Embargo durou um mês, após país detectar caso de “vaca louca” atípico no Pará
A China reabriu o seu mercado para as exportações de carne bovina do Brasil a partir desta quinta-feira (23/3). A informação foi repassada ao ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e à comitiva brasileira que está em Pequim pela equipe da Administração-Geral de Alfândegas do país (GACC, na sigla em inglês).
China encerra embargo à carne bovina brasileira Evandro Monteiro/Valor
As importações estavam suspensas desde fevereiro após a confirmação de um caso de mal da “vaca louca”, no norte do país. Com essa medida, três frigoríficos de MS voltam a exportar carne bovina à China.
“Tenho certeza que isso é um passo para que o Brasil avance cada vez mais com o credenciamento de plantas e oportunidades para a pecuária brasileira”, disse Fávaro, ao final do Em Mato Grosso do Sul, segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Frios e Carnes e Derivados de Mato Grosso do Sul (Sicadems), Sérgio Capuci, três frigoríficos foram afetados com o embargo chinês.
Com a reabertura das exportações da carne bovina, os frigoríficos Naturafrig, em Rochedo; FrigoSul, em Aparecida do Taboado; e Agroindustrial, em Iguatemi, devem voltar a exportar carne bovina à China.
O embargo é temporário, mas seu tempo de duração é indeterminado e definido pela China, maior compradora de carnes brasileiras
O Ministério da Agricultura informou que as exportações de carne bovina do Brasil para a China estarão suspensas temporariamente a partir de hoje (23), seguindo um protocolo sanitário oficial devido à confirmação de um caso atípico da doença “mal da vaca louca” no Pará, conforme comunicado ontem (22).
Brasil suspende exportações de carne bovina à China com confirmação de caso de “vaca louca” REUTERS/AMANDA PEROBELLI
Segundo a pasta, o caso foi detectado em um animal macho de 9 anos em uma pequena propriedade no município de Marabá (PA).
Mais cedo, a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) havia informado que foi positivo o resultado de um caso suspeito de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecida como “mal da vaca louca”, na região.
Segundo a agência, trata-se da forma atípica da doença, que surge espontaneamente na natureza em animais mais velhos, não causando risco de disseminação ao rebanho e ao ser humano.
O Ministério da Agricultura destacou que foi feito um comunicado à Organização Mundial de Saúde Animal (OMAS) e as amostras foram enviadas para o laboratório referência da instituição em Alberta, no Canadá, que poderá confirmar se, de fato, o caso é atípico.
A China e o Brasil assinaram em junho de 2015 um protocolo sanitário que estabelece um autoembargo para as exportações ao país asiático diante de casos de vaca louca. Ou seja, quando uma ocorrência da doença é confirmada, o governo brasileiro suspende automaticamente as exportações.
O embargo é temporário, mas seu tempo de duração é indeterminado e definido pela China, maior compradora de carnes brasileiras.
No último caso confirmado no Brasil, em 2021, as exportações ficaram suspensas por quase quatro meses, e o preço médio de exportação caiu quase 20% naquele período. Já em 2019, um outro caso atípico foi confirmado e o embargo durou 13 dias, lembrou a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) em nota.
Desta vez, o ministério disse que o animal, criado em pasto, sem ração, foi abatido e sua carcaça incinerada no local. O serviço veterinário oficial brasileiro está realizando a investigação epidemiológica que poderá ser continuada ou encerrada de acordo com o resultado.
A pasta ainda ressaltou que está prestando esclarecimentos aos chineses.
“O diálogo com as autoridades está sendo intensificado para demonstrar todas as informações e o pronto restabelecimento do comércio da carne brasileira”, disse.
A Adepará afirmou que o governo estadual está em contato permanente com o Ministério da Agricultura, para tratar o tema com transparência, e disse que a propriedade em que o caso foi encontrado, que tem 160 cabeças de gado, já está isolada pela agência.
Parceiro de ações internacionais com os chineses, como na pandemia para vinda de insumos e vacinas à população brasileira, parlamentar recebe também medalha de honra de 20 anos de Amizade entre Brasil e China
O senador Nelsinho Trad foi indicado, nesta tarde, à presidência de honra e executiva do Grupo Parlamentar Brasil-China do Senado Federal e vai trabalhar pelos interesses econômicos de Mato Grosso do Sul. “Serei interlocutor para possível adoção de um acordo de livre comércio entre a China e o Mercosul”, destacou o senador Nelsinho Trad.
“Carrego a medalha como símbolo de 20 anos de Amizade entre o Brasil e a China” diz Nelsinho
O bloco econômico da América do Sul inclui Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Desde 2020, o senador é presidente da representação brasileira do Parlamento do Mercosul. “Essas relações internacionais e diplomáticas contribuem para os interesses de Mato Grosso do Sul, como o projeto da Rota Bioceânica e os atuais negócios com exportações de MS para China. Nosso Estado é o principal parceiro daquele país no Brasil”, afirmou o senador.
Condecoração
Durante a solenidade de Mérito Sino-Brasileiro, no auditório da Câmara Federal, o senador Nelsinho Trad recebeu homenagem pela parceria em ações na pandemia pela vinda de insumos e vacinas à nossa população brasileira. “Carrego a medalha como símbolo de 20 anos de Amizade entre o Brasil e a China. Viva o início do Ano Chinês 2023: do Coelho, do Progresso para o Brasil e ao nosso Mato Grosso do Sul”, disse o senador Nelsinho Trad.