Show em transparência e avanços com Lei Paulo Gustavo em MS

Marcelo Miranda, secretário de Cultura, destaca papel do governo na utilização de quase 100% dos recursos

Não foram apenas na quantidade os méritos do governo estadual na marca impressionante de uso de 99% do orçamento da Lei Paulo Gustavo. Destaca-se também a qualidade no gerenciamento transparente da política pública de cultura e na execução dos projetos, alcançando seus principais objetivos, entre os quais os de contemplar o mais variado arco de manifestações e incorporar as diferentes comunidades nos ambientes de exposição.

Assim o secretário estadual de Turismo, Cultura e Esporte, Marcelo Miranda, define o papel assumido pelo governador Eduardo Riedel ao dar inteira liberdade para a realização dos projetos, financiados pela Lei Paulo Gustavo. Segundo o Painel de Dados do Ministério da Cultura, para o setor do audiovisual o valor recebido foi de R$ 20.010.557,63, computando uma utilização num percentual de 98,68% da verba. Nas demais áreas, o valor recebido foi de R$ 7.188.786,50, totalizando um percentual de utilização de 99,8% dos recursos.

Marcelo Miranda, da Setesc: “Resultado demonstra o nosso compromisso” – Instagram

COMPROMISSO – Foram aprovados 420 projetos, 145 no audiovisual e 275 nas demais áreas. “Os resultados demonstram o compromisso da nossa gestão com a valorização e o fortalecimento da cultura”, diz Miranda. “Conseguimos utilizar mais de 99% dos recursos disponíveis, garantindo que iniciativas incríveis saíssem do papel, desde grandes produções audiovisuais até projetos que alcançam as comunidades mais distantes. Esta conquista é reflexo de uma atuação eficiente e a colaboração com os profissionais da cultura, mostrando que, juntos, podemos transformar ideias em realizações que impactam a vida de milhares de pessoas”.

A Lei Paulo Gustavo (Lei Complementar nº 195/2022) representou o maior investimento direto já realizado no setor cultural do Brasil e destinou recursos para a execução de ações e projetos culturais em todo o território nacional. Destinou-se a profissionais da cultura, permitindo o acesso a recursos por meio de editais, chamamentos públicos, premiações, aquisição de bens e serviços ou outras formas de seleção pública simplificada.
Para o diretor presidente da Fundação de Cultura (FCMS), Eduardo Mendes, a execução da Lei Paulo Gustavo em Mato Grosso do Sul é motivo de grande orgulho. “Além de promover a inclusão e a democratização de recursos, revelou o talento e a grande diversidade cultural que temos em nosso Estado”, exultou.

INCENTIVO – Diversos produtores, artistas e investidores da cultura manifestam a sua satisfação com o que consideram um momento histórico de restauração e renovado incentivo às artes. São vozes de gente que acreditou na lei, no seu gerenciamento local e na adesão popular, como o produtor cultural, roteirista e diretor Cleiton Mota; o músico, publicitário e produtor Patrick Douglas Sandim Corrêa; o produtor audiovisual e técnico de iluminação Richard Thiago Carvalho dos Santos; e o escritor Jander Gomez.

Cleiton Mota acredita que a Lei Paulo Gustavo abriu portas a muitos pequenos cineastas ou roteiristas que até então não tinham oportunidade. “A Lei veio com cotas para indígenas, para pessoas negras. Então, isto fez o fomento chegar nas pontas. A lei tem esse marco com relação ao audiovisual em âmbito nacional. Em Mato Grosso do Sul, colocou pessoas que tinham seus projetos dentro da gaveta há muito tempo por conta da morosidade e não conhecer o caminho do processo até chegar no fomento”.

Cleiton Mota: “A Lei Paulo Gustavo fez o fomento chegar nas pontas” – Reprodução

Richard Thiago foi o proponente do projeto na área de audiovisual e produziu o documentário “Graxa e Cultura: o Show por Trás do show”. Para ele, ser contemplado foi uma experiência incrível.”Com o projeto aprovado, consegui realizar um objetivo muito importante: mostrar um pouco mais sobre a vida dos técnicos, conhecidos como graxas, em um documentário. A Lei Paulo Gustavo é muito importante porque dá chance para quem está começando ou não tem tanto recurso para conseguir realizar seus projetos”.

