Governo não perde a dinâmica, mesmo na ausência de Riedel

Governador em exercício, Barbosinha fechou em Caarapó giro de visitas para entrega e autorização de obras

A ausência de Eduardo Riedel (PSDB), que reservou apenas 19 dias para um curto descanso, não impediu a continuidade na dinâmica de gestão em Mato Grosso do Sul. O presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro (PP), durante seis dias, e o vice-governador José Carlos Barbosinha (PP), que responderá pelo cargo até domingo, 14, atenderam à expectativa de Riedel e as agendas internas e externas do governo vêm sendo cumpridas com sucesso.

Durante esta semana, Barbosinha atendeu diversas agendas, entre as quais as visitas a três municípios para entregar e autorizar obras. Depois de Itaporã e Dourados, ele foi nesta sexta-feira, 05, até Caarapó, em companhia dos secretários Hélio Peluffo (de Infraestrutura e Logística) e Hélio Daher (de Educação), além do adjunto Waltinho Jr, de Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia.

EDUCAÇÃO

Recebido pelo prefeito André Nezzi e as autoridades locais, Barbosinha selou mais uma etapa de obras do governo municipalista para os caarapoenses. No total, o Estado patrocina agora investimentos que equivalem a um desembolso próximo dos R$ 40 milhões. Uma das obras, a reforma e ampliação da Escola Estadual Joaquim Alfredo Soares Vianna, custou cerca de R$ 6 milhões.

Com 50 anos de fundação, este é o segundo maior estabelecimento da rede estadual em número de alunos no município. Daher informou que em Caarapó todas as escolas estaduais estão reformadas. “No momento, temos 125 unidades escolares no Estado com obras de reforma e melhorias. Outras 40 já foram concluídas e estão prontas para entrega”, disse.

Barbosinha disse que os investimentos e a política publica de ensino comprovam a prioridade que é dada ao setor pelo Estado. “A educação é movida por trabalho, dedicação. Trabalhar num ambiente escolar, ser diretor de escola, não são apenas objetivos salariais. É preciso ter amor. Quando se fala da horta, da sala de informática, da convivência e do conhecimento, tudo isto é um ato de amor”, enfatizou.

SANEAMENTO

O governador em exercício assinou a autorização para a licitação das obras de ampliação da Estação de Tratamento de Esgoto. Outra ETE será construída, com capacidade para processar 60 litros por segundos. Os investimentos em saneamento básico totalizam no município R$ 33,5 milhões. Além disso, a Sanesul vai executar 25 mil metros de rede coletora de esgoto, interligando-a a 1.402 unidades domiciliares.

Num só dia a música perdeu dois grandes intérpretes

O sertanejo João Carreiro e o sambista Quinho do Salgueiro deixaram de luto milhões de fãs

No dia 30 de dezembro cantou em Sete Quedas (MS) e na virada do ano em Pedra Preta (MT). Na quarta-feira, quarto dia de 2023, ele deu seu último suspiro no leito de um hospital em Campo Grande (MS). O cuiabano João Carreiro tinha apenas 41 anos – sofreu uma complicação após cirurgia cardíaca e não resistiu.

Naquela mesma quarta-feira outra amarga notícia veio engrossar o triste coro de fãs no país: o sambista Quinho do Salgueiro, 66, morreu no Rio de Janeiro. Embora fora dos desfiles desde 2022, quando começou o tratamento contra um câncer, era um dos motivadores mais importantes do carnaval carioca, onde sua voz embalou diversas escolas de samba.

DESPEDIDA

Pouco antes da cirurgia para colocar uma válvula no coração, João Carreiro falou do leito hospitalar em um vídeo gravado por sua mulher, Francine Caroline. Bem-humorado, fez brincadeiras com a roupa do hospital para a cirurgia, bordada de flores: “Se eu empacotar, eu não quero saber dessa roupinha aqui. Não combinou muito comigo, é de florzinha”, divertiu-se, dirigindo-se à companheira.

Natural de Cuiabá, João Carreiro ficou famoso formando a dupla com Capataz, emplacando vários sucessos nos anos 2000. Em 2009, a música “Bruto, Rústico e Sistemático” esteve na trilha sonora da novela Paraíso, da TV Globo. Em 2014, após um desentendimento, a dupla se separou. Mesmo admitindo publicamente sintomas depressivos, João Carreiro seguiu carreira solo. Em dezembro de 2023 lançou as gravações de duas músicas: “Meu Avô” e “A Coroa É Meu Chapéu”.

SAMBA ENTRISTECEU 

“Explode coração na maior felicidade/É lindo o meu Salgueiro/Contagiando e sacudindo esta cidade”.

