Três prefeitos entram para o ninho e PSDB chega a 40 no Estado

Os prefeitos Fábio Florença, de Miranda, Rogério Torquetti, de Tacuru e Lidio Ledesma, de Iguatemi, se filiaram ao PSDB durante atos realizados pelo partido, nos dias 18, 19 e 20, em seus respectivos municípios. Assim, os tucanos atingem a marca de 40 prefeituras em MS, mais da metade do total de municípios do Estado.

Prefeito Fábio Florença assina a ficha de filiação no PSDB com a presença do ex-governador Reinaldo Azambuja, presidente do PSDB estadual e prefeitos da região sudoeste – Foto: Divulgação

“É com muito orgulho que recebemos a filiação dos prefeitos Fábio, Dr. Lidio e do Rogério, para o nosso ninho. Com a vinda deles, nosso partido chega a 40 prefeitos. É importante falar que estamos crescendo, mas sempre caminhando com nossos aliados, porque ninguém faz nada sozinho”, afirma o presidente do diretório estadual, Reinaldo Azambuja.

Os atos de filiação se iniciaram em Miranda, na quinta-feira (18), na Câmara Municipal. No dia seguinte, sexta- -feira (19), o evento aconteceu em Tacuru, às 19h, na rua Otacílio Flores Belmonte, 507 e finalizou no sábado (20), em Iguatemi, às 10h, na Rede Feminina de Combate ao Câncer.

Os eventos contaram com a presença do presidente estadual da sigla, o ex-governdor Reinaldo Azambuja, dos deputados federais e estaduais, de prefeitos dos municípios vizinhos, além de vereadores e lideranças locais.

Proporcionalmente, o PSDB de Mato Grosso do Sul é o maior no país, com Eduardo Riedel como governador, três deputados federais, seis deputados estaduais, 15 vice- -prefeitos e 243 vereadores.

PSDB de MS: 34 anos 

O PSDB de Mato Grosso do Sul completou, no decorrer da semana, 34 anos de existência. A Executiva estadual definiu, em nota, a comemoração.

“O sonho de fazer uma política para as pessoas, que iniciou na criação da Comissão Provisória, em 18 de maio de 1989, cresceu. Hoje, somos o Estado com maior representatividade tucana eleita no país, tendo a gestão muito bem avaliada pela população sul-mato- -grossense, tornando-se referência para os Estados brasileiros. O nosso ninho agradece a cada um que acredita no trabalho por meio da Social Democracia, em que pensamos no desenvolvimento econômico sem nos esquecer das pessoas”. (Com assessoria)

Aliados históricos, MDB e PSDB ensaiam retomar aliança política para eleições de 2024 e 2026

Aliados históricos em Mato Grosso do Sul, MDB e PSDB ensaiam novamente caminhar juntos nas próximas eleições em Mato Grosso do Sul. A última parceria para eleger uma chapa encabeçada pelas duas legendas foi na campanha de 2002, quando a atual conselheira do TCE (Tribunal de Contas do Estado), Marisa Serrano, disputou o cargo de governadora com o então PMDB na vaga de vice.

Reinaldo ainda completou que os dois partidos buscam caminhar juntos, mas isso não significa um projeto engessado na união das legendas

Em 2006, a parceria ainda existiu para na eleição para a prefeitura de Campo Grande em 2010 para a reeleição do ex-governador André Puccinelli, mas os tucanos não indicaram nomes de formação da majoritária, figurando apenas como partido coligado com nomes para indicados para as proporcionais. Desde de então, as duas siglas vêm mantendo palanques diferentes e construindo suas bases pelo interior do Estado.

Nesta segunda-feira (15), a cúpula dos dois partidos se reuniu para discutir alianças em torno das eleições municipais de 2024 como também para a reeleição do governador Eduardo Riedel (PSDB), em 2026.

“Estamos conversando para retomarmos a aliança que sempre tivemos e caminhar juntos em diversos projetos, claro que isso respeitando as peculiaridades de cada município, inclusive da campanha para a prefeitura de Campo Grande”, disse o ex-governador Reinaldo Azambuja, atual presidente estadual do PSDB.

Reinaldo ainda completou que os dois partidos buscam caminhar juntos, mas isso não significa um projeto engessado na união das legendas. “Vamos caminhar juntos, mas respeitando as peculiaridades de cada um dos 79 municípios do Estado, inclusive da Capital. Queremos retomar a parceria do PSDB com o MDB, mas sem desconstruir lideranças”, ressaltou o tucano.

