Governo do Estado anuncia convênio de R$ 150 mil com municípios do Conisul

A reunião também tratou de convênios com a Itaipu Bi-Nacional e o Prosolo

O Governo do Estado garantiu, nesta terça-feira (25), mais R$ 150 mil para os municípios que compõem a região do CONISUL-Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios da Região Sul. São 14 prefeituras que vão receber este recurso, além de um caminhão prancha, que serve para transportar maquinários.

A informação foi repassada pelo secretário da Casa Civil, Eduardo Rocha, na reunião com prefeitos da região Sul (Foto Divulgação)

A reunião extraordinária com os gestores e representantes dos municípios contou com a participação do secretário de Estado da Casa Civil, Eduardo Rocha, que ouviu as demandas dos prefeitos. “A temática municipalista, que rege a gestão estadual, busca no diálogo com as prefeituras a promoção de benfeitorias e investimentos para os 79 municípios sul-mato-grossenses. Essa é a palavra de ordem do governador Eduardo Riedel”, disse o secretário.

O prefeito de Sete Quedas, Chico Piroli, que preside o grupo, disse que a presença do secretário confirma a forma como o Estado enxerga os municípios. Para ele, a abertura com a gestão estadual tem garantido o desenvolvimento de toda a região. “Ficamos satisfeitos com a presença do secretário Eduardo Rocha, que é uma pessoa de bom trato e entende as nossas demandas”, completou.

Além do anúncio do convênio de R$ 150 mil com o Governo do Estado, a reunião também tratou de convênios com a Itaipu Bi-Nacional e o Prosolo.

Conisul

O consórcio é composto por 14 municípios:Amambai, Aral Moreira, Caarapó, Coronel Sapucaia, Eldorado, Iguatemi, Itaquiraí, Japorã, Juti, Mundo Novo, Naviraí, Paranhos, Tacuru e Sete Queda. Acompanharam o secretário Eduardo Rocha o secretário executivo do interior da Casa Civil, Tuta e o assessor especial do gabinete da Casa Civil, Dorival Betini.

Prefeitos de Porto Murtinho e Jardim participam do fórum da Bioceânica em Salta

Os prefeitos de Porto Murtinho, Nelson Cintra, e de Jardim, Clediane Matzenbacher, participam em Salta (Argentina), nos dias 13 e 14 de abril, do 3º Fórum dos Territórios Subnacionais da Rota Bioceânico. Os dois municípios fazem parte do corredor Atlântico-Pacífico, que está sendo implementado com obras de infraestrutura rodoviária e legislação alfandegária para integrar o Brasil com Paraguai, Argentina e Chile.

O prefeito Nelson Cintra foi um dos protagonistas do movimento que se iniciou na metade da década de 1990

Portal da Rota Bioceânica, Porto Murtinho, situado na fronteira com o Paraguai, se tornará o centro comercial da integração física dos quatro países, com perspectivas de se transformar em novo polo de desenvolvimento de Mato Grosso do Sul – o novo Canal do Panamá. A 6 km da cidade, na fronteira com Carmelo Peralta, está sendo construída pelo governo paraguaio a ponte de 1.300 metros sobre o Rio Paraguai, com previsão de conclusão em 2024.

Sonho antigo

O prefeito Nelson Cintra foi um dos protagonistas do movimento que se iniciou na metade da década de 1990 e avançou nos últimos anos com o compromisso do Paraguai de pavimentar 500 quilômetros da Ruta 15, cortando a região do Chaco até Pozo Hondo, na Argentina, e construir a ponte da integração (com recursos da Itaipu). O Paraguai já pavimentou 277 quilômetros da rodovia e iniciou recentemente o segundo trecho, a ser concluído em dois anos.

“Abrimos picada pelo Chaco para o primeiro encontro, realizado onde hoje está o Cruzeiro Dom Silvio, o marco histórico desse grande projeto que cobre parte importante da Zona de Integração do Centro-Oeste da América do Sul (ZICOSUR)”, afirma o prefeito murtinhense. “O marco da integração é formado por cinco pilares, que representam o Brasil, Paraguai, Argentina, Bolívia e o Chile, onde hasteamos as nossas bandeiras em um grande ato.”

