Abertura de empresas em Mato Grosso do Sul bate recorde pelo segundo ano consecutivo

A Jucems (Junta Comercial de Mato Grosso do Sul), órgão vinculado à Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), registrou a abertura de 9.602 empresas no exercício de 2022. O número está 3,55% acima do registrado em 2021, quando o Estado ganhou 9.273 novas firmas.

Campo Grande registrou maior movimentação do setor com 4.074 novas empresas Foto Saul Schramm

Além disso, esse é o segundo recorde consecutivo da série histórica, demonstrando uma retomada consistente do crescimento após a pandemia de covid-19 e vigor consolidado da economia sul-mato-grossense. Com 6.587 empresas, o setor de Serviços foi preponderante, representando mais de dois terços (68,6%) do total.

Em seguida aparece o Comércio com 2.600 (27,08%) e a Indústria vem em terceiro, tendo registrado 415 novas firmas (4,32%) em 2022. Na distribuição regional, os maiores municípios lideram a atração de negócios, com destaque para Ribas do Rio Pardo que figura na oitava colocação (empatado com Maracaju).

Campo Grande, capital do Estado e maior cidade, registrou a maior movimentação do setor com 4.074 novas empresas no ano, ou 42,43% do total. “Esses números são fruto de um trabalho voltado ao desenvolvimento. Um dos nossos pilares é justamente um Mato Grosso do Sul próspero, esse é o caminho para o futuro”, diz o governador Eduardo Riedel.

“Procuramos sempre incentivar, fomentar os negócios em Mato Grosso do Sul. Fazer a roda girar é o que faz crescer o número de empregos, geração de renda e traz melhoria para todos, traz desenvolvimento social”, completa o governador.

Linha de trabalho

Medidas de incentivo e proteção dos negócios adotadas pelo Governo de Mato Grosso do Sul durante a pandemia de covid-19 foram importantes para preparar a retomada do crescimento econômico local no período seguinte à crise.

A dilatação dos prazos para pagamento de financiamentos e de impostos, tratativas com as empresas para manter os postos de trabalho, garantia de circulação das mercadorias e revisão de alíquotas foram algumas medidas adotadas durante a pandemia. Assim, Mato Grosso do Sul foi o estado que conseguiu obter o maior índice de crescimento.

“É um dos estados que mais recebe investimentos privados, isso graças à política de incentivos do Governo e também devido aos investimentos públicos feitos em setores estratégicos para o desenvolvimento. Esse conjunto faz com que Mato Grosso do Sul registre recordes na abertura de empresas e tenha um crescimento substancial no PIB (Produto Interno Bruto)”, comenta o secretário da Semadesc, Jaime Verruck.

Paralelo a isso, a Junta Comercial aprofundou as transformações tecnológicas que possibilitaram a migração de todos seus serviços para a plataforma digital, conferindo agilidade, segurança e simplicidade nos procedimentos por parte dos usuários.

Entre os exemplos citados pelo diretor-presidente da Junta, Augusto Castro, estão a modernização dos serviços, o registro automático de empresas mercantis, em que possibilita ao usuário, utilizando os modelos padrões disponíveis no sistema e após o preenchimento da documentação, como assinatura digital e demais procedimentos automáticos, a imediata emissão do CNPJ da empresa.

Clima favorável e expansão de áreas devem permitir safra de soja recorde em MS

Uma safra recorde de soja se aproxima em Mato Grosso do Sul. Se depender do clima favorável e da expansão de área, o Estado poderá colher neste ano mais de 13 milhões de toneladas da oleaginosa, segundo estimativas da assistência técnica. Isso representaria um novo recorde em produção estadual e uma safra quase 50% superior em relação ao ano passado.

A produção de soja em Mato Grosso do Sul deve alcançar 12,7 milhões de toneladas

Em área plantada, o acréscimo foi de 2,5% totalizando 3,842 milhões de hectares, segundo dados catalogados pelo Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (Siga MS), projeto implantado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Ciência Tecnologia e Inovação (Semadesc).

A sinalização de uma supersafra foi destacada nesta segunda-feira (9) pelo secretário da Semadesc, Jaime Verruck, em entrevista ao programa Rádio Livre da FM 104,7 da Rede Educativa MS. “Temos uma parceria grande com Aprosoja por meio do Siga MS e notamos que toda semana vemos uma evolução na safra. Até o momento registramos um ciclo favorável para produzir soja, com uma área recorde de plantio o que nos permite a possibilidade de obter uma safra recorde”, salientou Verruck.

