Ações que garantem segurança nas escolas continuam em MS

A intensificação no policiamento e nas rondas realizadas pela PM (Polícia Militar) também ocorreu nas proximidades das escolas municipais e particulares da Capital e do interior

As ações desenvolvidas para garantir a segurança nas escolas da REE (Rede Estadual de Ensino), além de atender as unidades das redes privada e municipal, terão continuidade em todo o Mato Grosso do Sul.

O foco do atendimento ocorreu na semana passada, com reforço na segurança em todas as 348 escolas da REE – que funcionaram normalmente, inclusive na quinta-feira (20).

Em março, logo após o início das aulas da REE, foi anunciada a expansão do programa “Escola Segura, Família Forte” (Foto Bruno Rezende)

As equipes do programa “Escola Segura, Família Forte” e do NISE (Núcleo de Inteligência de Segurança Escolar), além da patrulha do COSI (Centro de Operações de Segurança Integrado), atuaram de forma efetiva em Campo Grande e no interior do Estado.

A intensificação no policiamento e nas rondas realizadas pela PM (Polícia Militar) também ocorreu nas proximidades das escolas municipais e particulares da Capital e do interior.

Enquanto a manutenção das ações é formalizada, o NISE mantém o trabalho que terá desdobramentos. “A atuação é em três frenes, de coleta e análise de dados, produção de conhecimento e proposição de ações e políticas de longo prazo que visem melhorar a segurança nas escolas”, explicou o coronel Carlos Hudmax, coordenador do Núcleo de Inteligência de Segurança Escolar.

O NISE é composto por policiais, professores e psicólogos, que juntos vão estudar os fenômenos, compilar dados e transformar em conhecimento para apoiar polícias públicas voltadas ao aprimoramento da segurança escolar.

Outra frente de trabalho do Núcleo é de visitas técnicas e atendimento psicossocial aos alunos. Além disso, foi apresentado à SED (Secretaria de Estado de Educação), um plano de capacitação da comunidade escolar, melhorias nas instalações, propiciando maior possibilidade de defesa em caso de crise.

“Pretendemos fazer uma linha do tempo, marco inicial e avaliação periódica, para verificar o que está dando certo e o que precisa de melhoras de forma global”, disse Hudmax. “A segurança será como sempre foi, o que mudou é a prioridade de atendimento. O patrulhamento escolar do programa ‘Escola Segura, Família Forte’, deve ser reforçado e ampliado”.

O Núcleo de Inteligência de Segurança Escolar funciona no Centro de Operações de Segurança Integrado, que é responsável pelo videomonitoramento de 245 escolas da REE – que tem 348 unidades em MS, com mais de 185 mil alunos. A previsão é que este monitoramento chegue a 298 escolas até o final de abril.

Escola Segura, Família Forte

Em março, logo após o início das aulas da REE, foi anunciada a expansão do programa “Escola Segura, Família Forte”, realizado pelo Governo do Estado, por meio da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) e da PM (Polícia Militar). A previsão é de que, em 2023, sejam atendidas 128 escolas da REE e da Reme (Rede Municipal de Ensino), em Campo Grande.

Até o ano passado eram atendidas 31 escolas estaduais e 29 municipais, mas a partir de agora serão, respectivamente, 78 e 55 unidades escolares atendidas. Com a expansão, a previsão é de beneficiar aproximadamente 100 mil alunos dos ensinos fundamental e médio da Capital.

A rede de comunicação entre a comunidade escolar e o programa ocorre por meio de celulares disponíveis nas viaturas, além de um tablet que serve para o policial registrar toda e qualquer ocorrência dentro e no entorno das escolas. No total são seis equipes de atendimento em todas as regiões da cidade. Os diretores das escolas estão inseridos num aplicativo de mensagens que facilita a comunicação.

O patrulhamento escolar é feito por policiais militares levando em consideração dados de inteligência da Sejusp. Além da ronda no entorno das escolas na entrada e saída dos alunos, o programa promove a aproximação da comunidade escolar com a polícia e contribui para a redução dos conflitos no âmbito escolar.

Ação conjunta garante segurança nas escolas em Campo Grande e no interior

As ações de prevenção e segurança nas escolas de Mato Grosso do Sul contemplam unidades das redes públicas e particulares de Campo Grande e do interior. Para atender ocorrências e denúncias envolvendo as unidades escolares o Governo do Estado, por meio da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), realiza o monitoramento e acompanhamento dos casos por meio da sala de situação que funciona no Ciops (Centro Integrado de Operações de Segurança).

