Festival de Inverno mantém movimento de turistas na baixa temporada em Bonito

O aumento do fluxo de turistas durante o Festival de Inverno (FIB), realizado entre os dias 25 e 28, foi determinante para manter a média de visitantes a Bonito em agosto, em alta desde janeiro. A Capital do Ecoturismo continua batendo recorde e recebeu 22.461 turistas no mês, melhor movimento em oito anos e o quarto em 2022 no período.

O acumulado em oito meses foi de 172.500, com previsão de o destino receber mais 100 mil visitantes até dezembro. O melhor ano para o turismo local foi 2016, com 212.817 visitantes. No ano passado, o retorno da atividade pós-pandemia atraiu 205.460 visitantes.

A Capital do Ecoturismo continua batendo recorde e recebeu 22.461 turistas no mês Foto Marithe do Céu

Os números foram divulgados pelo Observatório do Turismo e Eventos de Bonito (OTEB), que realiza o levantamento sistemático da atividade turística desde 2015 com o apoio do Governo do Estado. O OTEB é coordenado pelo Bonito Convention e Visitors Bureau.

“O festival de inverno gerou fluxo de turistas do Estado e movimentou a baixa temporada, por isso o mês de agosto bateu recorde quando comparado com os outros anos”, observa Janaina Mainchein, coordenadora do observatório. “Setembro também vai ser um mês ótimo para o turismo de Bonito”, avalia.

Neste mês, a cidade recebe o evento nacional Brasil Ride Warm Up 2022, competição de bike que deve reunir mais de três mil pessoas em três dias – 7 a 10. Somente de atletas, são mais de 800 participantes de 18 estados e quatro países. A etapa do Brasil Ride tem o apoio do Governo do Estado.

Visitações

Na verdade, 2022 está sendo um ano positivo para o turismo do destino, que está ampliando suas atividades, hoje com mais de 50 atrativos, e melhorando a infraestrutura de acesso. Até o fim do ano, o acesso aos principais balneários do Rio Formoso estará asfaltado – a obra em 9,7 km está sendo executada pelo Governo do Estado.

Segundo o boletim do OTEB, em agosto 55% da rede hoteleira da cidade foi ocupada (o melhor mês no ano foi janeiro, com 74%). Estima-se que 8,30% dos visitantes (1.860) usaram o transporte aéreo para chegar ao destino. Hoje Bonito conta com três voos semanais, com a Gol conectando Bonito diretamente com Congonhas.

O acompanhamento mensal do fluxo revela, também, que o número de visitações vem aumentando em relação aos anos anteriores. Em agosto, os atrativos receberam 59.991 visitações, inferior apenas a janeiro (123.989) e julho (89.944). O melhor desemprego foi em 2021: 679.858 vouchers (passaporte aos atrativos) foram comercializados.

A flutuação nos rios cristalinos se mantém como principal atrativo, recebendo em agosto 15.430 visitas. Na sequência, os balneários, com 13.046, e a Gruta do Lago Azul, 9.289. Esta teve 67% de ocupação de sua capacidade máxima, enquanto em julho chegou a 84%.

MS tem melhor resultado em abertura de empresas nos últimos 22 anos

Mato Grosso do Sul registrou no primeiro semestre deste ano, a abertura de 4.746 empresas. O resultado é o melhor para o período em toda a série histórica registrada na Junta Comercial de Mato Grosso do Sul (Jucems), desde o ano de 2000.

O melhor resultado anterior para o período foi obtido em 2021, com 4.674 empresas constituídas no primeiro semestre daquele ano.

Para Verruck a modernização do órgão motivou o bom desempenho

O destaque foi para o setor de serviços que teve o registro de 3.235 empresas de janeiro a junho/2022, representando 68,16% do total, no comércio abriram 1.325 empresas = 27,92% do total e no setor de indústrias 186 empresas foram constituídas, com um percentual de 3,92% para o período.

Na avaliação do secretário de Produção, Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck a modernização do órgão motivou o bom desempenho. “O processo de modernização e inovação implantado pela JUCEMS, que hoje tem todos os seus serviços disponíveis em plataforma digital, sem a necessidade da presença física dos usuários para o atendimento ajudou no resultado positivo”, salientou.

