Polícia apreende 500 kg de carne imprópria em mercearia de Campo Grande

Segundo a polícia, o dono do local foi preso em flagrante e deve responder por expor à venda produto impróprio para consumo e em desacordo com a legislação

A Polícia Civil, por intermédio da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (DECON), apreendeu 500 kg de carne imprópria para consumo. A ação conjunta com o PROCON e Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (IAGRO) aconteceu nessa quinta-feira (11), no bairro Vila Fernanda, em Campo Grande.

No local foram encontrados carnes exóticas abatidas e também produção ilegal de linguiça artesanal — Foto: Divulgação

De acordo com a polícia, o proprietário da mercearia foi preso em flagrante e deve responder por expor à venda produto impróprio para consumo e em desacordo com a legislação vigente.

No local, a fiscalização constatou que a mercearia possui um açougue sem autorização legal dos órgãos de controle e proteção do consumidor e sem alvará de funcionamento. Além disso, também foi encontrado carnes exóticas abatidas e expostas a venda sem autorização dos órgãos competentes.

Os fiscais também encontraram alimentas com as datas de validade violadas — Foto: Divulgação

A mercearia também produzia linguiça artesanal sem autorização do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) e estava com um charque, que teve a validade fraudada, o que viola o Código de Defesa de Consumidor.

Brasil confirma caso de “vaca louca” no Pará e suspende exportação de carne à China

O embargo é temporário, mas seu tempo de duração é indeterminado e definido pela China, maior compradora de carnes brasileiras

O Ministério da Agricultura informou que as exportações de carne bovina do Brasil para a China estarão suspensas temporariamente a partir de hoje (23), seguindo um protocolo sanitário oficial devido à confirmação de um caso atípico da doença “mal da vaca louca” no Pará, conforme comunicado ontem (22).

Brasil suspende exportações de carne bovina à China com confirmação de caso de “vaca louca”
REUTERS/AMANDA PEROBELLI

Segundo a pasta, o caso foi detectado em um animal macho de 9 anos em uma pequena propriedade no município de Marabá (PA).

Mais cedo, a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) havia informado que foi positivo o resultado de um caso suspeito de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecida como “mal da vaca louca”, na região.

Segundo a agência, trata-se da forma atípica da doença, que surge espontaneamente na natureza em animais mais velhos, não causando risco de disseminação ao rebanho e ao ser humano.

O Ministério da Agricultura destacou que foi feito um comunicado à Organização Mundial de Saúde Animal (OMAS) e as amostras foram enviadas para o laboratório referência da instituição em Alberta, no Canadá, que poderá confirmar se, de fato, o caso é atípico.

A China e o Brasil assinaram em junho de 2015 um protocolo sanitário que estabelece um autoembargo para as exportações ao país asiático diante de casos de vaca louca. Ou seja, quando uma ocorrência da doença é confirmada, o governo brasileiro suspende automaticamente as exportações.

O embargo é temporário, mas seu tempo de duração é indeterminado e definido pela China, maior compradora de carnes brasileiras.

No último caso confirmado no Brasil, em 2021, as exportações ficaram suspensas por quase quatro meses, e o preço médio de exportação caiu quase 20% naquele período. Já em 2019, um outro caso atípico foi confirmado e o embargo durou 13 dias, lembrou a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) em nota.

Desta vez, o ministério disse que o animal, criado em pasto, sem ração, foi abatido e sua carcaça incinerada no local. O serviço veterinário oficial brasileiro está realizando a investigação epidemiológica que poderá ser continuada ou encerrada de acordo com o resultado.

A pasta ainda ressaltou que está prestando esclarecimentos aos chineses.

“O diálogo com as autoridades está sendo intensificado para demonstrar todas as informações e o pronto restabelecimento do comércio da carne brasileira”, disse.

A Adepará afirmou que o governo estadual está em contato permanente com o Ministério da Agricultura, para tratar o tema com transparência, e disse que a propriedade em que o caso foi encontrado, que tem 160 cabeças de gado, já está isolada pela agência.

Operação apreendeu 4,8 toneladas de carne podre que era fornecida para escolas municipais e estaduais

Delegado classificou como ‘trágica’ situação em que a carne era armazenada

Mais de 4,8 toneladas de carne imprópria para consumo foram apreendidas nesta sexta-feira (23), em uma empresa de fabricação de linguiça e embutidos em Campo Grande, que era fornecedora de escolas da Capital e do interior.

A apreensão ocorreu após uma denúncia e feita por uma força-tarefa formada por policiais da Delegacia do Consumidor (Decon), Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) e Vigilância Sanitária de Campo Grande.

Carne imprópria para consumo foi encontrada em fábrica de linguiça que era fornecedora de escolas em Campo Grande e no interior — Foto: Decon/Divulgação

No local, além da carne foram apreendidas ainda 570 dúzias de ovos sem origem.

Segundo a força-tarefa, a empresa recebia a carne congelada, descongelava e depois volta a congelar o produto. Além disso, processavam restos de vários pedaços de carne e comercializavam como se fosse produto vindo de uma única peça.

