Nelsinho investe contra limitação de rastreamento mamográfico

Proposta da ANS fere direito da mulher à saúde e estreita o campo de combate e prevenção ao câncer de mama

“Seria um retrocesso dos mais absurdos, um risco potencial à saúde da mulher, sobretudo porque 40% dos casos de câncer de mama ocorrem a partir dos 40 anos”

Uma consulta pública idealizada pelo Ministério da Saúde para avaliar operadoras de planos de saúde em relação ao tratamento de câncer levou entidades médicas e ativistas a entenderem que o órgão pretendia aumentar a idade mínima para realização de mamografia na saúde privada. O caso gerou críticas e marcou mais um problema de comunicação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que negou qualquer mudança no exame.

Nelsinho Trad: “Se for intenção limitar a faixa etária, vamos lutar para barrar esta ideia

CLAREZA E COMPETÊNCIA – Diante da polêmica, questionamentos e dúvidas instaladas, o senador Nelsinho Trad (PSD-MS) propõe ampla mobilização da sociedade contra a possível mudança de critérios para encurtar a faixa etária destinada ao rastreamento mamográfico. “O governo assegura que foi mal-entendida a Consulta Pública 144. Entretanto, se houve falha de comunicação, que esclarecesse item a item uma consulta feita em termos ambíguos, dando a entender que, de fato, existe a intenção de garantir esse rastreamento às mulheres entre 50 e 69 anos. E isto não aceitamos, de forma alguma”, afirmou.

Apresentada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) na Consulta Pública nº 144, a proposta avalia a criação de um selo de Certificação de Boas Práticas em Atenção Oncológica, que estabelece como critério o rastreamento mamográfico na rede privada apenas para mulheres entre 50 e 69 anos, com periodicidade bienal. Médico e senador, Nelsinho insiste que a questão precisa ser tratada com seriedade, clareza e competência.
Em vídeo publicado na internet, ele diz: “É um retrocesso imenso, porque 40% dos cânceres de mama são exatamente na faixa dos 40 aos 50 anos. E 22% de morte, exatamente nesse período. Não podemos deixar isso prosperar”. Para participar da consulta pública, basta acessar o link https://licitacoes.apps.sa-1a.mendixcloud.com/link/ConsultaPublica/144) e escrever sua opinião: “Discordo da recomendação de rastreamento bienal entre 50-69 anos.

O ideal seria mudar o rastreamento para o que o CBR, a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e a Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) preconizam: rastreamento anual a partir de 40 anos. Caso a recomendação de mamografias de rastreio a partir dos 50 anos avance, Nelsinho se comprometeu a apresentar Projeto de Decreto Legislativo para impedir este avanço. “É um grande retrocesso em tudo que a gente fez e já avançou na questão da prevenção das doenças da mulher, em especial o câncer de mama”, concluiu.

Empresas de mineração vão investir US$ 100 milhões em MS

Os investimentos em mineração em Corumbá e Ladário devem superar US$ 100 milhões em perfuração para confirmação de reserva medida de ferro e manganês, pesquisas e sondagens em áreas de mármores, compra de britadores móveis e reforma dos britadores existentes. Os projetos estão sendo realizados nas áreas de mineração em Corumbá e Ladário (Distrito minerário de Ferro e Manganês de Urucum) e nas áreas de calcários e mármores. A meta é aprimorar as operações de extração e beneficiamento de ferro, manganês e mármores na região.

Os investimentos revelam ainda o comprometimento das empresas em desenvolver a economia da região

Uma parte substancial desse investimento será destinada à perfuração para confirmação de reservas medidas de ferro e manganês. A atividade é essencial para garantir a precisão dos dados sobre as reservas minerais presentes, permitindo uma exploração mais eficiente e sustentável desses recursos. Com os resultados, o Estado terá uma base sólida para planejar o futuro da mineração na região, principalmente buscar uma siderurgia de porte Nacional ou Internacional, para beneficiar estes minerais de ferro e manganês, agregando valor na produção.

Além disso, parte deste montante será destinado à compra de uma planta móvel moderna, que proporcionará uma maior flexibilidade e eficiência nas operações diárias na extração e beneficiamento de minérios (ferro e manganês). Essa aquisição estratégica permitirá adaptar os processos de extração de acordo com as demandas do mercado, mantendo a qualidade e a produtividade em níveis elevados.

Também está prevista a reforma das plantas existentes em Corumbá e Ladário. Essa modernização garantirá que estas instalações estejam alinhadas com os mais altos padrões de segurança, tecnologia e sustentabilidade ambiental.

As obras ainda permitirão o aumento da capacidade de produção, impulsionando o desenvolvimento econômico da região e contribuindo para a geração de empregos locais.

