Riedel e ministro da Justiça se reúnem para discutir segurança de MS

O encontro foi realizado no Ministério da Justiça e contou com a participação da ministra do Planejamento, Simone Tebet, e do chefe da Casa Civil, secretário Eduardo Rocha

O governador Eduardo Riedel se reuniu nesta quarta-feira (8) com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, em Brasília, para discutir questões de interesse de Mato Grosso do Sul, especialmente no que diz respeito a ações com foco na segurança pública, e recebeu do ministro compromisso de construção de ao menos dois novos presídios no Estado.

O governador revelou que dois assuntos principais estiveram na pauta (Foto Guilherme Pimentel)

O encontro foi realizado no Ministério da Justiça e contou com a participação da ministra do Planejamento, Simone Tebet, e do chefe da Casa Civil, secretário Eduardo Rocha. Dino também afirmou que Mato Grosso do Sul é prioridade na segurança nacional, especialmente por seus mais de 1,5 mil km de fronteira com Paraguai e Bolívia.

O governador revelou que dois assuntos principais estiveram na pauta. Riedel pontuou que discutiu com o ministro questões ligadas à segurança na extensa faixa de fronteira no território sul-mato-grossense, como por exemplo o aumento da população carcerária no Estado, e solicitou apoio na construção de presídios, viaturas e equipamentos para as forças de segurança que possam ser fornecidos pela União.

A outra pauta disse respeito à questão fundiária e de comunidades indígenas. “É um tema que é sensível, e a solução passa pelo Ministério da Justiça e ministro com boa vontade de compreender e buscar os caminhos para que a gente solucione de uma vez por todas os conflitos no Estado”, afirmou o governador de Mato Grosso do Sul.

O Chefe do Poder Executivo Estadual ainda cumpre uma série de agendas e compromissos públicos na Capital Federal para discutir projetos estruturantes.

Riedel participa de reunião virtual que vai debater ICMS dos combustíveis

Reunião vai discutir discutir sobre o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) dos combustíveis

O Governador Eduardo Riedel (PSDB), participa hoje ás 17 horas de reunião virtual do Fórum Nacional de Governadores, para discutir sobre o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) dos combustíveis. Riedel espera esse encontro para poder se posicionar sobre o assunto em Mato Grosso do Sul.

Encontro está marcado para esta segunda-feira, às 17 horas

“Vamos discutir no Fórum de Governadores, tem discussões judiciais, tem discussões de acordo. Vai depender muito dessa reunião o nosso posicionamento ”, comentou.

Ainda de acordo com Riedel, os estados pediram R$ 45 bilhões de ressarcimento, mas a União tinha oferecido R$ 22 bilhões e depois ofereceu R$ 26 bilhões. “Estamos buscando entendimento, então, vai depender muito dessa reunião para tomada de decisão”, completa.

O assunto se refere à aprovação da Lei Complementar 194/2022, que passou a considerar essenciais os combustíveis, e da Lei 192/2022, que uniformizou as alíquotas do ICMS sobre combustíveis em todo o Brasil, impondo aos estados a aplicação da alíquota no piso. Mato Grosso do Sul na época reduziu a 17%.

Última reunião

No dia 26 de janeiro, Riedel se reuniu, em Brasília, com outros governadores para discutir a reforma tributária e ações no STF (Supremo Tribunal Federal). Já no dia 27 de janeiro, o governador se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para discutir sobre vários temas.

CCJR realiza primeira reunião do ano e emite pareceres favoráveis

Nesta quarta-feira (1) a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) se reuniu pela segunda vez – após reunião de eleição e posse – para a emissão dos primeiros pareceres aos projetos em tramitação da Casa de Leis. Outros 24 projetos foram distribuídos pela nova presidente Mara Caseiro (PSDB) para relatoria. A CCJR é a comissão que analisa todas as propostas apresentadas, verificando os aspectos legais e constitucionais, assim como se a redação é condizente com o assunto.

