Durante a intervenção, parlamentar recebe a boa notícia de que Mato Grosso do Sul terá orçamento 4 vezes superior em infraestrutura para manutenção e construção de rodovias
O senador Nelsinho Trad reivindicou ao ministro dos Transportes, Renan Filho, no começo da noite dessa quarta-feira, a liberação de R$ 86 milhões em emendas apresentadas, no fim do ano passado, à Comissão de Infraestrutura, de R$ 86 milhões para construção do trecho rodoviário de Bataguassu a Porto Murtinho, na BR-267 (Rota Bioceânica) e manutenção de rodovias. Já recebeu a devolutiva de que os valores já estão incluídos no planejamento deste ano do DNIT e teve, antecipadamente, acesso ao orçamento do ministério que aumentou 4 vezes a mais para Mato Grosso do Sul em relação à previsão anterior. “Já anunciou que o orçamento do ministério será quatro vezes maior neste ano para Mato Grosso do Sul, em um total de R$ 989,7 milhões. Desse valor, R$ 579,9 milhões são para manutenção de rodovias e R$ 409,8 para construção e adequação”, explicou o senador Nelsinho Trad.
Senador Nelsinho Trad em audiência com o ministro dos Transportes Renan Filho (Foto Sheyla Leal)
Para o parlamentar sul-mato-grossense, essa será uma verdadeira conquista para Mato Grosso do Sul porque inclui investimentos para obras da Rota Bioceânica, construção da BR-419 em MS, construção do contorno viário de Três Lagoas e adequação da BR-463, na região de Dourados.
Detalhes repassados pelo Ministério dos Transportes:
BR-419/MS – Construção Rio Verde – Aquidauana (224 km)
Lote 1 – concluído (ago/22)
Lotes 2 e 3 – a licitar
Lote 4 – obra em fase inicial
Rota Bioceânica
BR-267/MS Construção de 3ª Ponte Rodoviária Internacional Brasil/Paraguai (Porto Murtinho – Carmelo Peralta) Itaipu. Obra iniciada em jul/22 (recursos Paraguai)
Construção do Acesso no lado brasileiro
Projeto em elaboração – Licitação RDC-I prevista para 2023
Restauração Porto Murtinho – Alto Caracol (101 km)
Construção do contorno viário de Três Lagoas/MS
Contratada em dez/20 (obra iniciada em jul/22)
BR-463 – Adequação da travessia urbana de Dourados (5,5 km)
Os governos brasileiro, paraguaio, argentino e chileno já reconhecem a Rota Bioceânica (ou Corredor Bioceânico de Capricórnio) como uma realidade “tendo passado a instância de projeto”. É o que aponta a “Declaração de Salta”, documento publicado e divulgado pela província argentina com o resumo dos resultados obtidos no 3º Fórum de Territórios Subnacionais do Corredor Bioceânico de Capricórnio, realizado nos dias 13 e 14 de abril em Salta, no noroeste da Argentina.
Riedel diz que Brasil, Chile, Paraguai e Argentina já reconhecem a Rota (Foto: Guilherme Pimentel)
O evento tratou dos avanços já obtidos para a viabilização da Rota Bioceânica e contou com a participação do governador Eduardo Riedel, do secretário Jaime Verruck, da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), do deputado estadual Paulo Corrêa, do prefeito de Porto Murtinho, Nelson Cintra, e da prefeita de Jardim, Clediane Areco Matzenbacher.
“Os resultados são concretos e visíveis em cada um dos países envolvidos na viabilização da Rota. Aqui na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai nós temos o avanço das obras da ponte que vai ligar Porto Murtinho a Carmelo Peralta e seguimos com o trabalho institucional do Governo do Estado junto ao governo federal, junto às prefeituras e demais parceiros”, destacou o secretário Jaime Verruck, da Semadesc.
Conforme o documento, a Rota Bioceânica já é uma realidade em face do que “ficou evidenciado em cada uma das exposições que deram conta de dos investimentos realizados, bem como os prazos informados para a qualificação de cada um dos trechos para a operação completa do corredor”.
“Embora as cargas estejam circulando”, foi definido que seja implementado um “sistema de carga de teste que permita verificar os dados números apresentados, referentes à redução de tempos, ao impacto e à necessidade de promover o tráfego através do Pacífico, para que a transferência do mesmo seja realizada de forma eficiente e se torne uma realidade. Nesse sentido, há a necessidade de solucionar problemas regulatórios para todos os territórios, como controles fitossanitários, alfandegários, etc., para a unificação”.