Segundo o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, os investimentos planejados reforçam o compromisso contínuo com a mineração responsável e sustentável. “Além de demonstrar a confiança no potencial mineral da região de Corumbá e Ladário, o Governo do Estado está empenhado em ajudar a promover o crescimento econômico, a inovação tecnológica e a preservação do meio ambiente em todas as operações destas mineradoras nestas cidades”, enfatizou o secretário.

Os investimentos revelam ainda o comprometimento das empresas em desenvolver a economia da região. “Estamos entusiasmados com os avanços que serão alcançados com esses investimentos e que permanecem comprometidos em contribuir para o desenvolvimento socioeconômico das cidades de Corumbá e Ladário. Com destaque para as empresas mineradoras MCR Mineração, MMP Mineração, 3A Mining e Vetria Mineração, todas operando no distrito mineral de Urucum, que encontraram no Estado um ambiente propicio para alavancar estas operações minerarias”, salientou Eduardo Pereira, coordenador de Mineração da Semadesc.

As demais empresas que estão pesquisando mármores e calcários são oriundas do maior Estado Produtor de Rochas Ornamentais do Brasil, o Espírito Santo –ES. Eduardo Pereira lembra ainda que as ações devem garantir aumento de ofertas de emprego e arrecadação da CFEM- Contribuição Financeira de Exploração Mineral.

Com obras de infraestrutura urbana, Riedel investe R$ 8,5 milhões em Bandeirantes

O governador Eduardo Riedel, em visita a Bandeirantes nesta quinta-feira (11), lançou obras de infraestrutura que somam aproximadamente R$ 8,545 milhões e serão aplicadas nas áreas de urbana e rodoviária no município, garantindo assim melhorias para a população.

O Governo do Estado mantém outras frentes de trabalho no município (Foto Bruno Rezende)

Com processos de licitação já em andamento, as obras são para construção de três pontes de concreto armado em rodovias vicinais entre Bandeirantes e Camapuã sob os córregos Capim-Branco, Cachoeira e do Garimpo, resultando em investimento de R$ 4.602.924,17.

“É dessa maneira que a gente quer ver o Mato Grosso do Sul: forte, pujante, e que municípios possam participar desse processo”, destaca o governador. “Bandeirantes vive um momento de transformação, é um canteiro de obras. A parceria com o Governo traz progresso para a cidade”, comenta o prefeito de Bandeirantes, Edervan Gustavo Sprotte.

Outra melhoria para a cidade é a obra de pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais no bairro Nova Bandeirantes. “É um antigo sonho da população, para a melhoria da qualidade de vida e acesso a área rural”, afirma Riedel.

O lançamento das obras também contou com a presença dos secretários Eduardo Rocha (Casa Civil), Hélio Peluffo (Seilog), além da diretora-presidente da Agehab (Agência de Habitação Popular de MS), Maria do Carmo Lopez, entre outras autoridades.

O Governo do Estado mantém outras frentes de trabalho no município. A MS-245, que corta a BR-163 e liga a MS-338, passa por obra de implantação e pavimentação asfáltica ao longo de 78,4 km. O investimento de R$ 47,7 milhões visa qualificar a logística, melhorar acessos e o escoamento da produção.

“A obra faz parte de um conjunto de investimentos em logística, ligando os municípios de Bandeirantes, Ribas do Rio Pardo e Camapuã, e três rodovias federais, a BR-262, BR-163 e BR-060”, explica Riedel.

Já na área urbana o governador esteve em canteiros de obras realizadas pelo município como a de drenagem e asfaltamento das ruas Antônio Amaro da Rocha e Dra. Jacira Honório Lyrio, e ainda a construção do Hospital Municipal João Carneiro Mendonça. Já com contrapartida do Governo Federal, o município também realiza obra de drenagem e pavimentação da Rua Afonso Pena.

Outro investimento do Estado na cidade é a construção de 25 bases residenciais do programa “Lote Urbanizado”, no bairro Jardim dos Estados. A ação do Governo do Estado, por meio da Agehab, beneficia famílias com renda de até R$ 4.685.

Com mais de R$ 1,2 bi em investimentos, MS planeja 450 km de novas estradas

No total são 16 estradas estaduais que vão receber obras, entre elas oito são intervenções que fazem parte – de forma direta – da Rota Biocêanica

Com previsão de implantar, pavimentar e restaurar 450 quilômetros de estradas em 2023, o Governo do Estado planeja investimento de R$ 1,2 bilhão na malha rodoviária de Mato Grosso do Sul. No total são 16 estradas estaduais que vão receber obras, entre elas oito são intervenções que fazem parte – de forma direta – da Rota Biocêanica.

