Governo de MS sanciona reajuste de 5% para os servidores

No dia 19 de abril, o Governo do Estado definiu em 5% o Reajuste Geral Anual dos servidores públicos e reafirmou estar aberto ao diálogo para discutir as particularidades de cada categoria

O governador Eduardo Riedel sancionou a lei que assegura a aplicação do índice de 5% (cinco por cento) sobre o vencimento-base ou o subsídio, que compõem a remuneração dos servidores públicos efetivos e dos empregados públicos integrantes da Administração Direta, Autárquica e Fundacional do Poder Executivo Estadual.

O anúncio foi feito pelo secretário Pedro Caravina (Governo e Gestão Estratégica) Foto: Álvaro Rezende

O índice está acima da inflação dos últimos 12 meses (IPCA), de 4,65%, e será concedido a partir de 1º de maio.

A revisão geral anual se estende aos servidores públicos estaduais inativos integrantes da Administração Direta, Autárquica e Fundacional do Poder Executivo Estadual, que fazem jus à regra constitucional da paridade, e aos seus respectivos pensionistas, a título de revisão geral anual, incidente sobre seus proventos de aposentadoria, pensões e eventos descritos na lei, observada a ressalva.

Também inclui os servidores públicos estaduais, efetivos e comissionados, ativos e inativos com direito à paridade, e seus respectivos pensionistas integrantes dos quadros da Defensoria-Pública, do Tribunal de Contas, do Ministério Público de Contas, da Assembleia Legislativa, do Poder Judiciário e do Ministério Público do Estado. Mas não se aplica aos membros e aos servidores cujos subsídios estejam vinculados constitucionalmente ou em legislação específica.

O índice não se estende aos valores estabelecidos para o vencimento dos cargos em comissão do quadro de pessoal do Poder Executivo Estadual, previstos na Lei nº 6.036, de 1º de janeiro de 2023. E também não se aplica aos servidores públicos estaduais ativos e inativos do Poder Executivo Estadual e a seus respectivos pensionistas, ocupantes dos cargos de Professor, de Especialista de Educação, de Professor-Leigo e de Professor do Quadro Suplementar, aos quais se aplicam legislação específica e própria.

“Vamos procurar sempre fazer a correção. Só não pode ultrapassar o índice de 44% imposto pela LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) com a folha de pagamento”, afirmou o governador Eduardo Riedel sobre assumir o compromisso de repor as perdas inflacionárias, porém respeitando a capacidade financeira e os limites impostos pela legislação.

No dia 19 de abril, o Governo do Estado definiu em 5% o Reajuste Geral Anual dos servidores públicos e reafirmou estar aberto ao diálogo para discutir as particularidades de cada categoria. Na época, o anúncio foi feito pelos secretários Pedro Arlei Caravina (Governo e Gestão Estratégica) e Ana Nardes (Administração) durante reunião com os dirigentes de sindicatos e federações de trabalhadores. Em seguida, o projeto de lei definindo o índice foi enviado à Assembleia Legislativa, que decretou o reajuste.

“O diálogo com as categorias vai continuar aberto e isso será permanente. Vamos discutir tudo com muita responsabilidade e transparência”, disse o secretário de Governo.

Adriane Lopes vai dar reajuste de 14,95% aos professores de Campo Grande

Datas e formas de pagamento das parcelas ainda serão discutidos em reunião marcada para o fim do mês

A Prefeitura de Campo Grande decidiu pagar reajuste salarial de 14,75% aos professores da rede municipal, índice necessário para cumprir o piso nacional da categoria pelo cumprimento de 20 horas semanais, instituído pela Lei 11.738/2008.

A decisão foi tomada pela prefeita Adriane Lopes (Patriota), em reunião no dia de ontem (15) com Secretários, vereadores e com o presidente do Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP), Gilvano Kunzler.

Detalhes como as datas dos depósitos serão definidos em reunião com a prefeitura no 29 de maio

Ficou acordado que o pagamento será escalonado, e mais detalhes serão discutidos em nova reunião no dia 29 de maio. Para o vereador Professor Juari (PSDB), que participou da reunião, foi uma surpresa positiva a decisão da aprovação do reajuste salarial.

“Fui na expectativa de que não teríamos o reajuste, mas fomos surpreendidos positivamente, de que os 14.95% preconizados na Lei 11.738, que é a Lei do Piso Nacional, nós receberemos de maneira escalonada. E a reunião no dia 29 será para que a prefeita nos mostre como ficará esse escalonamento”, afirmou.

