Consórcio se dá bem no rentável negócio do transporte coletivo

Passageiro da Capital paga mais para andar de ônibus e continua sem dispor de um serviço que preste

Após conseguir a decisão do juiz Marcelo Andrade de Campos Silva, da 4ª Vara de Fazenda Pública e Registros Públicos, obrigando a prefeitura reajustar a passagem de ônibus em Campo Grande, o Consórcio Guaicurus entra em 2025 com a garantia de melhorar, e muito, os seus rendimentos. O último reajuste do transporte coletivo de Campo Grande foi em março do ano passado, quando a tarifa passou de R$ 4,65 para R$4,75. Agora, cada passagem passa a custar R$ 4,95.

Transporte coletivo: negócio rentável para empresas e dor de cabeça para os usuários

O Consórcio pleiteava um aumento ainda maior, para R$7,74. Mas o pedido foi negado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Nos últimos cinco anos, a tarifa subiu 25,32%. Em 9 de janeiro de 2020, o usuário desembolsava R$3,95. Naquele mesmo ano o preço foi alterado duas vezes, para R$ 4,10 e depois para R$ 4,20. A tarifa técnica também aumentou a partir deste mês, chegando a R$ 6,17.

ANTIGA AFLIÇÃO – Se por um lado a choradeira dos empresários colou e sensibilizou as autoridades, assegurando o atendimento aos seus direitos – alguns deles questionáveis -, pergunta-se por quanto tempo se arrastará a antiga aflição dos usuários diante do escasso com que são tratados. No negócio rentável do transporte coletivo – monopolizado por um grupo -, o que não falta é gente para por dinheiro todo dia nos cofres empresariais. Todo santo dia, de domingo a domingo, tem gente tomando ônibus nesta cidade de quase um milhão de habitantes.

Porém, o dinheiro que entra religiosamente na conta do Consórcio sai de sacrificadas economias domésticas, do bolso e da bolsa de homens e mulheres que dependem do transporte coletivo e são obrigados a utilizar um serviço dos mais precários. O Consórcio Guaicurus garantiu na Justiça o direito que reclamou e o preço da passagem subiu. Mas segue ignorando a obrigação de prestar um serviço decente e efetivo a milhares de pessoas.

Estão gastos e batidos os anúncios e promessas – tanto do Consórcio, como da Prefeitura – de modernização e agilidade do serviço. Os ônibus continuam sem oferecer conforto e condições humanas de uso, sobretudo pela falta de ar condicionado e excesso de veículos envelhecidos, em uma frota que se renova parcialmente e a conta-gotas. Não há cobertura regular e adequada para todas as linhas, a grande maioria dos pontos de parada e descida não possuem cobertura, os terminais precisam de manutenção e segurança e vários trechos das vias urbanas estão deteriorados ou não têm asfalto. E o preço da passagem está entre os mais altos do País.

Governadores do Consórcio Brasil Verde se reúnem para aprovar o Estatuto

O governador Eduardo Riedel participou na tarde desta terça-feira (2) da assembleia virtual dos estados que compõem o Consórcio Brasil Verde, que reúne 22 estados que se comprometeram a apresentar soluções para a proteção do sistema climático e promover o desenvolvimento econômico-social de suas regiões.

Por unanimidade, foi aprovado o Estatuto do Consórcio, que deve iniciar seus trabalhos no segundo semestre deste ano, além de participar da 28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 28), prevista para ocorrer entre 30 de novembro e 12 de dezembro, em Dubai, nos Emirados Árabes.

Governador Eduardo Riedel é o coordenador das ações e projetos do bioma Pantanal do Consórcio Brasil Verde (Foto Álvaro Rezende)

Participaram da reunião, a vice-governadora do Acre, Mailza Assis; a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra; o governador do Paraná, Ratinho Júnior; o governador do Espírito Santo e presidente do Consórcio, Renato Casagrande; o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro; o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas; o governador da Paraíba, João Azevêdo; além do secretário Jaime Verruck, da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), e da procuradora-geral do Estado, Ana Carolina Ali Garcia.

Na oportunidade, o governador Riedel, escolhido pelos demais para ser o coordenador das ações e projetos do bioma Pantanal para o Consórcio Brasil Verde, ratificou o apoio a esta iniciativa e a importância das bandeiras que unem os entes federados.

