Preço da tarifa de ônibus sobe para R$ 4,65 a partir de amanhã na Capital

Órgãos públicos da administração direta e indireta pagarão R$ 5,80 por passagem, conforme publicado no Diogrande

A tarifa do transporte coletivo passa a custar R$ 4,65 em Campo Grande, conforme publicado no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) nesta terça-feira (28). O reajuste entra em vigor a partir desta quarta-feira (1º).

Transporte coletivo Campo Grande — Foto: Prefeitura de Campo Grande/Divulgação

Com o aumento da tarifa, que sobe dos atuais R$ 4,40 para mais R$ 0,25 nas linhas convencionais, a passagem aumenta em 5,6%% na capital. A decisão do reajuste foi tomada após várias discussões entre prefeitura, Câmara dos vereadores e Consórcio Guaicurus.

De acordo com a medida, assinado pelo diretor-presidente da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg), Odilon de Oliveira Junior, aos órgãos públicos da administração direta e indireta será cobrado pelo serviço de transporte a tarifa no valor de R$ 5,80. Para os usuários convencionais, o valor é de R$ 4,65.

Em datas especiais o valor da tarifa será 40% do valor da tarifa convencional, ou seja, R$ 1,85. Entram na lista o Dia do Trabalho (1º de maio), Dia das Mães (14 de maio), Dia dos Pais (13 de agosto), Aniversário de Campo Grande (26 de agosto), Finados (2 de novembro), Natal (25 de dezembro) e Ano Novo (1º de janeiro de 2024).

A tarifa em datas especiais será exclusiva para pagamento com cartão eletrônico recarregável (Smart Card). O troco máximo estipulado para terminais de transbordo e estação Peg-Fácil é de R$ 20.

Reajustes
De 2017 até agora o valor da tarifa saltou de R$ 3,70 para R$ 4,40 em seis anos, com reajuste total de 13,51% no período.

O último aumento no valor da tarifa do transporte coletivo em Campo Grande aconteceu em janeiro de 2022, quando subiu de R$ 4,20 para R$ 4,40 nas linhas convencionais. Na ocasião, o valor sugerido pelo Consórcio Guaicurus, foi de R$ 5,15.

O valor da tarifa em Campo Grande é composto de cinco índices: o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), a inflação de acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o índice de aumento do salário dos motoristas, o preço do diesel e o índice de passageiros equivalentes por quilômetro.

Tarifa técnica é aprovada e passagem de ônibus deve ficar em R$ 4,80

Valor a ser cobrado de usuários, no entanto, ainda depende da prefeitura

Na Sessão Ordinária do Conselho de Regulação, realizada nesta quinta-feira (19), apesar de muitas divergências, a tarifa técnica proposta pelo Município no valor de R$ 5,80 foi aprovada, apesar das divergências.

O valor foi aprovado em reunião entre a Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Campo Grande (Agereg ) e representantes do Consórcio Guaicurus.

O valor foi aprovado nesta quinta-feira (19), em reunião entre Agereg e representantes do Consórcio Guaicurus

A reunião foi marcada para apresentar os cálculos referentes ao reajuste da tarifa de ônibus.

O Consórcio Guaicurus, na sessão, alegou várias vezes que o valor seria insuficiente para manutenção da frota, mas aceitou o que foi proposto e garantiu planejar um novo acordo de reajuste aos motoristas de ônibus, evitando a greve de sábado (21).

Ontem, em audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso do Sul (TRT/MS), a Agereg apresentou já havia anunciado que o valor da tarifa técnica deveria ser de R$ 5,80.

Segundo o diretor-presidente, Odilon de Oliveira Júnior, o próximo passo agora é o encaminhamento do acordo para a prefeitura e assim decidir a tarifa que será paga pelos usuários.

Contudo, a Prefeitura ainda está buscando por mais subsídios, com o intuito de reduzir o aumento da tarifa, a qual se encontra em R$4,40. Ainda segundo Odilon, a tarifa paga pela população “provavelmente” será de R$ 4,75. Contudo, a decisão final é da Prefeitura.

Segundo Robson Strengari, representante do Consórcio Guaicurus, com esse valor de R$5,80, embora não seja o ideal na visão da empresa, é possível “fazer alguma melhoria” na estrutura dos ônibus. “Com essa tarifa de R$5,80, nós vamos receber em torno de R$14 milhões. Se você multiplicar R$7,80 por 2,5 de passageiros pagantes, dá R$19 milhões. Tem uma grande diferença aí de valor. A AGEREG só levou em consideração os dados contábeis, não os econômicos”, alegou Robson Strengari.