As autoridades dos quatro países envolvidos, bem como seus territórios subnacionais, como Mato Grosso do Sul, acordaram em pensar a Rota “como um Corredor de Desenvolvimento de territórios, entendendo que cada uma das regiões terá um papel distinto função a um plano de integração maior, com possibilidade de agregar ao processo de internacionalização, para territórios locais, com o objetivo de capitalizar oportunidades de progresso em cada um deles”.
Sobre essa questão, a declaração ressalta “os benefícios que cada uma das regiões pode alcançar, não só em termos econômicos, mas como um desenvolvimento integral dos governos locais, com base em projetos de integração produtiva, oferta de serviços, novos fluxos de comércio, turismo e investimento, criação de novos postos de trabalho, maior demanda por treinamento, incorporação de novas tecnologias, acesso à digitalização, entre outros. Nesse sentido, a ideia de pensar o corredor bioceânico como forma de promover e gerar uma nova geoeconomia”.
Como resultado positivo do fórum, foi destacado o trabalho de articulação público-privado realizado por meio de quatro mesas temáticas, onde se discutiram questões relacionadas com os Procedimentos Comerciais e Fronteiriços; Obras Públicas, Logística e Transporte; Turismo; e o apoio acadêmico necessário neste esquema de desenvolvimento. “As conclusões do mesmo servirão de subsídio para orientar as ações a seguir e chegar ao IV Fórum com resultados concretos”, aponta a declaração.
Além do governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, participaram do “Tercer Foro de los Territorios Subnacionales del Corredor Bioceánico de Capricornio” o vice-Governador da Província de Salta, Oscar Antonio Marocco; o governador do Departamento de Boquerón, Darío Rafael Medina Velázquez; o governador Regional de Antofagasta, Ricardo Diaz Cortes; a representante da governadora Regional de Tarapacá, Carolina Quinteros Muñoz; o representante do governador da Província de Jujuy e ministro do Desenvolvimento Econômico e Produção, Juan Carlos Abud Robles.
A próxima reunião será realizada na cidade de Iquique na segunda quinzena de novembro.
O recurso foi confirmado pelo ministro Renan Filho, do Ministério dos Transportes, que recebeu o governador no fim da tarde de quinta-feira (9)
O Ministério dos Transportes garantiu ao governador Eduardo Riedel o repasse para Mato Grosso do Sul de R$ 984 milhões para manutenção de estradas federais, estaduais e a concretização da Rota Bioceânica. O investimento federal será usado na infraestrutura logística das rodovias que cortam o Estado, especialmente as BRs 262, 267 e 163, além do acesso à Rota Bioceânica. Desse montante, R$ 425 milhões serão repassados já nos primeiros 100 dias do Governo Federal.
Governador Eduardo Riedel em encontro com ministro dos Transportes, Renan Filho Foto: Marcio Ferreira – Ministério dos Transportes
“Trouxemos um amplo arco de investimentos de rodovias que vínhamos falando das BRs 262, 267, relicitação da 163, o acesso à Rota Bioceânica. Estamos falando de R$ 984 milhões de investimentos, R$ 93 milhões na alça, que vai agora para fase de licitação agora, para que a gente tenha esse sonho concretizado”, afirmou o governador.
O recurso foi confirmado pelo ministro Renan Filho, do Ministério dos Transportes, que recebeu o governador no fim da tarde de quinta-feira (9) com a ministra Simone Tebet, a senadora Tereza Cristina e os secretários Jaime Verruck (Semadesc) e Eduardo Rocha (Casa Civil).
“Com a ANTT vamos avançar na discussão das concessões dessas rodovias. É importante atrair capital privado e o Governo Federal se dispôs a colocar esse investimento que garante acesso a ponte, a alça que transforma a Rota Bioceânica, o anel de Três Lagoas que é fundamental para o desenvolvimento de toda a Costa Leste. Dessa maneira, a gente garante a Mato Grosso do Sul, dentro do processo de crescimento, a infraestrutura necessária para empresas que estão se instalando, com aumento de carga e principalmente a segurança das pessoas que transitam nessas rodovias”, afirmou Riedel.