Reuniões da CCJR acontecem todas as quartas-feiras, as 8 horas no Plenarinho (Foto: Luciana Nassar)

Se aprovado por maioria dos membros da comissão, o parecer vai ao plenário para a votação de todos os deputados durante a Ordem do Dia. Se aprovado, o projeto é encaminhado à comissão específica que vai analisar o mérito, para então ser votá-lo em segunda discussão em plenário. Caso a CCJR vote por unanimidade a favor de um parecer que rejeite a tramitação da proposta, o projeto é imediatamente enviado para arquivo. Saiba mais lendo o Regimento Interno da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS).

Pareceres favoráveis

O relator João César Mattogrosso (PSDB) emitiu pareceres a dois Projetos de Decreto Legislativo (PDL). O primeiro, PDL 002/2023, de autoria da Mesa Diretora, reconhece a ocorrência do estado de calamidade pública no município de Ivinhema. O relatório foi favorável “haja vista impactos dos danos que atingiram o município”. O segundo, PDL 003/2023, da Mesa Diretora, também visa o reconhecimento de calamidade pública, desta vez no município de Ponta Porã, também atingido por intensas chuvas e ventanias. O relatório favorável justificou que a aprovação do projeto garantirá a reconstrução das áreas afetadas.

Ambos pareceres favoráveis foram aprovados por unanimidade e assim seguem livre tramitação. O deputado Junior Mochi (MDB), vice-presidente da CCJR, relembrou que a eles deve ser anexado um relatório da Defesa Civil justificando os danos dos eventos climáticos. Também participam da comissão os deputados Antonio Vaz (Republicanos) e Pedrossian Neto (PSD).

Ao final, a presidente Mara Caseiro pediu aos membros para que, nas próximas reuniões, quando o relatório já estiver disponível após análise da equipe jurídica, para que seja disponibilizado aos membros da CCJR com 24 horas de antecedência da reunião. “Para que assim todos possam de antemão analisar com qualidade. A agradeço mais uma vez os votos que recebei de todos os deputados para presidir essa tão importante comissão e espero contar com o apoio de cada um de vocês, para entregar agilidade, sempre dentro da Constituição, visando fazer o melhor para poder atender toda comunidade de Mato Grosso do Sul”, finalizou.

Em Brasília, secretário atua para agilizar avanços na obra da ponte sobre o Rio Paraguai

O secretário Jaime Verruck lembra que o estágio atual da construção da ponte é de 17% das obras concluídas

O Governo de Mato Grosso do Sul participou de reunião no Ministério das Relações Exteriores nesta segunda-feira (6), em Brasília, para tratar de um aditivo no Acordo Brasil-Paraguai, que abrange questões relacionadas a isenções tributárias e de facilitação da migração de trabalhadores, com o objetivo de viabilizar as condições necessárias para que as obras da ponte sobre o Rio Paraguai, que vai ligar o município de Porto Murtinho à cidade paraguaia de Carmelo Peralta, avancem com celeridade no lado brasileiro de forma a garantir a conclusão dos trabalhos dentro do cronograma estabelecido.

A ponte sobre o Rio Paraguai é fundamental para a viabilização da Rota Bioceânica

A reunião em Brasília contou com a participação do secretário Jaime Verruck, da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia), que representou o Governo de Mato Grosso do Sul; do ministro João Carlos Parkinson de Castro; do ministro Daniel Falcon Lins, da Divisão de Bolívia, Equador, Paraguai e Peru, do MRE; Alberto Zouvi, Consultor Legislativo do Senado Federal; Evandro Daltro, representando o consórcio binacional PIBRA (responsável pelas obras da ponte); Enio Motta Junior, auditor-fiscal da Receita Federal do Brasil, Superintendente-Adjunto da Receita Federal na 1ª Região Fiscal e consultores do Senado Federal

“Elaboramos uma proposta de aditivo sobre as questões tributárias e de migração. O avanço das obras da ponte exige uma facilitação da migração dos trabalhadores brasileiros ao Paraguai e do Paraguai para o Brasil. Inclusive para que a gente possa absorver a mão-de-obra de Porto Murtinho. Além disso, também precisamos incluir no acordo as isenções tributárias de ISS, ICMS e tributos federais sobre os insumos necessários para construção da ponte do lado brasileiro, dado que isso já ocorre no lado paraguaio”, informou o secretário Jaime Verruck.

