Riedel, secretários e ministra Simone Tebet traçam estratégias para o MS

A reunião de trabalho foi realizada no Receptivo do Governo, localizado Parque dos Estadual do Prosa. Lá, foram apresentadas demandas da atual gestão estadual

O governador Eduardo Riedel recebeu a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, para uma reunião na manhã desta segunda-feira (15), em Campo Grande.

O encontro reuniu os secretários Eduardo Rocha (Casa Civil), Hélio Peluffo (Infraestrutura), Maurício Simões (Saúde), Jaime Verruck (Desenvolvimento), Ana Nardes (Administração), Flávio César de Oliveira (Fazenda), e ainda Eliane Detoni (EPE) e Ana Carolina Ali (Procuradoria-Geral).

Após a reunião, Riedel e a ministra Simone concederam entrevista coletiva (Saul Schramm)

A visita oficial da ministra Simone Tebet é a primeira após assumir um dos principais ministérios do Governo Federal sob a nova gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Também é a primeira vez que o governador Eduardo Riedel e os secretários se reúnem para apresentar demandas específicas e despachar com uma ministra do Governo Federal este ano.

“Estamos recebendo a visita da nossa ministra do Planejamento, Simone Tebet. Tivemos uma extensa pauta hoje de assuntos relativos a Mato Grosso do Sul. Uma reunião que contou com boa parte dos secretários e secretárias do Estado, que tem agendas de interlocução com o Governo Federal. A pasta da ministra Simone é uma pasta absolutamente transversal de planejamento, então todo o orçamento a discussão macro do governo federal passa pelo Ministério do Planeamento”, disse Riedel.

A reunião de trabalho foi realizada no Receptivo do Governo, localizado Parque dos Estadual do Prosa. Lá, foram apresentadas demandas da atual gestão estadual.

“É uma alegria muito grande poder estar aqui em Mato Grosso do Sul, estar como ministra do Planejamento e Orçamento do Governo Federal. É um ministério meio para que todos os outros ministérios finalísticos possam exercer bem sua missão, portanto é estratégico e no qual ajudamos a planejar o futuro do Brasil”, disse Tebet.

Demandas em diversas áreas foram apresentadas e discutidas entre o governador, a ministra e os secretários.

“A ministra veio ouvir atentamente as demandas que o Estado tem em relação a diversos assuntos na área de meio ambiente, infraestrutura, envolvendo concessões, PPPs (parcerias público-privadas) na área social. É uma discussão importante que envolve saúde, assistência social, direitos humanos, a questão indígena e outros assuntos de interesse do Estado, na qual a ministra pode e estará bastante atenta no Governo Federal para que a gente possa evoluir e resolver equações importantes”, disse Riedel.

Saúde

Uma das parcerias atuais, entre os governos do Estado e o Federal, é o programa “MS Saúde: Mais Saúde, Menos Fila”, que foi lançado no dia 8 de maio e prevê levar consultas, exames e cirurgias à população dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul e atender a demanda reprimida como parte do plano “Ano 1 de um novo ciclo de desenvolvimento”.

“A questão da saúde, que foi lembrada também aqui, pedimos um ajuste na análise do MAC (recurso para média e alta complexidade ambulatorial e hospitalar). Lançamos um programa na semana passada, o Estado vai disponibilizar R$ 45 milhões e a União já colocou R$ 8 milhões para complementar. E pode vir mais recursos para que a gente zere a fila que tem 15 mil pessoas para realizar cirurgias eletivas e os mais de 42 mil exames. Então essa também é uma ação que no curto prazo o Governo Federal está sendo parceiro do Governo do Estado”, disse Riedel.

A ministra pontuou que a situação da saúde é prioridade e tem demandas específicas em todo o Brasil.