Este, que é um dos mais famosos e mais cantados versos da música brasileira, pertence à bela composição “Peguei um Ita no Norte”, samba-enredo de Demá Chagas, Arizão, Bala, Guaracy e Celso Trindade, com o qual a Salgueiro conquistou, em 1993, seu penúltimo título no carnaval carioca. Seu intérprete, Melquisedeque Marins Marques, o Quinho do Salgueiro, morreu ontem (quarta-feira, 04), aos 66 anos, ao dar entrada no Hospital Municipal Evandro Freire, na Ilha do Governador.

Quinho lutava contra um câncer na próstata desde 2022 e estava afastado do carnaval. Ele não resistiu a uma insuficiência respiratória. Ficou conhecido desde quando começou a cantar pela União da Ilha, em 1988, mudando-se para o Salgueiro em 1991. Voltou à Ilha em 1994 e depois circulou por São Clemente, Acadêmicos do Grande Rio, Império da Tijuca e Acadêmicos de Santa Cruz. Em São Paulo, esteve na Rosas de Ouro. Voltou ao Salgueiro, que foi seu carimbo de identificação na arte interpretativa e autoral.

Seus gritos de guerra carnavalescos se tornaram marca registrada. Entre os mais conhecidos: “Arrepia, Salgueiro!”, “Ai, que lindo”, “Pimba, pimba” e “Vai pegar fogo no gongá”. Entre os artistas que fizeram dupla com Quinho nas passarelas e quadras de samba estão Emerson Dias e Xande de Pilares.

Ministério Público Estadual começa 2024 a todo vapor

Nos três primeiros dias do ano a instituição já registrou quase 300 atendimentos

A exemplo do volume de trabalho realizado em 2023, o Ministério Publico de Mato Grosso do Sul (MPMS) iniciou o atual exercício com a mesma expectativa de desempenho. Só nos primeiros três dias úteis deste ano a instituição acolheu 299 feitos, sendo 255 manifestações de 1º Grau, duas ações ajuizadas e 42 denúncias oferecidas.

O procurador-geral Alexandre Magno de Lacerda: MPMS é modelo de gestão | Foto Waléria Leite

Quando encerrou o período de trabalho em 2023, o procurador-geral de Justiça, Alexandre Magno Benites Lacerda, fez elogios especiais à dedicação e à capacidade dos servidores, reconheceu a importância das parcerias institucionais e destacou a presença da sociedade nas atividades do MP. Em 2024, o MP vai completar seu 45º aniversário de existência.

GRANDEZA

Os números atestam a grandeza da produção no ano passado. Com atuação nas áreas do consumidor,patrimônio público, direitos humanos, combate ao feminicídio e violência doméstica, educação e repressão ao crime organizado em 20 operações desencadeadas pelo Gaeco, o MPMS ajuizou 3.479 ações. Foram oferecidas ainda mais de 28 mil denúncias, 413.105 manifestações em 1º grau, 27.218 em 2º grau e mais de 300 recursos interpostos no STJ e STF.

São números que refletem quantidade e qualidade no desempenho dos serviços prestados pelo MPMS, justificando o reconhecimentos de instituições nacionais. A instituição é considerada um modelo de gestão. Não por acaso, fechou o ano com três 3 premiações e duas menções honrosas no Prêmio Judiciário Exponencial, um prêmio e uma menção honrosa no Prêmio do Conselho Nacional de Justiça e quatro no Conselho Nacional do Ministério Público.

Nelsinho Trad destina à Saúde quase 25% de suas emendas

Em 2023 senador garantiu para 58 municípios R$ 125 milhões de recursos federais em diversas áreas

Em 2023, o senador Nelsinho Trad – campeão sul-matogrossense na liberação de emendas parlamentares – garantiu a 58 dos 79 municípios de seu Estado um total de R$ 125 milhões, carimbados no Orçamento Geral da União. Deste total, R$ 30 milhões – o equivalente a 24% – foram para o setor de saúde publica, com ênfase na modernização das estruturas de atendimento e atenção básica.

“É mais um ano que superamos a casa dos R$ 100 milhões para o bem-estar da população e o desenvolvimento do Estado”, comemorou o senador. Ele afiança que em 2024 vai redobrar os esforços para buscar mais recursos e credita seu otimismo ao apoio da sociedade, de colegas congressuais e da sensibilidade dos agentes públicos.