De acordo com os últimos dados da Aprosoja-MS e do sistema SIGA-MS, a produção de soja em Mato Grosso do Sul deve alcançar 12,7 milhões de toneladas, aumento de produção de 41,7%, em relação a safra passada, que registrou quebra devido ao comportamento climático. Já a Conab é ainda mais otimista e prevê safra de 13,3 milhões neste ano agrícola.

Assim como a produção, a produtividade e a área destinada ao cultivo de soja devem avançar. A produtividade poderá atingir 53,44 sacas por hectare, um aumento de 38,27% em relação ao ciclo anterior, que sofreu a irregularidade climática. Essa também será a maior produção estadual da oleaginosa, conforme dados da série histórica da Conab, iniciada em 1977.

Expansão com tecnologia

A área ocupada por lavouras de soja tem apresentado crescimento contínuo em Mato Grosso do Sul nos últimos anos. Na safra 2018/2019 foram cultivados 2,98 milhões de hectares com a oleaginosa, passando para 3,8 milhões de hectares na temporada atual, um aumento de 31%.

Segundo o secretário, os dados foram obtidos por meio de um estudo feito pela Semadesc. “Esse crescimento é contínuo e acelerado e o mais importante vem permeado de tecnologia e inovação”, acrescentou.

A previsão é de que, nos próximos três anos, esse processo seja acelerado e a cultura passe a ocupar 4,5 milhões de hectares.

Exportações de MS fecham o ano de 2022 em US$ 8,2 bilhões, o maior valor da história

As exportações de Mato Grosso do Sul fecharam o ano de 2022 com valor recorde de US$ 8,2 bilhões de dólares e 17,6 milhões de toneladas em produtos, o maior registro da série histórica, iniciada em 1997. Em relação ao ano de 2021, o valor das exportações sul-mato-grossenses aumentou 18,79% e o das importações cresceram 27,8%.

O superávit da balança comercial fechou em US$ 4,882 bilhões em 2022, 13,35% maior do que os US$ 4,307 bilhões registrados no acumulado de janeiro a dezembro de 2021. As informações são da Carta de Conjuntura do Setor Externo do mês de janeiro de 2023, divulgada nesta sexta-feira (6) elaborada pela Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) com os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

“Esse é o maior valor das exportações de toda a série histórica de Mato Grosso do Sul, mostrando a competência do Estado nas suas exportações e essa competência se traduz em competitividade. Só se consegue recorde exportações nós formos competitivos com os nossos produtos em outros mercados”, comenta o secretário Jaime Verruck, da Semadesc.

Com relação aos principais produtos exportados, a Soja em grão aparece como primeiro produto na pauta de exportações, com 25,09% do total exportado em termos do valor. O segundo produto é a Celulose, com 18,6% de participação, com aumento em termos de valor de 2,27% em relação a janeiro a dezembro de 2021. Outros produtos de destaque foram o milho em grão, que aumentou 701,77%; a carne de bovinos, que teve um crescimento de 26,87%; os óleos e gorduras vegetais e animais, 53,88%; carne de aves, 7,49%; ferro-gusa e ferroligas, 161,9%.

“É importante lembrar que ao longo desses anos nós temos aumentado a área plantada de soja e aumentado a produção e a consequência disso é de nossas exportações e aumento da das riquezas para Mato Grosso do Sul. Com relação à celulose, nosso Estado hoje já apresenta praticamente 30% do total da celulose brasileira exportada. Além disso, nós tivemos ao longo desse ano alguns destaques como as exportações das carnes bovinas que cresceram 26,8%, mostrando que a pecuária sul-mato-grossense, mesmo com todas as dificuldades, tem se posicionado de maneira competitiva no mercado internacional”, acrescentou o titular da Semadesc.

Com relação ao desempenho do milho, o secretário Jaime Verruck lembra que “Mato Grosso do Sul tem aumentado essa produção do grão, tem aumentado sua industrialização interna, principalmente no etanol e no uso para rações e, mesmo assim nós temos um saldo de exportação significativa de 3 milhões de toneladas de milho”.