O parlamentar adiantou que o escalonamento do pagamento será feito em três parcelas. Detalhes como as datas dos depósitos serão definidos em outra reunião com a prefeitura, marcada para 29 de maio.

“Foi uma reunião proveitosa porque esperávamos que a prefeita não fosse se comprometer, mas, pelo menos, ela fez esse compromisso de escalonar o reajuste para cumprir a lei”, declarou Juari.

Ele debateu o assunto junto à secretária de Finanças e Planejamento, Márcia Hokama; o secretário de Educação, Lucas Bitencourt; o presidente da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública), Gilvano Kunzler; e o vereador Riverton Francisco, o Professor Riverton (PSD).

 

Gerson Claro comemora redução tributária e detalha celeridade a reajuste

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), deputado Gerson Claro (PP), concedeu entrevista à imprensa após sessão plenária desta terça-feira (25), em que comentou sobre três assuntos em pauta no Parlamento: a revisão geral anual dos servidores do Executivo; as futuras matérias sobre redução tributária; e audiência pública quanto à malha viária do Estado.

Presidente ainda falou sobre audiência pública sobre a malha viária (Foto: Everton Falcão)

Quanto ao reajuste, previsto no Projeto de Lei 110/2023, encaminhado ontem pelo Poder Executivo para análise da ALEMS, prevê que revisão geral anual da remuneração dos servidores e dos empregados públicos estaduais será no índice de 5% – saiba mais aqui.  “Recebemos a proposta e amanhã já deve ser analisada pela CCJR [Comissão de Constituição, Justiça e Redação], podendo ainda receber emendas. O fato é que 5% já está definido, para recomposição da perda inflacionária e vamos votar para poder já constar na folha do mês de maio. Esperamos que até 10 ou 11 de maio seja votado”, estimou o presidente.

Na noite de segunda-feira (24), o Governo do Estado realizou evento em que anunciou que enviará à ALEMS propostas que visam à redução tributária – confira aqui.  “Segundo o governador [Eduardo Riedel – PSDB], no começo de maio deve enviar projetos que reduzirão a carga tributária para a população, um deles, inclusive, trata da conversão referente aos veículos a gás. Eu fui autor de um projeto enviado para o Governo sobre isso, em que a pessoas com veículos a gás pudessem ter benefícios como a isenção do IPVA e inclusive um benefício da MS Gás para incentivar a conversão, então fiquei muito feliz”, relembrou.

Outras propostas serão com a redução do imposto de alguns itens da cesta básica. “É nossa função aqui da Casa de Leis debater e votar projetos que beneficiem o cidadão, que melhore a vida das pessoas. Na segunda semana de maio já devemos votar e todo projeto que venha em benefício ao cidadão, estando apto para votar, votaremos o mais rápido possível”, explicou Gerson Claro.

Audiência

O último tema é quanto à audiência pública sobre a relicitação da concessão da Malha Oeste, trecho ferroviário entre Corumbá (MS) e Mairinque, no interior de São Paulo. A audiência, promovida pela Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), está programada para começar às 14h, no auditório do Grand Park Hotel, na Avenida Afonso Pena, 5.282.

“A audiência é uma iniciativa legal para os fins de concessão e nós vamos participar enquanto parlamentares. Vamos levar nossas ideias e ouvir o que vão apresentar, porque haverá ainda  uma nova oportunidade em outra audiência no dia 3. Vamos ver o que esperamos para a mudança da malha viária para Mato Grosso do Sul”, disse o presidente Gerson Claro. Saiba mais detalhes nesta matéria aqui.

Governo encaminha à Assembleia projeto que reajusta em 5% o salário dos servidores

O Governo Estadual enviou, para a Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), o projeto de lei que busca a revisão geral anual da remuneração dos servidores e dos empregados públicos estaduais. O índice proposto é de 5% e visa à recomposição da perda inflacionária.

O governador Eduardo Riedel frisa que esse índice de revisão salarial “não se estende aos servidores públicos estaduais ocupantes dos cargos de professor, especialista em educação, professor-leigo e professor do quadro suplementar, ativos e inativos com paridade, e a seus respectivos pensionistas”.

Caso aprovada, a proposta vigora a partir de 1º de maio para os servidores (Foto: Álvaro Rezende)

Ele justifica que o reajuste destes profissionais está é previsto na Lei Federal 11.738/2008, que regulamenta o piso salarial profissional nacional da categoria.

