Clínicas que aplicam Botox do Paraguai são alvos de operação em MS

Os policiais investigam um esquema criminoso de compra e venda de toxinas botulínicas adquiridas no Paraguai

A Polícia Federal (PF), cumpriu sete mandados de busca e apreensão, na manhã desta terça-feira (16), nas cidades sul-mato-grossenses de Naviraí e Mundo Novo, contra um esquema criminoso de compra e venda de toxinas botulínicas adquiridas no Paraguai, para a realização de procedimentos estéticos de harmonização orofacial, em clinicas odontológicas.

Medicamentos apreendidos durante operação. — Foto: Polícia Federal

A Operação Bellus Fictus, foi realizada em Mato Grosso do Sul e nas cidades paranaenses de Guaíra e Santa Helena.

Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão deferidos pela Justiça Federal.

A operação recebeu a denominação em latim Bellus Fictus, que em sua tradução significa “beleza fictícia”, em razão das vítimas acreditarem que estavam sendo utilizados medicamentos certificados nos procedimentos estéticos, quando, na verdade, a origem dos produtos era desconhecida até mesmo pelos revendedores paraguaios.

Os alvos da operação foram clínicas de Mato Grosso do Sul e Paraná. — Foto: Reprodução

A presidente do Conselho Regional de Odontologia de Mato Grosso do Sul (CRO-MS) Silvânia Silvestre, disse que acompanhará o caso e fez um alerta.

“É muito importante que as pessoas que procuram esses tratamentos, não procurem por valores, por preços mais baixos, a pessoa acha que é uma vantagem estar economizando com aquele tratamento e não é por aí, os profissionais que fazem esses tratamentos muito abaixo, podem estar usando produtos contrabandeados, sem registro na Anvisa. Então você não sabe o que está sendo aplicado, é um procedimento de saúde, é preciso cuidado, conferir se a empresa tem registro e se o profissional tem registro”.

PF faz operação em MS contra Rota Caipira do tráfico aéreo de cocaína

Policiais federais de Mato Grosso do Sul prestaram, na manhã desta quarta-feira (26), apoio a três diferentes ações deflagradas pelo país e cumprem mandados de prisão e busca e apreensão, no estado. Em Campo Grande, ao menos um endereço foi alvo de agentes, na rua Santana no Jardim TV Morena.

No endereço, documentos, caixas e uma mochila foram apreendidos. Segundo apurado, um mandado de prisão também foi cumprido contra o morador.

O preso seria suspeito de participar de esquema internacional de tráfico de drogas, responsável por transportar e comercializar, no Brasil, cocaína produzida na Bolívia, no Peru e na Colômbia.

Movimentação da Polícia Federal na rua Santana, no Jardim TV Morena, em Campo Grande — Foto: Ana Lívia Tavares

Só nesta ação, chamada de “Rota Caipira”, 195 ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Federal de Araguaína, no Tocantins, sendo 28 mandados de prisão preventiva e 95 de busca e apreensão. Os mandados são cumpridos em pelo menos 13 estados brasileiros.

A Justiça também determinou a apreensão de 16 aeronaves, sequestro de três propriedades rurais e bloqueio de valores que podem totalizar R$ 300 milhões. Além de MS, os mandados são cumpridos nos estados de Minas Gerais, Pará, Mato grosso, Piauí, Rondônia, Roraima, São Paulo, Amazonas, Tocantins, Maranhão, Ceará, Goiás.

Operação
As investigações começaram em novembro de 2020, após a apreensão de 815 kg de cocaína em Tucumã (PA). Troca informações entre a Polícia Federal e a Polícia Militar do Pará permitiram que os alvos fossem identificados.

Dinheiro apreendido durante cumprimento de mandado em um dos alvos da operação (Foto: divulgação / PF)

No período das investigações, a polícia apurou que a organização criminosa adquiria cocaína fora do país e realizava o transporte através de complexa estrutura aérea até pontos estratégicos localizados nos estados do Pará, Tocantins e Maranhão.

A princípio, o destino final dos carregamentos seriam capitais nordestinas, como São Luís (MA), Teresina (PI) e Fortaleza (CE). Além disso, não está descartado que a droga também estaria sendo enviada para países da Europa.

Aeronave apreendida (Foto: divulgação / PF)

A operação deflagrada na manhã desta quarta-feira conta com apoio da Agência Nacional de Petróleo (ANAC), da Agência Nacional de Aviação Civil (ANP) e das polícias militares do Tocantins, Maranhão e Piauí.

Os investigados vão responder pelos crimes de associação, financiamento e tráfico internacional de drogas, organização criminosa internacional, lavagem de dinheiro praticada por organização criminosa, dentre outros crimes.