Endividamento volta a aumentar e atinge 194 mil famílias na Capital

Cartão de crédito continua sendo a principal fonte de endividamento dos campo-grandenses

O índice de famílias endividadas em Campo Grande voltou a aumentar em março, atingindo 60,6%. O percentual representa 194.704 endividados contra 192.005 do mês anterior. Os dados são da Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), realizada pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). Destes, 95 mil estão com contas em atraso.

12,6% das famílias não conseguirão pagar dívidas em atraso, conforme pesquisa Foto Roberto Parizotti

Fevereiro fechou o mês com 59,8%. O aumento foi entre os pouco endividados, de 24,8% para 26,9% agora em abril. Segundo a pesquisa, os “muito endividados” deram uma reduzida em relação ao mês anterior: 11,9% em março, perante os 15,4% de fevereiro.

A economista do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento (IPF) da Federação do Comércio do Estado do Mato Grosso do Sul (Fecomércio-MS) explica que os cartões de crédito foram os “vilões” para as famílias da Capital. “O cartão de crédito continua sendo a principal fonte de endividamento dos campo-grandenses. A fonte do aumento da dívida, em março, está nos indicadores como cheque pré-datado, crédito consignado, financiamento de carro e outras dívidas”, afirma.

Ainda, conforme a pesquisa, 30% das famílias, o correspondente a 95.395 pessoas, estão com contas em atraso neste mês, ante 28% – pouco mais de 89 mil pessoas – no mês passado.

Quanto aos inadimplentes, aqueles que não pagarão as contas, o número decaiu: de 13,6% em fevereiro para 12,6% em março. “É importante acompanhar esses movimentos para o comércio porque estar endividado não significa inadimplência”, ressalta a economista.

Endividamento bate recorde e atinge 79,3% das famílias, diz CNC

Superou 80% entre os lares mais pobres; confederação afirmou que ritmo de alta desacelerou

O endividamento atingiu 79,3% dos lares brasileiros em setembro, disse nesta 2ª feira (10.out.2022) a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). Eis a íntegra do comunicado (84 KB).

A Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor) mostrou que esse é o recorde da série histórica no Brasil, iniciada em 2010. Subiu 0,3 ponto percentual em relação a agosto. Também foi o 3º aumento seguido em 2022.

A inadimplência de consumidores que atrasaram o pagamento das dívidas atingiu 30%

A CNC afirmou, porém, que a alta do endividamento das famílias desacelerou em relação aos meses anteriores.

Em comparação com setembro do ano passado, o total de lares com dívidas a vencer subiu 5,3 pontos percentuais. Essa é a menor taxa anual desde julho de 2021.

O endividamento entre as famílias com renda inferior a 10 salários mínimos subiu para 80,3%, também o maior patamar da série histórica. Foi a 1ª vez que o Peic superou o nível de 80%.

Entre as famílias com maior renda, a proporção de endividados se manteve estável, em 75,9%.

A inadimplência de consumidores que atrasaram o pagamento das dívidas atingiu 30%, o maior nível desde o início da pesquisa. Foi o 3º aumento seguido, com alta de 0,4 ponto percentual em setembro.

Em um ano, o indicador de dívidas atrasadas avançou 4,5%, a maior taxa anual desde março de 2016.