Para o MDB este foi o início da reaproximação dos partidos com o objetivo de construírem projetos para 20024 e 2026. “Sentamos hoje e já alinhamos algumas posições para esta nova fase da parceria. Acertamos que vamos caminhar juntos na reeleição do Eduardo Riedel (Governador), em 2026, e que vamos tentar o máximo dos municípios para 2024. A ideia é enxergarmos onde o MDB tem nome mais forte e onde o PSDB lidera e tentarmos sair com uma chapa conjunta”, explicou o deputado estadual Junior Mochi, que comanda o MDB de Mato Grosso do Sul. Atualmente a legenda tem 9 prefeituras e tem a meta de fazer pelo menos 15 nomes do partido como cabeça de chapa, no pleito de 24.

A atual gestão tucana já conta com o MDB na base de apoio na Assembleia Legislativa. Na semana passada, os deputados estaduais Junior MOchi, Renato Câmara e Márcio Fernandes se reuniram com o governador Eduardo Riedel para reafirmar o apoio dos parlamentares às matérias encaminhadas pelo Executivo à Casa.

Estavam presentes na reunião os anfitriões, ministra do Planejamento Simone Tebet e o secretário de Estado da Casa Civil, Eduardo Rocha, governador Eduardo Riedel, deputados estaduais Junior Mochi, Renato Câmara e Márcio Fernandes, o ex-senador Waldemir Moka e o ex-governador André Puccinelli. Além de Reinaldo Azambuja, que preside o PSDB regional, o secretário de Estado de Relações Institucionais e Políticas no DF, Sérgio de Paula.

PSDB decide que Gerson Claro será presidente e Paulo Corrêa 1º secretário da Assembleia

Renato Câmara será o 1º vice-presidente, Zé Teixeira, o 2º vice, Pedro Kemp, o 2º secretário, e Lucas de Lima, o 3º secretário

Reunião do PSDB na tarde de ontem (30) definiu o apoio ao nome de Gerson Claro (PP) para a presidência da Assembleia Legislativa. A eleição ocorre no início da 1ª sessão do ano, manhã (1º).

O presidente estadual do partido, o ex-governador Reinaldo Azambuja, disse ao final da reunião que o partido buscava consenso. “A Mara [Caseiro] que era pretensa candidata a presidente abriu mão em nome de um aliado, do PP, que é o Gerson. Isso está bem amadurecido”, pontuou.

Eleição da Mesa será feita por votação nominal e aberta – Foto Luciana Nassar

Na saída do encontro, Claro revelou que já teria de 14 a 15 assinaturas para seu nome, o suficiente para ser conduzido à presidência.

A reunião de quase 3h na Governadoria, definiu a chapa de consenso com os principais nomes da nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa para o biênio 2023-2024.

Gerson Claro (PP) para presidente e Paulo Corrêa para primeiro-secretário.

Além disso, também foram definidos os nomes de Renato Câmara (MDB) como primeiro-vice-presidente, Zé Teixeira (PSDB) como segundo-vice-presidente, Pedro Kemp (PT) como segundo-secretário e Lucas de Lima (PDT) como terceiro-secretário, enquanto o terceiro-vice-presidente ainda será definido.

Segundo Reinaldo Azambuja, o PSDB é um partido da pacificação, por isso, foi buscar o consenso. “Não somos só nós, o PSDB: temos outros aliados, lideranças e partidos e vamos conversar para tentar uma chapa que respeite a proporcionalidade da Casa, com todos fazendo parte de cargos, comissões e espaços importantes na Assembleia”, disse.

O encontro com a bancada do PSDB aconteceu na sede da Governadoria e contou com os seis deputados estaduais eleitos: Jamilson Name, Mara Caseiro, Lia Nogueira, Zé Teixeira, Paulo Corrêa e Pedro Caravina.

Também participaram da reunião o governador Eduardo Riedel (PSDB), o presidente estadual do PSDB e ex-governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e o articulador político e secretário-executivo do escritório de relações institucionais e políticas no Distrito Federal da Secretaria de Estado da Casa Civil, Sérgio de Paula.

João César Mattogrosso enaltece novas lideranças do ninho tucano

“A gente trabalha por quem mais precisa. A gente trabalha para construir o futuro. A gente trabalha pelo Brasil”

A partir desta terça-feira (24) o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) começa a exibir, nos principais meios de comunicação do país, inserções publicitárias sobre o novo momento da legenda e as novas lideranças que vão conduzir e pavimentar essa jornada. Político sul-mato-grossense filiado ao partido desde 2011, João César Mattogrosso enaltece essa nova fase.

