Clínicas que aplicam Botox do Paraguai são alvos de operação em MS

Os policiais investigam um esquema criminoso de compra e venda de toxinas botulínicas adquiridas no Paraguai

A Polícia Federal (PF), cumpriu sete mandados de busca e apreensão, na manhã desta terça-feira (16), nas cidades sul-mato-grossenses de Naviraí e Mundo Novo, contra um esquema criminoso de compra e venda de toxinas botulínicas adquiridas no Paraguai, para a realização de procedimentos estéticos de harmonização orofacial, em clinicas odontológicas.

Medicamentos apreendidos durante operação. — Foto: Polícia Federal

A Operação Bellus Fictus, foi realizada em Mato Grosso do Sul e nas cidades paranaenses de Guaíra e Santa Helena.

Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão deferidos pela Justiça Federal.

A operação recebeu a denominação em latim Bellus Fictus, que em sua tradução significa “beleza fictícia”, em razão das vítimas acreditarem que estavam sendo utilizados medicamentos certificados nos procedimentos estéticos, quando, na verdade, a origem dos produtos era desconhecida até mesmo pelos revendedores paraguaios.

Os alvos da operação foram clínicas de Mato Grosso do Sul e Paraná. — Foto: Reprodução

A presidente do Conselho Regional de Odontologia de Mato Grosso do Sul (CRO-MS) Silvânia Silvestre, disse que acompanhará o caso e fez um alerta.

“É muito importante que as pessoas que procuram esses tratamentos, não procurem por valores, por preços mais baixos, a pessoa acha que é uma vantagem estar economizando com aquele tratamento e não é por aí, os profissionais que fazem esses tratamentos muito abaixo, podem estar usando produtos contrabandeados, sem registro na Anvisa. Então você não sabe o que está sendo aplicado, é um procedimento de saúde, é preciso cuidado, conferir se a empresa tem registro e se o profissional tem registro”.

Com ajuda da Austrália, PF prende em MS suspeito de divulgar pornografia infantil na ‘dark web’

Segundo a polícia, o material apreendido na ação será analisado pela Polícia Federal e a intenção é identificar as vítimas e quem produziu as imagens

Um homem foi preso em Campo Grande durante mais uma ação da Operação Dark Web, da Polícia Federal (PF), na quarta-feira (3), suspeito de compartilhar vídeos e fotos de abuso sexual de crianças e adolescente na internet. O acusado foi identificado com ajuda da Polícia de Queensland, na Austrália.

O suspeito foi identificado com ajuda da Polícia de Queensland, na Austrália, e preso pela PF na quarta-feira. — Foto: Divulgação

 

Conforme a PF, o suspeito praticava os crimes há anos. Ele usava a Dark Web para aliciar adolescentes e divulgar imagens de abuso sexual infantil. Com o endereço do homem em mãos, os policiais cumpriram mandado de busca e apreensão na casa dele, além da prisão preventiva do suspeito.

Todo o material apreendido na ação será analisado pela Polícia Federal. A intenção é identificar as vítimas e quem produziu as imagens. No Brasil, este trabalho é realizado pela Força Tarefa de Identificação de Vítimas da Polícia Federal, liderada pela Coordenação de Repressão a Crimes Cibernéticos Relacionados ao Abuso Sexual Infantojuvenil.

A dark web é o nome dado à parte obscura da deep web (sites secretos, que não aparecem nas páginas de buscas). Por não ser um lugar controlado, geralmente é usado para compartilhamento de conteúdos ilícitos.

Quadrilha de MS que mandava droga à Europa por navio é alvo de operação

Além de Mato Grosso do Sul, operação é deflagrada em mais sete estados brasileiros e cumpre 30 mandados de prisão

Mato Grosso do Sul é um dos estados alvos da Operação Downfall, da Polícia Federal, deflagrada na manhã desta quinta-feira, 04 de maio, pelo tráfico internacional de drogas. Até o momento, dois foram presos em Campo Grande e quatro em Dourados. O envio de entorpecentes tinha como destino a Europa.

Conforme a Polícia Federal, a Operação tem como objetivo reprimir e desarticular uma organização criminosa especializada no tráfico internacional e interestadual de drogas com diversas ramificações no país. Cerca de 350 policiais federais, 130 policiais civis e 25 auditores da Receita Federal estão à 30 mandados de prisão preventiva e 87 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Goiás e Espírito Santo.