 A previsão é de que parte das obras já em execução e iniciadas nos próximos dias (Foto Álvaro Rezende)

Os trabalhos serão na MS-162 e MS-166 – em Maracaju –, MS-270 – em Ponta Porã (Cabeceira do Apa), MS-278 e MS-378 – de Ponta Porã a Fátima do Sul –, MS-345 – entre Bonito e Anastácio –, e MS-384 – restauração do trecho entre Antônio João e Bela Vista.

“As ligações à Rota Bioceânica também estão em planejamento e execução. São obras que vão ligar várias regiões, cidades, encurtando caminho. Além disso, o nosso acesso à ponte é muito mais complexo do que no lado paraguaio. Nossa geografia é diferente, nosso lado é úmido, alagado, o deles é seco. Estamos falando de um investimento muito grande”, afirmou o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Hélio Peluffo.

As outras estradas que receberão obras são a MS-157 – restauração de Maracaju a Itaporã –, MS-165 – entre Coronel Sapucaia e Paranhos –, MS-320 – em Três Lagoas –, MS-338 – de Camapuã a Ribas do Rio Pardo –, MS-352 – de Terenos a Ponte do Grego –, e as MS-425, MS-229 e MS-320 – todas em Chapadão do Sul.

Também serão implantados 150 km de revestimento primário (cascalho) nas rodovias sem pavimento. A previsão é de utilizar R$ 332 milhões em recursos para três acessos (Porto Esperança, Porto Rolon e Porto São Pedro, todas na região de Corumbá, além de seis trechos de estradas e uma delas é a Rodovia Barranqueira – que margeia o Rio Taquari e segue até a Fazenda Aldeia, em Coxim.

Com todo os investimentos em pavimentação de estradas e ainda na implantação de rodovias não pavimentadas, o montante total previsto é de R$ 1,4 bilhão. Os recursos são próprios do Estado, e as obras foram anunciadas durante o evento “Ano 1 de um novo ciclo de desenvolvimento”, realizado no dia 24 de abril. A previsão é de que parte das obras já em execução e iniciadas nos próximos dias, sejam concluídas ainda em 2023, e outras até o fim de 2026.

Também serão investidos 66,5 milhões na construção de 34 novas pontes de concreto sob diversos córregos em 21 trechos de rodovias estaduais e estradas vicinais.

“Estamos falando de 450 km de estrada, atualmente estamos rodando em 1500 km. Os recursos são próprios, a maior parte do Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário de Mato Grosso do Sul (Fundersul)”, disse Peluffo.

Rota

A Rota Bioceânica vai facilitar o escoamento de produtos sul-mato-grossenses e do restante do País para a China, por meio do Oceano Pacífico. O corredor ainda vai fortalecer a relação dos países do Mercosul com o mercado asiático.

A conexão viária vai ligar o Centro-Oeste brasileiro ao Pacífico. Pela rota, quem passa por Mato Grosso do Sul vai seguir pela cidade de Porto Murtinho, e cruzar o território paraguaio por Carmelo Peralta, Mariscal Estigarribia e Pozo Hondo. Depois será necessário atravessar por território argentino as cidades de Misión La Paz, Tartagal, Jujuy e Salta, e entrar no Chile pelo Passo de Jama, até alcançar os portos de Antofagasta, Mejillones e Iquique.

Em fevereiro, o governador esteve em Brasília (DF) para garantir o avanço nas obras da ponte que vai ligar o município de Porto Murtinho à cidade paraguaia de Carmelo Peralta e que compõe a Rota Bioceânica.

No dia 13 de abril, Riedel esteve em Salta, na Argentina, no 3° Fórum dos Territórios Subnacionais do Corredor Bioceânico, que terá como eixos principais o tratado de logística e transporte, obras públicas, comércio e procedimentos fronteiriços. Ele foi o único governador brasileiro que participou do evento internacional.

O encontro reuniu governadores dos estados subnacionais dos quatro países que integram a Rota Bioceânica (Argentina, Brasil, Chile e Paraguai), além de representantes de Relações Exteriores, prefeitos, reitores de universidades e membros de Câmaras e entidades empresariais.

Concessões

Atualmente 361,9 km de estradas federais e estaduais estão com cedência vigente em Mato Grosso do Sul. A MS-306 com extensão de 219,5 km e a MS-112, além de trechos da BR-158 e BR-436, num total de 412,4 km, incluindo 3,8 km de ponte rodoferroviária. Outros 600 km estão em estudo de pré-viabilidade para concessão.

