Exportações de MS crescem 19,86% em 11 meses, com desempenho forte de itens industrializados

As exportações de Mato Grosso do Sul, em termos de valor, no acumulado de janeiro a novembro de 2022 cresceram 19,86% em relação ao mesmo período de 2021, subindo de US$ 6,337 bilhões para US$ 7,595 bilhões. Esse desempenho foi garantido pelas vendas externas de soja, celulose, carne bovina, carne de aves e por itens industrializados, como os óleos vegetais e o ferro gusa, conforme os dados da Carta de Conjuntura do Setor Externo de Dezembro, divulgada nesta segunda-feira (5) pela Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar).

Nas importações, os números de Mato Grosso do Sul também aumentaram: de US$ 2,304 bilhões nos 11 primeiros meses de 2021, para US$ 3,043 bilhões em igual período de 2022, acumulando uma alta de 32,1%. Com isso, o saldo da balança comercial sul-mato-grossense aumentou 12,87%, totalizando US$ 4,551 bilhões. “Mato Grosso do Sul segue contribuindo com a balança comercial brasileira de forma superior aos números que nós tivemos de janeiro a novembro de 2021, mostrando a sua reação econômica nas exportações durante todo esse período”, comenta o secretário Jaime Verruck, da Semagro.

“Os dados do penúltimo mês de 2022 confirmam o movimento de alta dos níveis de transações do Mato Grosso do Sul com o mundo, resultando em maiores patamares de exportações, importações e saldo na balança comercial. Esses números se devem, sobretudo, ao patamar em que se encontra o dólar e ao bom resultado de produtos como milho, carnes e óleos e gorduras vegetais e animais, muito acima do que o observado no ano passado. Assim, vê-se a consolidação da agroindústria para além das commodities comercializadas pelo estado, agregando valor as exportações”, acrescenta o secretário.

Com relação aos principais produtos exportados, a Soja em grão apareceu como primeiro produto na pauta de exportações, representando 26,79% do total exportado pelo Estado, em termos do valor. O segundo produto da pauta foi ocupado pela Celulose, com 18,24% de participação. Outros produtos em destaque no mês de novembro foram a carne de bovinos, com alta de 30,79%; óleos e gorduras vegetais, crescimento de 54,37%; carne de aves, aumento de 9,76% e o ferro-gusa, que registrou alta de 231,24% nas exportações.

Uma novidade entre os itens da pauta de exportações sul-mato-grossense é o aparecimento do etanol, no caso, de um subproduto da produção desse combustível, como explica o titular da Semagro. “Nós trouxemos para o nosso Estado empresas que fazem o etanol de milho, que tem entre os seus subprodutos o DDG, que seria um uma espécie de farelo de milho. Neste ano, Mato Grosso do Sul já inclui na sua pauta de exportações, o DDG”, ressalta o secretário.

“Um outro ponto que sempre foi uma busca da nossa política industrial do Estado é a agregação de valor. Mato Grosso do Sul tem que ser um Estado multiproteína e exportar não só a proteína vegetal, mas também a proteína animal e, obviamente, avançar em outros produtos. E os números de nossa balança comercial já demonstram isso. Mato Grosso do Sul se posiciona hoje como um exportador agroindustrial. Eu acho que esse é um grande objetivo que nós tivemos no desenvolvimento da política industrial do Estado”, finaliza Jaime Verruck.

 

Exportação de carne bovina de MS cresce 47% no primeiro semestre

As exportações sul-mato-grossenses de carne bovina registraram crescimento de 47% no primeiro semestre do ano, totalizando US$ 608,8 milhões de dólares. Em volume, o aumento em MS foi de 24,7% com 129.131 toneladas processadas nos frigoríficos diante de 103.540 toneladas do ano passado. Os dados foram levantados pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior) e divulgados na Carta de Conjutura da Semagro (Secretaria de Estado da Produção, Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico e Agricultura Familiar (Semagro).

Foto: Divulgação Governo de MS

As vendas externas e aves também surpreendem em bons resultados. Neste ano, foram comercializadas 91.592 toneladas que somaram US$ 188,785 milhões no Estado. O volume é 28,4% superior em receita diante do mesmo período do ano passado.

Neste primeiro semestre, o país já atingiu US$ 12 bilhões em exportações de carnes. A demanda externa continua firme e, em alguns casos, a ocorrência de doenças em grandes produtores favorece o produto brasileiro.

Os Estados Unidos passam por um avanço da influenza aviária, que já atingiu 38 estados. Na Europa, além desta doença que afeta as aves, a região está sob a ameaça da peste suína africana.

Brasil
No País o aumento ficou em 52% em receita no acumulado dos seis primeiros meses de 2022 em comparação com o mesmo período de 2021. Os números são da ABIEC (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes) nesta semana.

De janeiro a junho desse ano, o faturamento com as vendas chegou a US$ 6,2 bilhões (R$ 33,4 bilhões na cotação de hoje), ante US$ 4,08 bilhões (R$ 22 bilhões) no mesmo período do ano anterior.

No País o montante avançou 21,5%, passando de 874 mil toneladas em 2021 para 1,06 milhão de toneladas até junho desse ano. No mesmo período, o preço médio da proteína cresceu 25,1%, passando de US$ 4,6 mil (R$ 24,78 mil) a tonelada para US$ 5,8 mil (R$ 31,25 mi) por tonelada.

Destinos
No primeiro semestre de 2022, o Brasil exportou carne bovina para 132 países, sendo que os principais compradores foram a China, com US$ 3,6 bilhões (R$ 19,4 bilhões), alta de 86% ante US$ 1,96 bilhão (R$ 10,56 bilhões) registrados no mesmo período de 2021. No mesmo período, o volume cresceu 35,3% e ficou em 540 mil toneladas ante cerca de 400 mil toneladas.

Na sequência estão os Estados Unidos, com faturamento de US$ 530 milhões no semestre, alta de 67% em relação aos US$ 317 milhões (R$ 2,8 bilhões) registrados no mesmo período de 2021. A alta no volume foi de 83%, com 78 mil toneladas ante 42,6 mil toneladas.