Em novembro do ano passado, ao integrar uma comitiva de prefeitos de Mato Grosso do Sul que participou de um fórum sobre a Rota Bioceânica em Antofagasta (Chile), Cintra passou pelo Cruzeiro Dom Silvio, situado a 50 quilômetros da fronteira do Paraguai com a Argentina, e registrou a viagem com uma placa. “Fincamos esse marco com grandes líderes latinos, como o hoje senador chileno Jorge Soria, e passados 28 anos esse ambicioso projeto é uma realidade”, disse.

Turismo em pauta

O 3º Fórum dos Territórios Subnacionais de Capricórnio ou Corredor Bioceânico, em Salta (distante 1.500 quilômetros de Porto Murtinho), reunirá representantes dos quatro países que compõe o corredor, dentre os quais o governador Eduardo Riedel, de Mato Grosso do Sul. Serão discutidos assuntos relacionados a este projeto, sua abrangência e benefícios para a região, além da realização de uma rodada de negócios em logística e comércio.

Os eixos do encontro são: comércio exterior e procedimentos (aduana) de fronteira, obras públicas, logística e transporte, rede de universidades e turismo. Outro tema será a revalorização das cadeias de valor e dos ecossistemas regionais ao longo da zona. O prefeito de Porto Murtinho participará do fórum acompanhado da primeira-dama, Maria Lucia Barbosa Ribeiro, e do presidente do Conselho Municipal de Turismo, empresário Marco Aurélio Santos.

Valdir Couto Jr é reeleito presidente da Assomasul com 64 votos

Prefeitos de 64 cidades de Mato Grosso do Sul, reelegeram Valdir Souza Júnior como presidente da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), para o biênio de 2023/2024. A eleição aconteceu nesta terça-feira (10), na sede da Associação em Campo Grande.

Quero estar próximo do governo estadual e federal através do diálogo”, afirmou o presidente

Couto Junior que é prefeito de Nioaque, afirmou que a reeleição é fruto do reconhecimento do trabalho em conjunto, com prefeitos e o governo do Estado. “Sempre busquei um diálogo com o governo estadual e federal, além de instituições como Assembleia, Tribunal de Contas e outras”, destacou.

Então, garantiu que a gestão seguirá com pautas municipalistas. “Essa nova diretoria vai continuar atenta junto à confederação nacional dos municípios, defendendo das menores cidades às maiores”, afirmou.

Por fim, disse que o diálogo será a base da gestão. “Quero estar próximo do governo estadual e federal através do diálogo, a gente preza muito o diálogo por aqui. A população mora no município, é ela que precisa da estrada, valorização da saúde e educação”, ressaltou.

Bancada de MS destaca papel da Assomasul

O deputado federal eleito, Geraldo Rezende (PSDB), desejou boa sorte para a chapa única, que venceu a eleição. “Um pleito democrático. Espero recebe-los em Brasília”, disse.

“Grandes desafios ocorreram durante esse período e todos fizeram um papel fundamental para Mato Grosso do Sul”, disse o deputado Beto Pereira (PSDB). O parlamentar ainda destacou a interação entre a Associação e a bancada federal de MS.

“Ressalvo a Assomasul e a sintonia que ela teve com a bancada federal e governo do Estado durante a pandemia. O papel dos prefeitos foi fundamental, com a Assomasul liderando esse processo [de negociações e ajuda]”, pontuou.

O secretário-executivo de MS, Sérgio de Paula (PSDB), destacou os dois anos de gestão da chapa vencedora. “O Júnior fez um bom trabalho nos últimos dois anos e teve apoio do Governo e a entidade sai fortalecida [com a reeleição e relação criada com o governo]”.

Confira a composição da chapa vencedora:
Diretoria Executiva:

I – Presidente: Valdir Couto de Souza Junior

II – 1º Vice-Presidente: Agnaldo Marcelo da Silva Oliveira

III – 2º Vice-Presidente: Vanda Cristina Camilo

IV – Secretário Geral: Dalmy Crisostomo da Silva
[10/1 19:13] Rhobson Tavares Lima: V – 2º Secretário: José Fernando Barbosa dos Santos

VI – 3º Secretário: Gerolina da Silva Alves

VII – Tesoureiro Geral: Thalles Henrique Tomazelli

VIII – 2º Tesoureiro: Cleidimar da Silva Camargo

Diretoria Auxiliar:

I – Diretor Cultural: Valdomiro Brischiliari

II – Diretor Social e Esportivo: André Nezzi de Carvalho

III – Diretor de Relações Públicas: José Natan de Paula Dias

IV – Diretor de Patrimônio: Marcos Benedetti Hermenegildo

V – Diretor da Área da Saúde: Lúcio Roberto Calixto Costa

VI – Diretor para Assuntos Municipalistas: João Carlos Krug

Conselho Fiscal:

Titulares:

I – Donizete Aparecido Viaro

II – Josmail Rodrigues

III – Henrique Wancura Budke

Suplentes:

I– Germino da Roz Silva

II – Rogério de Souza Torquetti

III – Edson Rodrigues Nogueira

Leia mais em: https://www.opantaneiro.com.br/politica/com-64-votos-valdir-couto-jr-e-reeleito-presidente-da-assomasul/196834/

Prefeitos de MS chegaram ao Atacama após percorrer a Cordilheira dos Andes

A missão técnica de Mato Grosso do Sul, formada por onze prefeitos e assessores, já percorreu mais de 1.300 quilômetros do traçado da Rota Bioceânica, saindo de Porto Murtinho no sábado (19) e chegando no domingo à noite em São Pedro do Atacama, destino turístico do Chile. A comitiva, liderada pelo prefeito murtinhense Nelson Cintra, participa do Fórum dos Territórios Subnacionais do Corredor Atlântico-Pacífico, que começa nesta terça-feira (22) em Antofagasta.

Fotos Silvio de Andrade

A participação dos prefeitos de várias regiões do Estado nessa convenção é uma oportunidade de conhecerem a rota em implantação, com a pavimentação do trecho paraguaio de 495 quilômetros entre as fronteiras com Mato Grosso do Sul e Tartagal (Argentina). A visita propiciará conhecimento dos projetos em andamento dos parceiros do Brasil, que também se preparam para ampliar o mercado externo e levar desenvolvimento ao longo da rota.

“É um momento histórico para o Estado e Porto Murtinho, e o envolvimento dos prefeitos avançará os planos que visam preparar as nossas cidades para integrar a Bioceânica, por meio da conexão das rodovias estaduais com a BR-267 e a saída para o Pacífico”, observa Vivian Cruz, assessora de projetos. “O contato com as autoridades bilaterais, nesse encontro, visa também identificar negócios, como o turismo, e traçar a planificação das cidades”, acrescenta.

Oportunidade de negócios

O fórum segue até o dia 25, com a participação de autoridades, técnicos e empresários do Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. Após a solenidade de abertura, às 9h de amanhã, serão formados grupos de trabalho para discussão de vários temas, como indústria e comércio, procedimentos aduaneiros integrados, infraestrutura, transporte e logística e turismo. Haverá também a participação de uma comissão formada pela rede de universidades dos quatro países.

A comitiva dos prefeitos – o comboio é formado por 14 veículos – saiu ontem de Tartagal, cidade argentina situada a 130 quilômetros da fronteira com o Paraguai, e após passagem por San Salvador de Jujuy tomou o destino para San Pedro do Atacama, num percurso de 775 quilômetros. No trajeto, a missão técnica conheceu a Cordilheira dos Andes – que faz parte do traçado da Rota Bioceânica -, um dos monumentos da natureza na Costa Oeste da América do Sul.

Depois de enfrentar o forte calor (48 graus) no Chaco paraguaio, no domingo, a comitiva prosseguiu a viagem em um clima ameno (em torno de 23 graus), chegando ao Paso de Jama, fronteira com o Chile, após superar os mais de quatro mil metros de altitude. No início do Deserto de Atacama, no entanto, os prefeitos foram surpreendidos com um frio de 1 grau e sensação negativa devido ao vento. Chegaram em San Pedro do Atacama com temperatura de 20 graus.

Eraldo Leite é uma das fortes alternativas do PSDB para presidir a Assomasul em 2023

Passada a eleição para o governo de Mato Grosso do Sul, na qual foi eleito Eduardo Riedel (PSDB) para suceder o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) em janeiro do ano que vem, as atenções agora estão voltadas para a disputa pela presidência da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), que ocorrerá em janeiro.

