Assembleia terá dois blocos, três deputados independentes e PT sozinho

O líder do Bloco 1 é o deputado Jamilson Name, o Bloco 2 ainda não escolheu seu líder e quem vai liderar a Bancada do PT é Amarildo Cruz

Foi definido em sessão na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul nesta quarta-feira (15), que a Casa vai ter dois blocos parlamentares no primeiro ano da 12ª Legislatura. A bancada do PT ficará isolada e três deputados estaduais ficarão independentes

Líder do bloco 2 Jamilson Name ao lado do presidente da Mesa Gerson Claro Foto Luciana Nassar

No Bloco 1 – Partidos (MDB, PR, PL, Podemos, Progressistas e PSD) estão os deputados – Junior Mochi (MDB), Renato Câmara (MDB), Marcio Fernandes (MDB), Coronel David (PL), Neno Razuk (PL), Antonio Vaz (Republicanos), Rinaldo Modesto (Podemos), Londres Machado (PP), Gerson Claro (PP) e Pedrossian Neto (PSD).

Bloco 2 – Partidos (PSDB, União Brasil, PDT) estão – Mara Caseiro (PSDB), Roberto Hashioka (PSDB), Lia Nogueira (PSDB), Paulo Corrêa (PSDB), Jamilson Name (PSDB), Zé Teixeira (PSDB), João César Mato Grosso (PSDB) e Lucas de Lima (PDT). tendo como líder Jamilson Name  e vice-líder Lia Nogueira.

O líder do PT será Amarildo Cruz e o vice-líder, Zeca do PT. Lídio Lopes (Patriota), João Henrique Catan (PL) e Rafael Tavares (PRTB) ficarão independentes.

O presidente da Assembleia, deputado Gerson Claro (PP), informou que a Casa aguarda indicação do líder e vice do Bloco 1 e o líder do Governo do Estado para a indicação das comissões.

A Assembleia Legislativa possui 16 comissões permanentes, que têm a competência de discutir, analisar, votar e emitir parecer às matérias e proposições. Também são responsáveis pelas audiências públicas com entidades organizadas da sociedade civil.

Os deputados integrantes das comissões emitem pareceres e votam os méritos das propostas antes de serem apreciadas, em segunda discussão, por todos os parlamentares em plenário.

Eduardo Riedel nomeia indicados do PT na Agraer e Agricultura Familiar

Nesta quinta-feira (19), o Governo de Mato Grosso do Sul nomeou Washington Willeman de Souza como diretor-presidente da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural). A nomeação consta no DOE (Diário Oficial do Estado). A nomeação vem após o PT (Partido dos Trabalhadores) aceitar compor o Governo de MS.

Nomeação de Washington foi publicada nesta quinta-feira (19) Foto: Reprodução; Facebook.

Servidor de carreira, o engenheiro agrimensor substitui André Nogueira Borges, que comandava os trabalhos da agência desde novembro de 2017.

Washington Willeman é natural de Itaporã-MS, tem 54 anos e possui formação superior em Engenharia de Agrimensura pelo Centro de Ensino Superior Plínio Mendes dos Santos (1994). Ingressou na Agraer em 24 de janeiro de 1994 como assessor técnico e foi aprovado em concurso público para o cargo efetivo como gestor de desenvolvimento rural – engenheiro agrimensor em 14 de setembro de 1998.

Desempenhou funções de destaque, entre elas a de Gerente de Regularização Fundiária da Agraer, entre 2003 e 2006. Posteriormente foi cedido para atuar como chefe da Divisão de Ordenamento da Estrutura Fundiária da Superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Mato Grosso do Sul, no período de 2008 a 2011. E, foi recentemente eleito presidente do Sinterpa (Sindicato dos trabalhadores em instituições de extensão rural, pesquisa, assistência técnica, servidores agropecuários e afins de MS) para o triênio 2020/2023.

Outro indicado pelo PT, nomeado hoje é Humberto de Mello Ferreira como secretário-executivo na Secretaria-Executiva de Agricultura Familiar, dos Povos Originários e Comunidades Tradicionais

Esse é um dos espaços que o PT estadual pleiteava com o governador Eduardo Riedel (PSDB). Deputados do partido se reuniram com ele na semana passada e confirmaram que serão base “com criticidade” na Alems (Assembleia Legislativa de MS).

A subsecretaria que recebeu titular nesta quinta é vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação. A nomeação de Humberto é retroativa a 1º de janeiro, conforme detalha o documento.

Além dele, ainda devem ser nomeados vinculados do PT em outras subsecretarias-executivas.

