Águas Guariroba divulga que cobertura em coleta e tratamento de esgoto já atende 89% da população
Com uma meta ainda maior, a Águas Guariroba informou que entra em 2024 com um índice de 89% de cobertura na coleta e tratamento do esgoto. em Campo Grande. Este é mais um desempenho recorde nos serviços da empresa, que há mais de 10 anos já fornece regularmente água tratada para toda a região urbana da cidade.
Obras da Águas na Capital, rumo à universalização, segundo Themis de Oliveira [no destaque] | Foto Sarah ChavesO diretor-presidente da concessionária, Themis de Oliveira, salientou que está em execução um conjunto de obras para a maior ampliação da rede de esgoto dos últimos anos. Com isso, a empresa avança na direção de um grande objetivo: a universalização dos serviços de saneamento básico. Em 2023 foram entregues 233 km de rede, quando a previsão inicial anunciada na abertura do exercício era de 150 km.
O lote de obras que elevou o abastecimento a 89% beneficia mais de 24 mil famílias de campo-grandenses. Além do esgotamento sanitário, ele destaca que a concessionária continua investindo fortemente no sistema de abastecimento de água “para acompanhar as mudanças climáticas e também o crescimento urbano da cidade”. Oliveira pontua que mesmo durante os períodos de calor extremo o abastecimento não sofreu interrupções.
Obras da Águas na Capital, rumo à universalização, segundo Themis de Oliveira [no destaque] | Foto Sarah ChavesO presidente acrescenta que, fiel aos itens da agenda ambiental, a Águas Guariroba produziu e distribuiu mais de 60 mil mudas de árvores nativas do cerrado no Viveiro Isaac de Oliveira, propriedade da empresa, com mais de 20 mil famílias beneficiadas. Os projetos Afluentes e Escolas Saneada – este, atendendo 16 estabelecimentos – fortaleceram a pauta social e os laços com a comunidade.
Evento começou nesta manhã e vai até as 14h com oportunidades em 31 empresas
Para fomentar a empregabilidade na Capital, a Fundação Social do Trabalho (Funsat) realiza a 3ª edição do Feirão das Oportunidades, que acontece nesta segunda-feira (08), na sede da instituição. A iniciativa conta com 31 empresas parceiras que, juntas, vão ofertar 1.000 vagas de trabalho para contratações imediatas.
População da Capital lota feirão de empregos na manhã desta segunda-feira(8)
A edição de maio do Feirão, em comemoração ao mês do Trabalhador, terá oportunidades para 150 profissões, com salários que variam entre R$ 1.320 a R$3 mil. São vagas na construção civil, setor de serviços, comércio, indústria, mercado de automação e no agronegócio. A Funsat está localizada na Rua 14 de Julho, 992 – Vila Glória.
As oportunidades são para os trabalhadores interessados conseguirem vagas em grandes empresas de Campo Grande, que estarão na sede do órgão com representantes do departamento de Recursos Humanos. A ação dinamiza o recrutamento de funcionários e visa resultados imediatos de contratação no evento agendado nesta segunda-feira.
“Projetamos nessa edição, um recorde de público e de encaminhamentos e para isso, fechamos parcerias com uma quantidade maior de empresas. Nesse Feirão, são 31 equipes de recrutadores estarão com stand na Funsat, bem mais que os 21 que trouxemos na última edição. Foi justamente esse maior número de parceiros e apoio do engajamento deles que vamos poder ofertar 1.000 vagas para contratações imediatas”, fala o diretor-presidente da Funsat, Paulo da Silva.
Confira a lista das empresas que recrutam nessa agenda da Funsat, entre as 08 e às 14h:
Pela primeira vez desde o início da série histórica há 23 anos, o número de abertura de empresas em Grosso do Sul rompeu a casa do milhar. No mês de março foram abertas 1.092 novas firmas no Estado, crescimento de 31% em relação ao apurado no mês de fevereiro (834) e 20% maior do que foi registrado no mês de março do ano passado (913).
