Vídeo: Prefeitura não cumpre acordo e Guarda Civil anuncia greve

Vídeo mostra guardas metropolitanos com nariz de palhaço em protesto na Câmara Municipal

Integrantes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) entram em greve amanhã, 7, em Campo Grande. A iniciativa ocorre em protesto ao não cumprimento de compromissos firmados pelo município com a categoria. Ontem, utilizando nariz de palhaço, eles estiveram na Câmara Municipal, onde anteciparam os protestos em evento do qual participava Valério Azambuja, secretário municipal de Segurança Pública. A Justiça proibiu a paralisação.

De acordo com Hudson Bonfim, presidente do Sindicato dos Guardas Civis Municipais de Campo Grande, um dos motivos da greve decorre do fato de a prefeitura estar desrespeitando o Estatuto dos Servidores (Lei Complementar 190/2011), especificamente no que diz respeito à forma como o município deve remunerar a Guarda Civil em função das horas extras de trabalho.

Outra insatisfação da categoria é com relação ao pagamento do adicional de periculosidade, que por conta de decisão judicial, já deveria estar regulamentado. “O entendimento da Procuradoria Jurídica da prefeitura se contrapõe à legislação, que já traz em seu bojo os índices que devem ser aplicados”, explica Hudson Bonfim.

Mais insatisfação

As promoções horizontais também estão no foco da insatisfação. “A cada ano deve ocorrer a mudança de letra, com acréscimo de 4% ao salário, direito já reconhecido pela Justiça e que não está sendo respeitado”, informou o dirigente.

Segundo ele, a prefeita Adriane Lopes reuniu-se com a categoria no dia 5 de abril passado, logo após a posse e a renúncia de Marquinhos Trad, que foi quem se comprometeu a atender as demandas da categoria. “Desde então, nunca mais conseguimos contato com ela”, esclareceu Bonfim.

Proibição da greve

Por sua vez, a Justiça de Mato Grosso do Sul considerou ilegal a greve indicada pelos guardas municipais esta estabelecendo multa diária no valor de R$ 50 mil em caso de o movimento ser deflagrado. A decisão é do juiz Ariovaldo Nantes Corrêa, da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneo, em pedido feito pelo procurador-geral do município, Alexandre Ávalo.

Ávalo ainda reforça que a greve é ilegítima, pois as negociações entre Município e categoria não foram finalizadas, além de o sindicato não ter indicado o quantitativo de servidores que permanecerão trabalhando. “A atividade de segurança pública exercida pelos guardas municipais é de caráter essencial, devendo ser assegurada sua continuidade”, disse o procurador.

Dúvida legal

De acordo com Márcio Almeida, advogado do SindGM/CG, a categoria até o momento não foi intimada da decisão e após isso ocorrer será objeto de análise de eventual recurso por parte do Sindicato.

No entanto, Márcio Almeida acredita que será importante o Tribunal de Justiça se manifestar em definitivo quanto ao caráter policial da Guarda Municipal, pois segundo o advogado, em 2020, em decisão que aguarda julgamento no STF, o TJMS havia se pronunciado que a GCM não detinha as prerrogativas da segurança pública.

Negociações

Em nota divulgada na manhã de hoje, a prefeitura esclareceu que “mantém aberto o diálogo com a categoria e acredita na importância dos trabalhos exercidos pelo efetivo para manter a ordem e a segurança da população”.

Ônibus voltam a circular em Campo Grande

Transporte coletivo ficou paralisado por 24 horas na Capital após a empresa responsável pelo serviço atrasar pagamento dos funcionários

Os ônibus do transporte coletivo voltaram a circular normalmente em Campo Grande, nesta quarta-feira (22). Após a paralisação de 24 horas dos motoristas, a movimentação começou já na madrugada, quando os primeiros veículos deixaram as garagens e retomaram as ruas.

Ônibus voltaram a circular normalmente depois de 24h de paralisação — Foto: Reprodução/ Sérgio Saturnino

Com a retomada do serviço, o fluxo aumentou ainda mais. No Terminal Morenão, por exemplo, os passageiros não tiveram problemas para embarcar.

A volta dos coletivos foi definida na noite desta terça-feira (21), após conciliação entre o sindicato dos motoristas, órgãos públicos e o Consórcio Guaicurus. O principal motivo da paralisação era porque os motoristas não receberam o vale quinzenal, na segunda-feira (20), como era previsto.