“Gostaria de reforçar especificamente que o governador Eduardo Riedel, e seu secretariado, fez demandas nas mais diversas. Mas eu gostaria de focar muito olhando pela área social a solicitação que fez para continuar os investimentos em educação e na área da saúde que é uma demanda reprimida dos municípios. Nós deixamos muitos exames, consultas e cirurgias represadas por conta da pandemia. Então, esta é uma necessidade do Brasil inteiro”, explicou a ministra.

“A ministra tem colaborado muito com o Mato Grosso do Sul e agradeço a presença dela para essa agenda que foi coordenada para que a gente pudesse passar estes grandes temas desta pasta que tem uma articulação muito transversal com diversas áreas de aplicação do orçamento federal”, finalizou Riedel.

Visitas anteriores

Outras duas ministras, Sônia Guajajara (Povos Indígenas) e Cida Gonçalves (Mulheres), também estiveram em Mato Grosso do Sul no início de 2023 para visitar e cumprir agenda, e foram recebidas por Riedel e parte do secretariado.

Sem reajuste do passe, vereadores analisam isenção do ISSQN ao Consórcio Guaicurus

A Câmara dos Vereadores de Campo Grande discute nesta terça-feira (7), a isenção do ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza), pago pela empresa responsável de realizar o transporte coletivo da Capital. O projeto foi protocolado nesta segunda-feira (6) pelo presidente da Casa, vereador Carlão (PSB).

O projeto foi protocolado nesta segunda-feira (6) pelo presidente da Casa, vereador Carlão (PSB)

O pedido deve passar por análise dos vereadores, como acontece todos os anos na Câmara, devido a uma previsão contratual entre o Consórcio e a Prefeitura de Campo Grande, que ainda não definiu o valor do reajuste do passe de ônibus, que pode ficar entre R$ 4,65 e R$ 4,80.

Além disso, será proposta a subvenção econômica para o mesmo setor de transportes, afim de desafogar as dívidas para que o impacto não pese no bolso do consumidor final. No ano passado, o valor aportava R$ 1 milhão por mês ao Consórcio, sob justificativa da manutenção da tarifa de ônibus em R$ 4,40.

Vereadores discutem medidas para evitar greve dos motoristas de ônibus

A Comissão de Transporte e Trânsito da Câmara Municipal voltou a discutir, nesta terça-feira (27), o reajuste da tarifa do transporte coletivo da Capital e medidas para evitar uma possível greve dos trabalhadores. A categoria pede reajuste de 16%, enquanto o consórcio Guaicurus oferece a reposição inflacionária dos últimos 12 meses, de 6,46%.

Além da possibilidade de greve, o encontro na Câmara também discutiu o reajuste da tarifa Foto Divulgação

“A Câmara não tem se furtado em discutir o transporte coletivo. Temos que debelar a possibilidade da greve. Não podemos deixar que serviços essenciais sejam paralisados. Temos 150 mil usuários que precisam do serviço para suas atividades cotidianas”, frisou o presidente da Comissão, vereador Coronel Alírio Villasanti.

Desde 22 de dezembro, motoristas alertam sobre a possibilidade de paralisação. Um novo encontro entre empresários e sindicalistas será às 10h desta terça-feira (27), na sede da Viação Cidade Morena, que integra o Consórcio.

Além da possibilidade de greve, o encontro na Câmara também discutiu o reajuste da tarifa, que passará a vigorar no dia 17 de janeiro de 2023. Segundo o presidente do Consórcio Guaicurus, João Rezende, o cálculo do valor será feito após selado o acordo sobre o reajuste dos trabalhadores.

“A tarifa pública, que a prefeita decreta, pode ser menor que a tarifa técnica, que é definida pela Agência de Regulação, mas o município deve subsidiar a diferença. Tenho muita esperança que vamos passar por essa turbulência com a compreensão dos trabalhadores, podendo aguardar até o início de janeiro”, disse.

Também participaram do encontro dos vereadores Ronilço Guerreiro, Zé da Farmácia e João César Mattogrosso, além de representantes da Agereg (Agência Municipal de Regulação), Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) e MPE (Ministério Público Estadual).