Campo Grande deve registrar PIB três vezes maior que o do Brasil em 2023

Mato Grosso do Sul deve registrar um crescimento de 2,3% em 2023

Administrada pela prefeita Adriane Lopes (Patri), Campo Grande cada dia mais se consolida como a Capital das Oportunidades. Quem quer investir aqui pode ter a certeza de bons negócios, é o que indica a projeção do Produto Interno Bruto de Município, que deve crescer, em termos reais, entre 2,0% e 2,5%.

A agropecuária, apesar da pequena participação na economia municipal, deve ser uma das áreas a apresentar crescimento acima da média, segundo o Boletim Econômico da Secretaria Municipal de Inovação, Desenvolvimento Econômico e Agronegócio, divulgado nessa segunda-feira (6).

Prefeita Adriane Lopes (Foto: Divulgação )

Estimativas da empresa de consultoria Tendências demonstram ainda que Mato Grosso do Sul deve registrar um crescimento de 2,3% em 2023, o maior índice do País. Já a atividade econômica prevista para o Brasil para o ano está estimada em 0,80%, conforme relatório Focus do Banco Central.

“Nos últimos 12 meses foi possível verificar um crescimento consistente para as atividades comerciais e de serviços do Mato Grosso do Sul, acima dos 4,0%. Considerando o peso de Campo Grande na economia estadual, é possível afirmar que parte significativa destes bons números são oriundos da capital, já que somente o setor de serviços, principal segmento da economia de Campo Grande, com um peso de 70,9% na economia municipal, representa 49,4% na economia estadual”, diz Adelaido Vila, secretário municipal de Inovação, Desenvolvimento Econômico e Agronegócio.

Outra boa notícia é o número de empresas ativas em Campo Grande, que mesmo no período crítico da pandemia conseguiu se consolidar. Se em março de 2020 haviam 103.129 empresas constituídas saltando para 117.722 em janeiro de 2023, um crescimento de 14,15%, demonstrando a resiliência da economia municipal e o espírito empreendedor do campo-grandense.

Campo Grande representa cerca de 41,20% do quantitativo estadual de empresas constituídas ativas. Em dezembro, Mato Grosso do Sul alcançou a marca de 285.743 empresas ativas. Campo Grande também se situou entre as 10 capitais com maior nível de geração de empregos em 2022, o que corrobora com as boas perspectivas de crescimento econômico para este ano e para geração de mais de 12,8 mil novas vagas de trabalho.

Através da PNAD/Contínua (3º trimestre/2022) divulgada pelo IBGE, observa-se que Campo Grande situou-se em terceiro lugar entre as 27 capitais, com menor índice de desemprego, com taxa de 5,1%, muito abaixo da média nacional de 8,7% no mesmo período. Do segundo para o terceiro trimestre, 6 mil pessoas deixaram de fazer parte do contingente de desocupação em Campo Grande, passando de 31 mil para 25 mil pessoas.

Campo Grande é o 31º município com o maior PIB do Brasil

Campo Grande ocupa o 31º lugar na lista dos 100 municípios com maiores PIBs no Brasil, com um PIB a preços correntes de cerca de R$ 30,1 bilhões, o que representa uma participação de 0,40% no PIB nacional. A capital manteve a mesma posição em relação aos dados de 2019, cujo valor era de R$ 30,2 bilhões e a participação era de 0,41% no PIB nacional.

No ranking regional, entre os 30 municípios do Centro-Oeste com maiores PIBs, seis são de Mato Grosso do Sul. Nesta lista, Campo Grande ficou em 3o lugar, atrás de Brasília/DF (PIB de R$ 265,8 bilhões) e Goiânia/GO (PIB de R$ 51,9 bilhões). Três Lagoas apareceu em 9o lugar, com PIB de R$ 11,6 bi e Dourados ficou em 10o lugar, com PIB de R$ 10,8 bi.

