Riedel e Alckmin debatem ações para fortalecer a economia de MS

A boa entrada de Mato Grosso do Sul na Esplanada dos Ministérios evidencia a capacidade do Estado em buscar recursos e destacar seus projetos diante das necessidades que se apresentam

A chegada de grandes investimentos privados em Mato Grosso do Sul, abrindo o leque de produção estadual e consolidando o processo de industrialização regional, foi discutida nesta manhã de sexta-feira (10) em Brasília (DF) durante encontro entre o governador Eduardo Riedel com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.

Também à frente do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Alckmin deve visitar Mato Grosso do Sul em março para conhecer as obras relacionadas à Rota Bioceânica e também as instalações industriais em execução. O convite a ele e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi reforçado hoje.

Encontro ocorreu nesta manhã e contou com a presença da ministra Simone Tebet e dos secretários estaduais Jaime Verruck e Eduardo Rocha Fotos: Guilherme Pimentel

“Tratamos dos principais projetos em andamento em Mato Grosso do Sul, como as empresas de celulose que estão chegando, tanto da Suzano como da Arauco, as industrias de etanol de milho que tem avançado, do interesse da indústria de fertilizantes”, explica o governador, que ontem fechou o dia garantindo praticamente R$ 1 bilhão para o Estado.

De acordo com Eduardo Riedel, Alckmin acompanha os passos da caminhada sul-mato-grossense em Brasília e sabe da necessidade de infraestrutura para o Estado avançar, pois são demandas que se fazem cada vez mais presentes.

“Foi um alinhamento muito positivo. Já passamos as grandes prioridades do Estado para o Governo Federal e estão todos empenhados para fazer acontecer, que esses projetos sejam concretizados”, frisa Riedel, indicando ainda que o desafio nos próximos anos é preparar a mão de obra cada vez mais para as oportunidades que vão aparecer.

Ambiente favorável

A boa entrada de Mato Grosso do Sul na Esplanada dos Ministérios evidencia a capacidade do Estado em buscar recursos e destacar seus projetos diante das necessidades que se apresentam, influenciando diretamente na criação de um bom ambiente para negócios.

“Esse ambiente de negócios em Mato Grosso do Sul é cada dia melhor. Os incentivos fiscais são dados, a infraestrutura vem acontecendo, há relação direta, franca, há o licenciamento responsável. Tudo isso cria um ambiente de negócios positivo para os industriais chegarem e fazerem seus investimentos”, conclui.

Aporte de investimentos em Mato Grosso do Sul foi um dos temas tratados no encontro em Brasília

O governador chegou quarta-feira (8) à capital federal, iniciando uma série de reuniões para contemplar Mato Grosso do Sul com projetos estruturantes e negócios que tragam desenvolvimento à população. Essas entregas fazem parte da base inclusiva, próspera, verde e digital projetada para Mato Grosso do Sul alcançar em breve.

Para 2023, estão garantidos em investimentos federais na área de Infraestrutura a quantia de R$ 984 milhões, sendo que R$ 425 milhões devem ser aportados em ações previstas para ocorrer até abril, dentro do Plano de 100 Dias do Governo Federal. Os recursos são destinados para manutenção e intervenções em rodovias federais.

Governador confirma visita de Alckmin na Rota Bioceânica em março

Está programado para acontecer em março deste ano a primeira visita a Mato Grosso do Sul, como vice-presidente da República, de Geraldo Alckmin, que também ocupa o posto de ministro da Indústria e Comércio. A informação foi anunciada pelo governador Eduardo Riedel nesta quinta-feira (19), ao explicar questões sobre a Rota Bioceânica.

“Campo Grande pode se transformar em portal de entrada do turismo do Estado a de toda região oeste da América do Sul”, diz governador Fotos da entrevista: Saul Schramm

Alckmin deve visitar o Estado e, ao lado de Riedel, conhecer as obras da ponte sobre o rio Paraguai, ligando a sul-mato-grossense Porto Murtinho à paraguaia Carmelo Peralta. Essa travessia é ponto central na questão de infraestrutura da Rota.

“Falei anteontem com o vice-presidente Alckmin e está programada a vinda dele. Além dessa visita, vamos discutir os impactos que a Rota terá em Mato Grosso do Sul”, destaca Riedel em entrevista ao programa Capital Meio-Dia, da rádio Capital FM.