“Esses números reforçam um reposicionamento do Estado do ponto de vista econômico nos últimos anos”, afirma Verruck (Foto Divulgação)
A explicação está no bom momento da economia sul-mato-grossense – o que é demonstrado por vários indicadores, inclusive na geração de empregos, sendo o Estado com a terceira menor taxa de desocupação do País (3,2%), o que caracteriza pleno emprego, na avaliação do secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck.
“Esses números reforçam um reposicionamento do Estado do ponto de vista econômico nos últimos anos, fruto de um conjunto de medidas e políticas públicas que possibilitaram o crescimento da economia com a concessão de incentivos fiscais, a segurança jurídica por meio da Lei de Liberdade Econômica, um ambiente favorável aos investimentos que se refletem também na geração de empregos e melhoria da renda da população”, disse Jaime.
Outro fator determinante para destravar os investimentos, apontado pelo diretor presidente da Jucems, Nivaldo Domingos da Rocha, foi a informatização que deu mais agilidade e simplicidade aos procedimentos, mantendo a segurança do processo. “Em março o tempo médio para emissão do registro foi de 1 hora e 42 minutos, o menor em todos os tempos”, afirmou. Antes de se iniciar o processo de informatização dos serviços da Jucems, a abertura de uma empresa podia demorar semanas.
Setores
O setor de Serviços continua respondendo pela grande maioria das novas empresas abertas. Foram 780 em março, ou 71,43% do total. Comércio vem em segundo com 270 firmas e a Indústria com 3,85%. Desde o início do ano a quantidade de empresas no Estado aumentou em 2.670, sendo 1.907 de Serviços, 658 do Comércio e 105 da Indústria.
Campo Grande concentra a maior fatia desses novos negócios: 439, respondendo por 40,20% do total. Em segundo aparece Dourados (144) e em terceiro Três Lagoas (45 empresas). Na sequência estão Ponta Porã (36), Naviraí (30), Chapadão do Sul (24), Corumbá (22) e Ribas do Rio Pardo em oitavo, com 19 empresas novas abertas em março.
O início de 2023 vem sendo promissor para o turismo sul-mato-grossense, em especial o da cidade que é o principal polo do setor local: Bonito. Dados do Observatório do Turismo e Eventos do município indicam que aumento considerável no número de turistas nos primeiros dois meses do ano, o maior dos últimos oitos anos.
Ano com o maior saldo acumulado de turistas registrados no levantamento, 2022 somou 280.391 visitantes em Bonito, sendo que em janeiro foram 30.220 e em fevereiro 15.861. Já em 2023, foram 34.800 visitantes em janeiro, tornado o período o melhor mês da história aferida pelo Observatório, em números totais.
Bonito teve o maior saldo acumulado de turistas (Foto: VisitMS/Arquivo)
Em seguida, o total de 21.883 visitantes tornaram fevereiro de 2023 o melhor fevereiro da série histórica. Só nesse primeiro bimestre, foram 56.683 turistas em Bonito, resultado pelo qual o Governo de Mato Grosso do Sul vem trabalhando para alcançar.
“Durante o pico da pandemia não paramos de fazer ações, de pensar plano de retomada, campanhas de volta gradativa. Ocupamos um espaço importante e nosso trabalho não parou, mesmo com restrições. Isso manteve o interesse do destino em alta”, explica o diretor-presidente da Fundtur (Fundação de Turismo), Bruno Wendling.
O dirigente, que comanda a pasta que chancela o turismo sul-mato-grossense, vinculada à Setescc (Secretaria de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania), aponta que situações como o desejo reprimido das pessoas em voltar à viajar e a imagem deixada pela novela Pantanal criaram oportunidades que foram exploradas pelo setor.
“Conseguimos um voo direto para Bonito, partindo do aeroporto de Congonhas, em São Paulo (SP). Isso corrobora para que as ações de divulgação sejam efetivas. Outro exemplo foi logo quando as atividades voltaram na pandemia, nossos destinos estavam preparados para lidar com todas as normas sanitárias”, frisa o chefe da Fundtur.