O município de Ponta Porã ocupa a 22a posição, com PIB de R$ 4,2 bilhões. Maracaju aparece em 26o lugar, com R$ 3,6 bilhões, seguido por Rio Brilhante, que entra para a lista e passa a configurar o 30o lugar, com PIB de R$ 3,1 bilhões. Por outro lado, entre os 30 municípios do Centro-Oeste com menores PIBs, nenhum é de Mato Grosso do Sul.

Selvíria tem o 2º maior PIB per capita do Brasil

Entre os 100 municípios brasileiros com maiores PIBs per capita, dois são de Mato Grosso do Sul. Destaque para o município de Selvíria/MS que ocupa o 2º lugar da lista, com PIB per capita de R$ 406.011,00 e população estimada, em 2020, de 6.542 habitantes.

O município avançou uma posição em relação a 2019, época em que era o terceiro da lista. Na comparação com 2017, Selvíria saltou quatro posições, quando, na época, ocupava o sexto lugar. Selvíria consta nessa relação graças à geração de energia hidrelétrica.

Outro município de MS que aparece no ranking é Paraíso das Águas, posicionado no 40o lugar, com PIB per capita de R$ 159.719,58 e população estimada de 5.654 habitantes, em 2020.

Em 2020, os 10 Municípios com os maiores PIB per capita somavam 1,6% do PIB nacional e 0,2% da população brasileira. Canaã dos Carajás (PA), com R$ 591.101,11, apresentou o maior PIB per capita em 2020 e tinha a extração de minério de ferro como principal atividade.

MS deve dobrar valor do PIB no período de 2014 a 2022

O valor nominal do Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso do Sul deve duplicar, com uma estimativa de taxa de crescimento médio de 8,8% ao ano, no intervalo de 2014 a 2022, período que abrange toda a gestão do governador Reinaldo Azambuja. O valor do PIB deve saltar de R$ 78,9 bilhões em 2014 para uma projeção de aproximadamente R$ 155 bilhões em 2022, uma variação na ordem de 97%.

Período de crescimento abrange toda a gestão do governador Reinaldo Azambuja Foto Chico Ribeiro

O resultado foi apurado pela Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico e Agricultura Familiar), tendo como base os dados oficiais do PIB divulgados pelo IBGE e as projeções de consultorias como a MB Associados e Tendências Consultoria para os anos de 2021 e 2022 e considera como referência a inflação brasileira para este mesmo período. Tal resultado mostra uma mudança de patamar na economia sul-mato-grossense, tanto do ponto de vista real como nominal, influenciado pela maior produção e demanda de produtos e serviços provenientes do Estado de Mato Grosso do Sul.

Para o secretário Jaime Verruck, da Semagro, essa estimativa de resultado do PIB, ao longo de 2014 a 2022, vem de fatores como o mercado do agronegócio, o aumento da agroindustrialização no Estado e o volume de investimento público direto. “São os elementos de base do tripé deste crescimento do Produto Interno Bruto nos últimos anos. Isso demonstra que a atuação conjunta do Estado com a iniciativa privada é fundamental para a promoção do desenvolvimento. A economia ganha robustez”, avalia.

MS é um dos estados que tiveram variação positiva do PIB em 2020

No primeiro ano da pandemia, além de Mato Grosso do Sul somente Roraima (0,1%) teve variação positiva do PIB no ano. O estado vizinho, Mato Grosso, registrou estabilidade. Os outros 23 estados e o Distrito Federal enfrentaram redução.

O Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso do Sul apresentou variação em 2020, primeiro ano da pandemia de Covid-19, de 0,2% na comparação com 2019. Foi o maior percentual de crescimento no país.

Segundo dados do Sistema de Contas Regionais, divulgado nesta quarta-feira (16), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), além de Mato Grosso do Sul somente Roraima (0,1%) teve variação positiva do PIB no ano.

Agropecuaria alavancou o PIB de MS em 2020, puxada pela recuperação da safra de soja, segundo o IBGE

O estado vizinho, Mato Grosso, registrou estabilidade. Os outros 23 estados e o Distrito Federal enfrentaram uma redução.

O IBGE atribuiu o resultado de Mato Grosso do Sul ao desempenho de sua agropecuária. O segmento apresentou a maior variação entre os três grandes grupos de atividades na economia do estado, com incremento de 14,6% no ano frente ao anterior.