O gabinete de gestão de incidentes no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) envolve a Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Guarda Civil Metropolitana, além da SED (Secretaria de Estado de Educação), representantes do programa “Escola Segura, Família Forte”, Semed (Secretaria Municipal de Educação), Conselhos Tutelares e da rede particular de ensino.

Sala de situação da Segurança Pública no Ciops (Foto Bruno Rezende)

“A sala de situação tem o objetivo de coletar as diversas denúncias e ameaças que as escolas de todo o Estado estão sofrendo. E após coletar a gente faz os encaminhamentos para as polícias Militares, no interior, para a Polícia Civil, Setor de Inteligência que está investigando”, afirmou o coordenador estadual de gestão escolar da SED, Adalberto Nascimento.

O trabalho conjunto auxilia na resposta aos casos, e no pronto encaminhamento dos responsáveis e familiares – caso sejam crianças e adolescentes – para os devidos registros. “A SED está trabalhando diretamente com a Sejusp e todas as forças policiais para que nesse momento, que temos situação de denúncia e ameaça, elas sejam imediatamente abordadas sejam averiguadas e solucionadas”, pontuou Nascimento.

A subcomandante da PM, coronel Neidy Nunes Barbosa Centurião, esclarece que a identificação e o encaminhamento dos autores de ameaças é parte da ação conjunta. “Todos estamos atuando de forma integrada, em Campo Grande e no interior, com a mesma técnica. Os diretores vão receber orientações específicas, vamos realizar cursos para implantar práticas nas escolas. E oriento para que todos os casos sejam comunicados pelas escolas e assim faremos o encaminhamento, inclusive dos responsáveis”.

Além das ações de segurança, a participação dos pais e da família é fundamental. Por isso a orientação é para que as aulas sejam mantidas em todas as redes. “No dia 20 queremos que todos estejam nas escolas. A educação não pode parar. Não podemos e não vamos deixar que ameaças de jovens que entram na onda da internet e que a família não está cuidando, afetem a educação”, afirmou o secretário de Estado de Educação Hélio Daher.

Para garantir a atuação integrada, incluindo a Capital e o interior, o BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais) inicia hoje uma série de visitas nas escolas da REE (Rede Estadual de Ensino), REME (Rede Municipal de Ensino) e rede particular e também um treinamento para os oficiais da PM.

“São dois planos a curto e médio prazo. De imediato vamos visitar as escolas e verificar a arquitetura, dar orientações de mudanças para rota de fuga e evasão para alunos e funcionários. E além disso, vamos treinar os policiais para atuarem como multiplicadores, e assim garantir o atendimento de todas as escolas em todo o Estado”, afirmou o comandante do BOPE, tenente coronel Vinícius de Souza Almeida.

Na próxima semana, começa o treinamento para os funcionários das escolas realizado pelo BOPE. Serão 24 trabalhadores da educação que vão receber instruções especificas durante dois dias.

Plano de Segurança nas escolas de MS inclui monitoramento total por câmeras e botão do pânico

Polícia Civil explica que identificou autores de ameaças violentas e pede para que responsáveis olhem mochilas dos alunos

O governo de Mato Grosso do Sul anunciou nesta quarta-feira (12) um pacote de ações para ampliar a segurança e coibir a violência nas escolas do estado. Algumas das medidas são voltadas para a rede pública de ensino, em especial, a estadual, e outras também contemplam as instituições privadas.

Coletiva em que governo de MS apresentou plano de segurança para escolas — Foto: Reprodução

Entre as medidas anunciadas estão: monitoramento total das escolas, inclusive, dos portões de acesso e das cercanias; botão do pânico para acionamento de equipe policial que estará no local em no máximo seis minutos; entrada em operação até o fim do mês de central de monitoramento que acompanhará 298 escolas da rede estadual 24 horas por dia; implantação de núcleos de pesquisa e prevenção a acidentes de inteligência e segurança escolar na secretaria estadual de Educação; elaboração de cartilhas de orientação e procedimentos para alunos, pais e funcionários; ampliação do programa Escola Segura, Família Forte; capacitação para funcionários e professores; atuação preventiva da Polícia Civil para identificar por meio dos serviços de inteligência autores de supostas ameças e incitações e também aqueles que divulgam informações falsas, principalmente em redes sociais, causando alarde e insegurança; visita prévia de equipes da PM a todas as equipes para orientação e abordagens técnicas; apoio multiprofissional as pessoas para situações que ocorram nas escolas.

O Plano Estadual de Segurança nas Escolas, foi anunciado pelo governador Eduardo Riedel, o secretário estadual de Educação, Hélio Daher, a delegada-geral adjunta de Polícia Civil, Rozeman Geise Rodrigues de Paula, da subcomandante-geral da PM, coronel Neidy Nunes Barbosa Centurião; do presidente da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul), Valdir Couto de Souza Júnior e do presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro.

