Estado quer agilidade no licenciamento ambiental da Sul-Fronteira

Para dar celeridade à pavimentação da Sul-Fronteira (MS-165), que é executada em várias frentes de obra, e atender os povos originários, o Governo de Mato Grosso do Sul vai pedir autorização do Governo Federal para realizar o licenciamento ambiental do trecho de 55 km que passa por territórios indígenas entre Coronel Sapucaia e Paranhos.

Encontro para tratar do assunto foi realizado na Seilog (Secretaria e Estado de Infraestrutura e Logística), na tarde desta quinta-feira (23), com a participação do secretário da pasta, Hélio Peluffo, do deputado federal Vander Loubet, do deputado estadual Zeca do PT e de representantes da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), do Imasul (Instituto de Meio Ambiente do Estado) e do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).

Para Hélio Peluffo, a Sul-Fronteira é considerada uma das rodovias mais estratégicas para desenvolvimento de Mato Grosso do Sul Foto Chico Ribeiro

Conforme projeto, a obra do trecho de 55 km da rodovia que passa por terras indígenas deve iniciar na região da Aldeia Sete Cerros, passar pela Aldeia Ypo´i-Triunfo e terminar no perímetro urbano de Paranhos. Por se tratar de obra em território indígena, o licenciamento deve ser emitido por órgão ambiental federal, como determina a lei, explicou o diretor-presidente do Imasul, André Borges.

“Mas entendemos que podemos executar o licenciamento dessa atividade, pois não se trata de uma obra de implantação ou abertura, mas sim de pavimentação de uma rodovia que já existe”, defendeu Borges. “É um licenciamento que será mais célere se for tocado pelo Estado, já que não envolve desmatamento ou abertura de áreas, pois a terra já está antropizada. Por isso, vamos pedir ao Ibama que delegue a competência para que o Imasul possa realizar o processo”, completou o diretor.

Executada em várias frentes, a pavimentação da Sul-Fronteira recebe recursos do orçamento da União, destinados por emendas parlamentares federais, e de contrapartida do Governo do Estado. O deputado federal Vander Loubet, que é coordenador da bancada de Mato Grosso do Sul no Congresso Nacional, avaliou o andamento do projeto.

“A pavimentação da Sul-Fronteira é uma reivindicação de toda a comunidade daquela região, inclusive das comunidades indígenas que serão beneficiadas. É uma obra que já está consolidada e vai ligar toda a faixa de fronteira. Precisamos dessa licença ambiental, pois sem ela não podemos seguir a obra”, destacou o parlamentar. “E não podemos correr o risco de perder os R$ 75 milhões que a bancada já garantiu para esse trecho”, reforçou Vander.

Após reunião na Seilog, ficou definido que o Imasul entrará com pedido de Acordo de Cooperação Técnica (ACT) no Ibama para que o processo de licenciamento ambiental deste trecho da obra seja executado pelo órgão de meio ambiente do Estado. Depois, a Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) será consultada sobre possíveis complementos no projeto da rodovia para que o Imasul possa prosseguir com a emissão da licença.

Rodovia estratégica

Para o secretário da Seilog, Hélio Peluffo, a Sul-Fronteira é considerada uma das rodovias mais estratégicas para  desenvolvimento de Mato Grosso do Sul, por ela “contribuir com o desenvolvimento dos municípios de fronteira, unir a região com a Rota Bioceânica, que conecta Mato Grosso do Sul com os portos do Chile, e fomentar a integração logística, econômica, cultural e social entre o Estado e o Paraguai”.

Ao todo, a rodovia vai interligar cerca de 300 quilômetros da linha internacional do Brasil com o Paraguai, conectando por asfalto as cidades de Antônio João, Ponta Porã, Aral Moreira, Coronel Sapucaia, Paranhos, Sete Quedas e Mundo Novo.

A rodovia segue com obras em várias frentes. São três contratos ativos: um de R$ 47,9 milhões para pavimentação do trecho de Vila Marques (Aral Moreira) até Coronel Sapucaia; outro de R$ 57,8 milhões para o trecho de Coronel Sapucaia à região da Aldeia Sete Cerros (Paranhos); e o terceiro de R$ 11,3 milhões para ações de combate à erosão no caminho de Coronel Sapucaia a Paranhos.

Governo toca 400 obras, investe R$ 4,6 bi e vai iniciar novas frentes, anuncia Hélio Peluffo

O Governo do Estado está tocando cerca de 400 obras em Mato Grosso do Sul, com investimentos da ordem de R$ 4,6 bilhões e a expectativa do Governo Riedel é de investir muito mais nesses primeiros dois anos, informa Hélio Peluffo, secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, durante entrevista à Rádio Educativa.

Além disso o Estado vai buscar recursos também a entidades financeiras para também investir em projetos que beneficiem a população sul-mato-grossense nos municípios. Isso só será possível porque o Tesouro Nacional deu nota máxima a Mato Grosso do Sul, que tem agora a Capacidade de Pagamento – CAPAG nota A.

Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Hélio Peluffo, durante entrevista à Rádio Educativa Foto Reprodução

“O governador Eduardo Riedel tem dito que precisamos investir em bons projetos que beneficiem diretamente os moradores dos municípios”, afirmou o secretário Hélio Peluffo, que citou uma frase que tem sido insistentemente usada pelo governador: “As pessoas moram nas cidades e não no Governo do Estado” daí a razão do municipalismo que marcou muito os últimos oito anos da administração pública do Estado.