Foi apontado como destaque a recuperação da safra de soja no ano, além do apoio as atividades agrícolas, o pós-colheita e a pecuária em geral, especialmente a produção de aves e suínos.

O segmento industrial do estado apresentou estabilidade em relação ao ano anterior. Neste grupo, destacou-se o crescimento de 2,2% de indústrias de transformação, principalmente as de fabricaçaõ de celulose, papel e de produção de etanol e biocombustíveis, e a variação de 0,6% em eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação.

De acordo com o IBGE, o setor de serviços foi impactado significativamente pela pandemia e registrou uma retração de 3,6% em 2020. Entre as atividades mais afetadas estiveram o alojamento, alimentação e serviços domésticos.

Apesar da variação média negativa para o grupo de Serviços, algumas atividades registraram crescimento em 2020, como comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (1,5%) e informação e comunicação (5,3%).

O PIB de Mato Grosso do Sul alcançou em 2020, R$ 122,6 bilhões e participou com 1,6% da economia nacional. O estado avançou uma posição no ranking dos estados, passando da 16ª para a 15ª posição.

Em relação ao PIB per capta o avanço foi ainda maior. Mato Grosso do Sul registrou no ano o valor de R$ 43.649,17, o quinto maior entre as unidades da federação.

Somente o Distrito Federal (R$ 87.016,16), São Paulo (R$ 51.364,73), Mato Grosso (R$ 50.663,19) e Santa Catarina (R$ 48.159,24) registraram valores maiores.

Entretanto, o PIB per capta-sul-mato-grossense foi 1,2 maior que o PIB per capita do país, R$ 35.935,74.

Comércio e serviços puxam PIB de Campo Grande para cima que deve crescer 5%

Este número é estimado pela Sidagro (Secretaria Municipal de Inovação, Desenvolvimento Econômico e Agronegócios)

O PIB do Município de Campo Grande deve crescer entre 4,0% e 5,0% em termos reais em 2022. Este número é estimado pela Sidagro (Secretaria Municipal de Inovação, Desenvolvimento Econômico e Agronegócios). É possível verificar um crescimento sólido para as atividades comerciais e de serviços em todo o Mato Grosso do Sul, e a Capital tem puxado a economia para cima já que representa 40% do comércio e dos serviços do Estado.

Comércio e serviços puxam PIB de Campo Grande (Foto: Divulgação )

E é só andar pelo centro para perceber que o setor de comércio e serviços está aquecido. Placas com oportunidades de trabalhos estão expostas em diversas lojas. As vagas são para balconista, vendedor, estoquista, atendente de lanchonete, operador de caixa e muito mais.

A expectativa de vendas para o fim de ano começa a despontar em novas oportunidades de trabalho. Gerente de um restaurante na 14 de julho, Nadiane Bochi, conta que está contratando, porque o negócio está sendo ampliado. De imediato, o restaurante vai chamar mais dois novos colaboradores e o número pode crescer.

“Estamos aumentando o restaurante. Final de ano está aí, o Natal está chegando, e a 14 é uma das ruas com maior movimento. A gente está com essa visão de ampliar, colocar mais mesas, um espaço para crianças. Estamos aqui há 7 meses e neste período já nos sentimos seguros para crescer”, diz Nadiane, que assim como os proprietários do local é do Rio Grande do Sul.

A vendedora de uma loja de cosméticos da Rua Barão do Rio Branco com a 14 de Julho, Mariza Fonseca, concorda. Ela diz que o movimento já começou e que é um padrão do comércio as vendas aumentarem no fim do ano.

“Já vem aumentando e em dezembro é bem mais, por isso a gente busca trazer mais colaboradores para juntos rendermos mais as vendas, e ao mesmo tempo trazer novos talentos para a empresa”, diz.

Ela lembra que no fim de ano as pessoas aproveitam para se cuidar mais, fazer a unha, o cabelo, ter esse cuidado maior, já que com o 13º o poder de compra aumenta. “As pessoas vêm atrás de novos produtos e também produtos já conhecidos”, afirma.

