Embargo durou um mês, após país detectar caso de “vaca louca” atípico no Pará
A China reabriu o seu mercado para as exportações de carne bovina do Brasil a partir desta quinta-feira (23/3). A informação foi repassada ao ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e à comitiva brasileira que está em Pequim pela equipe da Administração-Geral de Alfândegas do país (GACC, na sigla em inglês).
China encerra embargo à carne bovina brasileira Evandro Monteiro/Valor
As importações estavam suspensas desde fevereiro após a confirmação de um caso de mal da “vaca louca”, no norte do país. Com essa medida, três frigoríficos de MS voltam a exportar carne bovina à China.
“Tenho certeza que isso é um passo para que o Brasil avance cada vez mais com o credenciamento de plantas e oportunidades para a pecuária brasileira”, disse Fávaro, ao final do Em Mato Grosso do Sul, segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Frios e Carnes e Derivados de Mato Grosso do Sul (Sicadems), Sérgio Capuci, três frigoríficos foram afetados com o embargo chinês.
Com a reabertura das exportações da carne bovina, os frigoríficos Naturafrig, em Rochedo; FrigoSul, em Aparecida do Taboado; e Agroindustrial, em Iguatemi, devem voltar a exportar carne bovina à China.
Esse foi o melhor resultado já registrado para o mês em toda a série histórica da exportação de produtos industriais de Mato Grosso do Sul
A receita com a exportação de produtos industriais alcançou US$ 309,1 milhões em fevereiro, conforme levantamento do Radar Industrial Fiems. O crescimento foi de 1% em relação ao mesmo mês de 2022, quando o valor ficou em US$ 306,2 milhões.
Já no acumulado de 2023 a receita total alcançou US$ 682,0 milhões, proporcionando crescimento de 8% em relação ao mesmo período de 2022, quando o valor ficou em US$ 628,9 milhões. “Resultando na maior receita já alcançada com a exportação de produtos industriais no período de janeiro a fevereiro”, afirmou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende.
Esse foi o melhor resultado já registrado para o mês em toda a série histórica da exportação de produtos industriais de Mato Grosso do Sul – Foto: Reprodução/ Fiems
Quanto à participação relativa, no mês, a indústria respondeu por 70% de toda a receita de exportação de Mato Grosso do Sul. Já no acumulado do ano, a participação está em 67%.
Grupos que apresentaram maior participação nas receitas de exportação
Ainda conforme Ezequiel Resende, os grupos “Complexo frigorífico”, “Celulose e papel” e “Óleos vegetais e demais produtos de sua extração” responderam por 88% da receita das exportações do setor industrial em janeiro e fevereiro, sendo 36% para o primeiro grupo, 35% o segundo e 17% para o terceiro.
No grupo “Complexo frigorífico”, a receita de exportações em fevereiro alcançou US$ 117,6 milhões, enquanto que no acumulado do ano, o valor foi de US$ 244 milhões Os principais produtos exportados foram carnes desossadas congeladas de bovino, pedaços e miudezas congelados de frango e carnes desossadas refrigeradas de bovino. Os principais países compradores foram China, Estados Unidos, Chile, Japão e Emirados Árabes.
Com relação ao grupo “Celulose e papel”, as exportações de produtos industriais atingiram US$ 105,3 milhões em fevereiro e US$ 239 milhões no acumulado de 2022. Os principais produtos exportados foram pastas químicas de madeira e os principais importadores foram China, Estados Unidos, Holanda, Itália e Argentina.
Já no grupo “Óleos vegetais e demais produtos de sua extração”, a receita de exportações chegou em fevereiro a US$ 59 milhões, enquanto que no acumulado de janeiro a fevereiro, o valor foi de US$ 112,6 milhões. Os principais produtos comercializados foram óleo de soja bruto, bagaços e resíduos sólidos da extração do óleo de soja, farinhas e pellets da extração do óleo de soja e óleo de soja refinado. Os principais países compradores foram Índia, Holanda, Tailândia, Venezuela e Polônia.
O resultado foi puxado pelas vendas externas de milho, celulose, carne bovina, carne de aves e óleos vegetais
As exportações de Mato Grosso do Sul em janeiro de 2023 cresceram 7,17% relação ao mesmo período do ano passado, fechando em US$ 565,46 milhões, ante US$ 527,63 milhões em janeiro de 2022. O resultado foi puxado pelas vendas externas de milho, celulose, carne bovina, carne de aves e óleos vegetais, conforme os dados na Carta de Conjuntura o Setor Externo de Janeiro/2023, divulgada pela Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).