Como resultado, foi definido o texto que será entregue pelo Ministério das Relações Exteriores para a devida consulta aos ministérios envolvidos. Em seguida, será encaminhado ao Senado Federal para finalização do aditivo do acordo internacional entre Brasil e Paraguai para a construção da ponte.

A ligação bioceânica é prioridade para o governador Eduardo Riedel. “A ponte sobre o Rio Paraguai é um projeto prioritário de nosso governo e essas questões envolvendo o acordo entre os dois países são fundamentais para o avanço das obras, por isso acompanhamos de perto. Seguimos agora na viabilização dos recursos necessários para a construção do acesso rodoviário até a ponte, a fim de que as duas obras tenham o mesmo cronograma de conclusão”, disse.

O secretário Jaime Verruck lembra que o estágio atual da construção da ponte é de 17% das obras concluídas. “A aprovação do aditivo, obviamente, é um processo que demora de 6 a 7 meses, mas isso não compromete o andamento das obras, dado que nós estamos propondo inclusive uma retroatividade dessa questão tributária para que possamos avançar, pois assim estava previsto no edital”.

Ponte sobre o Rio Paraguai

A ponte sobre o Rio Paraguai é fundamental para a viabilização da Rota Bioceânica. A obra é financiada pela usina Itaipu Binacional no valor de 616,836 milhões de guaraníes (cerca de US$ 90 milhões) e terá uma extensão total de aproximadamente 1.293 metros. No lado brasileiro, estão sendo feitos os preparativos para a execução das estacas. A central dosadora de concreto já está montada no lado brasileiro, juntamente com os armazéns de apoio. A travessia de todo esse material para a margem brasileira do rio foi feita sobre jangadas.

De acordo com o Ministério de Obras Públicas e Comunicações do Paraguai, cerca de 180 trabalhadores estão envolvidos diretamente na obra e para garantir a celeridade do processo, algumas equipes fazem horas extras, informa o A previsão é de concluir as obras no ano que vem.

A Rota Bioceânica é um corredor rodoviário com extensão de 2.396 quilômetros que ligará os dois maiores oceanos do planeta, Atlântico e Pacífico, partindo do Brasil e chegando aos portos de Antofagasta e Iquique, no Chile, passando por Paraguai e Argentina.

Em Brasília, governador de MS debate projetos estruturantes para o Estado

Governador Eduardo Riedel participou da reunião do Fórum Nacional de Governadores que tratou sobre a organização das pautas que serão debatidas com o Presidente da República nesta sexta-feira (27)

O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, está em Brasília desde a tarde desta quinta-feira (26), onde participou da reunião do Fórum Nacional de Governadores, que foi realizada no Centro de Convenções Brasil, no final do dia, para debater assuntos como a reposição das perdas de arrecadação com ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) incidente sobre combustíveis, energia elétrica, serviços de comunicação e transporte público. As pautas debatidas pelos 27 representantes dos governos estaduais e do Distrito Federal serão apresentadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta sexta-feira (27).

Fórum dos Governadores é realizado em centro de convenções em Brasília Foto: Guilherme Pimentel

“É de suma importância que o Governo Federal sinalize essa abertura de diálogo em torno de projetos estruturantes para cada um dos Estados”, disse Eduardo Riedel. O governador ainda enfatizou que no Fórum Nacional havia uma preocupação generalizada sobre as perdas de receitas de diversas formas. “Todos os governadores estão preocupados com as perdas de arrecadação incidente sobre combustíveis, energia elétrica, serviços de comunicação e transporte público, precisamos recompor as receitas porque se não todos os estados estão no caminho de sua inviabilidade econômica financeira. Os caminhos estão postos no STF, na renegociação com o Governo Federal para recomposição ou outros que possam aparecer dentro deste debate com o presidente”, explicou.