Em relação aos produtos importados, Mato Grosso do Sul continuou com uma pauta concentrada na importação de gás boliviano, representando 43,45% da pauta de importações de 2022. Já em termos de destino das exportações houve uma concentração nas vendas externas para a China, representando cerca de 35,64% do valor total das exportações, seguida dos Estados Unidos, que representou 6,86% do comércio exterior sul-mato-grossense em 2022. Os países com maior aumento na participação foram: Japão (434,91%) e Irã (359,84%).

Hélio Peluffo deixa a prefeitura de Ponta Porã com 96,13% de aprovação popular

O arquiteto Hélio Peluffo Filho renuncia à Prefeitura de Ponta Porã para assumir a Secretaria de Infraestrutura e Logística do Governo do Estado com aprovação de 96,13% da população, conforme pesquisa do Instituto Ipems, de novembro último.

Hélio é considerado um dos melhores prefeitos de MS e apontado pela mesma pesquisa como o melhor que Ponta Porã já teve.

A última medida administrativa de Peluffo foi assinar os quatro contratos para execução de obras de infraestrutura e urbanização da Linha internacional do município, investimento e R$ 90,2 milhões, financiado pelo Fonplata com contrapartida da Prefeitura.

Hélio será nomeado na Secretaria de Infraestrutura de Riedel e é apontado como o melhor prefeito que Ponta Porã já teve Foto Divulgação

Essa obra vai revitalizar cerca de 5 quilômetros da faixa internacional com pistas de caminhada, ciclovia, iluminação, estacionamento e espaços para esporte e lazer, valorizando um espaço hoje bastante degradado.

A gestão de Hélio Peluffo se pautou por um forte investimento em infraestrutura no centro e nos bairros, sobretudo redes de drenagem e pavimentação asfáltica, serviços que impactam diretamente a qualidade de vida da população.

Mas Peluffo atuou muito forte na modernização administrativa e organizacional do município, implantando a matrícula digital, a Sala de Situação com o controle de informação gerenciais em tempo real, investiu em robótica e salas makers para a educação e aproximou a saída da população com a aquisição de três carretas equipadas para atendimento médico, odontológico e imunização.

As políticas assistenciais cresceram bastante, com destaque para o CentroPop que atende a população de rua, para o consultório de rua instalado bem na linha internacional e, mais recentemente, pela aquisição de uma carreta equipada para capacitação profissional, a carreta de cursos do FAC (Fundo de Apoio à Comunidade), dirigido pela primeira-dama Vânia Peluffo.

Com bons projetos, Peluffo soube construir parcerias com o Governo do Estado e bancada federal, construindo o grande sonho de Ponta Porã, o Contorno Viário, além de ter deixado em execução a duplicação da MS-164, uma das importantes entradas da cidade.

R$ 400 MILHÕES

Ao se despedir da Prefeitura, Hélio Peluffo entregou para o vice-prefeito Eduardo Campos, um pacote de investimentos de R$ 400 milhões, totalizando 75 obras em andamento, licitadas e a licitar.

A Prefeitura fica organizada e com recursos para tocar as obras e os compromissos assumidos com a população, disse Peluffo, ressaltando que Campos conhece a gestão e está preparado, junto com a equipe, a dar sequência ao trabalho que vinha sendo realizado.

Bonito bate recorde de 2016: 251 mil visitantes em 11 meses de 2022

Com expectativa de movimento mais forte de visitantes em dezembro após o Natal, Bonito atraiu 251.758 turistas de janeiro a novembro, segundo dados divulgados pelo Observatório do Turismo e Eventos (OTEB), superando em onze meses o recorde de 2016, quando o melhor destino de ecoturismo do Brasil recebeu 212.817 pessoas. No ano passado, o período pós-pandemia também gerou um fluxo muito bom, com 205.460 visitantes.

Novembro foi um dos melhores períodos do ano, com taxa de ocupação da rede hoteleira de 81% Foto Silvio Andrade

Em novembro, segundo o trade turístico, o feriado da Proclamação da República (12 a 15) foi um dos melhores períodos do ano, com taxa de ocupação da rede hoteleira de 81% (no mês, foi de 64%). Do total de visitantes, 6,62% (1.694) chegaram ao destino por avião. No mesmo período de 2021, 849 pessoas desembarcaram no aeroporto estadual. O maior movimento no transporte aéreo até agora registrado foi nas férias de julho: 4.010 desembarques.