Além disso, o governador confirmou que no próximo dia 27 estará em Brasília (DF) para discussões diversas com o Governo Federal, e a Rota será um temas tratados ali – a construção da alça de acesso à ponte é, por exemplo, um dos itens a ser levantado.

“A Rota é uma transformação. As vezes há dificuldade em entender a dimensão disso. Não é só uma ponte. É algo capaz de gerar transformações nas relações de quatro países: Brasil, Argentina, Paraguai e Chile. Isso muda a dinâmica comercial”, comenta.

O governador ainda cita os 500 km de pavimentação asfáltica feitos concomitantemente no Paraguai e a relação internacional que vem se consolidando, favorável ao Mato Grosso do Sul. “Impacta o nosso Estado, o Brasil todo”, diz, completando na sequência.

“Campo Grande pode se transformar em portal de entrada do turismo do Estado a de toda região oeste da América do Sul”, destaca, frisando o potencial criado com o Bioparque Pantanal, melhorias em acesso e construção de ferrovias”, conclui Riedel

 

Lula e Alckmin serão diplomados nesta segunda-feira pelo TSE

O presidente e o vice-presidente eleitos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB) serão diplomados nesta segunda-feira, dia 12 de dezembro, no plenário do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

A diplomação oficializa o resultado das urnas e o fim do processo eleitoral. Além disso, os diplomas habilitam o presidente e o vice eleitos a tomarem posse no dia 1º de janeiro de 2023.

Geraldo Alckmin e Lula se cumprimentam Foto Reprodução/Twitter/Lula/Ricardo Stuckert

O evento será realizado no plenário do TSE e a previsão é que comece às 14 horas. De acordo com o tribunal, aproximadamente mil pessoas foram convidadas para acompanhar a solenidade.

Ainda, segundo a Corte, Lula e Alckmin serão conduzidos ao plenário por dois ministros do Tribunal Superior Eleitoral, os quais serão escolhidos pelo presidente do TSE, Alexandre de Moraes.

A mesa oficial da solenidade será composta por autoridades do Judiciário, do Executivo e do Legislativo.

Solenidade

De acordo com o TSE, a solenidade se dará da seguinte forma:

Presidente do TSE, Alexandre de Moraes, abre a sessão;

Hino nacional é executado;

Presidente e vice eleitos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB) recebem diplomas;

Presidente diplomado discursa;

Presidente do TSE discursa.

Alckmin coordenará equipe de transição do governo Lula

Segundo Gleisi Hoffmann, ministro da Casa Civil Ciro Nogueira se colocou à disposição para facilitar a transição dos governos

O vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), foi anunciado nesta terça-feira (1º) como coordenador da equipe de transição do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), eleito presidente no último domingo (30). A informação foi dada pela presidente do PT, Gleisi Hoffmann.

Lula e Alckmin participam de ato de campanha em Porto Alegre 19/10/2022REUTERS/Diego Vara

Gleisi disse que conversou com o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, e escutou que o presidente Jair Bolsonaro (PL) determinou a instalação do processo de transição entre governos.

Segundo ela, Ciro Nogueira se colocou à disposição para facilitar a transição dos governos. O ministro teria pedido os nomes que farão parte do novo governo e cedeu o Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB) para que a nova equipe se instale em Brasília durante o período de transição. A intenção é que o processo seja iniciado nesta quinta-feira (3).

“Eu e Aloizio Mercadante integramos também para ajudar o governador, mas temos outras pessoas e vamos também designar pessoas por áreas. Então vamos conversar com as pessoas e vamos começar isso já na próxima quinta-feira”, disse Gleise após mencionar o diálogo com Ciro Nogueira.

A nova Esplanada dos Ministérios a partir de 2023 deve ampliar o número de pastas, acabar com o modelo de função em superministérios e abrigar aliados que representem a frente ampla de partidos que elegeu Lula. Pelas contas, a Esplanada passaria de 23 para 33 pastas, ao menos.

Entre as novas pastas estão Pequenas Empresas, Igualdade Racial, Segurança, Povos Originários e Cultura. A Economia poderá ser dividida mais uma vez em Planejamento e Fazenda.

Gleisi pontuou, no entanto, que os nomes que integrarão a equipe de transição não necessariamente ganharão cargos nos ministérios. “Não há decisão sobre ministério. Presidente Lula não abriu essa discussão, importante deixar isso claro”, afirmou.