Operação da Policia Federal deflagrada na manhã desta quinta-feira (4). — Foto: Reprodução

Também foram decretadas medidas patrimoniais de sequestro de imóveis, bloqueio de bens e valores existentes nas contas bancárias e aplicações financeiras dos investigados, que totalizam um valor estimado de aproximadamente R$ 1 milhão.

Investigações – As investigações revelaram que a organização constituiu logística para operacionalizar as ações de narcotráfico interestadual e internacional, que abrange desde a produção da droga no exterior, seu posterior ingresso e transporte dentro do território nacional, distribuição interna, preparação e o envio dos carregamentos de cocaína para o exterior utilizando principalmente o modal marítimo.

Grande parte da droga movimentada pelo grupo tinha como destino os portos da Europa e, para isto, atuavam predominantemente na região do Porto de Paranaguá (PR). Foram identificadas diversas apreensões de carregamentos de cocaína vinculados a atuação da organização criminosa e também foram realizadas prisões em flagrante e apreensões de droga no decorrer da investigação, totalizando aproximadamente 5,2 toneladas de cocaína.

Além do esquema de narcotráfico, alguns dos seus integrantes também estão envolvidos com outras práticas criminosas, como homicídios e o tráfico de armas de fogo, munições e acessórios.As investigações revelaram ainda que lideranças dessa Organização Criminosa empregavam diversas metodologias para ocultar e dissimular a procedência ilícita.

Nesse contexto, apurou-se que o principal esquema financeiro para promover a lavagem do dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas era o investimento no setor imobiliário do litoral de Santa Catarina. As investigações também constataram pagamentos de imóveis de luxo com altas quantias de dinheiro em espécie sem a devida comunicação aos órgãos competentes, bem como a utilização de interpostas pessoas para ocultar a identidade do real adquirente.

Operação da PF busca dois atiradores em MS

A PF está cumprindo mandados de prisão contra CACs que não preenchem requisitos legais de idoneidade para ter armas de fogo

A Polícia Federal deflagrou operação nesta quinta-feira (4) para prender pessoas que não recadastraram armas de fogo dentro do prazo, encerrado nesta quarta (3) – e que, além disso, têm mandados de prisão em aberto por crimes violentos ou dívidas de pensão alimentícia.

PF na mira de quem não recadastrou armas (Foto: Divulgação)

“Hoje a Polícia Federal está cumprindo mandados de prisão contra CACs (caçadores, atiradores e colecionadores) que não preenchem requisitos legais de idoneidade para ter armas de fogo. Estas também estão sendo apreendidas. Será uma linha permanente de trabalho da PF”, publicou o ministro da Justiça em uma rede social.

Segundo a PF, pessoas com esse tipo de mandado de prisão sequer poderiam ter acesso às armas de fogo – e para piorar, agora também não têm posse legal dessas armas.

Até as 18h30 desta quarta, 942.001 armas tinham sido recadastradas. O número já tinha superado o total de armas registradas anteriormente no Sigma, sistema mantido pelo Exército (933.233).

A partir de agora, o governo trabalha com um único registro – o do Sinam (Sistema Nacional de Armas), sob controle da Polícia Federal.

O recadastramento das armas não extingue a necessidade de que o dono atenda a requisitos específicos para comprar, manter armas em casa, transportar essas armas ou andar com elas em área pública, por exemplo.

“Uma vez que a existência de mandado de prisão quebra o requisito da idoneidade para obtenção do porte de arma de fogo, estão sendo adotadas medidas de apreensão cautelar de armamentos e documentos encontrados, para posterior processo de cassação de porte ou registro de arma de fogo, por parte da PF, além de comunicação ao Exército Brasileiro, para cassação das autorizações concedidas aos CAC’s”, diz material divulgado pela Polícia Federal.

A TV Globo apurou que a PF também deve focar, com prioridade, cadastros não renovados de pessoas com grandes arsenais e armas de grosso calibre.

Segundo o ministro da Justiça, Flávio Dino, a partir de agora a Polícia Federal irá atrás de todos que não cumpriram a determinação de recadastrar as armas. As operações, no entanto, devem ser divididas para atender a prioridades (como os mandados em aberto e os grandes arsenais, por exemplo).