Em relação ao número de visitações aos atrativos de Bonito, novembro alcançou 70.994 vouchers comercializados, queda de 0,34% em relação ao mesmo período de 2021 (71.238). Em onze meses, no entanto, as visitações aumentaram (753.498) e bateu recorde, superando todo o ano de 2021 (679.650). O terceiro melhor ano foi 2019: 669.227. Os balneários mantêm a preferência do turista: 23.835 visitações em novembro, seguido da flutuação (15.350).

O boletim mensal da atividade turística no destino da Serra da Bodoquena é produzido e coordenado pelo Bonito Convention e Visitors Bureau (BCVB), com base em levantamento sistemático realizado pelo Observatório do Turismo e Eventos (OTEB). O trabalho processado e divulgado regularmente conta com o apoio da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur) e da secretaria de Turismo de Bonito.

Campanha dos servidores bate recorde e arrecada 26 mil brinquedos para o Natal

“Divida a Brincadeira”, a campanha de Natal dos servidores do Governo do Estado bateu novo recorde em 2022 ao arrecadar mais de 26 mil brinquedos para serem doados a crianças carentes de Mato Grosso do Sul. Tradição entre os funcionários públicos, a mobilização natalina teve como objetivo arrecadar brinquedos novos ou em bom estado de conservação. A meta era superar os 21 mil presentes recebidos no ano passado.

Nesta quarta-feira (14), o governador Reinaldo Azambuja e a primeira-dama Fátima Azambuja, madrinha da campanha, reuniram, na Governadoria, servidores, empresários e parceiros da iniciativa para fazer o encerramento da mobilização. A secretária estadual de Administração, Ana Carolina Nardes, que coordena o projeto, também estava presente.

O governador Reinaldo Azambuja e a primeira-dama Fátima Azambuja, madrinha da campanha Foto Chico Ribeiro

Reinaldo Azambuja comemorou os números. “Que alegria poder finalizar esse ciclo batendo recordes. Essa é uma realização de pessoas que se uniram para atender crianças que mais precisam. Foram mais de 26 mil brinquedos que vão para mais de 170 instituições. Essa é a sétima edição da ‘Divida a Brincadeira’. Em todos esses anos, a campanha totalizou 100 mil brinquedos para 545 instituições. Isso faz muita diferença na vida das crianças. Por isso, quero agradecer aos servidores, empresários, instituições e demais parceiros”, destacou.

A quantidade de brinquedos arrecadados saltou de 6.445 em 2015 para 26.197 em 2022. Para a primeira-dama, o engajamento dos servidores ao longo dos anos foi primordial para atingir o número expressivo de doações. “Aumentaram os brinquedos e a colaboração dos servidores. Cada um de nós viu como isso é importante e eu pude ver como a campanha cresceu dentro das secretarias estaduais”, ressaltou Fátima Azambuja, que aproveitou o momento para deixar um recado para a futura primeira-dama do Estado, Mônica Riedel, esposa do governador eleito Eduardo Riedel: “essa campanha só tende a crescer, cada vez mais, com você como próxima madrinha”.

Madrinha da campanha, Fátima Azambuja agradeceu engajamento dos servidores Foto Chico Ribeiro

Além da quantidade de brinquedos, segundo Ana Nardes, um diferencial na arrecadação chamou a atenção neste ano. “Recebemos muitos brinquedos novos e maioria estava embalado – o que mostra a preocupação dos nossos servidores com a sociedade”, frisou. “Uma mãe que vê sua criança com um sorriso no rosto engrandece seu lar. Um pai que vê seu filho com um presente, sente uma realização pessoal”, completou a secretária.

O encerramento da 7ª Edição da Campanha Divida a Brincadeira reuniu secretários de Estado, comandantes das forças militares e presidentes de fundações e autarquias do Poder Executivo. O deputado estadual Márcio Fernandes também esteve presente, representando a Assembleia Legislativa.

Fundo Constitucional do Centro-Oeste será recorde para MS com R$ 2,2 bilhões

Mato Grosso do Sul terá R$ 2.282.828.039,00 em recursos do FCO (Fundo Constitucional do Centro-Oeste), um valor recorde para o financiamento de novos empreendimentos empresariais e rurais no ano de 2023. E uma novidade é a inclusão de recursos em caráter definitivo para municípios localizados na Planície Pantaneira, no valor de R$ 285.353.505,00 – um pleito da classe política sul-mato-grossense.