Governo vai investir R$ 27,7 milhões na recuperação de outro trecho da MS-157

O serviço deve durar 240 dias consecutivos, mas o prazo começa a contar a partir da data de assinatura do documento

O Governo do Estado vai investir R$ 27,7 milhões na recuperação de mais um trecho da MS-157, no município de Itaporã. Nesta quinta-feira (27), a Agesul (Agência de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul) publicou no Diário Oficial contrato com a empresa Engepar para a melhoria na rodovia.

Recuperação da MS-157 (Foto: Divulgação)

Os serviços devem durar 240 dias consecutivos, mas o prazo começa a contar a partir da data de assinatura do documento que autoriza o início da obra.

Conforme o contrato, a restauração do pavimento, com melhoramento e adequação da capacidade de tráfego, segurança e drenagem da MS–157 será executada da ponte sobre o Rio Carumbé até o início do trecho urbano de Itaporã. Este é o lote 2 da obra, que tem extensão de 21,50 quilômetros.

O lote 1 está em execução desde julho de 2022 pela empresa LCM Construções e recebe R$ 75,6 milhões de investimento do Estado. São 42,32 quilômetros da rodovia em restauração, da BR-267 até início do trecho urbano do distrito de Carumbé, na divisa de Itaporã com Maracaju. O prazo para conclusão é janeiro de 2024.

Ao todo, os dois lotes somam 63,82 quilômetros.

UEMS 30 anos: Eduardo Riedel garante R$ 17 milhões para a universidade

O Governo de Mato Grosso do Sul anunciou nesta segunda-feira (17) um investimento de R$ 17 milhões na UEMS (Universidade do Estado de Mato Grosso do Sul), que este ano completa 30 anos de criação.

A instituição, que está presente em 28 municípios do Estado – com 15 unidades universitárias e 13 polos de educação a distância -, deve atingir (em 2023) aproximadamente 22 mil profissionais formados em diversas áreas do conhecimento, desde a sua fundação. Atualmente a universidade oferece 90 cursos de graduação e pós-graduação, com 2,5 mil novas vagas a cada ano.

“Não consigo enxergar uma sociedade que avança sem ter junto uma base sólida do sistema educacional”, afirmou o governador (Foto Saul Schramm)

O evento de lançamentos e entregas para a UEMS foi realizado hoje na sede da instituição em Dourados, com a presença do governador Eduardo Riedel, vice-governador José Carlos Barbosa, os secretários Eduardo Rocha (Casa Civil) e Hélio Peluffo (Seilog), além do reitor da universidade, Laércio Alves de Carvalho, o prefeito de Doudados, Alan Guedes, e outras autoridades estaduais e municipais.

“Temos como prioridade, desta gestão, fomentar o ambiente da educação, ciência, tecnologia e inovação. Não consigo enxergar uma sociedade que avança sem ter junto uma base sólida do sistema educacional”, afirmou o governador Eduardo Riedel.

Uma das ações formalizadas foi a equiparação de bolsas e auxílios dos acadêmicos da UEMS, com valores aplicados pela CAPES/CNPQ/Fundect, proporcionando a permanência na universidade. O investimento é de R$ 8 milhões, contemplando mais de 2 mil estudantes.

As bolsas de pós-graduação oferecidas pela Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul) para fomento de pesquisas e projetos científicos, tecnológicos e de inovação foram reajustadas pelo Governo do Estado no início de março, seguindo o acréscimo realizado pelo Governo Federal nas bolsas ofertadas pela CAPES e pelo CNPq.

Também foram entregues cartões aos pesquisadores contemplados por meio da parceria do Governo sul-mato-grossense, Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) e Fundect, que apoia projetos de pesquisa e inovação. O projeto atende 35 docentes, que são doutores e efetivos da instituição, com total de R$ 2 milhões.

“O UEMS na Comunidade é o nosso maior programa de extensão e vamos levar ensino e pesquisa para os 79 municípios do Estado”, afirmou o reitor Laércio de Carvalho.

Outra ação foi a entrega de duas vans e dois ônibus do Programa UEMS na Comunidade, para realização de ações de extensão e de cultura nos 79 municípios do Estado. O investimento de mais de R$ 3 milhões tem apoio do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) e contrapartida do Governo de Mato Grosso do Sul.

“Eu fiz parte da primeira edição do programa UEMS na Comunidade, como acadêmico. A UEMS é uma universidade do povo de Mato Grosso do Sul e tem garantido a interiorização da ensino superior no nosso Estado”, disse Alan Guedes.

Governo de MS investe R$ 1,5 milhão na ampliação da Apae de Campo Grande

Com R$ 4,7 milhões de investimentos, sendo R$ 1,5 milhão provenientes de recursos do Estado (emendas de custeio para a saúde), a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Campo Grande reformou sua oficina ortopédica e ampliou o prédio do CER (Centro Médico e de Reabilitação).