Com Rose à frente, Sudeco reforça investimentos em MS

Estado terá aumento nos repasses do FCO e novo impulso nas pequenos economias rurais e urbanas

Mato Grosso do Sul está ganhando um novo impulso em suas atividades econômicas com as políticas publicas de investimentos da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco). Sob a chefia da superintendente Rose Modesto, a autarquia revitaliza a sua base orçamentária para atender sua jurisdição (estados de MS, MT e GO).

Com o empenho e apoio do ministro Waldez Góes, da Integração e do Desenvolvimento Regional, ao qual a Sudeco é vinculada, as recentes decisões do órgão sinalizam promissores horizontes, principalmente para as pequenas economias urbanas e rurais, afirma a superintendente. “Uma das boas notícias é o reforço de caixa para fomento no Fundo Constitucional de Desenvolvimento do Centro-Oeste, o FCO”, destacou Rose.

Ela se refere a decisões significativas, como a que foi tomada durante a 19ª reunião ordinária do Conselho Deliberativo do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Condel). Os conselheiros aprovaram para o FCO repasses que superam, no total, os R$ 11,1 bilhões. Além de Rose Modesto, fizeram parte da reunião o ministro Waldez Góes; o governador goiano, Ronaldo Caiado; o vice-governador de Mato Grosso do Sul, José Carlos Barbosa; e representantes de Mato Grosso, Ministério do Turismo e Banco do Brasil.

AUMENTO

Com incremento de 16%, o valor do FCO em 2024 para os três estados e o Distrito Federal será de R$ 12,159 bilhões. Em 2023 o montante destinado oi de R$ 10,511 bilhões. O aumento atendeu também gestões do governador sul-mato-grossense, Eduardo Riedel. Para seu Estado os repasses serão de R$ 2,4 bilhões, correspondentes a 24% do total do “bolo”.

Rose Modesto explica que os recursos serão divididos em partes iguais para os segmentos rural e empresarial. Caberá ao Banco do Brasil operar a maior fatia, R$ 2,08 bilhões. O secretário de Meio Ambiente, Jaime Verruck, deduz que será possível o financiamento de 100% dos projetos destinados à planície pantaneira. Ele ressalva que os investimentos no bioma devem estar enquadrados na Lei do Pantanal.

A superintendente da Sudeco, Rose Modesto: recursos para diversificar e fortalecer a economia | Instagram

A previsão para o FCO Empresarial é a utilização de pelo menos 84% dos recursos para fomento de micro, pequenas e médias empresas. O teto do financiamento segue em R$ 20 milhões. Para o microempreendedor o valor é de R$ 27 mil e em projetos de alta relevância e estruturantes, o teto sobe para R$ 100 milhões. No FCO Rural, o Estado quer fomentar projetos de suinocultura, avicultura, irrigação e reforma de pastagens.

Com recepção vibrante, itaporanenses emocionam Barbosinha

Governador em exercício inaugurou obra que elencou entre as prioridades quando presidiu a Sanesul

Quando foi presidente da Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul – no governo de Reinaldo Azambuja (PSDB) -, José Carlos Barbosinha alinhou prioridades para a expansão e modernização da rede de serviços da empresa. Entre as prioridades estavam a ampliação e a modernização do abastecimento em Itaporã, na Grande Dourados, a região em que passou boa parte de sua vida trabalhando de bancário e estudando para formar-se em Direito.

Nesta quinta-feira, 4, sob a condição provisória de governador, Barbosinha (PP) reencontrou-se com a população itaporanense. E teve uma oportunidade que não poderia sequer imaginar anos atrás: inaugurar como chefe do Executivo Estadual uma das obras que havia definido como gestor da estatal de saneamento. Emocionado com as efusivas saudações que recebeu, ele entregou a unidade de atendimento ao cliente da Sanesul e autorizou o início das obras de pavimentação asfáltica de estradas vicinais.