O presidente da Junta Comercial de MS, Augusto de Castro reforçou o argumento destacando o avanço no total de empresas abertas através do registro automático. “Pelo registro automático, o usuário utilizando modelo padrão disponível no Sistema de Registro Mercantil – SRM, obtém de forma instantânea ao final do processo o seu CNPJ”, lembrou destacando que do total de 4.746 abertas neste ano. 3.074 empresas, que representam 64,77% do total das aberturas, utilizaram o registro automático.

Fechamentos
O número de fechamentos de empresas no primeiro semestre, que totalizou 2.285 firmas, também foi o maior da série histórica para o período. Do total de estabelecimentos fechados no primeiro semestre de 2022, 1.173 = 51,33% são do setor de serviços, 983 = 43,02% do setor do comércio e 129 = 5,65% do setor industrial;

Também nos processos de fechamentos de empresas a JUCEMS disponibiliza o serviço automático, sendo que do total no período, 919, que representa 40,21%, ocorreram de forma automática.

“O crescimento no volume de fechamentos de empresas é reflexo dos ajustes nos setores econômicos decorrentes dos efeitos da pandemia, impactando principalmente no setor do comércio”, avaliou Castrp; Ele salientou que enquanto no período as empresas abertas no setor representaram 27,92% ou 1.325 estabelecimentos, nos fechamentos o setor totalizou 43,02%, ou 983 firmas, ficando com saldo positivo de 342 empresas no período”, observou Castro.

Outro fator que tem elevado o número de fechamentos de empresas é a extinção da cobrança da taxa para o serviço pelas juntas comerciais brasileiras, que foi determinada pela Lei da Liberdade Econômica, que beneficiou os empreendedores.

Exportação de industrializados de MS registra em junho o melhor resultado da história

A receita com a exportação de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul alcançou US$ 456,5 milhões, indicando crescimento de 13% em relação ao mesmo mês de 2021, quando o valor ficou em US$ 405,1 milhões, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems. Esse foi o melhor resultado já registrado para o mês em toda a série histórica da exportação de produtos industriais do Estado.

Já no acumulado de 2022 a receita total alcançou US$ 2,39 bilhões, proporcionando crescimento de 19% em relação ao mesmo período de 2021, quando o valor ficou em US$ 2,01 bilhões, resultando na maior receita já alcançada no período indicado. Quanto à participação relativa, no mês, a indústria respondeu por 69% de toda a receita de exportação de Mato Grosso do Sul. Já no acumulado do ano, a participação está em 59%.

A indústria respondeu por 69% de toda a receita de exportação de Mato Grosso do Sul no mês de junho

Grupos que apresentaram maior participação nas receitas de exportação

Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, os grupos “Celulose e papel”, “Complexo frigorífico” e “Óleos vegetais e demais produtos de sua extração” respondem por 88% da receita das exportações do setor industrial no período de janeiro a junho, sendo 34% para o primeiro grupo, 32% para o segundo e 22% para o terceiro grupo. Logo em seguida estão os grupos “Extrativo Mineral” e “Açúcar e álcool”, ambos com 3% cada, e “Metalmecânica”, com 2%.

No grupo “Complexo frigorífico”, a receita de exportações em junho alcançou US$ 143 milhões e no acumulado de janeiro a junho, US$ 806 milhões. Os principais produtos exportados foram carnes desossadas congeladas de bovino, pedaços e miudezas congelados de frango, carnes desossadas refrigeradas de bovino e frango inteiro congelado. Os principais países compradores foram China, Chie, Estados Unidos, Egito e Emirados Árabes.

Com relação ao grupo “Celulose e papel”, a receita de exportações de industrializados atingiu em junho US$ 125 milhões e no acumulado do ano, US$ 758,1 milhões. Pastas químicas de madeira foram o principal produto exportado e os maiores compradores foram China, Estados Unidos, Itália, Holanda e Emirados Árabes.

Já no grupo “Óleos vegetais e demais produtos de sua extração, a receita de exportações de produtos industrializados em junho foi de US$ 112,9 milhões, enquanto no acumulado do ano foi de US$ 766,7 milhões. Os principais produtos comercializados foram bagaços e resíduos sólidos da extração do óleo de soja, farinhas e pellets da extração do óleo de soja, óleo de soja bruto e óleo de soja refinado. Os principais países compradores foram Índia, Holanda, Indonésia, Venezuela e Tailândia.

