O Projeto Sucuriú, de implantação da unidade em Inocência, prevê o investimento privado de 3 bilhões de dólares (R$ 15 bilhões)
Comprometido com o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul, o governador Eduardo Riedel recebeu nesta terça-feira (31) o diretor de Desenvolvimento de Novos Negócios da Arauco, Mário José de Souza Neto, para discutir os investimentos da empresa chilena em Inocência – a 337 quilômetros de Campo Grande, na região do Bolsão.
Mato Grosso do Sul começa a ser conhecido como Vale da Celulose; investimentos vão transformar Inocência Foto Saul Schramm
Na reunião, Mário Neto apresentou o planejamento dos investimentos e Eduardo Riedel reafirmou os compromissos na área de infraestrutura para permitir o escoamento da produção e atender o aumento populacional do município de 8 mil habitantes. O Projeto Sucuriú, de implantação da unidade em Inocência, prevê o investimento privado de 3 bilhões de dólares (R$ 15 bilhões), com 12 mil pessoas trabalhando no pico da construção da fábrica.
Eduardo Riedel destacou o papel do Estado e a transformação provocada pelo investimento. “Discutimos as contrapartidas do Estado, estradas, pavimentação, linha férrea, fibra ótica, que tem que chegar à empresa, todas as ações que o Estado tem que fazer para viabilizar esse que é um dos maiores investimentos privados do Brasil e que começa a partir de já, esse ano, a área florestal, que é a base de produção para empresa de celulose. Então, a gente entrega no dia a dia as ações do Governo do Estado para viabilizar essa unidade”, disse o governador.
Ainda segundo ele, o empreendimento vai ao encontro do projeto de futuro para o Estado. “Mato Grosso do Sul é um dos estados que mais cresce do Brasil e esse investimento vai trazer empregos, renda, oportunidade para as pessoas de Inocência e trazer gente para Inocência também para aproveitar essas oportunidades. Saímos dessa reunião muito satisfeitos com tudo o que tem acontecido e vamos continuar trabalhando para viabilizar esse tipo de desenvolvimento para o nosso Estado”.
O encontro também contou com as presenças do secretário Eduardo Rocha (Casa Civil); do prefeito Antonio Ângelo Garcia dos Santos (Toninho da Cofap); do vice-presidente e consultor sênior da STCP Engenharia, Joésio Siqueira; e de representantes da Câmara Municipal de Inocência, entre outras autoridades.
Pensar o desenvolvimento econômico sempre foi um desafio para os países sul-americanos, situação que foi agravada com a pandemia de COVID-19 nos últimos três anos, no caso específico do Brasil, o PIB se arrastou e o crescimento médio ficou 1,2% no triênio (gráfico 1).
Com esses indicadores econômicos ruins, por todo país, dentro da plataforma continental sul-americana, esse cenário se complicou ainda mais, já que estando distante dos parques industriais das regiões mais desenvolvidas, os municípios do interior ficam à mercê, invariavelmente, de políticas locais equivocadas aprofundando assim as desigualdades regionais pelo país afora.
Pois então, com a industrialização brasileira em marcha lenta, restou para o agronegócio segurar a crise econômica aguda. Especificamente, o mercado de celulose e papel, que é extremamente competitivo no sistema internacional, os seus diferenciais estão nos projetos das plantas industriais, os arranjos logísticos, proximidades dos portos no litoral, seja no Oceano Pacífico ou Atlântico, e, até as florestas plantadas de clones de eucaliptos protagonizam como vantagens comparativas.
Isso nos faz voltar ao ponto estratégico no desenvolvimento econômico, a localização, e, Mato Grosso do Sul consegue agregar em um bloco regional, intitulado de Costa Leste, um conjunto de municípios que oferecem performance capaz de fugir dos abalos econômicos e políticos críticos que vivenciamos desde 2016.
Mapa 1: projeção de crescimento do maciço florestal em Mato Grosso do Sul
Fonte: Ribeiro Silva (2016) REFLORE (2015)
Esse arrojamento está diretamente ligado com a capacidade logística e regional garantidora de ganhos de performance geoeconômica, como temos chamado em outros estudos (Ribeiro-Silva, 2022). E exemplo disso, temos os hexatrens, que são caminhões com seis composições que levam matéria prima – eucaliptos – em estradas vicinais que estão nos campos florestais até a planta produtora de celulose. E essa é atualmente a maior inovação que este ponto do interior do Brasil traz para a logística industrial mundial.