Sobre o cenário em Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel disse que a perda é de R$ 1,2 bilhões para o ano de 2023 e que ainda não há uma proposta formal para esta reposição, por isso, a necessidade de aguardar o STF votar para que haja o resultado das discussões jurídicas.

“Muitos estados aumentaram a alíquota do ICMS. Mato Grosso do Sul ainda permanece em 17%, porém este cenário causa perda de receita e isso é uma dificuldade que enfrentaremos, por isso, a importância de encontrarmos os mecanismos e nós trouxemos nossos projetos prioritários para o Governo Federal para que essa situação seja estancada”, ressaltou.

Em relação aos projetos que foram levados para serem apresentados ao Governo Federal, Eduardo Riedel, disse que questões como a suspenção da venda da UFN-III (Unidade de Fertilizantes Nitrogenados 3), em Três Lagoas, já estão colocadas e serão debatidas. “Nós trouxemos três projetos que são: a BR 262, a sua duplicação, construção da terceira faixa e toda a sua revitalização, que é um eixo central para o Estado; o acesso à ponte Brasil-Paraguai pela Rota Bioceânica; e a revitalização e nova concessão da Malha Oeste, ferrovia que liga Três Lagoas a Corumbá e Campo Grande até Ponta Porã, importante eixo de escoamento de produção do Mato Grosso do Sul”, concluiu.

A expectativa para a reunião com o presidente da República é que cada governador apresente ao menos três demandas de obras ou financiamentos de programas estaduais, além das propostas de âmbito regional. A reunião terá início às 9h30, nesta sexta-feira (27), no Palácio do Planalto.

Governo de MS prepara pauta para próxima reunião com presidente Lula

Com o objetivo de otimizar as demandas de Mato Grosso do Sul com o Governo Federal, o secretário da Casa Civil, Eduardo Rocha, foi nesta quarta-feira (18) ao Escritório de Representação de Mato Grosso do Sul, em Brasília, para dar início às atividades que serão desenvolvidas ao longo deste ano. Entre as pautas que devem fazer parte da reunião dos governadores com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, estão a conclusão da fábrica UFN3, em Três Lagoas, que está com 80% das obras prontas e deve gerar mais 7 mil postos de trabalho diretos e indiretos.

Eduardo Rocha, esteve ontem no Escritório de Representação de Mato Grosso do Sul, em Brasília

A duplicação da BR-262, umas das principais via de escoamento da produção do Estado, também deve fazer parte da agenda. O projeto atende o trecho que liga Campo Grande a Três Lagoas, passando por Água Clara e Ribas do Rio Pardo. Com os projetos das novas fábricas de celulose, da Arauco e da Suzano, o volume de mercadorias será escoado pela rodovia. A estimativa é que apenas o projeto Cerrado, da Suzano, deva produzir de 4 a 5 milhões de toneladas por ano, que serão escoados por caminhões pela rodovia a partir de Ribas do Rio Pardo.

Com a assessora especial, Cecília Vale, o secretário organizou as prioridades de Mato Grosso do Sul que devem entrar na pauta da reunião dos governadores com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, prevista para acontecer ainda neste mês. “Vim com a incumbência de traçar já uma pauta das demandas do Estado para tratar com o Governo Federal. O governador Eduardo Riedel pediu para adiantarmos essa interlocução com a União, por meio do nosso escritório de representatividade de MS aqui em Brasília”, explicou Eduardo Rocha.

