MS é um dos estados que tiveram variação positiva do PIB em 2020

No primeiro ano da pandemia, além de Mato Grosso do Sul somente Roraima (0,1%) teve variação positiva do PIB no ano. O estado vizinho, Mato Grosso, registrou estabilidade. Os outros 23 estados e o Distrito Federal enfrentaram redução.

O Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso do Sul apresentou variação em 2020, primeiro ano da pandemia de Covid-19, de 0,2% na comparação com 2019. Foi o maior percentual de crescimento no país.

Segundo dados do Sistema de Contas Regionais, divulgado nesta quarta-feira (16), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), além de Mato Grosso do Sul somente Roraima (0,1%) teve variação positiva do PIB no ano.

Agropecuaria alavancou o PIB de MS em 2020, puxada pela recuperação da safra de soja, segundo o IBGE

O estado vizinho, Mato Grosso, registrou estabilidade. Os outros 23 estados e o Distrito Federal enfrentaram uma redução.

O IBGE atribuiu o resultado de Mato Grosso do Sul ao desempenho de sua agropecuária. O segmento apresentou a maior variação entre os três grandes grupos de atividades na economia do estado, com incremento de 14,6% no ano frente ao anterior.

Foi apontado como destaque a recuperação da safra de soja no ano, além do apoio as atividades agrícolas, o pós-colheita e a pecuária em geral, especialmente a produção de aves e suínos.

O segmento industrial do estado apresentou estabilidade em relação ao ano anterior. Neste grupo, destacou-se o crescimento de 2,2% de indústrias de transformação, principalmente as de fabricaçaõ de celulose, papel e de produção de etanol e biocombustíveis, e a variação de 0,6% em eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação.

De acordo com o IBGE, o setor de serviços foi impactado significativamente pela pandemia e registrou uma retração de 3,6% em 2020. Entre as atividades mais afetadas estiveram o alojamento, alimentação e serviços domésticos.

Apesar da variação média negativa para o grupo de Serviços, algumas atividades registraram crescimento em 2020, como comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (1,5%) e informação e comunicação (5,3%).

O PIB de Mato Grosso do Sul alcançou em 2020, R$ 122,6 bilhões e participou com 1,6% da economia nacional. O estado avançou uma posição no ranking dos estados, passando da 16ª para a 15ª posição.

Em relação ao PIB per capta o avanço foi ainda maior. Mato Grosso do Sul registrou no ano o valor de R$ 43.649,17, o quinto maior entre as unidades da federação.

Somente o Distrito Federal (R$ 87.016,16), São Paulo (R$ 51.364,73), Mato Grosso (R$ 50.663,19) e Santa Catarina (R$ 48.159,24) registraram valores maiores.

Entretanto, o PIB per capta-sul-mato-grossense foi 1,2 maior que o PIB per capita do país, R$ 35.935,74.

Intenção de consumo em Campo Grande é a maior desde a pandemia

A Intenção de Consumo das Famílias de Campo Grande atingiu neste mês de setembro 98,7 pontos, embora ainda na chamada zona negativa, abaixo de 100 pontos, o melhor índice após maio de 2020, ano de início da pandemia, e, na série histórica, o maior resultado para setembro desde 2014.

Segundo a economista do Instituto de Pesquisa da Fecomércio-MS, Regiane Dedé de Oliveira, o cenário futuro é de otimismo.

A pesquisa é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. “Quando analisamos os resultados, percebemos que as pessoas têm uma melhor percepção sobre o emprego atual e, sobretudo, uma perspectiva de consumir mais, o que comumente ocorre com a aproximação do fim de ano”, diz a economista do Instituto de Pesquisa da Fecomércio-MS, Regiane Dedé de Oliveira.

A pesquisa ainda indica melhoria no nível atual de consumo, embora a maior parte dos entrevistados, 42,7% ainda indique estar comprando menos que no mesmo período do ano passado.

Pesquisa

Os dados com estimativa para setembro foram coletados nos últimos dez dias do mês de agosto/2022.

A Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) é um indicador com capacidade de medir, com a maior precisão possível, a avaliação que os consumidores fazem sobre aspectos importantes da condição de vida de sua família.

Entre tais condições, leva-se em consideração a capacidade de consumo, atual e de curto prazo, nível de renda doméstico, segurança no emprego e qualidade de consumo, presente e futuro.

Vale destacar, que trata-se de um indicador antecedente do consumo, a partir do ponto de vista dos consumidores e não por uso de modelos econométricos.

Desse modo, a pesquisa pode ser utilizada como um termômetro para a política econômica, atividades produtivas, consultorias e instituições financeiras.

Justiça multa prefeitura, concessionária e Agetran por ônibus lotados na pandemia

A Justiça determinou uma multa de R$ 150 mil para as três partes por causa de aglomerações nos terminais de transbordo e superlotação dos ônibus

Foi publicado na terça-feira (26) no Diário Oficial da Justiça, a decisão do juiz Ariovaldo Nantes Corrêa, da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, que determinou uma multa de R$ 150 mil para o Consórcio Guaicurus, para a prefeitura de Campo Grande e também para a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) por causa de aglomerações nos terminais de transbordo e superlotação dos ônibus durante a pandemia da Covid.

Ônibus lotado em plena pandemia (Foto: Gustavo Arakaki/Arquivo)

Segundo a decisão do dia 8 de julho, o MPE (Ministério Público do Estado) pediu o valor dobrado para multa, mas o juiz entendeu que foi cumprido parte do que havia sido determinado: limitar o número de usuários dentro dos transportes públicos (Consórcio Guaicurus) e fiscalizar o cumprimento das medidas de prevenção (Agetran e Município).

A defesa do Consórcio Guaicurus informou que foram intimados nesta terça e vão recorrer da decisão de primeiro grau. “O que era de obrigação do Consórcio foi cumprido. Existe prova documental no processo”, afirmou o advogado André Borges à reportagem.

A reportagem entrou em contato com a assessoria da prefeitura e da Agetran, mas não retornaram até a publicação.

Defesa

No processo, o Consórcio, o município e a Agetran alegaram que adotam as medidas de prevenção, disponibilizaram itens de higiene pessoal nos terminais, demarcaram o distanciamento nos locais de embarque e colocaram orientações escritas sobre medida preventivas a serem adotadas pelos usuários.

Mas o magistrado afirmou que “não é suficiente para a superação integral das irregularidades apontadas, tendo em conta que nas mais recentes diligências efetuadas pelo corpo técnico do requerente foram constatadas aglomerações nos terminais e lotação dos ônibus acima do recomendado“.