A entrega amplia a capacidade de atendimento da Apae Campo Grande de 1.120 pessoas por dia para 1.350 pessoas/dia, beneficiando alunos como o filho de Nilson da Silva. “Isso vai abrir portas para novas crianças carentes que precisam. São crianças que, às vezes, passam necessidade de um atendimento, não tem informação, não tem uma direção. Isso aqui eu acredito que vai abrir muitas portas para novas crianças com atendimento de qualidade, de tecnologias novas e isso é muito gratificante”, conta.

Governador Eduardo Riedel, ao lado da esposa e de crianças da Apae  (Foto: Saul Schramm)

O pai destacou ainda como o trabalho desenvolvido pela Apae é importante para o desenvolvimento das crianças com deficiência. “Meu filho tem 8 anos, tem paralisia cerebral parcial e desde os 7 meses é atendido aqui. Como ele nasceu bem debilitado de locomoção motora, para se movimentar, falar, ele precisa desse atendimento. E a cada dia que passa vamos percebendo o desenvolvimento”.

Para o governador Eduardo Riedel, a entrega é resultado do apoio da classe política. “Dá muito orgulho estar aqui de volta para inaugurar novas instalações, o Centro Médico de Reabilitação, Oficina Ortopédica. São ações que vão ajudar a sociedade, que é o que a gente quer: resultado para as pessoas”, disse. “Aqui não tem discussão político-partidária. Aqui tem soma de esforços para atender as pessoas. Esse é o nosso objetivo. E aqui quando reúne bancada federal, a Assembleia Legislativa, os secretários, os municípios – nós somos um governo que trabalha junto com os municípios, todos eles –  a gente tem um único objetivo: entregar para essa galerinha aqui resultado para as pessoas. É o que a gente deseja, o que a gente busca”, acrescentou o governador.

A nova Oficina Ortopédica consiste em um espaço para confecção, adaptação e manutenção de OPMs (Órteses, Próteses e Materiais Especiais) para pacientes de todo o Estado de Mato Grosso do Sul. São 246 metros quadrados com equipamentos novos, que ampliam a capacidade produtiva e de atendimento. A oficina ortopédica tem uma unidade itinerante, que atende todos os municípios do interior do Estado, nas 11 microrregiões de saúde.

Mônica Riedel conversa com aluno com paralisia cerebral (Foto: Saul Schramm)

Já o CER é um novo bloco com 2.200 m² de área construída, destinado ao atendimento de pacientes autistas, nascidos prematuros, síndromes congênitas e complicações peri e pós-parto. A ampliação proporciona 17 novos consultórios, sala de avaliação e desenvolvimento do protocolo ABA (análise do comportamento aplicada) para autistas, ginásio de neurorreabilitação, estipulação precoce e laboratório de Atividades de Vida Diária (AVDs – terapia ocupacional).

O presidente Apae de Campo Grande, Luiz César Nocera, lembrou da história da entidade e destacou que as melhorias são resultado da união dos agentes públicos. “A construção só foi possível pela colaboração dos entes federal, estadual e municipal”, resumiu.

Também participaram do evento a primeira-dama Mônica Riedel, o secretário Eduardo Rocha (Casa Civil), a  secretária-adjunta Crhistinne Maymone (Saúde); os deputados federais Vander Loubet (coordenador da bancada de MS) e Geraldo Resende; o deputado estadual Professor Rinaldo, o secretário municipal de Saúde, Sandro Benites, o diretor-clínico do CER, Paulo Siufi, vereadores de Campo Grande e diretores das Apaes, entre diversas autoridades.

Energisa investe R$ 3 bilhões em MS e oito subestações de energia são instaladas

Novas subestações de energia ampliam a capacidade de crescimento para moradores de todo o estado

O sucesso do agronegócio, da indústria e do comércio de modo geral, depende de muitos ingredientes. Entre eles, um fundamental: energia elétrica eficiente e de qualidade. E é isso que a Energisa tem proporcionado em Mato Grosso do Sul, com investimento de mais de R$ 3 bilhões na expansão e melhoria do sistema no estado, de 2014, quando assumiu a concessão do abastecimento de energia. O desenvolvimento de várias cidades está atrelado ao promissor desempenho da companhia.

A Energisa instalou em 2022 nada menos do que oito subestações de energia em MS

Focada no desenvolvimento da economia da região, na expansão dos negócios e, sobretudo, na melhoria da vida dos sul-mato-grossenses, a Energisa instalou em 2022 nada menos do que oito subestações de energia em MS, o que equivale a cerca de R$ 700 milhões de investimento na região só até setembro deste ano.

