Vacinação está suspensa por causa de greve da enfermagem em Campo Grande

A informação foi confirmada pela secretaria municipal de Saúde (Sesau). Prefeitura da capital pede fim imediato da greve que começou nesta segunda-feira (27)

Moradores deram de cara com as portas fechadas ao buscarem por imunização em Campo Grande nesta segunda-feira (27). De acordo com a secretaria municipal de Saúde (Sesau), as aplicações de todas as vacinas estão suspensas por causa da greve do setor de enfermagem na capital.

Após a greve começar, a prefeitura entrou com ação na Justiça para anular a paralisação. Na alegação, o procurador geral do município, Alexandre Ávalos, fala que os serviços essenciais estão sendo prejudicados.

Moradores voltaram para casa sem vacina. — Foto: João Carlos Corrêa/TV Morena

“Além disso, a possível greve geral noticiada pelo Sindicato dos trabalhadores públicos em enfermagem do Município de Campo Grande interromperá a prestação de serviço público de saúde essencial, contínuo e indispensável aos munícipes de Campo Grande, de forma ilegal e abusiva e, por tal conta, não pode ser referendada pelo Poder Judiciário, consoante adiante se demonstrará”, comenta a apelação feita pela prefeitura.

A ação da prefeitura ainda sugere à Justiça para que multa de R$ 200 mil reais, por dia, seja aplicada caso os serviços não voltem a normalidade.

Pedindo por adicional insalubridade e enquadramento do Plano de Cargos e Carreira da categoria, técnicos de enfermagem e enfermeiros da prefeitura de Campo Grande entraram em greve nesta segunda-feira (27).  A categoria pede para administração municipal uma negociação.

Profissionais que atuam nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e outras unidades de saúde geridas pela prefeitura aderiram à paralisação.

Segundo o Ângelo Macedo, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Públicos em Enfermagem de Campo Grande (Sinte/PMCG), a greve respeita a legislação e apenas 30% dos trabalhadores continuam em atividade, enquanto 70% paralisa.

“O enquadramento na carreira tinha prazo legal já vencido, era para ter ocorrido até 31 de dezembro do ano passado. Isso somado ao desgaste de uma categoria desvalorizada resultou na aprovação do nosso movimento grevista”, relatou o presidente.

Campo Grande amanhece sem ônibus após paralisação dos motoristas

Nesta quarta-feira (18), os veículos não saíram da garagem e os terminais estão vazios

Usuários do transporte coletivo de Campo Grande (MS), amanheceram sem ônibus nesta quarta-feira (18). A paralisação do serviço ocorreu devido a falta de acordo com o Consórcio Guaicurus, em relação ao reajuste salarial dos trabalhadores da categoria. Eles pedem reajuste de 16% + manutenção dos benefícios (plano de saúde, ticket alimentação e participação nos lucros).

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande, Demetrio Ferreira de Freitas, os ônibus não saíram de nenhuma das garagens da capital.

Terminal Morenão vazio, em dia de greve dos motoristas do transporte público, em Campo Grande. — Foto: Luana Ribeiro

No Terminal Bandeirantes, nem as grades de proteção haviam sido retiradas, por volta das 5h. São cerca de 300 ônibus parados.

A estudante, Giovana Flores Falcão, se assustou ao ver o terminal Morenão vazio. Ela explica que pegaria o ônibus para ir ao estágio.

“Eu venho aqui todos os dias para pegar ônibus e nem sabia da greve, é um susto muito grande você chegar e estar tudo vazio, e agora, o que eu vou fazer para ir para o meu estágio?”.

Segundo o presidente, caso não haja acordo nesta quarta-feira, haverá uma assembleia na sexta (20), que pode decidir por uma paralisação ainda maior. Quinta e sexta, o serviço deve funcionar normalmente.

A paralisação foi anunciada na terça-feira (17), e o Consórcio Guaicurus ainda tentou impedir a manifestação na Justiça, através de uma “ação de interdito proibitório”.