PF faz operação em MS contra Rota Caipira do tráfico aéreo de cocaína

Policiais federais de Mato Grosso do Sul prestaram, na manhã desta quarta-feira (26), apoio a três diferentes ações deflagradas pelo país e cumprem mandados de prisão e busca e apreensão, no estado. Em Campo Grande, ao menos um endereço foi alvo de agentes, na rua Santana no Jardim TV Morena.

No endereço, documentos, caixas e uma mochila foram apreendidos. Segundo apurado, um mandado de prisão também foi cumprido contra o morador.

O preso seria suspeito de participar de esquema internacional de tráfico de drogas, responsável por transportar e comercializar, no Brasil, cocaína produzida na Bolívia, no Peru e na Colômbia.

Movimentação da Polícia Federal na rua Santana, no Jardim TV Morena, em Campo Grande — Foto: Ana Lívia Tavares

Só nesta ação, chamada de “Rota Caipira”, 195 ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Federal de Araguaína, no Tocantins, sendo 28 mandados de prisão preventiva e 95 de busca e apreensão. Os mandados são cumpridos em pelo menos 13 estados brasileiros.

A Justiça também determinou a apreensão de 16 aeronaves, sequestro de três propriedades rurais e bloqueio de valores que podem totalizar R$ 300 milhões. Além de MS, os mandados são cumpridos nos estados de Minas Gerais, Pará, Mato grosso, Piauí, Rondônia, Roraima, São Paulo, Amazonas, Tocantins, Maranhão, Ceará, Goiás.

Operação
As investigações começaram em novembro de 2020, após a apreensão de 815 kg de cocaína em Tucumã (PA). Troca informações entre a Polícia Federal e a Polícia Militar do Pará permitiram que os alvos fossem identificados.

Dinheiro apreendido durante cumprimento de mandado em um dos alvos da operação (Foto: divulgação / PF)

No período das investigações, a polícia apurou que a organização criminosa adquiria cocaína fora do país e realizava o transporte através de complexa estrutura aérea até pontos estratégicos localizados nos estados do Pará, Tocantins e Maranhão.

A princípio, o destino final dos carregamentos seriam capitais nordestinas, como São Luís (MA), Teresina (PI) e Fortaleza (CE). Além disso, não está descartado que a droga também estaria sendo enviada para países da Europa.

Aeronave apreendida (Foto: divulgação / PF)

A operação deflagrada na manhã desta quarta-feira conta com apoio da Agência Nacional de Petróleo (ANAC), da Agência Nacional de Aviação Civil (ANP) e das polícias militares do Tocantins, Maranhão e Piauí.

Os investigados vão responder pelos crimes de associação, financiamento e tráfico internacional de drogas, organização criminosa internacional, lavagem de dinheiro praticada por organização criminosa, dentre outros crimes.

Bolsonaro conclui depoimento à PF sobre caso de joias após 3 horas

Titular da investigação e integrante da Diretoria de Inteligência Policial ouviram ex-presidente

Após cerca de três horas, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) encerrou seu depoimento à Polícia Federal sobre o caso das joias recebidas de autoridades da Arábia Saudita em outubro de 2021.

Bolsonaro chegou à sede da PF em Brasília por volta das 14h20 desta quarta-feira (5) e foi ouvido por dois delegados da corporação.

Além dele, também prestou depoimento nesta quarta, mas em São Paulo, o seu então ajudante de ordens, o tenente-coronel do Exército Mauro Cid.

Em Brasília, havia a expectativa de que apoiadores de Bolsonaro pudessem recebê-lo na sede da PF, o que não aconteceu. Apenas um homem com camisa do Brasil esteve em frente ao prédio durante a tarde.

O ex-presidente Jair Bolsonaro chega em sua casa em condomínio de Brasília após voltar dos Estados Unidos – Gabriela Biló – 30.mar.2023/Folhapress

Ele preferiu não dar entrevista à Folha, mas disse que outras pessoas afirmaram, em grupos de aplicativos de mensagens, que viriam, e não sabe a razão de não o terem feito.

A oitiva de Bolsonaro foi conduzida por dois delegados: Adalto Machado, responsável pelo inquérito na PF em São Paulo, e outro da DIP (Diretoria de Inteligência Policial), setor que fica no prédio central da instituição, em Brasília.

Machado tem conduzido o caso desde a instauração do inquérito na Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários da PF em São Paulo.

Além de Bolsonaro e Cid, outras pessoas serão ouvidas para avançar na apuração sobre as joias recebidas em outubro de 2021 pela comitiva liderada pelo então ministro Bento Albuquerque.

