Soja: plantio e cadastro de áreas têm prazos dilatados em MS

Governos federal e estadual atendem produtores, preocupados com as mudanças climáticas

Os sojicultores de Mato Grosso do Sul receberam com satisfação as decisões dos governos federal e estadual que dilataram prazos importantes em suas atividades. Com a Portaria 980/2023, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) estendeu até o próximo sábado, 13, o prazo para que os produtores finalizem o plantio. A data-limite era 13 de dezembro, porém foi alterada após solicitação da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja) e da Federação da Agricultura e Pecuária (Famasul).

Lavoura de soja em Mato Grosso do Sul: previsão aponta um crescimento em 6,5% | Reprodução ACS

Por sua vez, a Iagro (Agência de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) decidiu, em caráter excepcional, prorrogar até o próximo dia 31 o prazo para o cadastro ou registro de todas as áreas de plantio de soja, referente à safra 2023/2024. Daniel Ingold, diretor-presidente da Agência, argumenta que esta decisão atende uma necessidade da classe produtora e serve para assegurar o cumprimento efetivo das medidas de defesa fitossanitária, em especial, para o controle da ferrugem asiática.

CLIMA

Segundo o boletim do Siga MS, a estimativa é que neste ano a área cultivada cresça 6,5%, em Mato Grosso do Sul, atingindo 4,265 milhões de hectares e registrando uma produção de 13,818 milhões de toneladas, após uma produtividade estimada de 54 sacas por hectare. A medida visa atender às condições climáticas adversas que tornaram este ano totalmente atípico, apresentando desafios significativos para os agricultores do Estado.

O diretor-presidente da Iagro, Daniel Ingold: necessidade dos produtores | Divulgação

O presidente da Aprosoja/MS, Andre Dobashi, reforça a corrente de preocupação nacional do sistema produtivo diante dos desafios climáticos. Ele integrou a comitiva sul-mato-grossense que em dezembro de 2023 foi à COP28, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos (UAE), debater medidas de conscientização e práticas voltadas aos ajustes da economia às questões do clima.

André Dobashi, da Aprosoja-MS: governanças precisam dar um passo à frente | Reprodução Google

Na ocasião, Dobashi disse que o papel fundamental dos produtores no processo de busca da sustentabilidade está muito claro. “Neste momento, as governanças precisam dar um passo à frente, entendendo de qual forma estas ações poderão ser financiadas e quem serão os principais players do processo, para que a partir disso seja possível alcançar os resultados”.

Em 2022 Dobashi foi nomeado pela multinacional Bayer embaixador do carbono, para representar os produtores rurais nas ações e eventos específicos em defesa de projetos sustentáveis e inovadores, que tenha, por objetivo a diminuição da emissão de carbono na agricultura.

MS deve ter safra recorde de soja e produção equivalente a ‘top cinco do ranking mundial’

Estado deve colher 13,482 milhões de toneladas, segundo o quinto levantamento da Conab, divulgado nesta quarta-feira (8)

Mato Grosso do Sul deve colher 13,4 milhões de toneladas de soja na safra 2022/2023. Se confirmada a projeção divulgada nesta quarta-feira (8), no quinto levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), será o recorde da oleaginosa no estado.

MS deve registrar produção recorde de soja na safra 2022/2023 Foto: Wenderson Araujo/Trilux

Com esse volume de produção, se fosse um país, Mato Grosso do Sul seria o quinto maior produtor mundial, conforme dados desde ciclo do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O estado seria superado apenas pelo Brasil, que deve colher 153 milhões de toneladas, pelos Estados Unidos (116,3 milhões de toneladas), pela Argentina (41 milhões de toneladas) e pela China (20,3 milhões de toneladas).

A safra sul-mato-grossense deve ser equivalente, segundo os dados do USDA, a 3,5% do volume mundial do grão, que deve chegar a 383 milhões de toneladas.

Em âmbito nacional, Mato Grosso do Sul deve se manter como quinto maior produtor brasileiro. Apenas Mato Grosso (43,9 milhões de toneladas), Paraná (21,1 milhões de toneladas), Rio Grande do Sul (18,9 milhões de toneladas) e Goiás (16,8 milhões de toneladas) projetam volumes acima.

Em 2022 o grão foi o principal produto de exportação de Mato Grosso do Sul. Foram 3,5 milhões de toneladas embarcadas para 17 destinos.

Clima favorável e expansão de áreas devem permitir safra de soja recorde em MS

Uma safra recorde de soja se aproxima em Mato Grosso do Sul. Se depender do clima favorável e da expansão de área, o Estado poderá colher neste ano mais de 13 milhões de toneladas da oleaginosa, segundo estimativas da assistência técnica. Isso representaria um novo recorde em produção estadual e uma safra quase 50% superior em relação ao ano passado.