Ocupação hoteleira
Quanto a ocupação da rede hoteleira de Bonito, os dados indicam também crescimento, com 2022 sendo o ano com a melhor média desde 2015, somando 58% – em janeiro foi 74% e em fevereiro 46%. Neste ano, tanto janeiro como fevereiro superaram a média dos mesmos meses no ano anterior, chegando a 79% e 55%, respectivamente.
Com isso, o janeiro de 2023 fica só atrás dos meses de janeiro de 2015 (81%) e de 2016 (84%) na média de ocupação dos hotéis de Bonito. O quarto melhor número geral e o melhor fevereiro de todos foi o do ano passado. No Carnaval, entre 18 e 22 de fevereiro de 2023, a ocupação na cidade chegou aos 76%.
“Projetamos que a retomada seria mais lenta, então um retorno com tamanha força é bastante interessante e demonstra que o nosso trabalho está seguindo o caminho certo”, destaca Wendling, que reforça ainda o turismo como um gerador de renda e emprego.
Dinheiro em circulação
Entre janeiro de 2022 e janeiro de 2023, o saldo positivo de empregos gerados em Bonito foi de 640 vagas, grande parte deles no setor de serviços, fortalecido pela alta do turismo. Além disso, há ainda a questão de geração de impostos municipais, que são revertidos diretamente em beneficiamento à população.
A arrecadação geral em ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza) ficou em R$ 1,62 milhão em janeiro deste ano, enquanto o valor de fevereiro foi de R$ 1,24 milhão. Em 2022, o recorde de R$ 21,8 milhões foi arrecadado em Bonito.
Esse foi o melhor resultado já registrado para o mês em toda a série histórica da exportação de produtos industriais de Mato Grosso do Sul
A receita com a exportação de produtos industriais alcançou US$ 309,1 milhões em fevereiro, conforme levantamento do Radar Industrial Fiems. O crescimento foi de 1% em relação ao mesmo mês de 2022, quando o valor ficou em US$ 306,2 milhões.
Já no acumulado de 2023 a receita total alcançou US$ 682,0 milhões, proporcionando crescimento de 8% em relação ao mesmo período de 2022, quando o valor ficou em US$ 628,9 milhões. “Resultando na maior receita já alcançada com a exportação de produtos industriais no período de janeiro a fevereiro”, afirmou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende.
Esse foi o melhor resultado já registrado para o mês em toda a série histórica da exportação de produtos industriais de Mato Grosso do Sul – Foto: Reprodução/ Fiems
Quanto à participação relativa, no mês, a indústria respondeu por 70% de toda a receita de exportação de Mato Grosso do Sul. Já no acumulado do ano, a participação está em 67%.
Grupos que apresentaram maior participação nas receitas de exportação
Ainda conforme Ezequiel Resende, os grupos “Complexo frigorífico”, “Celulose e papel” e “Óleos vegetais e demais produtos de sua extração” responderam por 88% da receita das exportações do setor industrial em janeiro e fevereiro, sendo 36% para o primeiro grupo, 35% o segundo e 17% para o terceiro.
No grupo “Complexo frigorífico”, a receita de exportações em fevereiro alcançou US$ 117,6 milhões, enquanto que no acumulado do ano, o valor foi de US$ 244 milhões Os principais produtos exportados foram carnes desossadas congeladas de bovino, pedaços e miudezas congelados de frango e carnes desossadas refrigeradas de bovino. Os principais países compradores foram China, Estados Unidos, Chile, Japão e Emirados Árabes.
Com relação ao grupo “Celulose e papel”, as exportações de produtos industriais atingiram US$ 105,3 milhões em fevereiro e US$ 239 milhões no acumulado de 2022. Os principais produtos exportados foram pastas químicas de madeira e os principais importadores foram China, Estados Unidos, Holanda, Itália e Argentina.
Já no grupo “Óleos vegetais e demais produtos de sua extração”, a receita de exportações chegou em fevereiro a US$ 59 milhões, enquanto que no acumulado de janeiro a fevereiro, o valor foi de US$ 112,6 milhões. Os principais produtos comercializados foram óleo de soja bruto, bagaços e resíduos sólidos da extração do óleo de soja, farinhas e pellets da extração do óleo de soja e óleo de soja refinado. Os principais países compradores foram Índia, Holanda, Tailândia, Venezuela e Polônia.