A senadora Tereza Cristina, que acompanhou a reunião no Ministério dos Transportes, também pontou sobre a liberação de recursos. “Estamos conversando sobre os projetos de infraestrutura para Mato Grosso do Sul, rodovias, ferrovias e portos. O governador entregou as propostas do Estado e tivemos uma posição positiva do ministro Renan Filho de investimentos”.
O secretário Jaime Verruck destacou a importância do investimento no corredor logístico de integração entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. “A Rota Bioceânica muda a geopolítica da produção sul-mato-grossense, então essa confirmação da construção da alça de acesso à ponte, já com recursos alocados, é essencial”, comenta o titular da Semadesc.
Setor energético
O governador também se reuniu com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Durante o encontro, Riedel discutiu sobre a política energética para Mato Grosso do Sul, principalmente em relação ao gás natural que, segundo ele, é uma fonte essencial da nossa matriz (energética).
“Sabemos da importância do gás especialmente para UFN3, que nós temos a sinalização de buscar um compromisso junto ao governo federal e Petrobras. O gás também será utilizado em outros empreendimentos na área de papel e celulose, assim como outras indústrias do Estado”, disse Eduardo Riedel.
Essa reunião teve a participação do senador Nelsinho Trad e dos secretários Jaime Verruck (Semadesc) e Eduardo Rocha (Casa Civil). “Demonstramos a viabilidade econômica do Estado e fizemos o convite para que o ministro conheça nossas iniciativas no setor, para que haja uma parceria proveitosa”, disse o senador.
Agenda
Durante a manhã, o governador participou de reuniões com o deputado federal Luiz Ovando, com a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, e a diretora de Assuntos Corporativos da América Latina, Catharina Pires, além do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Carlos Fávaro.
Já durante à tarde, o governador e os secretários Verruck e Rocha participaram de reuniões com os ministros Renan Filho (Transportes), Cida Gonçalves (Mulheres) e Alexandre Silveira (Minas e Energia). A agenda na Capital Federal foi encerrada com uma reunião na ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).
Está programado para acontecer em março deste ano a primeira visita a Mato Grosso do Sul, como vice-presidente da República, de Geraldo Alckmin, que também ocupa o posto de ministro da Indústria e Comércio. A informação foi anunciada pelo governador Eduardo Riedel nesta quinta-feira (19), ao explicar questões sobre a Rota Bioceânica.
“Campo Grande pode se transformar em portal de entrada do turismo do Estado a de toda região oeste da América do Sul”, diz governador Fotos da entrevista: Saul Schramm
Alckmin deve visitar o Estado e, ao lado de Riedel, conhecer as obras da ponte sobre o rio Paraguai, ligando a sul-mato-grossense Porto Murtinho à paraguaia Carmelo Peralta. Essa travessia é ponto central na questão de infraestrutura da Rota.
“Falei anteontem com o vice-presidente Alckmin e está programada a vinda dele. Além dessa visita, vamos discutir os impactos que a Rota terá em Mato Grosso do Sul”, destaca Riedel em entrevista ao programa Capital Meio-Dia, da rádio Capital FM.
Além disso, o governador confirmou que no próximo dia 27 estará em Brasília (DF) para discussões diversas com o Governo Federal, e a Rota será um temas tratados ali – a construção da alça de acesso à ponte é, por exemplo, um dos itens a ser levantado.
“A Rota é uma transformação. As vezes há dificuldade em entender a dimensão disso. Não é só uma ponte. É algo capaz de gerar transformações nas relações de quatro países: Brasil, Argentina, Paraguai e Chile. Isso muda a dinâmica comercial”, comenta.
O governador ainda cita os 500 km de pavimentação asfáltica feitos concomitantemente no Paraguai e a relação internacional que vem se consolidando, favorável ao Mato Grosso do Sul. “Impacta o nosso Estado, o Brasil todo”, diz, completando na sequência.
“Campo Grande pode se transformar em portal de entrada do turismo do Estado a de toda região oeste da América do Sul”, destaca, frisando o potencial criado com o Bioparque Pantanal, melhorias em acesso e construção de ferrovias”, conclui Riedel
Ministro João Carlos Parkinson classificou rota de fundamental e estratégica para o MS e Brasil
O futuro govenador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB), segue com uma agenda intensa neste Governo de Transição e com reuniões que tratam de assuntos estratégicos para o desenvolvimento do Estado, como a reunião na tarde desta quarta-feira (30), com o Ministro de carreira diplomática do Ministério das Relações Exteriores, João Carlos Parkinson, que é o coordenador do Corredor Bioceânico no Brasil, que também é chamada de Rota Bioceânica, nome mais conhecido em MS.
