Junta Comercial registrou 800 novas empresas em abril; 70% no setor de Comércio

Mato Grosso do Sul ganhou 800 novas empresas no mês de abril, conforme dados da Carta de Conjuntura de Abertura de Empresas elaborada pela Assessoria de Economia e Estatística da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação). O setor de Serviços continua aquecido, concentrando 70,38% do total de empresas abertas no mês. Comércio responde por 25,63% e Indústria 4%. No acumulado do ano já são 3.470 empresas abertas, sendo 2.470 do setor de Serviços, 863 do Comércio e 137 da Indústria.

(Foto Álvaro Rezende)

O número de empresas abertas em abril é o segundo maior da série histórica iniciada em 2000. Só foi menor do que o total apurado em abril de 2013, quando o Estado registrou 811 novas empresas. Em relação a abril do ano passado (619), o crescimento foi de quase 30%. O Estado vem registrando números recordes todos os meses e em março, quebrou todos os recordes ao ultrapassar a casa de 1 mil empresas abertas em um único mês.

Na distribuição regional, Campo Grande continua liderando com 351 novas empresas abertas em abril, seguido de Dourados com 97, Três Lagoas (36), Ponta Porã (28), Naviraí (20), Chapadão do Sul (16), Corumbá (10) e Ribas do Rio Pardo (7). A Assessoria de Economia e Estatística estima que, considerando os dados históricos e a projeção de crescimento do mercado, sejam abertas 10.555 empresas no decorrer do ano.

Os números só comprovam a assertividade das políticas públicas de fomento à economia com geração de renda em todos os setores, pontuou o secretário da Semadesc, Jaime Verruck. Ele enfatiza que novas empresas representam novas oportunidades de trabalho para os sul-mato-grossenses e os sonhos de empreendedores que se materializam. “O Estado tem estado atendo para garantir condições dessas empresas prosperarem, com incentivos, capacitação e orientação técnica através de parcerias com o Sebrae”, frisou.

A Carta de Conjuntura de Abertura de Empresas é um documento que apresenta informações relevantes sobre a criação de novas empresas. A fonte principal de dados é a Jucems (Junta Comercial de Mato Grosso do Sul), órgão vinculado à Semadesc e responsável pelo registro e legalização de empresas no Estado. Todos os empresários que desejam abrir uma empresa em Mato Grosso do Sul precisam registrar seus negócios na Jucems, fornecendo informações como nome empresarial, tipo de sociedade, endereço, atividade econômica, entre outras.

Governo antecipa salário de servidores estaduais para sábado

O pagamento referente a abril vai injetar R$ 559.284.971 na economia do Estado

Já no próximo sábado (29) os mais de 85 mil servidores públicos estaduais, entre ativos efetivos e comissionados, inativos, aposentados e pensionistas, terão disponível em suas contas o salário referente ao mês de abril.

Para o governador Eduardo Riedel, a antecipação é um reconhecimento da importância dos servidores

Legalmente, o pagamento pode ser realizado até o quinto dia útil do mês seguinte ao trabalhado, contudo o depósito deste mês foi antecipado para antes do feriado prolongado do Dia do Trabalhador – comemorado dia 1º de maio, segunda-feira.

Para o governador Eduardo Riedel, a antecipação é um reconhecimento da importância dos servidores. “O pagamento dos salários no começo do mês é prioridade, mas em comemoração aos trabalhadores, antecipamos esse depósito para que antes do dia 1º esse dinheiro esteja na conta dos servidores. É uma forma do governo reconhecer a importância daqueles que dedicam sua vida ao serviço público, com a missão de atender a sociedade e servir o interesse coletivo”, disse.

O Governo de Mato Grosso do Sul fará o depósito nas contas dos servidores e demais que têm tal direito já na sexta-feira (28), garantindo assim que o pagamento esteja disponível na data seguinte para saque ou transações virtuais para os correntistas do Banco do Brasil.

Segundo as informações da SAD (Secretaria de Estado de Administração), o pagamento mensal injeta mais de meio bilhão de reais na economia sul-mato-grossense, de maneira direta. No caso dos vencimentos referentes à abril, são R$ 559.284.971.

Preço dos remédios sobe 5,6% a partir de abril, mas impactos não são imediatos; entenda

Reajuste considera inflação e outros fatores, mas preços não são repassados ao consumidor de uma vez

O preço de remédios regulados pelo governo federal vai subir em até 5,6% a partir de abril, conforme divulgado pela Câmara de Regulamentação do Mercado de Medicamentos (Cmed), órgão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O aumento, que atinge 28 mil medicamentos, não é imediato e o consumidor deve começar a sentir seus efeitos no fim deste mês.

Esse é o limite do reajuste permitido pelo governo e que pode ser repassado aos consumidores pelas farmácias de uma única vez ou escalonado ao longo do ano.

Preço dos remédios sobe a partir de abril Foto: REUTERS/Akhtar Soomro

Como o reajuste não é imediato nem automático, a expectativa do setor é que o aumento nos preços comece a ser sentido no final de abril. Mesmo assim, cabe a cada farmácia decidir aumentar os preços ou não.

O reajuste leva em consideração a inflação e outros três fatores, entenda o cálculo:

• IPCA: inflação oficial do país acumulada de março de 2022 a fevereiro de 2023;

• Fator X: índice que mede o nível de produtividade do setor farmacêutico;

• Fator Y: mede os impactos de itens que estão fora do IPCA;

• Fator Z: existem três níveis (1, 2 ou 3), definidos com base na concorrência do mercado. Se um remédio é vendido por apenas uma empresa, por exemplo, o reajuste vai entrar no nível 3, que é mais baixo.

Agora, se existem uma série de laboratórios que fabricam o mesmo remédio, com mais concorrência, o reajuste é o maior de todos (nível 1).

“Ano atípico”

O percentual de aumento divulgado nesta sexta bate com a projeção calculada pelo Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), de 5,6%.

A justificativa para o número, conforme divulgou o sindicato em nota, foi devido ao “ano atípico para a indústria farmacêutica”. Entre as razões, estão gargalos operacionais e financeiros; escalada dos custos de produção — puxada pela elevação de preços dos insumos farmacêuticos ativos IFAs), cotados em dólar —, e pelo aumento das tarifas de frete das matérias-primas.

“Por isso, mesmo reajustando preços pelo índice autorizado ou sendo obrigadas a reduzir descontos em alguns produtos, várias indústrias farmacêuticas fecharam o balanço de 2022 com margens reduzidas”, diz o comunicado da Sindusfarma.