João César Mattogrosso, que é vereador da Capital e assumirá uma das 24 cadeiras da Assembleia

“Estamos entre os principais partidos do Brasil, com uma história de destaque no cenário nacional e de rica contribuição para o processo de fortalecimento da democracia. O PSDB tem compromisso real de melhorar a vida das pessoas e Mato Grosso do Sul é exemplo desses avanços, através da competente gestão do ex-governador Reinaldo Azambuja que foi o primeiro da história a eleger um sucessor”, destaca João César Mattogrosso, que é vereador da Capital pelo ninho tucano desde 2017 e assumirá uma das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa a partir de fevereiro de 2023.

O material publicitário produzido para exibição em todo o Brasil conta com a participação do governador Eduardo Riedel e dos governadores do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e de Pernambuco, Raquel Lyra, além do presidente do partido, Bruno Araújo, que conduz o programa. A pauta central é a divisão do país, que não é saudável para o desenvolvimento, apresentando os competentes quadros do PSDB como alternativa e instrumento de mudança através do diálogo e olhar atento para as pessoas.

Outro ponto de destaque é a defesa pelo fortalecimento da democracia, com foco em buscar soluções, cuidar de gente, combater a pobreza e estruturar a economia. “Boa gestão para poder resolver o problema das pessoas”, é o que enfatiza o Chefe do Executivo de MS, Eduardo Riedel.

O governador gaúcho abre o vídeo convidando a população para refletir. “Não é arrastando para nenhum dos lados que os desafios do Brasil vão desaparecer. É preciso liderança, gestão e compromisso com a democracia”, aponta Eduardo Leite.

Já a pernambucana Raquel Lyra chama atenção para agir de forma resolutiva. “A hora é de diálogo para resolver os problemas mais urgentes das famílias brasileiras”, defende. Na sequência Riedel salienta: “tem que ter preparo, tem que ter firmeza e gostar de gente”.

Os materiais são costurados pelo compromisso com o povo brasileiro. “A gente trabalha por quem mais precisa. A gente trabalha para construir o futuro. A gente trabalha pelo Brasil”, fazendo alusão ao slogan “PSDB pelo Brasil”.

Eduardo Leite, que assumirá a presidência da Executiva Nacional a partir de fevereiro, também registra o foco de ações que serão realizadas em todo o território nacional. “Na terra do bah, do oxente, do tereré, no Brasil inteiro, estamos preparados para construir o futuro”, afirma.

NOVA EXECUTIVA NACIONAL

Além do material publicitário, o presidente Bruno Araújo divulgou uma carta em que se despede da condução dos trabalhos à frente do PSDB. Será publicada ainda nesta terça-feira uma portaria que antecipa o fim do mandato da atual Executiva Nacional para a construção de uma nova composição, prevista para o dia 02 de fevereiro, com a presidência do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

A carta traz, entre retrospectiva e agradecimento pela jornada, a grande visão e forma de trabalhar do ninho tucano. “Somos talvez o único partido do Brasil que combina preocupação social com responsabilidade econômica e liberdade de comportamento das pessoas. Ao mesmo tempo, sem dogmas”, declara.

Bruno Araújo ainda registra as expectativas para o futuro. “Buscar o equilíbrio num país que flertou com os extremos. Conquistar pela razão, mas também pelo afeto e pela emoção. Pela Esperança”, defende ao pontuar o enorme desafio de lutar contra a divisão política que predomina no Brasil.

“O Bruno fez uma caminhada de excelência e só temos a exaltar esse trabalho, em um dos períodos mais críticos do nosso país, que exigiu grandes esforços para que o nosso país não sucumbisse. O PSDB é protagonista, com presença ativa no Congresso Nacional, e está preparado para os novos saltos”, sublinha João César Mattogrosso ao homenagear a trajetória do atual presidente.

Eraldo Leite é uma das fortes alternativas do PSDB para presidir a Assomasul em 2023

Passada a eleição para o governo de Mato Grosso do Sul, na qual foi eleito Eduardo Riedel (PSDB) para suceder o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) em janeiro do ano que vem, as atenções agora estão voltadas para a disputa pela presidência da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), que ocorrerá em janeiro.