O senador Nelsinho Trad: luta vitoriosa por recursos expressivos para o Estado | Divulgação

Nelsinho Trad ressalta a vitoriosa luta por valores expressivos para as prefeituras e hospitais. Com os recursos orçamentários do Ministério da Saúde, foi possível investir em melhorias no Hospital do Câncer, na Maternidade Cândido Mariano, no Hospital São Julião e na instituição Sirpha. Outros municípios também puderam melhorar as condições de atendimento de sua rede assistencial.

INTERIOR

Mais de R$ 36 milhões para obras de infraestrutura foram garantidos por Nelsinho Trad, com recursos liberados pela Sudeco (Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste), Ministério das Cidades e da Defesa. Ele cita ainda os R$ 16,1 milhões que vieram do Ministério da Agricultura e Pecuária. “Estes recursos são fundamentais para ampliar e fortalecer a agricultura familiar”, salientou.

Os 58 municípios contemplados são: Alcinópolis, Amambai, Anastácio, Angélica, Antônio João, Aparecida do Taboado, Aquidauana, Bandeirantes, Bataguassu, Batayporã, Bela Vista, Bodoquena, Bonito, Brasilândia, Caarapó, Camapuã, Campo Grande, Cassilândia, Chapadão do Sul, Corumbá, Costa Rica, Coxim, Deodápolis, Dois Irmãos do Buriti, Dourados, Eldorado, Fátima do Sul, Figueirão, Iguatemi, Inocência, Itaporã, Itaquiraí, Ivinhema, Jardim, Juti, Ladário, Miranda, Mundo Novo, Naviraí, Nioaque, Nova Alvorada do Sul, Novo Horizonte do Sul, Paraíso das Águas, Paranaíba, Paranhos, Ponta Porã, Porto Murtinho, Rio Brilhante, Rio Negro, Rio Verde de Mato Grosso, Rochedo, Selvíria, Sonora, Tacuru, Taquarussu, Terenos, Três Lagoas e Vicentina.

Recursos Federais Valor

  • Agricultura 16.114.213,02
  • Cidades 1.361.718,35
  • Defesa 500.000,00
  • MDS-Desenvolvimento Social 7.230.750,00
  • Fazenda/Economia 30.925.000,00
  • MEC/FNDE 3.051.572,00
  • MIDR 1.819.200,00
  • Saúde 30.018.437,12
  • SUDECO 33.464.937,96
  • Turismo 627.638,96

MS mantém ICMS e não comete a sangria de outros governos

Em 11 estados o imposto será aumentado e os economistas fazem alerta sobre disparos nos custos

Por decisão de seu governador Eduardo Riedel (PSDB), Mato Grosso do Sul não entrou na onda crítica de 11 estados que se viram obrigados a aumentar a alíquota geral do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). No final de dezembro, antes de sair para duas semanas de descanso, Riedel reiterou o que havia anunciado logo após a aprovação da reforma tributária: a alíquota de 17% seria mantida.

Até agora, das 28 unidades federativas brasileiras, a elevação da alíquota está na agenda dos governos da Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rondônia, Tocantins e o Distrito Federal. Em 2023, vários estados alteraram as regras do ICMS para recuperar a arrecadação perdida nos anos anteriores, especialmente em 2022.

O Congresso Nacional havia aprovado duas leis que limitaram a tributação de combustíveis e serviços de energia e telecomunicações com o imposto estadual. Segundo dados do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária), a arrecadação de ICMS caiu 7,9% de janeiro a novembro de 2023, em relação ao mesmo período do ano anterior (13% de queda, se considerada a inflação do período).

Os estados do Sul e Sudeste, com exceção de Santa Catarina, assinaram um documento em novembro sobre a necessidade de aumento do imposto, mas nem todos conseguiram viabilizar junto às assembleias legislativas a aprovação do aumento. Além de Riedel, em Mato Grosso do Sul, outros governadores descartaram reajustar a alíquota, entre os quais Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo.

Exploração de riquezas minerais dá posição de liderança a MS

Jaime Verruck: “A exploração mineral sustentável é crucial para o futuro do Estado e do Brasil”

A queda do nível de navegabiliade em alguns trechos da Hidrovia Paraná-Paraguai nos últimos anos fez com que a maior parte do volume de cargas, sobretudo minérios, fosse deslocada para as BRs 262 e 276. Estes são os corredores rodoviários para o escoamento de produtos que saem dos terminais portuários de Corumbá e Porto Murtinho com destino aos mercados interno e externo, que engloba vizinhos da América Latina, principalmente o Paraguai, o Uruguai e a Argentina.