Encontro ocorreu nesta quarta em Campo Grande Foto Saul Schramm
De acordo com Eduardo Riedel com a reestruturação do projeto da Rota Bioceânica, os maiores beneficiados serão o Brasil e o Chile. Isto porque a obra deve agilizar as exportações de grãos e carne produzidos nos estados do Centro-Oeste brasileiro para a Ásia (principalmente China e Japão).
“A Rota Bioceânica nos deixa muito otimistas em relação ao futuro de Mato Grosso do Sul. Nós estamos no coração da América do Sul, conectando diferentes regiões por meio de hidrovias, ferrovias e estradas. Só temos a ganhar com essa nova rota de integração, em muitos aspectos e nas mais diferentes áreas, desde geração de emprego e renda, turismo, cultura, infraestrutura, dentre outras. E a visita do Ministro João Carlos muito nos honra, pois mostra que vamos caminhar juntos neste propósito”, disse o futuro governador.
Para o ministro, o Corredor Bioceânico é um ambicioso projeto de engenharia em desenvolvimento e a eleição do governador Riedel significou a continuidade desta importante iniciativa que engloba os países do Mercosul (Brasil, Paraguai, Argentina e Chile). “O intuito desta obra é criar uma autovia eficiente que conecte por terra os oceanos Atlântico (desde o porto de Santos, no Brasil) e Pacífico (até o porto de Antofagasta, no Chile) e ela passará por Mato Grosso do Sul, que será fundamental e estratégico. Nós sabemos que com o Governo Riedel este projeto será fortalecido”, destacou Parkinson.
João Carlos disse ainda que o Corredor Bioceânico está estruturado e o momento agora é de avançar com os projetos. “Eu trouxe algumas alternativas para o governador Riedel que irão valorizar a hidrovia Paraguai Paraná, o transporte ferroviário no Estado e o que eu posso afirmar é que o futuro do Mato Grosso do Sul não será somente o desenvolvimento do agronegócio, mas sobretudo no desenvolvimento da logística de escoamento do país”, concluiu o ministro.
Mato Grosso do Sul foi signatário da Declaração de Antofagasta, divulgada ao final do 2º Festival Internacional do Corredor Bioceânico, realizado de 21 a 24 de novembro, em Antofagasta (Chile), com a assinatura do prefeito de Porto Murtinho, Nelson Cintra. O documento reforça a posição da delegação de prefeitos do Estado ao cobrar agilidade nas tratativas em relação ao trâmite aduaneiro entre os quatro países da rota.
O ato ocorreu no intervalo das últimas palestras durante o Foro Empresarial dos Territórios Subnacionais, que encerrou o encontro nesta quinta-feira (24), sob a coordenação do governador regional de Antofagasta, Ricardo Diaz Cortez. A declaração, acordada na plenária dos governadores chilenos e representantes do Brasil, Argentina e Paraguai, pede políticas nacionais “que permitam acelerar a integração entre os países”.
Missão técnica da Rota-Bioceânica Foto Sílvio de Andrade
Também se posiciona quanto a necessidade de avançar na definição de normas fitossanitárias e aduaneiras e pede mais compromisso dos presidentes dos quatro países e comprometimento dos municípios. Para o prefeito murtinhense, “temos que correr muito para resolver a morosidade das aduanas do Chile e Argentina, não podemos aguardar duas ou três horas para conseguir atravessar a fronteira”. Ele pediu empenho dos governadores chilenos.
Superou expectativas
Segundo Nelson Cintra, que fez pronunciamento durante a plenária, o Fórum Internacional do Corredor Bioceânico alcançou resultados positivos ao avançar as deliberações definidas no primeiro encontro, em maio deste ano, em Campo Grande. “Ficamos, nós prefeitos de Mato Grosso do Sul, muito impressionados com o fórum, mas precisamos nos organizarmos mais, para isso temos tempo, as obras de infraestrutura vão terminar no final de 2024”, frisou.
O prefeito detalhou as ações que estão sendo realizadas pela prefeitura de Porto Murtinho para preparar a cidade ante a implantação da Rota Bioceânica, destacando que o município está recebendo apoio financeiro dos governos federal e estadual e conta com emendas parlamentares da bancada federal, cujos investimentos somam 32 milhões de dólares. “Vocês estão convidados a conhecer nossa região, mas a viagem tem de ser de carro, como fizemos”, disse.