“Não só destacamos a preocupação com as pautas da biodiversidade, clima, descarbonização, mas também é importante o alinhamento com os projetos de Mato Grosso do Sul e outras agendas e obras dos estados, como o saneamento básico, o gerenciamento dos resíduos sólidos”, citou o chefe do Executivo sul-mato-grossense.

Ao todo, 22 estados formam o Consórcio Brasil Verde: Alagoas, Amapá, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

Consórcio Brasil Verde

O objetivo é compatibilizar o desenvolvimento econômico-social com a proteção do sistema climático, de forma justa e ecologicamente equilibrada, reduzindo a emissão de gases de efeito estufa, conservando os biomas, buscando o desenvolvimento de soluções energéticas limpas, dentre outros.

A ratificação do Consórcio Brasil Verde faz parte do compromisso dos estados em cumprir as metas assumidas pelo País no âmbito do Acordo de Paris, assinado em 2015 durante a COP21 (Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças no Clima).

A iniciativa vai permitir, por exemplo, ganhos de escala na contratação de bens e serviços e nas ações voltadas ao enfrentamento das mudanças climáticas, reduzindo os custos nos trabalhos realizados pelos participantes. O compartilhamento das informações entre os estados também vai propiciar uma troca de experiência e de boas práticas mais efetivas.

Consórcio aprova aquisição de Usina de Pavimentação que reduz custo em 35%

O Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Região Central de Mato Grosso do Sul, que tem a prefeita de Campo Grande Adriane Lopes como presidente, aprovou em primeira assembleia extraordinária neste sábado (25), em Sidrolândia, a aquisição da usina móvel de pavimentação asfáltica e pá carregadeira, que vai acelerar e reduzir custos dos serviços de pavimentação das cidades participantes.

A presidente do Consórcio Adriane Lopes, ressalta a importância dessa primeira ação e aprovação para os municípios.

Coordenado pela Prefeitura Municipal de Campo Grande, além da Capital, o Consórcio Central MS reúne os municípios de Dois Irmãos do Buriti, Sidrolândia, Terenos e Jaraguari.

A presidente do Consórcio Adriane Lopes, ressalta a importância dessa primeira ação e aprovação para os municípios. “O Consórcio é um projeto de sucesso, que não visa lucro, modernizando a nossa gestão e processos. É uma maneira nova de fazer gestão com transparência, celeridade e compromisso. E nós entendemos que a maior demanda e necessidade dos nossos municípios é de obras de infraestrutura, pavimentação e drenagem”.

“Hoje é um marco para nossos municípios e estamos empenhados no mesmo processo, que é a entrega ágil para a população”, acrescenta a prefeita de Sidrolândia, Vanda Cristina Camilo.

O Consórcio funciona com administração própria e autonomia. O objetivo é garantir para a população das cidades integrantes, mais agilidade na execução dos serviços públicos e na aquisição de bens que promovam geração de oportunidades, riquezas renda, empregos e desenvolvimento territorial sustentável.

“O material utilizado e fabricado pela usina é de extrema qualidade e vai garantir que o serviço de asfalto ou tapa-buraco seja acelerado e não precise ser refeito. O que garante isso é a autonomia nos serviços que podem acontecer durante todos os dias e turnos. Com isso seremos capaz de concluir a pavimentação de uma rua inteira em dois dias, por exemplo”, explica o diretor executivo do Consórcio Central – MS, Vanderlei Bispo.

O modelo traz uma série de vantagens que podem ser revertidas para o cidadão, já que, com o grupo, é possível resolver problemas relacionados às mais variadas áreas, desde resíduos sólidos, recapeamento, até estradas vicinais. A gestão associada e cooperada tem a premissa de buscar soluções em conjunto, podendo, cada município, propor e executar medidas locais e regionais para promover o desenvolvimento. A busca por parcerias, convênios e contratos nas diversas instâncias públicas e privadas, governamentais e não-governamentais, nacionais ou internacionais, também serão estimuladas nesse formato.

O Consórcio ainda vai explorar o que cada município tem de melhor, revertendo essas competências em serviços e políticas ambientais que sejam favoráveis a todos os consorciados. Além disso, o grupo tem a prerrogativa de proteger os recursos sustentáveis da região, promovendo a recuperação do passivo ambiental, o gerenciamento de planos de manejo de recursos naturais no território e o estabelecimento de parcerias empresariais para o uso de tecnologias agrícolas de menor impacto ambiental.