Agora, claro, o fato é que o mercado de celulose colocou no cenário internacional, Ribas do Rio Pardo (Foto 1), uma cidade de ruas sem asfalto, como a plataforma territorial da maior fábrica de celulose em linha contínua do mundo. Seguindo estrategicamente a esteira de eventos do que experienciou Três Lagoas, na década passada, também em Mato Grosso do Sul. Por lá, um alinhamento geoeconômico aprimorado: contexto da economia global como o superciclo de commodities, agentes públicos, corporações e o terceiro setor edificaram as pilastras do que hoje é o polo industrial do Mato Grosso do Sul, epicentro da economia florestal brasileira.
Ribas do Rio Pardo/MS
Em Ribas de Rio Pardo/MS, como num filme repetido as mesmas ruas sem asfalto, guardam em seu quintal, novamente, uma pérola industrial de 20 bilhões de reais hoje intitulada de Projeto Cerrado. Um verdadeiro polo de atração de novos investimentos públicos e privados – que traz trabalhadores de todos os pontos do país – reforçando o papel estratégico de cidades deste Brasil do interior que carrega a crise desde 2015.
Município de Ribas do Rio Pardo Foto: Andrei Luiz – All Drones, (2022)
Projeto Cerrado – Suzano em Ribas do Rio Pardo/MS
Esse cotidiano alterou a realidade da pacata cidade, revelando um novo Brasil, de economia aquecida, a cidade conta com 1,5% de taxa de desemprego, segundo dados do (RAIS/CAGED, 2021) – e que, em 2024, produzirá 2,5 milhões de toneladas de celulose. Esse é o bastidor que sustenta a superlotação de supermercados com filas abarrotadas, a exemplo de um domingo de 15 janeiro de 2023, distanciando da triste realidade dos centros industriais com pessoas desempregadas em um país detentor de desindustrialização galopante que reduz o peso da indústria a apenas 11% do PIB nacional (IBGE, 2022).
Suzano em Ribas do Rio Pardo Foto: Andrei Luiz All Drones, (2022)
Projetos desta envergadura, exigem capacidade técnica das políticas públicas territoriais (alinhamento institucional – governos Municipal Estadual e Federal); coerência de atuação de agentes públicos e, por último, e mais importante, aprimorar a performance geoeconômica destes lugares que estão no interior do Brasil, reforçando a conexão dos dois Oceanos – Atlântico e Pacífico – como podemos ver no mapa 2 (BID, 2021).
América do Sul rede interoceânica central
Fonte: BID (2021).
No fim, o importante mesmo é saber que a estratégia de desenvolvimento econômico deve potencializar, municípios e províncias no interior da América do Sul. Para tanto, lugares como Ribas do Rio Pardo, no Mato Grosso do Sul devem, prioritariamente, tomar a centralidade na discussão do desenho de políticas públicas de saúde, educação e infraestrutura. A esta altura, todos sabemos que esta decisão resulta de um exercício conjunto responsável, técnico e coerente no novo vale da celulose do interior. E qualquer coisa além disso, é puramente confete.
A reunião aconteceu na tarde desta terça-feira (6), no Escritório da Transição e contou com a presença do atual governador, Reinaldo Azambuja e o secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck
Na tarde desta terça-feira (6), o governador eleito de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, recebeu no escritório da transição do Governo do Estado os executivos de uma das líderes globais na produção de celulose solúvel especial, a Bracell, que baseia suas operações no cultivo sustentável de eucalipto e fábricas de última geração. Nos três estados onde atua, incluindo Mato Grosso do Sul, a empresa gera mais de 10 mil empregos, considerando trabalhadores diretos e terceirizados de forma permanente nas atividades industriais, florestais e de logística.
Executivo vão intensificar as parcerias com o governador eleito Eduardo Riedel Foto Saul Schramm
De acordo com Eduardo Riedel, a visita de cortesia foi de suma importância, pois grandes parcerias como essa são fundamentais para o desenvolvimento com responsabilidade ambiental em Mato Grosso do Sul. “Atualmente a Bracell já é uma grande parceira em nosso Estado, tanto na geração de emprego e renda, como no desenvolvimento sustentável e queremos continuar com esse trabalho que torna Mato Grosso do Sul mais próspero, verde e digital. Acredito na ‘agricultura de árvores’, no ciclo de colheita implantado pela empresa com recurso natural e 100% renovável, que gera o eucalipto produzido de forma sustentável”, disse o governador.