Barbosinha, Peluffo, Ealtinho Jr, Zé Teixeira e Pacco entregam obras em Itaporã | Foto João Garrigó

Os investimentos passam dos R$ 55,7 milhões, sendo R$ 735 mil no prédio da Sanesul e R$ 55 milhões na obra viária. Estas estradas dão acesso ao Anel Viário, com o entroncamento entre as rodovias MS-156 e MS-157. Barbosinha ainda autorizou o processo licitatório para ativação de um poço tubular profundo para captação de água, com profundidade de 200 metros e vazão de 94 m³/h. O investimento é de R$ 800 mil.

ALEGRIA

“É uma alegria muito grande entregar ao povo um investimento que sempre considerei essencial para a região. A Sanesul necessitava desta unidade, que é uma das peças fundamentais para o desenvolvimento de Itaporã”, disse Barbosinha, emocionado por mais uma vez rever o lugar e muitas pessoas que tanto estima. Ele estava acompanhado do secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Hélio Peluffo; do adjunto da Secretaria de Meio Ambiente, Waltinho Carneiro Jr; e do deputado estadual Zé Teixeira (PSDB), entre outras autoridades, todas recebidas pelo prefeito Marcos Antônio Pacco, vereadores e lideranças locais.

Com Peluffo e Pacco, Barbosinha percorre trecho de vicinal que será pavimentado | Foto João Garrigó

O anel viário, segundo Marcos Pacco, é um dos antigos anseios da população, assim como a melhoria dos serviços da Sanesul e as obras nas vicinais. “A construção do rodoanel é uma chave para o desenvolvimento de nossa região. Temos muitas obras ainda a ser lançadas, com cerca de R$ 30 milhões em investimentos”, informou. O Anel Viário, cerca de 14 km, vai retirar da área central o tráfego de veículos pesados, melhorando o trânsito para os veículos de passeio e pedestres.

Nova secretaria começa com orçamento de R$ 11 milhões

Com currículo qualificado, antropóloga Viviane Luzia assume a recém-criada Pasta da Cidadania

Antropóloga, mestre em Desenvolvimento Local pela UCDB (Universidade Católica Dom Bosco), Ph.D. em Antropologia pela University of Manitoba, do Canadá, e pesquisadora do Museu de Etnografia de Viena, Viviane Luiza da Silva é desde ontem (quarta-feira, 03) a secretária estadual de Cidadania. Foi o governador em exercício José Carlos Barbosinha (PP) quem deu posse à primeira titular da Pasta recém-criada, com o desmembramento da Secretaria de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania.

Já incluída na grade orçamentária quadrienal, a secretaria começa com um orçamento de R$ 11 milhões, que contempla, entre outros, os programas “Cidadania em Rede” e “Cidadania Viva”. Este foi instituído para incentivar o diálogo, o uso da educomunicação, a formação de monitores sociais, rodas de conversas e expressões comunicativas por meio da arte, cultura e cidadania.

Viviane Luzia e o governador em exercício, José Carlos Barbosinha, na solenidade de posse | Foto Bruno Rezende

Segundo Viviane Silva, o “Cidadania Viva” está sintonizado com a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) e busca os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) com suas 169 metas para erradicar a pobreza e promover vida digna para todos. “A cidadania gera emancipação e pertencimento”, sentenciou Barbosinha, ao dar posse à secretária.

PIONEIRISMO 

Mato Grosso do Sul é o primeiro estado brasileiro a dispor de uma secretaria governamental específica para executar políticas publicas para a promoção humana e a cidadania. Viviane disse que a nova pasta reflete o compromisso do governo em construir condições de uma vida melhor para todos. “Temos políticas públicas para pessoas com deficiências, povos originários, mulheres, população LGBTQIA+, pessoas idosas, para a promoção da igualdade racial, juventude e assuntos comunitários”, enfatizou.

Como pesquisadora do Museu de Etnografia de Viena, Viviane contribuiu com três projetos relevantes na etnografia do Brasil: Natterer, Patrimônio Bororo e Mario Baldi. Ela destacou-se como co-autora do livro “Mario Baldi – Fotógrafo austríaco entre Índios Brasileiros”. Como idealizadora de centros culturais em comunidades indígenas, atua com foco na promoção e no fortalecimento da cultura material e imaterial por meio de objetos indígenas, além de desempenhar papel importante no assessoramento para a criação de associações das mulheres artistas indígenas nas comunidades Kadiwéu e Terena, impulsionando a economia sustentável.