Caso aprovada, a proposta passa a vigorar a partir de 1º de maio para os servidores do Poder Executivo Estadual, nas datas-bases estabelecidas nas legislações específicas para os integrantes da Defensoria-Pública, do Tribunal de Contas, do Ministério Público de Contas, da Assembleia Legislativa, do Poder Judiciário e do Ministério Público do Estado.

O projeto deve ser apresentado na sessão plenária desta terça-feira (25). Depois, segue para análise da CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação) e, caso receba parecer favorável, continua tramitando na Casa de Leis.

Governo de MS define reajuste anual dos servidores estaduais

Índice está acima da inflação dos últimos 12 meses e será concedido a partir de 1º de maio

Caravina destacou que a gestão está aberta a discutir particularidades de cada categoria

O Governo do Estado definiu em 5% o Reajuste Geral Anual dos servidores públicos e reafirmou estar aberto ao diálogo para discutir as particularidades de cada categoria. O índice está acima da inflação dos últimos 12 meses (IPCA), de 4,65%, e será concedido a partir de 1º de maio.

O anúncio foi feito na quarta-feira (19) pelos secretários Pedro Arlei Caravina (Governo e Gestão Estratégica) e Ana Nardes (Administração) aos dirigentes de sindicatos e federações de trabalhadores. Projeto de lei definindo o índice será enviado à Assembleia Legislativa.

Antes, em entrevista, o governador Eduardo Riedel já havia assumido o compromisso de, respeitando a capacidade financeira e os limites impostos pela LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal), repor as perdas inflacionárias. “Vamos procurar sempre fazer a correção. Só não pode ultrapassar o índice de 44% imposto pela LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) com a folha de pagamento”, disse.

Aos representantes dos servidores estaduais, Caravina lembrou o compromisso e destacou que a gestão vai estar aberta a discutir particularidades de cada categoria. “O governador vai trabalhar para todos os anos aplicar a Revisão Geral Anual. Hoje estamos para reafirmar isso. O diálogo com as categorias vai continuar aberto e isso será permanente. Vamos discutir tudo com muita responsabilidade e transparência”, disse o secretário de Governo.

Já Ana Nardes acrescentou que já tem recebido algumas categorias para discutir pedidos individuais e explicou como o Governo chegou ao índice de aumento. “O governador entende que a Revisão Geral Anual é um direito, mas ele é um índice, um cálculo. Fizemos uma projeção da inflação de 4,65% dos últimos 12 meses, mas o governador entendeu que tinha a possibilidade de fazer melhor e vamos enviar para a Assembleia Legislativa um índice de 5%”, finalizou.

Bolsas ofertadas para estudantes de MS recebem reajuste de até 75%

Alunos de pós-doutorado, doutorado, mestrado e iniciação científica receberão aumento

As bolsas de pós-graduação oferecidas pela Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul) para fomento de pesquisas e projetos científicos, tecnológicos e de inovação foram reajustadas pelo Governo do Estado, seguindo a correção realizada pelo Governo Federal nas bolsas ofertadas pela Capes e pelo CNPq.

O governador Eduardo Riedel autorizou, nesta sexta-feira (3), a Fundação a aumentar o valor pago pelas bolsas, a contar de 1º de março, em uma reunião na sede do Poder Executivo com o Crie-MS (Conselho de Reitores das Instituições de Ensino Superior no Estado), o secretário Jaime Verruck (Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), o diretor-presidente da Fundect, Marcio de Araújo Pereira, e o secretário executivo Ricardo Senna, de Ciência Tecnologia e Inovação da Semadesc.

Governador assinou nesta manhã aumento de bolsas para estudantes (Foto Saul Schramm)

Os reajustes são de 25% para estudantes de pós-doutorado, que passam a receber bolsas de R$ 5,2 mil, de 40% para mestrado e doutorado, cujos valores foram reajustados para R$ 2,1 mil e R$ 3,1 mil respectivamente, e de 75% para a iniciação científica dos cursos de graduação, resultando em bolsas de R$ 700. O impacto previsto na folha de pagamento é de aproximadamente R$ 2 milhões em 2023.

Para o governador Eduardo Riedel, o reajuste garante tranquilidade para os estudantes fazerem projetos que vão ajudar a desenvolver o Estado e fazer diferença na vida das pessoas. “O aumento do valor das bolsas é muito importante para recompor o valor aquisitivo, dar conforto, tranquilidade, para toda essa rede de graduação, pós-graduação. É o Estado que mais garante bolsas proporcionalmente para os seus estudantes, tem financiado pesquisas em todas as instituições de ensino, e isso faz a diferença para Mato Grosso do Sul”, disse.