No pedido, ingressado no Tribunal Regional do Trabalho, o Consórcio alegou que a paralisação resultaria “não somente na privação da sociedade campo-grandense do essencial serviço de transporte público, mas também no injustificável e inaceitável fechamento das garagens das empresas que operam o serviço, impedindo que os ônibus alocados em cada uma delas sejam utilizados pelos empregados não aderentes ao mo‐ vimento”.

O pedido de proibição da paralisação, no entanto, foi negado pela Justiça do trabalho.

Em nota, a Prefeitura da capital informou que o reajuste da tarifa está sendo cautelosamente estudado e que compreende as reivindicações dos motoristas de ônibus como legítimas, mas que o reajuste de salários é uma questão a ser negociada pelo consórcio de transporte público.

Leia a seguir a nota da Prefeitura na íntegra:

“A prefeitura entende que as reivindicações dos motoristas de ônibus são legítimas, no entanto o reajuste de salários é uma questão a ser negociada pelo consórcio de transporte público, não estando este na alçada do município.

O reajuste da tarifa está sendo cautelosamente estudado, e o poder executivo tem feito todo o possível para continuar subsidiando as gratuidades para estudantes, idosos, pessoas com necessidades especiais e seus acompanhantes.

Em 2022, fruto do bom relacionamento da gestão municipal e Governo do Estado, também foi firmado um convênio no qual o Estado passou a contribuir com esses subsídios.

Adicionalmente, em dezembro, o governo federal por intermédio da prefeitura, repassou verbas federais para o consórcio custear as gratuidades para idosos entre janeiro e outubro de 2022, com valores a repassar mensalmente para cobrir as gratuidades à medida que elas ocorrerem.

ambém com a clareza de que é preciso manter o equilíbrio e não aumentar de forma acentuada o valor da tarifa, foi aprovado na Câmara Municipal a isenção de ISS para o consórcio.

As tratativas em relação ao reajuste da tarifa de ônibus para 2023 estão em andamento, o próximo passo será a discussão no dia 24/01 com o Conselho de Regulação que é formado por membros da sociedade civil e órgãos da administração pública, com quórum mínimo de 10 de membros, para discussão e análise de dados para revelar a tarifa que será entregue em relatório para avaliação do poder executivo.

O conselho é formado por membros do CREA, OAB, SEMADUR, PLANURB, Conselho das Regiões Urbanas, AVICG, ASCCON, UMAM, CAU, Águas Guariroba, CTRCG, Solurb e Consórcio Guaicurus.”

Greve: Motoristas anunciam paralisação dos ônibus em Campo Grande

Sem reajuste nos salários, greve dos motoristas de ônibus está confirmada para esta quarta-feira

O STTCU-CG (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande) decidiu paralisar o serviço de transporte coletivo nesta quarta-feira (18). Segundo Demétrio Freitas, presidente do STTCU-CG, o Consórcio Guaicurus não aceitou discutir reajuste salarial para a categoria.

“Tivemos uma reunião agora cedo onde o Consórcio informou que não tem como voltar a discutir a questão do reajuste salarial, mas a reunião foi registrada em ata, e nela dizíamos que se não houvesse acordo, a greve estava garantida. Está documentado, já que não tem a possibilidade de conversar, amanhã a gente vai parar”, afirmou Demétrio.

Mais de 1.500 funcionários entram em greve a partir desta quarta-feira

“Só vamos voltar quando a empresa resolver sentar e definir de uma vez o reajuste. As negociações não avançaram e a empresa não quer mais sentar para negociar. Conforme dito, vamos cruzar os braços e parar o serviço. É é a única forma de negociar com nós”, reafirmou.

A categoria afirma que trabalha para o Consórcio Guaicurus e não para a Prefeitura. “Eles falam que dependem da Prefeitura, mas nós não trabalhamos para o município. Trabalhamos para o Consórcio. À tarde eu volto a confirmar, para vocês nem saírem de casa. Podem ficar em casa dormindo”, acrescentou

A greve estava prevista para acontecer em dezembro, mas o Consórcio Guaicurus se reuniu com vereadores e Ministério Público e pediu alguns dias para retornar a discussão de reajuste. Como não foi estipulada uma data, o STTCU-CG encaminhou na semana passada um ofício informando que se não houvesse diálogo de negociação a greve seria feita sem mais adiamentos.