Os valores foram divulgados hoje (12) durante a 17ª Reunião Ordinária do Condel, realizada em formato híbrido e que contou com a participação do governador Reinaldo Azambuja e do secretário Jaime Verruck, da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar). O valor destinado a Mato Grosso do Sul representa 24% do montante total do FCO, distribuído pela Sudeco aos estados do Centro-Oeste.

Reunião do Condel foi realizada de forma híbrida; Reinaldo Azambuja, Jaime Verruck e Bruno Bastos participaram Foto Chico Ribeiro

Reinaldo Azambuja destacou o papel de fomento ao desenvolvimento do FCO, a importância da ampliação dos recursos e o fato de Mato Grosso do Sul ter a menor inadimplência da região: 0,1%. “O FCO tem desenvolvido um papel de fomento e desenvolvimento da região Centro-Oeste muito importante. A gente vê a importância dos investimentos, da ampliação das atividades produtivas, do trabalho que o próprio fundo tem feito. Eu tenho discutido com os governadores porque o fundo já não consegue suprir a demanda do crescimento de alguns dos nossos estados e é importante termos linhas de créditos muito similares ao FCO para o fomento dessas atividades produtivas, o crescimento econômico que tem sido feito. Neste ano, em julho já tinha todo o recurso do FCO Rural tomado por aqueles que demandam crédito”, afirmou o governador.

Já o secretário Jaime Verruck ressaltou quatro informações importantes sobre o FCO: a alocação recorde de recursos para Mato Grosso do Sul para 2023; o fato de o Estado ter a menor inadimplência na região; a necessidade de ampliação dos valores disponibilizados para atender a demanda; e a inclusão de recursos de forma permanente para a planície pantaneira. “Conseguimos incluir com projeto permanente os recursos para a planície pantaneira. Quando dos incêndios em 2020, nós conseguimos inserir em caráter de excepcionalidade, mas a partir de agora, 3% do total dos recursos do FCO serão disponibilizados para os produtores rurais e para as atividades, seja de turismo ou produção rural, na planície pantaneira. Isso também foi uma grande vitória da política sul-mato-grossense”, explicou.

Para o ano de 2023, o regramento do Fundo traz novidades, como o fato de as cartas-consulta passarem a ser preenchidas eletronicamente por meio de um sistema digital, e não mais entregue fisicamente nas agências bancárias. Além disso, no FCO Empresarial, poderão ser aplicadas taxas juros prefixadas ou pós-fixadas aos financiamentos, sendo que as taxas pré-fixadas são especificadas na programação, dando segurança e previsibilidade ao investidor.

Os juros variam de acordo com o município, porte da empresa, tipo de investimento e linha de financiamento. No caso dos juros pré-fixados do FCO Empresarial, considerando uma pequena empresa de Campo Grande (município não prioritário), é possível financiar 100% do projeto via FCO, com juros anuais de 9,3%, para investimento e capital de giro associado.

Na reunião do Condel também foram aprovadas diretrizes e prioridades para a aplicação dos recursos do FDCO no exercício de 2023.

Confira outras propostas aprovadas para o FCO 2023:

– Possibilidade de financiar máquina agrícola usada e avião para pulverização agrícola usado

– Caso o  proponente apresente mais  de  duas propostas de financiamento dentro do prazo de 12 meses, ele deverá, a partir da  terceira proposta, apresentar carta-consulta, independentemente do valor pleiteado (norma para evitar segregação de proposta)

– Regras complementares Conselho Estadual do FCO (como remanejamento de recursos entre rural e empresarial; elevação de valor da carta consulta ou sua dispensa; suspensão, restrição ou priorização a setores, linhas e itens) devem ser aprovadas pela Secretaria Executiva do Condel (Sudeco) e só terão validade caso aprovadas, e posteriormente serão publicadas  no anexo da programação. Assim, todos os Estados saberão das restrições estabelecidas pelos demais.

– Projetos de investimento em inovação abaixo de R$ 1 milhão terão fator de programa 0,5 (juros mais baixos) e os acima de R$ 1 milhão terão fator de programa 0,9. Antes, esse limite era de R$ 200 mil.