A produção de soja em Mato Grosso do Sul deve alcançar 12,7 milhões de toneladas

Em área plantada, o acréscimo foi de 2,5% totalizando 3,842 milhões de hectares, segundo dados catalogados pelo Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (Siga MS), projeto implantado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Ciência Tecnologia e Inovação (Semadesc).

A sinalização de uma supersafra foi destacada nesta segunda-feira (9) pelo secretário da Semadesc, Jaime Verruck, em entrevista ao programa Rádio Livre da FM 104,7 da Rede Educativa MS. “Temos uma parceria grande com Aprosoja por meio do Siga MS e notamos que toda semana vemos uma evolução na safra. Até o momento registramos um ciclo favorável para produzir soja, com uma área recorde de plantio o que nos permite a possibilidade de obter uma safra recorde”, salientou Verruck.

De acordo com os últimos dados da Aprosoja-MS e do sistema SIGA-MS, a produção de soja em Mato Grosso do Sul deve alcançar 12,7 milhões de toneladas, aumento de produção de 41,7%, em relação a safra passada, que registrou quebra devido ao comportamento climático. Já a Conab é ainda mais otimista e prevê safra de 13,3 milhões neste ano agrícola.

Assim como a produção, a produtividade e a área destinada ao cultivo de soja devem avançar. A produtividade poderá atingir 53,44 sacas por hectare, um aumento de 38,27% em relação ao ciclo anterior, que sofreu a irregularidade climática. Essa também será a maior produção estadual da oleaginosa, conforme dados da série histórica da Conab, iniciada em 1977.

Expansão com tecnologia

A área ocupada por lavouras de soja tem apresentado crescimento contínuo em Mato Grosso do Sul nos últimos anos. Na safra 2018/2019 foram cultivados 2,98 milhões de hectares com a oleaginosa, passando para 3,8 milhões de hectares na temporada atual, um aumento de 31%.

Segundo o secretário, os dados foram obtidos por meio de um estudo feito pela Semadesc. “Esse crescimento é contínuo e acelerado e o mais importante vem permeado de tecnologia e inovação”, acrescentou.

A previsão é de que, nos próximos três anos, esse processo seja acelerado e a cultura passe a ocupar 4,5 milhões de hectares.

Com o fim do vazio sanitário, produtor do Estado já pode iniciar o plantio da soja

Em Mato Grosso do Sul, este período é definido entre o dia 15 de junho a 15 de setembro

O Vazio Sanitário da soja terminou oficialmente na quinta-feira (15) em Mato Grosso do Sul. Durante o período de 90 dias, esteve proibido o cultivo e presença de plantas vivas de soja, sob risco de aplicação de multa.

Soja vai demandar frota de 297 mil caminhões (Foto: Edmir Rodrigues)

A gerente de Inspeção e Defesa Sanitária Vegetal da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), Glaucy Ortiz, destaca que o período de semeadura da oleaginosa no Estado começa nesta sexta-feira (16) e termina dia 31 de dezembro. E que o cadastro de área cultivada é obrigatório, junto ao site da Iagro (www.servicos.iagro.ms.gov.br/plantio), devendo ser realizado no período entre 1º de setembro e 10 de janeiro, de cada ano calendário.

O titular da Semagro (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), Jaime Verruck, destaca que os produtores já iniciam agora toda a questão de preparo de terra e plantio com muita expectativa.

“Vamos superar os três milhões e 740 mil hectares que foi o recorde da produção de soja do ano passado. É a cultura com a maior área do Estado e com melhor produtividade tecnológica, além de possuir produtores altamente capacitados que colaboram para que Mato Grosso do Sul seja o quinto maior produtor de soja do Brasil”.

Para a safra 2022/2023, o calendário de semeadura da soja, para 20 estados e para o Distrito Federal foi estabelecido por meio da Portaria SDA nº 607 de 21 de junho de 2022. Essa Portaria é revisada anualmente, mediante proposta de calendário em cada Estado, encaminhada até o dia 31 de dezembro à coordenação nacional do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (PNCFS).

Ferrugem Asiática

A Ferrugem Asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, é considerada uma das doenças mais severas que incidem na cultura da soja, podendo ocorrer em qualquer estágio fenológico. Nas diversas regiões geográficas onde a ferrugem asiática foi relatada em níveis epidêmicos, os danos podem variar de 10% a 90% da produção.

Vazio Sanitário da Soja

Período em que é proibido o cultivo da soja e é obrigatória a ausência de plantas vivas de soja, em qualquer fase de desenvolvimento. Em Mato Grosso do Sul, este período é definido entre o dia 15 de junho a 15 de setembro de cada ano calendário.

