HU oferece mutirão de diagnóstico de câncer de pele neste sábado

O atendimento será gratuito feito por ordem de chegada no Hospital Universitário, na capital

Mutirão de diagnóstico de câncer de pele será realizado no Hospital Universitário, neste sábado (19), em Campo Grande. A ação é promovida pelo Serviço de Dermatologia do instituição hospitalar.

O principal objetivo do mutirão é a prevenção e combate ao câncer de pele, o tipo com maior incidência no Brasil. Além do atendimento prévio, o evento vai oferecer orientações, consultas e cirurgias.

O mutirão é organizado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). O câncer de pele não melanoma é o mais prevalente no Brasil e no mundo, o diagnóstico precoce é de extrema importância. No mutirão, a prevenção, o diagnóstico e o tratamento ao mesmo tempo, serão disponíveis sem nenhum custo para a população.

Os principais sintomas do câncer de pele são: lesão assimétrica, com bordas irregulares, de sangramento fácil e difícil cicatrização. As manchas podem ser ásperas ou brilharem como pérola, e sua coloração tende a ser escura ou de múltiplas cores.

“Qualquer pessoa que tenha uma suspeita, uma percepção de manchas, pintas, caroços ou lesões que podem ser ou vir a ser um câncer de pele pode comparecer ao Humap para ser atendida neste dia”, explica o chefe do serviço de dermatologia do Humap-UFMS, Günter Hans Filho.

Serviço
No HU, os atendimentos serão realizados das 8h às 15h, no Ambulatório de Dermatologia (localizado no Ambulatório Geral), e contará com uma equipe com mais de 20 profissionais. O atendimento é gratuito e para participar basta apresentar documento com foto e cartão do Sistema Único de Saúde (SUS).

Todas as pessoas serão consultadas. Os pacientes com suspeita de câncer de pele passarão por biopsia. Caso sejam encontradas lesões pré-malignas, os pacientes farão criocirurgia (método cirúrgico que utiliza gases em baixas temperaturas, especialmente o nitrogênio, para destruir lesões). E se forem constatadas lesões decorrentes de câncer de pele, o paciente será submetido a cirurgia.

“A grande importância para a população de uma forma geral é que o câncer de pele, quando detectado precocemente, tem um dos maiores índices de cura existentes. Para os casos em que houver identificação de lesões suspeitas, o paciente será encaminhado para tratamento imediatamente. Após dois anos de mutirão suspenso devido à pandemia este é um grande momento de prestação de serviço de utilidade pública e que envolve nossa área assistencial e acadêmica.”, afirma o superintendente do Humap, Prof. Dr. Cláudio César da Silva.

 

Funcionários do HU entram em greve por tempo indeterminado

Os trabalhadores da saúde do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, em Campo Grande, entram em greve a partir de hoje (26). O motivo principal é a falta de reajuste salarial por quatro anos, previsto para acontecer todo mês de março. Outros 37 Hospitais Universitários da EBSERH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) também participam da ação. Eles reivindicam o reajuste salarial de 24%.

Profissionais de saúde do Hospital Universitário deram início a greve hoje  Foto: Berlim Caldeirão

De acordo com os trabalhadores, houve diversas tentativas de diálogo com o Governo Federal, mas o processo de reajuste se arrasta por 4 anos sem resposta aos empregados. A categoria também exige a valorização pelos serviços prestados durante a pandemia de Covid-19 e a dedicação em restabelecer a saúde da população.

Secretário-geral do Sintsep (Sindicato dos Servidores Públicos Federais em Mato Grosso do Sul), Wesley Cássio Goully explica que os 24% corresponde ao valor acumulado nos últimos quatro anos, baseado na correção da inflação de 6% ao ano.

“Estamos em negociação com o governo desde 2018 e não tivemos resposta. Em uma das conversas eles propuseram, inclusive, diminuir o salário dos profissionais de saúde a partir da diminuição da insalubridade”, destaca.

Atualmente, os profissionais recebem 27% sobre o salário-base de cada categoria. A proposta do Governo Federal é reduzir pra 20% sobre o salário mínimo. Wesley Cássio ressalta que a mudança da base de cálculo da insalubridade acarretaria em uma diminuição de 20% para algumas categorias.

“Se recebêssemos cerca de R$ 4 mil, o máximo que chegaria a insalubridade seria em torno de R$ 440,00, uma redução absurda. Então, o que a gente pede é não reduzir e manter o reajuste desses últimos quatro anos. Não estamos pedindo aumento em cima da inflação e sim a correção de 6% ao ano”, explica.

Em nota, a Ebserh, empresa que administra 41 hospitais universitários do país, comunicou que a relatora do dissídio coletivo no TST (Tribunal Superior do Trabalho), ministra Delaíde Alves Miranda Arantes, determinou o percentual mínimo de manutenção de trabalhadores, em seus respectivos locais de trabalho, na base de 50% em cada área administrativa e de 60% para cada área médica e assistencial, sob pena de multa diária de R$ 50 mil, em caso de descumprimento.

“Com o início das manifestações, fica ainda mais clara a vontade dos empregados, semelhante à da Ebserh, em uma resolução rápida para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT)”.

Para solucionar o impasse, a Ebserh peticionou no dia 10 de agosto, no TST, um pedido de análise dos ACT’s em curso, solicitando o julgamento imediato do dissídio coletivo, inclusive quanto aos ACT’s em aberto.

Wesley Cássio destaca ainda que a greve segue por tempo indeterminado até que o Governo Federal proponha um acordo com a categoria, mas garante que o hospital seguirá mantendo os atendimentos para não impactar a saúde da população.

“Apesar da greve, temos um compromisso com a população. Vai existir a diminuição do serviço prestado, mas o que é essencial e inadiável será mantido”, finaliza.