Durante a reunião, ficou determinado que o valor que deveria ter sido pago aos trabalhadores, na segunda-feira (20), será creditado na próxima terça, dia 28. Além disso, ficou definido que o dia de greve será considerado como “abono”.

Justiça manda motoristas voltarem ao trabalho e manter 80% da frota de ônibus nas ruas

O desembargador federal do trabalho, André Luis Moraes de Oliveira, mandou o STTCU (Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande) colocarem fim à greve “surpresa” para que, imediatamente, 80% da frota de ônibus da Capital volte a circular. Caso a decisão não seja cumprida, a entidade que representa motoristas e outros trabalhadores do sistema de transporte público será multado em R$ 200 mil por dia.

Ônibus ficaram na garagem nesta terça-feira na primeira greve do transporte coletivo desde 1994 (Foto: Divulgação)

A decisão foi proferida após o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de Mato Grosso do Sul (Setur/MS) protocolar no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), uma ação de abusividade da greve.

Na manhã desta terça-feira (21) todos foram surpreendidos com a greve geral dos motoristas de ônibus de Campo Grande, no entanto, de acordo com a liminar assinada pelo desembargador André Luís, a decisão está totalmente errada.

“A greve não foi comunicada com antecedência de forma oficial às autoridades, nem à empresa; A garantia da prestação dos serviços mínimos e inadiáveis à população [foram parados]; os usuários do transporte público estão sofrendo direta e irremediavelmente os efeitos dessa paralisação e o movimento paredista é abusivo e, portanto, 80% do serviço devem voltar imediatamente”, diz o documento.

Transporte por aplicativo fica 5 vezes mais caro com os ônibus em greve

Sem ônibus, por causa da paralisação de motoristas, passageiros relataram dificuldade em conseguir chegar ao trabalho e chegam a pagar quase cinco vezes mais em transporte por aplicativo na manhã desta terça-feira (21), em Campo Grande (MS).

Valores cobrados em aplicativos de corrida nesta terça-feira — Foto: Reprodução/ RedesSociais

Sem um dos principais meios de transporte, a população recorreu a carros particulares, caronas e automóveis por aplicativos. A paralisação ocasionou um aumento do número de veículos circulando pela capital.

A auxiliar de limpeza Rosenil Morais, de 49 anos, diz estar revoltada com a paralisação dos serviços. Ela utiliza os serviços do transporte coletivo todos os dias para chegar ao trabalho, mas devido a greve se viu obrigada a acionar um motorista de aplicativo.

“Antes custava R$ 17 a R$ 20, e hoje cedo paguei R$ 63 para chegar no trabalho, isso porque nem sabia que não teria ônibus circulando hoje”, disse Rosenil, sobre o preço da tarifa que está sendo cobrada pelos carros por aplicativo.

A população foi pega de surpresa com a paralisação dos serviços de transporte. Os ônibus não saíram da garagem e os pontos de ônibus ficaram lotados na capital nesta manhã. A vendedora Joyce Ribeiro, de 27 anos, relata que esperou mais de 40 minutos pela chegada de um carro por aplicativo para seguir para seus destinos.

“Os motoristas precisam cobrar seus direitos, mas a população não pode pagar o preço por isso. O ônibus não passou no meu bairro, fui até o terminal e estava tudo fechado. Tive que solicitar uma corrida no aplicativo, mas eles se beneficiando disso elevando o preço é um absurdo”, disse.

Greve: Consórcio afirma que prefeitura tinha conhecimento e como de costume nada fez

Essa gestão Marcos Trad/Adriane Lopes vem se caracterizando a cada dia como uma das piores a frente da prefeitura desde a criação do município em 1899. Nada funciona a contento, saúde, educação, obras paradas, ruas esburacas e por ai vai.

Nesta terça-feira (21), o transporte coletivo parou, os motoristas cobram 40% do salário que deveria ser pago ontem. Um ofício do Consórcio Guaicurus foi enviado ao Executivo Municipal no dia 15 deste mês, e nele qualquer pessoa entende que a situação está no limite e que poderia chegar neste ponto de greve.