Para dar conta de realizar tantos investimentos com qualidade técnica e a rapidez que as demandas exigem, é meta do secretário da Seilog investir na modernização da Secretaria, implantando sistemas eficientes de produção e de gerenciamento de projetos e obras, inclusive monitorando a durabilidade do pavimento para que as intervenções sejam mais baratas e realizadas na hora.

APOIO TÉCNICO – Além de todos esses investimentos nos municípios e outros que o Estado deverá buscar, a nova linha de trabalho que o secretário da Seilog pretende implantar para dar mais dinamismo ao desenvolvimento do Estado, será um apoio muito grande a todos os 79 municípios no tocante a questões técnicas como elaboração conjunta de projetos. Com isso, além dos recursos necessários para esse trabalho, o que os municípios não têm, o Estado pretende ajudar no disciplinamento da execução de obras, prevendo problemas futuros e resolvendo questões que poderiam surgir em função dessas obras.

Exemplo disso Hélio Peluffo cintou o pedido de um prefeito do interior, esta semana, para a construção de um anel rodoviário em torno da cidade, com extensão de 14 quilômetros, um pouco grande para com isso poder evitar uma área de grave erosão. Hélio propôs para o então prefeito, reduzir o tamanho do anel, fazendo-o passar pelo local comprometido e resolvê-lo. “Dessa forma, resolveríamos dois problemas com uma só obra”, explicou o secretário que de pronto ganhou a aprovação do prefeito.

Hélio Peluffo falou também da Capital, onde estão sendo investidos quase R$ 200 milhões em obras como Feira Central, com quase R$ 25 milhões; Melhoria na Avenida dos Cafezais, R$ 9,5 milhões; melhoria da Avenida Duque de Caxias, R$ 21 milhões (obra a ser lançada), mais de 2 quilômetros de drenagem; reforma do Centro Cultural, Casa do Artesão; Praça Tijuca (pavimentação do seu entorno), construção de CRAS e novo acesso aos Bairros Moreninhas, além de outras.

Sobre o governo municipalista, que também será a marca do governo Riedel, Hélio Peluffo lembrou de quando era secretário e prefeito no período anterior a Reinaldo Azambuja, dizendo: “Eu sou fruto do que passei nos governos passados, quando sentava na mesa com um secretário de Estado, com um pires na mão e não recebia apoio nenhum do governo e muitas vezes até saia de lá sem o pires”. Agora é diferente, Eduardo Riedel, segundo Hélio, está empenhado em melhorar a vida das pessoas nos 79 municípios de Mato Grosso do Sul.

Hélio Peluffo deixa a prefeitura de Ponta Porã com 96,13% de aprovação popular

O arquiteto Hélio Peluffo Filho renuncia à Prefeitura de Ponta Porã para assumir a Secretaria de Infraestrutura e Logística do Governo do Estado com aprovação de 96,13% da população, conforme pesquisa do Instituto Ipems, de novembro último.

Hélio é considerado um dos melhores prefeitos de MS e apontado pela mesma pesquisa como o melhor que Ponta Porã já teve.

A última medida administrativa de Peluffo foi assinar os quatro contratos para execução de obras de infraestrutura e urbanização da Linha internacional do município, investimento e R$ 90,2 milhões, financiado pelo Fonplata com contrapartida da Prefeitura.

Hélio será nomeado na Secretaria de Infraestrutura de Riedel e é apontado como o melhor prefeito que Ponta Porã já teve Foto Divulgação

Essa obra vai revitalizar cerca de 5 quilômetros da faixa internacional com pistas de caminhada, ciclovia, iluminação, estacionamento e espaços para esporte e lazer, valorizando um espaço hoje bastante degradado.

A gestão de Hélio Peluffo se pautou por um forte investimento em infraestrutura no centro e nos bairros, sobretudo redes de drenagem e pavimentação asfáltica, serviços que impactam diretamente a qualidade de vida da população.

Mas Peluffo atuou muito forte na modernização administrativa e organizacional do município, implantando a matrícula digital, a Sala de Situação com o controle de informação gerenciais em tempo real, investiu em robótica e salas makers para a educação e aproximou a saída da população com a aquisição de três carretas equipadas para atendimento médico, odontológico e imunização.

As políticas assistenciais cresceram bastante, com destaque para o CentroPop que atende a população de rua, para o consultório de rua instalado bem na linha internacional e, mais recentemente, pela aquisição de uma carreta equipada para capacitação profissional, a carreta de cursos do FAC (Fundo de Apoio à Comunidade), dirigido pela primeira-dama Vânia Peluffo.

Com bons projetos, Peluffo soube construir parcerias com o Governo do Estado e bancada federal, construindo o grande sonho de Ponta Porã, o Contorno Viário, além de ter deixado em execução a duplicação da MS-164, uma das importantes entradas da cidade.

R$ 400 MILHÕES

Ao se despedir da Prefeitura, Hélio Peluffo entregou para o vice-prefeito Eduardo Campos, um pacote de investimentos de R$ 400 milhões, totalizando 75 obras em andamento, licitadas e a licitar.

A Prefeitura fica organizada e com recursos para tocar as obras e os compromissos assumidos com a população, disse Peluffo, ressaltando que Campos conhece a gestão e está preparado, junto com a equipe, a dar sequência ao trabalho que vinha sendo realizado.