Mato Grosso do Sul registrou novo recorde na abertura de empresas no primeiro mês de 2023. Conforme balanço divulgado pela Jucems (Junta Comercial do Estado de Mato Grosso do Sul), foram abertas 744 empresas em janeiro, número 10,4% superior ao apurado no mesmo mês do ano passado (674). O resultado já era esperado e vem numa sequência de bom desempenho da economia sul-mato-grossense, ponderou o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, pasta à qual a Jucems está vinculada.
No ano passado Mato Grosso do Sul registrou a abertura de 9.602 empresas, número 3.55% acima do registrado em 2021, quando 9.273 novas firmas foram abertas e que já era recorde. Medidas de incentivo e proteção dos negócios adotadas pelo Governo do Estado durante a pandemia Covid-19 foram fundamentais para preparar a retomada do crescimento econômico de Mato Grosso do Sul no período pós-crise, o que está ocorrendo num vigor surpreendente, frisou Verruck.
Entre as medidas adotadas pelo Governo durante a pandemia, ele cita a dilatação dos prazos para pagamento de financiamentos e de impostos, tratativas com as empresas para manter os postos de trabalho, garantia de circulação das mercadorias, revisão de alíquotas, entre outras.
Na distribuição por setores da economia, os “Serviços” responderam por 73,39% do total de empresas abertas em janeiro (546), seguidos pelo Comércio (23,92%, ou 178 empresas) e Indústria (2,69%, totalizando 20 empresas). Na distribuição geográfica, Campo Grande lidera com 298 empresas seguido de Dourados (74), Três Lagoas (34), Ponta Porã (23), Naviraí e Nova Andradina (19 cada), Chapadão do Sul, Corumbá e Maracaju (16) e Paranaíba (15).
Indústria foi responsável por 66% de toda a receita de exportação do estado no primeiro mês de 2023
A receita com a exportação de produtos industriais alcançou em janeiro US$ 372,5 milhões, indicando aumento de 15% em relação ao mesmo mês de 2022, quando o valor ficou em US$ 322,7 milhões. Em relação ao volume, a elevação ficou em 18%. Esse foi o melhor resultado para o mês de janeiro em toda a série histórica das exportações de produtos industriais de Mato Grosso do Sul.
Foto: Divulgação/ FIEMS
Quanto à participação relativa, a indústria foi responsável por 66% de toda a receita de exportação do estado no primeiro mês de 2023. De acordo com o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, os segmentos industriais que apresentaram maior participação nas receitas de exportação foram “Celulose e papel”, “Complexo frigorífico” e “Óleos vegetais e demais produtos de sua extração”.
No grupo “Celulose e papel”, a receita de exportações atingiu US$ 133,4 milhões. Os principais produtos exportados foram pastas químicas de madeira e os maiores compradores foram China, Holanda, Estados Unidos, Itália e Argentina.
Com relação ao grupo “Complexo frigorífico”, a receita de exportações registrou em janeiro US$ 126,2 milhões. Os principais produtos comercializados foram carnes desossadas congeladas de bovino, pedaços e miudezas congelados de frango e carnes desossadas refrigeradas de bovino. Os principais países importadores foram China, Estados Unidos, Japão, Chile e Holanda.
Já no grupo “Óleos vegetais e demais produtos de sua extração”, a receita com as exportações foi de US$ 53,8 milhões. Os principais produtos exportados foram óleo de soja bruto, bagaços e resíduos sólidos da extração do óleo de soja, óleo de soja refinado e farinhas e pellets da extração do óleo de soja. Os principais países compradores foram Índia, Holanda, Venezuela, Reino Unido e Indonésia.