– O ano de 2022 representa o nosso maior investimento no estado do MS – diz o Diretor-Presidente da Energisa Mato Grosso do Sul, Marcelo Vinhaes – Ouvimos as pessoas, prefeitos, vereadores e clientes, aceitamos o desafio e conseguimos entregar tudo com muita qualidade. Estamos muito felizes.

– A energia é um fator de desenvolvimento do estado. Os investimentos que nós temos feito garantem a expansão do consumo de energia elétrica através das indústrias e, no Mato Grosso do Sul, principalmente através do agronegócio, com grande pujança na região – explica o Gerente de Planejamento e Orçamento da Energisa MS, Antônio Matos. – Então a energia elétrica se traduz em desenvolvimento, além da melhoria da qualidade para os consumidores.

Entre as principais subestações inauguradas está a Campo Grande Progresso, entregue em março, com 90 MW de potência instalada. Com o valor de investimento de R$ 56,3 milhões, ela vai atender cerca de 33 mil consumidores – o equivalente ao município de Ponta Porã –, ampliando a capacidade de atendimento de Campo Grande em 12%, de 727 para 817 MW. Além disso, foram construídos 13 km de linhas de alta tensão 138 kV, gerando cerca de 100 empregos diretos e proporcionando a possibilidade de crescimento da região.

A construção da subestação de distribuição de energia elétrica Bela Alvorada, em novembro, também está entre as grandes inaugurações de 2022 em MS. Com um valor de investimento de R$ 13,1 milhões, ela conta com 15 MW de potência instalada e vai atender cerca de 2,4 mil consumidores, distribuídos entre o município de Paraíso das Águas e as regiões rurais de Camapuã e Chapadão do Sul. A obra significou a construção e a reforma de 35 km de rede, e o município de Paraíso contará com duas fontes distintas de fornecimento, diminuindo muito a possibilidade de falta de energia prolongada na cidade.

Outro importante investimento foi a ampliação da subestação de distribuição de energia elétrica Ribas do Rio Pardo, no valor de R$ 38 milhões. Com as obras, terminadas em novembro, a subestação passou a ter uma capacidade seis vezes maior do que antes, atendendo cerca de 7,9 mil consumidores, melhorando a vida dos clientes do município de Ribas do Rio Pardo.

– Já na região de Deodápolis, o exemplo é a fazenda Annalu, que possui uma produção agropecuária diversificada: agricultura, piscicultura e pecuária – conta Matos. – Fizemos um investimento na ordem de R$ 3 milhões para permitir que o produtor rural expanda seu negócio, desenvolva a economia da região e, acima de tudo, tenha uma energia elétrica de qualidade.

De propriedade da família do empresário rural Aurélio Rolin Rocha há quase 20 anos, a Fazenda Annalu precisava de melhorias que visassem uma maior produtividade e desenvolvimento. Assim que assumiu a propriedade, Aurélio convenceu a família de que algumas práticas no campo precisavam ser repensadas e, outras, ampliadas. O produtor, então, investiu alto. Aurélio buscou uma importante parceria para o projeto: a Energisa, que abraçou a Fazenda Annalu, acreditando na empreitada.

Aurélio Rolin Rocha

Por ser uma propriedade com elevada demanda de produção, a Energisa reforçou a energia da fazenda através de uma rede elétrica de 19 km, além de ter instalado equipamentos especiais e automatizados, como reguladores de tensão e bancos de capacitores para atendimento à propriedade. O apoio e investimentos feitos pela Energisa trouxeram segurança aos aportes realizados pela família do produtor rural.

A Energisa subsidiou parte do projeto por entender a perspectiva da expansão no uso de energia. Segundo Aurélio, a ideia era aproveitar ao máximo a propriedade, com aumento dos níveis de produtividade e ampliação de produtos e serviços; e a concessionária deu suporte modificando a rede, fazendo subestação.

“Investimos na irrigação da agricultura para garantir a previsibilidade da safra. A pior coisa para o produtor rural é ter seus resultados dependendo do tempo. Com a irrigação elimina-se esse estresse hídrico e torna-se possível fazer três safras ao ano (em condições naturais, só se conseguiriam duas safras ao ano). Hoje, 20% da energia que será gerada pela nova subestação que a Energisa está construindo (quase pronta!), vai para a Fazenda Annalu. A nossa fazenda consome mais energia do que alguns municípios do estado do MS”, explica o empresário.