“Essas bolsas trazem um resultado significativo para o Estado em termos de preparar todo um contingente de pessoas para o desenvolvimento. Quando eles pesquisam diferentes áreas, estão trazendo inteligência, conhecimento e capacidade”, acrescentou.

O pagamento de bolsas pela Fundação é feito principalmente por meio de editais voltados aos programas de pós-graduação stricto sensu, sediados nas instituições de ensino superior do Estado, que selecionam diretamente os bolsistas. Além disso, também há oferta de bolsas voltadas para a formação de recursos humanos mais qualificados para atuar em ciência, com os programas de iniciação científica.

Já o secretário Jaime Verruck destacou que são mais de 1.000 bolsistas financiados pela Fundect, sendo que o valor não era reajustado desde 2013. “Então, muitos bolsistas tinham dificuldade em avançar nas suas pesquisas. A partir desse momento, a gente cria uma situação muito favorável para esses 1.000 bolsistas no Estado. Esse aluno está em dedicação integral, toda a despesa dele depende dessa bolsa. Ele come, bebe, aluga uma casa, então, ele não consegue fazer uma pós-graduação, um mestrado, doutorado, se não tiver essa bolsa”, explicou.

E o diretor-presidente da Fundect, Marcio de Araujo Pereira, afirmou que o aumento vai refletir em soluções para a sociedade. “O impacto anual é de R$ 2 milhões. São mil estudantes do Ensino Médio, da graduação, do mestrado, doutorado e pós-doutorado. O impacto é muito grande porque você muda vidas, mantém essas pessoas nas universidades, nas escolas. Eu sempre falo que a educação é a ferramenta mais poderosa para o desenvolvimento. As bolsas são a energia que mantêm esses jovens nas escolas, nas universidades, nas pesquisas que vão criar soluções para a sociedade”, declarou.

Para o vice-presidente do Crie-MS, o reitor da UFGD, Jones Dari Goettert, o reajuste das bolsas é um ato de valorização, respeito e ousadia do Governo do Estado. “É a ciência que está sendo valorizada. Este aqui é um ato político, mas também é um ato de coragem”.

enefícios concedidos

Atualmente, a Fundect oferece 140 bolsas de mestrado, 96 de doutorado e 25 de pós-doutorado, resultando em montante mensal aproximado de R$ 523,7 mil, somente para bolsas de pós-graduação. Essas bolsas beneficiam estudantes e pesquisadores de todas as instituições de ensino superior que ofertam programas de pós-graduação stricto sensu: UFMS, UFGD, UEMS, UCDB e Uniderp.

A Fundect atende ainda bolsistas que recebem diretamente da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), que é responsável pelo custeio e regramento dos cursos em todo o Brasil.

As bolsas da parceria entre a CAPES e Fundect atendem 38 estudantes de mestrado, 28 de doutorado e cinco de pós-doutorado, totalizando valor mensal de aproximadamente R$ 140 mil. A CAPES oferta ainda, somados às bolsas dos acordos com a Fundação e os demais programas, 1,8 mil bolsas para alunos do Estado.

Adriane Lopes deve recorrer à Justiça contra reajuste salarial aprovado pela Câmara

Contrária ao aumento do próprio salário, a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (Patriota), afirmou nesta sexta-feira (3) que está aguardando o desenrolar de duas ações para tomar providencias e tentar barrar o reajuste que elevará a remuneração do cargo para R$ 41,8 mil.

A prefeita esclareceu nesta manhã que o projeto nasceu e teve fim na Câmara (Foto Divulgação)

Ela declarou que pode recorrer à Justiça contra o projeto aprovado por vereadores para aumento salarial dela, diretores de autarquia e secretários.

Adriane esclareceu que o projeto nasceu e teve fim na Câmara, sem a participação do Poder Executivo. Disse considerar o aumento da categoria um pleito justo, mas se mostrou contrária ao reajuste do próprio salário. ” Sou contra aumento do meu, tendo em vista a condição financeira do Município”, justificou.

Além do salário da prefeita e dos secretários, o reajuste aprovado no legislativo atingiria outros 408 servidores, que recebem o teto do funcionalismo público. “O mesmo impeditivo fiscal que eu tenho para dar aumento para as outras categorias é o mesmo que vai me impedir de ter o aumento do meu salário”, disse Adriane Lopes.