Impasse e paralisação

A indefinição do valor da tarifa do transporte coletivo para este ano também tem causado impasse entre o Consórcio Guaicurus e motoristas.

Isto porque os motoristas cobram reajuste salarial, enquanto o Consórcio afirma que, para negociar, é necessário que a prefeitura defina o valor da passagem.

A indefinição do reajuste salarial que provocou a paralisação desta quarta-feira (18), e é esta mesma indefinição que pode fazer com que o sistema de transporte pare, em uma greve, na semana que vem.

Para que o Consórcio considere um reajuste, o desembargador e vice-presidente do TRT, Tomás Bawden, propôs aos motoristas um aumento de 10%, sendo 8% retroativo a novembro, e reajustes de 1% nos meses de maio e setembro.

Novas paralisações só vão poder ser realizadas a partir de sábado (21), respeitando todos os mandamentos da lei de greve, como, por exemplo, o mínimo para garantir a circulação da frota.

A porcentagem não foi definida, já que a Prefeitura pediu 90% da frota circulando, mas o sindicato informou que deixará apenas 30%.

 

Ônibus voltam a circular nesta quinta em meio a discussão sobre aumento da tarifa

Nesta quarta-feira (18), o serviço de transporte coletivo de Campo Grande (MS), não funcionou devido a paralisação realizada pelos motoristas do Consórcio Guaicurus que pedem por reajuste salarial. No entanto, de acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande, Demetrio Ferreira de Freitas, os ônibus voltam a percorrer a capital normalmente nesta quinta-feira (19).

Prefeitura pode definir nova tarifa do transporte coletivo ainda nesta quinta-feira

“Esperamos que hoje o consórcio avalie melhor e nos chame para voltar a discutir. Caso isso não aconteça, hoje estamos soltando um edital de greve por tempo indeterminado. Vamos fazer uma assembleia, tudo certinho. Se não houver nenhum êxito em negociação mesmo, ai vamos fazer paralisação de 2, 3, 4 dias. Mas hoje vai estar normal”, disse.

A paralisação foi anunciada na terça-feira (17). A categoria pede reajuste de 16% + manutenção dos benefícios (plano de saúde, ticket alimentação e participação nos lucros).

O Consórcio Guaicurus ainda tentou impedir a manifestação na Justiça, através de uma “ação de interdito proibitório”. Confira o pedido ingressado ao Tribunal Regional do Trabalho, no qual o Consórcio alegou o resultado da paralisação:

“Não somente na privação da sociedade campo-grandense do essencial serviço de transporte público, mas também no injustificável e inaceitável fechamento das garagens das empresas que operam o serviço, impedindo que os ônibus alocados em cada uma delas sejam utilizados pelos empregados não aderentes ao movimento”.

O pedido de proibição da paralisação, no entanto, foi negado pela Justiça do trabalho.

Está prevista para esta quinta-feira rodada de negociação entre a Prefeitura de Campo Grande, o conselho de regulação de serviços públicos e o Consórcio Guaicurus, grupo que explora o transporte coletivo da Capital há 10 anos. A expectativa é que a tarifa de ônibus que hoje custa R$ 4,40 passe para R$ 4,80.

Após audiência de conciliação no TRT (Tribunal Regional do Trabalho), entre os motoristas do transporte público e o Consórcio Guaicurus, ficou definido que reunião na quinta-feira (19) irá definir o valor da tarifa do transporte público.

Conforme informado pela prefeita Adriane Lopes (Patriota), a tarifa técnica (valor final que o Consórcio vai receber por passageiro, considerando os subsídios aos alunos de escola pública) foi proposta em R$ 5,80 após estudos da agência de regulação municipal. Com isso, o “passe” pode ter valor definido entre R$ 4,65 e R$ 4,80.

Consórcio quer subir tarifa de ônibus para R$ 5,15 em Campo Grande

Concessionária alega que o valor é para “corrigir desequilíbrio econômico do contrato”. A atual tarifa do transporte coletivo normal está em R$ 4,40

Mais uma vez a questão do transporte público gera um impasse em Campo Grande. O Consórcio Guaicurus, empresa que administra os coletivos, quer subir a tarifa do ônibus para R$ 5,15. A empresa alega que o valor é para “corrigir desequilíbrio econômico do contrato”. A atual tarifa do transporte coletivo normal está em R$ 4,40.