Produção de soja em MS (Foto: Divulgação)
O milho aparece como o primeiro produto na pauta de exportações, representando 30,41% do total exportado em termos de valor e com crescimento de 272,12% em relação ao mesmo período do ano passado. O segundo produto é a celulose, com 23,59% de participação e crescimento de 23,08% em termos de valor. Outros destaques positivos vão para o crescimento nas vendas externas de carne bovina (16,25%); gorduras e óleos vegetais (35,03%); carnes de aves (20,49%); açúcar, (70,36%) e minério de ferro (7,86%).
“O crescimento das exportações de milho era esperado, devido aos estoques do grão. Mato Grosso do Sul, no entanto, já deu passos importantes para a absorção dessa produção dentro do nosso Estado, um deles é a produção de etanol. A Inpasa, em Dourados, já iniciou a sua produção industrial e, até o final deste ano, a Neomille, em Maracaju começa a produzir etanol de milho, inclusive, já a partir do mês de julho eles iniciam a compra e estocagem do grão”, lembra o secretário Jaime Verruck, da Semadesc.
Houve crescimento de 41,44% nas importações no mês de janeiro de 2023, puxada pelo gás natural (37,74%) e adubos ou fertilizantes (226,56%). Esse resultado provocou redução no superávit da balança comercial, que fechou o primeiro mês do ano em US$ 287,36 milhões, queda de 13,19% em relação aos US$ 331,01 milhões verificados em janeiro de 2022.
“Queremos aumentar a venda de gás natural no Brasil, via Gasbol. Hoje, existe uma ociosidade média de 30% no gasoduto. Para isso, é necessário ampliar o fornecimento do gás natural, com ativação o gasoduto da MSGás, em Corumbá”, finalizou o titular da Semadesc.
Em relação ao destino das exportações a China se mantém como o principal país comprador dos produtos com origem em Mato Grosso do Sul, representando, neste período, 27,13% do valor total exportado pelo Estado. Os países com maiores aumentos na participação foram: Irã (+1.640,48%) e Coreia do Sul (+721,23%).
Entre os dois principais portos de escoamento dos produtos sul-mato-grossense para o mercado externo, o Porto de Paranaguá concentrou 38,65% das operações, seguido pelo Porto de Santos, com 29,65%. Em janeiro de 2023 houve um aumento de 12,88% nos valores exportados, nesses dois terminais, se comparado ao mesmo período de 2022. Já na alfândega da RFB de Corumbá houve um movimento de operações 68,07% maior no primeiro mês do ano, em relação a igual período do ano passado.
O principal município exportador em janeiro de 2023 foi Três Lagoas, com cerca de 34,06% dos valores exportados, puxado pela produção de papel e celulose. Em seguida, aparecem Dourados, Campo Grande, Corumbá, Maracaju e Sidrolândia.
As exportações de Mato Grosso do Sul fecharam o ano de 2022 com valor recorde de US$ 8,2 bilhões de dólares e 17,6 milhões de toneladas em produtos, o maior registro da série histórica, iniciada em 1997. Em relação ao ano de 2021, o valor das exportações sul-mato-grossenses aumentou 18,79% e o das importações cresceram 27,8%.
O superávit da balança comercial fechou em US$ 4,882 bilhões em 2022, 13,35% maior do que os US$ 4,307 bilhões registrados no acumulado de janeiro a dezembro de 2021. As informações são da Carta de Conjuntura do Setor Externo do mês de janeiro de 2023, divulgada nesta sexta-feira (6) elaborada pela Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) com os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
“Esse é o maior valor das exportações de toda a série histórica de Mato Grosso do Sul, mostrando a competência do Estado nas suas exportações e essa competência se traduz em competitividade. Só se consegue recorde exportações nós formos competitivos com os nossos produtos em outros mercados”, comenta o secretário Jaime Verruck, da Semadesc.
Com relação aos principais produtos exportados, a Soja em grão aparece como primeiro produto na pauta de exportações, com 25,09% do total exportado em termos do valor. O segundo produto é a Celulose, com 18,6% de participação, com aumento em termos de valor de 2,27% em relação a janeiro a dezembro de 2021. Outros produtos de destaque foram o milho em grão, que aumentou 701,77%; a carne de bovinos, que teve um crescimento de 26,87%; os óleos e gorduras vegetais e animais, 53,88%; carne de aves, 7,49%; ferro-gusa e ferroligas, 161,9%.