PT fecha acordo com Riedel e agora faz parte do governo

Petistas vão comandar Agraer e secretarias executivas, conforme combinado com governador

O PT fechou na manhã desta sexta-feira (13) acordo para integrar a gestão do governador de Mato Grosso do Sul Eduardo Riedel, do PSDB. Os petistas concordaram com a proposta do tucano, anunciada já no início do mandato, para chefiar secretarias executivas e subsecretarias.

Ficou acertado que os petistas ficarão com o comando da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), Secretaria Executiva de Agricultura Familiar, Povos Originários e Comunidades Tradicionais e outras oito subsecretárias temáticas dentro da SETESCC (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania).

Reunião aconteceu nesta sexta-feira – Foto: Álvaro Rezende

“Afunilamos para isso [espaço]. Primeiro, acho importante ressaltar, é a capacidade da leitura do momento, da conjuntura política. Nós já tivemos divergências com o PSDB, mas no campo das ideias. O PT deve apoiar o governo, fizemos acordo neste sentido”, afirmou o deputado Amarildo Cruz (PT).

O ex-governador e deputado estadual eleito Zeca do PT, que recentemente teceu fortes críticas a Eduardo Riedel pela falta de diálogo e desprestígio com a cúpula petista do Estado disse após o acordo fechado que “o resultado foi o melhor possível, Riedel é um homem inteligente e sabe que precisa da bancada federal e nós na Assembleia com votação de projetos. Ele precisa dessa relação e harmonia para canalizar recursos de lá. Essas secretárias tem o papel de articular e aplicar boas políticas para a agricultura familiar”, disse o deputado.

Conversaram com o governador os deputados Vander Loubet (federal), Zeca do PT e Amarildo Cruz e o vereador em Campo Grande, Ayrton Araújo e Luiza Ribeiro, que assume mandato no dia 1º de fevereiro. Os nomes indicados para os cargos, segundo os petistas, devem ser anunciados semana que vem.

De acordo com Riedel, “recebi hoje aqui a bancada do PT para conversar especialmente em relação a temas ligados a área de cidadania, agricultura familiar e outros interesses do Mato Grosso do Sul”.

Já o deputado federal Vander Loubet avaliou de maneira positiva a audiência com o governador: “vamos construir políticas públicas importantes para o Estado, sempre destaco que hoje nós temos mais pontos convergentes, do que divergentes. Quem ganha com isto são aqueles que estão lá na ponta e precisam da mão do Estado”.

Riedel se reúne com PT e vai definir participação do partido no Governo MS

Vander Loubet revelou que as bancadas estadual e federal do PT se reúnem com o governador Eduardo Riedel (PSDB), nesta sexta-feira (13), na tentativa de solucionar o impasse sobre a participação do partido no Governo

Vander Loubet (PT), reeleito na eleição passada para o sexto mandato consecutivo como deputado federal, foi o entrevistado do Bom Dia MS, nesta quinta-feira (12). Durante a entrevista o parlamentar falou sobre a aproximação do PSDB e PT.

Vander Loubet (PT). — Foto: Reprodução

“Nós estamos dialogando, queremos se for possível participar do governo dele, vai depender dessa reunião que ocorrerá nesta sexta-feira, mas também se não participarmos, vamos estar na Assembleia Legislativa, lá em Brasília, ajudando os municípios de Mato Grosso do Sul que tanto precisam de investimento e recursos”, afirmou o parlamentar.

Fortalecido em Mato Grosso do Sul com a ampliação da bancada na Assembleia Legislativa diante da vitória expressiva do ex-governador Zeca do PT, que assim junta-se aos reeleitos Amarildo Cruz e Pedro Kemp, e também em Brasília, com eleição de Camila Jara, o PT tem ainda os bônus de ter sido fundamental na eleição de Riedel e, principalmente, com a vitória de Lula à Presidência da República.

Riedel já acenou que quer contar com o partido em seu governo oferecendo a Agraer, a Vander Loubet, e subsecretarias ao PT. O problema é que os petistas querem uma Secretaria de Estado para sacramentar a coalisão com os tucanos.

De acordo com o parlamentar, a disputa de hegemonia hoje não é mais com o PSDB.”A disputa é com essa direita raivosa, golpista, que prega esse terrorismo, ou seja, esses vão ser nosso adversários daqui para frente. O que não podemos manter mais é esse clima de que se você pensar diferente é inimigo”.

Sobre coordenar a bancada federal do estado em Brasília, Vander relatou ter apoio.

“Tem uma conversa já bem avançada com vários deputados, eu tenho essa pretensão, tenho apoio e já existe diálogo com o governador, e é claro que vou construir isso com toda a bancada”, finalizou.