O governador Eduardo Riedel ressaltou ainda a importância do papel das famílias na prevenção a violência nas escolas. “Nenhum instrumento, nenhuma ação vai substituir a participação dentro de casa. É claro que não temos o controle de tudo, mas queremos que as famílias estejam atentas neste momento, que possam estar conversando com seus filhos”.

Estiveram presentes no lançamento autoridades de todo o estado, como o deputado e presidente da Assembleia Legislativa (ALEMS) Gerson Claro, a coronel Neidy Nunes Barbosa Centurião e o presidente da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul) e Prefeito de Nioaque, Valdir Couto de Souza Júnior.

A coronel Neidy Centurião explica que a Polícia Militar realiza rondas diárias nas escolas. “Os policiais todos os dias vão até as escolas, para orientação e até abordagem dos alunos”, declara. O patrulhamento escolar é feito por policiais militares levando em consideração dados de inteligência da Sejusp.

Riedel discute com secretários o plano de segurança nas escolas

O plano a ser anunciado deve envolver uma série de ações como resposta rápida aos recentes incidentes em unidades escolares

O governador Eduardo Riedel (PSDB) se reuniu no final da tarde de ontem (10) com o secretário de Educação, Hélio Daher, o adjunto da pasta, Edio Rezende, e com o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira, para discutir o pacote de ações para coibir a violência e promover segurança nas escolas estaduais. A divulgação do plano vai ocorrer na próxima quarta-feira (12) pela manhã.

Governador com os secretários de Educação e de Segurança Pública  (Foto: Saul Schramm)

O governo já desenvolve uma série de ações de segurança nas unidades da Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul. O plano de segurança a ser anunciado pelo governador deve englobar uma série de ações como resposta rápida aos recentes incidentes em unidades escolares.

Recentemente, o governador visitou o Centro de Monitoramento das escolas da Rede Estadual de Ensino, que fica em Campo Grande, no bairro Amambaí. O local tem o controle em tempo real das unidades que já dispõe de câmeras e sistema eletrônico. O número de unidades monitoradas deve chegar a quase 300 escolas ainda neste mês.

Uma das principais ações em execução é o programa “Escola Segura, Família Forte”, realizado pelo Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) e da PM (Polícia Militar), que atende 128 escolas da Rede Estadual de Ensino e da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande desde o início de março deste ano e que deve atender aproximadamente 100 mil alunos dos ensinos Fundamental e Médio da Capital.

A rede de comunicação entre a comunidade escolar e o programa ocorre por meio de celulares disponíveis nas viaturas, além de um tablet que serve para o policial registrar toda e qualquer ocorrência dentro e no entorno das escolas. No total são seis equipes de atendimento em todas as regiões da cidade. Os diretores das escolas estão inseridos num aplicativo de mensagens que facilita a comunicação.

O patrulhamento escolar é feito por policiais militares levando em consideração dados de inteligência da Sejusp. Além da ronda no entorno das escolas na entrada e saída dos alunos, o programa promove a aproximação da comunidade escolar com a polícia e contribui para a redução dos conflitos no âmbito escolar.

Vídeo: ‘Estrada Viva’ monitora rodovias e se preocupa com segurança dos animais

Entre as ações implantadas para reduzir atropelamentos de animais, a obra de pavimentação da MS-345 é destaque por ser um projeto piloto em MS

O monitoramento permanente das rodovias estaduais MS-040, MS-339, MS-178, MS-382, MS-345, MS-180, MS-473, MS-450 e MS-258, além da Estrada do Turismo em Bonito, é realizado como parte do programa “Estrada Viva – a fauna pede passagem”, com ações de mitigação de atropelamentos de animais silvestres para proteger a fauna e garantir a segurança das pessoas que utilizam as estradas.

As rodovias ligam Campo Grande e Santa Rita do Pardo (MS-040), Miranda e Bodoquena (MS-339), Juti e Iguatemi (MS-180), Nova Andradina a Taquarussu (MS-473), Estrada Parque de Piraputanga (MS-450) e ainda que dão acesso a Bonito (MS-178, Bodoquena; MS-382, Guia Lopes/Jardim e o trecho da Baía das Garças; MS-345, Anastácio – conhecida como Estrada do 21, a partir da BR-419), além do trecho entre Sidrolândia e o distrito de Anhanduí (MS-258, entre a BR-060 e BR-163) e a Estrada do Turismo em Bonito, que é municipal e dá acesso ao Rio Formoso.