O cumprimento do vazio sanitário da soja, pelos sojicultores do Estado, é a principal medida fitossanitária para evitar a expansão de focos de ferrugem asiática nas lavouras, de uma safra a outra, pois o fungo causador da ferrugem asiática da soja não sobrevive em restos de cultura ou na ausência de plantas vivas de soja. Assim, a eliminação de plantas de soja na entressafra favorece a diminuição do inóculo do fungo para a safra seguinte, favorecendo a redução do custo de produção com tratamento fitossanitário e consequentemente menores impactos no meio ambiente.

Em menos de 24 horas outro funcionário de fazenda morre soterrado em silo em MS

Alaor Soares Vieira, de 45 anos, morreu soterrado por grãos de soja ao cair dentro de um silo, em propriedade rural, na manhã de terça-feira (5), em Sidrolândia (MS) – a 55 km de Campo Grande. Acidentes como esse em armazéns agrícolas têm se tornado frequentes em Mato Grosso do Sul, apenas em 2022 já foram registradas quatro mortes.

Alaor Soares Vieira — Foto: Reprodução/ Redes Sociais

Na tarde de ontem, o corpo de Elias Venâncio da Silva, de 47 anos, foi resgatado após 22 horas de operação para retirar a vítima de um silo, na cidade de Chapadão do Sul. Poucos dias antes, na mesma cidade, Cezar Nunes dos Santos, de 22 anos, também foi soterrado por toneladas de grãos.

De acordo com o boletim de ocorrência, Alaor trabalhava na companhia de um sobrinho, de 27 anos, quando caiu dentro do silo, que são grandes estruturas metálicas usadas para armazenar grãos.

Segundo o gerente da fazenda, localizada na saída para Maracaju, os trabalhadores usavam uma corda, mas a vítima acabou pisando em um bolsão e afundando. O sobrinho da vítima chegou a tentar puxar o tio pela corda, mas o peso exercido pelos grãos não permitiu. Outros funcionários da fazenda também auxiliaram, mas sem sucesso.

Encontrado corpo do trabalhador soterrado por soja

A vítima era do estado do Piauí, e veio ao MS para trabalha

O corpo de César dos Santos, de 22 anos, que trabalhava em um armazém de soja, em Chapadão do Sul, foi encontrado no final desta manhã, 14 de junho, após trabalho do Corpo de Bombeiros.

Foto facebook rede social

Segundo o Delegado Dr. Felipe Machado Potter, o rapaz de 22 anos, estava empurrando grãos para um funil e soltou momentaneamente do cabo que o segurava por um cinto de segurança. Quando foi empurrar um monte de grãos para dentro do funil, escorregou e caiu no sumidouro, sendo soterrado pelos grãos. Conforme divulgou o Jovem Sul News.

A ação dos bombeiros foi supervisionada pela Polícia Civil e pela perícia criminal. O corpo removido foi encaminhado ao IML de Paranaíba para realização de exame necroscópico como é de praxe no caso da ocorrência de morte violenta.

A vítima era natural do estado do Piauí e estava na cidade a menos de um mês. Veio para Chapadão do Sul para trabalhar e deixou a família no nordeste.

Corpo de jovem que morreu soterrado por grãos de soja ainda não foi retirado

Segundo informações do Corpo de Bombeiros, o Corpo do operário Cesar dos Santos,22 anos, que morreu soterrado por grãos de soja no inicio da tarde desta segunda-feira (12),  durante a limpeza de um silo do armazém em Chapadão do Sul, nas margens da MS 306, ainda não foi retirado do local.

Foto O Correio News

Segundo informações Cesar, estava empurrando grãos para um funil e soltou momentaneamente do cabo que o segurava por um cinto de segurança. Quando foi empurrar um monte de grãos para dentro do funil, escorregou e caiu no sumidouro, sendo soterrado pelos grãos.

Imediatamente após a constatação da morte do rapaz, a Polícia Civil de Chapadão do Sul foi acionada e compareceu ao local juntamente com a Perícia para investigação do caso.

Apesar dos trabalhos para remoção da vítima terem adentrado a noite, ainda não foi possível retirar o corpo que está soterrado por milhares de toneladas de grãos. O resgate teve de ser interrompido na madrugada desta terça-feira e será retomado agora as 7:30.

O trabalho de regaste do corpo do jovem, é feito pelos militares dos bombeiros de Chapadão do Sul e com o apoio da Polícia Civil e pela perícia criminal. Tão logo o corpo seja removido, será encaminhado ao IML de Paranaíba para realização de exame necroscópico como é de praxe no caso da ocorrência de morte violenta.

A vítima era natural do estado do Piauí e deixou seus familiares para trabalhar em Chapadão do Sul