Os executivos da empresa ressaltaram na reunião que o objetivo do encontro com Eduardo Riedel, o atual governador, Reinaldo Azambuja e o secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck, foi primeiramente para agradecer a parceria já existente em Mato Grosso do Sul e também fazer uma visita de cortesia para o governador eleito. “Viemos intensificar a nossa parceria para o governador eleito, agradecer a parceria já existente. Também gostamos muito do Plano de Governo apresentado por Riedel”, disseram os representantes da empresa.
Participaram da agenda representando a Bracell: Anderson Tanoto, diretor Executivo do grupo RGE, membro do Conselho da RGE, a qual Bracell pertence, Per Lindblom, atual presidente da Bracell ; Mauro Quirino, diretor de Operações Florestais; Praveen Singhavi, atual presidente da APRIL e que, em janeiro de 2023, assumirá a presidência da Bracell, Manoel Browne, diretor de Relações Institucionais e Comunidade e Marisa Coutinho, gerente de Relações Institucionais e Comunidade.
Os empreendimentos vão garantir nos próximos anos que o PIB (Produto Interno Bruto do Estado) avance 5%.
Mato Grosso do Sul vislumbra nos próximos anos mais de R$ 34 bilhões de investimentos somente em duas megafábricas de celulose: a Suzano com o Projeto Cerrado em Ribas do Rio Pardo e o Projeto Sucuriú da chilena Arauco anunciado na semana passada. Somente em valores as obras representam quase o dobro do orçamento anual do Estado que é de R$ 17 bilhões.
O secretário Jaime Verruck (Foto: Divulgação )
Os empreendimentos vão garantir nos próximos anos que o PIB (Produto Interno Bruto do Estado) avance 5%.
A atração de empresas deste porte colocará o Estado como o maior polo mundial de celulose. A avaliação foi feita pelo governador do Estado Reinaldo Azambuja que destacou que o desenvolvimento se faz com políticas públicas efetivas e segurança jurídica. “Este momento é especial. Não se escolhe um local para um empreendimento deste porte se não tiver segurança jurídica e confiabilidade”, comemorou.
Só na parte industrial serão investidos mais de R$ 15 bilhões pelo grupo chileno Arauco em Inocência. Se somado o projeto da base florestal isso vai chegar a R$ 20 bilhões. Ou seja serão necessários mais R$ 5 bilhões para plantar 290 mil hectares de floresta.
“Esse investimento aqui em Mato Grosso do Sul vai significar um crescimento do PIB do Estado superior a 5% nos próximos anos, o que coloca MS na dianteira do desenvolvimento nacional”, comemorou Azambuja.
Ele lembrou que os incentivos que foram dados a Arauco são os mesmos que a Eldorado e a Suzano receberam. “Os incentivos são os mesmos que serão direcionados a outros que quiserem vir porque a cadeia produtiva é tratada como um todo no Estado. Não criamos uma competição desleal. São atrativos iguais. Sabemos da importância de uma política de atração de empreendimentos com geração de empregos”, acrescentou.
O governador afirmou que o Estado criou uma base sólida de investimentos que geram empregos para Mato Grosso do Sul. Tanto que somente a Arauco prevê a abertura de mais de 12 mil vagas apenas na fase de construção da planta em Inocência. “Quando em operação a fábrica vai gerar mais 550 empregos diretos e indiretos e mais 1.800 na parte florestal. Isso representará 14,3 mil famílias contempladas”, afirmou.
Já o Projeto Cerrado da Suzano em Ribas do Rio, com um investimento de mais de R$ 19 bilhões, está com as obras aceleradas. Atualmente, a obra da fábrica da Suzano em Ribas do Rio Pardo conta com cerca de 4.000 trabalhadores (dados de junho/2022). No primeiro semestre de 2023, quando deverá ocorrer o pico da obra, serão criados cerca de 10.000 empregos diretos no empreendimento, gerando também milhares de empregos indiretos na região.
Quando entrar em operação, a nova fábrica da Suzano terá 3.000 postos de trabalho, entre diretos e indiretos atendendo as operações industrial e florestal.
A Suzano também possui duas fábricas em Três Lagoas, que geram 6.000 postos de trabalho entre diretos e indiretos, considerando as operações industriais e florestais.
Azambuja disse que Mato Grosso do Sul vive uma valorização de ativos regionais. “Com este empreendimento da Arauco serão valorizadas as propriedades rurais, o comércio e toda a atividade econômica na região de Inocência, Cassilândia, Paranaíba Água Clara e Tres Lagoas. Todos estes municípios serão impactados positivamente”, argumentou.