“Por conta desse pedido, cancelamos a nossa greve, mas ninguém nos deu um prazo de quando seria realizada a nova reunião. Nos pediram até dia 17, mas hoje em reunião não houve acordo. Sem choro, a categoria agora começa a grave”, disse.

O presidente do sindicato afirma que a categoria está lutando para conseguir reajuste salarial. O pedido do sindicato é 16%, mas o Consórcio oferece o INPC (Índice de preços no consumidor) com reajuste de 6,5%.

A greve começa às 4h50, início da primeira volta das linhas consideradas de bairros e pode ter prosseguimento pelo dia. Com a paralisação, cerca de 1.500 funcionários devem cruzar os braços até uma nova decisão.

Sem reajuste salarial, motoristas de ônibus podem entrar em greve no dia 18

Presidente STTCU-CG deu prazo final para reunião com Consórcio e greve não será mais adiada

Em espera por definição de reajuste salarial, os motoristas do transporte público de Campo Grande podem entrar em greve na próxima semana. O STTCU (Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo Urbano) aguarda resposta do Consórcio Guaicurus para definir sobre paralisação a partir de quarta-feira (18).

O pedido do sindicato é 16%, mas o Consórcio oferece de 6,5% Foto: Prefeitura de Campo Grande Divulgação

A greve que estava prevista para acontecer no dia 27 de dezembro foi adiada depois que o Consórcio se reuniu com vereadores e Ministério Público e pediu ao Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande (STTCU-CG ) um prazo maior para definirem o acordo.

“Por conta desse pedido, cancelamos a nossa greve, mas ninguém nos deu um prazo de quando seria realizada a nova reunião. Ontem entrei em contato com o Consórcio Guaicurus e nos pediram até dia 17 para agendar a reunião. Encaminhamos agora um ofício com essa data limite, se não houver acordo, sem choro a categoria começa a grave na quarta-feira”, informou o presidente do STTCU-CG, Demétrio Freitas.

Segundo ele, a categoria está lutando para conseguir reajuste salarial. O pedido do sindicato é 16%, mas o Consórcio oferece o INPC (Índice de preços no consumidor) com reajuste de 6,5%.

“Aguardamos para discussão de outros assuntos como ticket alimentação que também precisa ser reajustado e não houve proposta para isso. Esperamos até essa data, se não mais de mil funcionários vão parar”, concluiu.

Greve dos motoristas é suspensa e nova reunião é marcada

Retomada das negociações será feita às 10h desta terça-feira

A greve dos motoristas do transporte público de Campo Grande, prevista para iniciar nas primeiras horas desta terça-feira (27), ficou suspensa momentaneamente, após a sinalização do Consórcio Guaicurus na tarde desta segunda-feira (26) em marcar uma reunião e buscar um acordo com a categoria.

Ônibus não entrarão em greve, por enquanto – Crédito: Prefeitura de Campo Grande

Demétrio Freitas, presidente do STTCU-CG (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande) explicou a situação. “Ele [Consórcio] marcou uma reunião para amanhã às 10h. Como o combinado era que se marcasse esse encontro nós suspenderíamos a paralisação. Eles não quiseram parar e resolveram marcar a reunião. Vamos retomar amanhã, mas claro, com proposta”, finalizou.

Essa é a terceira vez que os trabalhadores tentam um acordo com a empresa e a Prefeitura. “Nos aguardamos até o último minuto do prazo estipulado. Eles falam que não querem paralisar, mesmo que com dificuldades, mas não tem como. Não ofereceram nada em duas rodadas de negociação. Isso depende muito da prefeitura. Agora estamos aguardando. E vai parar tudo caso não cheguem a um acordo”, disse.