Eraldo Leite foi o primeiro presidente reeleito da história da entidade Foto Assessoria

O nome do prefeito de Jateí, Eraldo Jorge Leite (PSDB), é cotado para dirigir a entidade municipalista, da qual ele é o atual tesoureiro e já foi presidente por dois mandatos consecutivos (2005 – 2007 e 2007 – 2009).

O tucano foi o primeiro presidente reeleito da história da entidade, que em setembro deste ano completou 41 anos de fundação.

Considerado grande articulador político e com forte trânsito entre os poderes Executivo e Legislativo, Eraldo é o atual tesoureiro do PSDB e seu nome já começa a surgir nos bastidores para sucessão da “casa dos prefeitos”.

Considerada como uma importante instituição pública no contexto estadual, a Assomasul sempre despertou o interesse não só dos prefeitos, mas de parlamentares e dirigentes partidários, muitos dos quais alçaram voo mais alto no cenário político sul-mato-grossense.

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB), por exemplo, ganhou projeção política como presidente da entidade (2001 a 2003), época que era prefeito de Maracaju.

Entre os políticos que tiveram carreira bem-sucedida depois de passar pela associação estão os ex-deputados estaduais Daladie Agi (Paranaíba), Humberto Teixeira (Dourados), Enelvo Felini (Sidrolândia), o deputado federal Beto Pereira (Terenos) e o deputado estadual eleito Pedro Caravina (Bataguassu).

Fora do cargo de presidente, outras lideranças públicas brilham no cenário estadual e até nacional, como são os casos dos deputados estaduais reeleitos Gerson Claro (PP), que foi diretor-executivo, e Mara Caseiro (secretária-geral), o secretário da Casa Civil, Sérgio de Paula (diretor-geral), e a senadora Simone Tebet (Diretora de Assuntos Municipalistas), que ficou em terceiro lugar na disputa pela presidência da República.

Mais de mil prefeitos vão a Brasília contra ‘PEC Kamikaze’

Mais de mil prefeitos vão a Brasília contra ‘PEC Kamikaze’ e propostas com impacto de até R$ 250 bi
Mobilização é organizada pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) em protesto às medidas que aumentam gastos e reduzem receitas dos cofres municipais

A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) promete colocar no Congresso amanhã mais de mil prefeitos de todo o País numa mobilização contra as medidas que vêm sendo aprovadas recentemente pelo governo federal, Congresso e Supremo Tribunal Federal que aumentam gastos e reduzem receitas dos municípios. A poucos meses das eleições, a CNM denuncia que essa ofensiva, batizada de “pauta grave dos três Poderes”, já tem custo imediato de R$ 73 bilhões por ano com as decisões já aprovadas.

O custo global calculado é R$ 250,6 bilhões ao ano com as mudanças já adotadas nos últimos meses, além de medidas que estão em análise e podem ser aprovadas. Os municípios do Estado de São Paulo teriam uma perda potencial de R$ 27 bilhões por ano pelos cálculos da confederação.

A concentração dos prefeitos terá início pela manhã, na sede da CNM em Brasília. À tarde, eles se dirigem ao Congresso. Os prefeitos vão entregar aos parlamentares um mapeamento com o impacto das medidas para cada município.

“Nosso papel é dar transparência. Que o governo e Congresso contestem esse número e digam que não é verdade”, diz o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski. Para ele, o problema não tem tido a repercussão política que a sua gravidade exige. Ziulkoski criticou também a forma como a “PEC Kamikaze”, de aumento de benefícios sociais, está tramitando no Congresso em ano de eleições. “A PEC do inferno, PEC Kamikaze, seja lá o nome que tiver, quem paga esse conta de janeiro em diante?”, advertiu.

Na véspera das eleições, a CNM quer chamar atenção do custo elevado para as finanças das localidades onde eles pretendem se reeleger. É uma tentativa de pressão para barrar o avanço das medidas que ainda não foram aprovadas.

Apesar do desgaste com os prefeitos, os deputados e senadores seguem aprovando as medidas, entre elas, projeto que fixou um teto entre 17% e 18% para o ICMS de combustíveis, energia elétrica, transporte urbano e telecomunicações. O impacto dessa medida é R$ 22,06 bilhões. Do lado das despesas, o potencial de aumento é de até R$ 176,8 bilhões ano, dos quais R$ 41,9 bilhões já aprovados.