A solenidade de assinatura do Estatuto do Consórcio Central – MS contou com os prefeitos de Campo Grande, Adriane Lopes; de Sidrolândia, Vanda Cristina Camilo; de Terenos, Henrique Wancura Budke; de Dois Irmãos do Buriti, Wladimir de Souza Volk e representante de Jaraguari, Lucas Tonet, além do deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro e vereadores dos municípios participantes.

Sem reajuste do passe, vereadores analisam isenção do ISSQN ao Consórcio Guaicurus

A Câmara dos Vereadores de Campo Grande discute nesta terça-feira (7), a isenção do ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza), pago pela empresa responsável de realizar o transporte coletivo da Capital. O projeto foi protocolado nesta segunda-feira (6) pelo presidente da Casa, vereador Carlão (PSB).

O projeto foi protocolado nesta segunda-feira (6) pelo presidente da Casa, vereador Carlão (PSB)

O pedido deve passar por análise dos vereadores, como acontece todos os anos na Câmara, devido a uma previsão contratual entre o Consórcio e a Prefeitura de Campo Grande, que ainda não definiu o valor do reajuste do passe de ônibus, que pode ficar entre R$ 4,65 e R$ 4,80.

Além disso, será proposta a subvenção econômica para o mesmo setor de transportes, afim de desafogar as dívidas para que o impacto não pese no bolso do consumidor final. No ano passado, o valor aportava R$ 1 milhão por mês ao Consórcio, sob justificativa da manutenção da tarifa de ônibus em R$ 4,40.

Consórcio quer subir tarifa de ônibus para R$ 5,15 em Campo Grande

Concessionária alega que o valor é para “corrigir desequilíbrio econômico do contrato”. A atual tarifa do transporte coletivo normal está em R$ 4,40

Mais uma vez a questão do transporte público gera um impasse em Campo Grande. O Consórcio Guaicurus, empresa que administra os coletivos, quer subir a tarifa do ônibus para R$ 5,15. A empresa alega que o valor é para “corrigir desequilíbrio econômico do contrato”. A atual tarifa do transporte coletivo normal está em R$ 4,40.

Ônibus em Campo Grande. — Foto: Prefeitura de Campo Grande/Divulgação

Um documento encaminhado pela Concessionária à Câmara Municipal em que o valor ideal para suprir as necessecidades da empresa seria de R$ 7,79. Para o Consórcio Guaicurus, o aumento na tarifa é “necessário para resolver o problema de falta de caixa”

“A nova tarifa corrigirá parcialmente o desequilíbrio econômico do contrato de concessão, assunto do pleno conhecimento de todos”.

A possibilidade do reajuste surge após paralisação dos motoristas do transporte coletivo, onde reivindicavam aumento salarial, manutenção dos benefícios (plano de saúde, ticket alimentação e participação nos lucros).

Caso a nova tarifa do transporte coletivo seja aprovada, os moradores de Campo Grande teriam que desembolsar mais R$ 0,75 por passagem.

Em nota, a Prefeitura da capital informou que o reajuste da tarifa está sendo cautelosamente estudado e que compreende as reivindicações dos motoristas de ônibus como legítimas, mas que o reajuste de salários é uma questão a ser negociada pelo consórcio de transporte público.

Sem reajuste salarial, motoristas de ônibus podem entrar em greve no dia 18

Presidente STTCU-CG deu prazo final para reunião com Consórcio e greve não será mais adiada

Em espera por definição de reajuste salarial, os motoristas do transporte público de Campo Grande podem entrar em greve na próxima semana. O STTCU (Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo Urbano) aguarda resposta do Consórcio Guaicurus para definir sobre paralisação a partir de quarta-feira (18).

O pedido do sindicato é 16%, mas o Consórcio oferece de 6,5% Foto: Prefeitura de Campo Grande Divulgação

A greve que estava prevista para acontecer no dia 27 de dezembro foi adiada depois que o Consórcio se reuniu com vereadores e Ministério Público e pediu ao Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande (STTCU-CG ) um prazo maior para definirem o acordo.