A reunião está marcada na garagem do Viação Cidade Morena. Segundo Demétrio, os últimos encontros serviram apenas para colocar o salário dos trabalhadores em dia, com o valor do décimo.

O entrave que gerou a possibilidade de greve é referente ao reajuste da categoria.

“A questão do reajuste que a categoria pede, nas reuniões disseram que não teriam condições de fazer acordo e ficou por isso mesmo. Mandamos um novo ofício na semana passada e responderam que qualquer negociação não seria possível realizar o cumprimento”, contou Demétrio.

O representante ainda ressaltou que o reajuste deverá ser retroativo à data-base, quando concedido. Anteriormente o Consórcio Guaicurus, afirmou que não pode negociar salários sem antes definir com a prefeitura o valor da tarifa de ônibus, que ainda segue indefinida. A empresa pede R$ 8,00.

Professores encerram a greve, mas ainda tentam acordo com a prefeita

Movimento será encerrado quinta-feira, mas pode ser retomado se não negociação não avançar

Os professores da Rede Municipal de Ensino (Reme) de Campo Grande decidiram, em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira, 07 de setembro, na sede do Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP), seguir com as atividades paralisadas até amanhã (8). A decisão ocorre após a Justiça determinar o fim da greve, com possibilidade de multa de R$ 50 mil diários, caso o movimento continue.

Professores se reuniram em Assembleia Geral nesta manhã (7) – (Foto: Reprodução/ACP)

Conforme a ACP, as ações seguem na tarde desta quarta-feira, com novo ato em frente à prefeitura para cobrar que o Poder Executivo receba a comissão formada por vereadores e representantes da categoria. A reunião de hoje analisou a decisão do desembargador Sérgio Fernandes Martins e convocou nova assembleia na segunda-feira (12), para decidir as próximas ações da categoria na luta em defesa do Piso 20h da Reme.

Caso a prefeita não receba o sindicato e parlamentares, a agenda de greve prevê nova manifestação da categoria na sessão da Câmara, na manhã de quinta-feira e, à tarde, ações de panfletagem nas escolas municipais em razão da eleição de diretores da Reme.

Reajuste salarial – A paralisação das atividades na Rede Municipal de Ensino iniciou na última sexta-feira, quando professores realizaram passeata da sede do ACP, na rua Sete de Setembro, até à Prefeitura de Campo Grande. De acordo com o Sindicato, pela lei municipal 6.796/2022, sancionada em março, a correção deve ser de 10,39%. A Prefeitura afirma não conseguir cumprir o acordo por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal, que controla os gastos públicos.

Em nota divulgada na quarta-feira (30), o poder público afirmou: “A mesma lei que dá o aumento à categoria, impede que ele seja concedido neste momento. A Prefeitura, nos últimos meses, vem promovendo ajustes e mudanças na gestão para se adequar à lei e poder atender o pleito justo dos professores”.

No dia de início da greve, a Prefeitura acionou a Justiça contra o movimento. O desembargador Sérgio Fernandes Martins negou dois pedidos para suspender a greve e deu prazo de cinco dias, a contar de sexta-feira e com término ontem, para que o sindicato se manifestasse na ação.

Justiça determina fim da greve dos professores

Desembargador atendeu pedido da Prefeitura de Campo Grande

Desembargador do TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), Sérgio Fernandes Martins, determinou que greve dos professores cesse imediatamente sob risco de multa diária no valor de R$ 50 mil. A decisão atende ao pedido feito pela Prefeitura de Campo Grande um dia antes de o movimento grevista ser iniciado, na última sexta-feira (2).

Fachada de escola municipal em Campo Grande (MS) — Foto: Prefeitura de Campo Grande/Divulgação

A decisão foi publicada na tarde desta terça-feira (6) e pede ação imediata dos professores da rede municipal de Campo Grande.

“Não é justo e tampouco crível que, a poucos dias do recesso escolar, os estudantes sejam privados do ensino e tenham que repor aulas futuramente, inclusive às vésperas do ano-novo”, pontua. O desembargador Sérgio Fernandes Martins assina a decisão.