Um dos estojos de joias trazido pela equipe foi apreendido pela Receita Federal durante inspeção no aeroporto de Guarulhos, por isso a apuração fica em São Paulo.

Um militar que assessorava o então ministro de Minas e Energia tentou entrar no país com artigos de luxo na mochila. Como não tinham sido declarados, os bens foram apreendidos pela Receita Federal —o caso foi revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Como mostrou a Folha, o ex-mandatário chegou a discutir o assunto com o então chefe da Receita Federal Julio Cesar Vieira Gomes em dezembro passado.

Um segundo pacote, que inclui relógio, caneta, abotoaduras, anel e um tipo de rosário, todos também da marca suíça de diamantes Chopard e depois entregues a Bolsonaro, não foi interceptado pela Receita, como mostrou a Folha.

Um recibo oficial registrou a entrega desse segundo conjunto à Presidência em novembro de 2022, para compor o acervo pessoal do ex-presidente.

O ex-ministro relatou em depoimento que o segundo estojo entrou com ele no país antes de ser entregue à Presidência.

Na terça-feira (4), a defesa de Bolsonaro entregou em uma agência da Caixa Econômica Federal um terceiro kit de joias recebido da Arábia Saudita, este entregue em uma viagem anterior. A providência atendeu a uma determinação do TCU (Tribunal de Contas da União).

Composto por um relógio da marca Rolex, abotoaduras, um anel em ouro branco, uma caneta da marca Chopard e um tipo de rosário, esse estojo foi dado a Bolsonaro quando visitou a Arábia Saudita em outubro de 2019. O pacote passou a compor seu acervo privado no mês seguinte, como mostrou a Folha.

Em um primeiro momento, Bolsonaro disse não ter pedido nem recebido qualquer tipo de presente em joias do governo da Arábia Saudita.

Na quinta-feira (30), ao retornar para o Brasil após 89 dias nos Estados Unidos, Bolsonaro confirmou ter recebido as joias e atrelou o presente a relação de amizade que construi com o governo da Arábia Saudita.

Ele também confirmou que parte dos presentes era para a primeira-dama Michelle Bolsonaro e a tentativa no final do mandato para reaver as joias em Guarulhos.

“Entregamos ali o primeiro conjunto que chegou na Presidência. Cadastrei. E, tentando recuperar o outro conjunto da Michelle, foi via ofício, não foi na mão grande. Não sei por que essa onda toda. Se estão achando isso como algo que eu fiz errado eu fico até feliz, não tem do que me acusar”, afirmou.

PF apreende armas irregulares e munições no interior do estado

Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em Fátima do Sul

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira (31), a Operação Escape, que tem por objetivo combater o comércio ilegal de arma de fogo e munições.

Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em Fátima do Sul – Foto: Polícia Federal

As investigações apontaram que empresa dedicada ao comércio de armas e munições transferiu grande quantidade de seu acervo de Campo Grande para Fátima do Sul, desrespeitando a legislação em vigor.

Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, expedidos pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Fátima do Sul. Durante as buscas, foram apreendidas armas com suspeitas de irregularidades.

PF prende homem que compartilhava pornografia infantil pelas redes sociais em MS

Operações foram feitas em Chapadão do Sul e Dourados (MS). A Polícia Federal alerta a população e diz que casos ‘estão se tornando frequentes’

A Polícia Federal prendeu um homem em flagrante por armazenar e compartilhar diversos conteúdos de pornografia infantil, nesta quarta-feira (29), em Chapadão do Sul (MS). Além da operação ao norte do estado, a PF também cumpriu mandado de busca e apreensão em Dourados (MS).

Polícia Federal prendeu homem em flagrante com pornografia infantil. — Foto: Polícia Federal/Reprodução

Conforme informado pela PF, as investigações começaram com o encaminhamento de informações fornecidas pela Organização Não Governamental (ONG) SAFERNET. A organização apontou a existência de grupo criminoso nas redes sociais para trocar vídeos e fotos de crianças sofrendo abusos sexuais.

Com o homem preso em Chapadão do Sul, a PF encontrou inúmeros vídeos e fotos de crianças sendo abusadas. Já em Dourados, o mandado de busca e apreensão teve como finalidade apreender material de pornografia infantil.

Em nota, a PF faz um alerta à sociedade e diz que casos semelhantes aos de Dourados e Chapadão do Sul “estão se tornando frequentes” e dão alerta aos pais e responsáveis.