Ônibus em Campo Grande. — Foto: Prefeitura de Campo Grande/Divulgação

Um documento encaminhado pela Concessionária à Câmara Municipal em que o valor ideal para suprir as necessecidades da empresa seria de R$ 7,79. Para o Consórcio Guaicurus, o aumento na tarifa é “necessário para resolver o problema de falta de caixa”

“A nova tarifa corrigirá parcialmente o desequilíbrio econômico do contrato de concessão, assunto do pleno conhecimento de todos”.

A possibilidade do reajuste surge após paralisação dos motoristas do transporte coletivo, onde reivindicavam aumento salarial, manutenção dos benefícios (plano de saúde, ticket alimentação e participação nos lucros).

Caso a nova tarifa do transporte coletivo seja aprovada, os moradores de Campo Grande teriam que desembolsar mais R$ 0,75 por passagem.

Em nota, a Prefeitura da capital informou que o reajuste da tarifa está sendo cautelosamente estudado e que compreende as reivindicações dos motoristas de ônibus como legítimas, mas que o reajuste de salários é uma questão a ser negociada pelo consórcio de transporte público.

Consórcio e município têm até dia 20 para apresentar soluções para o transporte coletivo

Consórcio Guaicurus admitiu em reunião na Escoex (Escola Superior de Controle Externo do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul) nesta terça-feira (8) que cumpriu 5 dos 18 pontos do TAG (Termo de Ajustamento de Gestão) firmado em 2020. Soluções para cumprir os demais pontos devem ser apresentadas em conjunto com a Prefeitura de Campo Grande até o próximo dia 20 ao órgão.

“O Tribunal de Contas nos convocou para que a gente possa dar uma devolutiva do andamento do TAG, mais especificamente em relação ao transporte coletivo. Nós apresentamos uma remodelagem do sistema de transporte, para garantir a sobrevivência do sistema, para que, diante disso, além da manutenção dele, a gente possa garantir um serviço de qualidade para a sociedade”, explicou o diretor-presidente da Agereg (Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados), Odilon de Oliveira Júnior.

No entanto, o Consórcio condicionou a aplicação das mudanças ao reajuste do passe de ônibus em 2023. A ideia não é descartada pelo diretor-presidente da Agereg. “Atualmente quem paga é o consumidor e nós queremos criar um sistema misto para ajustar a forma de remuneração ao Consórcio. Essa remodelagem do sistema de transporte público é necessária para dar continuidade ao serviço e esperamos aplicá-la até o início de 2023, junto com o reajuste”.

Já a secretária de Finanças do Município, Márcia Helena Okama, reforçou que as medidas devem ser tomadas antes do reajuste da tarifação, no início do ano que vem.

“Vamos fazer um alinhamento para o dia 20 e trazer as questões em pauta com um novo reequilíbrio, a fim de melhorar essa tarifa para o poder público, para a população. A gente vai trazer também a questão dos R$14 milhões, que foram aportados pelo Governo Federal, para que a gente pudesse amenizar a diferença da tarifação. A gente está estudando uma forma de aportar esse recurso, primeiro pela diferença do combustível – feita este ano -, e o restante até o ano que vem, seguindo a determinação da portaria do Ministério de Desenvolvimento Regional. A gente está trabalhando em cima disso, para o ano que vem a gente realmente ter o valor das tarifas”, explicou.

Dentre os 18 itens listados, estão a cobertura de pontos de ônibus, as condições de transporte, a segurança nos terminais, a melhoria da frota, corredores de ônibus, acessibilidade, entre outros.

Para Waldir Neves, Diretor-Geral do Escoex e relator da questão do transporte, os problemas enfrentados para o cumprimento dos itens são resultado da transferência de responsabilidades entre a Prefeitura e o Consórcio.

“O Tribunal de Contas é um órgão fiscalizador, mas mais do que fiscalizar, nós estamos sendo um órgão pedagógico, né? Nós estamos fazendo um trabalho preventivo, nós queremos que as coisas deem resultado para a população”, concluiu.

Ao fim da reunião, foi determinado o encaminhamento de uma comunicação formal, até o dia 20 de novembro, com os novos prazos e propostas para que os itens restantes do TAG sejam realizados.

Socorro do Estado à prefeitura mantém tarifa de ônibus congelada até dezembro

Com apoio e ajuda do Governo do Estado, a tarifa do transporte público de Campo Grande vai ficar congelada no valor de R$ 4,40 até o final do ano. Para isto o governador Reinaldo Azambuja irá arcar com os custos do passe dos estudantes da Rede Estadual de Ensino, fazendo um repasse mensal estimado em R$ 1,2 milhão até dezembro, por meio de um convênio com a prefeitura municipal.