Além disso, o desembargador destacou que a greve causa ‘prejuízo não só aos alunos, mas também aos pais e tutores’. Então, destacou que “110 mil alunos da rede municipal de ensino que serão diretamente prejudicados com a paralisação, sem direito à educação, alimentação e a conclusão do ano letivo”.

Assim, os professores devem suspender a greve, que teve início na última sexta-feira (2).

Em nota, a ACP informou que não foi notificado. “Como o sindicato não foi notificado, não tem posicionamento. Segue a programação da greve, com assembleia geral marcada às 7h30 desta quarta feira”

Professores saem às ruas e fazem manifestação em favor do reajuste salarial

Prefeitura não concedeu reajuste previsto em lei devido a “responsabilidade fiscal” das contas públicas

Começa nesta sexta-feira (2) a greve dos professores da rede pública de ensino da Capital. O movimento foi definido após os representantes da categoria terem entrado em contato com a prefeitura e não terem conseguido acordo para o recebimento do reajuste de 10,39%, que havia sido acordado anteriormente.

A greve começa hoje em Campo Grande e vai até o dia 9 de dezembro Foto Divulgação/ACP

Neste ano, a ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública) protestou repetidamente contra o não cumprimento da Lei nº 6.976, que obriga ao pagamento do Piso Nacional do Magistério de 20 horas. Para 2022, estavam previstas três correções: abril (5,03%), novembro (10,39%) e dezembro (4,78%).

Segundo o presidente da ACP, Lucílio Nobre, a assembleia que deliberou a greve definiu que ela começa hoje e que inicialmente irá até o dia 9 de dezembro. E que, ao longo desses primeiros dias, a categoria espera que a prefeitura apresente uma maneira de cumprir a lei e aplicar a correção de 10,39%.

“Para esses primeiros dias de greve estão definidas algumas ações. A primeira será uma passeata pelo centro da cidade a partir das 8h, com encerramento em frente da prefeitura. O sindicato já protocolou um ofício solicitando uma reunião com a prefeita nesta manhã. Ao longo da greve, os professores realizarão novas assembleias que vão definir os próximos passos do movimento, conforme a situação for se alterando”, afirmou o presidente.

 

Professores anunciam que greve começa na sexta-feira

Paralisação tem início nesta sexta-feira na Rede Municipal de Ensino, categoria não aceitou 4.78% oferecido pela prefeita Adriane Lopes

Nesta terça, professores realizaram uma assembleia na sede da ACP em Campo Grande para apresentação da proposta da prefeitura e deliberação, pela categoria.

Os profissionais da educação da Capital rejeitaram a proposta da Prefeitura de Campo Grande , de 4,78% de reajuste e R$ 400 reais de bolsa alimentação para 40 horas semanais.

Professores decidiram em assembleia pela paralisação das atividades a partir de sexta-feira – Foto: Bruno Nascimento CBN CG

A prefeita Adriane Lopes fez a proposta como saída para a impossibilidade de aplicar o reajuste de 10,39% acordado pelo ex-prefeito Marquinhos Trad com a categoria, em março deste ano. Em discurso o presidente da ACP Lucilio Nobre, fez o anuncio da greve, com previsão de atos de manifestação pelas ruas da cidade , inclusive em frente à prefeitura. “Pela maioria absoluta a greve inicia dia 2 de dezembro , sexta-feira , com concentração na ACP,” diz Lucilio

Durante a assembleia dos professores de Campo Grande foram divulgados os atos que vão ocorrer durante a paralisação, “ dia 07 de dezembro acampamento em frente a prefeitura, dia 08 dezembro panfletagem nas rotatórias da cidade e dia 09 Assembleia na ACP para avaliar a greve,” pontua o presidente da ACP.

O percentual exigido pelos oito mil professores está previsto em lei, mas a Prefeitura alega não ter condições de honrar o compromisso. A chefe do Executivo, o secretário de Educação recém-empossado Lucas Bitencourt e os pais serão oficialmente informados sobre a greve. De acordo com o presidente da ACP, Lucilio Nobre, embora o calendário escolar deva ser prejudicado, nenhum dia ficará sem reposição.