As pautas que tratam de redução de arrecadação possuem impacto estimado pela CNM de R$ 51,6 bilhões por ano, sendo R$ 31,2 bilhões de medidas já aprovadas.

O presidente da CMN reconheceu as dificuldades que a entidade tem tido para se fazer ouvir no Congresso e apontou entre as razões, além das eleições, a distribuição discricionária de recursos do orçamento que é feita por meio das emendas. Outro ponto citado por ele é o fato de haver hoje muitos prefeitos novos que ainda não passaram pelos tempos das “agruras” de falta de recursos. Ele alerta que boa parte desses recursos prometidos acaba não sendo paga. ” Em ano eleitoral vem todos atrás de voto e depois fica aí (sem pagar)”.

Para justificar as medidas, governo e políticos têm argumentado que a redução de receita é justificada, já que Estados e municípios têm apresentado arrecadação elevada. O ministro da Economia, Paulo Guedes, sempre reforça o discurso que o governo já transferiu mais de R$ 500 bilhões aos governadores e prefeitos e que o caixa deles está elevado.

O presidente da CNM, no entanto, destaca que não há garantia que os resultados excepcionais de arrecadação se sustentem nos próximos anos, pois essa variável é carregada de incerteza e está relacionada com a atividade econômica.

Freio
Os prefeitos querem que o Congresso aprove a Proposta de Emenda à Constituição 120, de 2015, que proíbe a União de criar encargos financeiros para os Estados e municípios sem a previsão de transferência de recursos para o seu custeio. Uma das maiores críticas dos prefeitos é a criação de encargos financeiros para os municípios, como pisos salariais para as principais carreiras do funcionalismo, gastos de caráter continuado.

Para o levantamento do custo das medidas, a CNM dividiu as pautas do Executivo Federal adotadas por meio de portarias e decretos que repercutem sobre a arrecadação e as despesas dos Municípios. Já a pauta do Judiciário, centralizada no STF, diz respeito às Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADI) e de Recurso Extraordinário (RE). A pauta do Congresso são projetos aprovados ou em tramitação na Câmara e no Senado.

Entre essas medidas do Congresso já aprovadas, está a criação do piso salarial nacional da enfermagem. A despesa estimada é de R$ 9,41 bilhões. Do lado do Executivo, a medida de maior impacto foi o reajuste de 34,24% do piso do magistério com custo de R$ 30,46 bilhões e redução de 35% do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), como perda de R$ 6,75 bilhões para as receitas. Essa medida, porém, está suspensa por liminar do STF.

Deputados aprovam renegociação de dívida de prefeitos e ex-prefeitos

Essa é reivindicação antiga da Assomasul e da Aprefex-MS (Associação de Prefeitos e Ex-prefeitos de MS)

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul aprovou nesta quarta-feira (29), em primeira discussão, proposta feita por prefeitos e ex-prefeitos que prevê a renegociação de dívidas de multas aplicadas pelo TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado).

Apesar de ter sido apresentado pelo órgão de controle externo e intermediado pela Assembleia, o projeto de lei 186/2022 foi encaminhado a pedido da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul) e da Aprefex-MS (Associação de Prefeitos e Ex-prefeitos de Mato Grosso do Sul).

Deputado Gerson Claro (PP), presidiu a sessão da Alems (Foto: Fernanda Fortuna)

Antes de ir ao plenário para votação, o projeto foi aprovado nesta manhã por unanimidade pela CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação) durante sessão presidida pelo deputado estadual Gerson Claro (PP), relator do texto, cujo voto foi acompanhado pelos demais membros do colegiado.

Instantes depois, o próprio Gerson Claro presidiu a sessão da Casa legislativa por motivo de ausência do presidente da Mesa Diretora, Paulo Corrêa (PSDB), em viagem ao interior.

O texto deve ser votado em segunda discussão na sessão desta quinta-feira (30) e, após seu trâmite, será enviado ao governador Reinaldo Azambuja (PSDB) para ser sancionado.

A matéria institui o Refic (Programa de Regularização Fiscal) do FUNTC (Fundo de Desenvolvimento, Modernização e Aperfeiçoamento do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul), com o objetivo de promover a quitação de débitos provenientes de multas aplicadas a gestores públicos.

Os descontos chegam a 90% em se tratando de multas com valores até 120 Uferms (Unidade de Referência de Mato Grosso do Sul).