Reinaldo atinge 74,10% de aprovação perto de concluir o mandato

Segundo pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas de Mato Grosso do Sul (Ipems), e divulgada hoje no Correio do Estado, mostra que 74,1% da população do Estado aprova a administração do governador Reinaldo Azambuja (PSDB).

Governador Reinaldo Azambuja (PSDB) termina em dezembro o seu segundo mandato consecutivo à frente de Mato Grosso do Sul

Deste total, 44,58% avaliaram a gestão do tucano como ótima ou boa e 29,58% como regular, mas com aprovação.  Outros 25,8% a desaprovam, enquanto 20,87% disseram que a atual administração é ruim ou péssima e 4,97% estimam ser regular e, portanto, a desaprovam.

A amostragem, feita entre os dias 26 de junho e 2 de julho, ouviu 1.665 pessoas nos 79 municípios do Estado. A margem de erro é de 2,40% e o grau de confiança é de 95%, com registro no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) sob o número MS 04652/2022. Azambuja está no último ano de seu segundo mandato e passará o bastão para o próximo governador em 1° de janeiro de 2023.

Em outra análise sobre o desempenho e satisfação dos trabalhos realizados no mandato do Reinaldo na administração do MS, divulgada em 4 de julho pela FOLHA DE CAMPO GRANDE, apontou que 68,20% da população aprova o trabalho realizado pelo governador e 29,30% não aprovam como tem sido conduzido o mandato. Apenas 2,50% preferiram não responder.

As boas avaliações de Reinaldo Azambuja pode ser reflexo do fechamento de projetos nesta fase final da administração. Perto de concluir o último mandato, o governador tem percorrido todo o estado de Mato Grosso do Sul.

Só nos últimos meses, Reinaldo esteve presente em cinco regiões, entregando e vistoriando obras. Desde o dia 13 de junho passou por Porto Murtinho, Camapuã, Chapadão do Sul, Dourados e em Três Lagoas, onde inaugurou o Hospital Regional.

Perto de concluir o mandato Reinaldo atinge o maior nível de avaliação positiva

Pesquisa do Instituto Ranking Brasil perguntou a 3 mil pessoas em 30 municípios, o que os eleitores acham do desempenho do governador Reinaldo Azambuja. Dos entrevistados, 43,20% consideram ótimo ou bom, e 33,90% avaliam como regular. Apenas 2,50% preferiram não responder ou não sabem.

Em outra análise sobre o desempenho e satisfação dos trabalhos realizados no mandato do Reinaldo na administração do MS, aponta que 68,20% da população aprova o trabalho realizado pelo governador até o momento e 29,30% não aprovam como tem sido conduzido o mandato. Apenas 2,50% preferiram não responder.

A boa avaliação de Reinaldo Azambuja pode ser reflexo do fechamento de projetos nesta fase final da administração. Perto de concluir o último mandato, o governador tem percorrido todo o estado de Mato Grosso do Sul.

Só nos últimos meses, Reinaldo esteve presente em cinco regiões, entregando e vistoriando obras. Desde o dia 13 de junho passou por Porto Murtinho, Camapuã, Chapadão do Sul, Dourados e em Três Lagoas, onde inaugurou o Hospital Regional.

Polícia apreende droga avaliada em R$ 56 milhões em caminhão clonado de concessionária de energia

A Polícia Civil apreendeu 508 kg de cocaína escondida em um caminhão clonado, na BR-060, em Campo Grande, nesta quinta-feira (23). Esta é a maior apreensão de cocaína feita pela Polícia Civil em Mato Grosso do Sul.

Conforme informado pela polícia, a droga estava em um compartimento de um caminhão que foi minuciosamente clonada como um veículo de reparo do sistema de energia, utilizado pela Energisa, concessionária que fornece energia aos moradores no estado.

Tabletes de cocaína escondidos em compartimento secreto no veículo. (Foto: Divulgação | Dracco)

Os traficantes utilizaram o caminhão clonado para tentar despistar a fiscalização dos policiais. Duas pessoas foram presas e a droga esta avaliada em aproximadamente em R$ 56 milhões.

A droga e o caminhão clonado foram encaminhados para a sede do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), divisão da Polícia Civil que realizou a apreensão.