– Reprogramação de dívidas – ampliação de 50% do prazo máximo definido em cada programa, contado a partir do “vencimento final da operação” e não mais “a partir da data da reprogramação”, medida que beneficia o tomador.

– Inclusão de construção de estufas para produção de frutas e hortaliças como item financiável

– Definição de critérios para o repasse de recursos às instituições credenciadas a operar com recursos do FCO (repasse do Banco do Brasil para tais instituições).

– Regras para distribuição dos recursos entre as instituições operadoras, dando mais segurança às instituições financeiras e transparência ao processo de rateio. O orçamento será disponibilizado mensalmente e os recursos serão liberados conforme demanda. Caso o valor financiado no FCO Rural alcance 80% dos recursos, haverá contingenciamento no FCO Rural

Também participou da reunião o superintendente de Indústria e Comércio da Semagro, Bruno Bastos.

Bonito bate recorde de visitação e atinge o maior número de turistas em 8 anos

Um dos primeiros destinos a retomar as atividades com selo de segurança pós-pandemia do coronavírus, em agosto de 2020, Bonito se superou e 2022 foi o ano dos recordes de visitação. O boletim de outubro do Observatório do Turismo e Eventos, coordenado pelo Bonito Convention e Visitors Bureau, confirma o sucesso: em dez meses, a cidade recebeu 226.161 turistas, ultrapassando o movimento de 2016 (212.817), considerado até então o melhor ano.

Festival de Inverno de Bonito foi sucesso de público Foto Chico Ribeiro

Além da organização do turismo local, que prima pela qualidade dos serviços, controle de visitação e plano de promoção e comercialização atrelado ao mercado, o crescimento da atividade em Bonito está diretamente relacionado aos investimentos do Governo do Estado e da Prefeitura na melhoria da infraestrutura urbana e logística. A reabertura do aeroporto estadual, após reforma e novos equipamentos de operação, foi determinante na retomada.

A gruta é um dos atrativos mais procurados pelos turistas em Bonito

Na divulgação do destino a secretaria municipal de Turismo, Indústria e Comércio conta com o apoio da Fundação de Turismo de MS (Fundtur) e tem investido nas redes sociais (Facebook, Instagram, YouTube e TikTok), em novo website institucional e na produção de webserie em inglês, visando o público internacional. Também tem dado constante apoio a presstrip e Famtour e participado de eventos nacionais e internacionais para promoção de Bonito.

Melhoria dos acessos

“É resultado de um trabalho realizado em parceria com todo o trade turístico e com o Governo do Estado. As obras de infraestrutura, como a reforma do nosso aeroporto, pavimentação de estradas de acesso, como a Rodovia do Turismo, e a realização de eventos (Brasil Ride, Festival de Pesca Esportiva e Festival de Inverno), consolidaram o ano de 2022 com este resultado extremamente positivo para nossa cidade”, afirma a secretária de Turismo Juliane Salvadori.

Os números refletem os investimentos públicos, segundo o prefeito Josmail Rodrigues. Administrado pelo Estado desde 2018, o aeroporto recebeu injeção de R$ 6,5 milhões e hoje opera com sete voos semanais. Em oito anos, os recursos destinados pelo Estado ao município superam os R$ 300 milhões, destacando-se as obras em execução de pavimentação da Estrada do 21 (acesso ao distrito de Águas do Miranda e a Aquidauana) e da Rodovia do Turismo (balneários).

“Nós temos o Governo do Estado como grande parceiro de Bonito. O governador Reinaldo Azambuja vai deixar um legado para a nossa cidade. Hoje temos um quartel do Corpo de Bombeiros, estamos reformando o Hospital Darci João Bigaton e pavimentando vários bairros”, destaca o prefeito. “O governo recapeou rodovias de acesso a Bonito, asfaltou a MS-382 até a entrada da Gruta do Lago Azul e melhorou ainda as estradas rurais.”

Fluxo em outubro

Em outubro, Bonito recebeu 26.864 turistas, inferior ao mesmo período de 2021, mas em dez meses superou em número de visitações (682.504) de todo o ano passado. Do total de visitantes, 8,5% (2.290) chegou ao destino de avião – operam na região a Azul e a Gol está com voo direto com Congonhas. De janeiro a outubro, 22.188 pessoas desembarcaram no aeroporto local, que foi certificado recentemente para receber grandes aeronaves e operação noturna.

