Juíza nega pedido da defesa e celular de Marcos Trad será periciado pela Polícia

O ex-prefeito de Campo Grande Marquinhos Trad (PSD) terá de entregar o celular para ser periciado pelo Instituto de Criminalísticas da Polícia Civil, referente a uma das sete ações a que ele responde por assédio sexual e crimes contra dignidade sexual.

A juíza Eucélia Moreira Cassal, da 3ª Vara Criminal de Campo Grande, negou pedido da defesa do ex-prefeito para que a Justiça faça perícia no telefone celular. Em despacho publicado nesta sexta-feira (10), a magistrada determina que as conversas do ex-prefeito com as sete mulheres serão periciadas pelo perito da Polícia Civil.

Juíza diz que polícia deverá fazer perícia no celular do ex-prefeito. Marquinhos queria a nomeação de perito judicial (Foto: Gerson Oliveira Correio do Estado

A apreensão do aparelho para análise foi determinada pela juíza em dezembro do ano passado na ação penal por assédio sexual e importunação sexual. As advogadas pediram que a perícia fosse realizada por um perito indicado pelo juízo.

“O pedido defensivo de que a perícia seja realizada por perito nomeado pelo Juízo não comporta deferimento, haja vista que compete à Autoridade Policial promover as medidas necessárias para colheita de provas e na hipótese o Instituto de Criminalística do Estado poderá realizar a tarefa, observando-se, por óbvio o sigilo de dados. Pelos mesmos motivos, o aparelho celular deverá ser entregue à Autoridade Policial e não em cartório judicial”, determinou a juíza.

Com isso, as conversas de aplicativo serão analisadas pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, comandada pela delegada Maíra Pacheco Machado, que deflagrou a investigação em junho do ano passado e causou desgaste na imagem política do então candidato a governador.

“A perícia deverá ser realizada pelo Instituto de Criminalísticas, por no mínimo dois peritos do Estado, mediante acompanhamento do assistente indicado pela Defesa. Observe-se que não haverá obrigação legal de intimação do assistente técnico, que deverá acompanhar os trabalhados e estar presente, querendo, por ocasião da perícia”, determinou.

“A extração do conteúdo deverá ser limitada aos fatos e pessoas indicadas no inquérito policial n 3007/2022 ação penal n. 0030589-93.2022.8.12.0001, razão pela qual não há necessidade de exclusão de qualquer aplicativo”, ressaltou a magistrada. Nesta ação, Marquinhos virou réu pelo assédio contra sete mulheres.

“Qualquer impertinência quanto ao conteúdo dos dados coletados, passará pelo crivo judicial, que determinará o descarte apropriado do material”, alertou a magistrada.

Veículo que levou estudante de medicina até local de assassinato passa por perícia

A polícia segue com as investigações sobre o homicídio brutal de Anderson Hugo Pereira Félix, 29 anos, e apreendeu nesta quarta-feira (26) o veículo VW Golf, de cor prata, que teria levado o estudante de medicina até o local onde foi morto.

O veículo apreendido pela Polícia Civil de Ponta Porã será encaminhado para perícia a pedido do delegado Matheus Tarchetti Peixoto do 1° DP.

Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que Anderson entra no veículo em questão, que teria sido utilizado para levar o rapaz até o local da execução.

RELEMBRE O CASO
Anderson é da cidade de Tavares, interior de Paraíba e estava em Pedro Juan Caballero cursando medicina. Nas primeiras horas da manhã de 16 de outubro, o corpo de Anderson Hugo Pereira Félix, 29 anos, foi encontrado por populares na colônia Cerro Corá’i, zona rural de Pedro Juan Caballero, localizada na linha internacional que divide o Paraguai e o Mato Grosso do Sul.

O estudante estava em uma casa noturna na noite que antecede o crime, de onde saiu durante a madrugada de 16/10, no veículo apreendido.

Levantamentos feitos pela perícia indicam que a vítima teve a cabeça esmagada por uma pedrada, encontrada ao lado do corpo deixado em estrada de terra.

CÂMERAS DE MONITORAMENTO
Imagens do circuito de segurança da boate mostram o momento em que o brasileiro Moroni Dener Rodríguez Romero, 22 anos, sai da boate com a vítima e o leva até o veículo modelo Golf, de cor prata, porém, não entra no carro. Antes de ser levado, Anderson teria ficado no veículo cerca de 30 minutos com Silvano Meires Araújo, 35, que também estava na boate e é apontado como um dos ocupantes do carro.

Silvano foi encaminhado à polícia paraguaia.

À princípio, Moroni teria negado que tivesse estado no local com a vítima, mas após as forças de segurança paraguaias solicitarem as imagens, ele assumiu que ambos estavam muito bêbados e saíram juntos do estabelecimento.

Desde a quarta-feira (19), o brasileiro Moroni Dener Rodríguez Romero, está preso, acusado de envolvimento no caso. Entretanto, conforme informado pelo Dourados News, amigos e familiares moradores em Ponta Porã divulgaram uma nota de manifesto criticando a ação a polícia paraguaia e frisando total inocência de Moroni.

Na manhã desta terça-feira (25), a família de Moroni fez atos pedindo pela liberdade do suspeito.