Droga foi apreendida escondida em caminhão clonado. — Foto: Polícia Civil/Reprodução

Durante as maiores apreensões da Dracco, o departamento soma mais de 1,5 toneladas de cocaína apreendida. A atual apreensão faz parte da Operação Hórus, que ocorre de forma integrada entre Polícia Civil, Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Polícia Militar e Polícia Penal.

MS deve ter safrinha recorde de milho com alta de 80,9% na produção, aponta IBGE

Se o clima colaborar, Mato Grosso do Sul deverá ter o terceiro maior crescimento do Brasil na safrinha de milho, com previsão de colher mais de 11,5 milhões de toneladas neste ano, um aumento de 80,9% em comparação com o ano passado, quando o Estado produziu 6,4 milhões de toneladas. Os dados são da estimativa de maio do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado hoje (8) pelo IBGE.

O rendimento médio da safrinha de milho deverá ficar 5.299 kg/ha diante de 3.300kg/ha na safra passada.

De acordo com o levantamento, a safra total que inclui cereais, leguminosas e oleaginosas em Mato Grosso do Sul deve atingir 21,5 milhões de toneladas neste ano, cerca de 13,5% superior ao ano agrícola anterior. Mato Grosso do Sul é o quinto no ranking nacional de produção agrícola, com 8,2% da participação na safra.

A segunda safra responde por 77,0% da produção brasileira desse cereal.

No País a previsão é de colheita de 263,0 milhões de toneladas em 2022, avanço de 0,6%, o que representa 1,5 milhão de toneladas a mais. A estimativa é de que a safra deste ano seja 3,8% maior do que a de 2021, quando foram colhidos 253,2 milhões de toneladas de grãos.

De acordo com gerente de agricultura do IBGE, Carlos Alfredo Guedes, o crescimento da estimativa é explicado pelo desempenho de produção do milho, do trigo e da soja. “A produção do milho deve alcançar novo recorde. A colheita da segunda safra está começando agora e as condições climáticas são boas, especialmente em Mato Grosso e Paraná, que são os principais produtores desse grão”, explica. A segunda safra responde por 77,0% da produção brasileira desse cereal.

O milho, com a soma de suas duas safras, deve totalizar 112 milhões de toneladas. É um crescimento de 0,1% frente ao mês anterior e de 27,6% na comparação com o que foi produzido no ano passado. O atraso no plantio e a falta de chuvas causaram uma forte queda na produção do grão em 2021, o que não deve acontecer neste ano. Entre os estados com maior crescimento na segunda safra do milho frente à produção de 2021 estão Paraná (178,3%), Mato Grosso do Sul (80,9%), Mato Grosso (17,1%) e Goiás (9,9%).

Já a soja, que está com a colheita praticamente finalizada nos principais estados produtores, deve somar 118,6 milhões de toneladas. Principal produto de exportação do país, essa cultura teve a safra atingida pelos efeitos da estiagem nos estados do Sul, em parte de Mato Grosso do Sul e em São Paulo. Os problemas climáticos fizeram a produção da soja cair 12,1% na comparação com 2021.

“A soja foi plantada na época certa, mas faltou chuva em grandes estados produtores em novembro, dezembro e janeiro. Isso afetou muito a produção. No Rio Grande do Sul, por exemplo, a produção de soja caiu 55% em relação ao ano passado, no Paraná, a queda foi de 38,7%”, detalha Guedes. Mesmo com a queda na produção, a soja segue como grão de maior peso no grupo, representando 45,1% do total.

Mato Grosso segue como maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 30,1%, seguido pelo Paraná (13,9%), Goiás (10,7%) e Rio Grande do Sul (9,3%). Mato Grosso do Sul é o quinto do Brasil, com 8,2% da produção nacional de grãos.

Armazenamento
Também divulgada hoje (08) pelo IBGE, a Pesquisa de Estoques mostrou que Mato Grosso do Sul tem 488 estabelecimentos de armazenagem de grãos, com capacidade que supera 11 milhões de toneladas. O Brasil conta com 183,3 milhões de toneladas. Mato Grosso tem a maior capacidade de armazenagem do País, com 45,5 milhões de toneladas. O Rio Grande do Sul e o Paraná aparecem logo depois, com 34,6 e 32,7 milhões de toneladas de capacidade, respectivamente.