O resultado foi puxado pelas vendas externas de milho, celulose, carne bovina, carne de aves e óleos vegetais
As exportações de Mato Grosso do Sul em janeiro de 2023 cresceram 7,17% relação ao mesmo período do ano passado, fechando em US$ 565,46 milhões, ante US$ 527,63 milhões em janeiro de 2022. O resultado foi puxado pelas vendas externas de milho, celulose, carne bovina, carne de aves e óleos vegetais, conforme os dados na Carta de Conjuntura o Setor Externo de Janeiro/2023, divulgada pela Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).
Produção de soja em MS (Foto: Divulgação)
O milho aparece como o primeiro produto na pauta de exportações, representando 30,41% do total exportado em termos de valor e com crescimento de 272,12% em relação ao mesmo período do ano passado. O segundo produto é a celulose, com 23,59% de participação e crescimento de 23,08% em termos de valor. Outros destaques positivos vão para o crescimento nas vendas externas de carne bovina (16,25%); gorduras e óleos vegetais (35,03%); carnes de aves (20,49%); açúcar, (70,36%) e minério de ferro (7,86%).
“O crescimento das exportações de milho era esperado, devido aos estoques do grão. Mato Grosso do Sul, no entanto, já deu passos importantes para a absorção dessa produção dentro do nosso Estado, um deles é a produção de etanol. A Inpasa, em Dourados, já iniciou a sua produção industrial e, até o final deste ano, a Neomille, em Maracaju começa a produzir etanol de milho, inclusive, já a partir do mês de julho eles iniciam a compra e estocagem do grão”, lembra o secretário Jaime Verruck, da Semadesc.
Houve crescimento de 41,44% nas importações no mês de janeiro de 2023, puxada pelo gás natural (37,74%) e adubos ou fertilizantes (226,56%). Esse resultado provocou redução no superávit da balança comercial, que fechou o primeiro mês do ano em US$ 287,36 milhões, queda de 13,19% em relação aos US$ 331,01 milhões verificados em janeiro de 2022.
“Queremos aumentar a venda de gás natural no Brasil, via Gasbol. Hoje, existe uma ociosidade média de 30% no gasoduto. Para isso, é necessário ampliar o fornecimento do gás natural, com ativação o gasoduto da MSGás, em Corumbá”, finalizou o titular da Semadesc.
Em relação ao destino das exportações a China se mantém como o principal país comprador dos produtos com origem em Mato Grosso do Sul, representando, neste período, 27,13% do valor total exportado pelo Estado. Os países com maiores aumentos na participação foram: Irã (+1.640,48%) e Coreia do Sul (+721,23%).
Entre os dois principais portos de escoamento dos produtos sul-mato-grossense para o mercado externo, o Porto de Paranaguá concentrou 38,65% das operações, seguido pelo Porto de Santos, com 29,65%. Em janeiro de 2023 houve um aumento de 12,88% nos valores exportados, nesses dois terminais, se comparado ao mesmo período de 2022. Já na alfândega da RFB de Corumbá houve um movimento de operações 68,07% maior no primeiro mês do ano, em relação a igual período do ano passado.
O principal município exportador em janeiro de 2023 foi Três Lagoas, com cerca de 34,06% dos valores exportados, puxado pela produção de papel e celulose. Em seguida, aparecem Dourados, Campo Grande, Corumbá, Maracaju e Sidrolândia.
Estado deve colher 13,482 milhões de toneladas, segundo o quinto levantamento da Conab, divulgado nesta quarta-feira (8)
Mato Grosso do Sul deve colher 13,4 milhões de toneladas de soja na safra 2022/2023. Se confirmada a projeção divulgada nesta quarta-feira (8), no quinto levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), será o recorde da oleaginosa no estado.
MS deve registrar produção recorde de soja na safra 2022/2023 Foto: Wenderson Araujo/Trilux
Com esse volume de produção, se fosse um país, Mato Grosso do Sul seria o quinto maior produtor mundial, conforme dados desde ciclo do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
O estado seria superado apenas pelo Brasil, que deve colher 153 milhões de toneladas, pelos Estados Unidos (116,3 milhões de toneladas), pela Argentina (41 milhões de toneladas) e pela China (20,3 milhões de toneladas).
A safra sul-mato-grossense deve ser equivalente, segundo os dados do USDA, a 3,5% do volume mundial do grão, que deve chegar a 383 milhões de toneladas.