“Por conta desse pedido, cancelamos a nossa greve, mas ninguém nos deu um prazo de quando seria realizada a nova reunião. Ontem entrei em contato com o Consórcio Guaicurus e nos pediram até dia 17 para agendar a reunião. Encaminhamos agora um ofício com essa data limite, se não houver acordo, sem choro a categoria começa a grave na quarta-feira”, informou o presidente do STTCU-CG, Demétrio Freitas.

Segundo ele, a categoria está lutando para conseguir reajuste salarial. O pedido do sindicato é 16%, mas o Consórcio oferece o INPC (Índice de preços no consumidor) com reajuste de 6,5%.

“Aguardamos para discussão de outros assuntos como ticket alimentação que também precisa ser reajustado e não houve proposta para isso. Esperamos até essa data, se não mais de mil funcionários vão parar”, concluiu.

Paulo Corrêa define com prefeitos e vereadores criação de consórcio em Saúde

Vereadores, secretários municipais e técnicos da SES também participaram da reunião

Com o objetivo de melhorar o atendimento em Saúde da população das regiões Norte e Leste do Estado, representantes de sete cidades entregaram, nesta segunda-feira (12), ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Paulo Corrêa (PSDB), uma Carta de Intenções para a formação de um consórcio intermunicipal para compra de medicamentos e insumos. Vereadores, secretários municipais e técnicos da Secretaria Estadual de Saúde também participaram da reunião.

“Hoje o Governo do Estado já tem essa inteligência de se unir a outros oito estados com o Consórcio Brasil Central para a compra de medicamentos. Agora, em âmbito municipal, será possível agilizar ainda mais esse processo e eles poderão incluir outros serviços, como cirurgias, procedimentos e fazer o que o Governo tem feito de contratualizar coisas novas utilizando o contraturno em estruturas e clínicas já existentes, sem gastar construindo lugares novos. Recebemos essa Carta de Intenções e já vamos designar um advogado do corpo jurídico da Casa de Leis para estudar o assunto, organizar uma reunião para constituir um grupo de trabalho e assim compor o projeto de lei”, detalhou o presidente Paulo Corrêa.

Paulo Corrêa com prefeitos, vereadores, secretários municipais e técnicos da SES

Segundo o secretário estadual de Saúde, Flávio Britto, o consórcio é o caminho mais viável para dar conta da demanda existente. “Esse é o futuro. A pandemia nos deixou de forma muito clara a ciência da união. Só conseguimos ficar oito meses à frente da vacinação de todos os estados, porque todos os municípios sul-mato-grossenses se uniram em um bem só. Aprendemos isso na dor, então hoje vamos usar esse caminho para fazer as compras, as cirurgias, pois o SUS [Sistema Único de Saúde] é tripartite: União, estados e municípios. E assim esse consórcio precisa ser regulamentado nas esferas municipais e aqui na estadual, por isso contamos com a ajuda dos deputados”, ressaltou. Britto ainda disse que, atualmente, no estado existem outros dois consórcios da área da Saúde, voltados para cirurgias eletivas, em Amambai e Fátima do Sul.

Para o prefeito de Chapadão do Sul, João Carlos Krug (PSDB) a união dos municípios é o mais relevante no consórcio. “Esse sistema de consorciar algo traz a união focada na importância de dar a solução para o nosso povo que, por vezes, a gente não consegue atender. O consórcio coloca menos competição. Ao invés de competir, nós nos tornamos parceiros. Vai ter atendimento mais barato e mais rápido, vai melhorar tanto para quem presta o serviço, quanto para quem precisa. E o bom é que não será obrigatório aderir. Paga enquanto quiser participar e se quiser sair não paga e não usufriu, então não tem risco de ‘calote’ quando muda a gestão”, ponderou.

Além de Chapadão do Sul também assinaram o documento os prefeitos de Camapuã, Cassilândia, Costa Rica, Figueirão, Paraíso das Águas e Alcinópolis. O prefeito Manoel Nery, à frente da administração de Camapuã, disse que espera que o sistema consorciado amplie para atendimentos em especialidades. “Às vezes precisamos, por exemplo, de um neuropediatra. Se conseguirmos levar ele dois ou três dias na nossa região já desafoga Campo Grande. Podemos fazer mutirões de cirurgias e esse seria um ganho muito grande para mais de 100 mil habitantes que moram nessa nossa região”, considerou.