Energia no campo transforma a vida de produtores rurais pelos recantos do país

A nova realidade que transformou os negócios de muitos empresários, também chega para outros moradores do estado que seguiram apostando no desenvolvimento econômico e social do lugar onde vivem. A produtora rural Sônia Maria Rodrigues, 54 anos, é uma dessas pessoas apaixonadas pela sua cidade. É com uma admiração que ela fala de Tacuru, município distante a 407km de Campo Grande, onde trabalha com afinco na produção de leite e também como agente de saúde.

“Já vivi anos atrás, quando era criança, sem energia elétrica. Era muito difícil, outro mundo, outra vida, outras condições”, relembra.

Recém-divorciada, ela conta que comprou um lote há 4 anos no Assentamento Conquista. Lá, ela cria seis vacas leiteiras, que produzem em média 110 litros/dia, com duas ordenhas, pela manhã e à tarde. O armazenamento é todo feito no resfriador comunitário do assentamento. “Trabalho como produtora e também tenho uma segunda profissão de agente de saúde. Dependo bastante da energia elétrica, até mesmo porque eu intercalo as duas profissões”, explica.

Sônia Maria Rodrigues

O armazenamento da produção do assentamento só funciona porque a energia elétrica vem da nova subestação Tacuru, instalada recentemente pela Energisa, junto com a obra de Bocajá. As duas novas subestações ‘somadas’ possuem o total de 4 MVA de potência instalada, o que é suficiente para o atendimento a 4 mil unidades consumidoras – em termos de comparação, equivalente ao município de Iguatemi. Além disso, uma nova linha de atendimento à Coronel Sapucaia foi feita, somando tudo um investimento de 23,4 milhões da Concessionária.

Para Sônia, essa evolução impactou também no trabalho como agente de saúde. Nessa área, ela cumpre uma jornada de quatro horas em campo pela manhã percorrendo as casas dos moradores e na parte da tarde fica em home office, trabalhando pelo notebook e lançando o que é preciso em um sistema on-line.

“Hoje a gente tem uma internet em casa, a gente consegue lançar a produtividade das visitas [como agente de saúde] no computador, por exemplo. Antigamente a gente precisava se deslocava até o postinho de saúde para fazer isso”, frisa. “A energia possibilitou que a internet chegasse no campo, então a Energisa para nós é muito importante”, pontua.

Novas possibilidades

As novas subestações da Energisa em Tacuru e Bocajá, além da nova linha para atendimento à Coronel Sapucaia, possibilitam novas oportunidades para os moradores de Mato Grosso do Sul.

“A gente entende que isso é importante para o desenvolvimento do estado, porque o pequeno agricultor tem um papel fundamental na nossa sociedade, a gente acredita muito que o investimento pode transformar a vida daquelas pessoas e vai ajudá-las a vencer os desafios diários da produção rural”, explica o gerente de construção e manutenção da Energisa, Rodolfo Acialdi Pinheiro.

Segundo Pinheiro, apenas na região de Tacuru foram investidos R$ 8,1 milhões na construção da nova subestação. “Não só para os grandes produtores rurais, mas para os pequenos produtores, para os assentamentos. Então, na região do Tacuru, especificamente, na zona rural de Tacuru, foram investidos aproximadamente R$ 8,1 milhões na construção de uma nova subestação, que beneficia a região rural de Tacuru, entre Tacuru e o município de Amambai, você acaba levando um ponto de suprimento, de energia próxima dos pequenos produtores, dos assentamentos”, ressalta Pinheiro.

Coronel Sapucaia

Já com a nova linha em Coronel Sapucaia, distante a 381km de Campo Grande, o município passa a ser atendido por uma segunda fonte de energia muito mais robusta, com 34,5 kV, proveniente de Amambai (43 km), que contará com duas fontes distintas de atendimento, diminuindo muito a possibilidade de falta de energia prolongada na cidade.

Apenas a subestação Coronel Sapucaia é capaz de atender 4 mil consumidores, o que equivale a cerca de 15,5 mil habitantes. Tudo isso foi possível por meio da construção e reforma de 109km de rede, instalação de 27 novos equipamentos distribuídos na rede de distribuição. Uma obra da Energisa que proporciona capacidade para crescimento da região e melhoria na qualidade de fornecimento de energia nas áreas rurais dos municípios de Amambai, Coronel Sapucaia e Tacuru.

“Neste último ano, em 2022, foram R$700 milhões de reais investidos e boa parte desses investimentos são para clientes e regiões rurais do estado. Não só para os grandes produtores rurais, mas para os pequenos produtores, para os assentamentos”, pontua Pinheiro.