Retorno nesta sexta
A delegação dos onze prefeitos e assessores para Antofagasta começou no dia 19, em 14 veículos, percorrendo cerca de 1.870 quilômetros em dois dias. O trecho mais crítico foi o percurso de 220 quilômetros de estrada de terra, em cinco horas, entre Mariscal Estigarribia (Paraguai) e Pozo Hondo (Argentina), cuja pavimentação já foi licitada pelo governo paraguaio. O retorno a Porto Murtinho começou nesta sexta-feira, segundo a organização.
Integram a comitiva os prefeitos de Bonito, Josmail Rodrigues; Jean Sérgio Fogaça, de Douradina; Marcos Antônio Paco, de Itaporã; Marcos Benedetti, de Vicentina; Alexandrino Garcia, de Aral Moreira; José Fernando Santos, de Selvíria; Vanda Cristina Camilo, de Sidrolândia; Enelto Ramos da Silva, de Sonora; Clediane Areco Matzenbacher, de Jardim; e Valdir Couto Junior, de Nioaque e presidente da Assomasul; e Nelson Cintra, de Porto Murtinho.
Ao participar do último dia do Fórum Internacional do Corredor Bioceânico, em Antofagasta (Chile), como palestrante, o prefeito de Nioaque e presidente da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), Valdir do Couto Junior, creditou ao comprometimento do governador Reinaldo Azambuja os avanços no campo da governança e na execução de projetos estruturantes voltados a integração física entre os oceanos Atlântico e Pacífico.
Valdir do Couto Junior, creditou ao comprometimento do governador
“Os quatro países (Brasil, Paraguai, Argentina e Chile) foram determinantes na tomada de decisão em implantar a nova rota comercial, contudo Mato Grosso do Sul também deu sua parcela de contribuição com o empenho pessoal do governador nas articulações políticas, que foram fundamentais para selar o acordo bilateral entre nosso país e o vizinho Paraguai”, disse. “Temos um governo visionário e completamente comprometido com esse projeto.”
Valdir Junior discursou durante a mesa do Fórum Empresarial dos Territórios Subnacionais, da qual participaram representantes dos três países parceiros do Brasil, durante todo o dia de ontem (24). Após a apresentação de um vídeo institucional do Estado, ele relembrou uma fase do governador Reinaldo Azambuja, durante a primeira edição do fórum. Na ocasião, o governador afirmou que a Bioceânica abrirá as portas para o Centro-Oeste e toda a América Latina.
Força produtiva
Segundo o prefeito e presidente da Assomasul, a política municipalista do governo de Reinaldo Azambuja “foi determinante para que as coisas acontecessem e o Estado alcançasse mais de mil quilômetros de pavimentação de eixos de conexão com o corredor, beneficiando os 79 municípios e o setor produtivo com investimentos que somam um bilhão de reais em recursos próprios”. Ações estratégias, frisou, “que tornarão em realidade um sonho antigo”.
Durante sua fala, o chefe do Executivo de Nioaque apresentou o perfil econômico do Estado com diversificação de sua matriz produtiva e as perspectivas de crescimento de três pilares: agricultura, pecuária e celulose. “Além dessa força produtiva, ainda temos um turismo forte e atrativo, com belíssimas riquezas naturais nos quatro cantos do Estado”, comentou, citando destinos como Bonito, Pantanal, Costa Rica, Rio Verde, Jardim e Bodoquena.
No “Seminário Internacional Mato Grosso do Sul e Japão: Conectando Novos Caminhos”, parlamentar explica a importância econômica do corredor que vai ligar Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.
Durante o “Seminário Internacional Mato Grosso do Sul e Japão”, no auditório do Bioparque Pantantal, nessa sexta-feira (18), o senador Nelsinho Trad (PSD/MS) apresentou o novo caminho que vai conectar diretamente Mato Grosso do Sul à Ásia: o Corredor Bioceânico. “Essa rota significa, para nós, o Canal do Panamá, nós vamos transformar economicamente o nosso Estado, com geração de oportunidades, geração de emprego, de renda, com desenvolvimento turístico, desenvolvimento intelectual, através das universidades. Vai ser algo que, realmente, vai coroar de êxito o nosso Estado que antes era fim de linha e, agora, vai ser ponto de partida para o desenvolvimento”, destacou o senador Nelsinho Trad.
