinhos Trad admitiu relações extraconjugais, mas negou crime, classificando como mentirosas as denúncias de assédio sexual atribuídas a ele e estratégias de adversários durante campanha eleitoral.