Eraldo Leite foi o primeiro presidente reeleito da história da entidade Foto Assessoria

O nome do prefeito de Jateí, Eraldo Jorge Leite (PSDB), é cotado para dirigir a entidade municipalista, da qual ele é o atual tesoureiro e já foi presidente por dois mandatos consecutivos (2005 – 2007 e 2007 – 2009).

O tucano foi o primeiro presidente reeleito da história da entidade, que em setembro deste ano completou 41 anos de fundação.

Considerado grande articulador político e com forte trânsito entre os poderes Executivo e Legislativo, Eraldo é o atual tesoureiro do PSDB e seu nome já começa a surgir nos bastidores para sucessão da “casa dos prefeitos”.

Considerada como uma importante instituição pública no contexto estadual, a Assomasul sempre despertou o interesse não só dos prefeitos, mas de parlamentares e dirigentes partidários, muitos dos quais alçaram voo mais alto no cenário político sul-mato-grossense.

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB), por exemplo, ganhou projeção política como presidente da entidade (2001 a 2003), época que era prefeito de Maracaju.

Entre os políticos que tiveram carreira bem-sucedida depois de passar pela associação estão os ex-deputados estaduais Daladie Agi (Paranaíba), Humberto Teixeira (Dourados), Enelvo Felini (Sidrolândia), o deputado federal Beto Pereira (Terenos) e o deputado estadual eleito Pedro Caravina (Bataguassu).

Fora do cargo de presidente, outras lideranças públicas brilham no cenário estadual e até nacional, como são os casos dos deputados estaduais reeleitos Gerson Claro (PP), que foi diretor-executivo, e Mara Caseiro (secretária-geral), o secretário da Casa Civil, Sérgio de Paula (diretor-geral), e a senadora Simone Tebet (Diretora de Assuntos Municipalistas), que ficou em terceiro lugar na disputa pela presidência da República.

PSDB precisa encontrar seu discurso e avaliar rumos, diz Eduardo Riedel

O futuro governador disse ainda, ao ser questionado sobre os protestos antidemocráticos pós-segundo turno, que as manifestações populares são legítimas, desde que sem violência e não impeçam o direito de ir e vir das pessoas

Eleito para governar Mato Grosso do Sul pelos próximos quatro anos, o empresário do agronegócio Eduardo Riedel (PSDB), 53, afirmou que seu partido, que encolheu sua bancada na Câmara dos Deputados e perdeu São Paulo depois de 28 anos, terá de definir qual rumo tomará nos próximos anos.

Eduardo Riedel governador eleito de Mato Grosso do Sul foto assessoria

O tucano derrotou no segundo turno o deputado estadual Capitão Contar (PRTB), que havia chegado ao fim do primeiro turno na liderança da disputa. Riedel obteve 808.210 votos, 56,90% dos votos válidos, enquanto Contar conseguiu 612.113, 43,10%, segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

O futuro governador disse ainda, ao ser questionado sobre os protestos antidemocráticos pós-segundo turno, que as manifestações populares são legítimas, desde que sem violência e não impeçam o direito de ir e vir das pessoas.

Em sua primeira eleição, apostou no desconhecimento dos eleitores e teve entre os cabos eleitorais a senadora eleita Tereza Cristina (PP), ex-ministra da Agricultura de Jair Bolsonaro (PL), e Simone Tebet (MDB), terceira colocada na disputa à Presidência.

O sr. chegou ao fim do primeiro turno atrás de seu adversário, Capitão Contar, e foi um dos governadores que reverteram a desvantagem no segundo turno. O que houve entre 2 e 30 de outubro?

EDUARDO RIEDEL – Muito trabalho, uma participação muito forte nos meios de comunicação em cima das propostas de trabalho, e ele [Contar] se fez ausente no debate, isso contribuiu para que a população fosse entendendo um pouquinho a proposta de cada um e o compromisso de cada um com o estado.

No debate, o único que ele foi, teve dificuldade de colocar os compromissos dele para o estado, o que ia fazer, deixar de fazer, em relação a políticas públicas. Isso acabou sendo importante na definição da eleição.

A plataforma de trabalho que apresentamos para governar Mato Grosso do Sul, junto com os municípios, influenciou também lideranças políticas municipais a entrarem na campanha.