Piraputanga, é uma das rodovias incluídas no Programa Estrada Vida

Entre as ações implantadas para reduzir os atropelamentos dos animais silvestres, a obra de pavimentação da MS-345 é destaque por ser um projeto piloto em Mato Grosso do Sul. A rodovia é a primeira construída considerando as normas do programa, com seis pontos de passagem específicos ao longo da estrada, que tem pouco mais de 100 quilômetros – entre a Estrada do 21 (saindo da BR-419) e Bonito.

A rodovia, quando estiver concluída, será o principal acesso ao município de Bonito, diminuindo do tráfego na MS-382 e MS-178

“É uma rodovia adequada para o trânsito seguro da fauna. Desde a base ela foi pensada e segue as diretrizes do programa Estrada Viva, com os locais para que os animais passem. A partir de 2021, todas as rodovias que foram construídas pelo Estado, passaram a seguir essas regras”, pontuou o professor Afrânio José Soares, da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) de Aquidauana, coordenador do “Estrada Viva”.

As ações nas rodovias são desenvolvidas desde 2016 em parceria com o Cemap/UEMS (Centro de Estudo em Meio Ambiente e Áreas Protegidas), que cataloga as espécies atropeladas e identifica os principais pontos de passagem dos animais para propor medidas preventivas e de mitigação dos incidentes.

O trabalho foi expandido a partir de dezembro de 2021, quando o Governo do Estado iniciou o processo de criação de um manual com orientações técnicas para proteger animais silvestres de atropelamentos, elaborado em parceria com ONGs (Organizações Não-Governamentais) ambientais.

Atualmente as orientações técnicas para a elaboração dos projetos de pavimentação e revitalização de rodovias no Estado são colocadas em prática com o uso do “Manual de orientações técnicas para mitigação de colisões veiculares com a fauna silvestre nas rodovias de Mato Grosso do Sul”. O documento é utilizado como base na contratação de projetos viários para que novas obras tenham dispositivos de segurança para os animais previstos em projetos executivos.

“Todos os projetos executados pelo Governo do Estado têm que respeitar esse manual. Proteger a vida silvestre de atropelamentos é muito importante, assim como dar segurança às pessoas que transitam pelas rodovias. Faz parte do plano de governo, os investimentos na infraestrutura de Mato Grosso do Sul, mas também no cuidado com a vida silvestre”, destacou o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Hélio Peluffo.

O “Estrada Viva” é um programa ligado a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos). Três rodovias estão em obras no Estado, e utilizam as diretrizes do manual de orientações técnicas, a MS-345 (Estrada do 21), da MS-382 (Baía das Garças) e a Rodovia do Turismo, todas em Bonito. Entre as principais ações desenvolvidas para a proteção dos animais estão as passagens superiores e inferiores para a fauna ao longo das rodovias e as cercas guias em pontos específicos.

“Além do monitoramento outras ações são importantes, como o hospital veterinário para animais silvestres em Campo Grande, para atender a fauna. E também, nos três últimos anos, muitas áreas foram transformadas em parques. Além da questão da estrada, tem o local para os animais habitarem”, explicou o veterinário que atua no programa, Márcio César Seixas.

Adaptações em rodovias pavimentadas

Além de passarem a valer para novos projetos viários, as orientações do manual foram colocadas em prática em estradas estaduais já pavimentadas e que possuem problemas com atropelamentos de animais de espécies ameaçadas de extinção.

Este foi o caso na MS-450, conhecida como Estrada Parque, que passa pelos distritos de Palmeiras, Piraputanga e Camisão, até chegar em Aquidauana. O monitoramento da região é continuo e por meio de parceria com a PMA (Polícia Militar Ambiental), os técnicos do “Estrada Viva” também realizam o transporte de animais silvestres para o CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres), em Campo Grande.

“É um trabalho importante que é realizado, garantindo que os animais recebam o atendimento adequado”, afirmou o professor Afrânio. Quando a equipe de reportagem do Governo do Estado esteve na região de Aquidauana, três araras foram transportadas para a Capital.

Para o monitoramento das dez rodovias que fazem parte do “Estada Viva” são empregadas três caminhonetes – que foram entregues ao programa, em dezembro de 2021 – que ficam nas bases de Jardim, Aquidauana e Campo Grande.

Ações efetivas

O promotor de Justiça no município de Bonito, Alexandre Estuqui Júnior – com atuação na área de Meio Ambiente –, afirma que algumas ações implantadas já ajudaram a garantir a segurança dos animais, porém pontua situações preocupantes na região. “Telas e lombadas foram instaladas e aparentemente diminuíram os atropelamentos. Minha preocupação maior é nas estradas que vão para pontos turísticos, como a Gruta, e ainda nas que serão asfaltadas para outros locais de visitação. Caso não seja feito nada, muitos animais podem morrer”.

