Empresas elogiam programa “Voucher Transportador” e dizem que iniciativa vai ajudar setor a suprir falta de motoristas

Governo inclusivo e próspero que não vai deixar ninguém para trás. Com este conceito as empresas que trabalham no setor de transporte elogiam o programa “Voucher Transportador”, lançado pelo Governo do Estado. Ele vai promover a qualificação de mil motoristas de cargas e ônibus e ainda arcar com os custos da habilitação “D” e “E”. A avaliação do setor é que a iniciativa vai suprir a falta de profissionais qualificados no mercado de trabalho.

Mosenir Alves Camargo, supervisor de Transportadora (Foto Álvaro Rezende)

As empresas de transporte alegam que existem vagas de emprego à disposição, mas que faltam motoristas qualificados para preencher os postos. “Precisa muito de motoristas, tem vagas, mas falta gente preparada. Temos mais de 20 motoristas de São Paulo para suprir a demanda. Com certeza este programa vai ajudar muito o setor, tem muita gente interessada em participar”, afirmou Mosenir Alves Camargo, supervisor da Kátia Transportadora Locateli.

A empresa conta com 80 motoristas e faz o transporte de combustível para São Paulo e Paraná. “Existe esta dificuldade para contratar motoristas profissionais, por isso é tão importante esta iniciativa, que com boa divulgação vai chamar a atenção de quem tem potencial interesse em participar. A simples abertura e divulgação das vagas de emprego não estão sendo suficientes, apesar do salário atrativo”, disse André Luiz Ferreira, técnico em Segurança do Trabalho da Kátia Transportadora.

Esta é a mesma avaliação de Eduardo Trentin, diretor da Transportadora Trentin & Trentin. “Está precisando de profissionais qualificados para ocupar as vagas disponíveis, temos aqui por exemplo 5 a 6 veículos parados por falta de motoristas. Para ocupar este espaço não é apenas saber dirigir, mas também ter experiência, atender outros requisitos de seleção”, completou.

Ele destacou que já existem profissionais da sua empresa interessados em participar do programa estadual, para receber esta devida qualificação. “Precisa ter este preparo e qualificação, já que aqui se trabalha com cargas perigosas (combustível). Por falta de pessoas temos até que contratar profissionais de outros estados”.

Demanda do setor

 A criação do programa “Voucher Transportador” surgiu de uma demanda do setor de transportes, que foi encaminhada e aceita pelo Governo do Estado. O presidente da Setlog-MS (Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística MS), Cláudio Cavol, destacou que 70% das empresas do Estado estão com deficiência destes profissionais e que felizmente o Governo atendeu o pedido do setor.

“Trata-se de uma demanda antiga do Setlog e que felizmente o governador nos atendeu. A falta de motoristas nos traz muita preocupação, principalmente o pequeno transportador que tem quatro ou cinco caminhões acabam devido esta falta de oferta, contratando gente não qualificada. Este programa além de ser benéfico a nossa economia, também tem um caráter humanitário, que é a segurança nas nossas estradas”, explicou.

Cavol destacou que o setor está preparado para receber estes mil motoristas que vão receber a qualificação. “Inclusive já avisei que se colocar 10 mil novos profissionais preparados, teremos demanda para preencher as vagas. Todos ganham com isto”.

O Sesc/Senat vai promover dois cursos de qualificação, que totalizam 107 horas, na chamada “Escola de Motoristas Profissionais”. Depois estes profissionais terão “custo zero” para fazerem todos os exames, autoescola e taxas do Detran-MS para terem acesso a carteira “D” e “E”. O próximo passo será inseri-los no mercado de trabalho.

Junta Comercial registrou 800 novas empresas em abril; 70% no setor de Comércio

Mato Grosso do Sul ganhou 800 novas empresas no mês de abril, conforme dados da Carta de Conjuntura de Abertura de Empresas elaborada pela Assessoria de Economia e Estatística da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação). O setor de Serviços continua aquecido, concentrando 70,38% do total de empresas abertas no mês. Comércio responde por 25,63% e Indústria 4%. No acumulado do ano já são 3.470 empresas abertas, sendo 2.470 do setor de Serviços, 863 do Comércio e 137 da Indústria.