O PSDB elegeu no segundo turno três governadores, Eduardo Leite (RS), Raquel Lyra (PE) e o sr. Mas vai governar menos habitantes, já que perdeu São Paulo, e viu a bancada de deputados diminuir. Qual avaliação que o sr. faz do saldo do PSDB na eleição?
E. R. – A gente está num momento de muita transformação partidária no país, fusões, federações. O PSDB vai ter de encontrar o seu manifesto, a sua linha clara. Entendo que é o momento de o partido parar para fazer essa análise. Ele é considerado de direita por uns, de esquerda por outros, e entendo que o partido tem de encontrar o seu discurso e fazer uma avaliação de que rumo vai tomar. No pós-eleição é um movimento natural e essencial para que as lideranças do partido sentem e conversem a respeito disso, até para decidir o seu caminho.

O sr. se declarou eleitor do presidente Bolsonaro, e quem saiu vitorioso foi o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Como espera que seja sua relação com o futuro presidente? A questão partidária pode atrapalhar?
E. R. – Não acredito, sou hoje governador eleito do estado de Mato Grosso do Sul, a partir de 1º de janeiro exercendo a função, e o presidente Lula é presidente do Brasil. Nós vamos tratar absolutamente de maneira institucional a relação estado e governo federal em cima dos projetos que nós temos prestado, dessa relação que deve existir entre estado e União, do princípio federativo. Independentemente do meu apoio ao presidente Bolsonaro, o presidente Lula ganhou a eleição e será o presidente do Brasil e assim nós vamos conduzir o nosso mandato.

O sr. apoia os atos que passaram a ocorrer no país desde segunda-feira (31)?
E. R. – Toda manifestação é legítima, desde que, e essa é a ressalva que eu faço, não haja violência, não haja degradação patrimonial. O seu direito termina na hora em que começa a invadir o direito alheio. Então é uma manifestação legítima, de questionamento, insatisfação, porém as manifestações não podem ir além da manifestação em si, limitar o direito de ir e vir das pessoas ou criar problemas de abastecimento ou qualquer tipo de violência. A manifestação em si, ok, agora quando extrapola não tem como validar.

Para o sr., qual o principal problema a ser combatido no estado?
E. R. – A gente tem inúmeros desafios pela frente, o estado foi o que no ano passado mais cresceu no Brasil, uma taxa de desemprego que é a terceira menor do país, taxa de pobreza a quarta menor do país. Nós temos que ser o primeiro, diminuição da pobreza do estado, incluir as mais de 150 mil famílias que nós temos numa condição de vulnerabilidade dentro do sistema de cidadania, de um mínimo de dignidade. Esse é um desafio. Não dá para ficar confortável porque está melhor que outros lugares e tem 150 mil famílias passando necessidade.

O agro é um motor muito forte da economia no estado, mas não é único. Quais setores da economia serão foco do sr.?
E. R. – É mais fácil quando você rema a favor da maré, então é muito complicado você “ah, eu acho que tal segmento da economia pode diversificar nossa matriz econômica”. Na verdade você tem que ter um movimento já em andamento da própria economia para você potencializar. Princípio basilar da boa aplicação do recurso público.

A transformação do agro existente no estado por meio da industrialização é um movimento natural que potencializado gera muito resultado para a nossa economia. O turismo é outra ação extremamente importante. E turismo é muito transversal, envolve cultura, esporte, lazer, infraestrutura, quando você potencializa cada uma dessas áreas você gera efeito econômico importante além de valorização das bases, das raízes do estado.

Mato Grosso terá uma ferrovia estadual com a Rumo. O sr. planeja algo nesse sentido para melhorar a logística [para escoar produção] de Mato Grosso do Sul?
E. R. – A gente tem uma ação muito forte com o Paraná, uma nova ferrovia, que vem do Porto de Paranaguá até o centro-sul do estado e encontra a malha oeste da Rumo. A malha sai da divisa do estado, de Três Lagoas e vai até Corumbá, e tem um braço que sai de Campo Grande e vai até Ponta Porã. Essa nova Ferroeste vem de Paranaguá, atravessa o Paraná inteirinho, entra no sul do estado e encontra em T esse braço que liga Campo Grande a Ponta Porã.

Esse eixo é extremamente estratégico para o estado, que é a região mais industrializada, pelas cooperativas do Paraná, é a região de maior fluxo de grãos e de mercadoria e que, encontrando a malha oeste, dá uma competitividade muito grande ao estado. Temos que avançar, tanto o destravamento da relicitação da malha oeste quanto a nova ferrovia.

Qual é o principal modelo para cuidar do Pantanal e preservá-lo?
E. R. – Ambiental a gente não fala só na preservação do bioma, da biodiversidade. Claro que é um eixo central, mas tem dois outros, que são a água e balanço de carbono. O estado se propôs a ser carbono neutro em 2030, muito antes do Brasil, em 2050, até porque nós temos as condições para isso e apresentamos na COP 26.