“É importante lembrar que ao longo desses anos nós temos aumentado a área plantada de soja e aumentado a produção e a consequência disso é de nossas exportações e aumento da das riquezas para Mato Grosso do Sul. Com relação à celulose, nosso Estado hoje já apresenta praticamente 30% do total da celulose brasileira exportada. Além disso, nós tivemos ao longo desse ano alguns destaques como as exportações das carnes bovinas que cresceram 26,8%, mostrando que a pecuária sul-mato-grossense, mesmo com todas as dificuldades, tem se posicionado de maneira competitiva no mercado internacional”, acrescentou o titular da Semadesc.
Com relação ao desempenho do milho, o secretário Jaime Verruck lembra que “Mato Grosso do Sul tem aumentado essa produção do grão, tem aumentado sua industrialização interna, principalmente no etanol e no uso para rações e, mesmo assim nós temos um saldo de exportação significativa de 3 milhões de toneladas de milho”.
Em relação aos produtos importados, Mato Grosso do Sul continuou com uma pauta concentrada na importação de gás boliviano, representando 43,45% da pauta de importações de 2022. Já em termos de destino das exportações houve uma concentração nas vendas externas para a China, representando cerca de 35,64% do valor total das exportações, seguida dos Estados Unidos, que representou 6,86% do comércio exterior sul-mato-grossense em 2022. Os países com maior aumento na participação foram: Japão (434,91%) e Irã (359,84%).
Os produtos do agronegócio somaram US$ 6,9 bilhões no acumulado de janeiro a novembro de 2022, o que representou 90% dos US$ 7,595 bilhões exportados por Mato Grosso do Sul no mesmo período. Os dados foram obtidos com base em análise feita na Carta de Conjuntura da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar). Dos 12 principais produtos exportados pelo Estado, de janeiro a novembro deste ano, os sete primeiros são da cadeia produtiva do agronegócio.
Amparado por uma safra recorde próxima de 12 milhões de toneladas, o milho foi a vedete em crescimento na balança de exportações do agronegócio sul-mato-grossense neste ano, com um aumento de 667,13%. Em valores, Mato Grosso do Sul exportou US$ 585,5 milhões de janeiro a novembro. Já em volume foram 2,8 milhões de toneladas comercializadas ao exterior.
O Estado é tradicional exportador de grãos para os estados do sul do País
Um dos motivos deste desempenho recorde na produção do milho foi o maior uso de tecnologia e variedades nas lavouras. Mesmo com os problemas de clima a produtividade do milho safrinha chegou a 96 sacas por hectare, o dobro do ano passado, quando saíram dos campos estaduais 47 sacas por hectare.
O secretário Jaime Verruck, da Semagro, destaca que a força do agronegócio com o avanço dos preços das commodities, a agroindustrialização e o investimento público direto foram os alicerces que impulsionaram as riquezas de Mato Grosso do Sul e levaram o Estado a registrar o maior incremento do PIB (Produto Interno Bruto) de 2020 a 2022 entre os estados da Federação.
Ele acrescenta que o Estado é tradicional exportador de grãos para os estados do sul do País, mas a mudança na matriz econômica está impactando em maior consumo interno dos grãos. “Temos projetos de ampliação da agroindustrialização, como duas usinas processadoras de etanol de milho, uma já em operação em Dourados e outra em Maracaju. Isso sem contar a expansão na produção de suínos e aves, que também consomem o milho na fase da engorda”, salientou.
A demanda interna é de 6 milhões de toneladas, o que segundo o secretário é suficiente para atender a cadeia produtiva. No entanto, a industrialização vai mudar estes números. “Existe uma tendência em reduzir ainda mais o quantitativo enviado para fora de MS e beneficiar cada vez mais dentro do Estado, transformando este milho em ração de suínos, de aves”, sinalizou.
No caso do etanol de milho, Verruck lembra que já entrou na pauta de exportação o DDG [sigla em inglês para grãos secos e destilados] do milho, que novamente entra na cadeia produtiva, principalmente na pecuária.
“A agregação de valor é uma de nossas metas dentro da política industrial. Buscamos a eficiência para que Mato Grosso do Sul seja um Estado multiproteína e exporte não só as proteínas vegetal e animal mas também avance em outros produtos. O resultado da nossa balança comercial já demonstra isso. Mato Grosso do Sul se posiciona hoje como um exportador agroindustrial. Eu acho que esse é um grande objetivo que nós tivemos no desenvolvimento da política industrial do Estado”, conclui o secretário.
