Operação da PF busca dois atiradores em MS

A PF está cumprindo mandados de prisão contra CACs que não preenchem requisitos legais de idoneidade para ter armas de fogo

A Polícia Federal deflagrou operação nesta quinta-feira (4) para prender pessoas que não recadastraram armas de fogo dentro do prazo, encerrado nesta quarta (3) – e que, além disso, têm mandados de prisão em aberto por crimes violentos ou dívidas de pensão alimentícia.

PF na mira de quem não recadastrou armas (Foto: Divulgação)

“Hoje a Polícia Federal está cumprindo mandados de prisão contra CACs (caçadores, atiradores e colecionadores) que não preenchem requisitos legais de idoneidade para ter armas de fogo. Estas também estão sendo apreendidas. Será uma linha permanente de trabalho da PF”, publicou o ministro da Justiça em uma rede social.

Segundo a PF, pessoas com esse tipo de mandado de prisão sequer poderiam ter acesso às armas de fogo – e para piorar, agora também não têm posse legal dessas armas.

Até as 18h30 desta quarta, 942.001 armas tinham sido recadastradas. O número já tinha superado o total de armas registradas anteriormente no Sigma, sistema mantido pelo Exército (933.233).

A partir de agora, o governo trabalha com um único registro – o do Sinam (Sistema Nacional de Armas), sob controle da Polícia Federal.

O recadastramento das armas não extingue a necessidade de que o dono atenda a requisitos específicos para comprar, manter armas em casa, transportar essas armas ou andar com elas em área pública, por exemplo.

“Uma vez que a existência de mandado de prisão quebra o requisito da idoneidade para obtenção do porte de arma de fogo, estão sendo adotadas medidas de apreensão cautelar de armamentos e documentos encontrados, para posterior processo de cassação de porte ou registro de arma de fogo, por parte da PF, além de comunicação ao Exército Brasileiro, para cassação das autorizações concedidas aos CAC’s”, diz material divulgado pela Polícia Federal.

A TV Globo apurou que a PF também deve focar, com prioridade, cadastros não renovados de pessoas com grandes arsenais e armas de grosso calibre.

Segundo o ministro da Justiça, Flávio Dino, a partir de agora a Polícia Federal irá atrás de todos que não cumpriram a determinação de recadastrar as armas. As operações, no entanto, devem ser divididas para atender a prioridades (como os mandados em aberto e os grandes arsenais, por exemplo).

EUA divulgam vídeo de avião russo atingindo drone sobre o Mar Negro

Moscou anunciou sua intenção de recuperar os destroços, apesar do alerta de Washington contra qualquer tentativa de apreensão dos fragmentos

Os EUA divulgaram um vídeo que mostra um avião russo realizando uma “interceptação insegura e não profissional” contra o drone MQ-9 Reaper, da Força Aérea americana, no espaço aéreo internacional sobre o Mar Negro na última terça-feira. Após o incidente, a Ucrânia acusou o presidente russo, Vladimir Putin, de querer “expandir” o conflito, que aumentou as tensões entre Moscou e Washington.

Nas imagens, o caça Su-27 aparece despejando combustível e atingindo a hélice do MQ-9. Segundo os EUA, a conexão com o drone foi perdida após a colisão. A aeronave não tripulada acabou caindo no mar. A emissora ABC destacou que, quando a transmissão de vídeo foi retomada depois do episódio, uma parte da hélice do MQ-9 apareceu danificada.

Um dia após o incidente, o secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, e o ministro de Defesa da Rússia, Serguei Shoigu, conversaram por telefone, numa tentativa de evitar que o incidente assuma proporções maiores. Em comunicado, Moscou disse que Shoigu deixou claro que não interessa à Rússia uma escalada no Mar Negro, mas que “responderá proporcionalmente” a “todas as provocações”. Austin, por sua vez, pediu que a Rússia opere seus aparatos de forma “segura e profissional” e indicou que os EUA continuarão a enviar seus drones “aonde a lei internacional permitir”.