Governador se reúne com secretários e dá prazo para entrega de metas

Contratos de gestão serão entregues até o período do Carnaval com planos para serviços e obras da gestão

De olho no plano de governo e nas entregas para a população sul-mato-grossense, o governador Eduardo Riedel fez uma reunião com os secretários de Estado e secretários-adjuntos, nesta sexta-feira (13), para definir as diretrizes e estabelecer um prazo para a entrega dos contratos de gestão – instrumento que vai nortear as ações. O prazo limite estabelecido é o Carnaval, que neste ano será em 21 de fevereiro. O encontro foi realizado na Sala de Reuniões, na governadoria.

Eduardo Riedel quer secretários focados nas entregas para a população Foto Saul Schramm

“É fundamental que todos os secretários tenham muito bem definidas as suas ações de 2023, alinhadas com nosso plano de governo. A gente definiu uma linha de trabalho para entregar para a sociedade sul-mato-grossense um modelo de Estado e cada área de atuação vai ter essa responsabilidade de definir as ações e seguir porque se não as pessoas acabam sendo consumidas pela burocracia, pelo dia a dia, pelo problemas e deixam de avançar naquilo que é fundamental para as pessoas no Estado. Então, é um trabalho dobrado. Além de atender a rotina, ter que realmente construir transformações que são importantes para Mato Grosso do Sul”, explicou o governador.

Eduardo Riedel contou ainda que pretende visitar cada uma das secretarias para conversar com os servidores e explicar as metas estabelecidas. “Foi definido um prazo. Eu pedi que até o Carnaval a gente tenha praticamente todas as secretarias com os contratos assinados e quero ir a cada uma das secretarias para conversar com os servidores, ratificar as metas e propostas estão colocadas ali e assinar os contratos de gestão até o Carnaval”, disse.

O vice-governador Barbosinha destacou a importância da definição das diretrizes para o cumprimento dos compromissos de campanha e dos primeiros dias de gestão para dar andamento ao trabalho do governo. “O plano de governo começa a ser colocado em prática. Foi uma reunião muito importante para o governo colocar as suas diretrizes. Agora é trabalho. Os primeiros 100 dias são muito importantes. Até o Carnaval, vamos fechar os respectivos contratos de gestão porque é nos contratos de gestão que você estabelece as meta de cada secretaria e também o trabalho, andamento do governo”, ressaltou.

Já o secretário de Estado de Governo e Gestão Estratégica, Pedro Arlei Caravina, ressaltou que a reunião tratou de várias questões importantes visando as entregas para a população. “Foi primeiro feita uma apresentação de todos os secretários, o histórico conhecido já, mas foi o momento de cada um se apresentar. O governador reforçou as premissas do governo, o que ele espera de cada secretaria, o trabalho em conjunto, falou um pouco sobre compliance, sobre a questão de transparência, os pontos focais de governo, aquilo que espera de cada um, e já marcou um prazo curto para a apresentação dos contratos de gestão, para que cada secretaria comece a trabalhar o seu planejamento do ano para que a gente possa assinar esse contrato de gestão o mais rápido possível”, resumiu.

Instrumento previsto na Constituição Federal de 1988, o contrato de gestão somente foi implementado em Mato Grosso do Sul no ano de 2015. O objetivo dessa peça de planejamento é fixar metas de desempenho para órgãos e entidades. O contrato de gestão estabelece indicadores e metas que precisam ser atingidas, assim como projetos e processos que devem ser executados pelos órgãos e entidades ao longo dos meses de cada ano.

 

 

Riedel se reúne com PT e vai definir participação do partido no Governo MS

Vander Loubet revelou que as bancadas estadual e federal do PT se reúnem com o governador Eduardo Riedel (PSDB), nesta sexta-feira (13), na tentativa de solucionar o impasse sobre a participação do partido no Governo

Vander Loubet (PT), reeleito na eleição passada para o sexto mandato consecutivo como deputado federal, foi o entrevistado do Bom Dia MS, nesta quinta-feira (12). Durante a entrevista o parlamentar falou sobre a aproximação do PSDB e PT.