“A Polícia Federal informa a sociedade que casos semelhantes estão se tornando frequentes e alerta pais e responsáveis para que permaneçam atentos às atividades online de seus filhos menores que estão sob suas responsabilidades”, detalha a instituição em nota.

PF inicia extradição de traficante procurado na Argentina e preso em MS

A Polícia Federal iniciou o processo para a extradição de Jorge Adalid Granier Ruiz, o ‘Nono’, preso na manhã desta terça-feira (28/3) pela PRF (Polícia Rodoviária Federal), em Jaraguari. Ele é um dos criminosos mais procurados da Argentina.

“Oportunamente, verificou-se que o preso também possuía difusão vermelha da Interpol, ou seja, contra ele há mandado de prisão em aberto na Argentina, por Tráfico de Drogas”, diz a PF em comunicado encaminhado à imprensa.

Jorge estava em posse da documentação falsa quando ocorreu a prisão – Crédito: Kisiê Ainoã/Midiamax

Ruiz utilizava documento falso quando ocorreu a abordagem. Posteriormente, ele confessou o fato e alegou ter comprado no Pará.

Após o fato, Jorge Adalid acabou autuado em flagrante e a Polícia Federal em Mato Grosso do Sul representou pela prisão preventiva dele.

Agora, inicia-se o processo de extradição do acusado para ser entregue à polícia argentina.

A prisão

Jorge Adalid Granier Ruiz foi preso na manhã de ontem durante abordagem no posto da PRF em Jaraguari. Ele estava em uma Toyota Hilux na companhia do motorista e de uma mulher.

Durante fiscalização, os agentes descobriram que o condutor da caminhonete possuía mandado de prisão em aberto por porte ilegal de arma de fogo.

Jorge estava em posse da documentação falsa. Já a outra pessoa seria amante dele.

PF prende membros do PCC e desmonta plano de atentado contra o senador Moro

A Polícia Federal cumpriu nesta quarta-feira (22) 11 mandados de prisão contra suspeitos de planejar ataques a servidores públicos e autoridades, incluindo homicídios e extorsão mediante sequestro. As informações são do Portal R7.

De acordo com as investigações, os ataques poderiam ocorrer de forma simultânea em vários estados. O R7 confirmou que o senador Sergio Moro (União-PR) estaria entre os alvos dos criminosos.

PF cumpre 11 mandados de prisão de membros do PCC, acusados de participarem do plano para matar o ex-juiz Sérgio Moro (Foto: Wesley Justino/EPTV)

Equipes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, descobriram os planos dos criminosos para execução de Moro e informaram o caso aos policiais.

Durante as apurações, foi identificado que um olheiro, ligado à facção criminosa PCC, estaria fazendo campana na frente da casa do senador, em Curitiba. As investigações mostram que os suspeitos pretendiam realizar os ataques de forma simultânea. A esposa de Moro, a deputada Rosangela Moro (União-SP), usa um carro blindado como medida de segurança.

O senador, que é ex-juiz da Lava Jato, confirmou por uma rede social que seria um dos alvos dos criminosos e disse que se pronunciará sobre o caso nesta quarta-feira.

“Sobre os planos de retaliação do PCC contra minha pessoa, minha família e outros agentes públicos, farei um pronunciamento à tarde na tribuna do senado. Por ora, agradeço a PF, PM/PR, Polícias legislativas do Senado e da Câmara, PM/SP, MPE/SP”.
Nesta quarta, são cumpridos 24 mandados de busca e apreensão, sete de prisão preventiva e quatro de prisão temporária em Mato Grosso do Sul, Rondônia, São Paulo e Paraná. Os principais investigados estão em São Paulo e no Paraná, segundo a Polícia Federal.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, afirmou em uma rede social que os planos dos suspeitos incluíam os assassinatos de um senador e um promotor de Justiça.

“Foi investigado e identificado um plano de homicídios contra vários agentes públicos (dentre os quais um senador e um promotor de Justiça). Hoje a Polícia Federal está realizando prisões e buscas contra essa quadrilha. Meus cumprimentos às equipes da PF pelo importante trabalho”.

A operação ganhou o nome de Sequaz, que se refere ao ato de seguir, vigiar, acompanhar alguém. Esse nome foi dado devido ao método utilizado pelos criminosos para fazer o levantamento de informações das possíveis vítimas.