Cooperativismo é um dos setores que mais cresce em MS e responde por quase 60% de investimentos

O cooperativismo é um dos setores que mais cresce na economia de Mato Grosso do Sul, respondendo pelo menos por 60% dos empreendimentos implantados nos últimos anos. Atualmente o Sistema OCB MS (Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras de Mato Grosso do Sul) reúne 125 cooperativas no Estado e mais de 390 mil cooperados. Além disso garante pelo menos 11 mil postos de trabalho no Estado.

Verruck destacou o avanço das cooperativas no interior Foto Divulgação

Esta força da união pôde ser constatada no Encontro Estadual de Cooperativismo do Sistema OCB MS, realizada nesta quinta-feira (24).

O evento contou com a abertura do secretário de Estado de Meio Ambiente, Produção, Desenvolvimento Econômico e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck. Ele destacou a força do cooperativismo no desenvolvimento do Estado. “O cooperativismo de MS é um dos maiores investidores do Estado, respondendo por pelo menos 60% dos empreendimentos instalados nos últimos anos”, enfatizou.

A união do segmento também foi destacada pelo secretário. “O cooperativista olha o seu cooperado como ele olha a sua empresa, o seu sistema de gestão. E nós aqui do Estado, buscamos recentemente atender uma demanda do setor, um pedido tributário. Por isso nós publicamos um Decreto permitindo que a OCB também passe a compor o Tribunal Administrativo Tributário (TAT) para fazer a defesa da tributária das cooperativas do estado de Mato Grosso do Sul”, citou.

Verruck destacou o avanço das cooperativas no interior. “Por onde andamos nos municípios estão abrindo uma Sicredi, o Sicoob, está instalando uma unidade da COAMO, está abrindo uma nova estrutura de armazenagem da Copasul, enfim, inúmeros investimentos do cooperativismo no Estado. E sempre contando com o apoio do Governo, seja com incentivo fiscal, outros investimentos privados às vezes pelo FCO (Fundo Constitucional do Centro-Oeste).  Então, isso é um esforço de vocês de tomarem a decisão e obviamente propiciando o excepcional crescimento do segmento”, concluiu.

Novas fábricas de celulose devem investir mais de R$ 34 bilhões em MS

Os empreendimentos vão garantir nos próximos anos que o PIB (Produto Interno Bruto do Estado) avance 5%.

Mato Grosso do Sul vislumbra nos próximos anos mais de R$ 34 bilhões de investimentos somente em duas megafábricas de celulose: a Suzano com o Projeto Cerrado em Ribas do Rio Pardo e o Projeto Sucuriú da chilena Arauco anunciado na semana passada. Somente em valores as obras representam quase o dobro do orçamento anual do Estado que é de R$ 17 bilhões.

O secretário Jaime Verruck (Foto: Divulgação )

Os empreendimentos vão garantir nos próximos anos que o PIB (Produto Interno Bruto do Estado) avance 5%.

A atração de empresas deste porte colocará o Estado como o maior polo mundial de celulose. A avaliação foi feita pelo governador do Estado Reinaldo Azambuja que destacou que o desenvolvimento se faz com políticas públicas efetivas e segurança jurídica. “Este momento é especial. Não se escolhe um local para um empreendimento deste porte se não tiver segurança jurídica e confiabilidade”, comemorou.

Só na parte industrial serão investidos mais de R$ 15 bilhões pelo grupo chileno Arauco em Inocência. Se somado o projeto da base florestal isso vai chegar a R$ 20 bilhões. Ou seja serão necessários mais R$ 5 bilhões para plantar 290 mil hectares de floresta.

“Esse investimento aqui em Mato Grosso do Sul vai significar um crescimento do PIB do Estado superior a 5% nos próximos anos, o que coloca MS na dianteira do desenvolvimento nacional”, comemorou Azambuja.

Ele lembrou que os incentivos que foram dados a Arauco são os mesmos que a Eldorado e a Suzano receberam. “Os incentivos são os mesmos que serão direcionados a outros que quiserem vir porque a cadeia produtiva é tratada como um todo no Estado. Não criamos uma competição desleal. São atrativos iguais. Sabemos da importância de uma política de atração de empreendimentos com geração de empregos”, acrescentou.

O governador afirmou que o Estado criou uma base sólida de investimentos que geram empregos para Mato Grosso do Sul. Tanto que somente a Arauco prevê a abertura de mais de 12 mil vagas apenas na fase de construção da planta em Inocência. “Quando em operação a fábrica vai gerar mais 550 empregos diretos e indiretos e mais 1.800 na parte florestal. Isso representará 14,3 mil famílias contempladas”, afirmou.

Já o Projeto Cerrado da Suzano em Ribas do Rio, com um investimento de mais de R$ 19 bilhões, está com as obras aceleradas. Atualmente, a obra da fábrica da Suzano em Ribas do Rio Pardo conta com cerca de 4.000 trabalhadores (dados de junho/2022). No primeiro semestre de 2023, quando deverá ocorrer o pico da obra, serão criados cerca de 10.000 empregos diretos no empreendimento, gerando também milhares de empregos indiretos na região.

Quando entrar em operação, a nova fábrica da Suzano terá 3.000 postos de trabalho, entre diretos e indiretos atendendo as operações industrial e florestal.

A Suzano também possui duas fábricas em Três Lagoas, que geram 6.000 postos de trabalho entre diretos e indiretos, considerando as operações industriais e florestais.

Azambuja disse que Mato Grosso do Sul vive uma valorização de ativos regionais. “Com este empreendimento da Arauco serão valorizadas as propriedades rurais, o comércio e toda a atividade econômica na região de Inocência, Cassilândia, Paranaíba Água Clara e Tres Lagoas. Todos estes municípios serão impactados positivamente”, argumentou.

Diretrizes fortes

O secretário de Estado de Produção, Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico e Agricultura Familiar (Semagro) Jaime Verruck salientou os desafios que o Estado enfrentou para chegar até este momento de economia pujante. “Estabelecemos como uma das diretrizes estruturar o Mato Grosso do Sul através do planejamento. Dentro disso conseguimos estabelecer um rumo para o Estado”, relembrou.

Um dos caminhos para desenvolver o Mato Grosso do Sul era fomentar projetos estruturantes. “Fizemos isso com diversificação, agroindustrialização e aumento das nossas exportações com diversificação também dos mercados internacionais”, destacou.

Verruck pontua que foi necessário adequar e preparar o Estado para atrair investimentos com estrutura. “Fizemos o dever de casa. Reduzimos o teto de gastos, fizemos mudanças fiscais, de incentivos, instalamos um Escritório de Parcerias Público Privadas. Tudo para arrumar o Estado. E hoje colhemos os frutos”, alegou.