A viabilização de vôos direto contribuiu para fortalecer o turismo da região de Bonito

O total de visitantes em 2022 deve chegar ou superar 270 mil pessoas, com a expectativa de alcançar 50 mil em novembro e dezembro e estimativa de 840 mil visitações no ano. “A rede hoteleira está praticamente lotada para o período”, comemora o prefeito Josmail Rodrigues. Em outubro, a ocupação hoteleira foi de 65%. Nesse mês, balneários (24.458), flutuação (16.609), Gruta do Lago Azul (9.402) e cachoeiras (8.437) foram os passeios mais visitados.

Endividamento bate recorde e atinge 79,3% das famílias, diz CNC

Superou 80% entre os lares mais pobres; confederação afirmou que ritmo de alta desacelerou

O endividamento atingiu 79,3% dos lares brasileiros em setembro, disse nesta 2ª feira (10.out.2022) a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). Eis a íntegra do comunicado (84 KB).

A Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor) mostrou que esse é o recorde da série histórica no Brasil, iniciada em 2010. Subiu 0,3 ponto percentual em relação a agosto. Também foi o 3º aumento seguido em 2022.

A inadimplência de consumidores que atrasaram o pagamento das dívidas atingiu 30%

A CNC afirmou, porém, que a alta do endividamento das famílias desacelerou em relação aos meses anteriores.

Em comparação com setembro do ano passado, o total de lares com dívidas a vencer subiu 5,3 pontos percentuais. Essa é a menor taxa anual desde julho de 2021.

O endividamento entre as famílias com renda inferior a 10 salários mínimos subiu para 80,3%, também o maior patamar da série histórica. Foi a 1ª vez que o Peic superou o nível de 80%.

Entre as famílias com maior renda, a proporção de endividados se manteve estável, em 75,9%.

A inadimplência de consumidores que atrasaram o pagamento das dívidas atingiu 30%, o maior nível desde o início da pesquisa. Foi o 3º aumento seguido, com alta de 0,4 ponto percentual em setembro.

Em um ano, o indicador de dívidas atrasadas avançou 4,5%, a maior taxa anual desde março de 2016.

Com 101 mortes, MS se aproxima de ano mais letal em série histórica da Influenza

O Estado registrou 10.495 casos notificados de SRAG desde o começo do ano – Crédito: Divulgação
No decorrer de setembro Mato Grosso do Sul chegou a 101 mortes causadas pela Influenza durante 2022, 99 de tipo H3N2 e outros dois óbitos classificados como Influenza ‘A’ não subtipados.


O Estado registrou 10.495 casos notificados de SRAG desde o começo do ano Foto Divulgação

Com isso, o Estado se aproxima do ano mais letal desde quando a doença respiratória passou a ser monitorada, em 2009. Em 2016, 103 pessoas morreram por Influenza H1N1.

Foram três mortes registradas entre o dia 8 de setembro até 5 de outubro, segundo informações divulgadas pela SES (Secretaria de Estado de Saúde). O boletim epidemiológico mais recente foi publicado nessa quarta-feira (5).

Neste período, o setor de Vigilância em Saúde do Estado, através da Gerência Técnica de Influenza e Doenças Respiratórias, registrou também 713 novos casos de hospitalizações por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave).

Com a atualização, Mato Grosso do Sul passou a acumular 10.495 casos notificados de SRAG desde o início do ano. Destes, 453 tiveram testagem confirmada para casos de Influenza, sendo 450 de H3N2, um caso classificado como H1N1 e dois casos não subtipados.

Na distribuição de quantidade de notificações por municípios, Dourados aparece na quarta colocação com 545, ficando atrás de Campo Grande (4.507), Ponta Porã (747) e Corumbá (672).

Já o ranking de casos confirmados de pessoas hospitalizadas por Influenza, a maior cidade do interior do Estado está em terceiro com 27 registros de pacientes internados com Influenza tipo H3N2.

Campo Grande tem 147 casos acumulados de H3N2 e dois casos não subtipados. Ponta Porã está na segunda colocação com 35 casos de H3N2.

Os gráficos que analisam o perfil dos óbitos por Influenza “A” H3N2 mostram que 69,2% das mortes são de homens e mulheres com idade acima de 60 anos.