Outros produtos
A soja manteve no ano o protagonismo em valores de exportação com mais de US$ 2 bilhões obtidos até novembro, ou o equivalente a 26,7% do total exportado pelo Mato Grosso do Sul. No entanto, em termos de receita houve um recuo de 8,57%. O segundo produto da pauta foi a celulose com 18,24% de participação na balança e US$ 1,3 bilhões de receita.
Já o setor de carne bovina registrou aumento de 30,7% nas vendas externas de janeiro a novembro, com US$ 1,1 bilhão negociados. Já em carne de aves foram US$ 344,6 milhões exportados no ano.
As exportações de Mato Grosso do Sul, em termos de valor, no acumulado de janeiro a novembro de 2022 cresceram 19,86% em relação ao mesmo período de 2021, subindo de US$ 6,337 bilhões para US$ 7,595 bilhões. Esse desempenho foi garantido pelas vendas externas de soja, celulose, carne bovina, carne de aves e por itens industrializados, como os óleos vegetais e o ferro gusa, conforme os dados da Carta de Conjuntura do Setor Externo de Dezembro, divulgada nesta segunda-feira (5) pela Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar).
Nas importações, os números de Mato Grosso do Sul também aumentaram: de US$ 2,304 bilhões nos 11 primeiros meses de 2021, para US$ 3,043 bilhões em igual período de 2022, acumulando uma alta de 32,1%. Com isso, o saldo da balança comercial sul-mato-grossense aumentou 12,87%, totalizando US$ 4,551 bilhões. “Mato Grosso do Sul segue contribuindo com a balança comercial brasileira de forma superior aos números que nós tivemos de janeiro a novembro de 2021, mostrando a sua reação econômica nas exportações durante todo esse período”, comenta o secretário Jaime Verruck, da Semagro.
“Os dados do penúltimo mês de 2022 confirmam o movimento de alta dos níveis de transações do Mato Grosso do Sul com o mundo, resultando em maiores patamares de exportações, importações e saldo na balança comercial. Esses números se devem, sobretudo, ao patamar em que se encontra o dólar e ao bom resultado de produtos como milho, carnes e óleos e gorduras vegetais e animais, muito acima do que o observado no ano passado. Assim, vê-se a consolidação da agroindústria para além das commodities comercializadas pelo estado, agregando valor as exportações”, acrescenta o secretário.
Com relação aos principais produtos exportados, a Soja em grão apareceu como primeiro produto na pauta de exportações, representando 26,79% do total exportado pelo Estado, em termos do valor. O segundo produto da pauta foi ocupado pela Celulose, com 18,24% de participação. Outros produtos em destaque no mês de novembro foram a carne de bovinos, com alta de 30,79%; óleos e gorduras vegetais, crescimento de 54,37%; carne de aves, aumento de 9,76% e o ferro-gusa, que registrou alta de 231,24% nas exportações.
Uma novidade entre os itens da pauta de exportações sul-mato-grossense é o aparecimento do etanol, no caso, de um subproduto da produção desse combustível, como explica o titular da Semagro. “Nós trouxemos para o nosso Estado empresas que fazem o etanol de milho, que tem entre os seus subprodutos o DDG, que seria um uma espécie de farelo de milho. Neste ano, Mato Grosso do Sul já inclui na sua pauta de exportações, o DDG”, ressalta o secretário.
“Um outro ponto que sempre foi uma busca da nossa política industrial do Estado é a agregação de valor. Mato Grosso do Sul tem que ser um Estado multiproteína e exportar não só a proteína vegetal, mas também a proteína animal e, obviamente, avançar em outros produtos. E os números de nossa balança comercial já demonstram isso. Mato Grosso do Sul se posiciona hoje como um exportador agroindustrial. Eu acho que esse é um grande objetivo que nós tivemos no desenvolvimento da política industrial do Estado”, finaliza Jaime Verruck.
Foram US$ 6.273.117 em exportações nestes primeiros sete meses, contra US$ 2.567.313 de importações
Mato Grosso do Sul apresentou superávit na balança comercial de janeiro a setembro deste ano, com saldo positivo de US$ 3.705 milhões, o que representa um valor 3,31% superior ao mesmo período do ano passado. Foram US$ 6.273.117 em exportações nestes primeiros sete meses, contra US$ 2.567.313 de importações.