Indicadores

Um dos indicadores desse movimento é o ISSQN (Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza), de competência municipal. O tributo é um importante índice de mensuração da atividade econômica local, e vem demonstrando um crescimento robusto na arrecadação frente ao mesmo período do ano passado.

De janeiro a setembro de 2022, foram arrecadados mais de R$ 374 milhões com ISSQN comparado aos R$ 317 milhões de 2021, um crescimento real aproximado (descontada a inflação do período) de 10,9% evidenciando um ano com franca recuperação da atividade econômica no principal segmento econômico de Campo Grande, o de serviço.

O setor que é o principal motor da economia de Campo Grande, com um peso de 71,91% na economia municipal e 54,60% na economia estadual, avançou 11,6% no acumulado de 2021, enquanto as atividades comerciais registraram crescimento de 11,5%.

Outro índice importante é a geração de empregos. Após registrar recorde na geração de postos formais de trabalho em 2021 (+ 13.345), Campo Grande criou mais 1.245 vagas em setembro deste ano, sendo a maior parte no comércio (533), seguido por serviços (512) e indústria (143). O acumulado de 2022 já ultrapassa as 12,7 mil novas vagas.

Os números demonstram a recuperação consistente da economia municipal, após o forte impacto negativo gerado pela pandemia da COVID-19 a partir de março de 2020, o que ocasionou a perda de 2.601 postos de trabalho naquele ano.

MS estima crescimento do PIB e geração de 127 mil empregos nos próximos 15 anos

Investimentos para driblar gargalos na logística estadual giram em torno de R$ 50 bilhões

Um Estudo de Diagnóstico Logístico de Mato Grosso do Sul prevê investimentos em torno de R$ 100 bilhões para melhorar o escoamento de rodovias, hidrovias e ferrovias do estado. Além dos recursos, o Produto Interno Bruto (PIB) local, que hoje é de pouco mais de R$ 50 bilhões, deve aumentar, chegando a 30%. As informações foram divulgadas durante reunião com representantes estaduais e de instituições privadas no Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) nesta terça-feira (26).

Segundo Jaime Verruck, Mato Grosso do Sul deve gerar até 2037, mais de 127 mil empregos Foto Divulgação

Segundo o titular da Secretaria estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck, Mato Grosso do Sul deve gerar até 2037, mais de 127 mil empregos. Ainda segundo Verruck, com o mapeamento será possível analisar estratégias para solucionar os gargalos na logística estadual, como os custos de frete e a elevação de preços dos produtos. Ele explica que nas rodovias federais, um dos principais problemas está na BR-262.

“Houve um aumento de carga principalmente pós problema na hidrovia e a entrada do minério nessa rodovia. Então esse é um principal gargalo onde nós temos elevado nível de acidentes, deterioração da pista. O que nós estamos propondo no médio e longo prazo? São os projetos de ferrovia, mudar o perfil, sair de 80% da ferrovia pra 50%, que vai ter um tem uma capacidade de expansão relativamente pequena por causa do fluxo, mas principalmente na questão ferroviária”, explica.

Sobre as hidrovias, que englobam Ladário, Corumbá e Porto Esperança, há expectativa de mais investimentos. Conforme o governo, são três os pontos críticos entre Porto Murtinho e Corumbá.

“Então já existe um estudo do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) desses três pontos. Existe um pedido de licenciamento junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) que autoriza a dragagem nesses locais. No ano passado o governador Reinaldo destacou pagar investimento na casa de R$ 15 milhões”, pontuou.

A infraestrutura rodoviária do estado conta com aproximadamente 20 mil km de rodovias (estaduais e federais), sendo 43% pavimentadas e 75% de administração estadual. Dentre essas extensões, estão as duas concessões rodoviárias: a da BR-163/MS (845 km), concedida à CCR MSVia a ser relicitada ao final de 2022; e a da MS 306 (219 km), concedida à Way-306.

A pesquisa mostra ainda crescimento na produção de minério, soja, milho e de celulose, o que também aumenta a concentração de toda operação em cima transporte do rodoviário.