Vander Loubet (PT). — Foto: Reprodução

“Nós estamos dialogando, queremos se for possível participar do governo dele, vai depender dessa reunião que ocorrerá nesta sexta-feira, mas também se não participarmos, vamos estar na Assembleia Legislativa, lá em Brasília, ajudando os municípios de Mato Grosso do Sul que tanto precisam de investimento e recursos”, afirmou o parlamentar.

Fortalecido em Mato Grosso do Sul com a ampliação da bancada na Assembleia Legislativa diante da vitória expressiva do ex-governador Zeca do PT, que assim junta-se aos reeleitos Amarildo Cruz e Pedro Kemp, e também em Brasília, com eleição de Camila Jara, o PT tem ainda os bônus de ter sido fundamental na eleição de Riedel e, principalmente, com a vitória de Lula à Presidência da República.

Riedel já acenou que quer contar com o partido em seu governo oferecendo a Agraer, a Vander Loubet, e subsecretarias ao PT. O problema é que os petistas querem uma Secretaria de Estado para sacramentar a coalisão com os tucanos.

De acordo com o parlamentar, a disputa de hegemonia hoje não é mais com o PSDB.”A disputa é com essa direita raivosa, golpista, que prega esse terrorismo, ou seja, esses vão ser nosso adversários daqui para frente. O que não podemos manter mais é esse clima de que se você pensar diferente é inimigo”.

Sobre coordenar a bancada federal do estado em Brasília, Vander relatou ter apoio.

“Tem uma conversa já bem avançada com vários deputados, eu tenho essa pretensão, tenho apoio e já existe diálogo com o governador, e é claro que vou construir isso com toda a bancada”, finalizou.

Vídeo: Riedel é um dos 27 governadores que condenam atos no DF em reunião com Lula

Um dia após os atos golpistas que resultaram na depredação do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal (STF), governadores e governadoras e entre eles o de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB)se reuniram em Brasília, na noite desta segunda-feira (9), com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para reafirmar a defesa da democracia e condenar tentativa de ruptura institucional no país.

Também estiveram no encontro os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e do Senado Federal em exercício, Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), além da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, e de outros ministros da Suprema Corte.

“É importante ressaltar que este fórum [de governadores] se reúne respeitando as diversas matizes políticas que compõem a pluralidade ideológica e partidária do nosso país, mas todos têm uma causa inegociável, que nos une: a democracia”, destacou o governador do Pará, Hélder Barbalho, que articulou o encontro, e fez uma fala representando os governadores da Região Norte.

Durante a reunião, os líderes estaduais foram unânimes em enfatizar a defesa do estado democrático de direito no país. “Essa reunião de hoje significa que a democracia brasileira vai se tornar, depois dos episódios de ontem, ainda mais forte”, disse o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas, em nome da Região Sudeste.

A governadora Fátima Bezerra, do Rio Grande do Norte, falou da indignação com as cenas de destruição dos maiores símbolos da democracia republicana do país e pediu punição aos golpistas. “Foi muito doloroso ver as cenas de ontem, a violência atingindo o coração da República. Diante de um episódio tão grave, não poderia ser outra a atitude dos governadores do Brasil, de estarem aqui hoje. Esses atos de ontem não podem ficar impunes”, afirmou, em nome da Região Nordeste.

Pela Região Sul, coube ao governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, destacar algumas das ações conjuntas deflagradas pelos estados, como a disponibilização de efetivos policiais para manter a ordem no Distrito Federal e desmobilização de acampamentos golpistas nos estados. “Além de estar disponibilizando efetivo policial, estamos atuando de forma sinérgica em sintonia para a manutenção da ordem nos nossos estados”.

A governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão, disse que o governo da capital “coaduna com a democracia” e lembrou da prisão, até o momento, de mais de 1,5 mil pessoas por envolvimento nos atos de vandalismo. Celina Leão substitui o governador Ibaneis Rocha, afastado na madrugada desta segunda, por decisão do ministro do STF, Alexandre de Moraes. Ela aproveitou para dizer que o governador afastado “é um democrata”, mas que, “por infelicidade, recebeu várias informações equivocadas durante a crise”.