Governo vai R$ 1,2 milhão por mês para pagar passe dos estudantes da Rede Estadual  Foto Edemir Rodrigues

O governador fez o compromisso do repasse ontem (28), durante reunião com a prefeita da Capital, Adriane Lopes, com a condição da tarifa ficar congelada até dezembro. Esta questão foi aceita pelo Consórcio Guaicurus em agenda que ocorreu nesta quarta-feira (29), na sede da prefeitura.

Representando o Governo do Estado, participaram desta reunião o secretário de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Rocha, e o diretor-presidente da AGEMS (Agência de Regulação de Mato Grosso do Sul), Carlos Alberto Assis. “Temos que enaltecer a sensibilidade do governador em contribuir para o congelamento da tarifa, que terá aumento zero aos usuários até dezembro”, destacou Eduardo Rocha.

O secretário ressaltou que este apoio mostra o compromisso do Estado com a população de Campo Grande. “A prefeita procurou nossa ajuda e o Governo novamente contribuiu, em uma parceria que não era nossa obrigação, mas de forma voluntária fará esta transferência mensal”, acrescentou.

A prefeita Adriane Lopes agradeceu o apoio do Governo e destacou que esta construção coletiva permitiu o acordo com o Consórcio Guaicurus. “Nós entramos com a alíquota zero de ISS, custos dos estudantes da rede municipal e pessoas com deficiência e o governo vai nos ajudar arcando com os alunos da rede estadual, assim não terá reajuste (tarifa) até dezembro”.

Reunião ocorreu no gabinete do governador nesta terça-feira

O advogado do Consórcio Guaicurus, André Borges, também elogiou a contribuição do Governo do Estado. “Quero agradecer pelo firme empenho do governador, assim como a dedicação da prefeita e vereadores para chegarmos a este acordo. Assim não haverá aumento da tarifa até dezembro. Depois voltamos a conversar para buscarmos uma solução definitiva. Com este aporte de recursos conseguimos arcar com o custeio, mas não haverá novos investimentos na frota”, explicou.

Com o acordo firmado, o próximo passo é a elaboração e assinatura do convênio entre Governo e prefeitura, onde o Estado vai repassar ao município o valor mensal em relação aos custos com os estudantes da Rede Estadual, que serão enviados ao Consórcio Guaicurus.

Consórcio quer subir tarifa de ônibus para R$ 6,16 na Capital

O Consórcio Guaicurus, empresa que gere o transporte coletivo em Campo Grande, quer subir a tarifa do ônibus para R$ 6,16. A informação foi confirmada pelo gerente executivo do conglomerado de empresas, Robson Strengari.

Vale lembrar que a tarifa do transporte coletivo normal está em R$ 4,40, com o reajuste os moradores de Campo Grande teriam que desembolsar mais R$ 1,76 por passagem.

Ônibus em Campo Grande. — Foto: Prefeitura de Campo Grande/Divulgação

Para o Consórcio Guaicurus, o aumento na tarifa é “iminente” e “necessário para resolver o problema de falta de caixa”. A proposta da empresa vai ser apresentada à prefeitura de Campo Grande em reunião nesta sexta-feira (24).

Atualmente, a prefeitura isenta o consórcio de pagamento do ISS, o que corresponde a cerca de R$ 2 milhões e ainda repassa valores descontados aos usuários – deficientes e alunos da rede municipal – que fazem uso gratuito do serviço, que chega a R$ 1 milhão por mês. Mas segundo o Consórcio este valor é insuficiente.

O Consórcio Guaicurus diz que o último aumento na tarifa, para R$ 4,40, foi elaborado com valores antigos. A empresa alega que na época do reajuste, o litro do óleo diesel estava em R$ 4,61, atualmente está em mais de R$ 7,00. O consórcio informou que utiliza cerca 700 mil litros do combustível ao mês, o que coloca o gerador como vilão ao fechar as contas.

O possibilidade no reajuste surge após paralisação dos motoristas do transporte coletivo, onde reivindicavam pagamento de vale do salário.

O principal motivo da paralisação era porque os motorista não receberem vale quinzenal, na segunda-feira (20), como era previsto. Durante uma reunião de conciliação, ficou determinado que a antecipação de parte do salário fica agendada para 28 de julho, na próxima terça-feira.