A prefeita ressaltou que já há uma ação popular e recomendação do Tribunal de Contas do Estado, contrária ao reajuste. Ela deve aguardar o resultado. Caso o projeto ainda continue válido, pretende recorrer à Justiça.

“Não assumi a Prefeitura por causa de salário. Estou aqui por um projeto, missão. Não é por salário. É um propósito de trabalhar pela cidade. Respeito a categoria que tem salário vinculado, mas se a ação popular não embargar, vou entrar com alguma medida”, afirmou.

Vereadores aprovam por unanimidade, reajuste de 10,39% no salário dos professores

Pagamento será em duas parcelas, sendo a primeira em fevereiro, e a segunda, em junho

Os vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande aprovaram, na sessão desta quinta-feira (09), seis projetos de lei, entre eles o reajuste de 10,39% no salário dos professores da Rede Municipal de Ensino.

O projeto 10.857/23 foi aprovado em regime de urgência, em única discussão, sendo amplamente discutida com a ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública).

Pela proposta, 4% serão pagos a partir deste mês e os outros 6,39% a partir de junho a título de verba indenizatória para professores ativos e inativos. Na mensagem do Projeto 10.857/23, de autoria do Executivo, a prefeitura justifica que a medida foi aprovada pelo Sindicato. Várias reuniões foram realizadas com a prefeitura, representantes dos profissionais e vereadores.

A proposta foi protocolada na Câmara na quarta-feira e no mesmo dia já encaminhada para análise da Procuradoria da Casa de Leis. “Temos compromisso com servidores. Chegou ontem o projeto, pedi à Procuradoria que analisasse e hoje autorizei requerimento de urgência”, disse o vereador Carlos Augusto Borges, o Carlão, presidente da Câmara.

Ele ressaltou que tomou o cuidado de ligar para o presidente da ACP, Gilvano Bronzoni, para confirmar se a proposta atendia ao que ficou combinado com a categoria. “Encaminhei para o Gilvano e falei me avisa se tiver uma vírgula que não é o que vocês conversaram com a prefeitura. Ele falou tudo ok, é isso mesmo. Então, a Câmara fez seu papel. Chegou o projeto e votamos em seguida”, disse. O presidente da ACP acompanhou a votação em Plenário nesta quinta-feira.

Comissão – Conforme a proposta, será ainda instituída uma comissão, composta por representantes da prefeitura, da Câmara Municipal e da ACP para discutir as demandas e assuntos relacionados à carreira dos profissionais.

O vereador Prof. Juari, presidente da Comissão Permanente de Educação da Câmara, ressaltou que a comissão, formada por vereadores, prefeitura e ACP vai manter reuniões. Um dos temas que deve continuar sendo acompanhado é a incorporação da verba indenizatória aprovada. “Por essa insegurança, vamos pautar a previsão de incorporar ao salário. Mas para isso, a prefeitura tem que diminuir o gasto com pessoal”, afirmou, referindo-se ao limite estabelecido na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que acabou impedindo a aprovação como reajuste.

No fim do ano passado, os professores chegaram a realizar manifestações e greve de uma semana para reivindicar o pagamento do piso salarial, com o reajuste estabelecido em lei. À época, a prefeitura não conseguiu conceder o pagamento, justificando que iria descumprir a legislação porque o gasto com pessoal tinha extrapolado o limite.

Outros projetos – Em única discussão, foi aprovado o Projeto de Lei Complementar 847/22, do Executivo Municipal, que altera a Lei Complementar n. 452, de 29 de abril de 2022, que dispõe sobre organização e instituição do plano de carreira e remuneração dos profissionais em serviços de Assistência Social integrante do quadro de pessoal efetivo do Poder Executivo de Campo Grande. A prefeitura justifica, na mensagem enviada no projeto, que a proposta de readequação não altera remuneração nem quantitativo de cargos.

Outras quatro propostas foram aprovadas em segunda discussão. Entre elas, o Projeto de Lei 10.672/22, de autoria do vereador Dr. Victor Rocha, que institui a Semana de Educação, Conscientização e Orientação sobre Fissura Labiopalatina no calendário de comemorações oficiais do município.

Também o Projeto de Lei 10.683/22, de autoria dos vereadores Professor André Luis e Prof. João Rocha, que dispõe sobre a gratuidade de transporte para pessoas com câncer nos veículos de transporte coletivo municipal de Campo Grande.