Em 2022, a Hidrovia do Rio Paraguai em Mato Grosso do Sul transportou 3,9 milhões de toneladas de minério, segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Depois vêm a soja (300 mil toneladas), o açúcar (20 mil), o ferro e o aço (10 mil). De julho a setembro de 2023, o transporte de carga por vias interiores no país foi de 33.79 milhões de toneladas, um recorde histórico do terceiro trimestre no Brasil.

A hidrovia do Rio Paraguai, um corredor de riquezas crucial para o País, segundo Verruck

Mais uma vez o maior destaque no transporte por vias interiores é a região Hidrográfica Amazônica, que transportou 20,27 milhões de toneladas no terceiro trimestre do ano passado, uma variação positiva de 5,6% em relação ao mesmo período de 2022. A região hidrográfica foi responsável ainda por mais da metade de todo o transporte feito por vias interiores durante este período.

No entanto, o principal destaque percentual ao longo deste período foi a região hidrográfica do Paraguai, com crescimento de 71,4% (mais de 2,1 milhões de toneladas transportadas). Na região hidrográfica do Tocantins-Araguaia, responsável por pouco mais de um terço de todo o transporte do período, foram transportadas 12,8 milhões de toneladas, um aumento de 0,5%.

ARRECADAÇÃO – Com este cenário, Mato Grosso do Sul já é o sétimo maior contribuinte do Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) no Brasil. Vale ressaltar o aumento da extração de ferro e manganês em Corumbá e Ladário nos últimos cinco anos pelas empresas MCR, Vetria, MPP e A3 Mineração. No período, o Estado arrecadou com R$ 309 milhões em CFEM.

Segundo o engenheiro Eduardo Pereira, coordenador de Mineração e Gás da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), as riquezas naturais colocam o Estado em condições diferenciadas. “Temos reservas gigantescas e de classe mundial, de minerais essenciais, entre eles o ferro, o manganês, fosfatos, calcários e dolomitos. Além disso, Mato Grosso do Sul é rico em argilas, areias, cascalhos, filitos, folhelho, rochas ornamentais, mármores e basaltos, amplamente utilizados na construção civil e na indústria de cimento”, explicou.

Por sua vez, o secretário Jaime Verruck, da Semadesc, destaca os critérios de eficiência para a sustentabilidade na exploração mineral, com “práticas inteligentes que minimizam impactos ambientais, promovem a justiça social e impulsionam o desenvolvimento econômico”. Verruck diz que isto inclui a restauração de áreas mineradas e o uso mais adequado de recursos, garantindo que as comunidades locais se beneficiem da mineração. “A exploração mineral sustentável é crucial para o futuro do Estado e do Brasil”, arremata.

Mato Grosso do Sul recebe nota A em Qualidade da Informação Contábil e Fiscal

Mato Grosso do Sul contabiliza mais um avanço significativo para a conta do desenvolvimento. Isso porque recebeu nota A pelo Ranking da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal de 2021, divulgado pelo Ministério da Economia no último dia 27 de junho. No total, nove governos estaduais e 365 prefeituras obtiveram nota A no ano passado, contra três estados a 191 municípios em 2020.

Em 2019 MS registrou 61,90 pontos; em 2020 foram 91,47 pontos; e em 2021 atingiu 95,66 pontos. Os outros estados que obtiveram nota A em 2021 foram Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Paraná, Pernambuco, Santa Catarina e Tocantins. As menores notas foram obtidas por Roraima, com D, e Amapá, com C. As demais 16 unidades da Federação obtiveram nota B.

O Ranking da qualidade da informação contábil e fiscal é uma iniciativa da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), criado para avaliar a consistência da informação que o Tesouro recebe por meio do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro – Siconfi – e, consequentemente, disponibiliza para acesso público.

O Secretário de Estado de Fazenda, Luiz Renato Adler, explica que o desempenho significa que estados e municípios brasileiros estão melhorando a qualidade das estatísticas enviadas ao Tesouro Nacional. “A intenção dessa avaliação é fomentar a melhoria da qualidade da informação utilizada tanto pelo Tesouro Nacional quanto pelos diversos usuários dessa informação. Nossa equipe econômica vem fazendo um trabalho a muitas mãos e merece o crédito por honrar o compromisso com a transparência e qualidade da gestão fiscal”, afirmou.

Em nota, o Tesouro Nacional destacou que a qualidade das informações prestadas melhorou “sensivelmente” entre 2020 e 2021 e informou que o esforço decorre da articulação entre o governo federal e os entes locais. “A melhoria observada entre os anos 2020 e 2021 traduz os esforços dos entes para adequar procedimentos e conciliar valores que apresentavam inconsistências em exercícios anteriores”, destacou.