Os técnicos da Iagro e Vigilância Sanitária apontaram que a carne encontrada no local, não reúne sequer condições para a produção de ração.

Segundo o delegado Reginaldo Salomão, a situação em que os alimentos eram armazenados foi classificada como ‘trágica’.

A empresa foi lacrada pela polícia. O dono da Embutidos Tradição Eireli, no bairro Atlântico Sul, quando viu a chegada da polícia fugiu.

O delegado disse que foram encontrados pacotes de carne descongelando no chão e algumas com larvas e ovos, todas podres, sem condição de consumo. No galpão não havia telas de proteção para evitar a entrada de bichos e muitas moscas estavam no ambiente. Vizinhos afirmam que o mau cheiro na região era frequente.

O sal que era usado para fazer charque estava armazenado no banheiro junto de produtos de limpeza. O delegado afirma que o dono da empresa falsificava SIFs (Selos de Inspeção Federal), usando os registros de outras duas empresas.

Choque apreende quase duas toneladas de droga escondida em carga de carne

Além da maconha, um revólver e munições também foram apreendidas com o motorista. A droga vinha de Terenos (MS) para Campo Grande

O Batalhão de Choque apreendeu 1,967 tonelada de maconha escondida em meio a uma carga de carne de um caminhão frigorifico, nesta quarta-feira (21), em Campo Grande. O veículo era conduzido por um homem de 45 anos.

Droga estava escondida em meio a carne. — Foto: Batalhão de Choque

A apreensão foi realizada após policiais receberam denúncia anônima. Ao fazerem a abordagem do caminhoneiro na Avenida Gury Marques, foram descobertos vários sacos com tabletes de maconha. Além de um revólver e munições.

Questionado pela polícia, o motorista, relatou que pegou a droga em Terenos (MS), e que o destino seria Campo Grande. O homem ainda confessou ser a terceira vez que fazia o transporte de drogas.

Maconha apreendida pelo Batalhão de Choque nesta quarta-feira (21). — Foto: Batalhão de Choque

O motorista foi encaminhado a delegacia e responderá por tráfico de drogas. A maconha foi levada para a Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar).

Exportação de carne bovina de MS cresce 47% no primeiro semestre

As exportações sul-mato-grossenses de carne bovina registraram crescimento de 47% no primeiro semestre do ano, totalizando US$ 608,8 milhões de dólares. Em volume, o aumento em MS foi de 24,7% com 129.131 toneladas processadas nos frigoríficos diante de 103.540 toneladas do ano passado. Os dados foram levantados pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior) e divulgados na Carta de Conjutura da Semagro (Secretaria de Estado da Produção, Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico e Agricultura Familiar (Semagro).

Foto: Divulgação Governo de MS

As vendas externas e aves também surpreendem em bons resultados. Neste ano, foram comercializadas 91.592 toneladas que somaram US$ 188,785 milhões no Estado. O volume é 28,4% superior em receita diante do mesmo período do ano passado.

Neste primeiro semestre, o país já atingiu US$ 12 bilhões em exportações de carnes. A demanda externa continua firme e, em alguns casos, a ocorrência de doenças em grandes produtores favorece o produto brasileiro.

Os Estados Unidos passam por um avanço da influenza aviária, que já atingiu 38 estados. Na Europa, além desta doença que afeta as aves, a região está sob a ameaça da peste suína africana.

Brasil
No País o aumento ficou em 52% em receita no acumulado dos seis primeiros meses de 2022 em comparação com o mesmo período de 2021. Os números são da ABIEC (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes) nesta semana.

De janeiro a junho desse ano, o faturamento com as vendas chegou a US$ 6,2 bilhões (R$ 33,4 bilhões na cotação de hoje), ante US$ 4,08 bilhões (R$ 22 bilhões) no mesmo período do ano anterior.

No País o montante avançou 21,5%, passando de 874 mil toneladas em 2021 para 1,06 milhão de toneladas até junho desse ano. No mesmo período, o preço médio da proteína cresceu 25,1%, passando de US$ 4,6 mil (R$ 24,78 mil) a tonelada para US$ 5,8 mil (R$ 31,25 mi) por tonelada.

Destinos
No primeiro semestre de 2022, o Brasil exportou carne bovina para 132 países, sendo que os principais compradores foram a China, com US$ 3,6 bilhões (R$ 19,4 bilhões), alta de 86% ante US$ 1,96 bilhão (R$ 10,56 bilhões) registrados no mesmo período de 2021. No mesmo período, o volume cresceu 35,3% e ficou em 540 mil toneladas ante cerca de 400 mil toneladas.

Na sequência estão os Estados Unidos, com faturamento de US$ 530 milhões no semestre, alta de 67% em relação aos US$ 317 milhões (R$ 2,8 bilhões) registrados no mesmo período de 2021. A alta no volume foi de 83%, com 78 mil toneladas ante 42,6 mil toneladas.