Destaque continua sendo a soja em grão, com 30,87% do que foi exportado pelo Estado Foto Divulgação
De acordo com levantamento da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), os valores referentes a balança comercial tiveram evolução a partir de março, se consolidando ao longo dos outros meses.
Em relação aos produtos mais exportadores o destaque continua sendo a soja em grão, com 30,87% do que foi exportado pelo Estado em valores, apesar de ter tido uma diminuição de 5,93% em relação ao mesmo período do ano passado. O segundo maior (produto) foi a celulose, com 17,46% da participação, mesmo tendo redução de 3,44% em termos de valores. Em seguida aparecem carne de bovinos, óleos e gorduras vegetais e animais.
O gás boliviano continua liderança as importações do Estado, representando 41,45% da pauta nestes sete meses, estando acima dos valores do ano passado em 36,43%. Em seguida constam os produtos químicos inorgânicos (26,19%), produtos de metalurgia (6,09%) e adubos e fertilizantes (4,99%).
O levantamento ainda mostra que os produtos para exportação têm como principal destino a China (39,08%), seguido pelos Estados Unidos (5,86%), Países Baixos (4,6%) e Argentina (4,56%). Já a Índia e o Japão foram os países que tiveram maior aumento (exportação) em relação ao ano passado. Já Três Lagoas continua como principal município exportador, representando 31.03% dos valores exportados.
Mato Grosso do Sul exportou neste ano US$ 5,5 bilhões em mercadorias, volume 13% superior ao mesmo período do ano passado, quando as vendas externas somavam US$ 4,9 bilhões. Com isso o superávit da balança comercial ficou em US$ 3.267 bilhões de janeiro a agosto de 2022. Os dados são da Carta de Conjuntura, da Coordenadoria de Economia e Estatísticas da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico e Agricultura Familiar).
Três Lagoas foi o maior exportado com composição baseada sobretudo nas exportações na indústria de Papel e Celulose
Com relação aos principais produtos exportados, a soja em grão apareceu como primeiro produto na pauta de exportações, totalizando US$ 1,9 bilhão, com 34,38% do total exportado em termos do valor, e com diminuição de 2,11% em relação ao mesmo período no ano passado. Em relação ao volume houve queda de 28%. O segundo produto da pauta foi ocupado pela Celulose, totalizando US$ 985 milhões com 17,73% de participação, recuo em termos de valor de 2,52% em relação ao mesmo período de 2021. Em termos de volume, houve aumento de 4,39%.
A importação somou US$ 2,2 bilhões no ano. Em relação aos produtos importados, o Estado continuou com a pauta concentrada na importação de gás boliviano, representando 40,80% do montante em janeiro a agosto de 2022, acima dos valores verificados em 2021 em 39,44%.
Em termos de destino das exportações houve uma concentração nas exportações para a China, representando no ano cerca de 41,77% do valor total das exportações. Os países com maior aumento na participação foram: Índia (743,73%) e Irã (217,15%). A concentração nos dez maiores destinos das exportações passou de 72,29% para 71,98% de janeiro a agosto de 2022, se comparado ao mesmo período de 2021.
A maior participação no valor exportado foi no Porto de Paranaguá, com 39,82%, seguido pelo Porto de Santos com 31,91%. Houve um aumento nos valores exportados de 10,82% comparado a janeiro a agosto de 2021 em relação aos principais portos. Em termos de volume, também considerando os cinco principais portos, houve diminuição de 7,33%. Com relação à questão regional no Estado, os dez principais municípios exportadores responderam por 80,67% das exportações em janeiro a agosto de 2022.
O principal município exportador em janeiro a agosto de 2022 foi Três Lagoas, com US$ 1,2 bilhão cerca de 31,68% dos valores exportados, com composição baseada sobretudo nas exportações na indústria de Papel e Celulose.
A receita com a exportação de produtos industriais de Mato Grosso do Sul alcançou em julho US$ 416,3 milhões, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems, indicando crescimento de 2% em relação ao mesmo mês de 2021, quando o valor ficou em US$ 408,5 milhões.
Esse foi o melhor resultado já registrado para o mês em toda a série histórica da exportação de produtos industriais do Estado.
Já no acumulado de 2022, a receita total alcançou US$ 2,82 bilhões, proporcionando crescimento de 16% em relação ao mesmo período de 2021, quando o valor ficou em US$ 2,42 bilhões, resultando na maior receita já alcançada no período indicado. “Quanto à participação relativa, no mês, a indústria respondeu por 57% de toda a receita de exportação de Mato Grosso do Sul. Já no acumulado do ano, a participação está em 58%”, explicou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende.