Desde ontem, o DF está sob intervenção federal na segurança pública. O decreto assinado pelo presidente Lula ainda precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional, o que ocorrerá de forma simbólica, assegurou o presidente da Câmara dos Deputados. “Nós votaremos simbolicamente, por unanimidade, para demonstrar que a Casa do povo está unida em defesa de medidas duras para esse pequeno grupo radical, que hostilizou as instituições e tentou deixar a democracia de cócoras ontem”.

Financiadores
Em discurso aos governadores, o presidente Lula agradeceu pela solidariedade prestada e fez duras críticas aos grupos envolvidos nos atos de vandalismo.

“Vocês vieram prestar solidariedade ao país e à democracia. O que nós vimos ontem foi uma coisa que já estava prevista. Isso tinha sido anunciado há algum tempo atrás. As pessoas não tinham pautam de reivindicação. Eles estavam reivindicando golpe, era a única coisa que se ouvia falar”, disse.

O presidente também voltou a criticar a ação das forças policiais e disse que é preciso apurar e encontrar os financiadores dos atos democráticos. “A polícia de Brasília negligenciou. A inteligência de Brasília negligenciou. É fácil a gente ver os policiais conversando com os invasores. Não vamos ser autoritários com ninguém, mas não seremos mornos com ninguém. Nós vamos encontrar quem financiou [os atos golpistas]”.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, afirmou que que as investigações em curso devem resultar em novos pedidos de prisão preventiva e temporária, principalmente contra os financiadores.

Unidade
Presente na reunião, a ministra Rosa Weber, presidente do STF, também fez questão de enaltecer a presença dos governadores em um gesto de compromisso democrático com o Brasil. “Eu estou aqui, em nome do STF, agradecendo a iniciativa do fórum dos governadores de testemunharem a unidade nacional, de um Brasil que todos nós queremos, no sentido da defesa da nossa democracia e do Estado Democrático de Direito. O sentido dessa união em torno de um Brasil que queremos, um Brasil de paz, solidário e fraterno”.

Em outro gesto de unidade, após o encontro, presidente, governadores e ministros do STF atravessaram a Praça dos Três Poderes a pé, até a sede do STF, edifício que ontem também foi brutalmente destruído. A ministra Rosa Weber garantiu que o prédio estará pronto para reabertura do ano judiciário, em fevereiro.

Riedel vai a Brasília para reunião com Lula sobre reação a golpismo

No domingo, dia em que terroristas invadiram e depredaram as sedes dos três poderes em Brasília, Riedel emitiu nota de repúdio

O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB), vai para a capital federal, Brasília, na tarde desta segunda-feira (9). A viagem é para participar de reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sobre as providências para por fim ao movimento golpista vivido pelo país.

Governador cumpre agenda em São Paulo e a tarde participa em Brasília de reunião com o presidente

Riedel está em São Paulo nesta segunda-feira (9). A agenda não foi informada no site oficial do Governo de Mato Grosso do Sul. O anúncio foi feito pela rede social do governador.

“Domingo, seguindo para São Paulo para iniciar a semana importantes agendas”, disse o governador na postagem.

No domingo, dia em que terroristas invadiram e depredaram as sedes dos três poderes em Brasília, Riedel emitiu nota repudiando os fatos.

“É inaceitável na nossa democracia o uso da violência, o vandalismo e a depredação de patrimônio público e privado em quaisquer tipos de manifestações. Não podemos aceitar a afronta à democracia e ao Estado democrático de direito”, afirmou o tucano em postagem no Twitter.

O tucano apoiou Jair Bolsonaro nas eleições de outubro.

Depois dos acontecimentos deste domingo em Brasília, foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes a retirada de golpistas de qualquer acampamento no país. O governo de Mato Grosso do Sul ainda não se manifestou a respeito.