Tarifa técnica é aprovada e passagem de ônibus deve ficar em R$ 4,80

Valor a ser cobrado de usuários, no entanto, ainda depende da prefeitura

Na Sessão Ordinária do Conselho de Regulação, realizada nesta quinta-feira (19), apesar de muitas divergências, a tarifa técnica proposta pelo Município no valor de R$ 5,80 foi aprovada, apesar das divergências.

O valor foi aprovado em reunião entre a Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Campo Grande (Agereg ) e representantes do Consórcio Guaicurus.

O valor foi aprovado nesta quinta-feira (19), em reunião entre Agereg e representantes do Consórcio Guaicurus

A reunião foi marcada para apresentar os cálculos referentes ao reajuste da tarifa de ônibus.

O Consórcio Guaicurus, na sessão, alegou várias vezes que o valor seria insuficiente para manutenção da frota, mas aceitou o que foi proposto e garantiu planejar um novo acordo de reajuste aos motoristas de ônibus, evitando a greve de sábado (21).

Ontem, em audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso do Sul (TRT/MS), a Agereg apresentou já havia anunciado que o valor da tarifa técnica deveria ser de R$ 5,80.

Segundo o diretor-presidente, Odilon de Oliveira Júnior, o próximo passo agora é o encaminhamento do acordo para a prefeitura e assim decidir a tarifa que será paga pelos usuários.

Contudo, a Prefeitura ainda está buscando por mais subsídios, com o intuito de reduzir o aumento da tarifa, a qual se encontra em R$4,40. Ainda segundo Odilon, a tarifa paga pela população “provavelmente” será de R$ 4,75. Contudo, a decisão final é da Prefeitura.

Segundo Robson Strengari, representante do Consórcio Guaicurus, com esse valor de R$5,80, embora não seja o ideal na visão da empresa, é possível “fazer alguma melhoria” na estrutura dos ônibus. “Com essa tarifa de R$5,80, nós vamos receber em torno de R$14 milhões. Se você multiplicar R$7,80 por 2,5 de passageiros pagantes, dá R$19 milhões. Tem uma grande diferença aí de valor. A AGEREG só levou em consideração os dados contábeis, não os econômicos”, alegou Robson Strengari.

Impasse e paralisação

A indefinição do valor da tarifa do transporte coletivo para este ano também tem causado impasse entre o Consórcio Guaicurus e motoristas.

Isto porque os motoristas cobram reajuste salarial, enquanto o Consórcio afirma que, para negociar, é necessário que a prefeitura defina o valor da passagem.

A indefinição do reajuste salarial que provocou a paralisação desta quarta-feira (18), e é esta mesma indefinição que pode fazer com que o sistema de transporte pare, em uma greve, na semana que vem.

Para que o Consórcio considere um reajuste, o desembargador e vice-presidente do TRT, Tomás Bawden, propôs aos motoristas um aumento de 10%, sendo 8% retroativo a novembro, e reajustes de 1% nos meses de maio e setembro.

Novas paralisações só vão poder ser realizadas a partir de sábado (21), respeitando todos os mandamentos da lei de greve, como, por exemplo, o mínimo para garantir a circulação da frota.

A porcentagem não foi definida, já que a Prefeitura pediu 90% da frota circulando, mas o sindicato informou que deixará apenas 30%.

 

Declaração de Antofagasta cobra agilidade nos acordos bilaterais da Rota Bioceânica

Mato Grosso do Sul foi signatário da Declaração de Antofagasta, divulgada ao final do 2º Festival Internacional do Corredor Bioceânico, realizado de 21 a 24 de novembro, em Antofagasta (Chile), com a assinatura do prefeito de Porto Murtinho, Nelson Cintra. O documento reforça a posição da delegação de prefeitos do Estado ao cobrar agilidade nas tratativas em relação ao trâmite aduaneiro entre os quatro países da rota.

O ato ocorreu no intervalo das últimas palestras durante o Foro Empresarial dos Territórios Subnacionais, que encerrou o encontro nesta quinta-feira (24), sob a coordenação do governador regional de Antofagasta, Ricardo Diaz Cortez. A declaração, acordada na plenária dos governadores chilenos e representantes do Brasil, Argentina e Paraguai, pede políticas nacionais “que permitam acelerar a integração entre os países”.

Missão técnica da Rota-Bioceânica Foto Sílvio de Andrade

Também se posiciona quanto a necessidade de avançar na definição de normas fitossanitárias e aduaneiras e pede mais compromisso dos presidentes dos quatro países e comprometimento dos municípios. Para o prefeito murtinhense, “temos que correr muito para resolver a morosidade das aduanas do Chile e Argentina, não podemos aguardar duas ou três horas para conseguir atravessar a fronteira”. Ele pediu empenho dos governadores chilenos.

Superou expectativas

Segundo Nelson Cintra, que fez pronunciamento durante a plenária, o Fórum Internacional do Corredor Bioceânico alcançou resultados positivos ao avançar as deliberações definidas no primeiro encontro, em maio deste ano, em Campo Grande. “Ficamos, nós prefeitos de Mato Grosso do Sul, muito impressionados com o fórum, mas precisamos nos organizarmos mais, para isso temos tempo, as obras de infraestrutura vão terminar no final de 2024”, frisou.

O prefeito detalhou as ações que estão sendo realizadas pela prefeitura de Porto Murtinho para preparar a cidade ante a implantação da Rota Bioceânica, destacando que o município está recebendo apoio financeiro dos governos federal e estadual e conta com emendas parlamentares da bancada federal, cujos investimentos somam 32 milhões de dólares. “Vocês estão convidados a conhecer nossa região, mas a viagem tem de ser de carro, como fizemos”, disse.

Retorno nesta sexta

A delegação dos onze prefeitos e assessores para Antofagasta começou no dia 19, em 14 veículos, percorrendo cerca de 1.870 quilômetros em dois dias. O trecho mais crítico foi o percurso de 220 quilômetros de estrada de terra, em cinco horas, entre Mariscal Estigarribia (Paraguai) e Pozo Hondo (Argentina), cuja pavimentação já foi licitada pelo governo paraguaio. O retorno a Porto Murtinho começou nesta sexta-feira, segundo a organização.

Integram a comitiva os prefeitos de Bonito, Josmail Rodrigues; Jean Sérgio Fogaça, de Douradina; Marcos Antônio Paco, de Itaporã; Marcos Benedetti, de Vicentina; Alexandrino Garcia, de Aral Moreira; José Fernando Santos, de Selvíria; Vanda Cristina Camilo, de Sidrolândia; Enelto Ramos da Silva, de Sonora; Clediane Areco Matzenbacher, de Jardim; e Valdir Couto Junior, de Nioaque e presidente da Assomasul; e Nelson Cintra, de Porto Murtinho.