Grupos que apresentaram maior participação nas receitas de exportação
Ainda conforme o economista, os grupos “Complexo frigorífico”, “Celulose e papel” e “Óleos vegetais e demais produtos de sua extração” respondem por 87% da receita das exportações do setor industrial no período de janeiro a julho, sendo 34% para o primeiro grupo, 31% para o segundo e 22% para o terceiro grupo. Logo em seguida estão os grupos “Açúcar e álcool”, com 4%, “Extrativo mineral”, com 3%, e “Metalmecânica”, com 2%.
No grupo “Complexo frigorífico”, a receita de exportações em julho alcançou US$ 42,8 milhões e no acumulado de janeiro a julho, US$ 948,9. Os principais produtos exportados foram carnes desossadas congeladas de bovino, pedaços e miudezas congelados de frango e carnes desossadas refrigeradas de bovino. Os principais países compradores foram China, Chile, Estados Unidos, Egito e Emirados Árabes.
Quanto ao grupo “Celulose e papel”, a receita de exportações registrou em julho US$ 112,4 milhões, enquanto no acumulado do ano foi de US$ 870,6 milhões. Os principais produtos exportados foram pastas químicas de madeira e os principais países importadores foram China, Estados Unidos, Itália, Holanda e Emirados Árabes.
Já no grupo “Óleos vegetais e demais produtos de sua extração”, a receita de exportações de industrializados atingiu em julho US$ 78,1 milhões e no acumulado do ano, US$ 615 milhões. Os principais produtos comercializados foram bagaços e resíduos sólidos da extração do óleo de soja, farinhas e pellets da extração do óleo de soja, óleo de soja bruto, óleo de soja refinado. Os principais países compradores foram Índia, Holanda, Indonésia, Venezuela e Tailândia.
A receita com a exportação de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul alcançou US$ 456,5 milhões, indicando crescimento de 13% em relação ao mesmo mês de 2021, quando o valor ficou em US$ 405,1 milhões, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems. Esse foi o melhor resultado já registrado para o mês em toda a série histórica da exportação de produtos industriais do Estado.
Já no acumulado de 2022 a receita total alcançou US$ 2,39 bilhões, proporcionando crescimento de 19% em relação ao mesmo período de 2021, quando o valor ficou em US$ 2,01 bilhões, resultando na maior receita já alcançada no período indicado. Quanto à participação relativa, no mês, a indústria respondeu por 69% de toda a receita de exportação de Mato Grosso do Sul. Já no acumulado do ano, a participação está em 59%.
A indústria respondeu por 69% de toda a receita de exportação de Mato Grosso do Sul no mês de junho
Grupos que apresentaram maior participação nas receitas de exportação
Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, os grupos “Celulose e papel”, “Complexo frigorífico” e “Óleos vegetais e demais produtos de sua extração” respondem por 88% da receita das exportações do setor industrial no período de janeiro a junho, sendo 34% para o primeiro grupo, 32% para o segundo e 22% para o terceiro grupo. Logo em seguida estão os grupos “Extrativo Mineral” e “Açúcar e álcool”, ambos com 3% cada, e “Metalmecânica”, com 2%.
No grupo “Complexo frigorífico”, a receita de exportações em junho alcançou US$ 143 milhões e no acumulado de janeiro a junho, US$ 806 milhões. Os principais produtos exportados foram carnes desossadas congeladas de bovino, pedaços e miudezas congelados de frango, carnes desossadas refrigeradas de bovino e frango inteiro congelado. Os principais países compradores foram China, Chie, Estados Unidos, Egito e Emirados Árabes.
Com relação ao grupo “Celulose e papel”, a receita de exportações de industrializados atingiu em junho US$ 125 milhões e no acumulado do ano, US$ 758,1 milhões. Pastas químicas de madeira foram o principal produto exportado e os maiores compradores foram China, Estados Unidos, Itália, Holanda e Emirados Árabes.
Já no grupo “Óleos vegetais e demais produtos de sua extração, a receita de exportações de produtos industrializados em junho foi de US$ 112,9 milhões, enquanto no acumulado do ano foi de US$ 766,7 milhões. Os principais produtos comercializados foram bagaços e resíduos sólidos da extração do óleo de soja, farinhas e pellets da extração do óleo de soja, óleo de soja bruto e óleo de soja refinado. Os principais países compradores foram Índia, Holanda, Indonésia, Venezuela e Tailândia.