Foi aprovado ainda o Projeto de Lei 10.748/22, de autoria dos vereadores Dr. Victor Rocha, Otávio Trad e do então vereador Dr. Sandro (atualmente licenciado), que institui o Dia Municipal do Médico Cardiologista no município de Campo Grande.

E, por fim, os vereadores aprovaram o Projeto de Lei 10.725/22, de autoria do vereador Dr. Loester, que institui o Programa Municipal “Campo Grande Transparente”, destinado a assegurar o cumprimento dos requisitos exigidos pela Escala Brasil Transparente – avaliação 360º, da Controladoria-Geral da União.

Prefeita encaminha a Câmara de Vereadores projeto com reajuste de 10,39% aos professores

A prefeita de Campo Grande Adriane Lopes encaminhou nesta quarta-feira (8) à Câmara Municipal, o Projeto de Lei que concede o pagamento do reajuste de 10,39%, que será feito em duas parcelas aos professores ativos e inativos da Capital, sendo a primeira de 4% em fevereiro e a segunda, de 6,39%, em junho.

“Buscamos a valorização de todos os servidores, agindo com compromisso e responsabilidade”, disse a prefeita Adriane Lopes.

A medida ocorre após a gestão se empenhar em dialogar com a categoria, sempre pautada na ação com responsabilidade e no reconhecimento ao servidor público municipal do magistério, concretizando uma efetiva valorização dos professores e professoras, com resultados positivos aos munícipes campo-grandenses.

“Buscamos a valorização de todos os servidores, agindo com compromisso e responsabilidade por parte da nossa gestão. Uma proposta que nós vamos cumprir agora em fevereiro e no mês de junho. Vamos continuar com esta comissão, que de dezembro até agora já alinhou várias tratativas e seguirá com reuniões, com o objetivo de valorizar os professores”, acrescentou a Prefeita.

A proposta foi votada na última semana, em Assembleia do Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP), onde validou a proposição do Executivo Municipal.

Agora o projeto segue para votação na Câmara Municipal.

Adriane Lopes propõe reajuste de 10,39% em duas parcelas aos professores

Reajuste será pago em duas parcelas, sendo 4% em fevereiro e 6,39% em junho

A prefeitura de Campo Grande fez uma nova proposta de pagamento do reajuste de 10,39% aos professores. Em reunião nesta segunda-feira (30) com a comissão mista, o município propôs pagar 4% em fevereiro e 6,39% em junho, chegando ao reajuste total para toda a categoria.

“Nós fizemos uma proposta do executivo para a ACP. Desde dezembro nós estamos avançando nesta comissão, fizemos alguns ajustes necessários na gestão, diminuímos despesas de custeio, comissionados, estamos reestruturando a educação pra que hoje a gente pudesse sentar aqui com a ACP e trazer para eles uma proposta”, disse a prefeita.

Em nova reunião, prefeita propôs pagamento de 10,39% em duas parcelas – Foto: Marcelo Victor

A “queda de braço” entre a categoria e prefeitura teve inicio em novembro de 2022, inclusive acarretou em paralisação das aulas no final do último ano letivo. A proposta de parcelamento do percentual, que estava em atraso, será apresentada em assembleia geral na ACP (Associação Campo-grandense de Professores) e posteriormente a Câmara Municipal irá discutir o acordo.

“A prefeitura falou que retomaria o debate a partir das segunda quinzena de janeiro, agora saímos da quarta reunião com uma proposta efetiva de recomposição salarial dos 10,39%. A ACP recebe de forma positiva, nos iremos levar a assembleia, acredito que os professores devam discutir de forma madura e entender que daqui pra frente vamos apresentar a questão da continuidade do dialogo, nós sabemos que não é aquilo que o professor entende que merecia, mas depois de tanto debate sabemos que a prefeita teve que fazer vários ajustes e um sacrifício grande na maquina”, pontuou o presidente da ACP, Gilvano Bronzoni.

Nas escolas municipais de Campo Grande, as aulas voltam no dia 8 de fevereiro. A tendência é de que os professores aprovem a proposta, que é a mais atrativa desde o início das negociações, em 2022.

“Essa proposta tira a pressão do início das aulas, pois muitos professores estão contrários a voltar às aulas sem acordo sobre o reajuste com a prefeitura”, afirma o presidente da ACP.

Assim que os professores deliberarem sobre essa proposta, nova negociação deve começar. De acordo com Gilvano, a prefeitura já aceitou começar a negociar o reajuste da categoria de 2023.