As estradas apontadas pelo promotor são municipais, a primeira – a Gruta do Lago Azul – dá acesso a MS-178 e a segunda – balneários ao longo do Rio Formoso – a MS-382. “Tem que ter esses programas de mitigação de fauna, é necessário. O Estado tem muita área verde, e o atropelamento de animais é intenso. Por isso ações para que animais e pessoas não sejam feridas e mortas, são importantes”.

“É um processo. O programa do Estado pretende mapear todas as estradas quanto ao risco e fazer um plano de ação para atuar nas estradas já construídas na questão da diminuição desses riscos. A gente vai ter um mapa de alerta que vai informar a Agesul aonde atuar conforme a necessidade, onde é mais importante. Os monitoramentos estão sendo feitos, porém é necessário fazer as avaliações da eficiência da intervenção, os estudos”, finalizou o professor Afrânio.

Riedel e ministro da Justiça se reúnem para discutir segurança de MS

O encontro foi realizado no Ministério da Justiça e contou com a participação da ministra do Planejamento, Simone Tebet, e do chefe da Casa Civil, secretário Eduardo Rocha

O governador Eduardo Riedel se reuniu nesta quarta-feira (8) com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, em Brasília, para discutir questões de interesse de Mato Grosso do Sul, especialmente no que diz respeito a ações com foco na segurança pública, e recebeu do ministro compromisso de construção de ao menos dois novos presídios no Estado.

O governador revelou que dois assuntos principais estiveram na pauta (Foto Guilherme Pimentel)

O encontro foi realizado no Ministério da Justiça e contou com a participação da ministra do Planejamento, Simone Tebet, e do chefe da Casa Civil, secretário Eduardo Rocha. Dino também afirmou que Mato Grosso do Sul é prioridade na segurança nacional, especialmente por seus mais de 1,5 mil km de fronteira com Paraguai e Bolívia.

O governador revelou que dois assuntos principais estiveram na pauta. Riedel pontuou que discutiu com o ministro questões ligadas à segurança na extensa faixa de fronteira no território sul-mato-grossense, como por exemplo o aumento da população carcerária no Estado, e solicitou apoio na construção de presídios, viaturas e equipamentos para as forças de segurança que possam ser fornecidos pela União.

A outra pauta disse respeito à questão fundiária e de comunidades indígenas. “É um tema que é sensível, e a solução passa pelo Ministério da Justiça e ministro com boa vontade de compreender e buscar os caminhos para que a gente solucione de uma vez por todas os conflitos no Estado”, afirmou o governador de Mato Grosso do Sul.

O Chefe do Poder Executivo Estadual ainda cumpre uma série de agendas e compromissos públicos na Capital Federal para discutir projetos estruturantes.

Mulheres na Segurança inspiram e motivam com competência e serviço à população

Trajetórias distintas, mas sobretudo inspiradoras, revelam a vida de grandes mulheres que hoje, além de comporem o quadro das Forças de Segurança Pública do Estado, se destacam como exemplo de competência e determinação, cumprindo com excelência o serviço à população.

Cargos antes exclusivamente masculinos, hoje contam com a presença feminina. Em Mato Grosso do Sul, entre os exemplos desta realidade, está a subcomandante da Polícia Militar, Neidy Nunes Barbosa Centurião, a primeira mulher a assumir esta função e também a primeira policial a conquistar a mais alta patente da corporação, a de Coronel.

Coronel Neidy Centurião, a primeira mulher subcomandamente da PMMS e a conquistar a mais alta patente da corporação Foto Saul Schramm

Em outro exemplo inspirador do “sexo nada frágil” é o cargo para delegado-geral-adjunto da Polícia Civil, desde 2021 função desempenhada pela delegada Rozeman Geise Rodrigues de Paula. Em 39 anos de história da Instituição, apenas duas mulheres assumiram este posto, o mais importante da Polícia Civil, e Rozeman é uma delas.

Indo da terra para o ar, em outro cenário majoritariamente masculino, está a capitã da Polícia Militar, Letícia Raquel Lopes Ramos, há dois anos atua como piloto de avião, integrando o Grupo de Patrulhamento Aéreo (CPA), serviço ostensivo de policiamento do Estado, subordinado à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

No Dia das Mulheres, conhecer histórias reais de luta e determinação, inspiram e motivam outras mulheres a darem seu melhor todos os dias.