Mas a recuperação dos destroços segue sendo um ponto de conflito. Apesar do alerta de Washington contra qualquer tentativa de apreensão dos fragmentos, a Rússia já anunciou que pretende recuperá-los.

— Não sei se conseguiremos recuperá-lo, mas temos de tentar e vamos trabalhar nisso — disse o secretário do Conselho de Segurança da Rússia, Nikolai Patrushev, em declarações à TV.

Já o porta-voz da Segurança Interna da Casa Branca, John Kirby, criticou a Rússia por se recusar a assumir a responsabilidade pelo acidente e disse que os EUA estão tentando recuperar os restos do drone.

— Obviamente, não queremos ver ninguém colocando as mãos neles além de nós — disse Kirby. — Tomamos medidas para proteger nossos interesses.

Voos ‘hostis’
Os Estados Unidos descreveram a ação dos aviões russos de “imprudente” e “pouco profissional”, mas a Rússia negou qualquer irregularidade e afirmou que seus caças Su-27 não fizeram qualquer contato com o drone.

O Kremlin alega que incidente aconteceu “na zona da península da Crimeia”, território ucraniano anexado pela Rússia em 2014. De acordo com Moscou, o drone avançava “na direção” da fronteira russa, e o embaixador russo nos EUA exigiu o fim dos voos militares perto do território russo.

“Esperamos que os Estados Unidos se abstenham de mais especulações na mídia e interrompam os voos perto das fronteiras russas”, escreveu o embaixador em comunicado divulgado no Telegram. “Consideramos qualquer ação com o uso de armamento dos Estados Unidos como abertamente hostil.”

As forças americanas utilizam o drone MQ-9 Reapers tanto para ações de vigilância quanto para ataques. O modelo opera há muito tempo no Mar Negro para examinar a presença das forças navais russas. O porta-voz do Pentágono, general Pat Ryder, declarou que, após o incidente, o drone não conseguiu voar e ficou fora de controle, o que motivou a decisão de derrubar o equipamento.

Os Reapers podem ser armados com mísseis Hellfire, assim como com bombas guiadas por laser, e podem voar mais de 1.770 quilômetros em altitudes de até 15 mil metros, de acordo com a Força Aérea americana.

A guerra na Ucrânia aumentou o temor de um confronto direto entre Moscou e Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), organização militar liderada pelos EUA, cujos países membros fornecem armas a Kiev.

Polícia caça terceira pessoa para desvendar crime de estudante de Medicina

A Polícia Nacional do Paraguai deteve outra pessoa que pode estar envolvida na morte do estudante de Medicina Anderson Hugo Pereira Felix, 29. O corpo dele foi encontrado na manhã do dia 16 de outubro, em Pedro Juan Caballero, na fronteira com o Brasil através de Ponta Porã.

Estudante foi encontrado morto na manhã de domingo (16). — Foto: Reprodução/RedesSociais

Agora, os investigadores do país vizinho buscam um terceiro suspeito que teria participação na ação. Eles acreditam que após isso, o crime será esclarecido.

A vítima apresentava afundamento do crânio ao ser golpeado com uma pedra.

De acordo com o secretário Municipal de Segurança Pública de Ponta Porã, Marcelino Nunes, após Moroni Denner Rodríguez Romero se apresentar, Silvano Meires Araújo, 35, também foi encaminhado à polícia paraguaia.

Ele seria um dos ocupantes do VW Golf, prata, utilizado para levar Anderson até o local onde foi morto.

Moroni aparece ao lado do estudante em imagens de câmera de segurança da casa noturna onde ambos estavam, no lado brasileiro da fronteira. Eles caminham juntos ao deixar o local antes do corpo da vítima ser encontrado.

Já Silvano, que também estava na boate, é apontado como um dos ocupantes do carro, conduzido por uma terceira pessoa.

Momentos depois, o acadêmico foi encontrado morto por populares na região do Cerro Corá’i, zona rural da cidade paraguaia com a cabeça esmagada. Anderson era da Paraíba e cursava Medicina em Pedro Juan Caballero.

O caso segue em investigação pelas polícias dos dois países.