(Foto Álvaro Rezende)

O número de empresas abertas em abril é o segundo maior da série histórica iniciada em 2000. Só foi menor do que o total apurado em abril de 2013, quando o Estado registrou 811 novas empresas. Em relação a abril do ano passado (619), o crescimento foi de quase 30%. O Estado vem registrando números recordes todos os meses e em março, quebrou todos os recordes ao ultrapassar a casa de 1 mil empresas abertas em um único mês.

Na distribuição regional, Campo Grande continua liderando com 351 novas empresas abertas em abril, seguido de Dourados com 97, Três Lagoas (36), Ponta Porã (28), Naviraí (20), Chapadão do Sul (16), Corumbá (10) e Ribas do Rio Pardo (7). A Assessoria de Economia e Estatística estima que, considerando os dados históricos e a projeção de crescimento do mercado, sejam abertas 10.555 empresas no decorrer do ano.

Os números só comprovam a assertividade das políticas públicas de fomento à economia com geração de renda em todos os setores, pontuou o secretário da Semadesc, Jaime Verruck. Ele enfatiza que novas empresas representam novas oportunidades de trabalho para os sul-mato-grossenses e os sonhos de empreendedores que se materializam. “O Estado tem estado atendo para garantir condições dessas empresas prosperarem, com incentivos, capacitação e orientação técnica através de parcerias com o Sebrae”, frisou.

A Carta de Conjuntura de Abertura de Empresas é um documento que apresenta informações relevantes sobre a criação de novas empresas. A fonte principal de dados é a Jucems (Junta Comercial de Mato Grosso do Sul), órgão vinculado à Semadesc e responsável pelo registro e legalização de empresas no Estado. Todos os empresários que desejam abrir uma empresa em Mato Grosso do Sul precisam registrar seus negócios na Jucems, fornecendo informações como nome empresarial, tipo de sociedade, endereço, atividade econômica, entre outras.

Responsáveis por 300 mil empregos, pequenas empresas ganham novo estatuto

Ideia é desburocratizar e simplificar o processo legal de atividades empresariais

Mato Grosso do Sul passa a ter, a partir desta quarta-feira (7), um estatuto da microempresa para desburocratizar e simplificar o processo de registro e legalização das atividades empresariais. Em agenda na sede do Sebrae de Campo Grande, acompanhado de lideranças do segmento econômico, o governador Reinaldo Azambuja sancionou o projeto de lei complementar que cria o regulamento.

Sérgio Longen, Reinaldo Azambuja e Jaime Verruck Foto Chico Ribeiro

 

“O maior anseio das micro e pequenas empresas era ter esse estatuto que regulamenta as atividades, cria regras estabelecidas para competitividade e dá condições para discussão de políticas públicas, benefícios fiscais e questões tributárias”, destacou o governador.

Pelo texto da lei, que deve ser publicada no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (8), o “Estatuto da Microempresa, Empresa de Pequeno Porte e do Microempreendedor Individual” busca criar ambiente favorável para o desenvolvimento dos pequenos negócios, com menos burocracia e mais segurança jurídica.

Estudos conduzidos pelo Sebrae em parceria com o Governo do Estado apontam que a regulamentação do estatuto beneficia 88% dos estabelecimentos comerciais de Mato Grosso do Sul, que empregam mais de 300 mil trabalhadores.

“São 122 mil micro e pequenas empresas”, frisou o governador Reinaldo Azambuja. Para ele, na prática, o estatuto vai fomentar a geração de oportunidades neste segmento. “Se cada uma dessas microempresas gerar um emprego a mais você tem 122 mil empregos novos em Mato Grosso do Sul. É um resultado extremamente positivo para esta atividade econômica, que é fundamental para o Estado, pois é a que mais emprega e gera oportunidades de trabalho”, disse.