Outro exemplo foi dado pelo prefeito de Figueirão, Juvenal Consolaro. “Fiquei entusiasmado ao ver exemplos de outros consórcios, porque permite a democracia da ação para todos os municípios. Por exemplo, lá em Figueirão temos apenas duas cirurgias de catarata para fazer, que hoje eu tenho que acolher essas pessoas até de forma particular, porque não tem previsão de médico para ir lá via SUS. Então eu vejo que as empresas vão ter mais interesse em fazer, por exemplo, um pacote de mil cirurgias de cataratas na região e assim a pessoa é atendida mais rápido. Os pequenos municípios demandam menos problemas, mas ao mesmo tempo tem mais dificuldades para resolvê-los”.

Consórcio e município têm até dia 20 para apresentar soluções para o transporte coletivo

Consórcio Guaicurus admitiu em reunião na Escoex (Escola Superior de Controle Externo do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul) nesta terça-feira (8) que cumpriu 5 dos 18 pontos do TAG (Termo de Ajustamento de Gestão) firmado em 2020. Soluções para cumprir os demais pontos devem ser apresentadas em conjunto com a Prefeitura de Campo Grande até o próximo dia 20 ao órgão.

“O Tribunal de Contas nos convocou para que a gente possa dar uma devolutiva do andamento do TAG, mais especificamente em relação ao transporte coletivo. Nós apresentamos uma remodelagem do sistema de transporte, para garantir a sobrevivência do sistema, para que, diante disso, além da manutenção dele, a gente possa garantir um serviço de qualidade para a sociedade”, explicou o diretor-presidente da Agereg (Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados), Odilon de Oliveira Júnior.

No entanto, o Consórcio condicionou a aplicação das mudanças ao reajuste do passe de ônibus em 2023. A ideia não é descartada pelo diretor-presidente da Agereg. “Atualmente quem paga é o consumidor e nós queremos criar um sistema misto para ajustar a forma de remuneração ao Consórcio. Essa remodelagem do sistema de transporte público é necessária para dar continuidade ao serviço e esperamos aplicá-la até o início de 2023, junto com o reajuste”.

Já a secretária de Finanças do Município, Márcia Helena Okama, reforçou que as medidas devem ser tomadas antes do reajuste da tarifação, no início do ano que vem.

“Vamos fazer um alinhamento para o dia 20 e trazer as questões em pauta com um novo reequilíbrio, a fim de melhorar essa tarifa para o poder público, para a população. A gente vai trazer também a questão dos R$14 milhões, que foram aportados pelo Governo Federal, para que a gente pudesse amenizar a diferença da tarifação. A gente está estudando uma forma de aportar esse recurso, primeiro pela diferença do combustível – feita este ano -, e o restante até o ano que vem, seguindo a determinação da portaria do Ministério de Desenvolvimento Regional. A gente está trabalhando em cima disso, para o ano que vem a gente realmente ter o valor das tarifas”, explicou.

Dentre os 18 itens listados, estão a cobertura de pontos de ônibus, as condições de transporte, a segurança nos terminais, a melhoria da frota, corredores de ônibus, acessibilidade, entre outros.

Para Waldir Neves, Diretor-Geral do Escoex e relator da questão do transporte, os problemas enfrentados para o cumprimento dos itens são resultado da transferência de responsabilidades entre a Prefeitura e o Consórcio.

“O Tribunal de Contas é um órgão fiscalizador, mas mais do que fiscalizar, nós estamos sendo um órgão pedagógico, né? Nós estamos fazendo um trabalho preventivo, nós queremos que as coisas deem resultado para a população”, concluiu.

Ao fim da reunião, foi determinado o encaminhamento de uma comunicação formal, até o dia 20 de novembro, com os novos prazos e propostas para que os itens restantes do TAG sejam realizados.

