Mulher é baleada ao reagir a assalto ao sair para jogar lixo

O caso aconteceu em Ponta Porã, e de acordo com a polícia, os suspeitos tentaram roubar o celular da vítima

Uma jovem, de 21 anos, foi baleada enquanto retirava o lixo de sua casa, na noite dessa quarta-feira (22), em Ponta Porã (MS), a 313 quilômetros de Campo Grande. De acordo com boletim de ocorrência, a vítima foi socorrida e levada para o Hospital Regional do município.

Conforme informações, a mulher teria saído da residência para retirar o lixo por volta das 19h, momento em que dois homens se aproximaram e a abordaram, anunciando um assalto.

Mulher baleada em cama de hospital (foto Divulgação)

A vítima contou que os suspeitos tentaram roubar seu celular, e durante a ação, ela teria reagido, sendo baleada no ombro esquerdo.

Ao ser atingida, a jovem caiu no chão e os suspeitos fugiram do local sem levar o celular.

Um desconhecido que passava pelo local socorreu a vítima e a levou para o hospital, onde a mesma segue em observação e fora de risco.

O caso foi registrado na 1ª Delegacia de Polícia Civil de Ponta Porã e será investigado.

 

Ação pede bloqueio de R$ 100 milhões de Marcos Trad por suposta fraude

‘Até hoje Campo Grande está mantendo e executando um contrato ilícito, superfaturado e que serviu para o evidente locupletamento dos familiares do ex-prefeito’, diz a ação

A ação foi impetrada pelo advogado Enio Martins Murad, ex-secretário do MPC-MS (Ministério Público de Contas de Mato Grosso do Sul), Indica suposta fraude na concessão da coleta de resíduos sólidos realizada pela Solurb, ação popular pede o bloqueio de R$ 100 milhões de Marquinhos Trad. O processo contra o candidato a governador corre na Justiça desde 23 de setembro.

A ação demonstra que o ex-prefeito executou um contrato ilícito e superfaturado Foto Divulgação

“Em face do direcionamento e superfaturamento do contrato, além do pagamento de propina para diversos agentes públicos”. Assim, lembra que o contrato de 2012 firmado com a Solurb, foi anulado pelo Decreto 13.027/16, assinado pelo então prefeito Alcides Bernal.

Além do candidato ao Governo do Estado pelo PSD, respondem à ação os Conselheiros do Tribunal de Contas de MS, Ronald Chadid e Osmar Jeronymo, e a CG Solurb Soluções Ambientais SPE Ltda.

 Superfaturamento

A ação destaca que no primeiro ano do mandato como prefeito, Marquinhos Trad editou o decreto nº 13.040/17 após medida liminar do TCE-MS (Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul). No texto, foi suspenso o decreto de Bernal, firmando novamente o contrato com a Solurb.

“Até hoje o Município de Campo Grande-MS está mantendo e executando um contrato ilícito, superfaturado e que serviu para o evidente locupletamento dos familiares do ex-prefeito bem como de afins daquele alcaide”, sustenta o advogado.

Além disso, a ação afirma que houve favorecimento de Nelsinho Trad, irmão do então prefeito da Capital. Enio destaca que Marquinhos “favoreceu seu irmão (beneficiário de cem milhões em propina do contrato com a Solurb) no momento que suspendeu os efeitos do Decreto n. 13.027/2016, retomando os pagamentos ilícitos e superfaturados”.

No processo, a ação ainda afirma que houve “recebimento de propina por parte dos Conselheiros para o favorecimento do consórcio CG Solurb”. ‘Esquema Bilionário do Lixo da Capital’ é como o advogado denomina as ações.

Bloqueio e suspensão

Então, pede que sejam suspensos os efeitos do decreto de 2017, assinado por Marquinhos. “Bem como todos os atos posteriores, em face do que fora apurado com o pagamento de propina aos Conselheiros do TCE-MS”, diz o documento.

Além disso, é solicitada ‘perícia técnica para verificação dos valores superfaturados de acordo com Sentença Judicial e planilhas apresentadas pelo Ministério Público Estadual’. Por fim, o advogado pede bloqueio e indisponibilidade de R$ 100 milhões de Marquinhos Trad e outros requeridos.

 

Vídeo: Vereador critica letargia da Prefeitura ao dizer que “ela joga dinheiro no lixo”

O vereador Clodoilson Pires voltou a lembrar na sessão de ontem (20) da Câmara Municipal de Campo Grande, a paradeira que está vivendo a prefeitura de Campo Grande, que não respeita os recursos advindos dos impostos municipais, que segundo ele “estão sendo jogados no lixo “, afirmou.

O parlamentar falou da caótica situação da atual gestão ao enumerar as obras no Centro da Capital. Ele aponta que a descontinuidade dos trabalhos torna evidente a falta de planejamento pelo executor da obra e também a falta de fiscalização por parte da Prefeitura. “O comerciante, que já foi penalizado há dois anos por conta da pandemia, agora, por conta das obras, é penalizado pela má administração”, afirmou Clodoilson.

 

Não é somente a área Central que tem sofrido com as obras inacabadas, antes, as reclamações têm vindo de toda a cidade. Clodoilson Pires exemplifica a fala com os casos da Emei abandonada no bairro Nova Campo Grande e a situação do Centro de Belas Artes“.

Ele ainda enumerou que Campo Grande tem 33 obras paralisadas. Os setores mais atingidos são a educação e a assistência social que são os pilares de qualquer gestão séria. A Folha de Campo Grande fez levantamento a dois meses e contou 35, contudo a assessoria do vereador informou que pegou a listagem atualizada.

Para ele a vergonha é que Campo Grande tem 8 mil crianças esperando uma vaga na rede municipal, ao comparar com Curitiba (PR), que “o trabalho do secretário de Educação é tão bom que os pais tiram os filhos das escolas particulares e buscam vagas na pública, aqui o que se vê que estão jogadas ao Deus dará”, disparou.

Na assistência social:

Reforma dos CRAS: Jardim Botafogo, Canguru, Zé Pereira, Guanandi, Vila Popular, Vida Nova e Vila Gaúcha.

Na educação:

Reforma da Escola Municipal Danda Nunes, construção das escolas na Vila Nathalia e Parati. Construção das EMEIS na Vila Popular, Talismã, Jardim Inápolis, Anache, Oliveira 3, Jardim Radialista, Moreninhas, Jardim Colorado e Jardim Serraville.

“Além disso, temos reformas em terminais, conclusões de estações de embarques/desembarques, corredores de transporte coletivo, reformas de parques, controle de enchentes, entre outros”, calculou.