Para o senador a Rota Bioceânica realmente, vai coroar de êxito o nosso Estado Foto Assessoria
O traçado da Rota Bioceânica liga os oceanos Atlântico e Pacífico; tem início em MS (pelo município de Porto Murtinho) e segue até os portos de Antofagasta/Iquique, no Chile, passando por Mato Grosso do Sul, norte do Paraguai e da Argentina. O tempo de espera para atracação no porto de Santos é quatro vez superior ao de Antofagasta/Iquique. Com o corredor, a redução será de 23% no tempo de viagem; 12 dias a menos. “Logo logo, vai ser uma realidade para nós, o Chile vai estar mais perto para gente visitar do que o Rio de Janeiro. Isso é uma conquista, vai ser”, enfatizou o senador Nelsinho Trad.
As explicações do senador Nelsinho Trad atraíram a atenção das autoridades japonesas. “Eu fiquei muito impressionado pela sua apresentação sobre o Corredor Bioceânico. Vendo muito potencial para nossa colaboração nesse projeto para o Japão e o Brasil. O senador Trad vai desempenhar um papel muito importante para desenvolver essa ideia”, disse o embaixador do Japão Teiji Hayashi.
Para o embaixador, esse seminário foi importante também para estreitar os laços entre o Japão e a comunidade local. “A comunidade japonesa, aqui em Mato Grosso do Sul, também é um ponto importante para as nossas relações bilaterais. E a comunidade japonesa, sempre com conhecimento da língua japonesa, também conhece bem a mentalidade japonesa, a maneira de negócios. Então, eu estou certo que a comunidade japonesa também apoia este projeto que o senador Nelsinho Trad nos apresentou”, explicou.
O evento ocorreu dentro das atividades do “II Festival do Japão”, promovido pela Associação Nipo Brasileira de Campo Grande (AECNB). O presidente da instituição, Nilson Aguena, vem acompanhando o trabalho do senador Nelsinho Trad para transformar este corredor em ponto de facilidade de escoamento de grãos de Mato Grosso do Sul na Ásia. “Eu acho muito importante o que senador Nelsinho Trad vem fazendo aqui para o nosso Estado”, comentou.
A missão técnica de Mato Grosso do Sul, formada por onze prefeitos e assessores, já percorreu mais de 1.300 quilômetros do traçado da Rota Bioceânica, saindo de Porto Murtinho no sábado (19) e chegando no domingo à noite em São Pedro do Atacama, destino turístico do Chile. A comitiva, liderada pelo prefeito murtinhense Nelson Cintra, participa do Fórum dos Territórios Subnacionais do Corredor Atlântico-Pacífico, que começa nesta terça-feira (22) em Antofagasta.
Fotos Silvio de Andrade
A participação dos prefeitos de várias regiões do Estado nessa convenção é uma oportunidade de conhecerem a rota em implantação, com a pavimentação do trecho paraguaio de 495 quilômetros entre as fronteiras com Mato Grosso do Sul e Tartagal (Argentina). A visita propiciará conhecimento dos projetos em andamento dos parceiros do Brasil, que também se preparam para ampliar o mercado externo e levar desenvolvimento ao longo da rota.
“É um momento histórico para o Estado e Porto Murtinho, e o envolvimento dos prefeitos avançará os planos que visam preparar as nossas cidades para integrar a Bioceânica, por meio da conexão das rodovias estaduais com a BR-267 e a saída para o Pacífico”, observa Vivian Cruz, assessora de projetos. “O contato com as autoridades bilaterais, nesse encontro, visa também identificar negócios, como o turismo, e traçar a planificação das cidades”, acrescenta.
Oportunidade de negócios
O fórum segue até o dia 25, com a participação de autoridades, técnicos e empresários do Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. Após a solenidade de abertura, às 9h de amanhã, serão formados grupos de trabalho para discussão de vários temas, como indústria e comércio, procedimentos aduaneiros integrados, infraestrutura, transporte e logística e turismo. Haverá também a participação de uma comissão formada pela rede de universidades dos quatro países.
A comitiva dos prefeitos – o comboio é formado por 14 veículos – saiu ontem de Tartagal, cidade argentina situada a 130 quilômetros da fronteira com o Paraguai, e após passagem por San Salvador de Jujuy tomou o destino para San Pedro do Atacama, num percurso de 775 quilômetros. No trajeto, a missão técnica conheceu a Cordilheira dos Andes – que faz parte do traçado da Rota Bioceânica -, um dos monumentos da natureza na Costa Oeste da América do Sul.