O Pantanal tem no estado 2 milhões de hectares, um terço do território do estado, e dois terços do bioma Pantanal estão em Mato Grosso do Sul. A gente está fazendo uma estruturação de rodovias não pavimentadas no Pantanal, que vão potencializar muito o turismo, e a própria pecuária de corte, a gente tem um programa de incentivo à pecuária orgânica no Pantanal. Trabalhando muito forte na prevenção à queimada, incêndio, com toda a população pantaneira, desde produtores mais estruturados até população ribeirinha, pescadores, pequenos produtores, e uma estrutura forte de combate a esses incêndios […] É o caminho que nós temos para o Pantanal, um bioma que é 84% preservado e que assim deve ser mantido.

Eduardo Riedel, 53
Empresário que integra o agronegócio, está no PSDB há 19 anos e disputou pela primeira vez uma eleição. Foi vice-presidente da Confederação Nacional da Agricultura e presidiu a Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul).

Na FM Capital Riedel avisa: “Vamos valorizar os micro e pequenos empresários”

Candidato ao Governo do Estado, ele também falou de emprego, renda, saúde e educação

Eduardo Riedel (PSDB), candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul pela Coligação Trabalhando por um Novo Futuro (Número 45) conversou há pouco com o radialista Joel Silva, no Programa Capital Meio Dia. Ele falou sobre diversas áreas de deu programa de governo, especialmente as áreas de geração de emprego e renda, saúde, educação e segurança pública.

Ele também destacou a importância dos pequenos e micro empreendedores. “O micro e pequeno empresariado alavancam a economia. O MEI é uma surpresa muito positiva no Estado. E vamos desburocratizar a desonerar as pequenas e micro empresas. Vamos mexer na gestão tributária, dando mais competitividade aos pequenos empresários, que geram emprego no estado”.

Riedel destacou a importância de uma gestão responsável para o crescimento do Estado. “Gestão é um instrumento para lidar com as pessoas e conduzir grandes empreendimentos. Na gestão não tem achismo. É preciso responsabilidade”, afirmou.

O candidato lembrou dos avanços que transformaram o Mato Grosso do Sul nos últimos 10 anos em um dos Estados com os melhores indicadores de desenvolvimento e crescimento do país. “Mas ainda falta muita coisa, afirmou”.

“Tivemos uma grande modernização em várias áreas de atuação. Mudanças significativas. Temos confiança em que mais avanços vão ocorrer nos próximos anos, mas isso depende de gestão”, disse.

Para Riedel, o Estado terá três grandes desafios pela frente, a qualificação profissional, para gerar melhores empregos e mais renda, a saúde e a educação.

“Temos mais de 6 mil escolas de capacitação no Estado, além do Sistema S. O governo tem que fomentar e dar estimulo para a qualificação, atendendo a demanda em diferentes áreas. Por isso vamos pagar esta qualificação ao trabalhador através de programas”, avisou.

Na área da saúde, Riedel destacou que continuará apostando na atenção primaria, na regionalização e no atendimento. Na educação, os focos serão a ampliação das escolas de Tempo Integral e a valorização dos professores concursados e convocados.

Vídeo: Riedel promete ajudar municípios na saúde primária e qualificação profissional de estudantes

Candidato apresentou propostas na área da saúde e educação durante entrevista ao programa Tribuna Livre

Durante entrevista ao programa Tribuna Livre da FM Capital, Eduardo Riedel, candidato ao Governo pela Coligação Trabalhando por um Novo Futuro, destacou que vai promover parcerias com os municípios para melhorar a atenção básica na saúde, além de ampliar a qualificação profissional dos jovens e reduzir impostos para pequenas empresas.

“Apesar da atenção básica à saúde não ser responsabilidade do Estado, podemos pactuar com os municípios, pois lá é a porta de entrada dos pacientes. Fazemos a contratualização, repassamos o recurso e depois cobramos o resultado. É possível fazer isto. Assim teremos uma melhora cada vez maior na atenção primária”.

O candidato lembrou que o processo de regionalização da saúde no Estado continua em expansão, diminuindo o fluxo de pacientes para Campo Grande. “Já entregamos os hospitais em Três Lagoas, Ponta Porã, em breve fica pronto o de Dourados. Temos 60% da regionalização completa. Vamos continuar este processo”.

