Fiscal de Posturas de Ladário falta ao trabalho para participar de invasão em Brasília

A  Prefeitura de Ladário vai apurar, por meio de comissão de sindicância, as faltas injustificadas da fiscal de Posturas da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Leilane Santana.

Leilane, no domingo, dia da invasão, em Brasília

Segundo o diário corumbaense, ela aparece em vídeo postado em rede social por grupo que saiu de Corumbá e Ladário e participou de ato que acabou em invasão e vandalismo de extremistas bolsonaristas ao Palácio do Planalto, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal, em Brasília, no último domingo (08).

Por meio de nota, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Ladário, informou que “a servidora não está de férias, nem de licença. Está com faltas injustificadas. Após o fechamento do mês, as faltas serão encaminhadas para a comissão sindicante que irá apurar os fatos. A Prefeitura não entrou em contato com a servidora no período em que faltou”. A assessoria confirmou que Leilane voltou ao trabalho nesta quarta-feira (11).

MS tem 87% dos municípios em boa situação fiscal, aponta Tesouro Nacional

Das 79 cidades, 69 estão aprovadas; outras 10, entre elas Campo Grande, estão reprovadas, em razão da falta de controle das despesas públicas

Mato Grosso do Sul tem 69 dos 79 municípios com a situação fiscal equilibrada, aponta relatório sobre a Capacidade de Pagamento (Capag) de 2022, elaborado pelo Tesouro Nacional. É a primeira vez desde 2016, quando esse índice foi criado, que o Estado tem 87% das cidades com a saúde fiscal em ordem.

O cálculo Capag é composto por três indicadores: endividamento, poupança corrente e índice de liquidez. De acordo com o Tesouro, municípios com notas A e B são aprovados. Já os que tiverem notas C, D ou que não encaminharam informações ao órgão federal são reprovados.

A partir de janeiro de 2023, prefeita Adriane Lopes terá que cortar despesas com pessoal (Fotos: Divulgação)

O equilíbrio fiscal, em especial a necessidade de controle das despesas públicas, é fundamental para a manutenção de programas sociais e investimentos em áreas essenciais para a população, como saúde, educação e infraestrutura, como pavimentação de ruas, drenagem e saneamento básico.

O bom desempenho das finanças municipais sul-mato-grossenses repete o que vem ocorrendo no governo estadual. Nas gestões de Reinaldo Azambuja (PSDB), Mato Grosso do Sul saiu de nota D em 2015 para nota A em 2022. Os dados completos sobre os Estados ainda não foram divulgados.

Dos 79 municípios, 63 tiveram nota A em 2022, contra 43 em 2021. Significa que, de um ano para o outro, 20 cidades melhoraram seus indicadores fiscais. Segundo ainda o Tesouro Nacional, seis cidades têm nota B, cinco nota C e outras cinco não prestaram informações, o que impede a medição do quadro.

A análise da capacidade de pagamento apura a situação fiscal de Estados e municípios para habilitá-los a contratação de empréstimos com garantia da União. O objetivo da Capag é apresentar de forma simples e transparente se um novo endividamento representa risco de crédito para o Tesouro Nacional.

“Avaliando o grau de solvência, a relação entre receitas e despesa correntes e a situação de caixa, faz-se diagnóstico da saúde fiscal dos entes subnacionais”, diz trecho de nota técnica do Tesouro.

Capital reprovada

Entre os municípios com a situação fiscal à beira da insolvência está Campo Grande, administrada nos últimos cinco anos e três meses por Marquinhos Trad (PSD). O político renunciou ao cargo de prefeito em abril para disputar o governo do Estado, competição em que terminou em sexto lugar.

Gestão Marquinhos Trad mergulhou capital no caos (Foto: Marina Pacheco)

Desde a criação do índice Capag, em 2016, a capital nunca saiu da nota C. O quadro piorou com as nomeações políticas feitas por Trad a partir de janeiro de 2017, conforme série de reportagens publicadas pelo MS em Brasília sobre o aumento dos gastos com a folha de pessoal. De janeiro de 2017 a dezembro de 2021, o quadro de servidores comissionados e contratados teve inchaço de 95%.

Entre os municípios com a situação fiscal à beira da insolvência está Campo Grande, administrada nos últimos cinco anos e três meses por Marquinhos Trad

Em 2021, Campo Grande foi a capital que mais gastou com o funcionalismo. As despesas totalizaram R$ 2,364 bilhões, o equivalente a 59,16% da receita corrente líquida. O limite constitucional é 54% (ver aqui). Na prática, a gestão do então prefeito Trad torrou R$ 207 milhões a mais que o permitido. Isso se repetiu em anos anteriores, elevando as despesas acima da legislação para valor próximo de R$ 1 bilhão.

Medidas urgentes

Além de Campo Grande, estão com a situação reprovada pelo Tesouro Anaurilândia, Eldorado, Jateí, Mundo Novo, todos com nota C, além de Alcinópolis, Anastácio, Douradina, Laguna Carapã e Pedro Gomes que, até o momento, não entregaram as informações necessárias para avaliação do índice.