Em âmbito nacional, Mato Grosso do Sul deve se manter como quinto maior produtor brasileiro. Apenas Mato Grosso (43,9 milhões de toneladas), Paraná (21,1 milhões de toneladas), Rio Grande do Sul (18,9 milhões de toneladas) e Goiás (16,8 milhões de toneladas) projetam volumes acima.
Em 2022 o grão foi o principal produto de exportação de Mato Grosso do Sul. Foram 3,5 milhões de toneladas embarcadas para 17 destinos.
Procedimento agora feito direto em Cartório de Registro Civil registrou, em 2022, crescimento de 100% em relação ao ano anterior e marca comemorações dos 20 anos do Dia Nacional da Visibilidade Trans
O movimento da população formada por transgêneros e transexuais tem uma razão a mais para comemorações durante o vigésimo aniversário do Dia Nacional da Visibilidade Trans, que acontece no próximo domingo, 29.01: um aumento recorde de 100% em 2022 no número de pessoas que mudaram o nome e o gênero diretamente em Cartório de Registro Civil, sem a necessidade de procedimento judicial e nem cirurgia de redesignação sexual.
Dados compilados pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), entidade que reúne todos os 7.741 Cartórios de Registro Civil do Brasil, presentes em todos os municípios e distritos do país, mostram que no ano passado, em Mato Grosso do Sul, foram realizados 7 procedimentos de alteração de gênero, número 100% maior que o verificado em 2021, quando não ocorreu nenhuma mudança. Se comparado ao primeiro ano do procedimento (2018), quando foi registrado 1 ato, o crescimento é de 600%.
O número é recorde no Brasil desde que a alteração passou a ser realizada diretamente em Cartório de Registro Civil, em 2018, ano em que uma decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e regulamentada pelo Provimento nº 73 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), permitiu a realização do procedimento pela chamada via extrajudicial, sem a necessidade de processo, advogado ou decisão judicial.
Do total de atos realizados em 2022, 28.6% se referem a pessoas que mudaram seu gênero de feminino para masculino, enquanto 71,4% mudaram o sexo de masculino para feminino.
“Em Mato Grosso do Sul os números ainda são tímidos, isso pode ocorrer devido a falta de informação da população, mesmo com a simplificação de todo o processo nos Cartórios de Registro Civil. A população Trans tem direito às mudanças necessárias e essa conquista deve ser celebrada; é uma garantia da cidadania”, comenta o presidente da Arpen/MS, Marcus Roza.
Como fazer?
Para orientar os interessados em realizar a alteração, a Arpen-Brasil editou uma Cartilha Nacional sobre a Mudança de Nome e Gênero em Cartório, onde apresenta o passo a passo para o procedimento e os documentos exigidos pela norma nacional do CNJ. “Trata-se de um documento prático, com instruções detalhadas que podem auxiliar as pessoas a realizarem o procedimento direto em Cartório, sem a necessidade de ação judicial ou gastos adicionais com advogados e custas”, destaca Gustavo Renato Fiscarelli, presidente da Arpen/BR.
Para realizar o processo de alteração de gênero em nome nos Cartórios de Registro Civil é necessário a apresentação de todos os documentos pessoais, comprovante de endereço e as certidões dos distribuidores cíveis, criminais estaduais e federais do local de residência dos últimos cinco anos, bem como das certidões de execução criminal estadual e federal, dos Tabelionatos de Protesto e da Justiça do Trabalho. Na sequência, o oficial de registro deve realizar uma entrevista com o (a) interessado.
Eventuais apontamentos nas certidões não impedem a realização do ato, cabendo ao Cartório de Registro Civil comunicar o órgão competente sobre a mudança de nome e sexo, assim como aos demais órgãos de identificação sobre a alteração realizada no registro de nascimento. A emissão dos demais documentos deve ser solicitada pelo (a) interessado (a) diretamente ao órgão competente por sua emissão. Não há necessidade de apresentação de laudos médicos e nem é preciso passar por avaliação de médico ou psicólogo.