Para a educação, citou que vai continuar a ampliação das escolas em tempo integral e que a qualificação profissional será prioridade. “Temos mais de 6 mil escolas privadas que dão qualificação profissional no Estado, por isso vamos promover estas parcerias. Iremos pagar o curso e até ajuda de custo ao aluno”, mencionou.

Riedel ainda garantiu que vai promover uma política de redução e até isenção de impostos para pequenas empresas do Estado. “Tem um grupo de pequenas empresas onde a redução e até isenção de impostos poderá ocorrer, além disto vamos perseguir de maneira permanente a diminuição da carga (tributária) para as faixas de menor renda. Ser seletivo na discussão tributária é muito importante”.

Ficha limpa e sem nenhum problema com a Justiça, Riedel citou que tem “intolerância absoluta contra a corrupção” e que vai fortalecer as estruturas de controle e prevenção na gestão estadual. “Vamos ampliar as ações e os instrumentos de transparência para combater a corrupção”.

 

PSDB terá maior bancada da Assembleia Legislativa com 6 deputados

PT volta a ter representantes, e divide segunda maior bancada com PL e MDB

Os eleitores definiram nas eleições, neste domingo (2), a nova composição da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, composta por 24 deputados estaduais. Destes, 19 parlamentares conseguiram se reeleger.

Mara Caseiro, Paulo Corrêa, Jamilson Name, e Zé Teixeira foram reeleitos

Dos três deputados eleitos mais bem posicionados dois são do PSDB: Mara Caseiro, com 49.512, e com 49.184 votos, Paulo Corrêa. O terceiro é o Zeca do PT (PT), com 47.193. Ao todo, 17 candidatos estão em reeleição, cinco são novatos e dois já foram deputados e voltam para a Assembleia.

O PSDB elegeu a maior bancada de deputados estaduais da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul nas eleições ocorridas no último domingo (2). O partido do candidato ao governo do Estado, Eduardo Riedel, fez seis representantes.

A tucana Mara Caseira foi reeleição com a maior votação entre os candidatos ao cargo no último pleito, com 49.512 votos, superando desta forma o atual presidente da Mesa Diretora da Casa, Paulo Corrêa, seu correligionário, que recebeu 49.184 votos.

Na atual legislatura, o PSDB conta com uma bancada de quatro parlamentares — Mara Caseiro, Paulo Corrêa, Zé Teixeira, e Jamilson Name.

Nas eleições deste ano, dois novos tucanos foram eleitos e passarão a atuar na próxima legislatura, a ser instalada em fevereiro do ano que vem, o ex-prefeito de Bataguassu e ex-presidente da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), Pedro Caravina (PSDB), que teve 31.952 votos, e a vereadora douradense, Lia Nogueira (PSDB), que recebeu 15.155 votos.

Confira abaixo a relação dos deputados estaduais eleitos pelo Mato Grosso do Sul e o número de votos:

Mara Caseiro (PSDB) – 49.512 votos;

Paulo Corrêa (PSDB) – 49.184 votos;

Zeca do PT (PT) – 47.193 votos;

Jamilson Name (PSDB) – 43.435 votos;

Zé Teixeira (PSDB) – 39.329 votos;

Lídio Lopes (Patriota) – 32.412 votos;

Pedro Caravina (PSDB) – 31.952 votos;

Coronel David (PL) – 31.480 votos;

Pedro Kemp (PT) – 27.969 votos;

Lucas de Lima (PDT) – 26.575 votos;

Junior Mochi (MDB) – 26.108 votos;

João Henrique Catan (PL) – 25.914 votos;

Gerson Claro (PP) – 25.839 votos;

Londres Machado (PP) – 25.691 votos;

Antonio Vaz (Republicanos) – 19.395 votos;

Rafael Tavares (PRTB) – 18.224 votos;

Renato Câmara (MDB) – 17.756 votos;

Amarildo Cruz (PT) – 17.249 votos;

Neno Razuk (PL) – 17.023 votos;

Marcio Fernandes (MDB) – 16.111 votos;

Pedrossian Neto (PSD) – 15.994 votos;

Lia Nogueira (PSDB) – 15.155 votos;

Roberto Hashioka (União) – 13.662 votos;

Rinaldo Modesto (Podemos) – 12.800 votos.

O candidato Thiago Vargas (PSD) teve 18.288 votos, mas para o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aparece como anulado sub-judice.