Subcomandante da Polícia Militar

“Estamos ocupando os mesmos espaços e as mesmas condições. Sempre procurei fazer a minha parte, fazer o máximo que pude e hoje eu colho os resultados disto. Conquistei o meu sonho que era ser coronel da Polícia Militar. Somos os limites dos nossos sonhos, mas é preciso colocar a mão na massa”, ressaltou com orgulho da sua história a subcomandante da Polícia Militar, coronel Neidy Nunes Barbosa Centurião.

Com a simplicidade do campo, hoje a coronel Neidy faz questão de frisar que a educação no seio familiar, pautada em muitas tarefas na lida da fazenda, já aos 10 anos de idade, deram a ela tranquilidade para superar obstáculos que poderiam ter sido mais difíceis de se vencer.

Nascida na beira do Rio Taquari, em Coxim, em uma casa de madeira de pau a pique, a subcomandante da PM diz que a educação paterna era rígida, mas apesar disso também trazia o elogio como uma grande recompensa e tornava o esforço aprazível.

“Meu pai era duro, mas sempre conversava muito com a gente. Ele sempre nos dava serviços para fazer na fazenda. E eu comecei cedo, com 10 anos. Mas sempre que terminávamos alguma das tarefas, ele elogiava e dizia: ‘Está muito bom. Se você não tivesse feito, ainda estaria do mesmo jeito’”, lembra ela.

Depois da família se mudar para Costa Rica, o pai da subcomandante almejava para os filhos um futuro melhor e decidiu investir nos estudos, desta vez na Capital. “A consequência disso foi entrar na Polícia Militar aos 17 anos. A academia para mulheres era em São Paulo e eu fiquei lá por quatro anos”.

Ser mulher nunca foi um problema dentro da corporação, lembra a coronel. “Não havia preconceito. Pelo contrário, sempre fui acolhida. No entanto, nas ruas a história era diferente. Nem todos me respeitavam por eu ser mulher. Até mesmo durante as abordagens policiais, eu tinha que delegar o que era minha função para os meus colegas, tudo para evitar resistência contra mim”, lembra.

Vivendo de forma leve os percalços da profissão, a coronel conta que “levar na esportiva” era o melhor a ser feito. “Quando eu me deparava com algum tipo de resistência, pelo fato de ser mulher, eu sempre levava na esportiva. Então, apesar de saber que existem muitas mulheres que sofrem na profissão, é importante não desistir, não abaixar a cabeça e seguir em frente, dando sempre o melhor de si”.

Delegada- geral adjunta da Polícia Civil

Mais uma carreira de sucesso, Rozeman assumiu como delegada-geral adjunta em março de 2021.  Se inspirou na família, na irmã – que também é delegada -, e hoje como adjunta da Polícia Civil se orgulha por ter preservado “valores inegociáveis” durante os anos de carreira.

“Dentro da minha profissão sempre preservei meus valores, valores inegociáveis. Valores familiares, valores que aprendi com a minha irmã, como a honestidade. Sempre trilhando meu caminho no tempo necessário, sem prejudicar os outros, respeitando o meu tempo, o meu momento e o momento dos que estavam próximos a mim. Aprendi a nunca me corromper por dinheiro ou por qualquer outra coisa. Nunca pisei em ninguém para chegar onde eu queria”, ressalta.

Delegada-geral adjunta Rozeman Geise Rodrigues de Paula Foto Saul Schramm

Pós-graduada em Gestão de Segurança Pública, Rozeman já atuou no interior do Estado e esteve à frente de unidades importantes da Polícia Civil como a Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (DEAIJ), Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista (DECAT), Academia de Polícia Civil (Acadepol), Corregedoria Geral de Polícia e Delegacia de Pronto Atendimento e Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Defraudações, Falsificações, Falimentares e Fazendários (DEDFAZ).

Assim como a coronel Neidy, a delegada Rozeman lembra que o fato de ser mulher, em momento algum, foi um problema dentro da Instituição. “Nunca passei por episódios de preconceito, pelo contrário, sempre vivi o respeito e sempre fui respeitada”, frisa. “Sabemos que muitas mulheres ainda passam por isso, mas a história tem sido mudada e levantar a cabeça é necessário”.

Rozeman fez questão de ressaltar que “não foi fácil conciliar a vida de mãe, esposa e profissional. Mas sempre soube que seria difícil. Se fosse fácil, qualquer um faria”.

Piloto do GPA

Aos 37 anos, a capitã Letícia é hoje uma das poucas mulheres piloto das Forças de Segurança do Estado. Integrante do Grupo de Patrulhamento Aéreo (CPA), a capitão relata que a influência começou cedo, ao lado do pai, também profissional da aviação, piloto privado. Apesar do contato com o universo aéreo ainda na infância, o primeiro sonho de Letícia foi se tornar militar, a aviação surgiu depois.