Diretrizes fortes
O secretário de Estado de Produção, Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico e Agricultura Familiar (Semagro) Jaime Verruck salientou os desafios que o Estado enfrentou para chegar até este momento de economia pujante. “Estabelecemos como uma das diretrizes estruturar o Mato Grosso do Sul através do planejamento. Dentro disso conseguimos estabelecer um rumo para o Estado”, relembrou.
Um dos caminhos para desenvolver o Mato Grosso do Sul era fomentar projetos estruturantes. “Fizemos isso com diversificação, agroindustrialização e aumento das nossas exportações com diversificação também dos mercados internacionais”, destacou.
Verruck pontua que foi necessário adequar e preparar o Estado para atrair investimentos com estrutura. “Fizemos o dever de casa. Reduzimos o teto de gastos, fizemos mudanças fiscais, de incentivos, instalamos um Escritório de Parcerias Público Privadas. Tudo para arrumar o Estado. E hoje colhemos os frutos”, alegou.
Com quase 1,2 milhão de hectares de florestas plantadas, Mato Grosso do Sul vai receber a sua quinta planta de celulose e outros produtos de base de madeira. Hoje (22) uma das principais empresas madeireiras da América Latina, a Arauco anunciou a instalação de uma nova fábrica no município de Inocência. O grupo chileno já possui áreas de eucalipto plantadas no município para suprir a demanda do projeto. O investimento estimado é de R$ 15 bilhões, beneficiando 14.300 famílias com geração de 12 mil empregos no pico da construção e 250 empregos diretos e 300 indiretos quando entrar em operação, além de 1,8 mil empregos permanentes na parte florestal.
Governador anuncia fábrica de celulose da Arauco Foto Chico Ribeiro
O anúncio foi feito hoje pelo governador do Estado, Reinaldo Azambuja junto com a diretoria do grupo chileno durante evento de lançamento oficial do Plano Estadual de Florestas Plantadas (Profloresta) da Secretária de Estado da Produção, Meio Ambiente Desenvolvimento Econômico e Agricultura Familiar (Semagro).
Para o governador Reinaldo Azambuja este é mais um compromisso firmado e cumprido com o desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul. “Vamos receber no Estado uma das maiores fábricas de celulose do mundo. Será uma unidade moderna, que vai gerar empregos, oportunidades, renda e desenvolvimento social em uma região que também integra a Costa Leste Florestal, mas que não tinha nenhum empreendimento deste tipo. A vinda desta fábrica mostra a confiança dos investidores em Mato Grosso do Sul, na nossa política de incentivos fiscais, na segurança jurídica de quem investe e na estrutura logística que estamos criando para quem precisa escoar a produção”, disse Reinaldo Azambuja.
O secretário Jaime Verruck (Semagro) destacou a transformação provocada pela vinda de gigantes do setor da celulose. “O grande desafio do Estado é a logística. Esta indústria que está sendo instalada em Ribas do Rio Pardo (Suzano) e a que estamos anunciando hoje, elas geram a capacidade para que Mato Grosso do Sul mantenha seu ritmo de crescimento nos próximos 4 a 5 anos a taxas superiores a 5%. É um trabalho em conjunto com o setor privado, que acredita no Estado, pelo ambiente criado. Nosso compromisso agora é fazer a capacitação da mão de obra”.
E o CEO da companhia, Matias Domeyko Cassel, falou sobre a escolha de Mato Grosso do Sul. “O Brasil é um polo importante para a estratégia global do Grupo Arauco. Atuamos no País desde 2002, com as divisões de madeira e operação florestal, e agora estamos avaliando aumentar os investimentos realizados no Brasil, trazendo o setor de celulose para cá. Estamos muito animados com esta possível grande ampliação das atividades da Arauco ao Mato Grosso do Sul, uma região muito importante para a indústria, com grande potencial para o plantio de eucaliptos e excelentes opções logísticas para o escoamento da produção, além de agregar muitos benefícios econômicos e sociais para a região, e com uma, produção de energia limpa e crédito de carbono positivo”, ressaltou.
Reinaldo Azambuja cumprimenta CEO da Arauco; novo empreendimento vai garantir emprego e renda para 14.300 famílias Foto Chico Ribeiro
Já o prefeito de Inocência, Toninho da Cofapi, afirmou que o empreendimento vai levar “o desenvolvimento tão sonhado por tantas gerações do Município”. “Quero agradecer à diretoria da Arauco, estão confiando em Mato Grosso do Sul e em Inocência, uma cidade pequenininha, a quem eu chamo A Princesinha da Costa Leste. E a nossa princesinha, em pouco tempo, será a Rainha da Costa Leste”, declarou.