Depois de enfrentar o forte calor (48 graus) no Chaco paraguaio, no domingo, a comitiva prosseguiu a viagem em um clima ameno (em torno de 23 graus), chegando ao Paso de Jama, fronteira com o Chile, após superar os mais de quatro mil metros de altitude. No início do Deserto de Atacama, no entanto, os prefeitos foram surpreendidos com um frio de 1 grau e sensação negativa devido ao vento. Chegaram em San Pedro do Atacama com temperatura de 20 graus.
Atuação do parlamentar garante avanços na diversificação da economia pantaneira e é elogiada por lideranças do setor. Para eles Corrêa já vem trabalhando há um tempo no desenvolvimento da Rota Bioceânica, dando a devida importância do desenvolvimento da agropecuária na região
Com a construção da ponte internacional sobre o Rio Paraguai e a abertura da Rota Bioceânica, um mundo de oportunidades se abre para Mato Grosso do Sul, em especial para Porto Murtinho, porta de entrada do novo corredor comercial.
Com vasta atuação parlamentar pelo desenvolvimento da região pantaneira, o deputado estadual Paulo Corrêa (PSDB) provocou a criação de um grupo de trabalho, formado por pesquisadores, produtores rurais e representantes dos Executivos municipal e estadual para estudar formas de expandir a produção local, por meio da ciência.
“A Rota Bioceância vai transformar a realidade de Porto Murtinho e temos condições de ampliar o leque de oportunidades comerciais com apoio da ciência e da tecnologia. Na agenda governamental há espaço para esse projeto, inclusive para incorporar a região do Chaco, fazendo um acordo defendeu o presidente da Assembleia Legislativa.
Conforme Paulo Corrêa, a busca pelas potencialidades locais é uma pesquisa importante não apenas para porto Murtinho, mas para os demais 78 municípios
Conforme Paulo Corrêa, a busca pelas potencialidades locais é uma pesquisa importante não apenas para porto Murtinho, mas para os demais 78 municípios. “O desenvolvimento através da tecnologia gera emprego e renda e os municípios têm de estar preparados para receber o volume de investimentos que vem pela frente”, resumiu.
O titular da Semagro, Jaime Verruck destaca a liderança de Paulo Corrêa para concepção do projeto de pesquisa e inovação tecnológica. “A articulação do deputado Paulo Corrêa, que já vem trabalhando há um tempo no desenvolvimento da Rota Bioceânica, nos fez perceber a importância do desenvolvimento da agropecuária na região. Recebemos aqui uma proposta e vamos estudar a viabilidade de criar uma unidade experimental de pesquisa. Porto Murtinho precisa disso”, ressaltou.
“A ciência transforma a cadeia produtiva de várias regiões, então, escutando a demanda do setor produtivo, do sindicato rural, elaboramos nossa proposta para viabilizar várias culturas de produção. Parabenizo todos os envolvidos, com a certeza de que com tecnologia e capacitação, vamos melhorar a produção naquela região, gerando emprego e renda para a população”, frisou o reitor da UFMS, Marcelo Turine.
Política de Estado
Marcelo Bertoni, presidente do Sistema Famasul, elogiou o projeto. “Essa demanda vem sendo construída desde o ano passado junto à Casa de Leis, que sempre fez a interlocução com o Governo. Estudando as possíveis culturas, vamos possibilitar uma fonte de pesquisa também à agricultura familiar”, completou.
Segundo o presidente do Sindicato Rural de Porto Murtinho, Romeu Barbosa, “a ideia é criar uma política de Estado para desenvolver Porto Murtinho, melhorar a produção através da ciência, atrair novas indústrias e gerar emprego e renda na região”.
“Estamos montando uma área de pesquisa em Porto Murtinho para testar o zoneamento agrícola da região, testando diferentes culturas, trabalhando a integração entre lavoura e pecuária, para poder produzir culturas de grãos e também para complementação de alimentação de gado porque a pecuária também é uma característica da região. A ideia é levar melhoria das pastagens para a região e estudar a possibilidade de levar diferentes culturas de grãos ao local, sempre pensando na melhoria da qualidade do solo, na infiltração de água nesse solo”, finalizou o coordenador do projeto, professor Ricardo Gava.