 Riedel arquitetou o combate à Covid e os auxílios que ajudaram os sul-mato-grossenses

“Nos cercamos do que havia melhor na ciência, do que havia de melhor nos recursos humanos de nossa saúde pública, e conseguimos estabelecer políticas de ação que transformaram Mato Grosso do Sul em um exemplo para o país”, relembrou Riedel.

O mundo passou por uma crise nunca vista nos tempos modernos: a pandemia da COVID-19. Cada país, cada Estado, cada município teve que se reinventar para fazer frente às demandas gigantescas que se impuseram, especialmente na área da saúde. Em Mato Grosso do Sul não foi diferente. O Estado foi exemplo nacional no combate à doença, tanto na prevenção, no acompanhamento e, no principal, garantindo vacina no braço dos sul-mato-grossenses.

Candidato ao Governo, ele presidiu o PROSSEGUIR Foto: Gabriel Gabino

Em junho de 2020, o Governo do Estado do Mato Grosso do Sul, com o apoio técnico da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS, criou o Programa de Saúde e Segurança na Economia (PROSSEGUIR), com o objetivo de estruturar um método baseado em dados, informações e indicadores capazes de nortear os diversos agentes da sociedade, principalmente os entes públicos, a tomarem suas decisões e tornarem suas ações mais eficientes no combate à propagação e aos impactos da COVID-19 em nosso Estado. E o homem escolhido para comandar este processo foi Eduardo Riedel.

“Foi um desafio de proporções enormes. Estávamos todos tateando em relação A COVID-19. Muitas informações errôneas, muita dúvida. Mas, nos cercamos do que havia melhor na ciência, do que havia de melhor nos recursos humanos de nossa saúde pública, e conseguimos estabelecer políticas de ação que transformaram Mato Grosso do Sul em um exemplo para o país”, relembrou Riedel.

Entre 2020 e julho de 2022, o Estado investiu mais de R$ 591 milhões no enfrentamento à COVID-19, dos quais R$ 409,245 (69,1% do total) foram realizados com recursos do próprio estado e os demais R$ 182,584 milhões com recursos de fontes externas (30,9% do total). Para se ter uma dimensão do desafio, este valor representa 12% de todo o montante aplicado no mesmo período para a área de Saúde pelo Governo do Mato Grosso do Sul.

O gasto total por habitante entre 2020 e 07/2022 somente no combate à COVID-19 foi de R$ 208,45, considerando ser a população do Estado de 2,839 mil pessoas, em 31/12/2021, conforme estimativa do IBGE. Nesse mesmo período, o volume de recursos repassado pelo Estado do MS ao município de Campo Grande para o enfrentamento à COVID-19 foi de R$ 67,862 milhões. Este valor está inserido no total de gastos de 591,8 milhões, representando 11,5% dele. Portanto, do total repassado aos 79 municípios no período – mais de R$ 139 milhões – a parcela destinada somente a Campo Grande foi de quase 49% do total.

“Olhamos para todo o Estado, para todos os municípios, para Campo Grande, neste desafio de enfrentar a COVID-19 e de dar aos nossos conterrâneos forças para encarar esta crise”, disse Riedel.

APOIO BEM VINDO

Além das medidas sanitárias tomadas para conter o avanço da pandemia, associada ao controle da economia, Eduardo Riedel também capitaneou ações para dar alento às dificuldades dos segmentos mais afetados pela crise (como setor turístico, de bares e restaurantes e cultural).

No total foram injetados R$ 763 milhões em três eixos – auxílio financeiro, medidas fiscais e microcrédito orientado. Para o setor turístico foi oferecido auxílio emergencial para trabalhadores deste segmento, isenção ou redução da alíquota de ICMS e isenção do IPVA, além de editais de inovação e promoção de eventos no valor de R$ 4 milhões, e linhas de microcrédito com juro zero.

Para o setor cultural, além do auxílio emergencial no valor total de R$ 24 mi, um pacote de investimentos de R$ 21 milhões do FIC; mais R$ 15 milhões em festivais novos e tradicionais; e R$ 18,65 milhões em obras de reformas do patrimônio cultural.

E por meio do Mais Social, dezenas de milhares de famílias estão sendo contempladas com o cartão alimentação de R$ 300,00 mensais. “É o mínimo que poderíamos fazer para dar conforto a quem tanto sofreu com a pandemia. Mas isso só foi possível pois havíamos equilibrado as contas do Estado, tornando-o um dos mais enxutos do país”, afirmou Riedel.