“Isso prejudica a entrega (final das notas) porque o professor tem direito a se manifestar para cobrar uma lei que não está sendo cumprida. Não é uma paralisação extemporânea, sem objetivo nenhum”, explicou.

“Os documentos garantem a reposição do ano letivo do aluno, então não há esse problema digamos assim. Ainda que (os professores) usem o tempo de recesso, os dias paralisados serão repostos”, completou. E os educadores não vão ficar parados.

Caso neste meio tempo a prefeita faça nova proposta, com mais proximidade ao exigido pela classe, a paralisação pode acabar. “Se ela apresentar algo que a gente consiga dialogar, (a greve) vai acabar sim, até porque a greve é em função disso. Tem que ser algo que dialogue com os 10,39%”, analisou Lucilio.

Funcionários do HU entram em greve por tempo indeterminado

Os trabalhadores da saúde do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, em Campo Grande, entram em greve a partir de hoje (26). O motivo principal é a falta de reajuste salarial por quatro anos, previsto para acontecer todo mês de março. Outros 37 Hospitais Universitários da EBSERH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) também participam da ação. Eles reivindicam o reajuste salarial de 24%.

Profissionais de saúde do Hospital Universitário deram início a greve hoje  Foto: Berlim Caldeirão

De acordo com os trabalhadores, houve diversas tentativas de diálogo com o Governo Federal, mas o processo de reajuste se arrasta por 4 anos sem resposta aos empregados. A categoria também exige a valorização pelos serviços prestados durante a pandemia de Covid-19 e a dedicação em restabelecer a saúde da população.

Secretário-geral do Sintsep (Sindicato dos Servidores Públicos Federais em Mato Grosso do Sul), Wesley Cássio Goully explica que os 24% corresponde ao valor acumulado nos últimos quatro anos, baseado na correção da inflação de 6% ao ano.

“Estamos em negociação com o governo desde 2018 e não tivemos resposta. Em uma das conversas eles propuseram, inclusive, diminuir o salário dos profissionais de saúde a partir da diminuição da insalubridade”, destaca.

Atualmente, os profissionais recebem 27% sobre o salário-base de cada categoria. A proposta do Governo Federal é reduzir pra 20% sobre o salário mínimo. Wesley Cássio ressalta que a mudança da base de cálculo da insalubridade acarretaria em uma diminuição de 20% para algumas categorias.

“Se recebêssemos cerca de R$ 4 mil, o máximo que chegaria a insalubridade seria em torno de R$ 440,00, uma redução absurda. Então, o que a gente pede é não reduzir e manter o reajuste desses últimos quatro anos. Não estamos pedindo aumento em cima da inflação e sim a correção de 6% ao ano”, explica.

Em nota, a Ebserh, empresa que administra 41 hospitais universitários do país, comunicou que a relatora do dissídio coletivo no TST (Tribunal Superior do Trabalho), ministra Delaíde Alves Miranda Arantes, determinou o percentual mínimo de manutenção de trabalhadores, em seus respectivos locais de trabalho, na base de 50% em cada área administrativa e de 60% para cada área médica e assistencial, sob pena de multa diária de R$ 50 mil, em caso de descumprimento.

“Com o início das manifestações, fica ainda mais clara a vontade dos empregados, semelhante à da Ebserh, em uma resolução rápida para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT)”.

Para solucionar o impasse, a Ebserh peticionou no dia 10 de agosto, no TST, um pedido de análise dos ACT’s em curso, solicitando o julgamento imediato do dissídio coletivo, inclusive quanto aos ACT’s em aberto.

Wesley Cássio destaca ainda que a greve segue por tempo indeterminado até que o Governo Federal proponha um acordo com a categoria, mas garante que o hospital seguirá mantendo os atendimentos para não impactar a saúde da população.

“Apesar da greve, temos um compromisso com a população. Vai existir a diminuição do serviço prestado, mas o que é essencial e inadiável será mantido”, finaliza.