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Campo Grande, 05 de outubro de 2026

Greve: Consórcio afirma que prefeitura tinha conhecimento e como de costume nada fez

  • 21 de junho, 2022
  • Geral
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Essa gestão Marcos Trad/Adriane Lopes vem se caracterizando a cada dia como uma das piores a frente da prefeitura desde a criação do município em 1899. Nada funciona a contento, saúde, educação, obras paradas, ruas esburacas e por ai vai.

Nesta terça-feira (21), o transporte coletivo parou, os motoristas cobram 40% do salário que deveria ser pago ontem. Um ofício do Consórcio Guaicurus foi enviado ao Executivo Municipal no dia 15 deste mês, e nele qualquer pessoa entende que a situação está no limite e que poderia chegar neste ponto de greve.

Terminal de Campo Grande amanheceu vazio — Foto: Reprodução/ Ana Lívia Tavares

Mas como é de costume nos últimos anos, inaugurado pelo prefeito que renunciou, as decisões são empurradas com a barriga, as desculpas e alegações não passam de engodo e promessas que em geral não são cumpridas. E pelo andar da carruagem a prefeita vem reeditando essa gestão catastrófica do seu antecessor.

Segundo o advogado do Consórcio Guaicurus, André Borges, um ofício foi enviado ao sindicato no fim da tarde desta segunda-feira (20) esclarecendo o motivo de o vale não ser pago, o grupo empresarial alega que os valores presentes no contrato de concessão dos ônibus com a Prefeitura de Campo Grande precisam ser reequilibrados e uma das alternativas seria o reajuste da tarifa cobrada aos passageiros.

O Consórcio cobra ainda da prefeitura a revisão do contrato alegando aumento dos custos, como diesel e manutenção dos veículos, e consequente redução da margem de lucro.

A greve prejudica aproximadamente 100 mil usuários do transporte coletivo, que dependem da condução diariamente. Cinco milhões de pessoas utilizam o transporte coletivo por mês em Campo Grande.

O diretor presidente da Agências Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg), Odilon de Oliveira Junior, afirmou que a Prefeitura está em dia com as contas e que o Consócio Guaicurus não repassou o pagamento aos motoristas.

“Nós da prefeitura estamos em dia com o pagamento que beira R$ 1 milhão, desde o começo do ano estamos dando o suporte dentro das nossas possibilidades. Estamos cobrando o Consórcio Guaicurus para que honre com as contas o mais rápido possível e o transporte normalize”, esclareceu.

Mesmo não devendo dinheiro para o Consórcio, a prefeitura é responsável pelo transporte de passageiros, tem que fazer funcionar, custe o que custar. Todo movimento da concessionária tem que ser acompanhado de perto, mas essa gestão nada faz e quem sempre paga o pato é o usuário, que mesmo andando em ônibus velho, sem ar-condicionado (mais uma promessa descarada do ex-prefeito Marquinhos Trad), com a passagem cara para os padrões brasileiros, as vezes suportando atrasos, na verdade órfãos de fiscalização, não podem ficar sem o transporte.

O presidente do Consórcio Guaicurus, Robson Luis, disse que a prefeitura realmente está pagando, mas que o dinheiro não é suficiente, tendo em vista o alto valor do diesel.

“Estamos alertando para a questão do aumento do combustível há quatro anos e que o valor da passagem está defasada. O preço atual é de R$ 4,40, mas o correto seria entre R$ 5,15 e R$ 6,20 só para bater o preço do diesel”.

Quatro anos de aviso, e a conotação que se tem é que a prefeitura trata com descaso o setor que deveria ser tratado com suma importância, enquanto isso os usuários do transporte que não tem nada a ver com essa confusão é que pagam o pato.

 

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