A partir de 2023, a prefeita Adriane Lopes (Patri) será obrigada a reduzir o excesso de gastos, conforme determina a Lei Complementar 178, de 2021. O artigo 15 dessa norma diz que, “o órgão que estiver acima do limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, deverá eliminar o excesso à razão de, pelo menos, 10% a cada exercício a partir de 2023”.

A partir de 2023, a prefeita Adriane Lopes será obrigada a reduzir o excesso de gastos, conforme determina a Lei Complementar 178.

Além de não poder comprometer mais a receita com a folha — dar aumento, contratar ou fazer nomeações políticas — a prefeita terá que demitir comissionados, reduzir valores de cargos e funções, além de diminuir a jornada de trabalho com consequente queda nos vencimentos.

Em todo o país, o número de municípios que registraram melhora fiscal cresceu 31,3%, passando de 2.535 em 2021 para 3.329 em 2022, segundo o Tesouro. Já a quantidade de reprovados caiu 26,2%, de 3.034 para 2.240. O levantamento leva em conta a situação de 5.569 municípios, dos quais 79 sul-mato-grossenses.

Mato Grosso do Sul cumpre metas fiscais e recebe nota A do Tesouro Nacional

A estabilidade fiscal de Mato Grosso do Sul rendeu nota A na avaliação da Capag (Capacidade de Pagamento) da Secretaria de Tesouro Nacional. A classificação foi enviada ao Governo do Estado na tarde desta segunda-feira (19) via ofício do Ministério da Economia e ainda será publicada no Diário Oficial da União.

Governador Reinaldo Azambuja em entrevista Foto Chido Ribeiro

O indicador da Capag foi criado pelo Tesouro Nacional para avaliar as condições financeiras de estados e municípios e verificar se há equilíbrio fiscal entre o que se arrecada e o que se gasta.

“Assumimos o Governo oito anos atrás com Mato Grosso do Sul na letra D, em último lugar no ranking. Depois de um trabalho intenso, conseguimos a nota máxima que coloca nosso Estado como uma potência econômico e financeira. Essa nota mostra que temos capacidade para pagar a dívida pública, cumprir com compromissos e ainda fazer investimentos. Demonstra ainda nossa seriedade com a administração pública”, destacou o governador Reinaldo Azambuja.

A nota máxima foi atribuída pelo Tesouro Nacional após análise dos dados fiscais de Mato Grosso do Sul referentes aos anos de 2021 e 2022.

Segundo nota técnica enviada pelo Tesouro, Mato Grosso do Sul cumpriu as seis metas estabelecidas pelo Programa de Reestruturação e Ajuste Fiscal (PAF): endividamento, resultado primário, despesa com pessoal, arrecadação própria, gestão pública e caixa líquido.

Com a nota A, o Estado mostra que possui saúde fiscal. “Através dessa classificação, potenciais investidores têm a tranquilidade de aplicar recursos em Mato Grosso do Sul, sabendo que somos um estado com solidez responsabilidade fiscal”, ressaltou Reinaldo Azambuja.

Mato Grosso do Sul recebe nota A em Qualidade da Informação Contábil e Fiscal

Mato Grosso do Sul contabiliza mais um avanço significativo para a conta do desenvolvimento. Isso porque recebeu nota A pelo Ranking da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal de 2021, divulgado pelo Ministério da Economia no último dia 27 de junho. No total, nove governos estaduais e 365 prefeituras obtiveram nota A no ano passado, contra três estados a 191 municípios em 2020.

Em 2019 MS registrou 61,90 pontos; em 2020 foram 91,47 pontos; e em 2021 atingiu 95,66 pontos. Os outros estados que obtiveram nota A em 2021 foram Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Paraná, Pernambuco, Santa Catarina e Tocantins. As menores notas foram obtidas por Roraima, com D, e Amapá, com C. As demais 16 unidades da Federação obtiveram nota B.

O Ranking da qualidade da informação contábil e fiscal é uma iniciativa da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), criado para avaliar a consistência da informação que o Tesouro recebe por meio do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro – Siconfi – e, consequentemente, disponibiliza para acesso público.

O Secretário de Estado de Fazenda, Luiz Renato Adler, explica que o desempenho significa que estados e municípios brasileiros estão melhorando a qualidade das estatísticas enviadas ao Tesouro Nacional. “A intenção dessa avaliação é fomentar a melhoria da qualidade da informação utilizada tanto pelo Tesouro Nacional quanto pelos diversos usuários dessa informação. Nossa equipe econômica vem fazendo um trabalho a muitas mãos e merece o crédito por honrar o compromisso com a transparência e qualidade da gestão fiscal”, afirmou.

Em nota, o Tesouro Nacional destacou que a qualidade das informações prestadas melhorou “sensivelmente” entre 2020 e 2021 e informou que o esforço decorre da articulação entre o governo federal e os entes locais. “A melhoria observada entre os anos 2020 e 2021 traduz os esforços dos entes para adequar procedimentos e conciliar valores que apresentavam inconsistências em exercícios anteriores”, destacou.