Terminal de Campo Grande amanheceu vazio — Foto: Reprodução/ Ana Lívia Tavares

Mas como é de costume nos últimos anos, inaugurado pelo prefeito que renunciou, as decisões são empurradas com a barriga, as desculpas e alegações não passam de engodo e promessas que em geral não são cumpridas. E pelo andar da carruagem a prefeita vem reeditando essa gestão catastrófica do seu antecessor.

Segundo o advogado do Consórcio Guaicurus, André Borges, um ofício foi enviado ao sindicato no fim da tarde desta segunda-feira (20) esclarecendo o motivo de o vale não ser pago, o grupo empresarial alega que os valores presentes no contrato de concessão dos ônibus com a Prefeitura de Campo Grande precisam ser reequilibrados e uma das alternativas seria o reajuste da tarifa cobrada aos passageiros.

O Consórcio cobra ainda da prefeitura a revisão do contrato alegando aumento dos custos, como diesel e manutenção dos veículos, e consequente redução da margem de lucro.

A greve prejudica aproximadamente 100 mil usuários do transporte coletivo, que dependem da condução diariamente. Cinco milhões de pessoas utilizam o transporte coletivo por mês em Campo Grande.

O diretor presidente da Agências Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg), Odilon de Oliveira Junior, afirmou que a Prefeitura está em dia com as contas e que o Consócio Guaicurus não repassou o pagamento aos motoristas.

“Nós da prefeitura estamos em dia com o pagamento que beira R$ 1 milhão, desde o começo do ano estamos dando o suporte dentro das nossas possibilidades. Estamos cobrando o Consórcio Guaicurus para que honre com as contas o mais rápido possível e o transporte normalize”, esclareceu.

Mesmo não devendo dinheiro para o Consórcio, a prefeitura é responsável pelo transporte de passageiros, tem que fazer funcionar, custe o que custar. Todo movimento da concessionária tem que ser acompanhado de perto, mas essa gestão nada faz e quem sempre paga o pato é o usuário, que mesmo andando em ônibus velho, sem ar-condicionado (mais uma promessa descarada do ex-prefeito Marquinhos Trad), com a passagem cara para os padrões brasileiros, as vezes suportando atrasos, na verdade órfãos de fiscalização, não podem ficar sem o transporte.

O presidente do Consórcio Guaicurus, Robson Luis, disse que a prefeitura realmente está pagando, mas que o dinheiro não é suficiente, tendo em vista o alto valor do diesel.

“Estamos alertando para a questão do aumento do combustível há quatro anos e que o valor da passagem está defasada. O preço atual é de R$ 4,40, mas o correto seria entre R$ 5,15 e R$ 6,20 só para bater o preço do diesel”.

Quatro anos de aviso, e a conotação que se tem é que a prefeitura trata com descaso o setor que deveria ser tratado com suma importância, enquanto isso os usuários do transporte que não tem nada a ver com essa confusão é que pagam o pato.

 

Campo Grande amanhece sem ônibus após paralisação de motoristas

Veículos não saíram da garagem na manhã desta terça-feira (21) e pontos de ônibus ficaram lotados na capital

Usuários do transporte coletivo de Campo Grande (MS), amanhecem sem ônibus nesta terça-feira (25). A decisão de paralisação do serviço ocorreu após a empresa Consórcio Guaicurus, responsável pelo serviço, encaminhar um ofício aos trabalhadores anunciando que a situação financeira do grupo é “bastante grave”.

Terminal de Campo Grande amanheceu vazio — Foto: Reprodução/ Ana Lívia Tavares

Em entrevista ao Bom Dia MS, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo, Demétrio Ferreira, disse que caso o pagamento do benefício não seja pago hoje, o serviço continuará paralisado.

“As empresas vem passando por um momento complicado financeiro, os trabalhadores vem comunicando o sindicato com frequência, agora complicou porque é questão de salário, ontem [20 de junho] era para ser depositado o adiantamento da folha [de pagamento] e não fizeram. Por isso, tomamos a decisão de fechar a empresa hoje, caso não deposite o pagamento hoje, amanha vai estar fechado também”, afirmou.

A decisão de paralisar os serviços foi tomada depois que o Consórcio Guaicurus encaminhou um ofício aos trabalhadores anunciando que a situação financeira do grupo é “bastante grave” e não haveria condições de quitar compromissos “inadiáveis”, como pagamento de funcionários e fornecedores. O repasse do vale referente a 40% do salários dos trabalhadores já não foi realizado nesta segunda-feira, segundo advogado do consórcio.