“Desde pequena eu sempre quis ser militar e o sonho da aviação nasceu anos depois, por influência direta do meu pai. Eu entrei na PM aos 23 anos. Um dia meu pai viu uma mulher piloto do Corpo de Bombeiros e me disse ‘você devia tentar’”, lembra ela.

Capitã Letícia Raquel Lopes Ramos, há dois anos atua como piloto de avião do GPA Foto arquivo pessoal

A capitão decidiu ouvir a voz paterna, mas antes precisaria subir alguns degraus. “Meu pai levava eu e meus irmãos para voar com ele e eu já estava bem acostumada. Quando ele me disse que deveria tentar ser piloto, naquele momento, eu acreditei que poderia ser feliz na aviação. Um dia, durante uma operação do Grupamento, estive próximo aos pilotos e aquilo tudo me encantou. Mas ainda soldado da PM, eu tive que fazer o Curso de Formação de Oficiais (CFO), já que somente oficiais poderiam ser do grupo de aviação”.

Depois do CFO, a capitã Letícia fez o curso teórico da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), no contra turno do serviço na PM. Enfim, chegou a a formação prática e já são dois anos no GPA. Hoje, mãe de uma menina de 1 ano e 10 meses, a capitã se sente realizada. “Meu sonho era ser militar e depois aviadora. Sou feliz pelas minhas conquistas”.

Segurança da posse de Lula será revista após bomba em Brasília

Futuro ministro da Justiça, Flávio Dino garantiu que a posse ocorrerá “em paz”

Futuro ministro da Justiça, Flávio Dino afirmou que os procedimentos de segurança da posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva serão reavaliados e reforçados após a tentativa de ato terrorista com um dispositivo explosivo em Brasília. Em uma publicação nas redes sociais na noite deste domingo, 25, Dino garantiu que a posse de Lula vai ocorrer “em paz” e que “o combate a terroristas e arruaceiros” será intensificado.

“A posse do presidente Lula ocorrerá em paz. Todos os procedimentos serão reavaliados, visando ao fortalecimento da segurança. E o combate aos terroristas e arruaceiros será intensificado. A democracia venceu e vencerá”, escreveu o ex-governador do Maranhão em uma publicação em suas redes sociais.

Mais cedo, em outras publicações, Dino afirmou que os “acampamentos patriotas” viraram “incubadoras de terroristas” Foto: RD1

Embora não tenha assumido oficialmente o cargo, Dino acompanha de perto os desdobramentos da bomba localizada pela Polícia Militar do DF em uma estrada de acesso ao Aeroporto Internacional de Brasília. De acordo com a investigação da Polícia Civil, o principal suspeito de fabricar o dispositivo, o paraense George Washington de Oliveira Sousa, de 54 anos, admitiu ser apoiador do presidente Jair Bolsonaro e pretendia causar “tumulto” para chamar atenção para sua causa. A participação de outras pessoas está sob investigação, mas a polícia acredita que ele não agiu sozinho.

Mais cedo, em outras publicações, Dino afirmou que os “acampamentos patriotas” viraram “incubadoras de terroristas”, e adiantou que medidas estariam sendo tomadas e serão ampliadas. O futuro responsável pela Justiça também disse que iria propor que o Procurador-Geral da República e o Conselho Nacional do Ministério Público formassem grupos especiais para “combate ao terrorismo” e ao “armamentismo irresponsável”.

A investigação sobre o dispositivo explosivo está sob a responsabilidade da Polícia Civil do DF, mas o atual ministro da Justiça, Anderson Torres, afirmou que acionou a Polícia Federal para acompanhar as investigações e atuar “no âmbito de suas atribuições”. Único nome ligado ao bolsonarismo a comentar oficialmente o caso, Torres pediu que se aguardassem as conclusões oficiais para as devidas responsabilizações.

Desde a derrota de Bolsonaro, apoiadores do atual governo tem acampado no quartel general do Exército, em Brasília, e em outros prédios vinculados aos militares em diversas cidades do País. Sem aceitar a vitória de Lula, alguns insistem em pedir um golpe das Forças Armadas para impedir que o petista assuma o governo.

 

 

 

Capital coloca mais de 400 guardas civis nas ruas para reforçar segurança

O efetivo está atuando nas sete regiões da cidade desde o dia 7 de dezembro até 7 de janeiro de 2023

Com o objetivo de proporcionar uma maior segurança e como trabalho preventivo em razão das festividades de final de ano, com o Natal e o Ano Novo, a Prefeitura de Campo Grande realiza uma operação especial envolvendo 404 Guardas Civis Metropolitanos. O efetivo está atuando nas sete regiões da cidade desde o dia 7 de dezembro até 7 de janeiro de 2023.