Proposta pelas duas instituições, a medida foi apresentada no último dia 21 pelo presidente do TCE-MS, conselheiro Iran Coelho das Neves, em reunião na Corte de Contas, em Campo Grande.

A lei permitirá aos ex-prefeitos e prefeitos negociarem todas as multas com valores igual ou menor que 500 Uferms.

A maior queixa de gestores e ex-gestores municipais é que muitas vezes os servidores municipais responsáveis pelo setor fiscal das prefeituras se esqueciam de remeter os documentos contábeis ao TCE-MS em tempo hábil, mas as multas eram aplicadas mesmo diante de justificativas plausíveis.

Durante a sessão, o deputado Lídio Lopes (Patri) parabenizou pela aprovação da matéria, lembrando que essa é uma antiga reivindicação da Aprefex-MS e da Assomasul.

Ao votar favorável ao projeto, a deputada Mara Caseiro (PSDB) falou da importância da matéria, lembrando que já foi prefeita e sabe das dificuldades dos ex-gestores.

ANTIGA REIVINDICAÇÃO

Essa não é a primeira vez que os gestores públicos buscam apoio na tentativa de regularizar suas pendências. É uma luta antiga envolvendo diretorias anteriores da Assomasul e depois da Aprefex-MS.

Há cerca de dois anos, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) sancionou a  lei 5.454/2019, permitindo o parcelamento das dívidas aplicadas pelos conselheiros da Corte Fiscal.

A lei alterou dispositivos da lei nº 1.425, de 1º de outubro de 1993, que dispõe sobre o FUNTC.

Aprovada pela Assembleia em 11 de dezembro de 2019, a lei aprovada à época é fruto de negociação entre a diretoria da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), na época presidida pelo prefeito de Bataguassu, Pedro Caravina (PSDB), com o TCE-MS.

Na verdade, esse encaminhamento se arrastava desde meados de 2018, quando a diretoria da Assomasul apresentou uma proposta institucional ao então presidente da Corte Fiscal, conselheiro Waldir Neves, contendo uma série de itens e procedimentos a serem adotados como forma de evitar eventuais prejuízos à administração pública municipal.

O documento foi elaborado após assembleia-geral de prefeitos ocorrida no dia 26 de fevereiro daquele ano, no plenário da Assomasul, em Campo Grande.

Assembleia vota pedido de prefeitos e ex-prefeitos para renegociar dívidas com o TCE

Apesar de ter sido apresentado pelo órgão de controle e intermediado pela Assembleia, o projeto entrou na pauta a pedido da Assomasul e Aprefex-MS

A Assembleia Legislativa vota nesta quarta-feira (29) proposta feita por prefeitos e ex-prefeitos para renegociar dívidas de multas aplicadas pelo TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado).

Apesar de ter sido apresentado pelo órgão de controle externo e intermediado pela Assembleia, o projeto de lei 186/2022 foi encaminhado a pedido da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul) e da Aprefex-MS (Associação de Prefeitos e Ex-prefeitos de Mato Grosso do Sul).

O projeto será votado em primeira discussão. A matéria institui o Refic (Programa de Regularização Fiscal) do FUNTC (Fundo de Desenvolvimento, Modernização e Aperfeiçoamento do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul), com o objetivo de promover a quitação de débitos provenientes de multas aplicadas a gestores públicos.

Os descontos chegam a 90% em se tratando de multas com valores até 120 Uferms (Unidade de Referência de Mato Grosso do Sul).

A proposta inclui o valor de até 500 Uferms (Unidade Fiscal de Referência de Mato Grosso do Sul).

Proposta pelas duas instituições, a medida foi apresentada na terça-feira (21) pelo presidente do TCE-MS, conselheiro Iran Coelho das Neves, em reunião na Corte de Contas, em Campo Grande.

Se aprovada, a lei permitirá aos ex-prefeitos e prefeitos negociarem todas as multas com valores igual ou menor que quinhentas Uferms.

A maior queixa de gestores e ex-gestores municipais é que muitas vezes os servidores municipais responsáveis pelo setor fiscal das prefeituras se esqueciam de remeter os documentos contábeis ao TCE-MS em tempo hábil, mas as multas eram aplicadas mesmo diante de justificativas dos gestores.