Governador sancionou lei em ato com o Conselho Deliberativo do Sebrae Foto Chico Ribeiro

Conforme o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae, Sérgio Longen, o estatuto dá aos pequenos negócios a competitividade tão desejada. “Entendemos que foi um avanço significativo para as pequenas empresas, que precisam cada vez mais serem competitivas. Além disso, o projeto deixa uma flexibilidade muito grande para ajustes de novas leis que possam surgir ou novos assuntos relacionados ao avanço de novas atividades em nosso Estado”, afirmou, ressaltando, ainda, o compromisso do Governo do Estado com a micro e pequena empresa.

Simplificação

Com a sanção do projeto de lei complementar que cria o “Estatuto da Microempresa, Empresa de Pequeno Porte e do Microempreendedor Individual” em Mato Grosso do Sul, a legislação do setor foi simplificada, explicou o secretário Jaime Verruck, da Semagro (Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar),

“O estatuto revogou todas as leis anteriores relacionadas às micro e pequenas empresas. Ele é a consolidação de toda a legislação. A partir de agora, o empreendedor tem apenas um lugar para ver a legislação, que é o estatuto. Esse é o primeiro grande ganho. Além disso, ele também é um estrutura de princípios que passam a ser regulamentados pelo Estado”, disse.

Também participaram do ato de sanção do projeto de lei que cria o estatuto o secretário Ricardo Senna (adjunto da Semagro) e a consultora legislativa do Estado, Doriane Chamorro.

MS tem melhor resultado em abertura de empresas nos últimos 22 anos

Mato Grosso do Sul registrou no primeiro semestre deste ano, a abertura de 4.746 empresas. O resultado é o melhor para o período em toda a série histórica registrada na Junta Comercial de Mato Grosso do Sul (Jucems), desde o ano de 2000.

O melhor resultado anterior para o período foi obtido em 2021, com 4.674 empresas constituídas no primeiro semestre daquele ano.

Para Verruck a modernização do órgão motivou o bom desempenho

O destaque foi para o setor de serviços que teve o registro de 3.235 empresas de janeiro a junho/2022, representando 68,16% do total, no comércio abriram 1.325 empresas = 27,92% do total e no setor de indústrias 186 empresas foram constituídas, com um percentual de 3,92% para o período.

Na avaliação do secretário de Produção, Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck a modernização do órgão motivou o bom desempenho. “O processo de modernização e inovação implantado pela JUCEMS, que hoje tem todos os seus serviços disponíveis em plataforma digital, sem a necessidade da presença física dos usuários para o atendimento ajudou no resultado positivo”, salientou.

O presidente da Junta Comercial de MS, Augusto de Castro reforçou o argumento destacando o avanço no total de empresas abertas através do registro automático. “Pelo registro automático, o usuário utilizando modelo padrão disponível no Sistema de Registro Mercantil – SRM, obtém de forma instantânea ao final do processo o seu CNPJ”, lembrou destacando que do total de 4.746 abertas neste ano. 3.074 empresas, que representam 64,77% do total das aberturas, utilizaram o registro automático.

Fechamentos
O número de fechamentos de empresas no primeiro semestre, que totalizou 2.285 firmas, também foi o maior da série histórica para o período. Do total de estabelecimentos fechados no primeiro semestre de 2022, 1.173 = 51,33% são do setor de serviços, 983 = 43,02% do setor do comércio e 129 = 5,65% do setor industrial;

Também nos processos de fechamentos de empresas a JUCEMS disponibiliza o serviço automático, sendo que do total no período, 919, que representa 40,21%, ocorreram de forma automática.

“O crescimento no volume de fechamentos de empresas é reflexo dos ajustes nos setores econômicos decorrentes dos efeitos da pandemia, impactando principalmente no setor do comércio”, avaliou Castrp; Ele salientou que enquanto no período as empresas abertas no setor representaram 27,92% ou 1.325 estabelecimentos, nos fechamentos o setor totalizou 43,02%, ou 983 firmas, ficando com saldo positivo de 342 empresas no período”, observou Castro.

Outro fator que tem elevado o número de fechamentos de empresas é a extinção da cobrança da taxa para o serviço pelas juntas comerciais brasileiras, que foi determinada pela Lei da Liberdade Econômica, que beneficiou os empreendedores.