A empresa
Celulosa Arauco y Constitución é uma empresa chilena do ramo madeireiro, especializada na fabricação de celulose e painéis, atuando no Chile, Argentina e Brasil. A empresa pertence ao Grupo AntarChile fundado por Anacleto Angelini e possui cinco fábricas de celulose no Chile e uma na Argentina, além de quatro fábricas para a fabricação de madeira reconstituída, sendo duas na Argentina e duas no Brasil.
No Brasil, o grupo mantém a Arauco do Brasil, com unidades em Piên e em Jaguariaíva (850 mil m³/ano), ambas no Paraná. No município de Araucária, região metropolitana de Curitiba, mantém uma planta química industrial (142 mil toneladas/ano), produzindo resinas e outros produtos, para comercialização e para abastecer suas unidades industriais de painéis no Paraná. No Mato Grosso do Sul a Arauco já tem a empresa florestal Mahal que tem mais de 60 mil hectares de florestas cultivadas em seis cidades (Aparecida do Taboado, Selv[iria, Água Clara, Chapadão do Sul e Três Lagoas.
Números expressivos
O setor florestal de Mato Grosso do Sul é responsável pela geração de 27,2 mil empregos sendo 14.901 diretos e 12.312 indiretos. Em 2021, o segmento gerou 6.266 empregos a mais em relação a 2020.
O crescimento de postos de trabalho deve continuar nos próximos anos, com os investimentos já em curso no Estado, como o da nova fábrica de celulose da Suzano, em Ribas do Rio Pardo, no valor de R$ 19 bilhões.
Mato Grosso do Sul conta atualmente com três fábricas de celulose instaladas e em operação no município de Três Lagoas: uma da Eldorado Brasil, com capacidade de produção de 1,8 milhão de toneladas de celulose por ano; duas da Suzano, que produzem 3,25 milhões de toneladas por ano. A Suzano iniciou a construção de mais uma fábrica no Estado, em Ribas do Rio Pardo, que será a maior planta industrial de celulose do mundo, produzindo 2,55 milhões toneladas/ano.
O setor conta com 480 estabelecimentos na cadeia produtiva do setor. São empresas de cultivo de floresta, extração de madeira, fabricação de papel, celulose e derivados. e derivados.
Reinaldo Azambuja assina incentivos fiscais e destaca que novo empreendimento é resultado da segurança jurídica construída em MS
Na última década, as áreas de florestas plantadas com eucalipto e seringueira em Mato Grosso do Sul cresceram a taxas anuais de 14% e 18%, respectivamente. O Estado lidera a expansão florestal brasileira superando 2 milhões de hectares de florestas plantadas (somente de eucalipto, são 1,1 milhão de hectares).
Atualmente, Três lagoas é principal polo industrial do setor, com mais de 400 empresas no distrito industrial. O município tem mais de 10 mil empregos diretos gerados pela indústria. O município é o primeiro no ranking nacional de florestas plantadas, com 263 mil hectares.
As exportações de celulose somaram neste ano US$ 630,6 milhões, com a venda de 1,8 milhão de toneladas. A celulose foi o segundo produto da pauta com 18,55% de participação, com aumento em termos de valor de 4,19% em relação ao período de janeiro a maio de 2021. Em termos de volume, houve avanço de 10,01%.
Plano de Florestas
Durante o evento, o secretário de Produção, Jaime Verruck entregou o Plano Estadual de Florestas Plantadas (PROFLORESTA) ao governador Reinaldo Azambuja. O documento visa promover “a inserção competitiva dos negócios que envolvem a cadeia da silvicultura (produtores florestais, celulose e papel, madeireiras, serrarias, móveis e componentes), desde a produção, industrialização, beneficiamento e distribuição, com consequente vinculação com grandes empresas que induzem desenvolvimento tecnológico, inovação e dinamismo econômico a jusante das florestas plantadas”.
Neste sentido, e novo Plano vai orientar a formulação das estratégias e os projetos vinculados aos pequenos negócios, tendo o Sebrae-MS como ente indutor nos alinhamentos, estratégias e abordagens de competitividade nesta direção.
As ações previstas incluem expansão dos plantios, apoio para assegurar ganhos contínuos de produtividade, promoção da diversificação de espécies e do manejo para uso múltiplo, entre outras.