Governo investe mais R$ 47,9 milhões com a rodovia “Sul-Fronteira” entre Aral Moreira e Coronel Sapucaia

Em prol do desenvolvimento da região, o Governo do Estado avança na implantação da rodovia Sul-Fronteira, com a pavimentação da MS-165. Desta vez o trecho a ser asfaltado será de 31,822 km passando pelas cidades de Aral Moreira e Coronel Sapucaia. O investimento de R$ 47,9 milhões.

O contrato para realização da obra neste trecho foi publicado nesta quinta-feira (24), no Diário Oficial do Estado. A empresa responsável terá o prazo de 600 dias (20 meses) para concluir as atividades no local. Os recursos são advindos do Fundersul (Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário de MS).

Foto Chico Ribeiro

A pavimentação deste trecho irá da Vila Marques, no entroncamento com a MS-289, passando pelos dois municípios (Aral Moreira e Coronel Sapucaia). O objetivo é tornar o tráfego mais seguro na região, contribuir com o escoamento da produção e assim levar empregos e desenvolvimento para as cidades da faixa de fronteira.

A ligação das cidades por meio da rodovia “Sul-Fronteira” é uma das prioridades do Governo do Estado na área de infraestrutura, em uma região que se tornou estratégica, pois vai ligar Mato Grosso do Sul à Rota Bioceânica, encurtando a distância para o Oceano Pacífico.

Neste projeto com várias frentes de trabalho estão incluídas cidades como Antônio João, Ponta Porã, Aral Moreira, Coronel Sapucaia, Mundo Novo, Paranhos, e Sete Quedas. Um dos objetivos é reduzir o tempo de viagem e levar desenvolvimento para toda região.

“Começamos o asfalto que sai de Coronel Sapucaia e vai chegar em Paranhos. É uma obra que já vem lá de Ponta Porã, Sanga Puitã, Aral Moreira, Vila Marques. Tem várias frentes de trabalho em andamento. Esta faixa de fronteira vai chegar a Mundo Novo. Obra importante, de integração, que encurta caminho, melhora os acessos”, descreveu o governador Reinaldo Azambuja.

 

Governo do Estado vai investir R$ 60 milhões na nova sede do Ministério Público Estadual

Com parceria do Governo Estadual, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) terá nova sede em Campo Grande. O prédio vai concentrar todos os serviços em um único espaço, tornando a atividade ministerial mais acessível à população e garantindo economia aos cofres públicos. Nesta terça-feira (22), o governador Reinaldo Azambuja e o procurador-geral de Justiça Alexandre Magno lançaram a pedra fundamental do “Complexo Institucional do MPMS” na Esplanada da Procuradoria-Geral de Justiça, no Parque dos Poderes. As obras devem ter investimento de R$ 60 milhões do Governo do Estado.

Obras do novo complexo devem ser iniciadas em meados de 2023 Foto Chico Ribeiro

“Grande parte dos recursos que vão bancar essa obra é do acordo de ressarcimento feito com a Cesp (Companhia Energética de São Paulo)”, adiantou o governador Reinaldo Azambuja, pontuando, ainda, que o projeto da nova sede é funcional. “Vai reunir o Ministério Público dentro de uma única estrutura, aproximando e barateando os custos operacionais. Essa obra simboliza a parceria duradoura e efetiva que construímos com os Poderes”, completou.

Alexandre Magno ressaltou que a licitação para a obra deve ser lançada nos próximos dias. Segundo ele, a expectativa é de que a construção seja iniciada até junho de 2023. “Estamos tirando do papel um projeto de longa data. O governador apoiou essa ideia e tudo o que sonhamos está sendo realizado”, afirmou o procurador-geral de Justiça.

Complexo Institucional do Ministério Público Estadual

O projeto do Complexo Institucional possui 23 mil metros quadrados de área construída, compreendendo uma série de adequações, reformas e ampliações no prédio já existente com obras de construção de um novo espaço no mesmo terreno do MPMS do Parque dos Poderes.

Haverá um novo sistema viário, vias, calçadas, acessos, portarias e estacionamento para atender demanda estimada de dois mil veículos.

O prédio principal abrigará a Administração Superior do Ministério Público, gabinetes dos procuradores de Justiça e as Promotorias de Justiça da Capital, que hoje estão instalados em prédios alugados e custam cerca de R$ 90 mil mensais aos cofres ministeriais.

A edificação contará ainda com 91 gabinetes, oito elevadores, um auditório para 300 pessoas e um plenário, além de salas de reuniões, sala de mídia, lanchonete, sistema bancário e várias outras estruturas de apoio.

Também participaram do lançamento da pedra fundamental do complexo o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Paulo Corrêa; o secretário estadual de Infraestrutura, Renato Marcílio; e o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de Mato Grosso do Sul (OAB-MS), Bito Pereira.