Além da presença da GCMs, também são utilizadas câmeras de videomonitoramento Foto Divulgação

“A Operação Natalina foi pensada devido a expectativa do grande fluxo de pessoas nas diversas regiões da Capital e, principalmente no Centro. Tradicionalmente as pessoas buscam o comércio visando as compras e recreação. Além da segurança das pessoas, a Gerência de Fiscalização de Trânsito realiza trabalho preventivo para garantir um trânsito seguro e ágil”, pontuou a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes.

Além da presença física de GCMs, também são utilizadas câmeras de videomonitoramento, instaladas no quadrilátero central e ao longo de 1.700 metros da Rua 14 de Julho. A guarda civil conta com viaturas de duas e quatro rodas, em patrulhamento preventivo inclusive nos terminais, praças e logradouros. Os terminais receberão atenção especial da segurança pública, tendo em vista o grande número de pessoas que irão circular no mesmo período.

Segundo o secretário-adjunto da Sesdes (Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social), Anderson Gonzaga da Silva Assis, desde o dia 7 de dezembro, quando foi dado início a Operação Natalina, a circulação de pessoas no Centro da cidade teve um aumento de 20% já no primeiro final de semana. “O pagamento do 13º salário dos servidores municipais e trabalhadores das empresas privadas já trouxe as pessoas para o centro da cidade, principalmente no sábado e domingo”, explicou Assis.

A Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social (Sesdes), por intermédio da Superintendência do Comando da Guarda Civil Metropolitana (SCGC), fica responsável em proporcionar segurança das pessoas, com ponto base e rondas com emprego de logística, viaturas duas e quatro rodas (motos e veículos), micro-ônibus, monitoramento por câmeras e drones. As ações serão executadas em turno de 12 horas, iniciando às 10h até às 22h.

Com relação à logística, Superintendência do Comando da Guarda Civil Metropolitana empregará 42 viaturas, sendo duas e quatro rodas, 6 bicicletas, além de 1 micro-ônibus de base de apoio, no período previsto.

Valério Azambuja deixa o cargo de secretário de Segurança da Capital

De saída, Azambuja alega “caráter pessoal” em carta destinada à prefeita

O secretário de Segurança e Defesa Social, Valerio Azambuja, é o 7° a ser exonerado pela prefeita Adriane Lopes (Patriota). Ele pediu afastamento do cargo nesta quinta-feira (8) e divulgou carta sobre a decisão.

Valério deixou uma lista com as conquistas e os avanços da gestão, e falou sobre o legado a frente da pasta.

No documento, o secretário alega que a saída tem “caráter pessoal” e agradece a oportunidade de estar à frente da pasta.

Segundo Azambuja, com mais de 30 anos dedicados ao setor da segurança pública e trabalho reconhecido, o aceite para comandar a pasta em 2014 foi com objetivo de contribuir para a segurança pública dos campo-grandenses.

“Nestes oito anos à frente da SESDES, exerci meus misteres com dedicação, empenho, firme determinação e inúmeros sacrifícios; tudo no intuito de prestar serviços de relevância e de qualidade à Sociedade, de fazer jus à confiança e de estar à altura das expectativas a mim creditadas para a construção de uma cultura de Paz e de Justiça nesta Capital”.

Ele cita que resultados obtidos só foram possíveis com competência, esforço e dedicação de toda a equipe que o apoiou, composta por Adjunto, Conselheiros de Segurança das Regiões Urbanas, Superintendentes, Assessores, Corregedora, Ouvidor, Gerentes, Chefias, servidores e tantos outros Voluntários e Colaboradores.

Valério deixou uma lista com as conquistas e os avanços da gestão, e falou sobre o legado a frente da pasta.

“Deixo este legado, construído por muitas mãos que se somaram à empreitada, com a absoluta convicção e o expressivo orgulho que a Guarda Municipal Patrimonial que encontrei em 2014, elevada à Guarda Civil Metropolitana de Campo Grande, é hoje uma instituição modelo para as Guardas Municipais do Brasil; uma das forças de Segurança Pública mais presentes, de maior visibilidade com a frequente repercussão de sua atuação na mídia e de notório reconhecimento perante a Sociedade e os cidadãos”.

Ao final, ele agradeceu ao ex-prefeito Marquinhos Trad, e a prefeita Adriane Lopes. Além disso, Valério agradeceu a família, esposa e filhos.
Ainda não foi divulgado quem ocupará seu lugar na secretaria.