Reunião para solucionar crise no transporte coletivo é adiada para segunda-feira

Consórcio alega que ou a tarifa sobe para mais de R$ 6, ou a prefeitura terá que dar um subsidio de R$ 4 milhões mês para manter os ônibus rodando.  Melhorias para os usuários do transporte que sofrem diariamente com o péssimo serviço prestado não estão na pauta

A reunião do Consórcio Guaicurus com a prefeitura que seria realizada nesta-sexta-feira (24, foi adiada para segunda-feira. Com certeza a prefeita Adriane Lopes quer se aprofundar mais no assunto, que não passa de uma maçaroca deixada pelo seu antecessor Marquinhos Trad. Na reunião o Corsário vai apresentar uma planilha de cálculos , onde mostrava um possível aumento na tarifa do transporte coletivo, que passaria de R$ 4,40 para R$ 6,16.

O sofrimento diário dos usuários não entra na pauta. O que está em jogo e a manutenção do péssimo serviço prestado pelo Consórcio Guaicurus

Ou seja, usuários vão continuar com a pulga atrás da orelha, já que em nenhum momento serão debatidas melhorias na frota, horários, novas linhas, georreferenciamento e muito menos ar-condicionado no transporte público. (esse último, mentira deslavada do ex-prefeito para ganhar votos).

O diretor executivo do Consórcio Guaicurus, Robson Strengari, propõe o aumento mas depende do parecer da Prefeitura. “Queremos crer que a prefeita Adriane Lopes não vá aumentar (a tarifa) para o cliente. A prefeitura deveria proceder igual as demais capitais e as maiores cidades do país, estão subsidiando o transporte, que não sobrevive apenas da tarifa. Belo Horizonte dá um subsidio de R$ 275 milhões. São Paulo, anualmente coloca o transporte para não aumentar a tarifa, R$ 8 bilhões”.

O Consórcio alega que, para não haver aumento no preço da passagem de ônibus, as empresas pedem um subsídio de R$ 4 milhões por mês. De acordo com o diretor-executivo, esse valor seria referente a todas as gratuidades concedidas no transporte coletivo da cidade.

Além disso ele conta que os aumentos em produtos automotivos e principalmente no óleo diesel forma fatores de impacto para os altos custos do Consórcio. “De janeiro de 2022 para cá os custos tem se elevado de maneira astronômica: pneus, peças e principalmente o óleo diesel. Quando a tarifa foi calculada o valor que do Óleo diesel era 4,6158 o litro, hoje esta 7,16. Consumimos por mês 700.000 litros só neste item a defasagem é de R$ 1.780.000.00 por mês”, explica o gerente.

Consórcio quer subir tarifa de ônibus para R$ 6,16 na Capital

O Consórcio Guaicurus, empresa que gere o transporte coletivo em Campo Grande, quer subir a tarifa do ônibus para R$ 6,16. A informação foi confirmada pelo gerente executivo do conglomerado de empresas, Robson Strengari.

Vale lembrar que a tarifa do transporte coletivo normal está em R$ 4,40, com o reajuste os moradores de Campo Grande teriam que desembolsar mais R$ 1,76 por passagem.

Ônibus em Campo Grande. — Foto: Prefeitura de Campo Grande/Divulgação

Para o Consórcio Guaicurus, o aumento na tarifa é “iminente” e “necessário para resolver o problema de falta de caixa”. A proposta da empresa vai ser apresentada à prefeitura de Campo Grande em reunião nesta sexta-feira (24).

Atualmente, a prefeitura isenta o consórcio de pagamento do ISS, o que corresponde a cerca de R$ 2 milhões e ainda repassa valores descontados aos usuários – deficientes e alunos da rede municipal – que fazem uso gratuito do serviço, que chega a R$ 1 milhão por mês. Mas segundo o Consórcio este valor é insuficiente.

O Consórcio Guaicurus diz que o último aumento na tarifa, para R$ 4,40, foi elaborado com valores antigos. A empresa alega que na época do reajuste, o litro do óleo diesel estava em R$ 4,61, atualmente está em mais de R$ 7,00. O consórcio informou que utiliza cerca 700 mil litros do combustível ao mês, o que coloca o gerador como vilão ao fechar as contas.

O possibilidade no reajuste surge após paralisação dos motoristas do transporte coletivo, onde reivindicavam pagamento de vale do salário.

O principal motivo da paralisação era porque os motorista não receberem vale quinzenal, na segunda-feira (20), como era previsto. Durante uma reunião de conciliação, ficou determinado que a antecipação de parte do salário fica agendada para 28 de julho, na próxima terça-feira.